Área temática: Artes

Grupo de trabalhoArtes, educação e produção de conhecimento transversal

1. Nome do Grupo de Trabalho.
Artes, educação e produção de conhecimento transversal
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Hugo Damian Del Valle
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina
Sandra Daniela Torlucci
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

Nos últimos anos, temos testemunhado uma reconsideração do lugar da pesquisa artística, das práticas artísticas e dos processos educativos formais e informais que as acompanham na América Latina e no Caribe. Essa reconsideração traz consigo três demandas que definem o estado atual da produção de conhecimento nas/das artes: 1) Não é mais possível definir "Arte" segundo critérios heteropatriarcais, eurocêntricos e coloniais que excluem práticas produzidas fora dos limites traçados por tal definição. É necessário abordar o desafio político de desenvolver definições de práticas artísticas e educativas — tanto dentro quanto fora do ambiente universitário — que deem visibilidade a modos historicamente excluídos de produção de conhecimento. Isso nos leva a considerar as produções artísticas como formas interseccionais de produção transversal de conhecimento; 2) essa reconsideração implica uma reformulação dos modelos metodológicos e epistemológicos de produção de conhecimento que, em nosso contexto neoliberal e globalizante, estabelecem critérios de eficácia e eficiência tecnocrática como verdade absoluta. Não se trata de afirmar a necessidade de uma epistemologia das artes que as situe na esfera normalizada da produção de conhecimento, mas sim de estabelecer uma heurística do conhecimento que fomente a investigação de temas universais, porém situados, a partir das artes e com as artes. Isso implica uma forma particular de produção de conhecimento, na qual as artes constituem uma esfera privilegiada para pensar e produzir alternativas não hegemônicas ao modo tradicional de produção de conhecimento; 3) É necessário reinserir as práticas artísticas e de pesquisa nas artes como perspectivas situadas em relação aos desenvolvimentos tecnocráticos, levando em consideração as heterogeneidades que moldam o que chamamos de culturas (entendidas como espaços de conflito e tensão insolúveis, ou seja, como espaços políticos). Isso implica tomar uma posição contra as estruturas de dominação, posicionando as práticas artísticas e de educação artística como experiências únicas de construção política.

Para além da longa tradição de formação artística da nossa região, o estatuto da arte como meio de produção de conhecimento não tem sido investigado em si mesmo. O seu papel tem sido o de acompanhamento circunstancial de outras formas de produção de conhecimento, que encontraram nela um modo de ilustração ou representação que não constitui conhecimento específico. Daí a necessidade de as investigar hoje como práticas de conhecimento que não podem ser submetidas aos reducionismos epistemológicos das ciências e tecnologias, e que nos permitam considerar a natureza política de tais epistemologias, exigindo-nos que pensemos em alternativas que articulem as características únicas da investigação nas artes. Nesse sentido, concordamos com Carlos Paiva que "a existência da arte e do ensino artístico na universidade, resultado do peso que adquirem no tecido social desta controversa contemporaneidade, bem como do valor social e político que emana da atividade artística, e da preciosa presença da eminência educativa do artístico, declaram a indispensabilidade de sua presença na possibilidade de se projetar o futuro, assim como a urgência de se esclarecer as novas figuras de reconhecimento da pesquisa que integra esse campo, sem medo do caos, sem medo da desordem e do acaso, sem medo da capacidade humana de buscar outros limites".

A educação artística desafia uma abordagem rígida, hierárquica e utilitarista da aprendizagem, propondo, em vez disso, uma visão da educação como um esforço compartilhado, multidirecional e situado. Essa abordagem fomenta o surgimento de novas linguagens, novas formas de pensar, imaginar e moldar o futuro. É uma educação para a prática da interculturalidade, onde outras epistemologias, outras formas de conhecimento e outras maneiras de ser e compreender o mundo entram em jogo. Em suma, a educação artística e a criação artística são vistas como ações emancipatórias e políticas.

É por tudo isso que nos perguntamos:

Que tipo de conhecimento constitui as práticas artísticas? Em que sentido a produção desse conhecimento implica um questionamento das epistemologias e exige a construção de uma heurística interseccional do conhecimento? Como podemos fomentar conexões políticas horizontais, não hierárquicas e transversais, baseadas na relação entre educação e artes? Como podemos desenvolver critérios de avaliação que levem em conta a natureza transversal da pesquisa em artes? Que tipo de avaliação é necessária para apoiar os processos transversais da produção artística? Como podemos desenvolver nossos próprios critérios para credenciar a produção de conhecimento? De que maneiras e em que medida as artes são uma forma de troca de conhecimento?

A proposta deste Grupo de Trabalho baseia-se no trabalho desenvolvido durante o período de 2019-2022 pelo Grupo de Trabalho de Artes, Educação e Cidadania, com o objetivo de dar continuidade ao trabalho coletivo realizado nos últimos anos. Ao mesmo tempo, propõe desenvolver uma colaboração sistemática com outros Grupos de Trabalho e Centros Membros da CLACSO, bem como com indivíduos, coletivos, organizações sociais, instituições e comunidades da região, integrando contribuições das ciências, das artes e da educação voltadas para a pesquisa e a produção transversal de conhecimento situado. Central a esta abordagem é também a tarefa de identificar, promover, apoiar e fortalecer processos de advocacy em políticas públicas e/ou esferas relacionadas à avaliação e ao reconhecimento das artes nos contextos mencionados.

Como ponto de partida, reafirmamos os princípios estabelecidos na Declaração de Buenos Aires (2018) e na Declaração de Chuquipata (2019), promovidas pelos departamentos de artes das universidades da região, referentes à necessidade de garantir o direito humano ao conhecimento. Para tanto, “é fundamental reconhecer o papel estratégico das artes e da cultura na produção de conhecimento com compromisso social, na luta pela soberania cultural, pelo desenvolvimento sustentável e pela integração pluricultural das regiões”. Acrescentamos ainda o que se estabelece no Manifesto de Guayaquil (2019): “é essencial gerar marcos específicos para legitimar e avaliar os processos de ensino, aprendizagem e pesquisa nas artes”.

Dessa forma, propomos fortalecer nossa rede, promovendo uma agenda em nível regional e internacional sobre as implicações da interseccionalidade e da transversalidade nas artes.

Barbosa, AM 2022. Arte/Educação. Textos Selecionados / Ana Mae Barbosa; coordenação geral de Gabriela Augustowsky; Sidiney Peterson F. de Lima; Damian Del Valle. - 1ª edição. - Cidade Autônoma de Buenos Aires: CLACSO; Universidade Nacional das Artes.
CRES (Conferência Regional sobre Ensino Superior). 2008. Declaração Final. Cartagena das Índias, Colômbia: IESALC-UNESCO.
CRES (Conferência Regional sobre Ensino Superior). 2018. Declaração Final. Córdoba, Argentina: IESALC-UNESCO.
Rancière, J. 1996. Desacordo. Política e Filosofia. Buenos Aires: Nueva Visão.
Torlucci, S. e Volnovich, Y. 2018. Arte e Universidade 10 Anos Após CRES 2018. Em “Política e Tendências no Ensino Superior Dez Anos Após CRES 2008”. Compiladores: Damián Del Valle e Claudio Suasnábar. - 1ª edição. - Cidade Autônoma de Buenos Aires. ISBN 978-987-46464-6-0. IEC – CONADU - CLACSO - UNA, Buenos Aires 2018.
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

A pesquisa em artes tornou-se um campo de possibilidades para explorar análises comparativas e modelos alternativos de pesquisa que atualizam as interseções entre percepção, afeto e pensamento. Constitui um território em expansão, simultaneamente itinerante e errático, uma vez que deriva de perspectivas e linguagens muito diversas e, precisamente por essa razão, pode erodir as fronteiras entre campos de conhecimento cristalizados e institucionalizados. As articulações entre as artes na educação e a educação artística desafiam um tipo de aprendizagem rígido, vertical e utilitarista, propondo, em vez disso, um conceito de educação como uma ação compartilhada, multidirecional e situada. A educação, concebida como uma prática para a liberdade (Freire), abre o campo para outras formas de conhecimento e outras subjetividades; a educação artística e a criação artística tornam-se ações emancipatórias e políticas.

As transformações pelas quais as instituições universitárias estão passando no que diz respeito ao registro das práticas artísticas, educacionais e de pesquisa em arte exigem a formulação de mecanismos de avaliação específicos que, ao mesmo tempo, garantam sua inclusão nas práticas educacionais e de pesquisa (tanto na graduação quanto na pós-graduação) e permitam o acompanhamento das conquistas alcançadas por essas heurísticas não regulamentadas por modelos tecnocráticos.

Podemos identificar, de forma geral, duas posições em debate na região: por um lado, uma crítica ao crescente controle sobre a produção de conhecimento — em termos de mecanismos e padrões de acreditação e avaliação — que impõem seus marcos metodológicos e critérios de avaliação à pesquisa artística, diminuindo seu potencial crítico; e, por outro, uma concepção que coloca formas emergentes de arte contemporânea, como a performatividade, a imaterialidade e a criatividade, no epicentro das transformações socioeconômicas da sociedade do conhecimento. Para ambas, o papel das universidades e instituições de arte deve ser examinado à luz do impacto da produção artística na economia do conhecimento.

A primeira posição descreve o papel fundamental que as instituições acadêmicas adquirem no crescente processo de mercantilização do conhecimento: na transição de uma concepção de valor como objetificação do trabalho material para a ideia de inovação e conhecimento como "matéria-prima" imaterial para a criação de valor na nova fase do capital. A produção artística, tradicionalmente situada à margem das instituições acadêmicas e nos antípodas do modelo científico, permaneceria um espaço de liberdade e resistência. Sua inclusão na dinâmica dos modelos institucionais de pesquisa levaria, segundo essa posição, ao esgotamento do potencial criativo da arte: seu poder de transgredir e romper com a norma.

A segunda posição, em nossa visão, apresenta o problema de uma maneira mais complexa e dialética. Envolve, antes de tudo, considerar as implicações da arte — dos regimes estéticos que a validam e das práticas em que se desenvolve — nos processos econômicos e sociais. Envolve questionar o discurso que, ao se posicionar como guardião de uma suposta pureza crítica da obra, apenas valida o modelo ideológico que aprofunda sua inutilidade e marginalidade social. Envolve postular a imbricação da arte com suas condições materiais de existência, uma vez que, como aponta Benjamin (2007), não há documento de cultura que não seja também um documento de barbárie.

Todas essas questões se apresentam como grandes desafios no horizonte da nossa prática profissional como professores, pesquisadores e membros da comunidade universitária. De fato, o ensino superior e a pesquisa artística devem gerar estratégias para resistir ao avanço de um projeto universitário submetido às exigências da Organização Mundial do Comércio (OMC). Reafirmar a autonomia como um direito e uma condição necessária para o trabalho acadêmico (e artístico) realizado livremente implica compreender que a autonomia é a condição para o engajamento crítico do conhecimento com os contextos sociais e culturais aos quais pertence (Torlucci, 2018).

Num contexto internacional que apresenta uma mudança radical na sua matriz produtiva, que deslocou o centro da valorização económica para a esfera da produção de conhecimento, o estudo e a discussão das artes na educação e a sua contribuição para a construção de um conhecimento transversal que destrone os modelos utilitaristas neoliberais constituem uma área relevante para problematizar questões-chave para o futuro dos nossos países e do continente.

Este GT faz parte de uma corrente de pensamento que revaloriza as artes como forma de produção, pesquisa e aprimoramento do conhecimento transversal, questionando o paradigma logocêntrico sobre o qual foram forjadas nossas instituições de ensino, especialmente as universidades.

Nesse sentido, propomos que o conhecimento não é meramente a produção de um discurso que se pretende verdadeiro (segundo os princípios da eficácia, da eficiência e da performatividade capitalista – Rolnik, Guattari), mas implica, antes, uma diáspora de ações (discursivas e não discursivas) na qual uma cultura reconhece suas divergências. Não se trata de reduzir as diferenças a um terreno comum, mas de manter suas tensões para a produção de uma comunidade política que garanta a disparidade de interesses que a compõem. Esse campo de tensões nos apresenta o desafio de repensar os modos de produção, reconhecimento, avaliação, validação e credenciamento das práticas artísticas de maneira situada, sendo as próprias práticas suscetíveis a novas transformações. Essa abordagem nos permite considerar novas tradições — que o pensamento ocidental negligenciou em sua compreensão da arte — como parte de um saber comunitário e politicamente participativo, expresso por meio de imagens, sons, práticas culturais populares e modos de vida não hegemônicos de grupos minoritários e/ou marginalizados — jovens, crianças, coletivos de gênero, povos indígenas — que constroem um saber que as epistemologias hegemônicas não conseguem contemplar. Assim, a validação desse saber transversal e interseccional não pode se basear em critérios quantitativos, mas sim em métodos que considerem o significado político de suas elaborações.

Nesse sentido, acreditamos que as artes devem ser avaliadas de forma situada, considerando as transformações políticas que propõem em suas maneiras de repensar os laços comunitários, a fim de confrontar as formas em evolução do capitalismo cognitivo e de plataforma que moldam o mercado de arte. Isso deve ser feito sem recair em discursos autonomistas que tratam a arte como uma esfera autossuficiente, desconectada da experiência vivida. Em outras palavras, um modo de avaliação situado pode revelar simultaneamente o potencial crítico e político das práticas artísticas diante das formas tradicionais de valoração de mercado.

Uma heurística das práticas artísticas e educativas pretende apresentar-se como uma alternativa interseccional à produção de conhecimento, que considera sua natureza coletiva, transversal, não heteronormativa e decolonial para a transformação econômica e social. A possibilidade de desenvolver uma nova comunidade estético-política (Rancière) pressupõe a elaboração de princípios que se tornam impossíveis pelas epistemologias que adotam modelos herdados de uma política do conhecimento cujo objetivo final é a produção de mais-valia e que continua a reproduzir as desigualdades econômicas, políticas e sociais que caracterizaram o século XX e se aprofundam no século XXI.

Barbosa, AM 2022. Arte/Educação. Textos Selecionados / Ana Mae Barbosa; coordenação geral de Gabriela Augustowsky; Sidiney Peterson F. de Lima; Damian Del Valle. - 1ª edição. - Cidade Autônoma de Buenos Aires: CLACSO; Universidade Nacional das Artes.
Benjamin, Walter. Obras, Livro II/Vol. 1. Abada, 2007. Madrid
Rancière, J. 1996. Desacordo. Política e Filosofia. Buenos Aires: Nueva Visão.
Torlucci, S. e Volnovich, Y. 2018. Arte e Universidade 10 Anos Após CRES 2018. Em “Política e Tendências no Ensino Superior Dez Anos Após CRES 2008”. Compiladores: Damián Del Valle e Claudio Suasnábar. - 1ª edição. - Cidade Autônoma de Buenos Aires. ISBN 978-987-46464-6-0. IEC – CONADU - CLACSO - UNA, Buenos Aires 2018.
Rolnik, S. e Guattari, F. 2006. Micropolítica. Cartografias do Desejo, Traficantes de Sueños, Madrid.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/02/2023 al 31/12/2023)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
OE 1. Identificar e analisar formas de abordar a avaliação e o credenciamento nas artes na região.
OE 2. Investigar informações básicas sobre os padrões de avaliação e acreditação da pesquisa em artes na região.
OE 3. Mapear estratégias de mediação cultural e troca de conhecimento em práticas situadas na região.
A1. Reunião sobre avaliação e acreditação das artes na região.
A2. Chamada para projetos de pesquisa sobre a produção de conhecimento nas artes, métodos de abordagem e formas de avaliação.
A3. Desenvolvimento de um mapa coletivo e interativo para visualizar as práticas de mediação cultural e a troca de conhecimentos na região.
- Uma reunião realizada, cujos resultados são sistematizados e comunicados.
- Dois projetos de pesquisa foram selecionados e financiados para iniciar um processo de trabalho de três anos.
- Um mapa coletivo e interativo, concebido e publicado.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
OE 1. Divulgar o estado da arte em relação às formas de avaliação e acreditação da pesquisa em artes na região.
OE 2. Incentivar os pesquisadores a submeterem projetos de pesquisa sobre produção e avaliação do conhecimento nas artes.
OE 3. Comunicar as produções dos membros do GT relativas ao ensino artístico e à produção de conhecimento.
A1. Publicar um boletim informativo sobre as formas de avaliação e acreditação da pesquisa em artes na região.
A2. Abrir um concurso público para pesquisa.
A3. Publicar em revistas acadêmicas as pesquisas e produções teóricas das pessoas que compõem o GT
- Um boletim publicado e distribuído
- Foi feito um apelo à investigação.
- Um dossiê publicado sobre o ensino e a pesquisa nas artes na região.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
OE 1. Promover o ensino da mediação cultural como forma de produção e troca de conhecimento a partir das artes.
OE 2. Gerar insumos e contribuições para o desenvolvimento de políticas públicas e universitárias de avaliação científica que considerem as especificidades das artes como formas de produção de conhecimento.
A1. Reformulação do Diploma em Mediação Cultural e abertura de turma.
A2. Reuniões de trabalho para a discussão de um documento de recomendações para a avaliação e acreditação nas artes na região.
- Um diploma virtual em Mediação Cultural atualizado e relançado na plataforma CLACSO.
- Um espaço de intercâmbio e discussão inaugurado e em funcionamento para trabalhar na avaliação e acreditação nas artes na região, acordado pelos membros do GT e publicado.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
OE 1. Construir e fortalecer redes universitárias e de produção de conhecimento como espaços de cooperação, de natureza interinstitucional e solidária, para gerar circuitos não comerciais de internacionalização universitária nas artes para a integração regional.
OE 2. Vinculação do Grupo de Trabalho à rede da Cátedra UNESCO 'Universidade e Integração Regional'
OE 3. O Grupo de Trabalho promoverá a colaboração com redes universitárias de artes já estabelecidas, a fim de fomentar espaços de divulgação e participação ativa de seus membros. Algumas das redes nas quais diferentes membros deste Grupo de Trabalho participam atualmente incluem: RUA (University Arts Network), RAUDA (Argentine University Network of Arts Programs), ILIA, redes europeias e asiáticas, e IEAL.
OE 4. O GT promoverá a articulação de organizações internacionais como a OEI, a UNESCO e a Agência para a Promoção Científica e Tecnológica.
A1. Buscar o estabelecimento de redes de pares.
A2. Estabelecimento de projetos de publicação colaborativa com redes/instituições externas à rede.
A3. Participação em atividades de outras redes/GT
- Ampliação do alcance e do impacto do conhecimento gerado pela Rede.

- Identificação de novos referenciais teóricos e metodologias de estudo relevantes para a análise dos problemas levantados.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/01/2024 al 31/12/2024)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
OE 1. Identificar e analisar formas de abordar a educação artística na região a partir de uma perspectiva interseccional e intercultural.
OE 2. Investigar informações básicas sobre os padrões de avaliação e acreditação da pesquisa em artes na região.
OE 3. Mapear estratégias de mediação cultural e troca de conhecimento em práticas situadas na região.
A1. Realizar o II Congresso Internacional Territórios da Educação Artística em Diálogo.
A2. Desenvolvimento de dois projetos de pesquisa sobre a produção de conhecimento nas artes, métodos de abordagem e formas de avaliação.
A3. Abertura de um mapa coletivo e interativo para visualizar as práticas de mediação cultural e a troca de conhecimentos na região.
- Realizado um congresso internacional, cujas produções são sistematizadas e comunicadas.
- Dois projetos de pesquisa em andamento, com a entrega do primeiro relatório de progresso.
- Um mapa colaborativo da mediação cultural na região, composto pelas experiências das três primeiras turmas do programa de diploma CLACSO/UNA e outras experiências contribuídas pelos centros que compõem o GT
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
OE 1. Divulgar o estado da arte em matéria de educação artística na região.
OE 2. Comunicar o progresso da pesquisa sobre produção e avaliação do conhecimento nas artes.
OE 3. Comunicar as produções dos membros do GT relativas ao ensino artístico e à produção de conhecimento.
OE 4. Tornar visíveis as práticas de mediação cultural e intercâmbio de conhecimento na região.
A1. Publicar os anais do II Congresso Internacional Territórios da Educação Artística em Diálogo.
A2. Realizar uma sessão de comunicação sobre o progresso da pesquisa dos bolsistas.
A3. Publicar em revistas acadêmicas as pesquisas e produções teóricas das pessoas que compõem a GT.
A4. Divulgar o mapa coletivo e interativo para visualizar as práticas de mediação cultural e a troca de conhecimentos na região.
- Um documento de memórias publicado e divulgado
- Foi realizada uma reunião de comunicação.
- Um dossiê publicado sobre o ensino e a pesquisa nas artes na região.
- Foi divulgado um mapa coletivo sobre mediação cultural na região.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
OE 1. Promover o ensino da mediação cultural como forma de produção e troca de conhecimento a partir das artes.
OE 2. Gerar insumos e contribuições para o desenvolvimento de políticas públicas e universitárias de avaliação científica que considerem as especificidades das artes como formas de produção de conhecimento.
A1. Desenvolvimento do Diploma em Mediação Cultural e abertura da turma.
A2. Reuniões de trabalho para a discussão de um documento de recomendações para a avaliação e acreditação nas artes na região.
- Diploma concluído virtualmente em Mediação Cultural na Plataforma CLACSO, com as vozes das pessoas que compõem a GT
- Reuniões do espaço de intercâmbio e discussão para trabalhar na avaliação e acreditação nas artes na região, acordadas pelos membros do GT e publicadas.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
OE 1. Articulação com as Redes Universitárias de Artes da Europa e da Ásia (ELIA e ALIA).
A1. Realizar um colóquio internacional sobre os temas da GT.
- Reunir e unir pesquisadores que trabalham em temas relacionados à GT.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/01/2025 al 31/12/2025)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
OE 1. Investigar e analisar formas de produção de conhecimento específicas das artes, em casos da região.
OE 2. Investigar informações básicas sobre os padrões de avaliação e acreditação da pesquisa em artes na região.
OE 3. Mapear estratégias de mediação cultural e troca de conhecimento em práticas situadas na região.
A1. Mesa de diálogo para a configuração de um estado da questão sobre as formas de produção de conhecimento nas artes.
A2. Conclusão de dois projetos de pesquisa sobre a produção de conhecimento nas artes, métodos de abordagem e formas de avaliação.
A3. Desenvolvimento de um mapa coletivo e interativo para visualizar as práticas de mediação cultural e a troca de conhecimentos na região.
- Foi realizada uma mesa de diálogo, cujos resultados foram sistematizados e comunicados.
- Conclusão de dois projetos de pesquisa, com entrega do relatório final.
- Um mapa colaborativo de mediação cultural na região, composto pelas experiências da 4ª e 5ª turmas do programa de diploma CLACSO/UNA e outras experiências contribuídas pelos centros que compõem o GT
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
OE 1. Divulgar o estado da arte relativamente às formas de produção de conhecimento nas artes na região.
OE 2. Comunicar os resultados da pesquisa sobre produção e avaliação do conhecimento nas artes.
OE 3. Comunicar as produções dos membros do GT relativas ao ensino artístico e à produção de conhecimento.
A1. Publicar um boletim informativo sobre a produção de conhecimento nas artes na região.
A2. Concluir os processos de pesquisa e comunicá-los.
A3. Publicar em revistas acadêmicas as pesquisas e produções teóricas das pessoas que compõem o GT
- Um boletim publicado e distribuído
- Dois projetos de pesquisa concluídos com resultados publicados
- Um dossiê publicado sobre o ensino e a pesquisa nas artes na região.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
OE 1. Promover o ensino da mediação cultural como forma de produção e troca de conhecimento a partir das artes.
OE 2. Gerar insumos e contribuições para o desenvolvimento de políticas públicas e universitárias de avaliação científica que considerem as especificidades das artes como formas de produção de conhecimento.
A1. Desenvolvimento do Diploma em Mediação Cultural e abertura da turma.
A2. Elaboração e publicação de um documento de recomendações para a avaliação e acreditação das artes como forma de produção de conhecimento.
- Diploma concluído virtualmente em Mediação Cultural na Plataforma CLACSO, com as vozes das pessoas que compõem a GT
- Um documento com recomendações sobre avaliação e acreditação nas artes na região, acordado pelos membros do Grupo de Trabalho e publicado.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
OE 1. Articulação com as Redes Universitárias de Artes da Europa e da Ásia (ELIA e ALIA).
A1. Realizar um colóquio internacional sobre os temas da GT.
- Reunir e unir pesquisadores que trabalham em temas relacionados à GT.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 33
Maria Del Carmen Valdez
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Sandra Daniela Torlucci [Coordenador]
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina
David Ramos Delgado
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Axel Didriksson
Instituto de Pesquisa sobre a Universidade e a Educação
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Freddy Javier Álvarez González
Coordenação de Pesquisa
Universidade Nacional de Educação
Equador
Karina Cabrera Alvarado
Vice-Reitoria de Pesquisa e Inovação
Universidade de Cuenca
Equador
Manuel Cocho Ursini
Cátedra UNESCO "Universidade e Integração Regional"
México
Rosario Lucesole Cimino
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina
Hugo Damian Del Valle [Coordenador]
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina
Sidney Peterson
Instituto de Artes/UNESP
Brasil
Carlos Enrique Montiel Careaga
Escola de Pós-Graduação do Reitorado
Universidade Nacional do Leste
Paraguai
Cristina Victoria Orce
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Gisele Miyoko Onuki
UNESPAR
Brasil
Paula Sibilia
Universidade Federal Fluminense (UFF)
Brasil
Diana Lelia Piazza
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina
Natalia Jorgelina König
Laboratório de Arte/Performance/s, Política, Saúde e Subjetividades. Faculdade de Psicologia, Universidade Nacional de Córdoba.
Argentina
Hernán Ulm
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina
Cecília Adriana Tosoratti
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina
Pablo Andrés Cardoso Terán
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade das Artes
Equador
René Ramirez Gallegos
Programa de Estudos Universitários sobre Democracia, Justiça e Sociedade (UNAM)
México
Mariluz León
Universidade das Artes de Cuba
Cuba
Aurora Lechuga
Cátedra UNESCO "Universidade e Integração Regional". UNAM
México
Federico Sequeira
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Ramiro Noriega Fernández
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade das Artes
Equador
Silvio Claudio Suasnábar
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina
Cláudia Alejandra Loyola
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Yamila Volnovich
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina
Daniela Perrotta
Centro de Estudos sobre Cidadania, Estado e Assuntos Políticos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Bianca Vanesa Racioppe
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Flora Maria Hillert
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Andrea Del Pilar Forero Hurtado
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Maria Victoria Zavala Saucedo
Escola de Pós-Graduação do Reitorado
Universidade Nacional do Leste
Paraguai
Mônica Kirschmeimmer
Secretaria de Desenvolvimento e Relações Institucionais
Universidade Nacional das Artes
Argentina