Área temática: Transições justas e soberanias contestadas

Grupo de trabalhoHistórias agrárias: desafios presentes e futuros para as disputas de terra e trabalho

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Histórias agrárias: desafios presentes e futuros para as disputas de terra e trabalho
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Pablo Volkind
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Débora Lerrer
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Agustín Juncal
Departamento de Ciências Sociais, Faculdade de Agronomia
-Faculdade de Agronomia
-Universidade da República
Uruguai

2. Perspectiva situada do tema no contexto latino-americano e caribenho, compreendida a partir de uma visão crítica e contextual do Sul Global.

As desigualdades internas e as assimetrias externas (o colonialismo, para alguns) não passaram despercebidas pelo pensamento social latino-americano. Presentes no pensamento de autores latino-americanos da primeira metade do século XX, como José Carlos Mariátegui (1928), Caio Prado Jr. (1942) e Sérgio Bagú (1949), a concentração da propriedade da terra, as restrições ao acesso aos recursos naturais, os mecanismos de exploração nas áreas rurais e a disponibilidade de insumos e crédito — todos fatores que contribuem para a desigualdade contemporânea — foram inevitavelmente influenciados pelo impacto da Revolução Mexicana da década de 1910, embora tenham ganhado maior relevância na agenda acadêmica da região após a Segunda Guerra Mundial, que foi caracterizada pelo processo de descolonização na Ásia e na África (FAO, 1969) (Secreto, 2021). Foi a partir desse momento que os debates, as pesquisas e os desenvolvimentos sobre o sistema agrário latino-americano foram revividos e tomaram novos rumos no período pós-Segunda Guerra Mundial, em um contexto caracterizado pelas iniciativas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), pelo impacto da Revolução Boliviana (1952), pelas medidas implementadas na Guatemala por Arbenz (1952-1954) e pela Revolução Cubana (1959). No auge desses processos, o problema da reforma agrária foi reintroduzido no debate público, e até mesmo os governos reformistas que se espalharam pela América Latina durante esse período promoveram iniciativas legislativas com o objetivo de regular, em diferentes graus, o acesso à terra (Delgado, 1965; Le Coz, 1976).

Nesse contexto, o governo dos EUA — no âmbito da Guerra Fria — empreendeu uma série de iniciativas, como a Aliança para o Progresso (1961-1969), que visavam contrariar essas propostas sem alterar os pilares fundamentais do sistema capitalista de produção. Assim, surgiu um contraste marcante entre as posições que defendiam a expropriação de grandes propriedades e sua distribuição entre os camponeses e aquelas que entendiam que a solução para o problema agrário residia na incorporação de novas tecnologias e na oferta de linhas de crédito para modernizar as práticas e regularizar a posse da terra, a fim de garantir o aumento da produtividade. A maioria das propostas se enquadrava nessa segunda perspectiva (Feder, 1965).

Foi precisamente durante as décadas de 1960 e 1970 que as questões relacionadas às diversas facetas da questão agrária ganharam destaque nas agendas de pesquisa de economistas, historiadores, antropólogos e sociólogos interessados ​​em explicar o subdesenvolvimento, a dependência, as relações de classe e raça e os vínculos entre agricultura e capitalismo a partir de uma perspectiva histórica. Nesses campos de estudo, o objetivo era decifrar as características do agrarismo latino-americano. Embora uma inclinação marxista predominasse nas abordagens, essa perspectiva coexistia e interagia com outras interpretações. A pesquisa empírica e o trabalho de campo revelaram um gradiente de variações e nuances no panorama socioeconômico. Enquanto forças externas podiam homogeneizar a situação, os contextos internos se mostravam diversos. Categorias originais e específicas emergiram nas formas de “arrendamento” de terras e na organização de unidades produtivas e, com base em diferentes ferramentas conceituais, construiu-se o mosaico do mundo agrário latino-americano (Assadourian et al., 1973).

Em 1970, a Comissão de História Econômica da CLACSO reuniu-se em Lima. Considerou-se que os estudos de história econômica eram uma novidade na América Latina e deveriam ser promovidos. Nessa sessão do simpósio, ficou acordado que, no próximo, a ser realizado em Roma em 1972, os pesquisadores se concentrariam em três temas: 1) fazendas, grandes propriedades rurais, ranchos e plantações; 2) demografia histórica; e 3) o impacto do setor externo na economia latino-americana (Florescano, 1975). Foi o que aconteceu naquele encontro, e os resultados dessa frutífera troca foram publicados em um volume clássico que se revelou uma contribuição fundamental para a compreensão dessas questões.

