Área temática: Democracias em disputa e a construção de alternativas

Grupo de trabalhoVigilantismo, violência punitiva e a produção de segurança

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Vigilantismo, violência punitiva e a produção de segurança
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Fabio Magalhães Candotti
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Universidade Federal do Amazonas
Brasil
Loreto Francisca Quiroz Rojas
Instituto do Milênio para Pesquisa sobre Violência e Democracia
Chile
Antonio Fuentes Díaz
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

Nossa pesquisa, desenvolvida no âmbito do Grupo de Trabalho sobre Vigilantismo, Violência Coletiva (2019-2022) e Vigilantismo, Violência Coletiva e Governança da Segurança (2023-2025), parte do contexto latino-americano atual, que exige uma reflexão sobre a relação entre democracia e violência à luz de profundas transformações. A região caracteriza-se hoje por economias de mercado cada vez mais desregulamentadas, pela expansão de desigualdades persistentes, por cenários de empobrecimento e vulnerabilidade social, bem como pela emergência de mercados ilícitos que transformam a violência em um recurso estrutural da ordem social.

Dessa perspectiva mais ampla, nossas intervenções se concentram em explorar as democracias violentas na América Latina e as maneiras pelas quais suas dimensões institucionais, sociais e territoriais são articuladas. Partimos da premissa de que as democracias da região não são o oposto da violência, mas sim regimes que coexistem estruturalmente com ela. A noção de "democracia violenta" descreve ordens políticas onde o sufrágio, a competição eleitoral e as liberdades civis coexistem com práticas repressivas do Estado, mecanismos informais de gestão de conflitos e violência perpetrada por atores não estatais (Luna, Luneke e Guzmán, 2025; Desmond e Goldstein, 2010; Davis e Pereira, 2003). Nesses contextos, o Estado pode atuar simultaneamente como garantidor de direitos, como agente punitivo diferenciado e como produtor — tácito ou explícito — de danos.

Esse cenário é ainda mais complexo devido à persistência de desigualdades históricas, à segregação urbana, ao retrocesso das políticas sociais universais e ao crescimento de aparatos de segurança direcionados. As democracias latino-americanas, portanto, combinam procedimentos eleitorais e garantias formais com práticas cotidianas de exclusão, repressão, terceirização e delegação da força a uma pluralidade de autoridades reguladoras (Roitman, 2004), incluindo atores criminosos, organizações comunitárias e redes informais de controle.

Nesse contexto, o Grupo de Trabalho amplia a discussão para o campo específico do vigilantismo, analisando as formas de participação cidadã — em diferentes níveis de organização, intensidade e legitimidade — na construção de sistemas de segurança (Gamallo, 2020). Essas práticas, por vezes dotadas de seu próprio arcabouço institucional, empregam mecanismos de contenção, regulação e controle em resposta aos impactos da violência estrutural (Misse, 2022; Auyero e Berti, 2013), do crime comum, da violência organizada e da erosão progressiva do Estado, tanto legal quanto institucional (Alba Vega e Kruijt, 2007). A diversidade de atores envolvidos — comunidades rurais, organizações urbanas de base, grupos de bairros de classe média e alta, grupos de autodefesa, guardas comunitários e redes informais de “prevenção” nas ruas — revela que o vigilantismo é uma resposta estratégica a riscos, incertezas e percepções de abandono ou ineficácia institucional. Seus repertórios incluem formas de violência coletiva punitiva, como linchamentos (Gamallo, 2020; González, Ladeuix e Ferreyra, 2011).

Essas abordagens encontram eco em fenômenos semelhantes documentados em países africanos (Nigéria, Moçambique, África do Sul), asiáticos (Tailândia, Chechênia) e europeus (Rússia, Irlanda do Norte) (Saunders, 2011; Pratten, 2006; Buur, 2010; Burr, 2004; Schuberth, 2013; Frank, 2017; Monaghan, 2011). Nesses países, assim como aqui, as práticas de apropriação comunitária da segurança expressam formas alternativas de produção de legitimidade, autoridade e ordem, reforçando a necessidade de estudar o vigilantismo a partir da perspectiva do Sul Global e de considerar tanto suas particularidades quanto suas ressonâncias transnacionais.

