Área temática: Movimentos sociais e ativismo
Grupo de trabalhoPovos indígenas, autonomias e direitos coletivos
Centro de Planejamento e Gestão
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina
Universidade de São Paulo
Brasil
Desde a década de 1980, o neoliberalismo consolidou-se em um novo ciclo de acumulação de longo prazo, oscilando entre crises e períodos de intensa atividade, mas expandindo constantemente suas áreas de influência. Na América Latina, a preeminência do capital estrangeiro promoveu a reprimarização das economias e o aprofundamento das relações de dependência (Katz, 2019). Nesse contexto, as fronteiras entre Norte e Sul são porosas, sugerindo que os "países do Sul" tornaram-se centrais para o desenvolvimento, a expansão e a existência do capitalismo global, suscitando questões que não buscam mais definir o "Sul" a priori, mas sim elucidar a relação constitutiva dos processos globais, com suas articulações e antagonismos.
Dessa perspectiva, a questão das autonomias indígenas e das lutas territoriais assume importância central para a compreensão dos processos históricos que se desenrolaram em cada região da América Latina e sua conexão com as dinâmicas globais. Ao longo dos últimos 40 anos, diversos processos ocorreram, como a grande mobilização indígena de 1992 em protesto e resistência à comemoração dos 500 anos da conquista colonial; a revolta zapatista em Chiapas desde janeiro de 1994; as mobilizações indígenas e os processos constitutivos que, desde 2000, vêm sendo liderados por atores indígenas na Bolívia e no Equador, resultando na incorporação da autonomia indígena nas constituições de ambos os países; a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas em 2007; e as mobilizações indígenas por processos de recuperação territorial e sociocultural, levantamentos fundiários, reparações históricas, entre outros. Em meio a uma grande quantidade de eventos, esses são processos e formas pelas quais as autonomias indígenas foram reivindicadas, demandadas, disputadas, construídas e defendidas em toda a América Latina.
Nosso Grupo de Trabalho tem buscado problematizar os processos autônomos a fim de compreender como esses movimentos, que consideramos estratégias inovadoras de resistência e reexistência, se desenvolvem. Em nossos estudos e debates, incorporamos temas como processos organizacionais em resposta à repressão estatal e à criminalização de defensores dos direitos indígenas, como observado em países como Guatemala, Chile, Peru, Brasil, Argentina, Nicarágua, Honduras, Paraguai, Costa Rica e Colômbia; mas também as formas de construção social de fato em rebelião, como ocorreu no México; e as transformações estatais no Equador e na Bolívia (García Guerreiro e Monasterio Mercado, 2022; Torres Velázquez et al., 2024; Lao Sánchez e Alkmin, 2025, entre outros). Isso tem levantado questões sobre os limites do reconhecimento de direitos, sua implementação deficiente e o ressurgimento de estruturas coloniais, racistas, patriarcais e de classe que ainda subjazem às práticas governamentais e às ordens sociais vigentes. Nesse sentido, as lutas dos povos têm demonstrado que incluem processos de longo alcance, cumulativos e sobrepostos, que incorporam e renovam os significados da existência e da relação com o espaço e, assim, formulam novas estratégias de territorialização baseadas na tradição e no passado, nos conflitos presentes e no futuro imaginado (Hurtado e Porto-Gonçalves, 2022).
O tratamento dessas questões vai além da esfera acadêmica, razão pela qual o trabalho do Grupo de Trabalho é realizado de forma dialógica e em conjunto com povos indígenas, comunidades e organizações de diferentes regiões da América Latina. Com base na diversidade de experiências, no trabalho colaborativo e nos engajamentos em campo, constatamos que, por meio da organização coletiva e da resistência cotidiana, os povos indígenas constroem estratégias que desafiam os modelos hegemônicos de desenvolvimento e as instituições estatais, ainda que não sem contradições e complexidades que devem ser cuidadosamente analisadas e problematizadas. "Autonomia é para que o Estado e o mundo reconheçam nosso modo de vida?" ressoa nesses territórios (García Guerreiro et al., 2022, p. 67). Pode-se argumentar que a existência de cada povo indígena hoje constitui um ato de rebeldia; que estar aqui, hoje e agora, após 533 anos de colonialismo, incorpora a vontade de um povo que luta para ser e para permanecer. Partindo disso, o horizonte futuro aponta para a construção de oportunidades que tornem a emancipação e a descolonização possíveis em condições de equidade, liberdade e dignidade nos mesmos territórios.