Foi nas décadas de 1970 e 1980 que os caminhos se separaram na América Latina. Enquanto Cuba, Peru, Nicarágua e El Salvador embarcaram — com resultados mistos — em uma trajetória de transformação mais profunda, o restante dos países latino-americanos adotou o segundo caminho, caracterizado pela "Revolução Verde", que foi posteriormente reforçada pela onda de ditaduras que varreu o subcontinente (O'Donnell, 1997). Assim, a partir da década de 1970, as sucessivas políticas agrárias, longe de melhorarem a distribuição de terras, resultaram no deslocamento de produtores, no desmantelamento das economias camponesas e no fortalecimento do caráter latifúndio da estrutura agrária (Juncal e Cardeillac, 2025; Oberlin, 2021; Bellisario, 2013). Esses processos abriram caminho para o neoliberalismo, que implementou processos regressivos de contrarreformas agrárias, principalmente por meio da liberalização do mercado de terras (Vasconcelos, 2020; Remy, 2017).

Embora parecesse que essa ofensiva praticamente silenciara os debates em torno da reforma agrária, no calor do processo, diversas organizações se formaram para resistir aos despejos, buscar fazer ouvir suas reivindicações e empreender ações diversas para defender seus direitos de acesso à terra. Assim, populações indígenas, organizações camponesas e grupos heterogêneos de produtores diretos capitalizados implementaram estratégias de confronto e negociação que se desenrolaram simultaneamente. Nesse processo, propostas mais radicais de redistribuição de terras se cristalizaram ao lado de outras menos intensivas que envolviam mecanismos indiretos — como impostos — para incentivar a fragmentação de grandes propriedades improdutivas. Processos de ocupação também começaram, regidos por novas lógicas organizacionais, em diversos países da América Latina (Mota, Secreto e Christillino, 2023).

Como resultado desses processos, surgiu na América Latina uma heterogeneidade de experiências, a maioria das quais não conseguiu alterar o padrão de posse de terras baseado no latifúndio. Essa questão não resolvida constitui um caleidoscópio de demandas, projetos e alternativas para se considerar a distribuição desse meio fundamental de produção na América Latina (Lerrer, 2023). Além disso, a resolução dos problemas rurais atuais exige necessariamente o enfrentamento de outras questões, como a concentração da produção, a situação ambiental e a dependência tecnológica.

A pesquisa sobre este tema tem se concentrado em casos nacionais e, nas últimas décadas, até mesmo em algumas particularidades regionais. Estudos comparativos ou transnacionais que permitissem identificar especificidades, mas sobretudo as regularidades do tema em nosso subcontinente, têm sido mais limitados. Partindo dessa constatação, este grupo de trabalho propõe não apenas reconstruir a estrutura fundiária e a heterogênea composição social agrária dos países latino-americanos, mas também investigar e sistematizar a legislação que regula o acesso aos bens rurais e os conflitos que surgiram em torno deles em cada um dos países membros. Além disso, propõe analisar as circulações transnacionais (Weinstein, 2013). As novas dimensões da questão agrária, o papel do sujeito camponês e a reconfiguração das organizações rurais, agora orientadas para a defesa do território, serão temas centrais que nortearão a pesquisa coletiva.

