Área temática: Movimentos sociais e ativismo
Grupo de trabalhoAtivismo sexual e cidadania: diálogos interdisciplinares
Fundação Oswaldo Cruz
Brasil
Dr. José A. Portuondo Centro de Estudos Sociais Cubanos e Caribenhos
Universidade do Oriente
Cuba
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Diante da ascensão de correntes neofascistas (Grimson, 2025), da refeudalização (Kaltmeier, 2022) e da desdemocratização (Brown, 2021) dos Estados latino-americanos contemporâneos, o ativismo sexual e a cidadania adquiriram uma relevância política e epistemológica que transcende as disputas por reconhecimento (Arévalo, 2025a). As lutas LGBTIQA+ emergem como práticas de democratização radical, incorporando as questões: Quem pode ser reconhecido como sujeito de direitos? e Quais corpos são considerados legítimos na esfera social? Assim, as experiências LGBTIQA+ na América Latina e no Caribe revelam uma complexa rede de resistências, articulações e afetos que desafiam os limites do político, contestando o significado de cidadania, dignidade humana e democracia.
Pensar sobre ativismo sexual e cidadania a partir do Sul Global exige partir de uma observação central: a região é simultaneamente um território de direitos em expansão e palco de uma intensa contraofensiva reacionária. Desde 2010, observa-se um ciclo de avanços normativos e programáticos relativos à orientação sexual, identidade e expressão de gênero e corpos diversos, expressos em decisões judiciais, reformas legislativas e políticas públicas, como a promulgação, em 2018, do Parecer Consultivo OC-24/17 da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Este parecer abriu um horizonte juridicamente vinculativo para os Estados e forneceu aos ativistas LGBTIQA+ uma ferramenta estratégica para contestar a cidadania sexual no âmbito interamericano.
Diversos países da região avançaram no reconhecimento da identidade de gênero e da igualdade no casamento por meio de leis que consagram a identidade de gênero e o direito ao casamento igualitário. No entanto, esses marcos "modelo" apresentam limitações significativas: o caso boliviano produz identidades jurídicas fragmentadas, sem direitos plenos; em El Salvador e Honduras, o impasse legislativo e o descumprimento das decisões da Corte Interamericana revelam a falta de vontade política para reconhecer os direitos das pessoas transgênero. Isso demonstra que a mudança legal não leva a uma cidadania sexual substancial, mas sim à coexistência com Estados, sistemas judiciais e culturas políticas marcadas pelo cisheteropatriarcado, racismo e classismo.
Em resposta a esses avanços legais, grupos de poder conservadores e fundamentalistas religiosos emergiram. Gabriela Arguedas (2024) chama isso de "reconquista reprodutiva". Trata-se de um projeto político que visa recuperar privilégios para aqueles que se sentem ameaçados pelas agendas feministas progressistas e LGBTQIA+. Esses grupos implementam campanhas anti-gênero enraizadas na religião e no populismo sexual conservador para reverter conquistas políticas e reinstaurar hierarquias coloniais de corpo, raça, gênero, família, sexualidade e nação.
A contraofensiva anti-gênero consolidou-se por meio do uso estratégico da ideologia de gênero. Junqueira (2018) e Bracke e Paternotte (2020) indicam que a expressão "ideologia de gênero" emergiu como um recurso discursivo articulado por setores católicos e evangélicos para deslegitimar as lutas feministas, os estudos de gênero e as agendas LGBTIQA+, apresentando-as como uma agenda "ideológica" que ameaça a família, a nação e a infância. Essa retórica simplifica e distorce conceitos acadêmicos e demandas políticas, transformando-os em bodes expiatórios para crises econômicas, políticas ou morais. Isso gera uma forma de populismo sexual que articula emoções negativas e as canaliza para corpos e identidades historicamente vulneráveis e precários.
A “ideologia de gênero” é uma ferramenta política eficaz em vários níveis. Ela opera como uma narrativa polarizadora que bloqueia qualquer debate público informado sobre direitos sexuais e reprodutivos. Além disso, funciona como uma plataforma eleitoral: líderes político-religiosos mobilizam o pânico moral para ocupar cargos governamentais, a partir dos quais promovem a revogação ou o desfinanciamento de instituições, programas e políticas voltadas para mulheres, afrodescendentes e pessoas LGBTQIA+. No Brasil sob Bolsonaro, em El Salvador com Bukele, na Costa Rica com Rodrigo Chaves e na Argentina sob Milei, as instituições responsáveis pelas políticas de gênero e diversidade foram desmanteladas ou enfraquecidas, combinando uma fase “suave” de reestruturação e cortes orçamentários com fases “duras” de ataques discursivos e normativos às diferenças sexuais e de gênero. Essa ofensiva busca corroer os princípios iluministas de igualdade, laicidade e racionalidade pública, propondo marcos normativos onde a moral religiosa é o fundamento do direito e do Estado (Passos, 2020).
