Campo Temático: Epistemologias do Sul e Decolonialismo
Grupo de trabalhopensamento geográfico crítico latino-americano e caribenho
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Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
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O pensamento geográfico crítico latino-americano e caribenho é um campo de conhecimento e prática que entrelaça múltiplas perspectivas do pensamento crítico com um forte interesse em defender a transformação das realidades socioterritoriais em diversas latitudes. Representa um compromisso com a mudança e a emancipação, visando romper e pôr fim às desigualdades e injustiças sociais e espaciais em que nos encontramos imersos. Como argumenta Carlos Walter Porto (2015), é necessário mapear o território, o espaço — isto é, geografar a terra, como fazem os movimentos sociais de reexistência — no sentido de abordar o sentir-pensar do território/territorialidade/territorialização. Além disso, devemos ter clareza de que nenhuma "reflexão" ou "pensamento" é neutro, uma vez que tudo tem um objeto e um conteúdo, e é simultaneamente uma escolha de vontade (Lefebvre, 1986:35).
As origens da geografia na América Latina e no Caribe, como disciplina moderna, estão ligadas aos processos de independência de nossos países. A necessidade de criar um inventário e registro detalhados de recursos naturais, cidades e populações levou ao seu desenvolvimento no início dos processos de colonialismo interno nas repúblicas nascentes. Nesse contexto, começaram a surgir sociedades geográficas nos países latino-americanos, servindo como contrapartes das sociedades geográficas dos impérios europeus do século XIX.
O processo de institucionalização da disciplina na academia esteve ligado a esse processo e também ao ensino de geografia em escolas e universidades. Atlas e mapas oficiais surgiram em resposta às necessidades dos Estados-nação, e dos militares em particular; eles foram dispositivos e instrumentos essenciais para a criação dos imaginários geográficos das novas nações com base na geografia física e cultural de cada país (Delgado, 2019), com uma estratégia de colonização do conhecimento imposta ao saber e à sabedoria locais.
Paralelamente a esse processo, representações de espaços geográficos foram criadas e impostas a partir de uma perspectiva eurocêntrica, colonial, moderna e patriarcal. Essa abordagem não se limitou a mapas oficiais, mas também foi disseminada em diversos momentos da história por diferentes centros de educação e produção de conhecimento, perdurando até os dias atuais. Isso ocorreu tanto no ensino fundamental e médio quanto no ensino superior, invisibilizando o saber e a sabedoria dos povos da América Latina e do Caribe, bem como de diversos países do Sul Global, silenciando e ocultando outras formas de conhecimento e modos de vida diversos.
Segundo Fals Borda (2009), podemos afirmar que, para aqueles que detêm o poder, as formas tradicionais de representação espacial constituem uma ferramenta estratégica e um conhecimento para a manutenção do status quo político, cultural e econômico do sistema capitalista moderno-colonial-patriarcal. Elas exigem a adesão a certas regras, normas, métodos e técnicas que se conformam a um único tipo de racionalidade.
Para os geógrafos da América Latina e do Caribe, a geografia crítica não pode ser compreendida sem citar a geografia brasileira e suas referências teóricas e práticas (políticas), que impulsionaram um movimento de renovação do pensamento hegemônico e conservador daquele país, passando da "resistência à ofensiva", como afirma Moraes (2008). Isso implica necessariamente uma revisão crítica das categorias analíticas e metodológicas a partir das quais nos engajamos com as diversas formas de conhecimento ao abordar conflitos e manifestações socioespaciais. Essa perspectiva crítica da geografia se abre às teorias sociais, vinculando e articulando o conhecimento dos territórios à produção social dos espaços.
A geografia crítica não está dissociada dos processos sociais que vivenciamos na maioria dos nossos países. A ascensão de grupos e partidos políticos pertencentes às alas de direita mais reacionárias e opressoras aprofundou estratégias e políticas neoliberais e extrativistas, ameaçando as conquistas sociais alcançadas nas últimas décadas. Contudo, há vislumbres de esperança em alguns países e, após um ciclo conservador em nosso continente, pode-se dizer que um novo ciclo progressista está emergindo, sobretudo para evitar a repetição de erros do passado e implementar a justiça social de que nosso povo necessita.
Considerando o atual contexto global e local de crise nas esferas política, econômica, cultural, ambiental, social e científica (marcado por severos cortes nos orçamentos da educação pública e no financiamento da ciência e tecnologia), práticas que violam constantemente os direitos humanos e intensificam estratégias de pilhagem e desapropriação contra comunidades, juntamente com a expansão de práticas de exclusão e marginalização socioeconômica que afetam amplos setores da sociedade, torna-se essencial fortalecer grupos e redes de pesquisa e ação crítica cujo objetivo seja desafiar essas realidades sociais. Dessa forma, a lógica espacial do capitalismo neoliberal e seus padrões patriarcais e coloniais subjacentes serão compreendidos, possibilitando uma produção coletiva e colaborativa de conhecimento em conjunto com diversos grupos e movimentos sociais, influenciando também a esfera política.
É, portanto, importante defender o fortalecimento do pensamento geográfico crítico em diversos campos, a partir dos quais se possa viabilizar o diálogo do saber e a escuta de outras vozes, aquelas que emergem da reexistência e do devir dos processos de resistência, luta e movimentos sociais em defesa dos territórios e da vida.
Nossa proposta também se refere à articulação com os Suls de diversas latitudes, a partir das quais podemos criar laços de colaboração e solidariedade não apenas em nosso continente, mas também na África e na Ásia, gerando relações internacionalistas entre a academia e os movimentos sociais.
Com base no trabalho coletivo e na experiência adquirida como Grupo de Trabalho nas duas convocatórias anteriores (2016-2019 e 2019-2022), e após uma revisão crítica das nossas práticas, recuperando os temas de trabalho dos nossos membros e as ligações que temos com vários grupos e movimentos sociais em diferentes locais, propomos as seguintes linhas de trabalho para os próximos três anos, que serão orientadas para alcançarmos resultados concretos e nos organizarmos como um grupo com um grande número de participantes:
Para contemplar sua natureza e dada a diversidade de interesses de pesquisa dos membros do Grupo, os seguintes subgrupos ou eixos são formados:
1. Geopolítica da América Latina e do Caribe. Migrações e infraestruturas de desapropriação.
2. Conflitos agrários, lutas e movimentos sociais ligados a áreas rurais e camponesas-indígenas. Cenários de mudanças climáticas, problemas socioambientais e abordagens de risco.
3. Cartografia social e outras metodologias, bases geográficas, SIG e geotecnologias participativas
4. Formação disciplinar, pensamento geográfico crítico
5. Problemas urbanos e movimentos sociais urbanos
Dependendo do número de membros e das novas necessidades, poderá ser possível propor a criação de novas áreas temáticas e/ou a eliminação ou fusão de áreas já existentes.
A criação de comitês de projeto pode ser proposta para o desenvolvimento de projetos específicos, sendo a duração de cada comitê compatível com as necessidades do projeto em questão.
Fals Borda, O. (2009) Uma Sociologia Senciente para a América Latina. Siglo del Hombre Editores e CLACSO. http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/coedicion/fborda/fborda.pdf
Federico Ferretti, Philippe Pelletier (2013). Sobre as origens da geografia crítica. Espacialidades e relações de dominação na obra dos geógrafos anarquistas Reclus, Kropotkin e Mechnikov. Germinal Journal of Libertarian Studies, pp. 57-72. < https://hal.archives-ouvertes.fr/hal-00954956 >
Lefebvre, H. (1986), Lógica formal, lógica dialética, Editorial Siglo XXI, México.
Moreira, Ruy (2010). O que é Geografia - nova versão reescrita e atualizada. 2ª ed. São Paulo: Brasiliense, v. 1. 94p.
Porto-Gonçalves, CW, Aichino, GL, Correa, A., Martínez, JJH, Palladino, L., Pedrazzani, CE, & Ensabella, B. (2015). GEOGRÁFICA COM CARLOS WALTER PORTO-GONÇALVES / Pp.241–263. Cardinalis, (4). Recuperado de https://revistas.unc.edu.ar/index.php/cardi/article/view/11809
Santos, B. de Sousa (2016) Aula inaugural “As Epistemologias do Sul: Desafios Políticos e Epistêmicos”. No âmbito do curso internacional “Pensamento Situado e Lutas. Rumo a uma Cartografia do Sul”. Universidade Sul-Sul, CLACSO e CES. 11 de outubro de 2016. Rede CLACSO de Programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais.
O pensamento geográfico crítico na América Latina e no Caribe apresenta diversos desafios, um dos quais é a produção de conhecimento. Este campo interliga múltiplas perspectivas com um forte interesse em defender a transformação das realidades socioterritoriais em diversas latitudes e contextos interconectados.
É relevante para os processos de transformação socioterritorial que as sociedades/grupos vivenciam. A luta pela propriedade, pela moradia, pela produção de espaços diferenciados ou pelo deslocamento de populações para diferentes regiões do mundo, entre outros, são processos enraizados em disputas por poder e territórios. As políticas neoliberais estão se intensificando na maioria dos países da América Latina, afetando diferentes grupos/comunidades, que são reprimidos, deslocados e marginalizados de seus territórios de origem e pertencimento.
Comunidades indígenas e camponesas enfrentam o desapossamento em decorrência de projetos extrativistas, desenvolvimento de infraestrutura e expansão de monoculturas. Elas se opõem à mercantilização da terra, e os Estados lhes negam o valor de suas terras e territórios.
A reprodução do capital intensifica seus circuitos de acumulação, interrompendo a reprodução expandida da vida, onde as formas econômicas e vitais estão intrinsecamente ligadas à natureza.
Nos espaços urbanos da América Latina, as desigualdades espaciais estão aumentando devido a diversos processos de acumulação por desapropriação. Isso gera múltiplas formas de violência e tensão. Novos espaços periurbanos emergem, contrastando com os modos de vida das comunidades, e as elites urbanas ocupam esses espaços como segundas residências ou para novas formas de desenvolvimento ambiental.
Os movimentos de educação popular, que emergiram e se consolidaram na América Latina, buscam discutir práticas e experiências que são invisibilizadas e negadas na educação formal. O conteúdo de história e geografia na educação formal tende a transmitir uma visão positivista do espaço como um recipiente estático, imutável no tempo e com pouca conexão com os seres humanos. Lacoste (1976) argumenta que o verdadeiro valor do espaço geográfico permanece oculto, exceto entre as elites que construíram uma "cortina de fumaça" que obscurece a importância do conhecimento espacial, mantendo-o, assim, nas mãos de poucos e criando um monopólio sobre ele.
As geografias críticas postulam o espaço como uma construção social, possibilitando o reconhecimento da diferença. Embora tenham contribuído para a compreensão do espaço social diferenciado, a posição do poder masculino não é totalmente contestada. O diálogo com a geografia feminista de outras regiões ampliou os horizontes dos debates geográficos, contribuindo com conhecimento situado. Perspectivas microsociais e qualitativas são articuladas na análise do espaço, destacando a interseccionalidade e as vozes subalternas de mulheres, lésbicas, gays, pessoas transgênero, pessoas queer e outras tradicionalmente excluídas da análise espacial (Zubia & López, 2015).
É fundamental emancipar o pluriculturalismo e a biodiversidade na América Latina como fatores de proteção, respeito e salvaguarda de seus povos, visando uma educação autêntica e local, enraizada em saberes e geografias locais que contribuam para a realidade latino-americana, reivindicando conhecimentos e territórios tradicionais. Precisamos repensar a relação entre humanidade e meio ambiente, utilizando abordagens multidimensionais e multiescalares.
Geógrafos ligados a diferentes áreas do conhecimento contribuem com sua experiência prática. Eles questionam, exigem e propõem diversas maneiras de compreender os contextos territoriais e seus atores, uma pluralidade de vozes que se unem para confrontar e transformar os contextos socioterritoriais.
Assim, o GT se interessa pela formação e prática do pensamento geográfico crítico latino-americano, acompanhando os processos e transformações socioespaciais que ocorreram e estão ocorrendo na América Latina, bem como as contribuições que a Geografia pode oferecer, destacando novas formas de representação espacial e questionando as formas hegemônicas de representação oficial.
A Emergência Geopolítica da Dominação
O eurocentrismo importou a escravidão, o feudalismo e o colonialismo, mas também ideias emancipatórias que combatem essa dominação; essas ideias foram inspiradas pelo humanismo europeu moderno, que fermentou nos movimentos de independência e nos processos de descolonização conhecidos até então na América Latina. Os males da Europa imperial colonial também criaram antídotos para sua barbárie (Morin, 2007), que devem ser colocados em diálogo.
No século XXI, a América Latina e o Caribe passaram por transformações significativas nas estruturas e orientações de seus cenários políticos. Esse período foi caracterizado pelo estabelecimento de governos com uma tendência de esquerda relativamente acentuada; no entanto, governos de direita com práticas autoritárias persistem em seus respectivos países.
Blocos supranacionais foram formados com uma nova projeção geopolítica que vai além da dimensão econômica e comercial, e abrange uma crescente negociação de áreas de poder político entre o centro e a periferia do sistema mundial, diante das expressões ainda persistentes de fragmentação geoeconômica e social (Preciado e Uc, 2010).
O pensamento geográfico crítico latino-americano despertou o interesse de geógrafos da América Latina que se dedicam a problemas geográficos a partir de uma perspectiva crítica. Isso evidencia a necessidade de espaços para reflexão e construção coletiva da prática geográfica em relação a essa linha de pensamento.
Considerando o Sul Global como uma fonte de conhecimento que permite uma ruptura epistemológica, uma revolução na teoria (Santos, 2016), com uma forte crítica – tanto interna quanto externa – ao modelo epistemológico, ontológico e metodológico da modernidade ocidental, apelamos à justiça cognitiva e à promoção, dentro do campo disciplinar, de outras formas de conhecer e produzir conhecimento em um diálogo profundo com outros campos do saber acadêmicos e extraacadêmicos, bem como com o saber territorial.
Como parte de nossa prática, propomos um processo de articulação e trabalho cooperativo e colaborativo com os Grupos de Trabalho da CLACSO. Também buscamos fortalecer as redes de pesquisa, formação e intercâmbio com a Rede Latino-Americana de Geógrafos de Raízes (GeoRaizAL) e a PANGEA (Colômbia), o Coletivo GeoComunes e Geografias Comunitárias (México), o Coletivo de Geografia de Porto Rico, o Grupo de Trabalho de Geografia Crítica da Bolívia e outras redes, coletivos e grupos atuantes no campo da geografia latino-americana.
Nosso compromisso com a mudança social por meio da formulação de políticas públicas em níveis global e regional envolve iniciar, manter e fortalecer relações com organizações acadêmicas, políticas e geoeconômicas, como o sistema regional da ONU na América Latina (CEPAL, UNU, PNUMA, PNUD, UNESCO e outras). Isso inclui a fusão, em 2018, do Conselho Internacional para a Ciência (ICSU) e do Conselho Internacional de Ciências Sociais (ISSC), que criou o Conselho Internacional para a Ciência (ISC). Devemos também mencionar nossa relação com a FLACSO (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais) e a OEA (Organização dos Estados Americanos), especificamente com seu braço de pesquisa em geografia, história, antropologia e cartografia, o Instituto Pan-Americano de Geografia e História (PAIGH).
Por fim, coordenaremos ações com organizações internacionais que reúnem diversos grupos de interesse profissional, como a Associação Internacional de Sociologia (ISA), a União Geográfica Internacional (IGU) e a Associação Internacional de Ciência Política (IPSA), entre outras.
Nas palavras de Yves Lacoste (1976), a geografia é uma arma de guerra; portanto, é necessário repensar em cada projeto e ação como ela é usada e
Marin Vargas, GM (2014) O Modelo Estado-Central e a Dupla Cooptação: Uma Análise da Trajetória do Estado. Political Searches, 3. Disponível em https://www.academia.edu/7674897/El_modelo_Estado-c%C3%A9ntrico_y_la_doble_cooptaci%C3%B3n_Una_mirada_a_la_trayectoria_del_Estado
Morin, E. (2005) Uma Breve História da Barbárie no Ocidente. Editora Paidós.
Preciado Coronado, J., & Uc, P. (2010) A construção de uma geopolítica crítica da América Latina e do Caribe. Rumo a uma agenda de pesquisa regional. Geopolitics (s), 1(1), 65-94.
Zubia, F. & López, A. (2015) Geografias feministas: itinerários e debates sobre reflexões acerca do estudo cultural das espacialidades.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
2. Participação dos membros da GT no Comitê Editorial da revista ESPIRAL e nos processos de arbitragem das contribuições nas diversas seções da revista.
3. Publicação de um livro coletivo pelos membros do Grupo de Trabalho, dentro da Coleção de Cadernos de Trabalho do CLACSO.
2. Um dossiê e publicação temática coletiva em novas edições da revista ESPIRAL. Exemplo: Geografias dos Povos Indígenas.
3. Participação de 03 membros da CLACSO GT no Comitê Editorial da revista ESPIRAL.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
2. Reforçar a articulação com os GTs com os quais foram realizadas atividades na Conferência CLACSO 2022 México e colaborar na disseminação do conhecimento sobre os temas que abordam.
3. Manter a divulgação nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter, entre outras).
4. Ser co-organizador do EGAL 2023 na República Dominicana.
1.1 Convite para os GTs da CLACSO com uma contribuição (artigo ou outra seção) nos diversos dossiês futuros do Boletim e da revista ESPIRAL.
2. Proponha uma mesa-redonda, painel ou sessão temática sobre as geografias dos povos indígenas em eventos regionais de Ciências Sociais e Geografia.
3. Atualizar nossa presença online, incluindo mídias sociais, sites e outras formas de visibilidade online ou offline.
4. Patrocínio da CLACSO ao XIX EGALC 2023 República Dominicana (Encontro de Geografias da América Latina e do Caribe)
2. Articulação acadêmica e disseminação do conhecimento que emerge do trabalho dos GTs da CLACSO.
3. Alcançar uma ampla divulgação em meios virtuais, tanto de materiais e conteúdos preparados por membros do GT quanto de diversas publicações que consideramos ligadas ao pensamento geográfico crítico latino-americano e caribenho.
4. Organizar um painel, evento ou atividade sobre povos indígenas na EGAL 2023 República Dominicana.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
2. Articular ações/relações entre a academia e os movimentos sociais a partir de uma perspectiva teórica, epistêmica e prática emancipadora.
3. Participar em concursos de financiamento público em organizações de ciência, tecnologia e inovação.
2. Estabelecer redes de ação com movimentos sociais em processos de pesquisa compartilhados. Estabelecer acordos com organizações sociais e da sociedade civil para ter presença e influenciar o debate público em um país selecionado.
3. Cadastro de nossos membros nas diversas agências de ciência, tecnologia e inovação da América Latina e do Caribe.
2. Promover acordos com governos nacionais ou subnacionais para gerar conhecimento e experiência que impactem a gestão pública.
3. Implementação de redes de ação em operação e em processos de pesquisa compartilhada na gestão do conhecimento por parte de agências de ciência, tecnologia e inovação.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
2. Fortalecer a articulação e o trabalho conjunto com a Rede de Geógrafos de Raízes da América Latina (GeoRaizAL) e a PANGEA (Colômbia), o Coletivo GeoComunes e Geografias Comunitárias (México), o Coletivo de Geografia de Porto Rico, a GT Bolivian Critical Geography e outras redes, coletivos e grupos que atuam no âmbito da geografia latino-americana.
3. Proponha a Cátedra UNESCO com um tema selecionado e priorizado pelo nosso Grupo de Trabalho CLACSO.
2. Realizar reuniões de coordenação e projetos conjuntos com as instituições internacionais AUIP, UGI, ISA, IPGH e ALAS, estabelecendo ligações com os nossos grupos, coletivos e movimentos sociais aliados ao nosso Grupo de Trabalho CLACSO.
3. Elabore o documento a ser proposto para a Cátedra UNESCO em um país selecionado.
2. Propor eventos e projetos de pesquisa para concorrer a fundos acadêmicos e patrocínios, de acordo com os cronogramas e requisitos dos organizadores.
3. Para destacar a importância de termos uma Cátedra UNESCO proveniente do nosso Grupo de Trabalho CLACSO.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
4. Promover o desenvolvimento de publicações sobre o eixo geral do Pensamento Geográfico Crítico: territórios, resistências e questões emergentes, com base nos painéis realizados no âmbito da 8ª e 9ª Conferências da CLACSO (2018 e 2022) e outras.
5. Criar espaços (virtuais) para a reflexão crítica sobre a produção de conhecimento entre os membros do Grupo de Trabalho sobre o pensamento geográfico crítico latino-americano.
4. Preparar artigos temáticos pelos participantes do painel e membros do grupo de trabalho que participam em conferências e fóruns.
5. Realizar fóruns e debates virtuais nos quais sejam compartilhados os resultados de pesquisas e projetos em andamento relacionados às áreas de trabalho propostas pelo nosso Grupo de Trabalho CLACSO.
4. Preparar artigos temáticos pelos participantes do painel e membros do grupo de trabalho que participam em conferências e fóruns.
5. Daremos continuidade à nossa plataforma de eventos criada em 2021 e que teve continuidade em 2022, o Seminário "Perspectivas da América Latina e do Caribe".
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
4. Propor mesas/painéis conjuntos com diversos aliados acadêmicos (universidades, coletivos e movimentos sociais) em vários eventos acadêmicos, LASA, SINGA, ALASRU e ALAS, além de reuniões conjuntas nessas ocasiões ou em outras que possam surgir.
5. Patrocinar o Primeiro Congresso Latino-Americano e Caribenho de Geografias, organizado pela Comissão de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da UGI.
4. Elaborar propostas em conjunto, de acordo com os temas e eixos dos eventos selecionados para este ano.
5. Organizar, gerir e desenvolver uma mesa temática sobre Geografias Originais no Primeiro Congresso Latino-Americano e Caribenho de Geografias de 2024.
4. Sistematização e divulgação de nossas participações coletivas no ano corrente.
5. Reforçar nosso foco em estudos sobre povos indígenas.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
4. Promover o diálogo com os atores (governos, ONGs, academia, entre outros) que estão ligados a ações de transformação e construção de projetos de impacto social.
4. Criar espaços de influência e disseminação de informações que permitam a interação com tomadores de decisão em diferentes escalas de inovação social de forma crítica e com o uso de geotecnologias.
4. Construir pelo menos um espaço para formação crítica voltada para organizações sociais: Laboratório de Inovação Social dos Povos.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
4. Patrocinar a criação do Doutorado em Geografia e Sustentabilidade Ambiental na Universidad Mayor de San Andrés, na Bolívia.
4. Propor professores que sejam membros do nosso Grupo de Trabalho CLACSO para fortalecer a oferta acadêmica do Doutorado da UMSA.
4. Propor um modelo de formação virtual do nosso Grupo de Trabalho CLACSO à comunidade académica e à sociedade civil, especialmente aos movimentos sociais que necessitam de ferramentas da geografia para atingir os seus objetivos territoriais.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
7. Colaborar na integração de perspectivas de pensamento geográfico crítico da América Latina e do Caribe no conteúdo de diversos currículos como parte do objeto de estudo da Geografia enquanto disciplina.
8. Coordenar a edição temática sobre Geografia Indígena na revista Rupturas, da CICDE-UNED (Costa Rica).
7. Desenvolver conteúdo e materiais em diversos formatos (textos, infográficos, materiais didáticos, entre outros) sobre perspectivas e temas relacionados ao pensamento geográfico crítico.
7.1 Participar ativamente no aconselhamento, trabalho e criação de diversos espaços e/ou carreiras ligados à perspectiva.
8. Organizar, gerir, editar e publicar a edição temática sobre Geografias Originais na revista Rupturas (CICDE-UNED, Costa Rica).
6.1 Criar um repositório de programas de cursos de graduação e pós-graduação que são ministrados.
6.2 Criar uma rede/plataforma de professores latino-americanos de pensamento geográfico crítico.
7. Novos seminários, cursos de graduação e formação pós-graduada vinculados à perspectiva.
7.1 Novas carreiras e/ou contribuições para a revisão de planos de estudo para cursos de graduação, pós-graduação e doutorado.
8. Edição temática publicada na revista indexada Rupturas.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
6. Participar, patrocinar e apoiar eventos acadêmicos como o EGAL 2025 (Encontro de Geografias da América Latina) e/ou eventos nacionais de geografia para profissionais e estudantes.
6. Contato e troca de informações com os organizadores do evento.
6. Patrocínios acadêmicos e coorganização de eventos nacionais e internacionais
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
6. Promover sinergias entre os resultados da pesquisa da GT e projetos que aprimorem o aconselhamento e os vínculos que os membros da GT fornecem às organizações sociais.
6. Promover encontros com centros de pesquisa para criar redes de trabalho acadêmicas em países priorizados pelo Grupo de Trabalho da CLACSO.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
4.1 Preparação de materiais concretos em diversos formatos para compartilhamento nas mídias oferecidas pela CLACSO e em outras mídias e redes sociais.
Número total de pesquisadores admitidos: 56
Coletivo para Estudos Sociais e Pesquisa
Argentina
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires
Argentina
Fundação Centro Internacional Miranda
Venezuela
Faculdade de Ciências Geológicas - UMSA
Bolívia
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Universidade Autônoma Meritória de Puebla (BUAP)
México
Centro de Pesquisa e Estudos em Belas Artes (CIEBA) e Linha Transversal de Arte Pública (LTAP) do CIEBA.
Portugal
UNIVERSIDADE NACIONAL DA COLÔMBIA
Colômbia
Departamento de Ciência Política
Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Ciências Sociais
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Estudos de pós-graduação em Ciências do Desenvolvimento
Universidade de San Andres
Bolívia
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Universidade de San Andres
Bolívia
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Faculdade de Serviço Social
Faculdade de Serviço Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Instituto de Ciências, Campus da Praia Vermelha, Departamento de Geografia
Universidade Federal Fluminense
Brasil
Universidade Estadual do Pará
Brasil
Colômbia
Centro Peruano de Estudos Sociais
Peru
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Cultura e Fronteiras
Universidade Estadual do Oeste do Paraná-UNIOESTE-campus Foz do Iguaçu- Paraná-BRASIL
Brasil
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Azcapotzalco
México
Universidade de Jena
Alemanha
Centro Operacional de Habitação e Assentamento AC
México
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Departamento de Geografia Programa de Pós-Graduação em Geografia Universidade Federal de Pernambuco
Brasil
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Instituto de Desenvolvimento Profissional e Estudos Superiores Prof. Juan E. Pivel Devoto
Uruguai
Faculdade de Pós-Graduação.
México
Seminário Permanente de Estudos Chicanos e de Fronteira, Diretoria de Etnologia e Antropologia Social, Instituto Nacional de Antropologia e História
México
Centro Alternativo de Pesquisa Social e Educação Popular
Peru
Escola Edward J. Bloustein de Planejamento e Políticas Públicas
Estados Unidos
Centro Alternativo de Pesquisa Social e Educação Popular
Peru
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Instituto de Investigação Geográfica IIGEO - UMSA
Bolívia
Departamento de Ciência Política
Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Ciências Sociais
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
União Geográfica Internacional - Peru
Peru
Universidade de Narino
Colômbia
Universidade Externado
Colômbia
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
Instituto Universitário para o Desenvolvimento e a Cooperação / Universidade Complutense de Madrid
Universidad Complutense de Madrid
Espanha
Centro de Pesquisa Social, Porto Rico
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Porto Rico
Porto Rico
CEPIES UMSA
Bolívia
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Espanha
Universidade de San Andres
Bolívia
Universidade Pedagógica e Tecnológica da Colômbia
Colômbia
Terra Livre
Colômbia
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Vice-Reitoria de Pesquisa
State Distance University
Costa Rica
Faculdade de Ciências Humanas e Artes - Universidade de Tolima
Colômbia
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Faculdade de Ciências Políticas
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Universidade Nacional de Assunção
Paraguai
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
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