Contudo, nos últimos anos, a degradação ambiental na América Latina tem se agravado devido à destruição da biodiversidade em seus territórios. Isso impacta diretamente a dignidade de vida de sua população. A região possui 24% das ecorregiões terrestres do mundo, 18% das ecorregiões marinhas e um terço das reservas de água doce do planeta. Tudo isso não só sustenta a região, como também fornece um suporte substancial para a estabilidade planetária de forma invisível; ou seja, são recursos naturais que "o mundo usa, mas não reconhece" (Giglo et al., 2024). O problema é que as atividades extrativistas e a expansão da fronteira agrícola permanecem centrais para o modelo de desenvolvimento, que continua baseado na "acumulação por desapropriação" (Harvey, 2003). De fato, essa situação se aprofundou, apesar da incorporação de novos adjetivos como "sustentável", "verde" ou "verde". e das narrativas de mitigação das mudanças climáticas, que ainda são antropocêntricas e contêm uma matriz econômica (Gudynas e Carpio Benalcázar, 2024).
Nesse contexto, as lutas por autodeterminação e autonomia em toda a América Latina assumem vital importância planetária, pois compartilham o potencial e o desafio de transformar os processos de deterioração e degradação ambiental, bem como de desmantelar o aprofundamento da violência. Essas propostas e processos manifestam disputas sujeitas a tensos processos de negociação, pressão e/ou cerco, envolvendo fatores externos como governos, partidos políticos, forças militares, empresas transnacionais extrativistas, ONGs e outros atores, mas também fenômenos endógenos que, por vezes, representam contradições e limitações dentro dos próprios movimentos indígenas. Assim, a luta dos povos indígenas por seu direito à autogovernança política e à autodeterminação territorial enfrenta múltiplos obstáculos, limites e fronteiras, mesmo que, em alguns casos, tenham alcançado o reconhecimento do Estado e/ou a incorporação e a integração de seus direitos coletivos.
O trabalho do Grupo de Trabalho inclui uma análise das condições apresentadas pelo chamado "capitalismo desapossivo" nos países da América Latina, uma descrição dos danos irreversíveis à natureza e da violação dos direitos dos povos indígenas em escala regional. Incorpora também processos cotidianos, na medida em que essas condições se confrontam com a possibilidade de desenvolver uma vida digna ou "bem viver" como visões alternativas que emanam de cosmovisões comunitárias. Nesse sentido, buscamos documentar, analisar, compreender e problematizar como os movimentos indígenas contemporâneos lutam para confrontar "projetos de morte" que ameaçam a vida e a Mãe Terra como nosso lar comum, a fim de abrir novas possibilidades de pensamento e sociedade. Portanto, explorar as propostas e os processos derivados de movimentos que lutam por autonomia — que, a partir de suas experiências cotidianas, podem estar produzindo alternativas para a descolonização socioambiental — é uma abordagem crítica, proativa e intelectual.
García Guerreiro, Luciana; Hadad, Gisela e Monasterio Mercado, Fátima (2022) “Diálogos de conhecimento sobre autonomias e territórios no Território Indígena Multiétnico da Floresta de Chimanes” (pp.61-85), in García Guerreiro, L. e Fátima Monasterio Mercado (Coord.) (2022) Lutas territoriais pelas autonomias indígenas em Abya Yala. Diálogos de conhecimento do sul da Amazônia, Bolívia. Cidade Autônoma de Buenos Aires: El Colectivo.