Essa contraofensiva pode ser interpretada como uma reação neonormalizadora contra os avanços da cidadania sexual (Arguedas, 2024). Enquanto o ativismo LGBTIQA+ no Sul Global se concentra em traduzir as demandas por autonomia corporal, conexão afetiva e justiça redistributiva em igualdade e direitos humanos, as forças anti-gênero constroem uma narrativa na qual esses avanços são retratados como “privilégios” que ameaçam a maioria cisheterossexual, a nação ou até mesmo a civilização ocidental. Ao fazer isso, revivem estereótipos infundados que associam pessoas LGBTIQA+ à pedofilia, à degeneração moral ou até mesmo à responsabilidade por desastres naturais ou crises de saúde, por exemplo.
Contudo, reduzir o campo a um confronto entre Estados progressistas e forças reacionárias seria uma simplificação excessiva. Como argumentado na obra coletiva *Cidadanias Sexuais Dignas na América Latina e no Caribe* (Arévalo, 2025b), a região combina influências globais, como a circulação de regulamentações europeias, a pressão do sistema interamericano e a condicionalidade imposta por instituições financeiras, com histórias locais de organização comunitária, redes feministas, alianças entre movimentos e estratégias de litígio que lhes permitiram inscrever suas demandas em agendas pós-neoliberais de direitos e democracia (Corrales, 2021). O ativismo latino-americano articulou uma crítica situada aos modelos “homonacionalistas” do Norte Global, que utilizam a agenda LGBTI para encobrir intervenções geopolíticas ou reforçar fronteiras racializadas entre o “Ocidente tolerante” e “outros atrasados” (Puar, 2017). Assim, as cidadanias sexuais no Sul Global não apenas se apropriam da linguagem dos direitos, mas também resistem a formas de instrumentalização das pessoas LGBTIQA+ que deixam intactas as estruturas internas de violência, pobreza e racismo.
Neste contexto de avanços legais e violência letal persistente; de reconhecimento constitucional e populismo sexual anti-gênero, o ativismo sexual e a cidadania na América Latina e no Caribe não são concebidos como algo dado, mas sim como um processo conflituoso, situado e inacabado. As lutas LGBTIQA+ se cruzam com as demandas contra o racismo estrutural, a militarização de territórios, o extrativismo e a violência patriarcal, e se desenrolam em múltiplas arenas: tribunais, ruas, parlamentos, plataformas, fóruns internacionais, espaços comunitários e universidades.
Assim, o que está em jogo não é apenas o reconhecimento formal das pessoas LGBTIQA+ como sujeitos de direitos, mas também a possibilidade de redefinir a própria ideia de cidadania e democracia. Numa região marcada por persistentes desigualdades coloniais e níveis extremos de feminicídio e crimes de ódio, a construção de cidadanias sexuais viáveis exige o questionamento do significado de Estado e a sustentação de práticas de cuidado, memória e resistência que transcendam a esfera estritamente legal. O ativismo sexual e as cidadanias na região hoje se inscrevem nesse movimento dual: de conquista e defesa, de institucionalização e crítica.
Arévalo, Amaral. (2025a). Cidadanias sexuais viáveis: um panorama latino-americano e caribenho. In A. Arévalo (Coord.). Cidadanias sexuais viáveis na América Latina e no Caribe (pp. 15-70). Buenos Aires: CLACSO.
Arévalo, Amaral. (2025b) (Coor.). Cidadanias sexuais habitáveis na América Latina e no Caribe. Buenos Aires: CLACSO.
Bracke, Sara e Paternotte, David. (2020). Desvendando o pecado do gênero. Em Bracke, S. e Paternotte, D. (Eds.). Nós temos gênero! A Igreja Católica e a ideologia de gênero (pp. 8-25). Observatório de Sexualidade e Política.