O campo de estudos sobre vigilantismo na América Latina tem sido historicamente abordado sob duas perspectivas. A primeira o vincula à virada neoliberal do final do século XX, que produziu sociedades mais desiguais, fragmentadas e polarizadas, fomentando discursos de ódio contra um “outro perigoso” (Ariza, 2018), associado a jovens da classe trabalhadora, migrantes ou grupos racializados. A segunda o analisa sob a perspectiva das dinâmicas institucionais, das culturas políticas locais e das capacidades organizacionais dos territórios onde emerge, especialmente em contextos nos quais o Estado luta para monopolizar a violência (Huggins, 1991; Martins, 1995; Benevides, 1984; Guerrero, 2000; Castillo, 2000; Thurston, 2011). Nesses cenários, coexistem ordens jurídicas comunitárias ou tradicionais, desafiando a hegemonia do direito estatal (Vilas, 2006).

O trabalho comparativo do Grupo de Trabalho — composto por pesquisadores de treze países — permitiu o desenvolvimento de novas abordagens analíticas, levando em consideração as variações contextuais, as trajetórias históricas e a crescente legitimidade do vigilantismo como forma de ação coletiva. Identificamos que esses eventos expressam a necessidade social de restaurar ordens ameaçadas e redistribuir a legitimidade, que não está centralizada no Estado, mas sim compartilhada entre múltiplos atores. O vigilantismo, portanto, expressa uma relocalização da autoridade que garante a ordem, redefinindo as formas como a justiça é reivindicada, exercida e justificada (Fuentes, Gamallo, Quiroz, 2022).

Acreditamos que o vigilantismo está redefinindo a agenda de segurança pública e privada na região, contribuindo para a noção de governança da segurança ao incorporar atores não estatais às estruturas de poder territorial. Esse fenômeno é acentuado pela ascensão da extrema direita em países como Argentina, Brasil e El Salvador, que implementam reformas pró-mercado e fazem da insegurança uma questão política central, legitimando ações punitivas que recorrem à violência civil como mecanismo de fragmentação social e controle político.

Nesse cenário, as organizações sociais podem desempenhar papéis ambivalentes: reproduzir discursos punitivos e legitimar respostas violentas; ou articular resistência, práticas de cuidado e demandas por justiça não punitiva. Essas ambivalências também se expressam na forma como diferentes atores — de cidadãos sem envolvimento criminal a organizações criminosas formais — exercem formas cada vez mais relevantes de poder punitivo e se relacionam com o Estado em um espectro que varia do desafio e confronto à cooperação ou conluio tácito (Candotti e Silva, 2023). Essa luta torna a sociedade civil um ator indispensável para a compreensão do vigilantismo e para a intervenção em debates sobre segurança e democracia. Por essa razão, nosso Grupo de Trabalho considera uma tarefa acadêmica e política fortalecer as colaborações com movimentos, coletivos e organizações territoriais que abordam questões de segurança a partir de uma perspectiva de direitos humanos.

Diferentemente de campos mais consolidados — como o crime organizado, a violência estatal ou as políticas de segurança —, a análise do vigilantismo e da violência punitiva permanece fragmentada, dispersa e com pouca institucionalização acadêmica. Além disso, evidências recentes demonstram que o poder punitivo não é exercido exclusivamente pelo Estado, mas também por uma gama heterogênea de atores que disputam autoridade, legitimidade e ordem em termos territoriais. Compreender essas ecologias de autoridade, suas lógicas de legitimação e seus efeitos sobre a democracia exige um espaço estável para pesquisa, intercâmbio e formação. Portanto, a renovação do Grupo de Trabalho constitui uma infraestrutura intelectual essencial para sustentar um campo ainda em consolidação, fortalecer comparações regionais e promover a produção de conhecimento crítico e socialmente relevante. Em um momento marcado pela legitimação social da violência e pela expansão dos repertórios de ação vigilante, a continuidade do Grupo de Trabalho é um pré-requisito para o avanço dos estudos desses fenômenos na América Latina.