Gligo, Nicolo; Barkin, David; Carrizosa, Júlio; Durán, Hernán; Fernández Seyler, Patrício; Gallopín, Gilberto; Leal, José; Marino de Botero, Margarita; Morais, César; Ortiz Monastério, Fernando; Panário, Daniel; Pengue, Walter; Rodríguez Becerra, Manuel; Rofman, Alejandro; Saa, René; Sunkel, Osvaldo e Villamil, José (2024) América Latina e Caribe: Uma das últimas fronteiras para a vida, Santiago do Chile: Universidade do Chile-Centro de análise de políticas públicas.
Gudynas, Eduardo e Carpio Benalcázar, Patricio (2024) Desenvolvimento sustentável: condicionalidades antropocêntricas e alternativas biocêntricas sul-americanas, Debates em Sociologia, n.59, 2024, pp.19-42.
Harvey, D. 2003. O Novo Imperialismo. Oxford: Oxford University Press.
Hurtado, Lina Maria e Porto Gonçalves, Carlos Walter (2022). “Resistir e Reexistir.” GEOgrafia, vol.24, n.53. DOI: 10.22409/GEOgraphia2022.v24i53.a54550
Katz, Claudio (2019) Teoria da dependência, cinquenta anos depois. Buenos Aires: Batalha de Idéias.
Lao Sánchez, Waldo e Alkmin, Fabio (2025) “Apresentação”. Autonomia Hoje: Povos Indígenas na América Latina, n.13, Cidade Autônoma de Buenos Aires: CLACSO.
Torres Velázquez, Eliud; García Guerreiro, Luciana; Vargas Moreno, Paola Andrea (2024). Territórios, lutas e resistências: horizontes comunitários diante da reprodução das desigualdades do capitalismo na América Latina e no Caribe. Cidade Autônoma de Buenos Aires, México: CLACSO-UNAM.
No prólogo de um dos livros da GT, Araceli Burguete argumenta que, à medida que a segunda década do século XXI se aproxima do fim, uma característica distintiva das lutas por autonomia dos povos indígenas de Abya Yala (América Latina) é a luta para dar sentido ao próprio conceito. Essa luta surge da emergência criativa dos próprios sujeitos, que utilizam suas lutas para definir a autonomia dentro de uma estrutura de suas próprias lutas, fundamentada em uma gramática autônoma, em um contexto de diversos processos que atravessam o continente. O debate em torno das autonomias políticas e territoriais abriu, assim, particularmente na América Latina, um campo fértil de discussão teórica e práxis política a respeito de alternativas sociais, políticas, territoriais e produtivas, baseadas em inúmeras experiências locais que emergiram do "subsolo da política" (Tapia, 2008). Os processos de autonomia parecem desafiar principalmente o capitalismo como forma de organização humana e os próprios Estados-nação como modos de organizar a vida política da sociedade (López Bárcenas, 2008; López e Rivas, 2011; Zibechi, 2008). Diante das emergências multissituadas da autonomia, propõe-se reformular a abordagem unívoca e, em vez de considerar analiticamente a "autonomia" no singular, refletir sobre as "autonomias" no plural, visto que uma característica destas é a forma diferenciada como são construídas.
Assim, as autonomias indígenas emergem de múltiplas fontes, com diversas manifestações. A expansão e consolidação da abordagem da autonomia é parte constitutiva da maioria das lutas indígenas na América Latina, devido ao papel articulador que adquire em suas duas manifestações: autonomia como fim e autonomia como processo nas lutas indígenas contemporâneas (Burguete, 2010). Os processos políticos de construção da autonomia desenvolvidos pelos povos indígenas hoje implicam uma concepção de mundo, de vida em sociedade e da relação sociedade/natureza que difere daquela proposta pelo capitalismo, patriarcado e colonialismo, e é por isso que se tornam, em muitos casos, uma ameaça ao sistema (Ceceña, 2008). As autonomias não são meramente uma declaração, nem representam um objetivo ideológico, mas sim estão ligadas à diferença: os povos indígenas exercem a autonomia para proteger sua cultura, sua cosmovisão e seu mundo como algo distinto do mundo hegemônico (Zibechi, 2008). Nessa perspectiva, o controle territorial seria o fundamento primordial sobre o qual a autonomia se constrói. Isso porque a autonomia não é uma concessão do Estado, mas sim uma conquista e um exercício constantes e contínuos por parte dos atores sociais indígenas, que precisam proteger e fortalecer suas características únicas e suas diferenças em relação às sociedades hegemônicas para continuarem existindo como povo. Sob essa ótica, a autonomia seria uma espécie de trilogia composta por território, autogoverno e autodeterminação (Zibechi, 2008), aspectos inseparáveis.
