Área temática: Direitos, culturas e comunicação

Grupo de trabalhoEconomia política da informação, comunicação e cultura

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Economia política da informação, comunicação e cultura
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Isabel Ramos
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
César Bolaño
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Universidade Federal de Sergipe
Brasil
Daniela Inés Monje
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

A Pesquisa em Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (EPICC) contribui com elementos fundamentais de análise para o pensamento crítico em comunicação, abordando a dialética do acesso e do controle da informação em nossas democracias latino-americanas. Esta proposta dá continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo de três anos pelo Grupo de Trabalho EPICC e se insere em uma tradição do pensamento crítico latino-americano, que demonstramos por meio da produção de três livros publicados na coleção dos Grupos de Trabalho da CLACSO e dois dossiês publicados no periódico EPICC e no periódico Avatares de la Comunicación. São eles:

- Políticas (des)iguais e (des)conectadas, atores e dilemas info-comunicacionais na América Latina (2021) Daniela Monje coordenadora.

Estudos Culturais, Economia Política da Comunicação e o Mercado de Televisão Brasileiro. Valério Cruz Brittos. (Autor) César Bolaño. (Apresentação) 2022.

- Contexto da economia política da comunicação e da cultura na América Latina (décadas de 1970 e 1980) 2022

- Dossiê: Geopolítica das Comunicações: Cenários, Atores e Interesses Disputados na Reconfiguração do Poder 2022

- Dossiê: Plataformas, Estado e Cidadania: Novos processos de trabalho, regulamentações e criação de valor na economia da informação, comunicação e cultura 2022.

Do Relatório McBride ao Fórum de Porto Alegre, ou ao Fórum Social da Internet, acadêmicos, comunicadores e movimentos de libertação social vêm reivindicando outra estrutura de comunicação baseada na análise da economia política e na contribuição do conhecimento materialista na comunicação para a apropriação social das novas tecnologias e sistemas de informação.

Este Grupo de Trabalho visa dar continuidade ao trabalho de articulação, agrupamento e promoção dos estudos econômico-políticos e da teoria crítica da mediação (Sierra Caballero, 2020), recuperando o legado histórico e científico da produtiva escola latino-americana (Muraro, 1974; Monje, 2019). Nesse sentido, apresenta-se uma proposta dirigida tanto à comunidade acadêmica quanto aos movimentos e coletivos sociais que defendem uma nova ordem informacional em tempos de plataformização e algoritmos (Srnicek, 2018).

Fiel à sua tradição de unir vontades e coordenar esforços crítico-reflexivos no campo da comunicação e da cultura, o Grupo de Trabalho EPICC visa, em suma, a dar conta do pensamento mais avançado sobre o tema, a fim de formular uma crítica teórica bem fundamentada, bem como análises inovadoras de alternativas democráticas emergentes para o progresso, que devem ser consideradas geopoliticamente, utilizando novas estruturas e ferramentas analíticas (Parikka, 2021; Zuboff, 2020). As atividades do Grupo de Trabalho serão organizadas nas seguintes linhas de trabalho:

I. EPISTEMOLOGIA E TEORIA DA ECONOMIA POLÍTICA DA COMUNICAÇÃO.

II. ESTRUTURA DE PROPRIEDADE E POLÍTICAS DE COMUNICAÇÃO NA AMÉRICA LATINA.

III. ECONOMIA SOCIAL DA COMUNICAÇÃO.

IV. GEOPOLÍTICA E A GEOLOGIA DA INFORMAÇÃO.

V. CAPITALISMO DE PLATAFORMA E ALTERNATIVAS REGIONAIS.

VI. CONECTIVIDADE E TIC NA AMÉRICA LATINA.

VII. CIBERATIVISMO E COMUNICAÇÃO EMERGENTE NA CULTURA DIGITAL

VIII. - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E COLONIALISMO.

Com base nessas linhas de pesquisa, e na conexão entre os aspectos culturais e comunicativos, tecnológicos e econômicos, e político-informacionais e tecnoestéticos que estão na base do modelo de análise EPICC, buscaremos definir um quadro lógico para uma compreensão global da inter-relação existente entre os diferentes níveis de ação, o que revelará tanto os problemas de uma ordem prática quanto a lógica da desinformação da pós-verdade, como aspectos substantivos dos modelos de representação ideológica presentes na prática teórica contemporânea.

A Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (EPICC) é uma tradição de pesquisa que hoje se mostra mais relevante do que nunca para analisar as complexas lógicas organizacionais da chamada Sociedade da Informação e/ou do Conhecimento. Ela conecta ou reconecta o histórico e o social com a dominação da natureza, a fim de compreender as práticas e lógicas sociais concretas que subjazem aos modelos contemporâneos de desenvolvimento da chamada economia da inovação. Seus estudos destacam os crescentes processos de colonização que constituem o capitalismo de vigilância (Zuboff, 2013). Enquanto o neoliberalismo opera sob o princípio do isolamento e da desconexão moral e intelectual, a EPICC busca conectar agentes, instituições, comunidades de leitores, movimentos políticos e sociais e a teoria crítica da comunicação no presente e para o futuro.

A luta epistemológica para reconfigurar o campo crítico da comunicação, no atual processo histórico, envolve definir o horizonte cognitivo da nova sociedade digital e a centralidade da luta pelo código na nova forma de reprodução do capital.

Desde meados da década de 60, o pensamento crítico na comunicação tem buscado desconstruir o processo neocolonial das indústrias culturais e a teoria funcionalista ocidental, hibridizando, relendo e reescrevendo a história e o pensamento a partir de sua topologia e mundos da vida.

O campo de estudo do EPICC na América Latina constrói uma densa rede baseada nas reflexões, categorias e análises produzidas por intelectuais como Juan Somavia, Luis Ramiro Beltrán, Antonio Pasquali, Rafael Roncagliolo, Margarita Graziano, Héctor Schmucler, Diego Portales, Fernando Reyes Matta, Raquel Salinas Bascur, Elizabeth Fox, Mabel Piccini, Gonzaga Motta e Nelly Camargo, entre outros, em diálogo e colaboração contínuos com colegas europeus e norte-americanos como Cees Hamelink, Armand Mattelart, Michel Mattelart, Manuel Vázquez Montalbán e Herbert Schiller. Numerosos colegas do Sul Global e da América do Norte, de ambos os lados do Atlântico, continuam esse intercâmbio (Herscovici, 1999; Monje, 2019). O EPICC latino-americano faz parte dessa história e da história do pensamento marxista e crítico no continente (Bolaño, 1988). Os métodos de pesquisa são influenciados pela lógica dialética do marxismo clássico, particularmente pela crítica da economia política, bem como pela economia, ciência política e ciências sociais em geral, sempre em diálogo com as metodologias adotadas em outros subcampos da Comunicação.

Durante os últimos quinze anos do século XX, embora o debate internacional tivesse amadurecido significativamente, potencialmente levando à transformação das situações de concentração e dependência denunciadas, os estudos EPICC foram marginalizados das agendas acadêmicas e dos debates em organizações internacionais. As primeiras décadas do século XXI, por sua vez, mostraram-se extremamente desafiadoras em termos de diagnóstico e definição de agendas. O avanço do capitalismo transnacional nas comunicações, a crescente plataformização do conteúdo e sua integração aos processos de comunicação social, e as novas cadeias de valor ligadas à mineração de dados e aos projetos de Inteligência Artificial sob o controle de corporações globais, desafiam atualmente as análises existentes e exigem uma atualização de nossas agendas de problemas.

A teoria crítica da sociedade só se justifica hoje se for capaz de trazer à luz e questionar os pressupostos teóricos e ideológicos do sistema dominante de relações e, ao fazê-lo, iluminar os passos necessários para a emancipação daqueles que sofrem os efeitos mais perversos e exploradores desse sistema (Herrera, 2005: 177). Portanto, desenvolver uma agenda política e acadêmica baseada no bem público e comum é o nosso desafio e compromisso com o futuro.