Alba Vega, Carlos e Kruijt, Dirk. 2007. “Velhos e novos atores violentos na América Latina: temas e problemas” no Foro Internacional, Vol. XLVII, No. 3, julho-setembro, El Colegio de México, México.
Auyero, Javier e Berti, María Fernanda. 2013. Violência nas Margens: Um Professor e um Sociólogo na Grande Buenos Aires, Katz, Buenos Aires
Ariza, Rosembert (2019). Linchamentos em Bogotá: violência urbana legítima ou consolidação de práticas de ódio social?, Análise Política, 96, 83-102.
Benevides, Maria Vitória & Fischer, Rosa Maria (1984). Respostas populares e violência urbana: O caso do linchamento no Brasil (1979-1982), (pp. 225-247). Em Pinheiro, Paulo Sérgio (Ed.) Crime, violência e poder. São Paulo: Brasileiro
Buur, Lars. (2010). “A natureza mutável dos grupos de vigilantes na África do Sul”, (pp. 26-50). Em T. G. Kirsch & T. Grätz (orgs.) Domesticando o vigilantismo na África. Oxford: James Currey.
Castillo Claudette, Eduardo. 2000. “Justiça em tempos de raiva: linchamentos populares urbanos na América Latina”, Ecuador Debate, 1(51): 207-236.
Candotti, Fabio Magalhães e Silva, Luiz Rogério. (2023). Você não sabe? Vigilantismo, trabalho braçal e a produção de linchamentos em uma metrópole amazônica. Revista Contemporânea, Vol. 13, nº 3
Davis, Diane e Anthony W. Pereira (orgs.), (2003) Forças Armadas Irregulares e seu Papel na Política e na Formação do Estado. Cambridge: Cambridge University Press.
Desmond Arias, Enrique, e Daniel Goldstein (orgs.) (2010). Democracias Violentas na América Latina, Durham-Londres: Duke University Press
Frank, Stephen. (2017). “Justiça não oficial e comunidade na Rússia rural, 1856-1914”, em Pfeifer, Michael. Linchamento global e violência coletiva. As Américas e a Europa. Vol. 2, Chicago: University of Illinois Press.
Fuentes Díaz, Antonio; Gamallo, Leandro; Quiroz Rojas, Loreto. (coord.) (2022). Vigilantismo na América Latina. Violência coletiva, apropriações da justiça e desafios à segurança pública. Buenos Aires-Puebla: CLACSO-BUAP
Gamallo, Leandro. (2020). Da fúria à ação coletiva: represálias violentas na Argentina. Nova York, Peter Lang.
Guerrero, Andrés. (2000). “Linchamentos em comunidades indígenas (Equador): a política perversa de uma modernidade marginal?” No Bulletin de l'Institut Français de études andines, Volume 29, No. 3, Ministério das Relações Exteriores da França, Lima
Huggins, Martha (1991). Vigilantismo e o Estado na América Latina Moderna: Ensaios sobre violência extralegal. Nova York: Praeger.
Luna, Juan Pablo; Luneke, Alejandra e Guzmán, Juan Andrés. (2025). Democracias violentas. Debate Editorial.
Martins, José de Souza (1995). Como condições do estudo sociológico dos linchamentos no Brasil. Estudos Avançados, 9 (25), 295-310
Senhorita, Michel. (2022). Canalhas, párias e vagabundos. Um acúmulo social de violência no Rio de Janeiro, Lamparina-FAPERJ, Rio de Janeiro
Monaghan, Rachel. (2011). “Não exatamente linchamento: justiça informal na Irlanda do Norte”, (153-172) em Manfred, Berg e Wendt, Simon. Globalizando a história do linchamento, Palgrave MacMillan: Nova York.
Pratten, David. (2006). “A política de vigilância no sudeste da Nigéria”. Desenvolvimento e Mudança, 37( 4):707–734.
Roitman, Janet (2004). “Produtividade nas margens: a reconstituição do poder estatal na bacia do Chade.” (pp. 191-224). In Das Venna e Poole, Deborah. Antropologia nas margens do Estado, SAR Press, Santa Fé, Novo México.
Saunders, Christopher. (2011). “Linchamento: O caso da África Austral”, (pp. 87-100). Em Manfred, Berg e Wendt, Simon. Globalizando a história do linchamento, Palgrave MacMillan: Nova York.
Schuberth, Moritz. (2013). Desafiando a hipótese dos estados fracos: Vigilantismo na África do Sul e no Brasil. Journal of Peace, Conflict & Development 20:38–51.
Vilas, Carlos (2006), Linchamentos na América Latina: hipóteses explicativas. Em Rodríguez, Raúl & Mora, Juan (Eds) Linchamentos no México. México: UAM
3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

O Grupo de Trabalho tem como objetivo caracterizar, analisar e comparar as diversas formas de ações coletivas de violência punitiva (González et al., 2011; Gamallo, 2020; Gamallo e González, 2022) que emergiram com força na América Latina sob o termo vigilantismo. Buscamos aprofundar o estudo dessas ações e situá-las no contexto da região: a proliferação da violência e o sentimento de insegurança; a criação de formas comunitárias e de regulação do crime baseadas na vizinhança; seu uso como repertório de contestação política; sua função como intermediárias entre as comunidades e o Estado; seu papel na gestão de atividades ilegais; e sua participação em mecanismos híbridos de governança da segurança, onde convergem atores estatais, comunitários e criminosos.

