Área temática: Meio ambiente, mudanças climáticas e desenvolvimento social

Grupo de trabalhoMetabolismo social/Justiça ambiental

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Metabolismo social/Justiça ambiental
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Urphy Vasquez Baca
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Maritza Islas Vargas
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Antônio de Lísio
Centro de Estudos de Desenvolvimento
Universidade Central da Venezuela
Venezuela

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

A avaliação metabólico-social guiada pelo princípio ecopolítico da justiça ambiental nos obriga a transcender o reducionismo dos critérios e da lógica de mercado, bem como as desastrosas consequências ambientais planetárias que levaram à crise ecológica da civilização dos combustíveis fósseis no Antropoceno. Essa crise impacta duplamente a região, seus países constituintes e suas populações, tanto por não terem desenvolvido um processo metabólico abrangente que permita a agregação de valor humano transformador à natureza local, quanto por estarem sujeitos às consequências das mudanças ambientais globais causadas especialmente por economias capitalistas que se industrializaram "parasitando" a região da América Latina e do Caribe.

O extrativismo latino-americano, que se contrapõe às capacidades inerentes do Genius Loci de cada localidade, está associado às seguintes rupturas regionais:

A extração mineral geralmente produz impactos ambientais diretos e indiretos sobre a biodiversidade: perda de vegetação; drenagem ácida de minas; altas concentrações de metais em rios, solos e cadeias alimentares; e fragmentação de habitats. A América Latina e o Caribe (ALC) respondem por 45% da produção global de cobre e 50% da produção de prata, representando 25% do investimento global em mineração (PNUMA 2016a). Entre 2001 e 2013, aproximadamente 1.680 km² de habitat de floresta tropical na América do Sul foram perdidos para a mineração. As áreas mais afetadas, com biodiversidade crítica, são a floresta montana do Vale do Magdalena e os biomas da floresta tropical Magdalena-Urabá (9%); a floresta tropical Tapajós-Xingú (11%); a floresta tropical do sudoeste da Amazônia (28%); e a floresta tropical do Escudo das Guianas (41%) (PNUMA-WCMC 2016). É particularmente alarmante o fato de o governo venezuelano ter lançado o megaprojeto Arco Mineiro do Orinoco (AMO) em 2016, abrangendo uma área de aproximadamente 111.844 km² de floresta. Abordaremos esse assunto com mais detalhes na seção dedicada à Venezuela.

Os impactos da extração de petróleo sobre a biodiversidade tendem a ser particularmente alarmantes nas regiões andino-amazônicas da Colômbia, Equador, Peru e Bolívia, onde áreas naturais protegidas, como o Parque Nacional Yasuní, no Equador, e o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS), foram afetadas. Ambos são pontos críticos de biodiversidade no planeta, habitados por comunidades indígenas ameaçadas pelos impactos ecológicos e culturais da extração de petróleo e gás. Entre os problemas mais preocupantes estão o desmatamento e a fragmentação de habitats causados ​​pelas linhas sísmicas de 12 km de largura utilizadas para a exploração de petróleo antes da sua produção; em outras palavras, a atividade petrolífera tem impacto mesmo durante a fase de planejamento. Somente na Amazônia peruana, mais de 104.000 km dessas linhas foram desmatados entre 1970 e 2010 (Harfoot et al. 2016).

A perda da vegetação natural, tanto primária quanto secundária, está diretamente relacionada à perda da diversidade linguística, particularmente das línguas indígenas, e impacta a perda do conhecimento tradicional transmitido maternalmente. Segundo o IPBES (2018), 60% das línguas indígenas pré-europeias foram extintas em toda a América. É importante ressaltar que, dada a relevância da sub-região andina nesse contexto, povos indígenas como os quéchuas e aimarás, entre outros, estão sujeitos à transculturação de seu conhecimento tradicional devido à intervenção e até mesmo à expropriação dos ecossistemas locais que os sustentaram por milênios.

A apropriação de terras indígenas e camponesas na região tem implicações significativas para a economia local, pois afeta o direito ao trabalho e a produção vital para as comunidades. Por exemplo, cabe destacar que foram identificadas 16,5 milhões de unidades de agricultura familiar, das quais 56% estão localizadas na América do Sul e 34% no México e em países da América Central (CEPAL, FAO, IICA, 2014). Alimentos tradicionais são produzidos principalmente nessas unidades. Elas representam 51% do milho, 77% do feijão e 61% da batata consumidos na região. Países como o México apresentam produção acima da média de milho e feijão, onde a agricultura familiar representa 70% e 60%, respectivamente, da área total dedicada a essas culturas. No perfil da Colômbia como país produtor de café, o café constitui aproximadamente 22% do PIB agrícola. Plantações de cinco hectares ou menos representam 96% dos produtores de café e 62,2% da área total cultivada desse produto. No caso da pecuária, os pequenos produtores rurais geram mais de 60% da produção total de carne bovina, de aves e suína, e mais de 99% da carne de outras espécies mais intimamente ligadas à dieta rural: coelhos, cabras, ovelhas, camelídeos sul-americanos, porquinhos-da-índia, bem como produtos lácteos (Escobar 2016).

Atividades extrativas, que demandam grandes quantidades de água, são realizadas em países com problemas de seca e desertificação. O problema é especialmente preocupante na Argentina, onde secas de leves a severas afetam 75% do território nacional, mas onde, apesar da pressão das comunidades locais, a mineração de ouro não foi proibida em áreas glaciais, que constituem os reservatórios de água doce mais importantes do país. No Chile, maior produtor mundial de cobre, a escassez crônica de água afeta 62% do território nacional. Em outros países com forte presença da mineração e extração de hidrocarbonetos, como a Colômbia, as terras afetadas pela seca totalizam 48% do território. No Equador, Peru e Bolívia, a seca afeta entre 27% e 43% da área. No Uruguai, um dos maiores produtores mundiais de matérias-primas agrícolas, estima-se que mais de 80% das terras produtivas do país sofram com diferentes graus de seca.

Por outro lado, apesar da emergência climática, observa-se um fortalecimento do extrativismo associado aos combustíveis fósseis. Os investimentos na extração de hidrocarbonetos não diminuíram; pelo contrário, estão em ascensão. Da mesma forma, há um impulso para o extrativismo ligado às energias renováveis. A política dominante, pelo menos retoricamente, postula a necessidade de descarbonizar as economias por meio de uma transição energética. Isso requer metais e minerais críticos, como lítio, cobre, cobalto, níquel e vanádio, em um contexto de recursos cada vez mais escassos e condições socialmente conflituosas.

Nesses países, assim como no resto da América Latina, existem sérios problemas de abastecimento de água, especialmente em áreas rurais (De Lisio, 2013).

Nesse contexto, as atividades extrativas surgem como uma das principais causas de conflitos sociais persistentes, violência e repatriarcalização dos territórios afetados. Em 2020, dos dez países com o maior número de ataques letais identificados, sete eram latino-americanos: Colômbia (65 homicídios), México (30 homicídios), Brasil (20 homicídios), Honduras (17 homicídios), Guatemala (13 homicídios), Nicarágua (12 homicídios) e Peru (6 homicídios). Quanto à repatriarcalização desses territórios, foi documentado como, em áreas afetadas por atividades extrativas, a tomada de decisões se masculiniza, as estruturas de trabalho são reforçadas, aprofundando estereótipos sexistas que relegam as mulheres ao trabalho não remunerado, e a violência de gênero aumenta tanto em espaços públicos quanto domésticos.

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3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

Historicamente, a região da América Latina e do Caribe (ALC) tem sido caracterizada por um modelo de exportação primária socialmente excludente, ecologicamente predatório e politicamente violento, organizado em torno de enclaves extrativistas que valorizam a natureza (minerais, energia, produtos agrícolas) com base em suas possibilidades de transação no mercado internacional, ao mesmo tempo que anulam e destroem as particularidades bioculturais dos diferentes locais de extração.

Em termos comerciais, as commodities latino-americanas destinam-se a satisfazer o consumo de economias centrais como a União Europeia, os Estados Unidos e a China. Cabe ressaltar que esta última tornou-se cada vez mais central para as exportações da região, com um aumento de 22 vezes nas últimas duas décadas. Esse comércio gera enormes passivos ecológicos e sociais. Essa situação resulta em um balanço negativo de tal magnitude que já se pode falar da existência de um "Prebisch ecológico". No âmbito da economia convencional, não se considera a perda do patrimônio socioambiental intergeracional sofrida por cada localidade devido à visão destrutiva e míope do extrativismo. Para ilustrar, a região perdeu quase 50 milhões de hectares de floresta nos últimos 40 anos, representando alguns dos maiores índices de desmatamento do mundo.

Do ponto de vista ambiental e social, a continuidade das atividades extrativas está em questão. O esgotamento dos recursos, a (in)capacidade dos ecossistemas de absorver resíduos e a crescente oposição social aos seus projetos estão entre as limitações que colocam em xeque a sustentabilidade das empresas extrativas. Na busca por alternativas, o Grupo de Trabalho 2019-2022 da CLACSO revitalizou e revalorizou o conceito de metabolismo social, no sentido adotado por Karl Marx, que se refere à relação ou interação entre os seres humanos e a natureza mediada pelo trabalho. Karl Marx foi o primeiro a introduzir o conceito de metabolismo social nos campos da economia e da história. Baseando-se na noção de troca metabólica desenvolvida em sua época pela biologia, Marx caracterizou o trabalho humano como a modulação intencional desse metabolismo e, em uma das poucas ocasiões em que especificou programaticamente o que entendia por socialismo, definiu-o como a organização consciente de uma troca entre os seres humanos e a natureza – de forma adequada ao pleno desenvolvimento humano.

Entre aqueles que resgataram a noção de metabolismo na América Latina está Víctor Toledo (2013), que estabelece que os processos metabólico-sociais podem ser compreendidos no âmbito da cadeia das diferentes fases de uso da natureza realizadas pelas sociedades humanas: apropriação (A), transformação (T), distribuição (D), consumo (C) e excreção (E).

Do nosso ponto de vista, se essas cinco fases forem realizadas com a justiça como princípio ecológico-político, teremos uma estrutura para implementar processos de produção-consumo que superem o instrumentalismo econômico-técnico que sustentou os estudos de metabolismo baseados na Contabilidade de Fluxo de Materiais (CFM), que surgiu especialmente no final da década de 70 (Fisher-Kolwasky 1998, Fisher-Kolwasky e Hútter, 1999).

Trata-se, portanto, de politizar as análises do metabolismo social, compreendendo que a natureza, sua apropriação e uso não são neutros. Como aponta David Harvey (2007), em países como os da América Latina, o capitalismo se alimenta da desapropriação, geralmente da desterritorialização daqueles que são expulsos de suas localidades para favorecer os negócios transnacionais promovidos pelos governos nacionais a fim de manter a dependência das economias latino-americanas do setor externo, onde enclaves extrativistas são privilegiados, incluindo mineração e energia, bem como áreas agrícolas, turísticas e até mesmo urbanas.

O Grupo de Trabalho sobre Metabolismo Social e Justiça Ambiental visa ser um catalisador para o desenvolvimento contra-hegemônico e de baixo para cima, articulando epistemologicamente a diversidade natural e cultural. Buscamos oferecer uma proposta contra-hegemônica ao modelo patriarcal, centralista e global de exportação primária. Deixamos claro que a extração de recursos naturais (minerais, energia, produtos agrícolas), valorizada unicamente em termos de sua transacionabilidade no mercado internacional, nega a diversidade dos vários locais de extração. Não importa, por exemplo, se o petróleo é extraído na floresta amazônica ou em alto-mar no Atlântico ou no Caribe, nem as condições sociais das comunidades locais associadas a esses locais de extração; o que importa é o barril de petróleo valorizado como um recurso ("commodity"). O mesmo se aplica a commodities minerais e agrícolas, como a soja, uma cultura que pode ser cultivada nos Andes bolivianos, nos pampas argentinos e uruguaios, no Cerrado brasileiro ou nas planícies colombianas e venezuelanas. Assim, as atividades extrativas transformam territórios biodiversos em enclaves projetados para fora, em detrimento dos circuitos locais de produção e consumo, fomentando, dessa forma, a fragmentação de sociedades, economias, territórios e culturas. Nas decisões tomadas pelos governos nacionais, as comunidades são geralmente excluídas das decisões relativas ao uso de seus sistemas de suporte ecológico.

Pensar em um metabolismo voltado para a superação das injustiças ambientais, sociais, políticas, econômicas e culturais é vital. A ligação entre metabolismo social e justiça ambiental é fundamental para muitos movimentos sociais latino-americanos e permite recuperar o caráter político que Marx e Engels pretendiam quando formularam o conceito. Com uma abordagem mais política e sociológica, baseada em noções como capital cognitivo, alienação e desapropriação territorial, buscamos identificar, antes de tudo, quem ganha e quem perde nas fases que se interligam da Apropriação (A) ao Consumo (C) e que são reforçadas, positiva ou negativamente, pela Excreção (E).

O metabolismo social para a justiça ambiental está inserido numa proposta singular que, ao combinar o materialismo econômico com a demanda por mudanças políticas a partir do nível local, fortalece as reivindicações por um modelo alternativo de desenvolvimento, de baixo para cima. Partindo das realidades locais, este modelo busca articular ações que visem influenciar as esferas nacional e sub-regional. Estamos convencidos de que esta visão integrada de economia, ecologia, sociedade e política contribui para o fortalecimento da práxis transformadora demandada pelas comunidades de base, seus líderes locais reconhecidos e os trabalhadores e empreendedores das economias locais, que estão cansados ​​de serem excluídos dos planos de "desenvolvimento" formulados pelos governos centrais.

Num passado recente, o Consenso das Commodities foi tratado com leniência (Svampa, 2013), mesmo entre setores que se consideram progressistas. Além disso, o modelo de exportação primária aprofundou-se durante o último boom das commodities (2004-2014) e intensificou-se sob governos ultraconservadores como os de Sebastián Piñera e Álvaro Uribe, bem como governos de esquerda como os de Bachelet e Correa.

Essas coincidências na inércia, senão no obstáculo, à mudança que as comunidades exigem na defesa de seus territórios e para evitar um maior empobrecimento, nos obrigam a buscar uma liderança política alternativa para além dos partidos tradicionais fossilizados, tanto de direita quanto de esquerda, na região; uma liderança que abrace a transformação rumo a uma economia regional baseada na articulação das funções ecossistêmicas da biodiversidade e na valorização do genius loci criativo da América Latina, os pilares fundamentais para o autodesenvolvimento regional.

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4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/02/2023 al 31/12/2023)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Revisão do estado da arte em relação a ambos os conceitos e às possibilidades de sua articulação.
Desenvolvimento e discussão de uma proposta teórica e conceitual de metabolismo social e justiça ambiental a partir de uma perspectiva latino-americana e caribenha.
Incentivar teses de mestrado e doutorado na área do conhecimento.
Pesquisa e discussão da literatura sobre metabolismo social e justiça ambiental.
Reuniões de trabalho mensais.
Organização de eventos acadêmicos para colaboração e discussão com pesquisadores que trabalham ou têm interesse no tema.
Identificação de ações comuns com outros Grupos de Trabalho da CLACSO.
Reuniões de trabalho com outros membros dos Grupos de Trabalho da CLACSO, com o objetivo de coordenar o intercâmbio, o diálogo e a articulação de atividades acadêmicas, de pesquisa e de defesa de políticas públicas.
Primeiro Colóquio Latino-Americano sobre Metabolismo Social e Justiça Ambiental.
Workshops, cursos e eventos para estudantes, pesquisadores e outros membros da sociedade civil interessados ​​no tema, em conjunto com outros Grupos de Trabalho sobre Meio Ambiente da CLACSO.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Gerar materiais para diferentes setores com o objetivo de promover discussões acadêmicas, mas também com fins pedagógicos de formação teórica e política úteis para a sociedade civil em toda a sua heterogeneidade.
Vídeos curtos que resumem alguns dos conceitos fundamentais para a compreensão da proposta de metabolismo social com justiça ambiental.
Boletins GT em diversos formatos de comunicação.
Pronunciamentos
Materiais digitais gratuitos serão divulgados através das redes sociais da GT e dos meios de comunicação da CLACSO. O boletim e os comunicados deverão ser publicados trimestralmente, sempre que a situação na região o justificar.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Identificar os atores e instituições de interesse para a promoção do metabolismo social e da justiça ambiental na região.
Fortalecer as alianças com outros Grupos de Trabalho Ambientais de Clacso para influenciar as políticas públicas de relevância ambiental na região.
Mapeamento dos atores sociais e institucionais a serem envolvidos em cada país de residência dos membros do GT.
Identificar ações conjuntas com outros Grupos de Trabalho da CLACSO para facilitar o intercâmbio, o diálogo e a coordenação de atividades que visem influenciar as políticas públicas ambientais.
Um roteiro específico e compartilhado com outros grupos de trabalho de instituições, atores sociais e ações a serem tomadas para promover a transformação justa do metabolismo social nos territórios como um campo de impacto ambiental na região.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Identificar redes científicas, organismos de cooperação internacional e instituições acadêmicas relevantes para promover a perspectiva do Metabolismo Social e da Justiça Ambiental.
Mapeamento estratégico de redes científicas, agências de cooperação internacional e instituições acadêmicas regionais e globais a serem envolvidas.
Identificação de ações comuns com outros Grupos de Trabalho da CLACSO.
Rede de contatos de agências de cooperação e instituições de financiamento acadêmicas, científicas e ambientais.
Promover a perspectiva do Metabolismo Social e da Justiça Ambiental como um eixo transversal de transformação social e ecológica na América Latina e no Caribe.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/01/2024 al 31/12/2024)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Identificar experiências e projetos locais, nacionais e regionais sobre questões de alimentação, energia, economia solidária, planejamento urbano, cooperativismo, trabalho, sindicalismo, etc., que proponham formas alternativas de se relacionar com a natureza de maneira justa.
Posicionar o Metabolismo Social/Justiça Ambiental como uma ruptura epistemológica e uma práxis transformadora em eventos regionais de ciências sociais.
Elabore a proposta para o Diploma Superior Clacso em Metabolismo Social/Justiça Ambiental.
Identificação de boas práticas na perspectiva do Metabolismo Social/Justiça Ambiental.
Elaboração do currículo do Diploma Superior Clacso em Metabolismo/Justiça Social
Segundo Colóquio Latino-Americano sobre Metabolismo Social e Justiça Ambiental.
Preparação de uma edição de revista científica com revisão por pares sobre Metabolismo Social/Justiça Ambiental na América Latina e no Caribe.
Participação em eventos regionais de ciências sociais.
Proposta para um Diploma Clacso em Metabolismo Social/Justiça Ambiental
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Gerar materiais escritos e audiovisuais para a promoção e socialização de experiências de metabolismo social e ambientalmente justo em diferentes campos do ativismo acadêmico e ambiental: sindical, energético, alimentar, urbano, etc.
Vídeos curtos que permitem compartilhar algumas propostas já existentes sobre os temas do metabolismo social e da justiça ambiental.
Boletins GT em diversos formatos de comunicação.
Pronunciamentos
Materiais digitais gratuitos serão divulgados através das redes sociais da GT e dos meios de comunicação da CLACSO. O boletim e os comunicados deverão ser publicados trimestralmente, sempre que a situação na região o justificar.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Formular o plano de atividades para promover a ideia de metabolismo com justiça ambiental na região.
Oficinas e diálogos com atores e membros interessados ​​em projetos de metabolismo social alternativo.
Articulação GT/Sociedade para promover a transformação justa do metabolismo social nos territórios da América Latina e do Caribe.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Para promover a consolidação da perspectiva do metabolismo social e da justiça ambiental como um eixo transversal de transformação social e ecológica na América Latina e no Caribe.
Reuniões de trabalho.
Oficinas virtuais.
Conferências e cursos.
Rede regional de organizações, agências de cooperação e instituições em metabolismo social e justiça ambiental.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/01/2025 al 31/12/2025)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Estabelecer as bases de uma proposta de pesquisa/ação latino-americana sobre metabolismo social e justiça ambiental.
Análise, sistematização e discussão dos avanços teóricos e práticos das atividades de pesquisa, ensino e divulgação do GT.
Mapear regionalmente as experiências de Metabolismo Social/Justiça Ambiental alternativas na região, que podem ser enriquecidas pelas contribuições de outras Gerações de Base.
Curso de Diploma Avançado em Metabolismo Social/Justiça Ambiental
Terceiro Colóquio Latino-Americano sobre Metabolismo Social e Justiça Ambiental.
Primeira turma do Diploma Superior em Metabolismo Social/Justiça Ambiental
Preparação de um livro pelos participantes do GT.
de Meio Ambiente.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Consolidar a presença da Gt nas redes sociais para inserir a questão do metabolismo social e da justiça ambiental na discussão coletiva.
Gestão de contas do Twitter, Instagram e Facebook. Criação de conteúdo para a CLACSO TV.
Newsletters
Pronunciamentos
Twitter semanalmente.
Quatro recursos audiovisuais
Boletins trimestrais
Declarações sobre questões de relevância regional
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Promover o diálogo entre atores da sociedade civil, movimentos sociais, sindicatos, organizações estudantis, acadêmicas e governamentais, etc., interessados ​​em promover o metabolismo social e a justiça ambiental.
Mesas de diálogo com atores de movimentos sociais e formuladores de políticas públicas.
Documento para a formulação de políticas públicas de Metabolismo Social/Justiça Social na região.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Para promover a consolidação da perspectiva do metabolismo social e da justiça ambiental como um eixo transversal de transformação social e ecológica na América Latina e no Caribe.
Acordos para atividades que visem consolidar a perspectiva do Metabolismo Social/Justiça Ambiental com os responsáveis ​​por redes científicas, agências de cooperação internacional e instituições acadêmicas.
Estabelecimento das bases para a criação da Plataforma Latino-Americana e Caribenha sobre Metabolismo Social e Justiça Ambiental.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 48
Marta Rosa Muñoz Campos
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Cuba
Ministério do Ensino Superior
Universidade de La Havana
Cuba
Elizabeth Cabalé Miranda
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Cuba
Ministério do Ensino Superior
Universidade de La Havana
Cuba
Urphy Vasquez Baca [Coordenador]
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Silvia Miriam Pell Del Río
Sociedade Econômica dos Amigos do País
Cuba
Alejandro Aguilar Nava
Centro de Pesquisa sobre a América Latina e o Caribe
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Gabriel Modesto Rodríguez Pérez de Ágreda
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Cuba
Ministério do Ensino Superior
Universidade de La Havana
Cuba
Maritza Islas Vargas [Coordenador]
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Fernando Lizana Moreno
Instituto Costarriquenho de Eletricidade
Eduardo Rueda Barrera
Instituto de Bioética
Pontificia Universidad Javeriana
Colômbia
Javier Orccosupa Rivera
MINAMB
Pamela Esther Degele
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica - CIT Santa Cruz,
Alterar Rocha
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Brasil
Zenaida Luisa Lauda Rodríguez
Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Mariana Blanco
Transformação FES
Daniel Panario
UNCIEP, Instituto de Ecologia e Ciências Ambientais, Faculdade de Ciências
Uruguai
Cláudia Pineda
Aliança Hondurenha Contra as Mudanças Climáticas (AHCC)
Honduras
Pedro Roberto Jacobi
IEE/USP
Brasil
Patrícia Binkowski
Unidade Universitária em São Francisco de Paula/Universidade Rio Grande do SulS.
Brasil
Rosabel Sotolongo
Instituto de Filosofia
Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente
Cuba
Luz Adriana González Escalona
CUT
Aline Reis Calvo Hernandez
Programa de Pós-Graduação em História
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Antônio de Lísio [Coordenador]
Centro de Estudos de Desenvolvimento
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
Antônio Ortega Santos
Grupo de Pesquisa STAND (Rede de Ação e Treinamento do Sul para a Descolonialidade)
Espanha
Celeste Quiroga
Instituição de referência STAND UGR CIU ES 029
Nicolas Ibáñez
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Rodolfo Gabriel Oliveros Espinosa
Escola Nacional de Antropologia e História
México
Armando Luis Fernández Soriano
Fundação Antonio Núñez Jiménez para a Natureza e o Homem
Cuba
Helga Gruberg Cazón
Departamento de Ciências Exatas e Engenharia, Universidade Católica Boliviana “San Pablo”, Campus de Cochabamba
Liliana Terradas Cobas
UNCIEP, Instituto de Ecologia e Ciências Ambientais, Faculdade de Ciências, 11º andar, Igua 4225, CP 11400, Montevidéu, Uruguai
Uruguai
César Daniel Diego Chimal
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Jimena Mahecha González
UM EU
Augusto José Antonio Lázaro Castro Carpio
Instituto de Natureza, Terra e Energia
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Tamara Artacker
Instituto de Estudos Equatorianos
Equador
Francisco Javier Ruiz Marfil
Centro de Estudos das Transformações Sociais
Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica
Venezuela
Edgar Efraín Isch López
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências da Educação
Equador
Gilda Silvesstrucci
Rádio Globo
Honduras
Yunan Serafin
INVESTIMENTO
Maria Virgínia Ávila
Nômades
Argentina
Belen Pedregal Mateos
Grupo de Pesquisa sobre Estrutura e Sistemas Territoriais
Espanha
Marcelo Miguel Camargo Zenteno
Universidade Católica de San Pablo, Campus Cochabamba
Angela Adelina Zambrano Carranza
Universidade Central do Equador
Equador
Jacqueline Laguardia Martinez
Instituto de Relações Internacionais
Universidade das Índias Ocidentais (UWI)
Trinidad de Tobago
Silvia Ninoska. Hernandez Alonzo.
Ministério da Energia. Governo de Honduras.
Carlos Soria

Anisley Morejón Ramos
Instituto de Filosofia
Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente
Cuba
Carlos Vacaflores
JAINA- FES
Bolívia
Maria Cristina Giraldo Quijano
Centro de Pesquisa Sociojurídica
Faculdade de Direito
Universidade Autônoma Latino-Americana
Colômbia
Ofelia Gutierrez
UNCIEP, Instituto de Ecologia e Ciências Ambientais, Faculdade de Ciências, Universidade da República
Uruguai