Assadourian, Carlos Sempat et al (1973). Modos de produção na América Latina, Córdoba: Passado e Presente, 1973.
Bagú, Sergio (1949). Economia da sociedade colonial. Ensaio sobre história comparada da América Latina. Buenos Aires, El Ateneo.
Bellisario, A (2013) A reforma agrária chilena. Reformismo, socialismo e neoliberalismo, 1964-1980. História Agrária, 59, pp. 159-190, ISSN:1139-1472.
FAO (1969). Relatório da Conferência Mundial sobre a Reforma Agrária. Realizada em Roma (Itália) de 20 de junho a 2 de julho de 1966. Roma: Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.
Feder, Ernest (1965). A Aliança para o Progresso e a reforma agrária latino-americana: “ajuda e autoajuda” na política agrícola internacional, El Trimestre Económico, Vol. 32, No. 127(3) 1965, pp. 501-523.
Florescano, Enrique, coor. (1975). Fazendas, latifúndios e plantações na América Latina. México, CLACSO e Século XXI.
Delgado, Óscar (1965). Reformas agrárias na América Latina. México: Fundação de Cultura Econômica.
Mariátegui, José Carlos (1928). Sete ensaios interpretativos sobre a realidade peruana. Lima, Amautá.
Prado Júnior, Caio (2011). Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo, Companhia das Letras, [1942].
Juncal, Agustín e Cardeillac, Joaquín (2025) “Política fundiária estatal sob a ditadura uruguaia (1973-1984): técnicos, civis e militares no Instituto Nacional de Colonização” Estudios Rurales, v.: 15 p.:1 - 17, 2025 E-ISSN: 22504001 https://estudiosrurales.unq.edu.ar/
Le Coz, Jean (1976). Reformas agrárias. De Zapata a Mao Tsé-tung e a FAO. Barcelona: Editorial Ariel, 1976.
Lerrer, Débora, “Memória, recalque e questão agrária no Brasil.” Raízes, Ciências Sociais e Econômicas, jun. 20, 2023.
Mota, Sarita; Segredo, María Verónica; Christillino, Cristiano Luís (2023). A terra e seus historiadores. Lições de História Agrária na América Latina. Belo Horizonte: Fino Traço.
Oberlin, Matías (2021). O Conselho Agrário Nacional.
O'Donnell, G. (1997). As Forças Armadas e o Estado autoritário do Cone Sul da América Latina, Contrapuntos. Ensaios selecionados sobre autoritarismo e democratização. Buenos Aires: Paidós, 97-127.
Remy, Maria Isabel (2017). “50 anos depois das reformas agrárias no Peru: organizações de produtores”. In: Vanderlei Vazelesk Ribeiro - María Verónica Secreto (eds.). Agrarismos. Estudos de história e sociologia do mundo rural contemporâneo. Rio de Janeiro: Mauad X, 2017.
Vasconcelos, Joana (2020). Terra e direitos humanos no Chile: a contrarreforma agrária da ditadura de Pinochet e as políticas de reparação camponesa. História Agrária, 80, pp. 209-242. SEHA.
Weinstein, Barbara. (2013). “Pensando a história para além da nação: a historiografia da América Latina e a perspectiva transnacional”.
3. Justificação e análise da relevância teórica, social e intelectual do tema em relação ao contexto analisado no ponto anterior.

A produção agrícola para exportação mantém uma centralidade marcante na estrutura econômica dos países latino-americanos, visto que esses bens representam uma alta proporção das vendas para o mercado mundial e geram uma das principais fontes de divisas genuínas. O papel preponderante contínuo das atividades primárias e a dinâmica e o impacto social gerados pelas mudanças tecnológicas estão intimamente ligados à estrutura fundiária que se cristalizou na América Latina como resultado de um complexo processo que se desenrolou ao longo do século XX. Transformações nos direitos de propriedade, concentração e conflitos em torno desse meio fundamental de produção constituem uma das principais matrizes que caracterizam a estrutura agrária do subcontinente (Vazelesk e Secreto, 2017; Vazelesk e Secreto, 2021).

A análise histórica dos problemas socioeconômicos ligados ao acesso à terra e às formas de exploração do trabalho em diversos países da América Latina permite identificar as transformações nas estruturas de posse da terra, especificando suas particularidades e, ao mesmo tempo, reconhecendo suas regularidades (Ansaldi e Giordano, 2012; Mota, Secreto e Christillino, 2023). Isso envolve não apenas a reconstrução da estrutura da propriedade da terra, mas também o impacto das políticas implementadas por diferentes governos, entre as quais se identificam duas abordagens principais: aquelas que conceberam a terra como um bem social e buscaram – com diferentes graus de flexibilidade – garantir o acesso à terra, e aquelas que, ao contrário, consideraram que a chave para as políticas voltadas ao setor residia na garantia do aumento da produtividade como solução para todos os problemas. Ao mesmo tempo, entre aqueles que adotaram uma perspectiva mais crítica, é possível identificar pontos de vista opostos: as correntes “camponesa” e “descamponesa” (Concheiro, 2022). Dentro das ciências sociais, particularmente na sociologia rural, a segunda corrente ganhava terreno num contexto de integração regional, abordagens de desenvolvimento rural e novos processos de ruralidade que desvinculam o "agrário" do "rural" (Pérez, 2001).

Com a virada do século, a questão fundiária voltou a ser um tema proeminente no debate social e político. Isso se deveu principalmente ao que, desde meados dos anos 2000, vem sendo discutido como processos de apropriação de terras, que na América Latina ocorreram em ciclos, com períodos de aceleração e desaceleração (Borrás Jr, Kay, Gómez e Wilkinson, 2013; Edelman e León, 2014). Buscando contribuir com elementos que nos permitam ir além desses pontos de vista opostos, entendemos que os problemas associados à caracterização dos atores sociais agrários na América Latina rural exigem que repensemos e esclareçamos quem foram os principais produtores diretos, quais os principais problemas que enfrentaram e quais as complexas relações que estabeleceram com outros setores. Assim, torna-se necessário especificar os aspectos que distinguem a categoria de campesinato, composta por uma heterogeneidade de situações e realidades que incluem populações indígenas, afrodescendentes e crioulas nos diversos países da América Latina (Julião, 1962; Welch et al., 2009; Palencia, 2014; Robles, 2020). Isso também exige identificar suas diferenças em relação a outros tipos de produtores diretos que, dependendo do país, podem ser "chacareros", "familiales", "farmers", "family-based" ou "capitalized", mais intimamente ligados aos mercados internos e externos, onde adquirem insumos, obtêm crédito e até mesmo contratam trabalhadores temporários. É necessário, ainda, revisitar as perspectivas contrastantes com os grandes proprietários de terras e o capital agrícola para caracterizar esses atores e suas múltiplas influências no mundo agrícola (Cardeillac e Krapovickas, 2023).

Nesse sentido, numerosas investigações históricas sobre diversas questões agrárias nacionais e locais têm sido conduzidas nas últimas décadas, contribuindo com valiosas perspectivas. Este Grupo de Trabalho visa conectar essas realidades a fim de identificar mudanças e continuidades no mundo rural latino-americano, bem como especificidades e, fundamentalmente, regularidades em todo o subcontinente. O desafio é fornecer uma perspectiva histórica comparativa ou transnacional como forma de integrar o espaço-tempo das realidades da agricultura latino-americana (Weinstein, 2013; Secreto, 2012).

Nesse sentido, é imperativo priorizar conteúdos que contribuam para a compreensão do que acontece nas áreas rurais, o que exige o estabelecimento da relação genética entre passado e presente (Burke, 1987; Ansaldi, 2023). Assim, acreditamos que a pesquisa e a reflexão histórica não devem ser entendidas como uma função das lições do passado, mas sim guiadas pelas demandas prementes da realidade em que vivemos. Isso implica aprender história como uma narrativa, não linear, que prioriza rupturas em detrimento da continuidade, conflitos em detrimento dos processos de integração e mudanças em detrimento da evolução. É uma história que revela contradições e diversas perspectivas. Seja legitimadora ou crítica, a história implica uma projeção para o futuro: um projeto social expresso em uma proposta política. Entendemos também que é essencial recorrer às pesquisas, perspectivas e conceitualizações que se desdobram e se desenvolvem globalmente, especialmente no Sul Global, para então identificar e esclarecer como esses fenômenos e conceitos informam a pesquisa local. Buscamos ir além das traduções mecânicas e nos esforçamos para investigar as maneiras particulares e específicas pelas quais múltiplos fatores são articulados e sintetizados na América Latina.

Dentro do grupo, propomos também a criação de sessões de trabalho sobre história agrária em territórios indígenas da América Latina. Isso envolve a adoção de uma perspectiva que abranja diferentes períodos históricos e vários países (Gordillo, 2004; Gould, 1990; Palencia, 2020; Womack, 1969). Por meio desse diálogo, propomos o estabelecimento de critérios comuns para o diálogo, o estudo e a compreensão das diferentes regiões e povos indígenas. Este estudo explorará como a introdução de plantações agroindustriais para exportação de produtos como açúcar, café, soja, palma africana, henequém e algodão (Albert, 1983; Bourgois, 1989; Knox, 1977; McCreery, 1995; Portillo Villeda, 2021; Rappaport, 1982) impactou não apenas as dinâmicas agrárias, econômicas e políticas regionais, mas, mais profundamente, como os diversos Estados-nação latino-americanos construíram relações de poder diferenciadas com os povos indígenas. Para isso, integraremos as ferramentas da história, da antropologia e da sociologia com métodos etnográficos, cartográficos e de arquivo (Chapin & Threlkeld, 2001; Sletto, 2014).

Por fim, este projeto de pesquisa também surge da necessidade de organizações e grupos rurais nos quais vários membros mantêm múltiplos vínculos e pontos de contato. Esses grupos exigem e precisam resgatar sua história, compreender as transformações ocorridas ao longo do século XX e se valer de experiências que lhes permitam colaborar com movimentos sociais e contribuir para a concepção e implementação de políticas públicas que priorizem o acesso à terra para setores historicamente oprimidos da América Latina rural, incluindo povos indígenas, afrodescendentes, jovens e mulheres (Hill Collins, Bilge, 2021).

Albert, B. (1983). Yanaconaje e produção de algodão na costa peruana: parceria agrícola no Vale do Cañete durante a Primeira Guerra Mundial. Boletim de Pesquisa Latino-Americana, 2(2), 107–116. https://doi.org/10.2307/3338103
Ansaldi, Waldo (2023) “Apelo por uma Sociologia Histórica Latino-Americana e Metamorfose de um Historiador em um Sociólogo Histórico”. Estudos Latino-Americanos, nova era, nº 52, julho-dezembro de 2023, pp. 41-70.
Bourgois, P.I. (1989). Etnicidade no trabalho: trabalho dividido em uma plantação de banana na América Central. Johns Hopkins University Press.
Borras Jr, S; Kay, C.; Gómez, S.; Wilkinson, J. (2013) “Apropriação de terras e acumulação capitalista: aspectos-chave na América Latina”, Revista Interdisciplinar de Estudos Agrários, nº 38 - 1º semestre de 2013.
Burke, Peter (1987), Sociologia e História, Madrid, Alianza Editorial.
Cardeillac, Joaquín e Krapovickas, Julieta (2023) “Apropriação de terras e produção na agricultura uruguaia (1990-2011)”. Mundo Agrário, dezembro de 2023 a março de 2024, vol. 24, não. 57, e226. ISSN 1515-5994.
Chapin, M., & Threlkeld, B. (2001). Paisagens indígenas: um estudo em etnocartografia. Centro de Apoio às Terras Nativas.
Concheiro, Luciano (2022). “Descamponeses contra camponeses: uma polêmica marxista em torno do campesinato mexicano”. Inflexiones, número 10, pp. 36-83.
Edelman, M.; León, A. (2014) “Ciclos de apropriação de terras na América Central: um argumento a favor da historicização e um estudo de caso sobre o Bajo Aguán, Honduras”, Anuário de Estudos Centro-Americanos, Universidade da Costa Rica, 40: 195-228, 2014, ISSN: 0377-7316.
Gordillo, G. (2004). Paisagens de demônios: tensões de lugar e memória no Chaco argentino. Duke University Press.
Hill Collins, Patricia e Bilge, Sirma (2021). Interseccionalidade. São Paulo: Bom Tempo, 2021
Julião, Francisco (1962). Ouça, camponês. Montevidéu: Edições Presentes
Lerrer, Débora, “Memória, recalque e questão agrária no Brasil.” Raízes, Ciências Sociais e Econômicas, jun. 20, 2023.
McCreery, D. (1995). O desenvolvimento do café e seus efeitos na sociedade indígena. Em J. Luján Muñoz (Ed.), História Geral da Guatemala: Vol. IV. Da República Federal a 1898. Associação de Amigos do País.
Mota, Sarita; Segredo, María Verónica; Christillino, Cristiano Luís (2023). A terra e seus historiadores. Lições de História Agrária na América Latina. Belo Horizonte: Fino Traço.
Palencia, S. (2020). Rebelião dos Latifundiários e a Origem do Estado Latifundiário na Guatemala, 1780-1940 (Primeira edição). Universidade Nacional Autônoma do México, Centro de Pesquisa sobre a América Latina e o Caribe.
Pérez, Edelmira (2001) “Rumo a uma nova visão do rural”, In: Giarraca, Norma ¿Uma nova ruralidade na América Latina? Buenos Aires, Clacso.
Portillo Villeda, SG (2021). Raízes da Resistência: Uma História de Gênero, Raça e Trabalho na Costa Norte de Honduras (Primeira edição). University of Texas Press. https://doi.org/10.7560/322185
Robles, Claudio (2020). Camponeses em conflito: a reforma agrária da Unidade Popular em Colchagua (Chile). Pesquisa histórica, era moderna e contemporânea, 40, pp. 27-56, 2020.
Segredo, María Verónica (2012). Fronteiras em movimento. História comparada - Argentina e Brasil no século XIX. Niterói: Editora da UFF, 2012.
Segredo, Maria Verônica (2021). Desigualdade e história agrária. Comparações possíveis na América Latina. In: Vazelesk, Vanderlei e Secreto, María Verónica, org (2021). Ou rural na América Latina. Perspectivas.Belo Horizonte: Fino Traço.
Vazelesk, Vanderlei e Secreto, María Verónica, org (2017). Agrarianismos. Estudos de história e sociologia do mundo rural contemporâneo. Rio de Janeiro: Mauad X, 2017.
Welch, Malagodi, Cavalcanti, Wanderley, orgs. (2009) Camponeses Brasileiros. Volume I. Brasília. Fundação Editora da UNESP
Womack, J. (1969). Zapata e a Revolução Mexicana. ([1ª ed.]). Knopf.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses).
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
1) Incentivar a produção de conhecimento, por meio de pesquisa, sobre temas relacionados ao foco proposto. Compreender a agricultura no sentido mais amplo do mundo rural, incluindo, portanto, as comunidades rurais indígenas e as transformações provocadas pelas novas formas de extrativismo.

2) Incentivar a produção de conhecimento sobre o mundo rural e seus desafios para o presente e o futuro. Estimular a comparação entre regiões, grupos e experiências.
1) Organização de dossiês temáticos em revistas especializadas; convocação para a produção de artigos para publicação em revistas indexadas da América Latina; organização de livros.
1) 5 artigos em revistas científicas com revisão por pares (ano de 2026)
2) Organização de dossiês em revistas especializadas (entre elas, a Revista de História Agrária da América Latina);
3) Livro eletrônico de acesso aberto.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1) Tornar visíveis os resultados produzidos utilizando diversos veículos e formas de disseminação do conhecimento.
Realização de cursos online entre as diferentes instituições membros, em formato virtual e/ou presencial.

2) Organização de eventos acadêmicos que possibilitem a disseminação do conhecimento e dos cursos de pós-graduação oferecidos entre dois ou mais programas aos quais os membros do grupo estejam vinculados.
1) Realização de seminários virtuais mensais via Zoom/Meet (de abril a novembro). O objetivo é compartilhar o progresso de trabalhos e/ou artigos publicados.

2) Realizar uma reunião presencial do Grupo de Trabalho de Histórias Agrárias (2026 e 2028) em conjunto com o Encontro Sul-Americano de Estudos Agrários.

3) Propor, em 2028, um curso de pós-graduação sobre "História Agrária da América Latina", em colaboração com diversas universidades que integram o Grupo de Trabalho de Histórias Agrárias. Formato online.
1) Criação de um canal no YouTube;
2) Divulgação das atividades no site da ALAHR;
3) Site para divulgação dos resultados da pesquisa;
4) formação de estudantes de pós-graduação.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
1) Intervir por meio de aconselhamento e cursos de extensão em diferentes realidades rurais, interagindo com comunidades locais, agricultores, quilombolas, pessoas sem-terra, sindicatos rurais, etc.

2) Promover ações conjuntas entre comunidades territoriais e pesquisadores
1) Realização de oficinas de educação popular. Estas incluem espaços para disseminar a história agrária e capacitar movimentos sociais (trabalhadores rurais, camponeses, produtores familiares, agroecologia político-comunitária, etc.).
1) Formação e atualização do público servido, principalmente atores da sociedade civil.

2) Desenvolvimento de ações e propostas de políticas públicas sobre terra e trabalho.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1) Coordenar e desenvolver atividades conjuntas com a Associação Latino-Americana de História Rural (ALAHR); com o grupo Encontro Sul-americano de Estudos Agrários; com a Sociedade Espanhola de História Agrária (SEHA); com a Organização Europeia de História Rural (EURHO), o Observatório de História Agroecológica e Ambiental (OHAA), a Associação Latino-Americana de Sociologia Rural (ALASRU) e a Cátedra Unesco sobre Desigualdades Globais (UFF).
1) Participação I Seminário Questão social e lutas por direitos no Brasil (1850-1930). 13 a 16 de abril de 2026. Local: UFF (Campus Gragoatá).

2) Organização e realização do VIII Encontro Sul-Americano de Estudos Agrários (2026). Local a ser definido.

3) Participação no XVI Congresso Mundial de Sociologia Rural (IRSA), em julho de 2026, em Porto Alegre, Brasil.

4) Participação no Congresso da ALASRU. Buenos Aires (novembro de 2026). Grupo de Trabalho 11: Dinâmicas da estrutura social agrária: sujeitos sociais, terra e recursos produtivos.

5) Organização e participação no III Congresso da Associação Latino-Americana de História Rural (ALAHR) em Santiago, Chile, novembro de 2027. Painel 21. Reformas agrárias e disputas de terras na América Latina (séculos XX-XXI) e Painel 28. Terra e territórios em crise: conflitos, usos e regulamentações sob uma perspectiva histórica na América Latina.

6) Participação no XX Congresso da Sociedade Espanhola de História Agrária (SEHA) em 2028. Propor em conjunto um painel sobre reformas agrárias em tempos de Guerra Fria.

7) Organização do IX Encontro Sul-Americano de Estudos Agrários (2028). Local a ser definido.
1) Publicação da ata
Novas conexões na rede;

2) Parcerias interinstitucionais;

3) acordos com outras redes e instituições

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 34
Alejandro Diez Hurtado
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Katia Iris Marro
Universidade Federal Fluminense
Brasil
Gabriel Oyhantçabal Benelli
Departamento de Ciências Sociais, Faculdade de Agronomia
-Faculdade de Agronomia
-Universidade da República
Uruguai
Débora Lerrer [Coordenador]
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Luís Juventino García Ruiz
Universidade de Veracruz, Instituto de Pesquisa Histórico-Social
México
Karen Souza Da Silva
Universidade Nacional de Quilmes. Centro de Estudos da Argentina Rural.
Argentina
Felipe De Melo Alvarenga
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Julieta Krapovickas
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Julieta Mellano
Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos
Área de Coordenação de Pós-Graduação, Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Joana Salém Vasconcelos
Programa de Pós-Graduação em Economia Política Mundial da Universidade Federal do ABC (UFABC), Brasil
Brasil
Gustavo Setrini
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Paraguai
Paraguai
Mariana Albuquerque Dantas
Departamento de História da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Brasil
Vanderlei Vazelesk Ribeiro
Unirio
Brasil
Maria Inés Moraes Vázquez
Instituto de Economia, FCEA, Udelar
Uruguai
Matias Nahuel Oberlin Molina
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Gabriela Magalí Elías
Instituto Pablo A Pizzurno
Argentina
Soledad Figueredo Rolle
Departamento de Ciências Sociais, Faculdade de Agronomia
-Faculdade de Agronomia
-Universidade da República
Uruguai
Joaquín Cardeillac Gulla
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Agustín Juncal [Coordenador]
Departamento de Ciências Sociais, Faculdade de Agronomia
-Faculdade de Agronomia
-Universidade da República
Uruguai
Wilson Picado Umaña
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Sergio Guillermo Palência Frener
Associação para o Avanço das Ciências Sociais
Guatemala
Pablo Volkind [Coordenador]
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Leile Silvia Candido Teixeira
Programa de Pós-Graduação em Serviços Sociais
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Claudio Robles Ortiz
Universidade de Santiago, Chile, Departamento de Economia
Chile
Sérgio Rosas Salas
Instituto de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Autônoma Meritória de Puebla (BUAP).
México
Maria Sarita Mota

Cecília Gargano
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional de San Martin
Argentina
Letícia González Sandoval
Instituto de Pesquisa em Ciências Socio-Humanistas
Universidade Rafael Landívar
Guatemala
Soraia Sales Dornelles
Universidade Federal do Maranhão
Brasil
Esther Padilla Calderón
O Colégio de Sonora
México
Segredo de Maria Verônica
Universidade Federal Fluminense
Brasil
Juan Carlos Villamizar
Universidade Nacional da Colômbia – Faculdade de Ciências Humanas – Departamento de História
Colômbia
Eduardo Pedro Gallardo Martínez
Centro de Estudos de História Agrária da América Latina (CEHAL)
Chile
Bibiana Rendón Zapata
Prefeito da Universidade
Chile