Marrom, Wendy. (2021). Neoliberalismo em ruínas: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente [Traduzido por Cecília Palmeiro]. Madri: Traficantes de Sueños, Futuro Anterior e Tinta Limón
Corrales, Javier. (2021). A política da expansão dos direitos LGBTQ na América Latina e no Caribe. Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/9781108993609
Grimson, Alejandro. (2025). As paisagens emocionais da extrema-direita de massa. As pessoas votam contra os seus próprios interesses? Quito, Equador/Guadalajara, México: FLACSO Equador/Universidade de Guadalajara/CALAS.
Junqueira, Rogério. (2018). A invenção da “ideologia de gênero”: a emergência de um cenário político-discursivo e a elaboração de uma retórica anti-gênero reacionária. Revista de Psicologia Política, 18, (43), 449-502.
Kaltmeier, Olaf. (2022). Sete teses sobre a refeudalização da América Latina. Em K. Silva-Torres; C. Rozo-Higuera e D. Leon, (Eds). Transições sociais e políticas durante a virada à esquerda na América Latina (pp. 303–314), Londres: Routledge.
Passos, João. (2020). Uma teocracia pentecostal? Considerações a partir da situação política atual. Horizonte, 18(57), 1109-1136. https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2020v18n57p1109
Puar, Jasbir. (2017). Assembléias Terroristas: Homonacionalismo em Tempos Queer. Barcelona: Bellaterra.
A relevância do ativismo sexual e da cidadania na América Latina e no Caribe não se baseia apenas na prolífica produção científica interdisciplinar e crítica das últimas décadas, mas também demonstra sua importância teórica, social e intelectual por meio de: 1) reconhecimento do papel das populações LGBTIQA+ na construção da democracia regional (Arévalo, 2025); 2) análise, sob uma perspectiva comparativa, dos avanços legais e políticos relativos aos seus direitos (Díez, 2018); 3) afirmação da relevância histórica dessas populações no desenvolvimento das sociedades latino-americanas e caribenhas (Insausti, 2024); 4) articulação das lutas locais no/do Sul Global com as tendências internacionais (Martel, 2013); e 5) estímulo à produção teórica situada sobre violência para incentivar projetos sociopolíticos justos e políticas públicas afirmativas viáveis na região (Domínguez-Ruvalcaba, 2016; Ahamed, 2019). Muñoz, 2020; Córdova Quero, Díaz, Santos Meza e Mor, 2024).
Esses fatores tornam-se relevantes no atual contexto global marcado por múltiplas crises — democráticas, teóricas e epistêmicas — diante das quais as lutas LGBTIQA+ se consolidaram como uma fonte teórica e prática para a reconfiguração política e social, capaz de desafiar tanto a produção de conhecimento quanto os horizontes da justiça social amplamente reivindicados na região.
Assim, a relevância social, a novidade teórica e a renovação política que os movimentos LGBTQA+ da América Latina e do Caribe oferecem às ciências sociais a partir de práticas situadas, promovem diversos campos de reflexão, teorização e impacto político-social por meio de interseções com o feminismo (Butler, 2007), a decolonialidade (Falconí Travéz, 2018) e a interseccionalidade (Arévalo, 2025) a partir de um lugar comum: o Sul Global (Drucker, 2004).
Assim, o ativismo sexual e a cidadania postulam que a sexualidade e o gênero não podem ser confinados à esfera privada nem reduzidos à dimensão da identidade (Insuasti, 2024). Ao contrário, esses elementos constituem um mecanismo político que organiza a cidadania, condiciona o acesso aos direitos e define hierarquias sociais que operam dentro das estruturas que determinam a ordem pública e a reprodução social (Martel, 2013). Portanto, a análise interdisciplinar do ativismo sexual e da cidadania redefine as categorias com as quais compreendemos a sociedade, a política e o cotidiano na América Latina e no Caribe (CIDH, 2018; López Castañeda, 2018; ONU Mulheres, 2024).
A seguir, desenvolvemos em detalhes os eixos que o estudo do ativismo e da cidadania LGBTIQA+ na região estimula e promete.
1. Relevância teórica
A mudança em direção à dissidência sexual e de gênero permitiu questionar os limites tradicionais das ciências sociais. Na América Latina e no Caribe, esse processo assume um caráter crítico porque os corpos, as práticas e os discursos não estão apenas sujeitos à regulação ou exclusão, mas também operam como espaços onde a colonialidade, o racismo, a luta de classes e a cisheteronormatividade se cruzam e se expressam (Butler, 2004; Domínguez-Ruvalcaba, 2016; Bernini, 2017).