O Grupo oferece uma perspectiva essencial para a compreensão, por meio dessas formas de violência coletiva, de transformações mais amplas do Estado, da centralidade da segurança e das maneiras pelas quais a cidadania é produzida em contextos de violência persistente. Nossa pesquisa oferece categorias e metodologias que nos permitem considerar, a partir do Sul Global, debates contemporâneos sobre violência, cuidado, vigilância e a produção da ordem social, consolidando um campo situado, crítico e comparativo que busca dialogar com fenômenos regionais e globais.

Baseamo-nos em contribuições anglo-saxônicas (Thurston, 2011; Phillips, 1987) e em pesquisas latino-americanas desenvolvidas desde a década de 80 (Huggins, 1991; Martins, 2015), fundamentadas principalmente em fontes secundárias e bases de dados. Partindo dessa base, o Grupo de Trabalho desenvolveu metodologias interdisciplinares que combinam análises qualitativas e quantitativas — etnografia, entrevistas, análise de imagens, sistemas de informação, estatística e bases de dados — para caracterizar o vigilantismo em sua complexidade contemporânea.

A partir desse trabalho coletivo, desenvolvemos avanços conceituais em relação às abordagens clássicas das décadas de 1980 e 1990:

1 O vigilantismo deve ser compreendido como um fenômeno relacional, não como uma simples ausência do Estado. O Estado participa de forma intermitente e gradual, coordenando, viabilizando ou tolerando ações de vigilantes dentro de uma governança de segurança ampliada, sob um contínuo de violência (Gamallo, 2020; Candotti e Silva, 2024; Fuentes e González, 2022).

2 Nem todo vigilantismo é disruptivo. Algumas práticas promovem a participação cidadã na prevenção do crime e o fortalecimento da legalidade (Fuentes, Gamallo e Quiroz, 2022; Fuentes, Quiroz e González, 2023; Caravaca e Dikenstein, 2022).

3 Práticas de vigilância formam repertórios de ação coletiva que produzem segurança como uma forma de participação política relacionada à segurança, complementando ou substituindo o Estado de acordo com seus níveis de coordenação e autonomia relativa (Ramírez, 2023; Castillo, 2022; González, 2021).

4 Em certas regiões, o vigilantismo opera em zonas cinzentas (Auyero, 2007), onde as fronteiras entre o legal e o ilegal, o público e o privado, e o Estado e o crime se tornam difusas. Nesses locais, atores não estatais contestam a legitimidade da coerção e da regulação da ordem. Para essas emergências, propomos a categoria de vigilantismo difuso (Candotti e Pinheiro, 2022).

5 Alguns grupos de vigilantes funcionam como intermediários ou “mediadores” entre agências estatais e comunidades locais, oferecendo segurança, mediação e regulação diária. Essas dinâmicas consolidam formas híbridas de autoridade e novas agências políticas territoriais (Fuentes Díaz e Souza, 2022; Dikenstein e Luneke, 2023).

6 O vigilantismo está inscrito em trajetórias particulares de formação do Estado. Seus repertórios são articulados com sedimentações históricas de violência, confiabilidade institucional diferenciada, cidadanias desiguais e interseccionalidades (Fuentes, Quiroz e González, 2023).

7 Os grupos de vigilância estruturam-se de acordo com o seu nível de diálogo com o Estado e o seu grau de coordenação interna, expressando-se como vigilância dura ou branda, e adotando formas organizacionais variáveis, desde coletivos de bairro a grupos de autodefesa (Fuentes Díaz, Quiroz e González, 2023).

8 O vigilantismo expressa uma tensão estrutural entre controle e cuidado. Os programas de segurança do Estado podem levar à aprendizagem cívica e a redes de apoio, mas também reproduzem suspeitas em relação aos jovens pobres provenientes de setores populares, moldando relações ambivalentes (Dikenstein e Luneke, 2023).

9 Em áreas com governança criminal, grupos de vigilantes implementam ações defensivas para combater os controles territoriais predatórios, alternando formas de acordo com os níveis de violência no ambiente (Vázquez, 2023).

10 Em um contexto de crise de legitimidade institucional, as práticas de vigilância produzem ordens híbridas que sobrecarregam, complementam ou tensionam o Estado. Essas práticas permitem observar a transformação da autoridade e o surgimento de novas legitimidades que coexistem com as estruturas democráticas formais (Gamallo, 2020).

Nas discussões do Grupo de Trabalho, delineamos uma agenda futura. Um foco principal é aprofundar a relação entre segurança e cuidado, observando como a abordagem centrada na segurança reduz a polifonia da comunidade a lógicas de controle estatal. Questionamo-nos quais formas de coordenação coletiva emergem do cuidado compartilhado para além do controle.

