Área temática: Grupo Especial

Grupo de trabalhoGrupo Especial ACÁPACÁ/CLACSO Fórum Permanente Latino-Americano para a Descolonização da Cooperação

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Grupo Especial ACÁPACÁ/CLACSO Fórum Permanente Latino-Americano para a Descolonização da Cooperação
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Lourdes Huanca Atencio
Federação Nacional de Mulheres Camponesas, Artesãs, Indígenas, Nativas e Assalariadas do Peru
Peru
Asier Hernando Malax-Echevarria
Acápacá. Uma plataforma para disseminação, aprendizagem e apoio à cooperação.
Espanha

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

A região da América Latina e do Caribe enfrenta desafios econômicos, sociais e ambientais que exigem uma transformação nos modelos de cooperação internacional. As críticas à cooperação como perpetuadora do colonialismo ganharam força, promovendo fóruns regionais a partir de uma perspectiva decolonial. Nesse contexto, os diálogos Sul-Sul e Sul-Norte são fundamentais para uma cooperação mais equitativa e contextualizada às realidades locais.

Historicamente, a cooperação internacional tem sido dominada por países do Norte Global, que impõem agendas ignorando as necessidades locais da América Latina. Esse modelo perpetuou práticas coloniais, subordinando os interesses do Sul Global. No entanto, o contexto das crises globais criou oportunidades para repensar a cooperação. Movimentos como o Pledge for Change e o #ShiftThePower desafiam o legado colonial das ONGs internacionais, promovendo uma cooperação mais inclusiva e participativa.

Na América Latina, a "Pronunciamento dos Movimentos Sociais e da Academia" representou um passo significativo rumo à cooperação decolonial e feminista, priorizando as agendas do Sul Global. Mesmo assim, os desafios são numerosos, desde a diminuição do financiamento até a imposição de prioridades externas, como as mudanças climáticas, que relegam a segundo plano questões locais como os direitos territoriais e o combate à pobreza.

Além disso, o excesso de burocracia e as práticas sexistas e racistas nas relações de cooperação dificultam o progresso. As organizações locais enfrentam microgestão e concorrência desleal por parte das subsidiárias do Norte, o que limita sua autonomia.

Em resposta a esses desafios, o Fórum Regional "Cooperação Igualitária, Justa e Necessária", lançado em 2024, busca reestruturar a cooperação a partir de uma perspectiva decolonial e feminista, promovendo estruturas horizontais e o reconhecimento do conhecimento local. O Fórum não é apenas um espaço para reflexão crítica, mas também para ação concreta, alinhado a iniciativas globais como o Compromisso com a Mudança.

A descolonização da cooperação na América Latina é urgente para superar as estruturas desiguais que moldaram as relações entre o Norte e o Sul globais. Por meio de fóruns como o mencionado e da Declaração "Rumo à Cooperação Internacional sem Colonialidade", estão sendo lançadas as bases para um novo paradigma que prioriza as necessidades locais e valoriza o conhecimento ancestral.

Trata-se de uma resposta às dinâmicas de poder que perpetuaram as desigualdades entre o Norte e o Sul globais, fundamentada em teorias decoloniais e no feminismo interseccional. Essas teorias ressaltam a necessidade de transformar os paradigmas dominantes que historicamente colocaram o Norte em posições de poder. Inspirada por autoras como Mignolo e Quijano, a obra enfatiza que a descolonização deve ser não apenas política e econômica, mas também epistemológica, desafiando a imposição do conhecimento do Norte sobre o Sul.

A aplicação dessas teorias à cooperação internacional busca mudar a forma como os projetos são concebidos, com foco nas necessidades e no conhecimento locais. Na América Latina, onde a cooperação perpetuou hierarquias coloniais, essa abordagem é especialmente relevante. O feminismo interseccional, por meio de autoras como Crenshaw, introduz uma crítica à forma como as mulheres racializadas no Sul Global foram afetadas de forma desproporcional por essas dinâmicas. O feminismo decolonial busca desmantelar as práticas patriarcais e racistas presentes na cooperação, tanto em ONGs internacionais quanto em governos do Norte Global.

A crítica à burocratização e à imposição de agendas do Norte é fundamental para a descolonização da cooperação para o desenvolvimento. As exigências impostas às organizações locais limitam sua autonomia e capacidade de ação. Em vez de depender do Norte, o diálogo Sul-Sul permite que os países do Sul Global definam suas próprias estratégias e prioridades, fomentando uma cooperação mais horizontal.

A crítica teórica também aponta para a hegemonia do conceito de desenvolvimento, utilizado como instrumento de controle pelo Norte Global. Escobar argumenta que é necessário promover um desenvolvimento inclusivo e sustentável baseado nas realidades locais. Nesse sentido, a cooperação decolonial defende um modelo em que os povos do Sul Global sejam os protagonistas do seu próprio destino.

A relevância teórica da cooperação descolonizadora é essencial no contexto atual de crises e desigualdades globais. As teorias decoloniais e feministas fornecem uma estrutura crucial para transformar essas práticas e construir uma cooperação mais equitativa e justa.

Meneses, MP Bidaseca, K. (2018). Epistemologias do Sul: epistemologias do Sul.
Mbembe, A. (2020). Necropolítica. Melusina.
Glennie, J. (2020). O futuro da ajuda: investimento público global. Routledge.
Caldwell, R., & Sriskandarajah, D. (2023). Em foco: Organizações não governamentais internacionais se comprometem a mudar o poder e os recursos.
Khan, T., Dickson, K., & Sondarjee, M. (Eds.). (2023). O salvacionismo branco no desenvolvimento internacional: Teorias, práticas e experiências vividas. Daraja Press.
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

A descolonização da cooperação internacional é uma resposta às dinâmicas de poder que perpetuaram as desigualdades entre o Norte e o Sul globais, fundamentada em teorias decoloniais e no feminismo interseccional. Essas teorias ressaltam a necessidade de transformar os paradigmas dominantes que historicamente colocaram o Norte em posições de poder. Autoras como Mignolo e Quijano enfatizam que não se trata apenas de descolonização política e econômica, mas também epistemológica, que desafia a imposição do conhecimento do Norte sobre o Sul.

A aplicação dessas teorias à cooperação internacional busca mudar a forma como os projetos são concebidos, com foco nas necessidades e no conhecimento locais. Na América Latina, onde a cooperação perpetuou hierarquias coloniais, essa abordagem é especialmente relevante. O feminismo interseccional, por meio de autoras como Crenshaw, introduz uma crítica à forma como as mulheres racializadas no Sul Global foram afetadas de forma desproporcional por essas dinâmicas. O feminismo decolonial busca desmantelar as práticas patriarcais e racistas presentes na cooperação, tanto em ONGs internacionais quanto em governos do Norte Global.

A crítica à burocratização e à imposição de agendas do Norte é fundamental para a descolonização da cooperação para o desenvolvimento. As exigências impostas às organizações locais limitam sua autonomia e capacidade de ação. Em vez de depender do Norte, o diálogo Sul-Sul permite que os países do Sul Global definam suas próprias estratégias e prioridades, fomentando uma cooperação mais horizontal.

A crítica teórica também aponta para a hegemonia do conceito de desenvolvimento, utilizado como instrumento de controle pelo Norte Global. Escobar argumenta que é necessário promover um desenvolvimento inclusivo e sustentável baseado nas realidades locais. Nesse sentido, a cooperação decolonial defende um modelo em que os povos do Sul Global sejam os protagonistas do seu próprio destino.

A relevância teórica da cooperação descolonizadora é essencial no contexto atual de crises e desigualdades globais. As teorias decoloniais e feministas fornecem uma estrutura crucial para transformar essas práticas e construir uma cooperação mais equitativa e justa.

Escobar, Arturo. "A Invenção do Terceiro Mundo: Construção e Desconstrução do Desenvolvimento". Princeton University Press, 1995.
Crenshaw, Kimberlé. "Mapeando as Margens: Interseccionalidade, Política de Identidade e Violência Contra Mulheres de Cor." Stanford Law Review, 1991.
Quijano, A. (2000). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina (Vol. 13). Buenos Aires: CLACSO.
Segato, RL (2013). Eixos argumentativos da perspectiva da Colonialidade do Poder. Revista Casa de las Américas, 272, 17-39.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/02/2023 al 31/12/2023)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
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DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
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PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
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ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
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PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/01/2024 al 31/12/2024)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Estabelecer o Fórum Permanente como uma plataforma de referência regional para a cooperação decolonial.

Promover diálogos entre movimentos sociais, ONGs e o meio acadêmico para fortalecer uma rede de colaboração.
Realizar um diagnóstico regional sobre as práticas coloniais na cooperação atual.

Identificação de boas práticas e casos de sucesso na cooperação decolonial e feminista.
Fórum reconhecido como um espaço para debate e ação na cooperação decolonial.

Diagnóstico regional publicado e compartilhado em redes acadêmicas e sociais.

A primeira edição do Fórum foi um sucesso, com a participação de figuras-chave.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Organização de um evento inaugural do Fórum em Lima, no âmbito da Assembleia Latidadd (4 e 5 de dezembro de 2024), com a participação de atores-chave da região.
Evento de fundação do Fórum Permanente Latino-Americano para a Descolonização da Cooperação, Lima, 4 e 5 de dezembro de 2024.
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PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Estabelecimento de um Mecanismo de Monitoramento Político para garantir a implementação dos acordos alcançados.

Desenvolvimento de campanhas de conscientização sobre práticas coloniais em cooperação.
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ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Firmar alianças com redes globais, como Pledge for Change, #ShiftThePower e RINGO.

Participação em eventos internacionais para divulgar as propostas do Fórum, especialmente as de fundações, doadores e organizações internacionais.
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PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/01/2025 al 31/12/2025)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Fortalecer a rede de colaboração entre os atores envolvidos e aprofundar as principais questões da cooperação decolonial.

Ampliar a divulgação dos resultados e recomendações do Fórum a novos atores de cooperação.
Realização de pesquisa comparativa sobre práticas decoloniais (boas e ruins) de cooperação em diferentes sub-regiões (Mercosul, Zona Andina, Caribe, Mesoamérica).

Organização de grupos de trabalho regionais para analisar mais detalhadamente desafios específicos.
Consolidação de um corpo de conhecimento sobre cooperação decolonial na América Latina.

Ampliação da rede de organizações e atores que colaboram ativamente no Fórum.

Progressos concretos na implementação das recomendações do Fórum em políticas públicas.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Organização do segundo evento presencial do Fórum em Bogotá, no âmbito do Congresso da CLACSO (junho de 2025), com a participação de atores-chave da região e da Cooperação Internacional.
Realização de pesquisa comparativa sobre práticas de decolonialismo em cooperação em diferentes sub-regiões (Mercosul, Zona Andina, Caribe, Mesoamérica).
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PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Consolidar o Mecanismo de Monitoramento Político por meio do monitoramento eficaz dos acordos, da expansão de seu escopo para novas organizações e do fortalecimento da defesa política.

Realização de oficinas de capacitação para ONGs e movimentos sociais sobre práticas de cooperação equitativas e justas.
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ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecimento da cooperação com organizações internacionais que promovem a justiça social e a igualdade de gênero.
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5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 300
Sofia Irene Ortega Simón

Analia Garcia

Elektra Lagos

Bruna Lira Ventura Ribeiro

Marcela Bustamante

Marcela Salazar-Posada

Marcela Useche

Saira Carina Ortega

Maria Belén Karolys Paredes

Patrick Ammerman

Haydeé Pérez Garrido

Vicente Valies

Álvaro Campana

Elena Del Rosario Chaves

Diego Battista

Diego Jaimes

Adelaide Alayza

Nancy Arevalo

Alexandra Aguirre Cachipuendo

Nicole Aguilar

Alejandro Del Aguila Murphy

Alexandre Gamboa

Alejandro Laos

Sara Múnera

Beatriz Gallart Bandín

Beatriz Posebon

Asier Hernando Malax-Echevarria [Coordenador]
Acápacá. Uma plataforma para disseminação, aprendizagem e apoio à cooperação.
Espanha
César Alberto Herrera Pajuelo

Márcia Grand Ortega

Rosa Mendoza

Maria Luiza Adoryan Machado

Alejandra Solarte Cruz

Maria Teresa Blandón Gadea

Ainara Azaola Arconada

Antolin Huascar Flores

Fulvio Vincenzo

Senhora Cristina Soler Cañón

Angela Ocampo

Angela Urrea

Ximena Ortiz

Oscar Benavides

Oscar Quillupangui

Ana Judith Blanco Rojas

Mateo Tobar

Tanya Elena Lockwood Fallas

Giuliana Delgadillo

Zé Everaldo Vicentello García

Karen Arias

Kelly Gomez

Kelly Mejía Sierra

Kelly Saavedra

Luísa Bernal

Aguasantas Macías Marín

Felipe Cortes

Mar Garrote

Mar Garrote

Mar Polido

Lina Aramendez Gallego

Lina Córdoba

Romina Silvana Bettucci

Fernando Herrera Gil

Regina Portilla De Rosenzweig

Nohemy Lukes Castrillon

Analia Noel Gorgoschidse

Javier Gutiérrez

Vale Ninoska

Greta Frankenfeld

Shayana Alcamary Vinueza Quilumbaquí

Angie Carolina Vallejo Bolaños

Maria Cecília Bartholin Pérez

Darleison Córdoba Palacios

Anna Rodríguez Casadevall

Martha Eleana Cuentas Anci

Alex Sierra

Gustavo Waslet

Banda Rosario Romero

Folco Zaffalon

Sonia Jaquelina Romero Huesca

Sandra Rubiela Zuñiga Horta

Jessica Paola Vargas Guzmán

Gaia Zuccherini

Constanza Argentieri

César Andrés López González

Eric Capoen

Francy Paola Alvarez Vera

Flávia Gomes Da Silva Nozue

Règulo Sucre

Daniel González Fuentes

Cláudia Caselli

Cláudia Mueller-Hoff

Jessica Díaz Organis

Domenica Soto

Tia Alvira

Simon Ticehurst

Maria Chalaux

Maria Cristóbal Alonso

Maria Moreno De Los Rios

Eva Silvana Gallardo

Daisy Cheyne

Melodia Raquel Villegas Rubinowski

Isabelle Clerie

Ester Dazzo

Ester Jiménez De Cisneros Puig

Diana María Salcedo Lopez

Aida Sofia Rivera Sotelo

Juan Ruiz Ceballos

Mayra Garzon

Zulma Díaz Álvarez

Maria De La Luz Sevilla Gonzalez

Tania Bello

Tania Ricaldi

Renan Guevara

Edgardo Benítez

Mariela Hernández

Olga Arnaiz

Rolando José Fernández Aguilar

Lina María García Hurtado

Nora Margarita Ron Ordóñez

José Alejandro Larios Barrientos

Élder Javier Viafara Valverde

Laura Piedad Contreras Aristizábal

Juan Pablo Posada Burbano

Juan Pablo Posada Burbano

Damaris Ruiz Ruiz

Katia Vergel

Aníbal Adrian Valles

Glenda Dimuro Peter

Glenda Dimuro Peter

Maria Augusta Villa Viera

Rainha Velis Lovera

Jazmín Lukes Castrillón

Lina Marcela Ossa Gutiérrez

Argisofía Pérez Moreno

Miguel Ángel Briones Cervantes

Karina Bidaseca

Junho Orenga

Francisco Bonini

Celeste Novelli

Raquel González Maldonado

Luís Guillermo Martínez P.

Chandreyi Guharay

Stefany Gonzalez Pachon

Trilce Oblitas Béjar

Giuliana Olga Vílchez Vargas

Simone Seebacher

Thomas Moore

Ana Maria Gonzalez-Forero

Silvia Albuja

Miriam Camas

Sofia Sprechmann Sineiro

Heidy Gordillo

Luísa Herse

Luísa Herse

Carlos Alberto Chaves

Carlos Alberto Chaves

Catarina Alvarez

Beatriz Borges

Alejandra Castro

Alejandra Ramírez Ochoa

Alejandra Salgado

Alejandra Villagrán

Catalina Vargas

Jone Arruabarrena

Elena Apilánez Piniella

Daniela Flores Serrano

Astrid Torres

César Augusto Murillo

Vitória Allende

Mónica Tobar

Pablo Rebetez

Anna Karla Uribe Escalante

Eusébia Chevy Solis

Évora Barreiro Pereira

Jafeth Esteban Carvajal Ochoa

Luana Esquenazi

Luis Martinez

Magha Garcia

Ndeye Sira Ndiaye

Eugenia D'angelo

José Alvis

Laura Daniela Molina

Estela Brioso

Jennifer Rojas

Maria Fernanda Vizcaino Del Rio

Sandra Visbal

Claudia Campo Cisneros

Paulina Botella Alanis

Andrés Maurício Zambrano Rodríguez

Ericka Ruiz Ramirez

Ivel Urbina Medina

Macarena Montero

Shasha America Vasquez Mora

Camilo Ernesto Trochez Segura

Camilo Ernesto Trochez Segura

Maio Adamuz Santos

Carlos Alonso Bedoya Bonelli

Claudio Acosta

Júlia Duarte

Alejandra Inés Solarte Cruz

Romel Rubén González Díaz

Isabel Muñoz Beaulieu

Isabel Sepúlveda Arango

Andrea Ordonez

Andrea Villaseñor De La Vega

Jimena Gonzalez Rodriguez

Verónica Builes

Henrique Morales

Raniere Pontes

Arlet Viader Girones

Ana Yi Soto

Luz Maria Lamadrid

Maria Lima

Angela Maria Baez-Silva

Margarita Morales

Giacomo Finzi

Tamara Montalvo

Paula Andrea Sánchez Montes

Moli Molinas

Eva Canteles

Nathalie Beghin

Salomão Sotelo Castiblanco

Ibeth Orellana

William Leon

José Carlos Balaguer Paredes

José Carlos Balaguer Paredes

Júlio Galindo

Tatiana Terán

Harold Martinez

Susana Madrigal

Paola Rebeca Moreno Sandoval

Gilda María Rivera Sierra

Lizeth Marin

Enrica Lorusso

Lisa Lou Cornet

Kelly Johanna Gomez

Lúcia Isabel Solorzano Tinoco

Lourdes Huanca Atencio [Coordenador]
Federação Nacional de Mulheres Camponesas, Artesãs, Indígenas, Nativas e Assalariadas do Peru
Peru
Diana Delgadillo Ramírez

Diana Medina

María Belén Cedeño Blacio

Katleen Morales

Manal Warde

Ana Milena Garzón Sabogal

Maria Pesiot

Vanesa Cufre

Yesica Irene López Amador

Maria Esperanza Bermúdez Palma

Edelamare Melo

Andrés Fernando Rodríguez

Gabriela De Iraís Arellano

Maria Paula Alonso

Annika Andersson

María Luisa Toro Hernández

Gabriela Belén Palacios

Carla Graciela Moscoso Paz

Montse Deu

Zenaide Rodrigues

Luciana Nessier

Alejandro Maurício Davila Rubio

Durvy Yeslany Rivas Sanchez

Henrique Morales

Alba Murcia Fernandez

Fabian Martinez Hernandez

Karina Alejandra Frías

Esther Tena

Carlos Arana Basto

Imagem do placeholder de Carlos Lozano

Carla Baldivieso

Carla Vitantonio

Edna Marfiza Ortega Umaña

Claudia Adelaida Martínez Vásquez

José Antonio Monje

Andréa Moreira Sobrinho Ayres

ruben quintanilla

Daniela Buendia

Daniela Mora Vera

Verónica Mariana Ulloa Soto

Cláudia Maria Tamayo

Margarita Moll Marte

Alejandra Estefanía Bussalleu Cavero

Juan Carlos Enamorado Mendez

Natalia Gonzalez

Natalia Marsicovetere Fanjul

Natalia Peláez Pérez

Natalia Velasquez

Carmen Roque

Juan Manuel Santomé

Carolina Aranzazu Osório

Carolina García Antón

Adriana Lugo

Marolyn Villalba Frutos

Maria casas

Maireth Dueñas

Verônica Soledad Jakus

Marisol Quiceno Valencia

Jeaneth Corrales

Jeaneth Corrales

Laura Leiva

Laura Ochoa Rodriguez

Maria Glória Barreiro