Nosso Grupo de Trabalho nasceu em 2013 da necessidade de refletir sobre a importância das lutas indígenas por autonomia na América Latina. Dando continuidade a essa linha de trabalho coletivo e aos processos de pesquisa, reflexão e intercâmbio entre diferentes pesquisadores, em um diálogo interdisciplinar e intergeracional, o Grupo de Trabalho — que em 2019 renomeamos para "Povos Indígenas, Autonomia e Direitos Coletivos" — busca renovar e atualizar as questões a fim de continuar analisando o papel dos processos de autonomia indígena e sua influência em processos sociais e políticos mais amplos. Isso porque representam uma inspiração para outras lutas sociais ou um desafio à persistência de relações sociopolíticas e territoriais de exclusão e/ou negação, e às estruturas de poder e práticas de dominação que as sustentam. Assim, com 12 anos de experiência coletiva, o grupo pretende continuar investigando e apoiando os processos autônomos dos povos indígenas, bem como as reivindicações de reconhecimento e exercício de seus direitos coletivos pelos Estados, seja por meio de sua reestruturação ou refundação, a fim de compreender as possibilidades e os caminhos pelos quais os povos indígenas e suas lutas por autonomia podem ser uma semente para a construção de sistemas sociais alternativos à ordem dominante e hegemônica.
Complementar à abordagem da dimensão autônoma, a análise das áreas, níveis, dimensões e limites do exercício dos direitos coletivos pelos povos indígenas, bem como das capacidades e recursos disponíveis às organizações indígenas, permite uma compreensão mais precisa das possibilidades de geração de políticas próprias, indicadas pelos povos, que atendam às aspirações expressas em instrumentos internacionais nas áreas de produção de bens e serviços, soberania alimentar, direito consuetudinário ou próprio, autogoverno, justiça, saúde, educação, habitat, comunicação, cultura, saberes ancestrais e relação com a natureza.
Além disso, a reflexão sobre os processos atuais de defesa dos direitos coletivos destaca a necessidade de considerar as ações dos Estados-nação como atores relevantes na luta pelo reconhecimento dos povos indígenas. As políticas públicas orientadas nessa direção apresentam um cenário variado e complexo em toda a América Latina e Caribe, embora persistam lacunas na caracterização das necessidades e deficiências na implementação. Dada a contradição explícita inerente à escolha dos governos latino-americanos de manter um modelo econômico extrativista e a consequente violação dos direitos das populações indígenas que habitam territórios disputados, consideramos necessário realizar uma análise comparativa e aprofundada do alcance dos marcos jurídicos nacionais e internacionais e sua implementação concreta nos países da região, bem como dos planos, projetos e linhas de trabalho estatais que os visam (Gutiérrez Luna et al., 2025).
Nesse sentido, observamos que um dos principais mecanismos consagrados nas constituições e legislações latino-americanas como meio de reconhecimento dos direitos dos povos indígenas — a saber, a implementação de consultas prévias, livres e informadas sobre projetos que afetam territórios comunitários — tornou-se, em alguns casos, uma validação espúria de projetos com alto impacto negativo sobre populações e territórios; uma “permissão” para a pilhagem por meio da simulação do direito à consulta, sem buscar a construção dialógica de acordos equitativos (Cruz 2025). Visualizar essas situações, bem como discernir esses mecanismos, é crucial para a compreensão dos desafios atuais enfrentados pelos povos indígenas na realização de suas principais reivindicações.
Em suma, o Grupo de Trabalho "Povos Indígenas, Autonomias e Direitos Coletivos" visa, enquanto coletivo acadêmico pluralista, estudar, contribuir e apoiar, a partir de perspectivas críticas de pensamento e ação, as práticas de luta pela autonomia indígena, suas conexões e influência nas mobilizações sociais em geral, bem como suas realidades cotidianas e horizontes de possibilidade, em diferentes contextos nacionais e sob uma perspectiva latino-americana. Busca também identificar e refletir sobre os desafios para as ciências sociais na compreensão do lugar que os povos indígenas e os movimentos indígenas ocupam hoje dentro dos movimentos antissistêmicos que surgiram com o sistema mundial moderno/colonial/patriarcal e o capitalismo como ordem civilizacional dominante.
Burguete Cal y Mayor, Araceli (2010). “Autonomia: a emergência de um novo paradigma nas lutas pela descolonização na América Latina”. In Autonomia em debate: autogoverno indígena e o Estado plurinacional na América Latina. Quito: FLACSO/CIESAS/UNICH, p. 6394.
Ceceña, Ana Esther (2008). Derivas do mundo em que todos os mundos cabem. México, CLACSO Siglo XXI Editores.
Cruz, E. (2025). Halachó e Kimbilá na Península de Yucatán: um exemplo de cumprimento do dever pelo Estado ou uma usurpação do exercício da autodeterminação e da autonomia? Em Y. Villagómez Velázquez, J. Sámano Rentería, A. Gómez Bonilla (Eds.), O campo no México: de Salinas ao 4T (pp. 271-293). Editorial mais alto La Casa del Mago.
Díaz Polanco, Héctor e Sánchez, Consuelo (2002). México diversificado. O debate pela autonomia. México: Século XXI.
Esteva, Gustavo (2011). “Outra autonomia, outra democracia”. Em Pensando autonomias, alternativas para a emancipação do capital e do Estado”. México: Sísifo Ediciones / Bajo Tierra.
García Guerreiro, L. e Fátima Monasterio Mercado (Eds.) (2022) Lutas territoriais pelas autonomias indígenas em Abya Yala. Diálogos de Conhecimentos da Amazônia Meridional, Bolívia. Cidade Autônoma de Buenos Aires: El Colectivo. http://gergemsal.sociales.uba.ar/wp-content/uploads/sites/208/2022/05/Luchas-Territoriales-2022-WEB.pdf
González, Miguel (2010). “Autonomias territoriais indígenas e regimes autônomos (em relação ao Estado) na América Latina”. In Autonomia em debate: autogoverno indígena e o Estado plurinacional na América Latina. Quito: FLACSO/CIESAS–UNICH, p. 3562.
Gutierrez Luna, D., Cruz Rueda, E., García Guerreiro, L., González, M., Carpio Benalcazar, P., Bastos Amigo, S., Pimentel, S., & Sanchez, W. (2025). Autonomias indígenas: resistência comunitária na América Latina, em Noelia Enriz et al., Povos Indígenas de Abya Yala em Defesa de Suas Autonomias. Cidade Autônoma de Buenos Aires: CLACSO; Ottawa: IDRC. Livro digital, ISBN 978-631-308-159-2 https://biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar/bitstream/CLACSO/277410/1/IDRC-Pueblos-Indigenas.pdf
López Bárcenas, Francisco (2008). Autonomias Indígenas na América Latina. México: Centro de Orientação e Assessoria aos Povos Indígenas AC/MC Editores.
López e Rivas, Gilberto (2011). “Autonomias Indígenas, Poder e Transformações Sociais no México.” Em Pensando as Autonomias: Alternativas para a Emancipação do Capital e do Estado. México: Sísifo Edições/Bajo Tierra. pág. 103-115.
Tapia, Luis 2008 Política Selvagem (La Paz: CLACSO/Comuna/Muela del Diablo).
Zibechi, Raúl (2008). Autonomias e emancipações. América Latina em movimento. México: Bajo Tierra Ediciones & Sísifo Ediciones.
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
-Estudar e apoiar, a partir de perspectivas de pensamento crítico e ação, as práticas de luta pelo reconhecimento dos direitos coletivos indígenas e pelo exercício da autodeterminação territorial, sociocultural e política em diferentes contextos nacionais, numa perspectiva latino-americana comparativa e interdisciplinar.
- Identificar e refletir sobre os desafios das ciências sociais em diálogo com outras ciências e práticas políticas, a fim de compreender o lugar que os povos nativos e os movimentos indígenas ocupam hoje dentro dos movimentos antissistêmicos.
- Gerar espaços de debate, troca e reflexão teórica (tanto presencial quanto virtual) sobre o tema das autonomias, com a participação de diferentes atores e pesquisadores da América Latina, em conjunto com outros Grupos de Trabalho da CLACSO.
- Realizar encontros presenciais anuais do GT como um espaço para socialização de experiências, troca de ideias, discussão, avaliação e planejamento do plano de trabalho e da dinâmica do GT.
- Publicações acadêmicas e de divulgação que recuperam os debates e reflexões da pesquisa e das diferentes atividades realizadas (livros GT, livros interGT, boletins, artigos em revistas científicas especializadas, publicações de divulgação e em Working Papers e outras publicações do CLACSO).
- Encontros presenciais/virtuais no âmbito de um Ciclo de Diálogos sobre diferentes temas relacionados à resistência territorial e à construção de autonomias indígenas, com membros do Grupo de Trabalho e convidados especiais. Estima-se que serão realizados pelo menos 4 encontros por ano.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Participar ativamente da rede acadêmica do CLACSO, por meio da divulgação da produção científica do GT e da organização de espaços de socialização, formação e troca de conhecimentos, em espaços acadêmicos e não acadêmicos, internacionalmente, dentro e fora da América Latina.
- Criar instrumentos e espaços para disseminar o conhecimento produzido pela GT, por meio de modalidades presenciais e virtuais, e por meio de publicações.
- Desenvolver espaços de formação e um curso virtual sobre o tema abordado pelo GT, dentro do espaço de formação virtual da CLACSO.
- Preparar, produzir e divulgar publicações sobre o tema pesquisado e debatido neste GT, predominantemente através dos instrumentos e espaços de divulgação do CLACSO e dos centros membros que participam no GT (através de livros, comunicações, boletins, etc.).
- Seminários e workshops de pós-graduação sobre os temas abordados pelo Grupo de Trabalho, em coordenação com a Rede de Pós-Graduação da CLACSO e alguns dos Centros Membros participantes do Grupo de Trabalho, ou um curso virtual na Plataforma CLACSO.
- Publicação dos Boletins "Autonomias Hoje", com a participação de membros do Grupo de Trabalho, bem como com as vozes de diferentes atores territoriais. Está prevista a publicação de 4 ou 5 Boletins por ano.
- Publicação de informações e produções relacionadas à situação dos povos indígenas e à luta por seus direitos coletivos na mídia e em redes virtuais (Facebook, Instagram, Twitter).
- Apresentação de livros e publicações da GT.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
- Promover encontros internacionais sobre políticas públicas relacionadas aos povos indígenas e às autonomias, com a participação de atores sociais das comunidades indígenas e representantes do Estado sobre o tema.
- Gerar oportunidades de reflexão sobre o papel das ciências sociais na produção de conhecimento sobre o tema das lutas territoriais indígenas e a construção de alternativas sociais.
- Promover declarações e pronunciamentos como Grupo de Trabalho em relação a situações que consideramos graves, tanto em relação ao problema específico analisado pelo Grupo de Trabalho, quanto a questões situacionais emergentes que afetam os direitos humanos e sociais em diversos contextos da América Latina.
- Promover espaços de encontro e diálogo com sujeitos indígenas e organizações territoriais indígenas em luta pela defesa dos direitos coletivos (presencialmente e virtualmente).
- Declarações e pronunciamentos do Grupo de Trabalho sobre a situação dos povos indígenas e a luta em defesa de seus direitos coletivos em diversos contextos dos países da América Latina.
- Elaboração de propostas e/ou recomendações relacionadas a políticas públicas sobre povos indígenas.
- Apoio a diferentes lutas territoriais lideradas por comunidades e povos indígenas, e a movimentos sociais.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Criar espaços de intercâmbio com coletivos, redes e programas acadêmicos dentro e fora da América Latina em relação ao tema abordado por este Grupo de Trabalho.
- Participar ativamente em espaços e redes internacionais, posicionando o tema abordado pelo GT.
- Criar vínculos com ONGs e agências de cooperação internacional para obter apoio financeiro para o desenvolvimento do plano de trabalho do GT.
- Participar, a partir do GT, em espaços acadêmicos (dentro e fora da AL) onde o tema dos povos indígenas e seus processos de defesa territorial e construção autônoma sejam abordados, ou estejam relacionados a eles.
Estudos críticos de GT sobre o desenvolvimento rural
GT Pensamento Geográfico Crítico
Ecologias políticas do Sul
Povos Indígenas e Disputas Epistêmico-Territoriais
Educação GT e Interculturalidade
Fronteiras, regionalização e globalização
GT Desigualdades sociais comparativas: classe social, gênero e etnia
Territórios, Mobilidades e Direitos da GT
Desenvolvimento GT e desigualdades territoriais
GT Anticapitalismos e sociabilidade emergente
entre outras possibilidades
- Participação e envolvimento regulares do Grupo de Trabalho (e/ou seus representantes) em reuniões de redes e programas internacionais, dentro e fora da América Latina, relacionados ao tema do Grupo de Trabalho. Inicialmente, planejamos participar com mesas-redondas/painéis em:
ERIP-LASA 2026, julho, La Paz, Bolívia
. WINGS 2026, Rio de Janeiro, Brasil
VII Encontro Internacional da ANPHLAC “Horizontes Amazônicos: Ensino de História a partir de Perspectivas Ameríndias e Transamericanas”, julho de 2026, Manaus, Brasil
ALASRU 2026, novembro, Buenos Aires, Argentina
LASA 2027, Cidade do México, México
Conferência CLACSO 2028
Número total de pesquisadores admitidos: 42
Vice-Reitoria de Pesquisa e Inovação
Universidade de Cuenca
Equador
Rede de Profissionais Indígenas na Argentina.
Argentina
Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
Brasil
Universidade Pública de El Alto
Bolívia
Fundação Universidade Federal da Grande Dourados
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Federal da Grande Dourados
Brasil
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Campus III da Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Autónoma de Chiapas
México
Associação das Autoridades Tradicionais Indígenas Awá Organização de Unidade Indígena do Povo Awá UNIPA
Colômbia
---
Guatemala
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRGN)
Brasil
Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Universidade Nacional de Misiones
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais.
Universidade Nacional de Missiones
Argentina
Programa UNITAS
Bolívia
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Azcapotzalco
México
Tierraviva aos povos indígenas do Chaco
Paraguai
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe
Universidade Estadual Paulista - UNESP
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina
Universidade de São Paulo
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina
Universidade de São Paulo
Brasil
Unidade Acadêmica de Ciência Política
Departamentos de Ensino Superior, Ciências Sociopolíticas, Econômicas e Administrativas
Universidade Autónoma de Zacatecas
México
Universidade de Cuenca
Equador
Programa de Estudos de Desenvolvimento Internacional, Universidade de York, Toronto
Canadá
Instituto Amazônico de Pesquisa
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
-
México
Instituto Universitário de Estudos Latino-Americanos - Universidade de Sevilha
Espanha
Centro de Planejamento e Gestão
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Paraguai
Paraguai
-
Argentina
Instituto Tecnológico da Costa Rica
Costa Rica
Unidade de Pós-Graduação
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru
Direito das ONGs, Meio Ambiente e Recursos Naturais
Peru
Departamento de Ciências Humanas da Universidade Nacional do Sul
Universidade Nacional del Sur
Argentina
Centro de Planejamento e Gestão
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Costa Rica
Coletivo para Estudos Sociais e Pesquisa
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Educação
Faculdade de Educação
Universidade Federal Fluminense
Brasil
Universidade Autônoma de Querétaro
México
Universidade Federal de São Paulo
Brasil