Um segundo foco reside no uso crescente de tecnologias de vigilância — algoritmos, redes sociais, drones, reconhecimento facial — na implementação de práticas de vigilância (Gómez, 2022; Moreira, 2025). A circulação de registros audiovisuais redefine a experiência da violência e apresenta novos desafios éticos e investigativos.

Um terceiro eixo explora narrativas, sensibilidades e violência. Os relatos midiáticos de linchamentos e eventos relacionados constroem uma alteridade negativa, amplificam emoções punitivas e coproduzem violência (Cirulli e Fernández, 2023; Cirulli, 2022). A relação estrutural entre mídia e agências policiais também produz opacidade estatística (Candotti e Silva, 2023).

Um quarto foco busca analisar a coprodução do controle social, a terceirização da violência e novas formas de vigilância, refinando variáveis ​​comparativas sobre vínculos com o Estado e graus de formalidade.

Continuaremos também a explorar as dinâmicas de controle territorial onde o Estado compartilha ou perde seu monopólio sobre a força, e onde atores criminosos, privados e comunitários remodelam a vida cotidiana. O vigilantismo surge nesse contexto como um repertório de protesto, regulação em mercados ilegais e articulação política local.

Por fim, analisaremos a expansão da extrema-direita e sua articulação com a governança da segurança. Observaremos como moralidades punitivas difusas possibilitam a aceitação de repertórios de vigilância que, em alguns casos, se tornam bases de legitimidade e infiltração política. Nesse cenário, a abordagem da democracia violenta torna-se ainda mais importante para a compreensão da relação entre vigilantismo, violência punitiva e a produção de segurança.

Dessa forma, o Grupo de Trabalho contribuiu decisivamente para a compreensão do vigilantismo numa perspectiva latino-americana, articulando teoria e pesquisa empírica comparativa com uma abordagem contextual, crítica e interseccional. Esses avanços abrem uma agenda que requer apoio institucional regional para consolidar suas conquistas.

Auyero, Javier. (2007). A Zona Cinzenta: Violência Coletiva e Política Partidária na Argentina Contemporânea. Siglo XXI Editores.
Castillo Claudette, Eduardo. (2022). Política e autodefesa no Peru: um olhar sobre o trabalho legislativo dos Comitês de Autodefesa (pp. 217-244). In Fuentes Díaz, Antonio; Gamallo, Leandro; Quiroz, Loreto (coord.). Vigilantismo na América Latina: violência coletiva, apropriações da justiça e desafios à segurança pública. CLACSO/BUAP
Cirulli, Ailén; Fernández, Mariana (2023). Linchamentos em uma pandemia. Da violência física à nudez pública. Interseções na comunicação, Vol. 1, nº 17
Candotti, Fabio Magalhães e Silva, Luiz Rogério Lopes (2024). Tortura nas ruas: Linchamentos em três metrópoles brasileiras (2011-2020), Dilemas Vol. 17, nº 2
Candotti, Fabio Magalhães e Silva, Luiz Rogério. (2023). Você não sabe? Vigilantismo, trabalho braçal e a produção de linchamentos em uma metrópole amazônica. Revista Contemporânea, Vol. 13, nº 3
Dikenstein, Violeta e Luneke, Alejandra. (2023) Vigilância e cuidado. A ambivalência da participação cidadã na segurança no Chile e na Argentina, Revista Contemporânea, Vol.13, No.3
Fuentes Díaz, Antonio e Souza Alves, José Cláudio. (2022). Michoacán e Rio de Janeiro: Governança Criminal, Controle Social e Obtenção de Lucro e Poder Político por Grupos Armados de Autodefesa e Milícias. Dilemas, Vol.15, No.
Fuentes Díaz, Antonio; Quiroz Rojas, Loreto; Zempoalteca González, José. (2023). Do vigilantismo duro ao vigilantismo suave na América Latina: o caso de Santiago e Puebla. Revista Contemporânea, Vol.13, No.3
Fuentes Díaz, Antonio; Gamallo, Leandro; Quiroz Rojas, Loreto. (2022). Vigilantismo na América Latina. Violência coletiva, apropriações da justiça e desafios à segurança pública. CLACSO/BUAP
Gamallo, Leandro. (2020). Da fúria à ação coletiva: represálias violentas na Argentina. Nova York: Peter Lang.
Gómez Baeza, Francisca. (2022). Vigilantismo e vigilância digital na Patagônia: Contexto para uma análise socio-histórica das transições para a digitalização do controle social no sul da Patagônia dentro da soberania territorial chilena (pp. 301-324). In Fuentes Díaz, Antonio; Gamallo, Leandro; Quiroz, Loreto (orgs.). Vigilantismo na América Latina: Violência coletiva, apropriações da justiça e desafios à segurança pública. CLACSO/BUAP
González, Leandro Ignácio; Ladeuix, Juan Iván e Ferreyra, Gabriela. (2011). “Ações coletivas de violência punitiva na Argentina recente”. Baixo el Volcán, 3 (16), 165-193.
Huggins, Martha (1991). Vigilantismo e o Estado na América Latina Moderna: Ensaios sobre violência extralegal. Nova York: Praeger.
Martins, José de Souza. (2015). Linchamentos: justiça popular no Brasil, Contexto, São Paulo.
Moreira, Hugo Fonseca (2025). “Fazer equipes”: segmentaridade, vigilantismo e política entre motoristas por aplicativos em Manaus-AM. Tese (Doutorado em Antropologia Social). Orientador: Fabio Magalhães Candotti. Universidade Federal do Amazonas, Manaus.
Phillips, Charles David. (1987). Explorando as relações entre formas de controle social: o linchamento e a execução de negros na Carolina do Norte, 1889–1918. Law & Society Review 21:361–74
Quiroz, Loreto e Cornejo, Daniela. (2024). Linchamentos, consciência jurídica e alienação jurídica no Chile: análise da imprensa, Crime e Sociedade, nº 57
Ramírez Soruco, Alejandra, (2023). Linchamentos e dinâmicas sociopolíticas e económicas. Estudos de caso em Cochabamba. Revista Contemporânea, Vol.13, No.3
Thurston, Robert W. (2011). “Linchamento e legitimidade: rumo a uma descrição global do linchamento”, (pp. 69-86). Em Berg, Manfred & Wendt, Simon. (Eds.) Globalizando a história do linchamento. Vigilantismo e punição extralegal sob uma perspectiva internacional. Nova York: Palgrave MacMillan.
Vázquez Valencia, Luis Daniel. (2023). Vigilantismo e governança criminosa. Revista Contemporânea, Vol.13, No.3
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
- Manter e fortalecer nossa rede de pesquisa já estabelecida na América Latina.

