Área temática: Modelos de trabalho e produção
Grupo de trabalhoTrabalho no capitalismo contemporâneo
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
O Grupo de Trabalho (GT) "Trabalho no Capitalismo Contemporâneo" tem como objetivo fortalecer diversas linhas de pesquisa sobre o trabalho desenvolvidas na América Latina e no Caribe, bem como articular e colaborar com organizações da sociedade civil e com equipes técnicas e acadêmicas interessadas nas transformações atuais da produção, do trabalho e das condições de reprodução da vida dos trabalhadores na região.
A consolidação deste Grupo de Trabalho é o resultado de um longo processo de acumulação de debates, discussões e intercâmbios, sustentado ao longo de mais de uma década no âmbito de eventos acadêmicos, da formação de uma Rede, de seminários e de publicações conjuntas. Essas oportunidades permitiram uma reflexão mais profunda sobre a situação da classe trabalhadora e seus problemas heterogêneos no contexto contemporâneo. Os intercâmbios também foram enriquecidos pela colaboração intergeracional entre pesquisadores com carreiras consolidadas e aqueles em estágios iniciais de sua formação. Essa convergência contribuiu para o fortalecimento de uma "comunidade interpretativa" que compartilha uma linguagem analítica comum, o que possibilitou questionar pressupostos que se naturalizaram nos estudos do trabalho e que nem sempre refletem adequadamente os processos de transformação dos meios de subsistência no Sul Global (Palermo e Capogrossi, 2020).
Assim, o Grupo de Trabalho propôs uma revisão crítica de um conjunto de categorias analíticas centrais para os estudos sociais do trabalho. Conceitos como formalidade/informalidade, estabilidade/precariedade, registrado/não registrado e centro/periferia têm sido pilares na construção teórica do campo, reproduzindo-se ao longo do tempo (Capogrossi e Izquierdo Quintana, 2021). No entanto, novas questões surgem: O que acontece quando processos historicamente caracterizados como pertencentes às periferias capitalistas se estendem ao restante do sistema mundial? Como podemos explicar o surgimento de características típicas do trabalho precário em empregos considerados formais e estáveis? Quais os efeitos da incorporação de novas tecnologias na reconfiguração das formas de trabalho? Como podemos abordar o surgimento de mulheres em empregos considerados "masculinizados" e quais os impactos nas relações de gênero? Como essas transformações afetam as narrativas sobre o trabalho? O que significa "trabalhar" para os jovens? Ainda podemos falar em "trabalho por conta própria"? Podemos observar novas formas de "trabalho por peça" no trabalho em domicílio?
Para responder a essas e outras questões, e para desenvolver ainda mais essa "linguagem comum", o Grupo de Trabalho buscou repensar, questionar e recriar categorias analíticas, bem como refletir sobre as estruturas históricas e sociais que moldaram o mundo do trabalho nas últimas décadas. Esse processo revela que certas dinâmicas de informalização, precariedade, expropriação e violência estrutural, antes associadas a territórios específicos — como a América Latina e o Caribe — se disseminaram globalmente, remodelando o mapa do capitalismo contemporâneo. Duas dimensões-chave emergem dessa transformação: uma relacionada aos processos de trabalho e a outra ao papel do Estado.
Em relação ao primeiro ponto, identificamos um fenômeno que poderia ser denominado "formalidade precária" (Capogrossi, 2025): relações de trabalho que, embora estruturadas em torno de contratos formais que atendem aos requisitos regulamentares, reproduzem condições típicas do trabalho informal ou não registrado. Nesses casos, os contratos são desprovidos de direitos e garantias: a estabilidade se deteriora, conquistas históricas são perdidas, os salários diminuem e diversas proteções se tornam imprecisas. Esse fenômeno abrange múltiplos nichos do mercado de trabalho — segurança privada, call centers, comércio, hotelaria, gastronomia e até mesmo saúde pública e educação — e se cristaliza em relações marcadas pela incerteza e crescente vulnerabilidade. Como hipótese, pode-se argumentar que a pandemia — ao atuar como um evento disruptivo — acelerou a expansão dessa "formalidade precária", mantendo a ficção da estabilidade contratual enquanto as condições de trabalho se deterioravam rapidamente.