Assim, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, seu estudo propõe reflexões que articulam poder, desejo, linguagem, direito e afeto como dimensões inseparáveis que ajudam a nomear realidades, identificar hierarquias e denunciar desigualdades sistêmicas que foram historicamente naturalizadas.
Nesse sentido, o estudo do ativismo sexual e da cidadania não é um elemento decorativo na crítica contemporânea, mas sim um componente fundamental para a reconfiguração epistêmica dessa perspectiva teórica, tão importante quanto a decolonialidade, o feminismo e a interseccionalidade. É esse catalisador ontológico e epistêmico que nos encoraja e nos impele a articular essas comunidades para construir e compreender as particularidades de seu desenvolvimento histórico e social no contexto latino-americano. Um dos primeiros avanços interdisciplinares pode ser encontrado na obra coletiva *Cidadanias Sexuais Dignas na América Latina e no Caribe* (Arévalo, 2025), onde é possível observar não apenas preocupações locais, mas também as articulações disciplinares que convergem em torno de um único objeto de estudo.
Assim, a interdisciplinaridade do ativismo sexual e da cidadania resulta de um compromisso político em ultrapassar os limites do conhecimento acadêmico e em construir objetos de estudo cuja própria complexidade mantém viva a produção crítica, coletiva e colaborativa de conhecimento sobre seus diversos aspectos.
2. Relevância social
A América Latina e o Caribe se apresentam como um espaço contraditório para as dissidências sexuais e de gênero, porque, embora as agendas LGBTIQA+ avancem na região, os crimes de ódio não apenas persistem, como também há a formação e legitimação de projetos políticos que ameaçam seu pleno desenvolvimento na sociedade, produzindo espaços de conflito e marcados por desigualdade estrutural, violência e discriminação (ILGA LAC, 2023; Sem Violência LGBTIQ+, 2024).
Em resposta, as lutas LGBTIQA+ pressionaram as estruturas institucionais, promovendo a expansão dos direitos humanos e desafiando as políticas punitivas que foram implementadas – e em alguns países persistem – contra pessoas LGBTIQA+ pelo Estado e agora por grupos conservadores.
O movimento LGBTIQA+ promoveu dois processos-chave: o primeiro é a mudança institucional por meio da adoção progressiva de uma perspectiva de direitos humanos em seus marcos legais; o segundo é o aumento de organizações que trabalham com essas populações e a formação de redes acadêmicas e civis para a geração de dados e pesquisas que sirvam para a elaboração de políticas públicas e promovam mudanças socioculturais em cada país.
Esses processos transformaram as percepções sociais de gênero, justiça e vida cotidiana, denunciando passados autoritários e conservadores e defendendo o direito de ser/existir no mundo. Portanto, diante do discurso de ódio e das políticas neoconservadoras emergentes, os movimentos de ativismo sexual e cidadania na região defendem formas alternativas de sociedade.
3. Relevância Intelectual
A relevância intelectual deste tema reside nos esforços para produzir conhecimento crítico a partir do Sul Global, articulando aquilo que no Norte Global parece estar superado ou inexistente devido às suas condições sócio-históricas. Isso não apenas responde ao contexto atual, mas também a dois fenômenos importantes: por um lado, a conquista de espaços historicamente excluídos das pessoas LGBTIQA+, como a academia, por meio da presença de pesquisadores que abordam essas questões; e, por outro lado, a articulação estratégica entre academia e ativismo, visto que aqueles que investigam esses fenômenos muitas vezes o fazem a partir de uma práxis política onde a teoria não é concebida isoladamente da ação transformadora.
Portanto, podemos falar hoje de uma comunidade intelectual LGBTIQA+ emergente na América Latina e no Caribe que, no entanto, enfrenta discriminação e obstáculos administrativos e políticos na construção de espaços comuns que fomentem um diálogo contínuo, intergeracional e regional. Daí a possibilidade, a viabilidade e a necessidade de um Grupo de Trabalho que possibilite a construção de redes e o fortalecimento de comunidades acadêmico-ativistas, não apenas para promover o progresso científico e social, mas também para aumentar a visibilidade desses esforços locais dentro de um projeto regional consolidado e de grande prestígio como o CLACSO.
Por todas as razões acima mencionadas, o ativismo e a cidadania sexual nos convidam a pensar e agir a partir de uma ética politizada, onde sem justiça sexual não há justiça social e sem diversidade de corpos não há democracia possível.
Arévalo, Amaral. (Coord.) (2025). Cidadanias sexuais habitáveis na América Latina e no Caribe. Buenos Aires: CLACSO.
Bernini, Lorenzo. (2017). Teorias Queer. Uma Introdução. Madrid: Egales.
Butler, Judith. (2004). Linguagem, poder e identidade. Madrid: Editorial Síntesis.
Butler, Judith. (2007). Problemas de gênero: feminismo e a subversão da identidade. Barcelona: Paidós.
Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) (2018). Caderno de Jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos nº 19: Direitos das Pessoas LGBTI. San José: CIDH.
Córdova Quero, Hugo, Díaz, Miguel, Santos Meza, Anderson e Mor, Cristian. (Ed.) (2024). Mysterium Liberationis Queer: Ensaios sobre teologias de libertação queer nas Américas. Missouri: Instituto Sophia Press.
DÍEZ, Jordi. (2018). A política do casamento gay na América Latina. Cidade do México: Fundo de Cultura Econômica.
Domínguez-Ruvalcaba, Héctor. (2016). Queer América Latina. Corpo e Política Queer na América Latina. Cidade do México: Ariel.
Drucker, Peter. (Coord.) (2004). Diferentes Arco-Íris. Cidade do México: Siglo XXI.
Falconí Travéz, Diego. (Ed.) (2018). Inflexão Queer. Escritos do Colapso Gay na América Latina. Barcelona: Egales.
ILGA LAC (2023). IX Conferência Regional da ILGA. Descolonizando nossas lutas, despatriarcalizando nossos corpos. Relatório das sessões plenárias, oficinas e sessões realizadas na IX Conferência Regional da ILGA LAC. La Paz: ILGA LAC. https://observatorio.ilgalac.org/wp-content/uploads/2025/04/RELATORIA-DE-IX-CONFERENCIA-REGIONAL-ILGALAC-FINAL.pdf
Insausti, Santiago Joaquín. (Ed.,) (2024). Passados Queer na América Latina. Buenos Aires: Prometeo Editorial.
López Castaneda, Manuel. (2018). Diversidade sexual e direitos humanos. Cidade do México: CNDH.
Martel, Frédéric. (2013). Gay global. Como a revolução gay está mudando o mundo. Madrid: Taurus.
Muñoz, José Esteban. (2020). Utopia Queer. O então e o ali do futuro anti-normativo. Buenos Aires: Caja Negra.
ONU Mulheres (26 de julho de 2024). Comunidades LGBTIQ+ e o retrocesso da agenda de direitos: 5 coisas que você precisa saber. ONU Mulheres. https://lac.unwomen.org/es/stories/articulo-explicativo/2024/06/las-comunidades-lgbtiq-y-el-retroceso-de-la-agenda-de-derechos-5-cosas-que-hay-que-saber
Zero Violência Contra Pessoas LGBTIQ+ (2024). Homicídios de Pessoas LGBTIQ+ na América Latina e no Caribe. Relatório Anual. Zero Violência Contra Pessoas LGBTIQ+
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
1. Desenvolver uma linha de pesquisa comparativa sobre ativismo sexual e cidadania na América Latina e no Caribe, com foco na interseção entre democracia, direitos humanos e vida cotidiana.
2. Desenvolver um panorama intergeracional do ativismo sexual e da cidadania no Sul Global, a fim de identificar campos, perspectivas teóricas e fenômenos emergentes nessa área.
2. Desenvolver um núcleo de pesquisa onde o diálogo entre pesquisadores consagrados e emergentes seja promovido, a fim de estabelecer relações de trabalho acadêmicas e fortalecer a produção de conhecimento entre gerações.
2. Elaboração de 12 boletins (4 por ano) apresentando os diálogos e reflexões compartilhados no grupo de pesquisa.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
2. Criar um espaço de diálogo com outros Grupos de Trabalho para analisar as mudanças políticas e ideológicas que ocorrem na América Latina e no Caribe a partir da interseção de democracia, gênero e sexualidade.