- Expandir nossa rede de pesquisa na América Latina para outros países da região.

- Estabelecer uma rede de pesquisa Sul-Sul sobre o tema da GT.

- Produzir conhecimento interdisciplinar, situado e comparativo que permita refinar as categorias analíticas da Teoria Fundamentada (vigilantismo rígido/flexível/difuso, governança de segurança ampliada, zonas cinzentas, coprodução de segurança) e avançar em direção a novas linhas emergentes (sensibilidades, narrativas de violência, tecnologias de vigilância, segurança/cuidado).

- Reforçar a formação de jovens investigadores (licenciatura e pós-graduação).

- Ampliar a circulação do conhecimento produzido pelo GT no campo acadêmico e alcançar uma maior presença dos estudos sobre vigilantismo e violência punitiva no campo mais amplo dos estudos sobre violência em níveis local e regional.
- Concepção e execução de projetos de pesquisa conjunta envolvendo tanto pesquisa comparativa quanto casos nacionais e subnacionais.

- Organização e colaboração em atividades acadêmicas sobre o tema do Grupo de Trabalho, com a participação de seus membros e convidados externos.

- Intercâmbios acadêmicos intra-GT: estágios e estadias de pesquisa nas instituições afiliadas aos membros do Grupo de Trabalho; tutoria conjunta; participação em sínodos e bancas de teses.

- Organizar uma rede interna de diálogos entre estudantes de pós-graduação.

- Produção editorial de uma edição especial em uma revista científica e de um livro, além de artigos e capítulos em outras publicações.

- Produção conjunta de publicações e eventos com os Grupos de Trabalho sobre Violência na América Central; Forças de segurança, agências de controle e mercados ilícitos; e Violência, governos e democracias.

- Criação de um repositório de publicações acadêmicas em nível global.
- Uma rede de estudos ainda mais robusta e abrangente sobre vigilantismo e violência coletiva na América Latina.

- Uma primeira formação de uma rede de estudos em escala Sul-Sul sobre o tema.

- Avanços na pesquisa comparativa e regional (verificáveis ​​por meio de publicações que demonstrem avanços teóricos baseados em trabalho empírico)

- Participação na formação de recursos humanos na área de investigação do Grupo de Trabalho.

- Maior presença de pesquisadores do nosso Grupo de Trabalho e do nosso tema em publicações e eventos na área de estudos sobre violência e segurança.


