Área temática: Democracia, Direitos Humanos e Paz
Grupo de trabalhoViolência, governos e democracia
[+ Ver produções e conteúdo]Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais
Universidade de Caldas
Colômbia
Secretaria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais
UNR - Universidade Nacional de Rosário
Argentina
O objetivo do nosso grupo de trabalho é contribuir para a construção de um sistema de conhecimento e pesquisa na América Latina e no Caribe que estude de forma abrangente as dimensões que ligam os mecanismos das diferentes formas de governo e a pluralidade da violência que influenciam e afetam decisivamente a reconfiguração do cenário democrático na região. A sofisticação das tecnologias de governança é particularmente relevante para os nossos estudos; consideramos vital focar nelas por meio de análises que nos permitam reconstruir um possível mapa — não único ou inequívoco — das combinações e interconexões da matriz da arte neoliberal de governar a partir da experiência latino-americana (Murillo, 2013, 2018).
Nas primeiras décadas do século XXI, governos de centro-esquerda na América Latina implementaram políticas sociais inclusivas e estratégias de política internacional com foco no multilateralismo. Contudo, simultaneamente, no campo — e na cultura — do controle social, esses mesmos governos testemunharam uma intensificação de diversas ações que fortaleceram — e reconfiguraram — políticas repressivas, como uma maior presença policial nas cidades e a expansão do sistema de justiça criminal. Isso levou a punições mais severas e a um aumento sistemático da população carcerária, sem redução nos níveis de violência social e criminalidade.
A enorme heterogeneidade das formas de violência interligadas e distribuídas regionalmente prejudica irreversivelmente os mais vulneráveis (Misse, 2014; Auyero/Berti, 2013; Tenenbaum/Viscardi, 2018; Otamendi, 2015). O problema abrange desde o assassinato de jornalistas, líderes comunitários e defensores dos direitos humanos por meio da violência organizada; a letalidade das forças policiais militarizadas; até o encarceramento de jovens pobres cujo dilema é a migração, o confinamento, a prisão ou a morte violenta. As vidas das vítimas e de suas comunidades são violentamente reproduzidas sem que os sistemas governamentais estabelecidos para assistência às vítimas consigam impactar positivamente suas trajetórias sociais (Ginga, 2019).
Essa diversidade de violência assume formas contingentes, mas estruturalmente simultâneas; é episódica, porém rotinizada como um recurso utilizado pelos perpetradores contra as vítimas; é reproduzida como um mecanismo para a resolução efêmera de conflitos, a construção e o fortalecimento da autoridade, governando territórios e apagando parcialmente as fronteiras entre a violência na família, na rua, na vizinhança e nos espaços públicos (Auyero/Berti, 2013). Da mesma forma, a diferença entre os processos de violência em cidades centrais e periféricas (Briceño León, 2018) da região nos obriga a criar um mapa diversificado de regiões que especifique os tipos de dinâmicas rurais, urbanas e transfronteiriças em que a violência se desenrola.
A reprodução generalizada da violência por meio de redes ilegais tem sido o mecanismo pelo qual diversos territórios, e em alguns casos diversas redes institucionais de nossos estados nacionais ou subnacionais, têm sido controlados; por exemplo, o recrutamento de jovens por redes ilegais e os desaparecimentos forçados (Chinas Salazar, 2019). Portanto, é crucial estabelecer o impacto do crime organizado sobre a democracia em suas diferentes dimensões, como processos eleitorais, governança local, violações de direitos humanos e os efeitos sobre as comunidades e a sociedade em geral. Da mesma forma, é essencial examinar a relação entre o crime organizado e o poder político, e sua influência sobre a democracia.
Por sua vez, a crescente crueldade infligida aos corpos das pessoas assassinadas tem se tornado cada vez mais evidente nos últimos anos. O espetáculo da violência se manifesta em cidades do Chile, Colômbia, Brasil e México, onde, segundo Reguillo Cruz (2021), morrer já não parece ser suficiente. Isso revela não apenas uma profunda crise da modernidade, mas também viola todos os limites impostos pelas estruturas emocionais e sensoriais formadas dentro dela, limites do que é civilmente tolerável (Elias, 2009). O sofrimento causado por essas situações exige uma investigação minuciosa das condições que dão origem a esses casos de sofrimento perpetrados pelo Estado; mas também, e fundamentalmente, exige que se destaquem as condições que permitam que esse problema ganhe relevância nas agendas públicas e se torne uma prioridade urgente para os governos democráticos (Tavares Dos Santos et al., 2022) em todo o mundo.
Vale destacar a globalização dos conflitos sociais, que altera normas e valores e gera movimentos sociais transnacionais, como o feminismo, o ambientalismo e mobilizações ou migrações para grandes cidades. Da mesma forma, isso desencadeia um processo de exclusão social: exclusão informatizada e digital, resultando em um grande número de pessoas sem moradia, comida, terra ou trabalho; e uma crise de perspectivas futuras para os jovens. Além disso, está emergindo uma geração marcada pelo desânimo. Muitas forças sociais de resistência surgiram neste século XXI, desde protestos a movimentos em diversos setores sociais em busca de alternativas no contexto do desenvolvimento global.
Portanto, compreender o contexto histórico das relações entre Estado e sociedade e o papel que a violência desempenhou na região é fundamental para entender os tipos de controle, prevenção, mediação ou pacificação democrática nessas regiões cujas comunidades rurais e cidades vivenciam diferentes graus de conflito ou violência (Rodríguez Cuadros, 2015). Focar nos contextos de nossos países para prevenir todas as formas de violência — incluindo feminicídios, violência institucional, difusa, estrutural, étnica/racial e violência gerada por uma geopolítica das drogas enraizada no microtráfico, no crime de subsistência (Duque, 2015) e na luta por mercados ilegais — torna-se essencial para detectar formas autoritárias e fascistas de violência política que ameaçam as democracias.
Como já mencionamos, nas últimas décadas a criminalidade aumentou na região, assim como a dinâmica da violência, os mecanismos de controle do crime organizado em diferentes escalas territoriais e a administração estatal, onde a relação entre o crime organizado e o poder político (Duncan, 2014) é cada vez mais visível ou legitimada, o que nos desafia a continuar expandindo a discussão sobre as formas de governo para além da questão criminal e seus impactos no funcionamento dos regimes democráticos, em aspectos como processos eleitorais, governança local, violações dos direitos humanos e os efeitos sobre as organizações comunitárias e sociais.
Contudo, iniciativas políticas baseadas em concepções alternativas e populares de segurança humana ou segurança cidadã têm dado frutos. Agora, a questão fundamental, quando nos referimos a políticas públicas, é analisar como se processa a articulação entre os diferentes níveis de controle social — burocracia, polícia, administração pública, política e organizações não governamentais — e qual o peso específico dos diversos atores — legais e ilegais, individuais e coletivos — na produção de um arcabouço alternativo de segurança para todos os cidadãos. Em suma, nosso projeto continua a contribuir para a compreensão da violência, reconstruindo um mapa que revela as facetas de como os governos moldam a criminalidade e as fissuras que deslegitimam os governos e enfraquecem a democracia. Um exame minucioso dessas questões nos permitirá influenciar efetivamente as dinâmicas de poder que favorecem a resistência.
BRICEÑO LEÓN, R. (2018). Cidades de vida e morte, Alfa, Venezuela.
CHINAS SALAZAR, D. (2019) “Quebrando o silêncio e o esquecimento”. In: Arte, guardiã da memória. Memorial 43, metáfora de uma busca.
DUQUE, C. (2015). Necessidade de novas abordagens na pesquisa sobre drogas. (Capítulo de livro). Drogas, polícia e crime. Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais - CLACSO.
ELIAS, N. (2009) O Processo Civilizador. Investigações Genéticas e Psicogenéticas. México: Fundo de Cultura Econômica.
GINGA, L. (2019) “Vítimas do crime e da violência e suas controvérsias: racionalidades conflitantes e concepções disputadas”. In Tavares dos Santos, JV, Angarita, PE, Brasil Mota, MG, e Viscardi, N. (orgs.) Violência, Segurança e Política: Processos e Configurações. Porto Alegre: Tomo Editorial. Sociologia das Conflitualidades; vol. 10, 2019. Pp: 273–290. Disponível em: http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/se/20200303051022/Violencia-Seguranca-e-Politica.pdf
MISSE, Michel e Carolina Christoph Grillo (2014) “Rio de Janeiro: sofrendo violência, falando paz” em Ana María Jaramillo e Carlos Mario Perea, eds, (2014). Cidades na encruzilhada. Violência e poder criminoso no Rio de Janeiro, Medellín Bogotá e Ciudad Juárez, Região-IEPRI-UJ.IDCR, Medellín Colômbia.
MURILLO, S. (2018) “Neoliberalismo: Estado e processos de subjetivação” na Revista de la Carrera de Sociología, Buenos Aires, Vol. 8 Não.
___________ (2013) “A estratégia neoliberal e o governo da pobreza. Intervenção no sofrimento psíquico das populações” em Voces en el Fénix.com, nº 22. Online: 9 de agosto de 2019. Disponível em:
OTAMENDI, A. (2015). “As ações punitivas dos moradores da AMBA (2001-2007) sob uma perspectiva de classe: Dominação, ressentimento ou vulnerabilidade?” em Revista de UNLZ, Argentina.
REGUILLO CRUZ, R. (2021) A Necromáquina. Quando morrer não basta. Guadalajara, México: ITESO; Barcelona: NED.
RODRÍGUEZ CUADROS, JD (2015). Gênese, atores e dinâmicas da violência política na região do Pacífico de Nariño, CINEP-UJ-ODECOFI-COLCIENCIAS, Colômbia.
TAVARES DOS SANTOS, JV, SILVA DE OLIVEIRA, L., CHINAS SALAZAR, C. e VIZCARDI ECHART, N. (2022) A democracia difícil: violência social, militarização das políticas de segurança e lutas pelos direitos humanos. Cidade Autônoma de Buenos Aires: CLACSO. Disponível em: https://www.clacso.org/la-dificil-democracia-violencia-social-militarizacion-de-las-politicas-de-seguridad-y-luchas-por-los-derechos-humanos/?fbclid=IwAR1L-zFXl1gy0AyGvLWE44e3dKZq6QgrFd6eyUDKwKnaLPETXIhOMykyVQc
TENENBAUM, G. e VISCARDI, N. Coords. (2018). Juventude e violência na América Latina. Sobre os mecanismos de coerção no século XXI, CSIC-UDR, Uruguai.
Na América Latina e no Caribe, nos últimos anos do século XXI, testemunhamos a renovação da matriz governamental neoliberal, que encontra maneiras de se impor em diversos países por meio de eleições, golpes de Estado ou da desestabilização social, econômica e midiática dos governos. Algumas das expressões mais claras desses processos têm sido o aumento exponencial do crime econômico organizado (Pegoraro, 2015; Bergman, 2018), a violação dos direitos humanos e sociais, a precarização dos trabalhadores, a repressão aos protestos sociais e o aumento da violência perpetrada pelas forças de segurança do Estado — em muitos casos aliadas a setores não estatais — como única resposta para mitigar conflitos sociais. Isso não é meramente uma atualização do programa econômico, mas sim uma busca para naturalizar e criar as condições para o estabelecimento de modos de vida que se alinhem aos valores centrais da arte neoliberal de governar (Murillo, 2013).
Ao longo dos anos, o Grupo de Trabalho tem dado contribuições significativas para a compreensão da violência, do crime e de como os governos os enfrentam. Os membros do grupo, Tavares dos Santos e Barreira (2016), apontam um paradoxo nos últimos anos na América Latina: políticas sociais inclusivas, que em alguns países levaram a um aumento significativo do poder aquisitivo das classes sociais no início do século XXI, são acompanhadas por uma intensificação das políticas repressivas de segurança. Portanto, é essencial considerar que estamos diante de um Estado penal de controle social que, embora apresente nuances em certos países, compartilha diversas características comuns. Esse Estado opera por meio de forças policiais repressivas, um judiciário punitivo resistente à democratização e o crescimento de serviços de segurança privada, forças policiais e prisões, que, por sua vez, fortalecem o "complexo policial-industrial" e o conceito de segurança pública. Este tipo de segurança é equivalente à segurança do Estado e das classes dominantes e é sinônimo de uma “Razão de Estado”: elementos que foram e são fundamentais na construção do Estado moderno (Tavares Dos Santos e Barreira, 2016: 31).
Ao analisarmos o funcionamento do sistema de justiça, percebemos que a noção de paradoxos também se aplica. Embora se busquem ampliar os direitos das minorias e dos grupos vulneráveis por meio do sistema de justiça, os limites e os desafios de um sistema punitivo tornam-se evidentes, uma vez que ele acaba reproduzindo diversas formas de violência institucional e intensificando as desigualdades sociais, como nos casos de violência de gênero e conflitos. A questão da violência de gênero é central nesse debate e continua sendo considerada na esfera dos órgãos de controle estatal (polícia, judiciário, sistema prisional), com pouca atenção dada a outras dimensões: as relações comunitárias, o processo de socialização das novas gerações, que também são fundamentais para a desconstrução dessas formas de violência (Fachinetto, 2016:434).
Nesse contexto, é importante destacar as milhares de vítimas da guerra às drogas; os relatos de tortura sofrida por pessoas privadas de liberdade em prisões; a violência policial contra jovens, especialmente aqueles de origem humilde (Guemureman, 2015), e contra populações negras e indígenas (Calazans et al., 2019); o aumento dos casos de violência de gênero e feminicídio (Segato, 2013); a violência contra crianças e jovens (Gayol e Kessler, 2018; Tenenbaum et al., 2021); o fenômeno das centenas de milhares de desaparecimentos forçados (Maldonado Aranda, 2022; Delacroix, 2020); a violência política; e a cultura punitiva que permeia o tecido social e legitima práticas estatais autoritárias. Esses são grandes desafios enfrentados tanto pela academia quanto pelas políticas públicas na América Latina. Uma academia em ação, não apenas no sentido de buscar uma compreensão analítica desses fenômenos, mas também de mapear e sistematizar as lutas sociais e a resistência contra a violência como horizontes a partir dos quais sociedades democráticas, respeitosas dos direitos humanos, podem ser construídas.
Esta proposta de grupo de trabalho visa dar continuidade à construção e democratização do conhecimento a partir do saber acumulado em grupos anteriores, dando continuidade a problematizações críticas e originais diante de um cenário desafiador que ameaça a democracia. Ela se baseia em experiências de pesquisa anteriores de outros grupos de trabalho do CLACSO, nos quais participamos há mais de uma década (Segurança na Democracia; Segurança, Violência e Obstáculos à Cidadania; Violados, Estigmatizados e Presos; Violência, Políticas de Segurança e Resistência) e na articulação das trajetórias acadêmicas, políticas e de ativismo social dos participantes, que acumularam conhecimento e experiências regionais em linhas de pesquisa compartilhadas (Zavaleta, 2015; Angarita, 2015; Tavares et al., 2019).
Em resumo, os membros deste grupo, enquanto investigadores experientes ou em formação, de vários géneros, de diferentes origens étnicas, distribuídos por vários países onde as ciências sociais têm desenvolvimentos desiguais, mas em rede, irão trabalhar nas linhas de investigação.
Objetivos gerais:
Contribuir para a construção de um sistema de conhecimento sobre violência, governos e democracia, baseado em um diálogo de saberes entre a academia, as instituições e os grupos sociais, que influencie a concepção multissetorial de políticas e intervenções no campo da segurança cidadã, contribuindo para o fortalecimento real dos regimes democráticos na América Latina e no Caribe.
Desenvolver um programa de pesquisa-ação sobre os modos de governança – estatal e não estatal – da questão criminal, suas consequências na vida social e política dos cidadãos, a violação dos direitos dos grupos mais desfavorecidos e como esses modos enfraquecem os regimes democráticos da América Latina e do Caribe.
Linhas de trabalho:
Modos de governança estatais e não estatais, sejam eles legais ou ilegais, institucionais ou ad hoc. Isso inclui pesquisas sobre políticas de segurança a partir de uma perspectiva de governança e a prevenção do crime e da violência a partir de uma perspectiva de governamentalidade. Abrange também análises da governança de organizações criminosas e paramilitares como mecanismos regulatórios nos territórios do poder político, mercados ilegais, diversificação do crime e violência.
O uso da violência como mecanismo para a resolução de diferentes conflitos sociais, políticos, culturais e digitais, bem como para a adoção de diferentes formas de governo.
A violência política e as posições ideológicas extremistas, o discurso e as narrativas de ódio, e o uso do espaço digital e dos meios de comunicação de massa para criar as condições para o estabelecimento do fascismo na América Latina representam um risco para as democracias. Dinâmicas de poder, não necessariamente presentes nas instituições estatais, estão minando o consenso alcançado após o fim dos regimes ditatoriais e a restauração da democracia em diversos países do nosso continente.
Resistências pacíficas ou violentas, de acordo com repertórios de protesto em defesa da vida em casos de extrativismo e diferentes manifestações de violência (em suas formas mais negativas, como linchamentos, homicídios, feminicídios, milícias e armamento; ou em suas formas progressistas, como redes de apoio, proteção às vítimas, organizações de base, redes regionais) e a reprodução das desigualdades na vulnerabilidade (confinamento de jovens e minorias étnicas).
ANGARITA, P. et al. (2015) Drogas, polícia e crime. Outras perspectivas sobre a segurança cidadã na América Latina, CLACSO Buenos Aires.
BERGMAN, M. (2018). Mais dinheiro, mais crime. Prosperidade e aumento da criminalidade na América Latina. Oxford University Press. Nova York.
CALAZANS, M. MALOMANO, B., PIÑEIRO, S. Como desigualdades de gênero e raça na América Latina no século XXI, Editora Fi, Brasil.
DELACROIX, D. (2020) "A presença da ausência. Rumo a uma antropologia da vida póstuma dos desaparecidos no Peru." Íconos: Revista de Ciências Sociais, vol. 24, n. 67, pp. 61-74.
FACHINETTO, R. (2016) Gênero e sistema de justiça. contradições e paradoxos. In: TAVARES DOS SANTOS, JV BARREIRA, C. (Org.). Paradoxos da Segurança Urbana. Porto Alegre: Volume Editorial.
GAYOL, S e KESSLER, G. (2018) Mortes que importam: um olhar sócio-histórico sobre os casos que marcaram a Argentina recente. Buenos Aires: Século XXI Editores.
GUEMUREMAN, Silvia (2015) Dentro e fora. Juventude, sistema penal e políticas de segurança. Buenos Aires: Grupo Editor Universitário.
MALDONADO ARANDA, S. (2022) 'Uma sepultura para chorar': Corpo, rituais e justiça em torno do desaparecimento no México. In Dilemas, Rev. Estud. Conflito Controle Soc. – Rio de Janeiro – Vol. 15 – no 2 – pp. 431-454. Disponível em: https://doi.org/10.4322/dilemas.v15n2.45758
MURILLO, S. (2013) “A estratégia neoliberal e o governo da pobreza. Intervenção no sofrimento psicológico das populações” em Voces en el Fénix.com, nº 22. Online: 9 de agosto de 2019. Disponível em:
PEGORARO, J. (2015) As ligações entre crime econômico e ordem social. Buenos Aires: Eudeba.
SEGATO, R. (2013) Redação sobre os corpos de mulheres assassinadas em Ciudad Juárez: Território, soberania e crimes do segundo estado. Buenos Aires: Tinta Limón.
TAVARES DOS SANTOS, J. e BARREIRA, C., Coords. (2016) Paradoxos da Segurança Urbana. Porto Alegre: Volume editorial.
TAVARES DOS SANTOS, JV ANGARITA, PE; BRASIL MOTA, MG e VISCARDI, N. (eds) (2019) Violência, Segurança e Política: processos e figurações. Porto Alegre: Tomo Editorial. Sociologia das Conflitualidades; vol. 10.
TENENBAUM, G, FUENTES, M., VISCARDI, N. SALAMANO, I., ESPÍNDOLA, F. (2021) "Relatos de mortes. Homicídios de jovens montevideanos em Ajustes de contas e conflitos entre grupos de criminosos". Montevidéu: Ciencias sociales. Universidade da República.
ZAVALETA BETANCOURT, J., Coord. (2015). Insegurança e segurança cidadã na América Latina, CLACSO, Argentina.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
democrático.
- Recuperar a pesquisa apresentada na 9ª Conferência Clacso, realizada em 2022 na Cidade do México, atualizá-la e editá-la para transformá-la em um e-book coletivo.
- Criar um mapa temático em consonância com as linhas de trabalho dos estudos e pesquisas dos membros do Grupo de Trabalho na América Latina e no Caribe, a fim de dar visibilidade e democratizar a produção de conhecimento, bem como identificar possibilidades para estudos comparativos e os principais conceitos centrais produzidos na América Latina sobre os temas do Grupo de Trabalho.
- Edição e publicação de um e-book com produções de membros do GT apresentadas na 9ª Conferência Clacso realizada em 2022 na Cidade do México.
- Reuniões virtuais; desenvolvimento de um formulário geral para o registro de pesquisas. Distribuição do formulário entre os membros do Grupo de Trabalho.
- Desenho da metodologia para mapeamento temático por país e local de produção de conhecimento por pesquisadores
- Um e-book publicado a partir das produções apresentadas e atualizado com base nos debates que ocorreram no âmbito da 9ª Conferência Clacso, realizada em 2022 na Cidade do México.
- Elaboração de uma cartografia de estudos sobre governos, violência, políticas públicas e democracia no contexto latino-americano.
- Construir alianças ou equipes de pesquisa com base em temas relacionados, mas com diversidade de países e perspectivas epistemológicas, e publicar no âmbito da GT.
- Elaboração de um inventário ou mapa conceitual sobre os eixos de trabalho: Governos, Violência e democracias na América Latina. Construção de um banco de dados das obras e temas no âmbito do Grupo de Trabalho.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Desenvolver a experiência radiofônica "Under the Bridge" com a pluralidade de vozes da academia, instituições e coletivos sociais para o diálogo e a democratização do conhecimento.
- Desenvolver uma estratégia de comunicação e divulgação para a produção do GT nas redes sociais.
- Divulgar as atividades de formação, pesquisa e intervenção social do grupo.
- Continuação e inovação do programa de rádio “Under the Bridge”.
- Criação de uma identidade e perfil de grupo em um site e em redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter.
- Elaborar um boletim anual com a sistematização da produção do grupo ao longo do ano de referência.
- Visibilidade da qualidade e diversidade da pesquisa dos membros da GT que lecionam no programa de Diploma.
- Transmissões de rádio ao vivo e podcasts no Spotify, CLACSO Radio e outras plataformas e estações.
- Resumos e vídeos com as diferentes vozes e reflexões da região.
- Publicações frequentes para promover as produções do grupo; ampliar a interação do grupo com a sociedade.
- Boletim anual com os resultados da produção do grupo.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Contribuir para a troca de avanços em pesquisa, propostas, protótipos ou manuais para intervenção ou acesso à justiça ou defesa dos direitos humanos na região.
- Participação dos membros de
grupo de trabalho em reuniões de
redes acadêmicas como a ISA,
LASA, ALAS.
Expansão da rede de pesquisadores sobre o tema.
- Reforçar a presença de
GT em outras redes acadêmicas.
Divulgação de atividades, oportunidades e publicações de
as outras redes acadêmicas em
nossos canais de distribuição (Facebook, Twitter, Web, Boletins informativos).
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Desenvolver a experiência radiofônica "Under the Bridge" com a pluralidade de vozes da academia, instituições e coletivos sociais para o diálogo e a democratização do conhecimento.
- Elaborar um curso de formação sobre os temas da GT (violência, governos e democracia).
- Continuação e inovação do programa de rádio “Under the Bridge”
- Conectar "Under the Bridge" à rede latino-americana de rádios comunitárias.
- Organização de seminários e workshops para aprofundar os temas de GT.
- Transmissões de rádio ao vivo e podcasts no Spotify, CLACSO Radio e outras plataformas e estações.
- Coletâneas e vídeos com diferentes vozes e reflexões da região
- Formação e educação de estudantes de graduação e pós-graduação; profissionais e agentes do sistema de justiça criminal e segurança pública.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
- Consolidar as redes disponíveis para influenciar o design e
Implementação de políticas de segurança cidadã em nível local.
- Elaboração de relatórios e documentos com recomendações para a formulação de políticas públicas.
- Grupos de trabalho interinstitucionais, multissetoriais ou multiagenciais
sobre problemas de
violência, governos e
regimes democráticos
preferencialmente em conferências
locais ou em universidades
público.
- Registro de reuniões e
acordos potenciais.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Contribuir para a troca de avanços e propostas de pesquisa,
protótipos ou manuais de
intervenção ou acesso ao
justiça ou a defesa de
direitos humanos no
região.
- Contribuir para a troca de avanços e propostas de pesquisa,
protótipos ou manuais de
intervenção ou acesso ao
justiça ou a defesa de
direitos humanos no
região.
- Participação dos membros de
grupo de trabalho em reuniões de
redes acadêmicas como a ISA,
LASA, ALAS.
- Atualização de
Site do grupo e redes sociais.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
- Facilitar o diálogo entre os membros do Grupo de Trabalho, especialistas em diversas áreas temáticas de interesse, por meio de três novas entrevistas conjuntas, cada uma com um tema como foco central.
- Transcrever as entrevistas para preparar documentos para uso público.
- Realização de um workshop virtual sobre os eixos de pesquisa do GT.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Divulgar e compartilhar os resultados da pesquisa do GT.
- Realizar uma reunião do Grupo de Trabalho para uma avaliação geral dos três anos de atividades conjuntas.
- Estimular a visibilidade da produção acadêmica dos membros do GT.
- Divulgar e compartilhar os resultados da pesquisa do GT.
- Continuação e inovação do programa de rádio “Under the Bridge”.
- Articulação da rede latino-americana de rádios comunitárias "Under the Bridge" com a cartografia temática por meio de radiocartografias.
- Transmissão ao vivo da apresentação do livro no YouTube.
- Divulgação do conhecimento; formação e desenvolvimento de investigadores; consolidação da rede de investigação.
- Programas de rádio, formato de podcast e mapas radiofônicos da pluralidade de vozes na região.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
multiagências ou intersetorial
sobre questões de violência, políticas de segurança e resistência, de preferência em congressos locais ou universidades públicas.
- Declarações conjuntas com selo
do GT.
segurança e
justiça na região.
-Impacto no debate sobre a legitimidade das reformas legais ou inovações institucionais relacionadas às políticas de segurança democráticas.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Formação política e feedback dos membros do GT devido à troca de experiências com especialistas de outras disciplinas das ciências sociais.
Número total de pesquisadores admitidos: 79
UFRGS
Brasil
Instituto de Estudos Regionais
Universidade de Antioquia
Colômbia
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
ITESO, Universidade Jesuíta do Oeste
México
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Universidade Luterana do Brasil
Brasil
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Departamento de Ciência Política
Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Ciências Sociais
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Universidade Ibero-Americana-León
México
ANEPE
Chile
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
Liceo B-56 Rebeca Olivares Benítez.
Chile
Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas
Brasil
Centro de Estudos Antropológicos da Universidade Católica
-Universidade Católica "Nossa Senhora da Assunção"
Paraguai
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Brasil
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
CENTRAL DE MEMBROS PLENOS - PPGEO-UESB
Brasil
Doutorado em Ciências Humanas e Sociais
universidade do Panamá
Panamá
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México
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
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Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais
Universidade de Caldas
Colômbia
Universidade da Pensilvânia
Reino Unido
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México
Não se aplica
México
Não se aplica
Instituto de Ciências Sociais e Administração
Universidade Autônoma da Cidade Juárez
México
Não se aplica
Chile
Centro de Pesquisa sobre Dinâmica Social
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Extership universitário da Colômbia
Colômbia
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Departamento de Sociologia
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Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Departamento de Ciências Sociais. Centro de Humanidades.
Universidade Federal do Ceará
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Universidade de Carleton
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Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Sem dados
Paraguai
Instituto de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Instituto de Ciências Políticas
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
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Não se aplica
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Costa Rica
Universidade Nacional de Quilmes / Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Centro de Estudos Superiores Universitários CESU, Universidad Mayor de San Simón
Bolívia
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Centro de Humanidades
Universidade Estadual do Ceará
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Centro de Humanidades
Universidade Estadual do Ceará
Brasil
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
Departamento de Ciências Políticas
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Universidade de São Paulo
Brasil
Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos
Brasil
Instituto de Altos Estudos Nacionais
Universidade Estadual de Pós-Graduação
Equador
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Universidade de São Paulo
Brasil
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - Programa Uruguai
Uruguai
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Graduado da COLMEX
México
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Instituto de Sociologia Jurídica / Faculdade de Direito / UDELAR
Uruguai
Secretaria Acadêmica
Universidade Nacional de Três de Fevereiro
Argentina
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais
Universidade de Caldas
Colômbia
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Laboratório de Ciências Sociais
Venezuela
Universidade da República - Espaço Interdisciplinar
Uruguai