A segunda dimensão refere-se ao papel do Estado, central na discussão sobre o futuro do trabalho na América Latina e no Caribe. Enquanto para a tradição estruturalista latino-americana (Prebisch, 1976) o Estado ocupava um lugar estratégico na promoção do desenvolvimento e na expansão da proteção trabalhista, no contexto atual ele aparece como administrador da precariedade, contribuindo para sua normalização e naturalização. Como argumenta Isabell Lorey (2016), a precariedade não se limita mais a empregos precários ou proteções sociais insuficientes: ela abrange a totalidade da existência, dos corpos e dos processos de subjetivação. Viver na precariedade significa habitar a contingência. A incerteza se incorpora aos corpos, e o Estado participa ativamente de sua consolidação, em um cenário que reinstaura a "normalidade do mínimo".
Essas mudanças representam novos desafios para as ciências sociais na América Latina e no Caribe. Isso se torna ainda mais evidente porque, nos últimos anos, a degradação das condições de trabalho e a erosão dos direitos foram exacerbadas pela expansão da economia de plataformas, cujo avanço é favorecido em contextos de crises econômicas e sociais globais. Essa nova etapa do capitalismo modifica a organização dos processos produtivos e do trabalho, e fomenta novas formas de disciplinar, controlar e extrair valor. Assim, nos deparamos com novas tecnologias, novos estilos de gestão, novos tipos de trabalho, novos modelos de negócios e novos mercados que emergem para sustentar a acumulação de capital (Srnicek, 2018). Além disso, essas transformações são acompanhadas por discursos específicos, visões específicas de sociedade, subjetividades específicas — ou seja, “formas de estar no mundo” específicas (Ribeiro, 2018). As plataformas operam como catalisadoras de um mercado de trabalho composto por trabalhadores supostamente “independentes” que, na realidade, estão sujeitos a condições intensificadas de vulnerabilidade e exploração. A expansão desse modelo de negócio é favorecida pela falta de regulamentação, o que está em consonância com o papel do Estado que destacamos no parágrafo anterior.
Nesse complexo cenário regional, o apoio da CLACSO é fundamental para fortalecer um espaço de reflexão crítica sobre essas transformações nos processos de valorização do capital, sobre as formas de organização do trabalho e sobre as categorias de pensamento específicas de quem trabalha. Este Grupo de Trabalho parte da necessidade de abandonar perspectivas que concebem os sujeitos por meio de abstrações desistoricizadas, a fim de resgatar as pessoas reais, os trabalhadores, em sua capacidade de interpretar, contestar ou ressignificar as formas de organização da produção e seu ser-no-mundo. Este é o ponto de partida para a compreensão da complexa teia de contradições, tensões e ambivalências que caracterizam as experiências de trabalho na América Latina contemporânea.
Capogrossi, ML Izquierdo Quintana, O (2021) As múltiplas dimensões do trabalho precário e informal: algumas problematizações das ciências sociais. Revista Latino-Americana de Antropologia do Trabalho, 5(10): 1-11.
Carbonella, A. e Kasmir, S. (2020) Despossessão, desorganização e a antropologia do trabalho. Revista Latino-Americana de Antropologia do Trabalho, 4(9): 1-18.
Federici, S. (2018). O Patriarcado dos Salários: Críticas Feministas ao Marxismo. Cidade Autônoma de Buenos Aires: Tinta Limón Ediciones.
Lorey, I. (2016) Estado de Insegurança. Governando a precariedade. Madri: Traficantes de Sueños.
Rumié Rojo, SA (2019) “Chicago Boys no Chile: neoliberalismo, conhecimento especializado e a ascensão de uma nova tecnocracia”. Revista Mexicana de Ciências Políticas e Sociais, Ano xiv, 235: 139-164.
Prebisch, Raúl (1976) “Crítica do capitalismo periférico”, CEPAL Review, Primeiro semestre: 7-74.
Reygadas, L. (2018) “Dádivas, falsas dádivas, bens comuns e exploração em redes digitais. Diversidade da economia virtual”. Desacatos, (56): 70-89.
Ribeiro, GL (2018) “O preço da palavra: a hegemonia do capitalismo eletrônico-computacional e do googleismo”, Desacatos, (56), 16-33.
Rumié Rojo, SA (2019) “Chicago Boys no Chile: neoliberalismo, conhecimento especializado e a ascensão de uma nova tecnocracia”. Revista Mexicana de Ciências Políticas e Sociais, xiv (235): 139-164.
Snricek, N. (2018) Capitalismo de Plataforma. Buenos Aires: Caja Negra.