- Consolidação da presença regional da GT, posicionando-a como referência nos debates locais sobre vigilantismo e violência punitiva.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Disseminar conhecimento crítico sobre vigilantismo e violência punitiva para o público não acadêmico, oferecendo ferramentas para a ação política de organizações sociais.


Transformar a produção comparativa do GT em contribuições estratégicas para influenciar as agendas estatais, os órgãos públicos e os marcos regulatórios relacionados à segurança, justiça e direitos humanos.
Publicação de três boletins temáticos com atualizações de pesquisa, entrevistas, resenhas e análises comparativas.

- Organização de seminários virtuais bianuais com a participação de palestrantes não acadêmicos, voltados para o público em geral.

- Participação nos canais de comunicação do CLACSO (CLACSO TV, CLACSO Rádio, CLACSO Networks, etc.) com a divulgação de nossas pesquisas.

- Atualizações periódicas no site da GT (CLACSO/outras plataformas).


- Elaboração de um relatório com evidências, reflexões críticas e recomendações para apresentação a organizações sociais e órgãos governamentais.
- Consolidação da GT como referência no debate acadêmico sobre vigilantismo, violência punitiva e produção de segurança na América Latina.

- Maior presença da produção latino-americana sobre vigilantismo e violência punitiva no debate acadêmico global.

- Ampla e acessível circulação da história da produção intelectual sobre vigilantismo e violência coletiva, incluindo avanços recentes em pesquisa.

- Presença do nosso tema, dados e teorias nas atividades de organizações sociais e instituições estatais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
- Influenciar o debate público sobre segurança pública na América Latina, favorecendo uma maior atenção e uma perspectiva crítica, baseada nos direitos humanos, em relação à violência punitiva e ao vigilantismo.


- Contribuir para a produção de ferramentas de intervenção e apoio comunitário em contextos afetados pela violência coletiva e práticas de vigilantes, em conjunto com organizações sociais locais que lutam por justiça e memória.

- Colaborar com iniciativas governamentais para o controle democrático de práticas de vigilantes e violência punitiva.

- Contribuir para o fortalecimento dos processos democráticos na gestão da segurança pública e da justiça.
- Aumentar a conscientização sobre iniciativas locais não governamentais (de organizações e movimentos sociais) que atuam em contextos afetados por práticas de justiça pelas próprias mãos.

- Reportagens sobre iniciativas de jornalismo independente que documentam práticas de vigilantes.

- Revogação de iniciativas governamentais que buscam o controle democrático de práticas de vigilantes.

- Elaboração de um diagnóstico sobre as iniciativas governamentais e não governamentais de resistência e controle democrático do vigilantismo.

- Apoio à colaboração entre pesquisadores da GT e organizações e movimentos sociais locais para construir conhecimento colaborativo sobre estratégias de cuidado e prevenção da violência.

- Elaboração de um relatório direcionado à sociedade civil e às instituições governamentais, contendo evidências, reflexões críticas e recomendações para ações coletivas e políticas públicas.

- Atividades de defesa, em conjunto com as seções nacionais dos Comitês para a Prevenção da Tortura e outras instituições públicas de direitos humanos, em favor do reconhecimento da violência punitiva como casos de tortura.

- Realização de uma atividade com representantes da sociedade civil na XI Conferência da CLACSO.
- Impacto documentado nos debates e agendas públicas.

- Relações de colaboração contínuas com atores da sociedade civil e incorporação de representantes nas atividades diárias da GT.

- Relações de colaboração contínuas com instituições estatais.

- Maior compreensão e visibilidade da violência coletiva e do vigilantismo nos campos dos direitos humanos, da segurança pública e da justiça.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Expandir e consolidar a cooperação com redes científicas, instituições acadêmicas e organizações internacionais, promovendo o diálogo interdisciplinar e a circulação global do trabalho da GT.

- Promover a formação de recursos humanos.

- Reforçar a presença internacional da GT e do seu tema, especialmente junto de grupos e redes de investigação do Sul Global.

- Sensibilizar as instituições acadêmicas e as redes de cooperação internacional para o financiamento de pesquisas teóricas e aplicadas sobre vigilantismo, violência punitiva e a produção de segurança.

- Desenvolver ferramentas analíticas e teóricas para apoiar diagnósticos e projetos de agências de cooperação regional e internacional.
- Continuação das ações de intercâmbio, cooperação e articulação permanente entre os centros membros do CLACSO aos quais os pesquisadores do Grupo de Trabalho estão vinculados.

- Presença nas atividades de associações internacionais de Ciências Sociais – como ISA, LASA, ALAS, Fórum Rússia-Ibero-América – por meio de apresentações e painéis.