2. Desenvolver uma série de webinars intitulada "Tecendo a cidadania do século XXI: ativismo, direitos e mecanismos de controle na América Latina e no Caribe", em coordenação com os Grupos de Trabalho "Religiões e sociedade: tensões, diversidades e mobilizações em debate" e "Feminismos, resistência e emancipação", para estabelecer pontos de diálogo para analisar a realidade regional.
2. Elaboração de propostas para Diplomas Avançados ou Seminários Virtuais para a CLACSO. Propostas iniciais: a) Diploma Avançado em Cidadanias Sexuais (2026). Para dar continuidade à publicação coletiva de Cidadanias Sexuais Viáveis (CLACSO, 2025), na qual diversos membros do Grupo de Trabalho participaram como autores; e b) em coordenação com os Grupos de Trabalho "Religiões e sociedade: tensões, diversidades e mobilizações em debate" e "Feminismos, resistências e emancipação", um diploma em Ativismo e Direitos na América Latina (2027).
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
2. Gerar ações de intervenção social que promovam o reconhecimento e a proteção da cidadania sexual.
2. Promover a participação dos membros da GT em atividades realizadas no âmbito de organizações de ciência e tecnologia ou instituições governamentais com as quais mantenham contato.
2. Incentivar a participação dos membros da GT nas atividades realizadas por essas organizações.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
2. Contribuir para a socialização e o fortalecimento do projeto nos países da América Latina e do Caribe, a fim de promover a cooperação acadêmica e social.
2. Estabelecer processos de colaboração entre as redes e o Grupo de Trabalho, a fim de buscar financiamento e aumentar o impacto das atividades conjuntas.
2. Obter apoio para promover a renovação da GT e, assim, fortalecer sua visibilidade global.
Número total de pesquisadores admitidos: 115
Universidad Complutense de Madrid
Espanha
AsserroChile
Chile
Programa Universitário de Estudos sobre Diversidade Cultural e Interculturalidade
Universidade Nacional Autônoma do México
México
FACULDADE DE HUMANIDADES
Universidade Nacional de Rio Cuarto
Argentina
Fundação Oswaldo Cruz
Brasil
Faculdade de Informação e Comunicação
Universidade da República
Uruguai
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Universidade Pompeu Fabra
Instituto de Pesquisa Geohistórica
Argentina
Unidade Acadêmica de Ciências Sociais
Universidade Autónoma de Zacatecas
México
Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde
Universidade Nacional de Santiago del Estero
Argentina
Centro Maurice Halbwachs (ENS-EHESS-CNRS- INRAE, UMR 8097)
Brasil
Universidade de Valência
Espanha
Fundação Oswaldo Cruz
Brasil
Instituto de Análise de Políticas Públicas, Universidade Nacional de La Rioja
Universidade Nacional da Rioja
Argentina
Ministério da Igualdade e Equidade
Colômbia
Cátedra de Comunicação e Desenvolvimento
Faculdade de Comunicação
Universidade de La Havana
Cuba
IMDOSOC
México
O Colégio do México
México
Centro de Pesquisa de Estudos Ibero-Americanos
Universidade Rei Juan Carlos, Madrid
Espanha
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Universidade de la Frontera
Chile
Universidade Ibero-Americana
México
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Universidade de Málaga
Espanha
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais
Instituto de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Federal de Mato Grosso
Brasil
Secretaria de Ciência, Arte e Tecnologia
Universidade Provincial de Córdoba
Universidade Provincial de Córdoba
Argentina
Centro de Pesquisa de Estudos Ibero-Americanos
Universidade Rei Juan Carlos, Madrid
Espanha
Universidade de Sydney
Australia
Universidade de Carabobo
Venezuela
Laboratório de Administração e Políticas Públicas
Universidade Nacional de Loja
Equador
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Universidade Federal de Pernambuco
Brasil
Departamento de Educação, Faculdade de Ciências Sociais.