Desde meados da década de 1970, observa-se uma profunda reconfiguração do regime de acumulação capitalista, processo que apresenta duas tendências principais. Por um lado, uma mudança em direção à informalização da força de trabalho em escala global e ao aumento dos níveis de precariedade entre os trabalhadores. Por outro, uma tendência à crescente intelectualização do trabalho, especialmente em setores com maior impacto tecnológico, informacional e digital (Antunes, 2012). Essas tendências são de natureza global, embora se manifestem com particularidades e especificidades nos diferentes países da América Latina e do Caribe.
A primeira tendência é particularmente relevante para os estudos sociais do trabalho na região, pois envolve a expansão e generalização de diversas formas de emprego informal, trabalho terceirizado, múltiplas formas de empreendedorismo e experiências cooperativas, entre outras expressões que Antunes conceitua como uma nova morfologia do trabalho. Essa morfologia também implica a proliferação de mecanismos de invisibilização do trabalho e a coexistência de formas antigas e novas de intensificação do trabalho (Antunes, 2012: 49). Contudo, é necessário considerar que as possibilidades de integração no mercado de trabalho dependem não apenas do capital humano, mas também de critérios não econômicos, como gênero, raça, etnia, situação jurídica, idade e localização geográfica. Abordar esses processos a partir de uma perspectiva interseccional permite identificar as múltiplas desigualdades que acompanham essas tendências (Monroy, 2017; Magliano, 2015; Veloz, 2010; Viveros Vigoya, 2001; Fuller, 1997). Os empregos e as diversas formas pelas quais mulheres e homens de setores populares — tanto nativos quanto migrantes — ganham a vida nas sociedades contemporâneas revelam que as hierarquias de gênero constituem um elemento estruturante da força de trabalho como mercadoria, evidenciando a impossibilidade de considerar os trabalhadores como “sujeitos neutros que existem independentemente das relações de poder ligadas a gênero, etnia e raça, inscritas em seus corpos” (Mezzadra e Neilson, 2016: 165). A incorporação analítica dessas formas de classificação social complica o estudo do mercado de trabalho contemporâneo, uma vez que elas constituem condições indispensáveis para o controle do trabalho (Aquino, Varela Huerta e Décosse, 2013). Mesmo considerando as transformações das últimas décadas, certas características das relações de exploração capitalista ainda persistem, ligadas a papéis de gênero historicamente constituídos, a saber, a falta de reconhecimento do lugar que as mulheres ocupam na reprodução social (Federici, 2018; Carbonella e Kasmir, 2020).
Simultaneamente, a segunda tendência revela um cenário marcado por rápidos avanços tecnológicos e pela crescente plataformização das economias, que transformou profundamente a dinâmica do trabalho, alterando tanto suas formas quanto suas condições (Lins Ribeiro, 2018). Esse processo — intensificado desde a crise de 2008 — resultou na consolidação de um setor industrial e econômico centrado no uso da internet e seus sistemas, que prioriza os aspectos intangíveis do trabalho e fomenta sua instabilidade. Nesse contexto, como aponta Lins Ribeiro (2018), embora as tecnologias possibilitem o trabalho remoto, elas também introduzem novas formas de controle e vigilância, e as pessoas estão constantemente expostas ao monitoramento e à avaliação algorítmica. Tanto Ribeiro (2018) quanto Krepki e Palermo (2020) destacam a dissolução do tempo livre como um dos efeitos dessas transformações ligadas ao avanço das novas tecnologias e da inteligência artificial, na medida em que a fronteira entre tempo de trabalho e tempo pessoal se torna difusa. Em suma, o que diversos estudos indicam é que, nesta nova etapa do capitalismo, a organização dos processos produtivos e as formas de trabalho estão sendo reconfiguradas, enquanto novas modalidades de disciplina, controle e extração de valor estão sendo fortalecidas (Palermo e Ventrici, 2023; Zukerfeld, 2020; Lins Ribeiro, 2018). Essas transformações são acompanhadas também por discursos, representações sociais e formas particulares de subjetivação que constituem maneiras específicas de "ser no mundo" (Ribeiro, 2018).
Paralelamente às duas tendências mencionadas acima, a última década foi caracterizada por um ressurgimento do processo de neoliberalização que teve início com as ditaduras das décadas de 1970 e 1980 e se consolidou na década de 1990. Esse processo tem um impacto profundo na região e se expressa na acentuada erosão dos direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora e pelos setores populares da América Latina e do Caribe. Contudo, é importante destacar as diversas lutas, protestos e movimentos de resistência pública e “clandestina” que também se desenrolam nesses territórios, bem como a grande heterogeneidade de estratégias organizacionais que se estendem para além das tradições sindicais latino-americanas e/ou convergem com elas (Menezes, 2002; Santos Júnior, 2018).