Bibliografia disponível no seguinte link:
https://docs.google.com/document/d/142dptRxZLPBIm-7CVbceJ64soC8eaNM4/edit#
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

A Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (EPICC) analisa como a comunicação e a cultura participam do processo de acumulação de capital. Isso abrange diversos problemas relacionados ao papel da mídia nesse processo, às relações de poder expressas dentro do sistema cultural no contexto da crescente integração da mídia de massa à estrutura econômica, à estratificação e desigualdades de classe, às condições de produção, distribuição e troca das indústrias culturais e às relações entre os centros de poder político e econômico. Em suma, considera as classes sociais, a mídia, a relação entre produção material e intelectual e as políticas de comunicação (Herscovici et al., 1999). Vincent Mosco definiu a EPICC como "o estudo das relações sociais, especialmente as relações de poder, que constituem a produção, distribuição e consumo de recursos, incluindo os recursos de comunicação" (Bolaño, 2007). As contribuições iniciais do EPICC para o campo da comunicação foram feitas na década de 60 por dois grupos de pesquisa: um de origem norte-americana, iniciado por Dallas Smythe e Herbert Schiller, seguindo a tradição de Paul Baran e Paul Marlor Sweezy, e o outro composto pela pesquisa dos britânicos Nicholas Garnham, Graham Murdock e Peter Golding e dos franceses Bernard Miège, Patrice Flichy e Dominique Leroy (Herscovici et al. 1999:12).

Pesquisadores americanos propuseram-se a examinar o funcionamento da mídia em relação à macroeconomia e sua conexão com outras instituições dentro do sistema capitalista. Suas análises não eram estritamente econômicas, mas buscavam estabelecer relações entre as dimensões econômica e ideológica da mídia, destacando seu lugar na estrutura econômica internacional. Contrariando o behaviorismo positivista e as definições althusserianas dos aparelhos ideológicos do Estado, a obra inicial de Herbert Schiller foi inspirada pela filosofia de Freire, como se vê em *Pedagogia do Oprimido* (1970). Em 1974, seguindo Paulo Freire, ele argumentou que "a manipulação das mentes humanas é um instrumento de conquista" e que os meios de comunicação de massa possuem o poder de realizá-la.

Quase simultaneamente, do outro lado do Atlântico, Graham Murdock e Peter Golding publicaram *Por uma Economia Política das Comunicações de Massa* (1974), na Inglaterra, onde defenderam a necessidade de se considerar as inter-relações entre as dimensões ideológica, econômica e política. Eles apontaram que há duas razões pelas quais os meios de comunicação são importantes na vida das pessoas: 1) proporcionam uma forma de ocupar grande parte do tempo livre e 2) são a principal fonte de informação e explicação dos processos sociais e políticos. Uma terceira linha de pensamento surgiu em torno do Groupe de Recherches sur les Enjeux de la Communication (GRESEC), fundado em 1978 pelos economistas franceses Bernard Miège e Yves de la Haye. Patrice Flichy e Dominique Leroy, que também faziam parte desse grupo, dedicaram-se a uma análise empírica mais precisa da economia da mídia, afastando-se, assim, de formulações que enfatizavam a ideologia ou as instituições. Suas especificações a respeito das diferentes formas de trabalho cultural e da valoração de produtos culturais são dignas de nota. Os trabalhos mais recentes dos pesquisadores espanhóis Enrique Bustamante e Ramón Zallo, e do canadense Vincent Mosco, também se inserem nesse contexto. Na América Latina, as influências dessas escolas têm sido diversas.

O EPICC mexicano tem uma relação mais próxima com a escola norte-americana, enquanto no resto do continente, com exceção do Brasil, a influência espanhola – e com ela a influência francesa, da qual é em grande parte subsidiária – cresceu em tempos mais recentes.

A influência francesa, a partir da década de 1990, também é significativa em todo o continente. Por sua vez, a EPICC (Escola Internacional de Arte Contemporânea) brasileira apresentou uma evolução autônoma desde meados da década de 1980 e, a partir do início da década de 90, estabeleceu um diálogo crítico com a escola francesa, enquanto a escola argentina, por exemplo, tem sido muito ativa na absorção de diferentes influências, incluindo a brasileira e, especialmente, a espanhola.

Os estudos contemporâneos sobre EPICC na América Latina produzem uma nova agenda de problemas e abordagens teórico-metodológicas.

Por um lado, categorias teóricas específicas estão sendo elaboradas para interpretar os problemas da região de forma contextualizada. Por outro lado, a agenda de pesquisa da perspectiva do EPICC está se expandindo para incluir a análise de fenômenos como: a participação de tecnologias convergentes em ambientes regulatórios e produtivos associados aos Serviços de Comunicação e Telecomunicações; a gestão e o uso de recursos e bens públicos no âmbito da administração do espectro radioelétrico (MOM/RSP, 2019); o uso e a apropriação de informações por plataformas; e a reconfiguração de mercados e modelos de negócios. A pesquisa abrange também a economia da internet (Srnicek, 2018), a governança, o acesso dos cidadãos a bens e serviços universais (Monje, 2018), e novos direitos relacionados à privacidade, gestão de dados e liberdade de expressão na internet (Baladrón, 2018; Beltramelli, 2018; De Charras e Lozano, 2019; Gerber, Brant e Mastrini, 2017; Ramos, 2014; Segura e Waisbord, 2016).

Nesta linha, consideramos que as mudanças tecnológicas associadas à digitalização e à datificação produzem alterações na eficiência dos desenhos legais ou regulatórios (Rossi, 2018), adicionando complexidade e hibridismo à reconfiguração dos mercados (Baladrón e Rivero, 2019) e propondo novas relações de uso, apropriação, produção e circulação de conteúdo e serviços para os cidadãos (De Charras e Galup 2018; Saladrigas, Oliveira e Paz, 2017; Becerra, 2015). Como o leitor poderá constatar pela revisão da literatura específica sobre o assunto, do ponto de vista do objeto material, a formalização do campo de estudo transcende, nos últimos anos com a quarta revolução industrial (Parikka, 2021), o problema da reprodução e da economia do desenvolvimento, em sentido clássico, ao compreender, em sua complexa articulação, múltiplos elementos que, hoje, afetam, como veremos, o modelo de integração e desenvolvimento, problematizando, entre outros processos, as relações de trabalho e a própria organização do capital cultural de uma determinada sociedade ou comunidade, os direitos culturais (Herrera, 2005) e o patrimônio comum, a gestão do conhecimento e do território em relação à cultura local, a função produtiva do chamado setor quaternário e o papel agregador da economia imaterial, a estética e o design da produção do espaço e a expansão do consumo, e até mesmo a política industrial e o desenvolvimento tecnológico em tecnopolos e clusters culturais.

Considerando a complexa realidade e as múltiplas dimensões da nova lógica de transformação dos territórios e das economias imateriais, o EPICC oferece uma análise institucional das formas de convergência e articulação entre o setor das indústrias culturais, os processos de desenvolvimento econômico e social e as políticas públicas, analisando o poder da mediação e o vetor tecnológico como um poderoso processo determinante nas formas contemporâneas de representação e produção do imaginário.

Bibliografia disponível no seguinte link:
https://docs.google.com/document/d/142dptRxZLPBIm-7CVbceJ64soC8eaNM4/edit#
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/02/2023 al 31/12/2023)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
1. Elabore uma agenda de trabalho comum em cada linha de serviço.
2. Definir editais internacionais para financiamento de pesquisa
3. Elabore uma matriz analítica para a integração transversal das diferentes linhas em um projeto de trabalho unificado.
4. Atividades conjuntas com dois Grupos de Trabalho: "Pensamento jurídico crítico e conflitos sociopolíticos" e "Economia política da informação, comunicação e cultura"
1. Reunião virtual com todos os membros do GT.
2. Integração dos coordenadores da linha de pesquisa.
3. Desenho metodológico e plano de pesquisa.
4. Criação de espaço de trabalho virtual e promoção de publicações da GT.
5. Sistematização das fontes.
6. Articulação das GTs: Encontro sobre guerra jurídica, tecnopolítica e políticas de comunicação.
- Apresentações e discussões sobre os mesmos
- Diálogo sobre pesquisa na área
- Desenvolvimento de planos de trabalho conjuntos
1. Organizar e sistematizar o trabalho entre os coordenadores e os membros.
2. Defina o roteiro para alcançar os objetivos de três anos.
3. Produzir ferramentas virtuais para redes colaborativas.
4. Mapeamento de redes e atores sociais para cooperação e intervenção científica.
5. No que diz respeito ao seminário conjunto entre as GTs, buscamos a produção de conhecimento conjunto e a influência na elaboração de políticas públicas.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Divulgar os resultados da pesquisa desde o início.
ano entre nossas comunidades acadêmicas de referência.
2. Reforçar os planos específicos para cada linha.
3. Devolver a informação aos atores institucionais.
1. Publicação de um livro com os resultados de uma pesquisa nacional comparativa sobre o eixo Geopolítica da Comunicação e Ecologia da Informação.
2. Seminário Internacional pré-congresso da CLACSO ULEPICC na Universidade do Chile (20 a 23 de outubro de 2023).
3. Dossiê in Signo y Pensamiento sobre Capitalismo de Plataforma e alternativas regionais.
1. Posicionar o Grupo de Trabalho EPICC como referência para estudos comparativos na região.
2. Coordenar com a OBSERVACOM um espaço para divulgar as atividades da GT.
3. Divulgar dados e conclusões relevantes para discussão pública nas redes sociais.
4. Editar um blog monográfico sobre Democracia da Informação na América Latina.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Intervenção social com atores dos setores público e sem fins lucrativos ligados a processos de convergência das telecomunicações.
Reuniões de trabalho em cada país com representantes do setor público.

Oficinas de socialização com a economia social da informação e os setores sem fins lucrativos e organizações sociais que estão desenvolvendo processos de convergência digital.
1. Diagnóstico da situação desses atores e identificação de seu reconhecimento nas regulamentações nacionais.
Compilação de referências e fontes documentais sobre regulamentações e processos de transformação na área.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Colaboração internacional com IAMCR, ALAIC, FELAFACS, FLACSO, ULEPICC e ALAS, e colaboração nacional com as instituições às quais cada pesquisador participante pertence. (IEALC/Argentina, CEA/Argentina, CEHSEU/Cuba, FLACSO (Chile e Equador), UDELAR)
(Urug.) entre outros.
Solicitação de apoio econômico e logístico local para o desenvolvimento da pesquisa.
Solicitação de divulgação dos resultados obtidos.
Fortalecer os laços de cooperação nacional e regional para a consolidação da GT.
Criar uma rede internacional de estudos comparativos sobre processos de plataformização e Inteligência Artificial.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/01/2024 al 31/12/2024)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
1. Elaboração da metodologia de um projeto conjunto sobre os desafios teóricos e analíticos da economia política da comunicação na América Latina.
2. Formação de equipes de trabalho permanentes por país e linhas de pesquisa.
3. Identificação das fontes de financiamento do Programa Horizonte (UE) e do IBEROEKA.
4. Trabalho conjunto dos Grupos de Trabalho "Comunicação, Política e Cidadania", "Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura", "Apropriação de tecnologias digitais e interseccionalidades" e "Pensamento jurídico crítico e conflitos sociopolíticos".
1. Fórum virtual com apresentações sobre as perspectivas e fronteiras do conhecimento em EPICC na era digital.
2. Seminário Internacional de Pesquisa em Córdoba (agosto de 2024). Articulação de 4 Grupos de Trabalho. Direito à Comunicação e Cidadania em Contextos Digitais: A Disputa sobre o Código

3. Edição de atas e vídeos documentários com os oradores e divulgação nas redes e no espaço virtual do GT.
1. Elaboração de um relatório regional sobre o trabalho e os debates teóricos nas diferentes linhas de trabalho propostas.

2. Relatório bibliométrico sobre a produção intelectual na região.
3. Publicação dos trabalhos do seminário internacional.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Seminário internacional no CEA. UNIVERSIDADE NACIONAL DE CÓRDOBA.

2. Conferência CLACSO.
1. Publicação do livro "Os desafios da epistemologia da comunicação. Horizontes teóricos da economia política da comunicação" (IAMCR/Palgrave).
2. Dossiê monográfico sobre Inteligência Artificial e Políticas de Comunicação no El Profesional de la Información.
3. Realização de dois fóruns virtuais no YouTube abertos a universidades e à comunidade de referência.
1. Posicionar o Grupo de Trabalho EPICC como referência para estudos comparativos na região.

2. Promover cinco teses de doutorado sobre os eixos do EPICC.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Fórum Social sobre Acesso e Controle Democrático da Internet e Convergência Telemática na Economia de Plataformas.

2. Elaboração de um guia para cidadãos sobre algoritmos e acesso à rede.
1. Realização de um FÓRUM SOCIAL em Quito, no âmbito do Congresso Internacional ALAIC 2024 sobre Governança da Internet, direcionado a atores especializados e cidadãos, sobre o acesso dos cidadãos à Internet como um Direito Humano.
2. Concepção e edição digital do guia com a participação de atores sociais convidados para o Fórum Social.
1. Gerar debates públicos e posicioná-los na agenda acadêmica, política e midiática.
2. Publicação de três artigos informativos em jornais de grande circulação.
3. Produção de um programa monográfico sobre a TELESUR e emissoras públicas de rádio e televisão da América Latina.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Além da coordenação internacional com a IAMCR, ALAIC, FELAFACS, FLACSO, ULEPICC e da coordenação nacional com os institutos aos quais cada um dos pesquisadores participantes pertence, como será feito desde o primeiro ano, propõe-se, neste caso, uma ação com a Agência Latino-Americana de Informação (ALAI).
Solicitação de apoio econômico e logístico local para o desenvolvimento da pesquisa.
Solicitação de divulgação dos resultados obtidos.
Fortalecer os laços de cooperação nacional e regional para a consolidação da GT.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/01/2025 al 31/12/2025)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
1. Análise de alternativas de economia social e políticas públicas no capitalismo de plataforma em países da América Latina.
2. - Atividades conjuntas dos Grupos de Trabalho: "Pensamento jurídico crítico e conflitos sociopolíticos" e "Economia política da informação, comunicação e cultura"
1. Identificação de experiências.
2. Mapeamento de fontes de referência
3. Desenho metodológico
4. Organização da equipe e planejamento estratégico.
5. Em relação à atividade conjunta dos GTs. II Encontro sobre Lawfare, tecnopolítica e políticas de comunicação.
- Discussão de artigos
- Diálogo sobre pesquisa na área
1. Produzir informações e análises atualizadas que permitam projetar alternativas e diagnosticar os problemas presentes no capitalismo informacional que os países da região enfrentam.
2. Relativamente ao trabalho conjunto dos GTs: Elaboração de conclusões com possibilidade de publicação conjunta com artigos de investigadores de ambos os GTs.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Divulgar os resultados para atores não acadêmicos, ligados a grupos de cidadãos, organizações comunitárias e movimentos sociais.
2. Divulgar conteúdo e contribuições dos membros do GT nas redes sociais e no blog institucional da equipe.
1. Publicação do livro Economia Social da Comunicação e Alternativas Latino-Americanas ao Capitalismo de Plataforma pela Editora Comunicação Social.
2. Dossiê sobre Desigualdade Informacional e Cibercapitalismo na América Latina. Revista Latino-Americana de Esquerda (Chile).
3. Seminário internacional em Madrid com a Fundação de Pesquisa Marxista e a Rede TRANSFORM (UE).
1. Alimentar o espaço virtual e construir um ambiente de aprendizagem e troca de experiências entre pesquisadores em formação dos diferentes países participantes.
2. Fortalecer o espaço acadêmico e institucional dos estudos EPICC no continente por meio da rede EPTIC, ALAIC e ULEPICC.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Identificação de linhas de ação em matéria de soberania tecnológica e políticas de comunicação.
2. Socialização do progresso do GT junto à comunidade, às autoridades nacionais e regionais.
1. Realização de atividades públicas direcionadas a atores especializados e ao público em geral.
1. Gerar debates públicos e posicioná-los na agenda acadêmica, política e midiática.
2. Definição de uma agenda de trabalho comum entre a Transform e a CLACSO sobre políticas de TIC.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Articulação em nível internacional com a Rede Transform e a Fundação de Pesquisa Marxista para transmitir as demandas da comunidade científica e dos atores sociais da América Latina ao Parlamento Europeu.
Solicitação de apoio financeiro e logístico local para o desenvolvimento do seminário.
Solicitação de divulgação dos resultados obtidos na Akal Ediciones.
Fortalecer os laços de cooperação nacional e regional para a consolidação da GT entre a UNASUL, a ALBA, o MERCOSUL e a UE.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 46
Diego García Ramirez
Escola de Ciências Humanas
Escola de Ciências Humanas
Faculdade Universitária de Nossa Senhora do Rosário
Colômbia
Diego Rossi
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Diego De Charras
Departamento de Ciências da Comunicação, Faculdade de Ciências Sociais, Universidade de Buenos Aires
Argentina
Katherine Marisela Castro Landaverde
Faculdade de Ciências e Humanidades, Universidade de El Salvador
El Salvador
Álvaro Andrés Terán Alban
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Gabriel Kaplún
Faculdade de Informação e Comunicação - Universidade da República
Uruguai
Elisabet Gerber
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Chile
Chile
José Roberto Pérez
Faculdade de Ciências e Humanidades, Universidade de El Salvador
El Salvador
Refaela Martins De Souza
Universidade de Coimbra
Portugal
Maria Madalena Doyle
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Odet Rodríguez Cruz
Faculdade de Comunicação da Universidade de Havana
Cuba
Ruy Sardinha Lopes
Instituto de Arquitetura e Urbanismo - Universidade de São Paulo
Brasil
Alina Soledad Fernández
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Olga Milena Forero Contreras

Ezequiel Rivero
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Manoel Dourado Bastos
Universidade Estadual de Londrina
Brasil
Verlane Aragão Santos
Departamento de Economia e Pós-Graduação em Economia e Comunicação, Universidade Federal de Sergipe
Brasil
Gustavo Buquet
Faculdade de Ciências da Informação (FIC). Universidade da República (UDELAR)
Uruguai
Daniela Inés Monje [Coordenador]
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Helena Martins Do Rêgo Barreto
Universidade Federal do Ceará
Brasil
Enrique Quibrera Matienzo
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Ana Laura Hidalgo
Departamento de Comunicação. Faculdade de Ciências Humanas. Universidade Nacional de San Luis
Argentina
Mariela Baladron
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Anderson David Gomes dos Santos
Universidade Federal de Alagoas
Brasil
Mauricio Herrera Jaramillo
Faculdade de Estudos Ambientais e Rurais
Departamento de Desenvolvimento Rural e Regional
Pontificia Universidad Javeriana
Colômbia
María Soledad Segura
Centro de pesquisa
Faculdade de Filosofia e Humanidades
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Vitória Batiston
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
UNIVERSIDADE NACIONAL DE RAFAELA
Argentina
Luis Lozano
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Hilda Maria Saladrigas Medina
Departamento de Sociologia, Universidade de Havana
-Faculdade de Filosofia e História.
-Universidade de Havana
Cuba
Judith Gerbaldo
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Isabel Ramos [Coordenador]
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Denni Salvador Portillo Zavaleta
Departamento de Jornalismo, Universidade de El Salvador.
El Salvador
Juan Martín Zanotti
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Federico Beltramelli
Faculdade de Informação e Comunicação
Uruguai
Florencia Agostina Guzmán
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Mauro Larrea
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Hugo Nestor Mamani
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Wanda Fraiman
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Nancy Pierina Benites Alfaro
Universidade Nacional de Engenharia.
Peru
Gerardo Caetano
Instituto de Ciências Políticas
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
César Bolaño [Coordenador]
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Universidade Federal de Sergipe
Brasil
Ivonete Da Silva Lopes
Universidade Federal de Viçosa
Brasil
Angy Mora
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Carlos Fernández Hernández
Faculdade de Comunicação da Universidade de Havana
Cuba
Carlos Peres De Figueiredo Sobrinho
Universidade Federal de Sergipe
Brasil
Victor Ricardo Ramirez Vazquez
Programa Universitário de Estudos de Desenvolvimento
Universidade Nacional Autônoma do México
México