Universidade do Chile
Chile
Departamento de Serviço Social
Universidade do Chile
Chile
Universidad de Costa Rica
Coréia do Sul
FACULDADE DE HUMANIDADES
Universidade Nacional de Rio Cuarto
Argentina
Universidad Austral de Chile
Chile
Centro de Pesquisa de Estudos Ibero-Americanos
Universidade Rei Juan Carlos, Madrid
Espanha
Universidade Rovira i Virgili
Espanha
UNIVERSIDADE NACIONAL DE LA PAMPA (UNLPam)
Argentina
Secretaria de Ciência, Arte e Tecnologia
Universidade Provincial de Córdoba
Universidade Provincial de Córdoba
Argentina
Dr. José A. Portuondo Centro de Estudos Sociais Cubanos e Caribenhos
Universidade do Oriente
Cuba
Universidade de Lleida – Faculdade de Letras
Espanha
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
universidade do Panamá
Panamá
Subdiretoria Nacional de Investigações
Escola Superior de Administração Pública
Colômbia
Universidade de la Frontera
Chile
Instituto de Pesquisa Geohistórica - Unidade Implementadora do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica e da Universidade Nacional do Nordeste (IIGHI.CONICET/UNNE)
Argentina
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Universidade de la Frontera
Chile
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
El Colégio de la Frontera Sur
México
Coordenação de Pesquisa da Faculdade de Filosofia e Letras
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Universidade Autônoma da Baixa Califórnia
México
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Instituto de Pesquisa Sociológica
Benito Juarez Universidade Autônoma de Oaxaca
México
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Universidad Austral de Chile
Chile
Universidade Autônoma do Estado do México
México
El Colégio de la Frontera Sur
México
Secretaria de Ciência, Arte e Tecnologia
Universidade Provincial de Córdoba
Universidade Provincial de Córdoba
Argentina
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Centro de Pesquisa de Estudos Ibero-Americanos
Universidade Rei Juan Carlos, Madrid
Espanha
Instituto Multidisciplinario de Estudios Sociales Contemporáneos
Argentina
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Departamentos de Ciências Sociais e Humanas - UCA
Universidade Centro-Americana
El Salvador
Bradley University
Estados Unidos
Universidad Complutense de Madrid
Espanha
Centro de Pesquisa em Jornalismo e Comunicação
Faculdade de Ciências da Comunicação
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Universidad Complutense de Madrid
Espanha
Fundação Universidade Federal da Grande Dourados
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Federal da Grande Dourados
Brasil
Sistema Universitário Virtual
Universidade de Guadalajara
México
Pontificia Universidad Católica de Chile
Chile
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Universidade de Málaga
Espanha
Laboratório de Administração e Políticas Públicas
Universidade Nacional de Loja
Equador
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Secretaria de Ciência, Arte e Tecnologia
Universidade Provincial de Córdoba
Universidade Provincial de Córdoba
Argentina
Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde
Universidade Nacional de Santiago del Estero
Argentina
Instituto para o Desenvolvimento Humano
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
Secretaria de Pós-Graduação - Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de Jujuy
Argentina
Universidad Austral de Chile
Chile
Centro de Estudos das Transformações Sociais
Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica
Venezuela
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
México
Secretaria de Ciência, Arte e Tecnologia
Universidade Provincial de Córdoba
Universidade Provincial de Córdoba
Argentina
Secretaria de Ciência, Arte e Tecnologia
Universidade Provincial de Córdoba
Universidade Provincial de Córdoba
Argentina
Universidade Autônoma Meritória de Chiapas
México
Centro de Pesquisa e Estudos de Gênero
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Instituto de Pesquisa em Estudos de Gênero
Argentina
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Universidad Austral de Chile
Chile
Departamento de Sociologia, Universidade de Havana
-Faculdade de Filosofia e História.
-Universidade de Havana
Cuba
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Escola de Política e Governo
Universidade Nacional de San Martin
Argentina
Universidade Comunitária Autônoma de Oaxaca
México
Universidad Austral de Chile
Chile
Departamento de Sociologia
Universidad de Concepción
Chile
Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guadalajara
México
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Centro de Estudos Rurais Interdisciplinares
Paraguai
Instituto de Pesquisa Antropológica
UNIVERSIDADE NACIONAL AUTÔNOMA DO MÉXICO
México
Secretaria de Ciência, Arte e Tecnologia
Universidade Provincial de Córdoba
Universidade Provincial de Córdoba
Argentina
Departamento de Pesquisa Educacional
Centro de Investigação
Instituto Politécnico Nacional
México
Universidade Nacional de Rosário
Argentina
Instituto de Pesquisa sobre Sociedades, Territórios e Culturas
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional de Mar da Prata
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
UNIVERSIDADE NACIONAL DE RAFAELA
Argentina
Escola de Ciências Humanas e Sociais
Fundação da Universidade de Monserrate
Colômbia
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Universidade Alberto Hurtado
Chile