Nesse contexto, os estudos de caso etnográficos oferecem um enorme potencial para formular novas questões, redefinir abordagens, desafiar categorias reiteradas e importadas do Norte Global e propor novas interpretações dos processos de organização e produção do trabalho em nossos países do Sul Global. Abordagens centradas na vida cotidiana permitem fornecer evidências empíricas para historicizar, reposicionar e problematizar referenciais teóricos amplamente utilizados nas ciências sociais do trabalho. Nossa proposta metodológica centra-se nas práticas, narrativas, valores, experiências e significados das pessoas com quem construímos conhecimento (Leite Lopes, 2011), considerando constantemente que estes estão sujeitos a tensões, interações e articulações com restrições estruturais que permeiam suas trajetórias de vida (Capogrossi, 2020).
Nesse sentido, retomamos a tradição inaugurada nas décadas de 60 e 70 no CIESAS-México por Victoria Novelo e José Luis Sariego Rodríguez. De uma perspectiva antropológica, esses autores iniciaram uma linha de pesquisa pioneira focada no mundo do trabalho, mas com ênfase na dimensão da vida cotidiana, nos significados que as próprias pessoas atribuíam às suas formas de ganhar a vida. Assim, seus estudos se centraram — com base na categoria de "cultura operária" — nas condições reais de vida e trabalho, nas dinâmicas familiares, sociais e sindicais, nas cosmovisões, valores, símbolos e práticas, bem como nas expectativas futuras dos trabalhadores da região. As contribuições essenciais desses pesquisadores também se fundamentam em uma abordagem interdisciplinar (Leite Lopes, 2013; Novelo, 1999; Sariego Rodríguez, 1988; Torres Mejía, 1991) que enriqueceu as formas de abordar o trabalho. Esses fundamentos constituem a base a partir da qual este Grupo de Trabalho reflete teórica e politicamente.
Aquino, A.; Varela Huerta, A. e Décosse, F. (2013) “Introdução. Pensando sobre a migração no contexto capitalista atual”, em Desafiando fronteiras. Controle da mobilidade e experiências migratórias no contexto capitalista. Oaxaca: Frontera Press.
Capogrossi, ML (2025) “Formalidade precária nas periferias capitalistas”. Artigo apresentado na X Conferência Latino-Americana e Caribenha de Ciências Sociais. Bogotá, Colômbia. 9 a 12 de junho de 2025.
Capogrossi, ML (2020) “Estabilidades cristalinas: chaves e categorias para caracterizar o trabalho de limpeza não doméstica na Argentina”, Jangwa Pana, 19(3): 390–412.
Carbonella, A. e Kasmir, S. (2020) Despossessão, desorganização e a antropologia do trabalho. Revista Latino-Americana de Antropologia do Trabalho, 4(9): 1-18.
Krepki, D. e Palermo, H. (2020) “Gamificação do trabalho e disciplina algorítmica”. Estudos do Trabalho. Revista De La Asociación Argentina De Especialistas En Estudios Del Trabajo (ASET), (59): 1-28.
Federici, S. (2018). O Patriarcado dos Salários: Críticas Feministas ao Marxismo. Cidade Autônoma de Buenos Aires: Tinta Limón Ediciones.
Leite Lopes, JS (2011), O Vapor do Diabo. O Trabalho dos Trabalhadores do Açúcar, Buenos Aires, Antropofagia.
Lorey, I. (2016) Estado de Insegurança. Governando a precariedade. Madri: Traficantes de Sueños.
Magliano, MJ (2015) “Interseccionalidade e migrações: potencialidades e desafios”. Revista Estudios Feministas, 23 (3): 691-712.
Mezzadra, S. e Neilson, B. (2016) A fronteira como método. Ou a multiplicação do trabalho. Buenos Aires: Tinta Limón.
Menezes, MA (2002) Redes e emaranhamentos nas jornadas dos migrantes. Um estudo de famílias de migrantes camponeses. Editor Relumbe Dumará, Brasil.
Novelo, V. (1999) História e Cultura da Classe Trabalhadora. México: La Casa Chata.
Palermo, H. (2017), A produção da masculinidade no trabalho com óleo. Buenos Aires, Editorial Biblos.
Palermo Hernán M. (2018) “Masculinidades na indústria de software na Argentina”. In: International Journal of Organizations, (20): 103-121.
Prebisch, Raúl (1976) “Crítica do capitalismo periférico”, CEPAL Review, Primeiro semestre: 7-74.
Reygadas, L. (2018) “Dádivas, falsas dádivas, bens comuns e exploração em redes digitais. Diversidade da economia virtual”. Desacatos, (56): 70-89.
Ribeiro, GL (2018) “O preço da palavra: a hegemonia do capitalismo eletrônico-computacional e do googleismo”, Desacatos, (56), 16-33.
Rodríguez Sariego, JL (1988), Enclaves e minerais no norte do México. História social dos mineiros de Cananea e Nueva Rosita. 1900-1970, México, Edições da Casa Chata, CIESAS.
Torres Mejía, P. (2017) “O lugar do trabalho feminino no deserto da Baja California Sur. Perspectiva das mulheres do Ejido El Centenario, município de La Paz, Baja California Sur, México”, em González Juárez María Teresita, Palermo Hernán e Patricia Torres Mejía (coords.) Abordagens à antropologia do trabalho. Vistas da América Latina, México: Grupo Editorial Eólica, Universidad Autónoma de Querétaro.
Torres Mejía P. (1991) "Novo capital transnacional no México. O caso da Polaroid", Nova Antropologia, (40).
Veloz, A. (2010) “Mulheres Purépecha nas maquiladoras de Tijuana: Entre a flexibilidade e o significado do trabalho”, Frontera norte, 22 (44): 211-236.
Viveros Vigoya, M. (2001), “Masculinidades. Diversidades regionais e mudanças geracionais na Colômbia”, em Viveros Vigoya, Mara; Olavarría, José e Norma Fuller (Orgs.), Homens e identidades de gênero. Pesquisa da América Latina. Colômbia, Universidade Nacional da Colômbia, pp. 35-153.
Zuckerfeld, M. (2020) “Bits, plataformas e autômatos. As tendências do trabalho no capitalismo informacional”. Revista Latino-Americana de Antropologia do Trabalho, 4(7): 1-50.
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
- Seminários internos abertos e conferências públicas em diversas instituições, onde os membros do GT sistematizam os resultados das pesquisas realizadas de forma colaborativa ou individual, possibilitando a consolidação desse quadro interpretativo comum.
- Propostas para co-tutoria de estudantes de graduação e pós-graduação da América Latina e do Caribe entre membros de diferentes países da GT.
- Apresentação de painéis, simpósios e grupos de trabalho coordenados por membros do GT em diferentes atividades acadêmicas regionais e internacionais.
- Consolidação de chaves interpretativas e analíticas que permitam o desenvolvimento de uma proposta teórico-metodológica sobre o trabalho a partir do Sul Global.
- Fortalecimento acadêmico e internacionalização dos diferentes programas de pós-graduação nos quais os membros do GT estão envolvidos.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Produção de diferentes produtos audiovisuais e sonoros (vídeos, curtas-metragens, podcasts) que permitam a divulgação de resultados de pesquisa, relatórios técnicos e debates sobre Teoria Fundamentada em uma linguagem acessível a diversos públicos.
- Participação individual e coletiva em diferentes atividades acadêmicas regionais e internacionais (coordenação de mesas em eventos científicos, mesas-redondas, conferências, etc.) e apresentação das publicações da GT em diferentes formatos.
- Estabelecer a plataforma multimídia como um espaço de consulta nas Ciências Sociais do Trabalho e como um fórum a partir do qual se possa contribuir para o debate público sobre o trabalho.
- Divulgação das produções do GT nos sites das instituições dos pesquisadores associados, dos sindicatos e das organizações sociopolíticas com as quais o grupo de trabalho está vinculado.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
- Organizar o primeiro Fórum Latino-Americano e Caribenho sobre o futuro do trabalho, com a participação de acadêmicos, organizações governamentais e não governamentais, organizações de trabalhadores, sociedade civil e movimentos sociais.
- Promover encontros e projetos colaborativos entre diferentes centros regionais de pesquisa, institutos governamentais de ciência e tecnologia e universidades.
- Elaborar relatórios e documentos técnicos com fundamentos teóricos e políticos que contribuam para os debates públicos sobre a regulamentação do trabalho em plataformas digitais.
- Gerar um corpus empírico que sirva de insumo para a construção de políticas públicas trabalhistas que visem reduzir as desigualdades no mercado de trabalho na América Latina e no Caribe.
- Estabelecer o GT como um espaço de referência e articulação entre diversos setores, que contribua para os debates e o desenvolvimento de políticas públicas sobre trabalho e trabalhadores na América Latina e no Caribe.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1) “Reformas laborais e regulamentação do trabalho em plataformas digitais”, organizado entre os Grupos de Trabalho “Transições justas e cuidado com a casa comum” e “Trabalho no capitalismo contemporâneo”.
2) “Migrações e trabalho no capitalismo contemporâneo: reflexões da América Latina e do Caribe”, organizado entre os Grupos de Trabalho “Migrações e fronteiras Sul-Sul” e “Trabalho no capitalismo contemporâneo”.
- Participação em diversos seminários das redes internacionais às quais os membros do GT pertencem, com o objetivo de fortalecer a articulação com equipes e redes de outros continentes.
- Implementação de uma série de palestras (presenciais e virtuais) sobre estudos do trabalho com uma perspectiva etnográfica nos diferentes programas de pós-graduação em que os membros do GT estão envolvidos.
- Reforçar e expandir as ligações com redes, programas e grupos de trabalho na Europa, Ásia e África.
- Institucionalização de intercâmbios com programas de pós-graduação e instituições associadas aos membros da GT.
Número total de pesquisadores admitidos: 73
Centro de Documentação e Estudos
Paraguai
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, México
México
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Centro de Inovação dos Trabalhadores
CONICET e UMET (Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho)
Argentina
Centro de Estudos Interdisciplinares Jurídicos e Sociais
Faculdade de Direito e Ciências Sociais
Universidade ICESI
Colômbia
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Faculdade de Ciências Sociais, Universidade Mayor de San Andrés
Bolívia
Departamento de Sociologia, Universidade de Havana
-Faculdade de Filosofia e História.
-Universidade de Havana
Cuba
Pesquisa Sócio-Histórica Regional ISHIR, CONICET-UNR
Argentina
Instituto de Estudos Sociais e Econômicos
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Universidade Federal de Santa Catarina
Brasil
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Instituto de Ciências Sociais e Administração
Universidade Nacional Arturo Jauretche
Argentina
Instituto de Educação de Angra dos Reis da Universidade Federal Fluminense (IEAR/UFF)
Brasil
Departamento de Sociologia, Universidade de Havana
-Faculdade de Filosofia e História.
-Universidade de Havana
Cuba
Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH)
México
Instituto de Pesquisa Socio-Histórica Regional
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia
Universidade Federal do Paraná
Brasil
Centro de Ciências Sociais
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Brasil
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Universidade Autônoma de Querétaro
México
UNIVERSIDADE AUTÓNOMA DO ESTADO DE MORELOS
México
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Diretoria de Pesquisa Científica
Universidade Nacional Autônoma de Honduras
Honduras
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Rede de Estudos Latino-Americanos de Montreal
Canadá
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Iztapalapa
México
Universidade de San Andres
Bolívia
Instituto de Pesquisa Socio-Histórica Regional
Argentina
Instituto de Pesquisa Cultural - Museu da Universidade Autônoma da Baja California
México
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Iztapalapa
México
Centro de Pesquisa da Faculdade de Ciências Políticas e Sociais da Universidade Nacional de Cuyo
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Unidade de Pós-Graduação
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Brasil
Observatório de Participação Social e Território
Universidade de Playa Ancha
Chile
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Faculdade de Ciências Sociais e Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Pará - FACS/PPGSA/UFPA
Brasil
Instituto de Pesquisa Cultural - Museu da Universidade Autônoma da Baja California
México
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Colégio do México
México
Universidade Mayor, Real e Pontifícia de São Francisco Xavier de Chuquisaca
Bolívia
Governo Territorial Autônomo da Nação Wampis
Peru
Centro Lillois de Estudos e Pesquisas Sociológicas e Econômicas (Clersé), Universidade de Lille e Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS)
Brasil
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Brasil
Faculdade de Ciências Humanas e Educação, Instituto Tecnológico de Monterrey, Campus de Puebla
México
Universidade Autônoma de Querétaro
ELA - Departamento de Estudos Latino-Americanos
Universidade de Brasília
Brasil
Instituto de Estudos Sociais e Econômicos
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina