Área temática: Desigualdades e pobreza na América Latina e no Caribe
Grupo de trabalhoProcessos urbanos na América Latina: (in)justiças e (in)desigualdades
[+ Ver produções e conteúdo]Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
As cidades latino-americanas passaram por processos singulares relacionados às condições históricas que moldaram seus territórios, bem como aos legados coloniais, projetos de modernização, dependência internacional e reestruturação econômica neoliberal, entre outros fatores. Esses processos geraram desigualdades e injustiças estruturais e persistentes. Contudo, também levaram ao surgimento de movimentos de resistência e lutas sociais voltadas tanto para garantir o acesso e a permanência nas cidades para diversos setores marginalizados, quanto para reverter as desigualdades e injustiças de classe, étnicas, de gênero, ambientais e territoriais dentro das áreas urbanas. Essa condição dual, de longa data e em constante transformação, é legível, por um lado, na estrutura urbana resultante dos processos de urbanização das cidades latino-americanas e caribenhas e, por outro, nos processos urbanos em que diversos agentes com relações assimétricas e interdependentes e horizontes concorrentes para a cidade (Estado, mercado, organizações sociais e políticas, ativismo, habitantes, etc.) estão envolvidos no desenvolvimento de lógicas e dinâmicas de (des)igualdades e (in)justiças sociais e urbanas.
Dentro desse contexto geral, o Grupo de Trabalho "Processos Urbanos Latino-Americanos: (In)justiças e (In)desigualdades" propõe explorar as transformações contemporâneas na América Latina como uma lente através da qual se pode analisar a dinâmica das (in)justiças e (des)igualdades sociais e urbanas. Como uma vasta literatura tem apontado nos últimos anos (Prévot-Schapira, 2001; Janoschka, 2002; Portes, Roberts e Grimson, 2005; Caldeira, 2007; Ziccardi, 2008, 2014; Duhau e Giglia, 2008; De Mattos, 2010; Di Virgilio e Perelman, 2014), os processos de urbanização no continente mais urbanizado e desigual do mundo sofreram mudanças drásticas nas últimas décadas. Em vez de expressar diretamente os processos migratórios e demográficos que ocorreram durante grande parte do século XX, os padrões predominantes de espacialização e crescimento urbano devem ser compreendidos como um resultado articulado de novas formas (e tendenciosamente excludentes) de: novas lógicas de mercado e financeiras, novas maneiras de produzir terrenos urbanos, novas orientações em políticas públicas e mudanças nos estilos de vida e composições familiares, entre outros.
Embora, em termos de forma urbana, esses processos sejam legíveis nas tendências de crescimento extensivo, difuso e fragmentado, em termos sociais essas dinâmicas se traduziram em crescente desigualdade. Fragmentação, dualização, segmentação e até mesmo urbicídio (Carrión e Cepeda, 2023, no prelo) são conceitos que buscam dar conta dessas lógicas e que, cada um à sua maneira, refletem coletivamente o caráter singular assumido neste período pela dialética entre formas espaciais e processos sociais. Da mesma forma, simultaneamente a esses processos socioterritoriais, evidencia-se o surgimento de diferentes formas e escalas de organização social (de organizações de bairro a coalizões políticas em níveis nacional e internacional, incluindo diversos movimentos sociais) que, partindo de demandas e disputas urbanas, desafiam injustiças e desigualdades e aspiram a um horizonte de igualdade social e reconhecimento das diferenças e dos direitos.
Nesse sentido, os processos que surgem nos territórios urbanos, segundo Castells (2014), são resultado da luta de classes e da intervenção política e, numa perspectiva espaço-sociedade, enquadram-se na articulação do sistema econômico (produção, consumo e interação); na organização institucional; e na dimensão simbólica urbana. A evolução e a transformação do modelo socioeconômico desencadearam um jogo de interesses e poder específico de cada época. Portanto, os processos contemporâneos são resultado de uma sucessão temporal e sedimentação de diversos processos, entre os quais se destaca o aprofundamento da lógica capitalista. Essa perspectiva não exclui o “outro lado” dessa realidade, onde a ação social gerou a busca pela reconquista urbana por meio de demandas e lutas. A esse respeito, desde o início do século XXI, um conjunto de pesquisas sobre processos urbanos e políticos em cidades latino-americanas tem destacado a constituição — para usar a expressão de Holston (2009) — de “cidadãos insurgentes”. Embora alguns autores tenham minimizado a sua novidade, destacando as suas raízes em lutas anteriores (Merklen, 2005; Grimson, 2009), não há dúvida de que estamos lidando com movimentos cuja luta não começa no centro da cidade, mas na periferia, centrada em torno dos direitos a uma vida digna (moradia, propriedade, água, segurança, transporte, etc.), através dos quais eles não apenas constroem uma vasta nova cidade, mas também um novo tipo de cidadania (Agier, 2015). Da mesma forma, essa mudança geográfica e política — da periferia para o centro — não se limita a movimentos urbanos relacionados à habitação e ao habitat, mas também se evidencia em práticas juvenis e culturais como o hip hop, o grafite e os encontros sociais, entre outros (Magnani, 2005; Caldeira, 2010, 2012; Weller, 2011; Pardue e Oliveira, 2018; Gorelik e Peixoto, 2016; Freire-Medeiros e O'Donnell, 2018). Soma-se a isso a crescente centralidade de coletivos feministas e LGBTQ+ que, em consonância com a geografia feminista (Kern, 2020), desafiam a ordenação espaço-temporal patriarcal e generificada das cidades (Falú, 2009) e reivindicam o desmantelamento das barreiras ao acesso igualitário e à residência nos espaços urbanos, bem como a coexistência de diversas orientações de gênero e sexualidade.
Portanto, os processos resultantes da tensão entre injustiças e desigualdades nas cidades da região, com suas variadas escalas e características, constituem o foco e o desafio deste Grupo de Trabalho, que visa dar continuidade ao trabalho dos Grupos de Trabalho anteriores sobre questões urbanas: a) Grupo de Trabalho Habitat e Inclusão Social, coordenado por Teolinda Bolívar e Jaime Erazo; b) Grupo de Trabalho Direito à Cidade, coordenado por Fernando Carrión e María Cristina Cravino; e c) Grupo de Trabalho Desigualdades Urbanas, coordenado por Manuel Dammert. O objetivo deste Grupo de Trabalho é fomentar o debate contínuo e a geração de novas ideias em torno dos estudos urbanos na América Latina.
Caldeira, Teresa Pires do Rio (2007). Cidade das Muralhas. Crime, segregação e cidadania em São Paulo, Barcelona: Gedisa.
Caldeira, Teresa Pires do Rio (2010). Espaço, segregação e arte urbana no Brasil. Buenos Aires: Katz Editores.
Caldeira, Teresa Pires do Rio (2012). “Registro e circulação. Novas visibilidades e configurações dos espaços públicos em São Paulo.” Novos Estudos, 94, 31-67.
Carrión, Fernando e Cepeda, Paulina (2023, no prelo). Urbicídio ou a morte da cidade. Nova Iorque: Springer.
CASTELOS, Manuel (2014). A questão urbana. Cidade do México: Siglo XXI Editores.
Di Virgilio, Mercedes e Perelman, Mariano (Coord.) (2014). Cidades latino-americanas: desigualdade, segregação e tolerância. Buenos Aires: CLACSO.
Duhau, Emilio e Giglia, Angela (2008). As regras da desordem. Habitando a metrópole. México: Siglo XXI.
Falú, Ana (Ed.) (2009). Mulheres na cidade. De violência e direitos. Santiago do Chile: Edições Sur.
Freire-Medeiros, Bianca e O'Donnell, Julia (2018). América Latina urbana. Imagens, palavras, fluxos e o ambiente construído. Londres e Nova Iorque: Routledge.
Gorelik, Adrián e Peixoto, Fernanda (2016). Cidades sul-americanas como arenas culturais. Buenos Aires: Século XXI Editores.
Holston, James (2009). “Cidadania insurgente em uma era de periferias urbanas globais”. Cidade e Sociedade, 21, 2, 245-267.
Grimson, Alejandro (2009). “Introdução: classificações espaciais e territorialização da política em Buenos Aires”, em: Grimson, Alejandro, Cecilia Ferraudi Curto e Ramiro Segura (orgs.) Vida política nos bairros populares de Buenos Aires. Buenos Aires: Prometeo, 11-38.
Janoschka, Michael (2002). “O novo modelo da cidade latino-americana: fragmentação e privatização”. EURE Journal, 26, 85, 11-29.
Kern, Leslie (2020). Cidade Feminista: A Luta pelo Espaço em um Mundo Projetado por Homens. Buenos Aires: Edições Godot.
Magnani, José Guilherme (2005). “Vocês são dois jovens urbanos.” Tempo Social, revista de sociologia da USP, 17, 2, 173-205.
Mattos, Carlos de (2010). “Globalização e metamorfose metropolitana na América Latina. Da cidade ao urbano generalizado”. Revista de Geografía Norte Grande, 47, 81-104.
Merklen, Denis (2005). Pobres Cidadãos. As classes populares na era democrática (Argentina, 1983-2003). Buenos Aires: Editorial Gorla.
Pardue, Derek e Oliveira, Lucas Amaral de (2018). “A cidade como mobilidade: uma contribuição dos saraus brasileiros para a teoria urbana.” Vibrant, 15, 1.
Portes, Alejandro; Bryan, Roberts; Grimson, Alejandro (Eds.) (2005) Cidades Latino-Americanas. Uma Análise Comparativa no Limiar do Novo Século. Buenos Aires: Prometeo.
Prévot-Schapira, Marie-France (2001). “Fragmentação espacial e social. Conceitos e realidades”. Perfis Latino-Americanos, 19, 33-56.
Weller, Wivian (2011). Minha voz é tudo ou o que eu tenho. Manifestações juvenis em Berlim e São Paulo. Belo Horizonte: UFMG Editora.
Ziccardi, Alicia (2008). Pobreza e exclusão social nas cidades do século XXI. Processos de urbanização da pobreza e novas formas de exclusão social. Os desafios das políticas sociais nas cidades latino-americanas do século XXI, 9-33.
Ziccardi, Alicia (2016). “Pobreza e desigualdade urbana: o caso da região metropolitana da Cidade do México”. Revista Internacional de Ciências Sociais, 205-219.
Os processos urbanos na América Latina têm sido amplamente debatidos e analisados. A tensão entre as esferas pública e privada, entre o formal e o informal, entre os poderes estabelecidos e as lutas de poder emergentes, e entre o conflito e o controle urbano, segundo Patricia Ramírez (2009), constitui uma manifestação das transformações na ordem urbana. Analisar os processos urbanos significa observar o território em constante mudança, seus habitantes heterogêneos e desiguais e, sobretudo, suas práticas cotidianas, as tensões que as permeiam e a produção urbana coletiva resultante do encontro conflituoso de agentes desiguais, interesses, empreendimentos imobiliários e instituições públicas e privadas de diferentes escalas. Novas tendências demográficas, urbanização e padrões de localização, estilos de vida, a relação entre trabalho e residência, a terceirização da economia e as demandas e ações de diversos grupos sociais são fatores que influenciam a estrutura urbana, assim como as políticas públicas, muitas vezes contraditórias, que buscam intervir e regular as dinâmicas sociais e urbanas (Delgadillo, 2014; Rodríguez e Di Virgilio, 2016; Ziccardi, 2020; Jirón et al., 2021). Em meio à busca insaciável por ordenar as cidades, os processos urbanos resultantes fazem parte de um processo de negociação entre as forças, os interesses e o poder dos atores do mercado, do Estado e da sociedade. Esse processo se desenrola em múltiplas e tensas realidades urbanas, entre as quais o deslocamento e a expulsão, por um lado, e a resistência e a autogestão, por outro, se destacam como polos de um contínuo mais heterogêneo.
Contudo, a relação entre (des)igualdades e (in)justiças não constitui uma equação de soma zero. Pesquisas sobre desigualdades na região (Reygadas, 2008, 2020; Saraví, 2015; Segura, 2020) mostram que as desigualdades nem sempre e em todo lugar impulsionam movimentos de oposição e resistência; em vez disso, existem desigualdades que são naturalizadas e, portanto, não questionadas, assim como desigualdades consideradas justas e legítimas, entre outras combinações possíveis. A existência de uma disjunção entre condições objetivas e tolerância subjetiva a certas desigualdades (Wacquant, 2007) nos leva à pesquisa histórica de E.P. Thompson (1995) sobre a "economia moral das multidões", onde ele argumentou que os motins de subsistência da Inglaterra do século XVIII não foram uma resposta "espasmódica". à fome (nem toda fome leva a tumultos), mas sim baseavam-se numa "noção legitimadora", em certas ideias culturalmente partilhadas sobre o que é justo e injusto. Esta relação "ultrapassada" e não mecânica entre (des)igualdades e (in)justiças nos processos urbanos contemporâneos da região é precisamente uma das principais preocupações analíticas do Grupo de Trabalho.
A continuidade de um Grupo de Trabalho focado nos processos urbanos resultantes da intersecção entre urbanização e (des)igualdade e (in)justiças na América Latina busca avançar em pelo menos três questões interligadas que merecem ser destacadas:
1- Os processos de coconstrução entre o espaço urbano e as desigualdades sociais. Como um “espaço social objetificado” (Bourdieu, 2002), simultaneamente produto, condição e palco de práticas sociais (Lefebvre, 1973), o espaço urbano constitui uma dimensão fundamental da dinâmica de produção, reprodução e contestação das desigualdades urbanas. É particularmente importante considerar a dinâmica socioespacial das desigualdades e injustiças que se relaciona tanto com as tendências de urbanização predominantes e seus efeitos em diversas dimensões da vida social (trabalho, educação, meio ambiente, gênero) quanto com os processos urbanos situados, que vão desde a expulsão e o deslocamento de populações devido a dinâmicas como a gentrificação, as políticas públicas sobre espaços residenciais “informais” e o aumento dos custos de moradia, entre outros, até as diversas formas de resistência a essas dinâmicas e as organizações (de bairro, comunitárias, de gênero, etc.) que contestam o acesso, a permanência e o usufruto da cidade. Poderíamos perguntar: Quais são as resistências e lutas urbanas mais proeminentes em prol da justiça social nos processos urbanos contemporâneos da região?
2- A continuação e o aprofundamento de debates anteriores constituem um passo fundamental para enfrentar os desafios de conhecer, compreender e comparar as dinâmicas urbanas em escala regional. De fato, entre as décadas de 50 e 70, consolidou-se uma rede institucional latino-americana, permitindo uma compreensão regional das dinâmicas sociais e urbanas do que então se denominava "cidade latino-americana" (Gorelik, 2005, 2022; Segura, 2021). Apesar das críticas recebidas por conceitos como "marginalidade", "informalidade", "primazia" e "urbanização dependente", entre outros, esses conceitos desempenharam um papel fundamental e incontornável na reflexão sobre a América Latina urbana e suas características singulares, seus problemas persistentes e seus desafios futuros. As ditaduras, primeiro, o neoliberalismo, depois, e a predominância de uma agenda focada na abordagem ideográfica de cidades específicas dificultaram o diálogo regional e a comparação dos processos urbanos em todo o continente. A CLACSO oferece uma plataforma inigualável para aprofundar o diálogo sobre urbanismo em nível regional, visando desenvolver um diagnóstico e prognóstico sobre os processos urbanos na produção e reprodução de desigualdades e injustiças, bem como os mecanismos para revertê-las. Com base nisso, cabe perguntar: como as ações ou a inação das políticas urbanas e da governança das cidades podem estruturar processos urbanos mais justos e equitativos? Que tipos de ações e sistemas regem a lógica do processo urbano atual?
3- Por fim, com base no diálogo, na comparação e na síntese do conhecimento produzido sobre as (des)igualdades e (in)justiças urbanas nas cidades da América Latina e do Caribe, surge uma série de desafios para as políticas, o planejamento e a gestão urbana na região. Como podemos envolver diversos atores sociais desiguais na discussão e na busca de consenso sobre um futuro equitativo e justo para as cidades do continente e seus habitantes? Como podemos conciliar crescimento urbano, distribuição e sustentabilidade? Como podemos promover o reconhecimento de práticas e conhecimentos situados que buscam reverter as desigualdades e injustiças sociais e urbanas a partir da base, evitando assim o reducionismo "especializado" que exclui esses conhecimentos, práticas e atores da discussão sobre a cidade e a vida urbana? Como podemos aprender com os processos urbanos passados e presentes para projetar cidades justas e equitativas?
Planeja-se avançar nessas questões por meio de uma combinação de diversas instâncias, ferramentas e apoios, detalhados na seção seguinte, que incluem: 1) o desenvolvimento de uma plataforma que funcionará como um banco de dados ou mapa de pesquisas disponíveis na região sobre processos urbanos (pesquisadores, instituições, projetos, produções, etc.); 2) uma gama de ferramentas virtuais (encontros, oficinas, espaços de debate e encontro, entre outras) que visam multiplicar os diálogos não apenas entre acadêmicos e pesquisadores, mas também envolvendo organizações civis, sociais e políticas, bem como representantes de órgãos e instituições públicas dedicadas a diversas dimensões urbanas; e 3) seminários presenciais anuais, com locais e temas já confirmados: Buenos Aires (Argentina) em 2023, Bogotá (Colômbia) em 2024 e Ansunción (Paraguai) em 2025.
Delgadillo, Victor (2014). “Urbanismo à la carte: teorias, políticas, programas e outras receitas urbanas”. Cadernos da Metrópole, v. 16, n. 31, pp. 89-111.
Gorelik, Adrian (2005). “Uma produção da cidade latino-americana.” Tempo Social, revista de sociologia da USP, 17, 1, 111-133.
Gorelik, Adrian (2022). A cidade latino-americana. Buenos Aires: Século XXI
Jirón, Paola; Imilán, Walter; Lange, Carlos; Mansilla, Pablo (2021). “Intervenções urbanas placebo: observando narrativas de cidades inteligentes em Santiago do Chile”. Estudos Urbanos, Vol. 58(3) 601-620
Lefevbre, Henri (1974). A produção do espaço. Paris: Anthropos.
Ramírez Kuri, Patricia (2009). A cidade e os novos processos urbanos. Cultura e representações sociais, 3(6), 163-187.
Reygadas, Luís (2008). Apropriação. Desvendando as redes de desigualdade. México: Anthropos/UAM–Iztapalapa.
Reygadas, Luis (2020). “A construção simbólica das desigualdades”, em Elizabeth Jelin, Renata Campos Motta e Sergio Costa (orgs.) Repensando as desigualdades. Como as assimetrias globais são produzidas e interligadas (e o que as pessoas fazem a respeito). Buenos Aires: Siglo XXI.
Rodríguez, María Carla e Di Virgilio, María Mercedes (2016). "Uma cidade para todos? Políticas públicas e resistência à gentrificação nos bairros do sul de Buenos Aires". Geografia Urbana, 37, 1215-1234.
Saraví, Gonzalo (2015). Jovens Fragmentados. Socialização, Classe e Cultura na Construção da Desigualdade. México: Flacso - Ciesas.
Segura, Ramiro (2020). “Espaço urbano e a (re)produção das desigualdades sociais. Desconexões entre distribuição de renda e padrões de urbanização em cidades latino-americanas”, em Elizabeth Jelin, Renata Campos Motta e Sergio Costa (orgs.), Repensando as desigualdades: como as assimetrias globais são produzidas e interligadas (e o que as pessoas fazem a respeito). Buenos Aires: Siglo XXI.
Segura, Ramiro (2021). Cidades e teorias. Estudos sociais urbanos. San Martín: UNSAM Edita.
Thompson, Edward Palmer (1995). “A economia moral da multidão”, em Costumes comuns. Barcelona: Crítica.
Wacquant, Löic (2007). Os condenados da cidade. Guetos, periferias e o Estado. Buenos Aires: Siglo XXI.
Ziccardi, Alicia (2020). Cidades latino-americanas. A questão social e a governança local. Antologia essencial. Buenos Aires: CLACSO.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Promover espaços para encontros, diálogo e debate entre os membros do grupo.
Identificar teorias e metodologias críticas diante da realidade urbana contemporânea.
Trabalho e atividade individual de cada membro do GT como parte de sua pesquisa sobre o tema, bem como em redes de interesse comum.
Construir uma estrutura crítica para abordar a ação pública, privada e social nos processos urbanos contemporâneos.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Promover o diálogo e o debate sobre as pesquisas realizadas pelos membros do Grupo de Trabalho com instituições públicas e organizações sociais.
Criar e promover espaços de influência.
Incorporar ativamente organizações civis e sociais e representantes de órgãos e instituições públicas, bem como multiplicar as oportunidades de intercâmbio com essas diferentes entidades.
Espaços de encontro e debate entre o meio acadêmico, a sociedade civil e as políticas públicas (quatro por ano).
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
2-Organização do evento coletivo anual (seminário GT).
3- Gerar e divulgar produtos acadêmicos para publicação.
2-Os seminários anuais apresentarão as seguintes atividades principais: participação de estudantes de pós-graduação, funcionários públicos, membros da pesquisa; colóquio de jovens pesquisadores (-35); mesas temáticas abertas; debates centrais com especialistas; oficina de pesquisa e festival de cinema.
3-Compilação de artigos, revisão editorial e por pares anônimos, revisão ortográfica, diagramação e publicação.
Entrevistas com acadêmicos, organizações internacionais, sociedade civil e autoridades públicas. Pesquisadores renomados como Alicia Ziccardi, Raquel Rolnik, Ana Falù, Fernando Carrión, Pedro Abramo, Victor Delgadillo, María Cristina Cravino e Paola Jirón, entre outros. Grupos de ativismo urbano como “Iconoclasistas” e “La ciudad del deseo”, movimentos sociais urbanos, etc. E jovens pesquisadores com perspectivas renovadas sobre questões urbanas.
2º Seminário Anual de GT. Ciclo de filmes relacionado ao seminário.
Visita guiada e oficina urbana no local.
2023 (março) Argentina
Seminário Internacional: “Novos Desafios Sociais e Reestruturação da Ação Pública na América Latina e no Caribe”. Em colaboração com o Grupo de Trabalho “Pobreza e Políticas Sociais” (Alicia Ziccardi), Universidade Nacional de Quilmes e Universidade Nacional de San Martín. Publicações relacionadas ao evento: Dossiê na Revista de Ciências.
Ciências Sociais (UNQui) ou outra revista de circulação internacional.
Vídeo produzido pela UNQ-TV (Filmagens e edição).
Transmitido por: CLACSO-TV e UNQ-TV
Processos urbanos latino-americanos em 3 livros (título provisório).
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Civitic: Trilogia de palestras especiais sobre processos urbanos e desigualdades no espaço urbano popular da América Latina (previstas para abril e maio de 2023)
Política: distribuição mensal de boletins informativos
CUNY-CLACLS (Centro de Estudos Latino-Americanos, Caribenhos e Latinos): conversas 2023.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Promover espaços para encontros, diálogo e debate entre os membros do grupo.
Identificar teorias e metodologias críticas diante da realidade urbana contemporânea.
Trabalho e atividade individual de cada membro do GT como parte de sua pesquisa sobre o tema, bem como em redes de interesse comum.
Construir uma estrutura crítica para abordar a ação pública, privada e social nos processos urbanos contemporâneos.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Promover o diálogo e o debate sobre as pesquisas realizadas pelos membros do Grupo de Trabalho com instituições públicas e organizações sociais.
Criar e promover espaços de influência.
Incorporar ativamente organizações civis e sociais e representantes de órgãos e instituições públicas, bem como multiplicar as oportunidades de intercâmbio com essas diferentes entidades.
Espaços de encontro e debate entre o meio acadêmico, a sociedade civil e as políticas públicas (quatro por ano).
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
2-Organização do evento coletivo anual (seminário GT).
3- Gerar e divulgar produtos acadêmicos para publicação.
2-Os seminários anuais apresentarão as seguintes atividades principais: participação de estudantes de pós-graduação, funcionários públicos, membros da pesquisa; colóquio de jovens pesquisadores (-35); mesas temáticas abertas; debates centrais com especialistas; oficina de pesquisa e festival de cinema.
3-Compilação de artigos, revisão editorial e por pares anônimos, revisão ortográfica, diagramação e publicação.
Entrevistas com acadêmicos, organizações internacionais, sociedade civil e autoridades públicas. Pesquisadores renomados como Mercedes Di Virgilio, Patricia Ramírez K., Thierry Lule, Bianca Freire-Medeiros, Pablo Vega Centeno e Loreto Rojas, entre outros. Grupos de ativismo urbano como “Iconoclasistas” e “La ciudad del deseo”, movimentos sociais urbanos, etc. E jovens pesquisadores com perspectivas renovadas sobre questões urbanas.
2º Seminário Anual GT
Ciclo de filmes relacionado ao seminário
Visita guiada e oficina urbana no local.
Colômbia 2024 (confirmado)
Heterogeneidade dos limites urbanos.
Em colaboração com a Universidad Externado de Colombia, Universidad de los Andes e Universidad Nacional de Colombia
3-Livro Fronteiras Urbanas (título provisório)
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Cívico, Político
Grupo de Trabalho "Pobreza e Políticas Sociais" (2023-2025)
CUNY; MECILA
Organização de palestras em colaboração com outros Grupos de Trabalho da CLACSO, a Rede Universitária de Estudos Urbanos do Equador (CIVITIC), redes regionais de pesquisa como o Centro Internacional Maria Sibylla Merian de Estudos Avançados em Ciências Humanas e Sociais Convivialidade-Desigualdade na América Latina (MECILA), instituições como o Centro de Estudos Latino-Americanos, Caribenhos e Latinos (CLACLS) da Universidade da Cidade de Nova York (CUNY), entre outras.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Promover espaços para encontros, diálogo e debate entre os membros do grupo.
Identificar teorias e metodologias críticas diante da realidade urbana contemporânea.
Trabalho e atividade individual de cada membro do GT como parte de sua pesquisa sobre o tema, bem como em redes de interesse comum.
Construir uma estrutura crítica para abordar a ação pública, privada e social nos processos urbanos contemporâneos.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Promover o diálogo e o debate sobre as pesquisas realizadas pelos membros do Grupo de Trabalho com instituições públicas e organizações sociais.
Criar e promover espaços de influência.
Incorporar ativamente organizações civis e sociais e representantes de órgãos e instituições públicas, bem como multiplicar as oportunidades de intercâmbio com essas diferentes entidades.
Espaços de encontro e debate entre o meio acadêmico, a sociedade civil e as políticas públicas (quatro por ano).
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
2-Organização do evento coletivo anual (seminário GT).
3- Gerar e divulgar produtos acadêmicos para publicação.
2-Os seminários anuais apresentarão as seguintes atividades principais: participação de estudantes de pós-graduação, funcionários públicos, membros da pesquisa; colóquio de jovens pesquisadores (-35); mesas temáticas abertas; debates centrais com especialistas; oficina de pesquisa e festival de cinema.
3-Compilação de artigos, revisão editorial e por pares anônimos, revisão ortográfica, diagramação e publicação.
Entrevistas com acadêmicos, organizações internacionais, sociedade civil e autoridades públicas. Pesquisadores renomados como Paulette Lando, Luis Bonilla, Natalia Cosacov, Juan Cabrera, Paula Rodriguez, Alice Beuf, Alfredo Santillán e Jaime Erazo, entre outros. Grupos de ativismo urbano como “Iconoclasistas” e “La ciudad del deseo”, movimentos sociais urbanos, etc. E jovens pesquisadores com perspectivas renovadas sobre questões urbanas.
2º Seminário Anual GT
Ciclo de filmes relacionado ao seminário
Visita guiada e oficina urbana no local.
Paraguai 2025
Cidades da América Latina. Em colaboração com a Universidade Nacional de Assunção.
Conjunto de 3 livros "A Dimensão Latino-Americana dos Processos Urbanos" (título provisório)
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Grupo de Trabalho "Pobreza e Políticas Sociais" (2023-2025)
MÉCILÁ
(Discussões especiais)
Número total de pesquisadores admitidos: 44
Universidade do Chile
Chile
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Associação Colombiana de Pesquisadores Urbanos e Regionais
Colômbia
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Brasil
Centro de Pesquisa Louis Joseph Lebret OP para Economia e Humanismo
Universidade de Santo Tomás
Colômbia
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Particular
Bolívia
https://www.facebook.com/events/913583075663914/
Argentina
Universidade Privada Boliviana
Bolívia
Instituto de Pesquisa sobre Sociedades, Territórios e Culturas (ISTEC) - Faculdade de Ciências Humanas - Universidade Nacional de Mar del Plata
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Centro de Estudos Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
DO SUL
Chile
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
CONICET/Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Instituto Francês de Estudos Andinos
Peru
Faculdade de Arquitetura, Design e Arte - UNA
Paraguai
TECHO, Independent
Costa Rica
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Universidade Nacional Jorge Basadre Grohmann
Peru
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Colégio da Fronteira Norte
México
Associação Colombiana de Pesquisadores Urbanos e Regionais
Colômbia
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
MÉCILÁ
Brasil
CUNY Graduate Center
Estados Unidos
Pós-graduação em Ciências do Desenvolvimento pela Universidad Mayor de San Andrés
Bolívia
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Universidad de los Andes
Colômbia
Centro de pesquisa
Faculdade de Filosofia e Humanidades
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Centro Interdisciplinar de Estudos de Desenvolvimento
Universidad de los Andes
Colômbia
Centro de Estudos Latino-Americanos "Justo Arosemena"
Panamá