Área temática: Democracias em disputa e a construção de alternativas
Grupo de trabalhoProcessos e metodologias participativas
Centro de Estudos Urbanos e Territoriais
Faculdade de Ciências Sociais e Econômicas da Universidade Católica de Maule
Chile
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
UNIVERSIDADE NACIONAL DE RAFAELA
Argentina
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Nosso Grupo de Trabalho propõe como campo de estudo, reflexão e intervenção uma área composta por duas dimensões relevantes para o trabalho de pesquisadores sociais latino-americanos: por um lado, trabalharemos os processos de participação (institucional e instituída), buscando aprimorar nossa compreensão de suas trajetórias de mudança, seus desafios e as condições para seu funcionamento neste continente e em outras regiões; por outro lado, o campo das metodologias participativas que acompanham os processos de ação-reflexão-ação como uma abordagem que apoia a implementação de intervenções.
Para abordar essas dimensões, o GT será organizado em seis subeixos temáticos:
Teoria e Prática
Sistematização de Experiências
Institucionalização da Participação
Gênero e Feminismos
Ecologia
Educação e Universidades
PROCESSOS PARTICIPATIVOS
Seguindo Cunill (1997), podem ser identificadas quatro formas de participação (social, comunitária, política e cívica) que, juntas, expressam diversas maneiras de intervir na esfera pública. Essas formas se desdobram em cenários onde, às vezes, o Estado convoca e cria instituições participativas; e em outros, os cidadãos se organizam autonomamente para contestar agendas, significados e direitos (Villarreal, 2009; Ziccardi, 1998).
Nas últimas décadas, a América Latina tem sido pioneira na criação, expansão e diversificação de mecanismos de participação institucionalizada: conselhos de bairro, orçamento participativo, assembleias populares, conselhos consultivos, planejamento urbano participativo e consultas prévias a povos indígenas, entre outros. O processo de orçamento participativo que surgiu em Porto Alegre em 1989 permanece um marco global que inspirou inúmeras adaptações em outros continentes. Esses mecanismos permitem observar tendências, inovações e limitações na democratização contemporânea (Welp, 2023; Isunza e Gurza Lavalle, 2020).
Em paralelo, e especialmente desde o ciclo de protestos de 2019 e as mobilizações pós-pandemia, a região tem sido palco de múltiplas práticas constituintes de participação: movimentos territoriais indígenas no México, Peru, Bolívia e Chile; processos de pesquisa militante; universidades populares; as ações do MST e de organizações urbanas no Brasil; feminismos (#NiUnaMenos), movimentos de jovens pelo clima, redes anti-extrativistas; movimentos conservadores (#ConMisHijosNoTeMetas); e levantes cidadãos por direitos, condições de vida e novas constituições. Essas práticas expressam repertórios criativos, híbridos e multissetoriais de organização coletiva (Oraisón, Torrejón, Paño, Giraldo, Goñi, Rébola, 2023).
As demandas por participação deixaram sua marca nas constituições e regulamentações subnacionais, expandindo a democracia direta, participativa e comunitária, embora nem sempre com efeitos substanciais sobre a justiça social ou a inclusão política (Suárez, Signorelli, Mérida e Del Prado, 2022; Welp e Almeida). Isso se agrava em um contexto marcado pelo enfraquecimento e questionamento da democracia representativa (Avritzer, 2023), pela ascensão de movimentos de direita radicalizados e projetos antidireitos, e pela crescente influência das igrejas evangélicas na luta por valores e políticas públicas (Córdova, 2014).
Essas tensões são agravadas por desafios emergentes: novos atores (povos indígenas, comunidades afrodescendentes, crianças e jovens, movimentos LGBTIQ+, mulheres defensoras da terra) e novas questões (justiça climática, trabalho de cuidado, direitos da natureza, transição energética, direitos digitais). Nesse contexto, é crucial analisar a participação como uma arena de contestação, coprodução de poder e construção de alternativas democráticas.
Por fim, a transformação digital (incluindo a expansão da IA generativa) está moldando um novo cenário para a participação: plataformas digitais, consultas híbridas, processos participativos que incorporam IA generativa em algum estágio (Signorelli, 2024), algoritmos que influenciam a opinião pública, desinformação e vigilância. Essa mudança levanta questões urgentes sobre os limites, os riscos e o potencial da participação em sociedades cada vez mais mediadas pela tecnologia (Suárez e Del Prado, 2023; Annunziata, 2022).
METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS
O campo das metodologias participativas constitui a outra dimensão fundamental da GT. Trata-se de uma área autônoma e, ao mesmo tempo, complementar, visto que a pesquisa participativa tem sido essencial para o fortalecimento dos processos de transformação social e democratização a partir da base.
A América Latina é o berço de metodologias que se projetaram globalmente: educação popular, comunicação para a mudança social, pesquisa-ação em psicologia social, Pesquisa-Ação Participativa (PAP), pesquisa temática freireana, sistematização de experiências, recuperação de memórias coletivas, pesquisa militante, entre outras (Suárez e Meneses, 2019). Essas metodologias emergiram como alternativas críticas ao positivismo e se consolidaram como ferramentas de empoderamento e produção coletiva de conhecimento a serviço de atores subalternos.
Com a pesquisa temática de Paulo Freire e o IAP de Orlando Fals Borda (Gajardo, 1985; Torres Carrillo, 2004), abriu-se um horizonte metodológico que, desde a década de 1970, inspirou processos emancipatórios. Marcos como o Congresso de Cartagena (1977), os encontros de Convergência (1997), as antologias latino-americanas (Brandão, 1987; Fals Borda e Anisur, 1991; Brandão e Streck, 2006), a criação do International Journal of Action Research (2008) e os recentes Simpósios sobre Metodologias Participativas (Porto Alegre 2011; Copenhague 2013; Bogotá 2015; Cartagena 2017; Rosário 2018) ou a celebração do centenário do nascimento de Paulo Freire (2021) e de Orlando Fals Borda (2025) demonstram a vitalidade desta corrente.
Nos últimos anos, essas metodologias passaram por um processo de renovação: metodologias feministas, decoloniais e interseccionais; etnografias colaborativas; laboratórios de inovação social; metodologias digitais e de codesign; abordagens para a coprodução de conhecimento em governança ambiental e urbana; e metodologias de cuidado e construção de comunidade. Sua expansão confirma sua relevância para a compreensão e transformação das sociedades latino-americanas contemporâneas.
DIÁLOGO COM A DINÂMICA GLOBAL
Em nível global, a América Latina continua sendo uma referência em inovação participativa (Avritzer, 2002; Welp & Almeida, 2018), mas também um território onde os retrocessos democráticos são fortemente expressos (Latinobarometer, 2023; LAPOP, 2023) com o avanço de novos movimentos neoconservadores de direita, a persistência de profundas desigualdades sociais (CEPAL, 2022) e o avanço da crise ecológica e dos conflitos territoriais ligados ao extrativismo (Svampa, 2019; Gudynas, 2020).
Esses problemas nos colocam em um papel ativo e comprometido como pesquisadores, educadores e indivíduos que buscam processos e ferramentas para aprofundar a democracia, o que nos desafia em várias dimensões:
A governança das transições ambientais e energéticas,
O avanço da IA e a regulação democrática das tecnologias,
Justiça epistêmica e a disputa do conhecimento,
A revitalização dos movimentos sociais transnacionais.
Nesse contexto, as metodologias participativas latino-americanas contribuem com abordagens, práticas e conhecimentos que são projetados globalmente e que podem enriquecer os debates internacionais sobre coprodução de conhecimento, governança colaborativa, democracia deliberativa e inovação social.
Avritzer, Leonardo. (2002). Democracia e o espaço público na América Latina. Princeton University Press.
Avritzer, Leonardo. (2023). Democracia e antipolítica: Uma crise do governo representativo. Ainda.
Brandão, Carlos. (1987). Repensando a pesquisa participante. Editora brasileira.
Brandão, Carlos e Streck, Danilo. (2006). Pesquisa participante. Ou conheça a partilha. Apareceu: Ideias e Cartas.
CEPAL. (2022). América Latina e Caribe: desafios estruturais para o desenvolvimento sustentável. Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe.
Córdova, Júlio (2014). Antigos e novos movimentos religiosos de direita na América Latina: os evangélicos como fator político. Nova Sociedade, 254.
Cunill Grau, Núria. (1997). Repensando o público através da sociedade. Novas formas de gestão pública e representação social. Venezuela. CLAD e Nueva Sociedade.
Fals Borda, Orlando e Rahman, Anisur. (1991). Ação e conhecimento. CINEP.
Gajardo, Marcela. (1985). Pesquisa participativa na América Latina. Documento de Trabalho nº 261. FLACSO.
Gudynas, Eduardo. (2020). Extrativismos: Política, Economia e Ecologia. Fernwood Publishing.
Isunza, Ernesto e Gurza Lavalle, Adrián (eds.) (2020). A recalibração da democracia participativa na América Latina. UNAM/CIESAS.
LAPOP. (2023). O Barômetro das Américas 2023: Governança Democrática nas Américas. Instituto LAPOP, Universidade Vanderbilt.
Latinobarômetro. (2023). Relatório do Latinobarômetro 2023. Corporação Latinobarômetro.
Levine, Daniel e Molina, José. (2007). A qualidade da democracia na América Latina: uma visão comparativa. América Latina Hoje, nº 45, 17–46.
Oraisón, Mercedes; Torrejón, Eryka; Paño, Pablo; Giraldo, Maurício; Goñi, Adriana e Rébola, Romina (2023). Experiências participativas e metodologias em diálogo: Conhecimentos, atores e territórios. CLASSO.
Signorelli, Gisela. (2024). Uma proposta decolonial para a Inteligência Artificial para a participação democrática. Boletim da Rede Sentipensante, 10. https://mailchi.mp/92a5d5fd840e/accionsentipensante_boletin10-1
Suárez, Mariano; Signorelli, Gisela; Mérida, Juan e Del Prado, Leonel. (2022). Experiências participativas no sul global. Outras democracias possíveis? CLASSO.
Suárez, Mariano e Meneses, Fabiana (2019). Metodologias participativas: origens e características do processo Alejandro Noboa (coord.), Conhecendo o Social III. Fundação Cultura Universitária.
Svampa, Maristela. (2019). As fronteiras do neoextrativismo na América Latina. Editora Traficantes de Sueños.
Torres Carrillo, Alfonso. (2004). Por uma investigação a partir das margens. Em A. Torres Carrillo, A prática investigativa nas ciências sociais. UPN.
Villarreal, María. (2009). Participação cidadã e políticas públicas. Décimo Concurso de Ensaios Políticos. Comissão Eleitoral do Estado de Nuevo León.
Yanina Welp (2023). Inovações democráticas na América Latina. Palgrave Macmillan.
Welp, Yanina & Almeida, Débora (Eds.). (2018). Deixe o povo governar? Democracia direta no século XXI. Springer.
ZICCARDI, Alicia. (1998). Governança e participação cidadã na capital. UNAM e Miguel Ángel Porrúa.
A relevância do campo de estudo proposto (processos e metodologias participativas na América Latina e no Sul Global) reside na sua centralidade para a compreensão e o questionamento dos significados de democracia, produção de conhecimento e ação coletiva num contexto regional e global caracterizado por múltiplas crises: desigualdade persistente, retrocesso democrático, polarização, violência territorial, transições digitais aceleradas e emergência climática. Diante dessas dinâmicas, as metodologias de participação e coprodução de conhecimento constituem não apenas um objeto de estudo, mas também um terreno estratégico para a inovação teórica e a intervenção social.
Do ponto de vista teórico, o tema é central porque permite a articulação de debates contemporâneos de alta densidade conceitual: as crises de representação e legitimidade democrática; a emergência de novas ecologias do conhecimento e disputas epistêmicas; a virada participativa no planejamento e na governança; a expansão das metodologias de pesquisa colaborativa; e as tensões entre participação, tecnologias digitais e poder algorítmico. A região contribui com abordagens singulares que dialogam criticamente com teorias globais de democracia deliberativa, participativa e agonística, bem como com perspectivas decoloniais, feministas e interseccionais que ampliaram as formas de compreender a ação coletiva, a resistência e a construção dos bens comuns (Oraisón, Torrejón, Paño, Giraldo, Goñi, Rébola, 2023).
Em um nível social, essa questão é relevante porque a participação (em suas formas estabelecidas e emergentes) tornou-se uma das principais arenas onde se expressam as disputas sobre direitos, identidades, justiça social e justiça ambiental (Suárez, Signorelli, Mérida e Del Prado, 2022). As diversas formas de participação desafiam algumas das contradições que exigem reflexão (econômicas, políticas, ambientais, alimentares, trabalhistas e culturais) associadas ao modelo capitalista de produção e consumo de bens e à exploração de pessoas e do meio ambiente. Nesse sentido, destacamos a participação de organizações e movimentos decoloniais focados em gênero, diversidade e cuidado, bem como de comunidades indígenas, afrodescendentes e camponesas, que reivindicam práticas alternativas de conhecimento e poder, desafiando a cultura patriarcal e colonial da América Latina. Promover a divulgação e o compartilhamento das experiências de luta construídas a partir da resistência é um dos nossos objetivos como grupo. Buscamos tornar visíveis novos processos participativos que nos permitam construir novas transformações. A análise desses processos permite compreender as mudanças na cultura política, os repertórios de ação, a construção territorial de alternativas e a forma como diversos atores desafiam o Estado e criam suas próprias instituições.
Portanto, os déficits democráticos de nossa realidade sociopolítica, associados aos seus sistemas estruturais de desigualdade, exigem abordagens que promovam a construção coletiva do saber, a articulação entre saber e ação e ecologias do saber que proponham visões pós-coloniais, pós-desenvolvimentistas e pós-capitalistas (Torres, 2014; Mignolo, 2005) abertamente orientadas para a busca de alternativas locais criativas. O avanço das metodologias participativas é guiado por essas visões e, por meio de sua combinação de reflexão-ação-reflexão (Rodríguez-Villasante, 2015), já inclui processos significativos de coconstrução do saber por e para as comunidades. Além disso, é necessário contribuir, por meio de metodologias participativas, para tornar visíveis, sob uma perspectiva política, os grupos desfavorecidos (por gênero, etnia, condição econômica, entre outros) e para combater essas desigualdades a partir de um terreno comum que permita analisar como compreender as diferenças. Desnaturalizar a discriminação e combater a opressão de gênero, além do fato de que as desigualdades de oportunidades das mulheres podem estar relacionadas a problemas de outras minorias ou a questões sociopolíticas mais amplas, implica, sem dúvida, tornar visíveis as relações de poder entre homens e mulheres (Fernández, 2009).
Portanto, podemos dizer que as metodologias participativas proporcionam formas inovadoras de compreender fenómenos complexos como a ação coletiva e a participação social e política, permitindo-nos ampliar o conhecimento das experiências que têm vindo a desenvolver nos países da região e, por sua vez, devido à sua própria vocação de aprender juntamente com os sujeitos, permitem-nos melhorar as experiências ao mesmo tempo que aprendemos (Villasante, 2011; Paño, Rébola e Suárez, 2019).
Em suma, este campo é relevante porque permite a articulação entre teoria e prática, pesquisa e ação, academia e movimentos sociais, contribuindo para a construção de um conhecimento socialmente situado e politicamente significativo (Tenze, Castaño e Arnanz, 2023). Num momento de erosão dos modelos tradicionais de democracia e de pesquisa tradicional, o Grupo de Trabalho visa fortalecer um espaço de trabalho que reconheça o potencial transformador da participação e das metodologias colaborativas, renove os marcos conceituais, gere inovações metodológicas e sustente diálogos intergeracionais que nos permitam abordar os desafios presentes e futuros da região.
Fernández, Ana (2009). Lógicas sexuais: amor, política e violência. Edição Nova Visão.
Paño, Pablo (2023). Etnografias críticas da ação participativa. A confluência das metodologias de etnografia e pesquisa-ação participativa. In Pablo Paño, Mercedes Oraison, Eryka Torrejón, Humberto Macias, María del Carmen Ortega e Mariano Suárez (Orgs.), Metodologias participativas em tempos de crise. Reflexões epistemológicas e experiências críticas. CLACSO.
Mignolo, Walter (2010). A ideia da América Latina: a ferida colonial e a opção decolonial. Editorial Gedisa SA
Oraisón, Mercedes; Torrejón, Eryka; Paño, Pablo; Giraldo, Maurício; Goñi, Adriana e Rébola, Romina (2023). Experiências participativas e metodologias em diálogo: Conhecimentos, atores e territórios. CLASSO.
Paño Yáñez, Pablo, Rébola, Romina, Suárez Elías, Mariano (2019) Processos e Metodologias Participativas. Reflexões e experiências para a transformação social. CLACSO - UDELAR.
Tenze, Alicia; Castaño, Felipe e Arnanz, Luis (2023). A técnica do multilema para analisar e agir contra comportamentos patriarcais. Boletim da Rede Sentipensante, 8. https://mailchi.mp/53e9b74fe9aa/accionsentipensante_boletin8
Suárez, Mariano; Signorelli, Gisela; Mérida, Juan e Del Prado, Leonel. (2022). Experiências participativas no sul global. Outras democracias possíveis? CLASSO.
Torres, Afonso. (2014). Fazendo história desde baixo e desde o Sul. Edições Desde Abajo.
Villasante, Tomás. (2011). Estilos e epistemologia em metodologias participativas. In Pablo Paño e Andrés Falck (orgs.), Democracia Participativa e Orçamento Participativo: Uma Abordagem e Aprofundamento do Debate Atual. CEDMA
(Ações para coordenar pesquisas sociais comparativas relevantes e rigorosas com uma perspectiva regional)
2. Mapear o conteúdo curricular das metodologias participativas em espaços universitários de graduação e pós-graduação.
- Gênero, feminismos e movimentos sociais. Neste ponto, inicia-se um processo de articulação com os Grupos de Trabalho da CLACSO: Corpos, territórios e feminismos e Feminismos, resistências e emancipação, com os quais foram realizados os primeiros encontros para gerir esta ação coletiva.
- Novas tecnologias e participação
- Ecologia e gestão de vínculos.
1. b. Cada processo buscará articular o conhecimento acadêmico, comunitário e institucional, promovendo a análise crítica das experiências situadas.
2. a. Desenvolver mapeamento (cartografia) do desenvolvimento de conteúdo vinculado a processos e metodologias participativas em espaços universitários de graduação e pós-graduação.
2. b. Organizar um encontro entre departamentos/áreas curriculares/disciplinas, etc., que trabalham com metodologias participativas e IA. Nos níveis de graduação e pós-graduação.
2. c. A reunião será virtual ou híbrida, no espaço de reunião presencial planejado com outros GTs.
1. b. Publicação de livros e/ou artigos para divulgação.
2.a. Relatório/Publicação sobre estratégias pedagógicas/didáticas.
2. b. Encontro entre universidades e redes universitárias para a divulgação da produção.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
3. b. Reforçar as capacidades teóricas, metodológicas e práticas em abordagens participativas orientadas para a transformação social.
4. a. Criar espaços para reflexão coletiva sobre os eixos temáticos de vários subgrupos: Teoria e Práxis, Sistematização das Experiências, Institucionalização da Participação, Ecologia, Gênero e Feminismos, Educação e Universidades.
4. b. Promover o diálogo entre atores acadêmicos, comunitários e institucionais sobre questões relevantes para a participação e o aprofundamento democrático.
a) Submeter o Diploma em Perspectivas e Metodologias Participativas para a Transformação Social (que já teve três edições concluídas) à Rede de Pós-Graduação da CLACSO; ou
b) Desenvolver um novo processo de formação de pós-graduação para candidatura à Rede de Pós-Graduação.
4. a. Promover, durante o período de três anos, uma série de webinars sobre temas centrais para a participação e metodologias participativas (por exemplo, desafios e oportunidades contemporâneos, como o uso de IA e novas tecnologias digitais em processos e metodologias participativas, reflexões sobre epistemologias críticas, debates sobre o meio ambiente e ecologia, entre outros).
4. b. Produzir conteúdo escrito e/ou audiovisual e narrativas em torno dos debates dos ciclos de webinars.
3. b. Consolidação de uma comunidade de aprendizagem e prática, composta por professores, pesquisadores e ativistas, comprometida com a reflexão crítica e a ação coletiva em torno da participação e da transformação social.
4. a. Pelo menos um webinar por subgrupo temático entre 2026 e 2028.
4. b. Produção de contribuições teóricas e metodológicas que alimentem o debate sobre participação social e metodologias participativas em contextos latino-americanos, incluindo reflexões sobre o impacto da inteligência artificial e das tecnologias digitais.
4. c. Registrar e sistematizar as reuniões como base para futuras publicações em revistas de membros da GT, Boletim Sentipensante, revistas da CLACSO e redes sociais.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, gestores ou funcionários de políticas públicas, experiências comunitárias e territoriais)
6. Sistematizar as vozes de interesse e as reflexões dos atores ligados ao tema dos processos participativos e das metodologias participativas, em relação aos eixos temáticos dos subgrupos (Teoria e Práxis, Sistematização das Experiências, Institucionalização da Participação, Gênero e Feminismos, Ecologia, Educação e Universidades).
5. b. Sistematizar, a partir de um podcast, vozes de interesse vinculadas ao tema por meio de um programa serial para identificar a aprendizagem situada e abrir caminhos para o design contextualizado de dispositivos participativos.
6. a. Realizar uma série de entrevistas com atores-chave (líderes comunitários, mulheres, agricultores, cooperativas, trabalhadores, jovens estudantes, formadores e investigadores) para recolher opiniões sobre governação, ecologia, agroecologia, bens comuns e crise climática, género e feminismos, educação, participação instituída e institucional, enfatizando, a partir das suas experiências, as adesões, rejeições, resistências, reações, aprendizagens e fracassos.
6. b. Produzir e divulgar um podcast seriado com episódios temáticos que articulem as dimensões (governança, ecologia, agroecologia, mulheres, bens comuns, discursos sobre a crise climática).
6. c. Sistematizar o aprendizado do podcast em módulos e produtos complementares (resumos, materiais de apoio, arquivo de áudio), em um livro.
5. b. Desenvolvimento de espaços de diálogo entre atores sociais, acadêmicos e políticos a respeito da proposta desenvolvida.
6. a. Realizar pelo menos uma entrevista por eixo temático.
6.b. Gere um podcast em formato de série
6.c. Elabore um diagrama que resuma todo o processo.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
7. b. Promover a convergência de outras redes ligadas aos membros da GT.
7. c. Articular as atividades previstas em outros objetivos que exigem a coordenação de uma reunião presencial ou híbrida.
8. Cocriar diálogos sobre ciência aberta, pedagogias no território e metodologias participativas.
7. b. Facilitar a participação de jovens estudantes de graduação e pós-graduação.
7. c. Divulgar os eixos temáticos para participação na reunião.
7. d. Promover workshops ou atividades de apresentação que incorporem diversos atores territoriais: Universidades, Organizações Sociais, governos subnacionais, etc.
7. e. Promover a divulgação regional do evento entre os membros dos diversos grupos de trabalho da CLACSO, universidades próximas às equipes organizadoras e diversas redes ligadas aos temas do 2º encontro.
7. f. Promover a apresentação de diversos formatos de apresentações, Feira de Experiências com narrativas audiovisuais, oficinas participativas e apresentações escritas com apresentação oral.
7. g. Publicar artigos em formato de boletim e/ou outras narrativas de comunicação científica crítica.
8. a. Coordenar espaços de diálogo entre os Grupos de Trabalho sobre Processos e Metodologias Participativas e Ciência Aberta para o bem comum e com o Grupo de Trabalho sobre Pedagogias no território, interseccionalidade crítica e povos em luta.
8. b. Desenvolver Ciclos de Oficinas: 1ª Oficina intitulada: "Expandindo a colaboração: metodologias participativas e ciência aberta - Abordagens, infraestruturas e experiências", em conjunto com o Grupo de Trabalho da CLACSO "Ciência Aberta como um bem comum". 2ª Oficina com o Grupo de Trabalho "Pedagogias no território, interseccionalidade crítica e povos em luta", sobre metodologias participativas e a abordagem interseccional em pedagogias territoriais.
8. c. Divulgar o Ciclo de Workshops nas redes sociais da CLACSO e dos grupos de trabalho associados.
8. d. Promover a articulação de outras atividades complementares que possam ser coordenadas entre esses Grupos de Trabalho.
7. b. Dois Boletins de Divulgação.
7. c. Um podcast sobre os eixos temáticos do encontro
8. a. Realizar pelo menos duas reuniões para trocar ideias sobre ciência aberta, metodologias participativas e pedagogias no território.
8. b. Elaboração de pelo menos um artigo curto para divulgação dos diálogos em revistas da CLACSO ou de membros dos Grupos de Trabalho, Boletim Sentipensante ou outros formatos de publicação.
Número total de pesquisadores admitidos: 108
Centro de Pesquisa Social e Humanística
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Antioquia
Colômbia
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de agronomia
Universidade da República
Uruguai
Centro de Pesquisa e Estudos Avançados em Ciência Política e Administração Pública
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Autônoma do Estado do México
México
Faculdade da Fronteira Sul
México
Mestranda em Desenvolvimento Territorial pela FRRA UTN e membro da Equipe Regional Interdisciplinar Rafaela do Ministério da Educação da Província de Santa Fé.
Argentina
CURE-UdelaR
Uruguai
Universidade de Cuenca
Equador
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Universidade de Múrcia
Espanha
Universidade Veracruzana e Universidade Autônoma Metropolitana
México
SD
Chile
Centro de Pesquisa Social e Humanística
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Antioquia
Colômbia
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Direção-Geral de Produção e Recreação do Conhecimento
Universidade Nacional Experimental das Artes
Venezuela
Partido Hartuz (Ikerketa taldea/Grupo de Pesquisa)
Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação
Universidade do País Basco
Espanha
Universidade
Guatemala
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Centro de Estudos em Educação Emancipatória e Pedagogia Crítica
Venezuela
7 Imigração
Espanha
Centro de Estudos Sociais
Reitoria da UNNE
Universidade Northeastern
Argentina
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Partido Hartuz (Ikerketa taldea/Grupo de Pesquisa)
Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação
Universidade do País Basco
Espanha
Universidade de Nariño, Colômbia
Colômbia
Universidade de Valladolid
Espanha
Centro de Estudos Sociais
Reitoria da UNNE
Universidade Northeastern
Argentina
Universidade de Santiago de Compostela
Espanha
Instituto de Estudos Políticos
Universidade de Antioquia
Colômbia
Centro de Estudos sobre Conflito e Coesão Social
Universidade do Chile
Chile
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Unidade de Apoio ao Ensino, Cenur Litoral Norte, UDELAR
Uruguai
Universidade de Santo Tomás
Chile
Centro de Estudos em Gestão do Desenvolvimento Local
Universidade de Holguín
Cuba
Instituto Praxis FRRA UTN e Faculdade de Estudos Profissionais da UNRaf
Argentina
Laboratório de Urbanismo Colaborativo, FADU, UDELAR
Uruguai
Cidade Alternativa
Chile
Faculdade de Ciências Políticas e Relações Internacionais - UNR
Argentina
CIT CONICET UNRAF
Argentina
Universidade Experimental Simón Rodríguez
Venezuela
Fundação Creasvi
Espanha
Consórcio ECOSA para Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento
Peru
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Universidade Mariana - Unimar
Colômbia
Universidade Humboldt de Berlim
Alemanha
Partido Hartuz (Ikerketa taldea/Grupo de Pesquisa)
Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação
Universidade do País Basco
Espanha
Universidade do Chile
Chile
Universidad Complutense de Madrid
Espanha
Departamento de Sociologia, 524 West 59th Street, Nova Iorque, NY, 10019
SD
Bolívia
Universidade Nacional de Buenos Aires
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
UNIVERSIDADE NACIONAL DE RAFAELA
Argentina
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
consultor
Colômbia
Centro de Excelência em Pesquisa em Qualidade Educacional
Universidade Surcolombiana
Colômbia
Faculdade de Ciências da Educação
Universidade Católica do Leste
Colômbia
Rede de Pesquisadores e Organizações Sociais da América Latina
Argentina
Instituto Acadêmico Pedagógico de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Villa Maria
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais - UNA
Universidade Nacional de Assunção
Paraguai
Academia da Universidade do Humanismo Cristão
Chile
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
UNIVERSIDADE NACIONAL DE RAFAELA
Argentina
Universidade do País Basco/Euskal Herriko Unibertsitatea. Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação. Departamento de Ciência Política e Administração Pública.
Espanha
Partido Hartuz (Ikerketa taldea/Grupo de Pesquisa)
Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação
Universidade do País Basco
Espanha
Faculdade de Estudos Superiores de Iztacala, Universidade Nacional Autônoma do México.
México
Universidade Tecnológica Nacional, Faculdade Regional de Rafaela, Argentina.
Argentina
Vice-Reitoria de Pesquisa e Inovação
Universidade de Cuenca
Equador
Observatório de Participação Social e Território
Universidade de Playa Ancha
Chile
Observatório de Participação Social e Território
Universidade de Playa Ancha
Chile
Universidad Complutense de Madrid
Espanha
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Instituto de Pesquisa Socioeconômica
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de San Juan
Argentina
Partido Hartuz (Ikerketa taldea/Grupo de Pesquisa)
Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação
Universidade do País Basco
Espanha
Faculdade de Ciências Sociais - UNA
Universidade Nacional de Assunção
Paraguai
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Instituto de Pesquisa Socioeconômica
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de San Juan
Argentina
Universidade de Pádua: CIRSIM; Centro Giorgio Lago
_Outros
Centro de Pesquisa Social e Humanística
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Antioquia
Colômbia
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Brasil
Faculdade de Educação
Faculdade de Educação
Universidade de Antioquia
Colômbia
Universidade de Ciudad Juárez
México
Universidade Católica do Chile
Chile
Centro de Estudos Avançados em Infância e Juventude do CINDE e da Universidade de Manizales
Campo de Pesquisa e Desenvolvimento
Fundação Centro Internacional para Educação e Desenvolvimento Humano CINDE
Colômbia
Instituto Universitário para a Democracia, Paz e Segurança da Universidade Nacional Autônoma de Honduras
Honduras
COLHEITA
Honduras
Observatório de Participação Social e Território
Universidade de Playa Ancha
Chile
Centro de Estudos Interculturais e Indígenas, CIIR
Chile
Partido Hartuz (Ikerketa taldea/Grupo de Pesquisa)
Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação
Universidade do País Basco
Espanha
Laboratório de Urbanismo Colaborativo, FADU, UDELAR
Uruguai
Congresso Nacional do Chile
Chile
Universidade da República
Uruguai
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Universidade de Santo Tomás
Colômbia
Professor Associado III do Departamento de Fundamentos da Educação, do Centro Educacional da Universidade Federal de Santa María (UFSM).
Brasil
Universidad Veracruzana
México
Universidade de Cuenca
Equador
Departamento de Psicologia Social e Quantitativa, Universidade de Barcelona
Faculdade de Psicologia
Universidade de Barcelona
Espanha
Centro de Estudos Urbanos e Territoriais
Faculdade de Ciências Sociais e Econômicas da Universidade Católica de Maule
Chile
Secretaria de Pesquisa e Publicação Científica
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional de Cuyo
Argentina
CURA-UDELAR
Uruguai
Centro de Estudos Sociais
Reitoria da UNNE
Universidade Northeastern
Argentina
CLASSO
Argentina
Universidade de Antioquia
Colômbia
Laboratório de Urbanismo Colaborativo, FADU, UDELAR
Uruguai
Rede de Pesquisadores e Organizações Sociais da América Latina
Argentina
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Instituto de Pensamento e Cultura na América Latina, Associação Civil
México
Universidad Veracruzana
México