- Participação no Congresso LASA 2026 com o painel aprovado: "Linchamentos e violência punitiva na América Latina: um estudo comparativo sobre suas formas, causas e abordagens na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México".

- Participação no Congresso da ISA 2027 com um painel no Grupo “Desvio e Controle Social”.

- Participação no VII Fórum "Rússia e Ibero-América" ​​em 2027 com o painel "Vigilantismo e violência na América Latina".

- Dar continuidade ao trabalho conjunto e colaborativo com outros Grupos de Trabalho da CLACSO e seus centros membros, como as atividades planejadas com o Grupo de Trabalho sobre Violência na América Central.

- Reuniões de defesa política com escritórios e outros setores das Nações Unidas que trabalham em questões de tortura, violência estatal e grupos criminosos, para a apresentação do relatório mencionado.
- Avanços em estudos comparativos sobre vigilantismo, violência punitiva e produção de segurança nos níveis regional e do Sul Global.

- Fortalecer a questão da GT nas agendas de trabalho e obter o apoio de associações científicas internacionais.

- Desenvolvimento de linhas de geração e aplicação de conhecimento em centros membros e outras instituições.

- Maiores oportunidades de financiamento internacional para a produção de ferramentas de diagnóstico e intervenção para abordar problemas comuns à região.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 46
Leo Nogueira
Laboratório de Estudos sobre Violência
Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Departamento de Ciências Sociais. Centro de Humanidades.
Universidade Federal do Ceará
Brasil
Eduardo César Castillo Claudett
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Juan Yhonny Mollericona Pajarito
Universidade Pública de El Alto, La Paz
Bolívia
Roberto Daniel Pérez García
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
María Paz Trebilcock Gac
Instituto do Milênio para Pesquisa sobre Violência e Democracia
Chile
Fabiola De Lachica Huerta
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Leandro Ignacio González
Universidade Nacional de Mar da Prata
Argentina
Gina Paola Rodríguez Montenegro
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Pavel Kostogryzov
Instituto de Filosofia e Direito da Academia Russa de Ciências, Filial dos Urais
Rússia
José Alberto González Zempoalteca
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Eduardo Moncada
Instituto de Estudos Latino-Americanos, Universidade de Columbia
Estados Unidos
Fabio Magalhães Candotti [Coordenador]
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Universidade Federal do Amazonas
Brasil
Evangelina Caravaca
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Gonzalo García-Campos Almendros

Diana Esther Marquez
Associação Vítimas pela Paz
Argentina
Ana Laura Lobato
UNOPS - Balcão de Serviços de Projetos das Nações Unidas
Brasil
Keymer Ávila
Instituto de Ciências Criminais
Faculdade de Ciências Jurídicas e Políticas
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
Ailén Cirulli
INSTITUTO DE ARTE E PESQUISA ESTÉTICA AMERICANA “MARIO J. BUSCHIAZZO” (FADU - UBA)
Argentina
Laiz Mamani Apaza
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Hugo Fonseca Moreira
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Universidade Federal do Amazonas
Brasil
Mariana Cecilia Fernández
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Alejandra María Ramírez Soruco
Centro de Estudos Universitários Superiores
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Antonio Fuentes Díaz [Coordenador]
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Anderson Paul Gil Pérez
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade de Colima
México
Joaquín Velez
Faculdade de Serviço Social
Faculdade de Serviço Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Joaquín Zajac
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Breiner Gerardo Guarán Balán
Faculdade de História, Universidade de San Carlos
Guatemala
Alejandra Luneke
Instituto do Milênio para Pesquisa sobre Violência e Democracia
Chile
Sebastián Viqueira
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Ana Paola García Martínez

Ana Beraldo De Carvalho
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Camila Agostina Caravallo Muraca
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Susana Durão
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-graduação em Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Mario Zúñiga Núñez
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Bruno Octavio Sanchez Omonte

Francisca Gómez Baeza
Universidade de Washington
Estados Unidos
Leandro Gamallo
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Jacqueline Sinhoretto
Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos
Universidade Federal de São Carlos
Brasil
Seminário César Bazán
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
José Garriga Zucal
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Loreto Francisca Quiroz Rojas [Coordenador]
Instituto do Milênio para Pesquisa sobre Violência e Democracia
Chile
Acácio Augusto Sebastião Júnior
Universidade Federal de São Paulo
Brasil
Thomas Abers Lourenço

Carolina Galindo Hernández
Escola de Ciências Humanas
Escola de Ciências Humanas
Faculdade Universitária de Nossa Senhora do Rosário
Colômbia
Yasmin Vieira
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Universidade Federal do Amazonas
Brasil
Violet Dickenstein
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina