Área temática: Direitos e violência
Grupo de trabalhoVigilantismo, violência coletiva e governança da segurança
[+ Ver produções e conteúdo]Centro de Estudos sobre Conflito e Coesão Social
Universidade do Chile
Chile
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Nas últimas décadas, a América Latina testemunhou uma transformação nos modos, atores e intensidades da violência. Após a onda de ditaduras militares sangrentas que esmagaram a grande maioria das lutas armadas na região, o desenvolvimento de regimes constitucionais consolidou processos de democratização (pelo menos em um sentido formal e processual) que levaram a um declínio da violência política e a uma condenação unânime da repressão e do extermínio patrocinados pelo Estado (apesar de as violações dos direitos humanos continuarem em numerosos países do continente). No entanto, espaços paralelos de violência (no plural) emergiram, ligados a várias formas de ilegalidade, à expansão das economias informais e ilegais (principalmente o tráfico de drogas, armas e pessoas) e à percepção de fragilidade ou cumplicidade das instituições estatais no enfrentamento desses problemas, resultando em uma consequente desconfiança dessas instituições por parte dos cidadãos (Alba Vega e Kruijt, 2007). Na América Latina, a violência se multiplicou e se tornou heterogênea e complexa: o subcontinente é uma das regiões com as maiores taxas de homicídio do planeta, apesar de não haver guerras entre países. Nesse sentido, a região revela hoje uma violência com outras faces, outros agentes, outros objetivos: um pluralismo violento (Desmond e Goldstein, 2010), que inclui segmentos ativos da sociedade civil em suas manifestações, tornando-os seus protagonistas.
Nesse contexto, o vigilantismo emerge como uma das dimensões mais relevantes e de maior impacto social dessa violência. Nas últimas décadas, surgiram respostas estratégicas para a contenção de riscos em segmentos de comunidades rurais e urbanas, tanto marginalizadas quanto pertencentes às classes média e média-alta. Essas respostas envolvem ações de vigilância contra a violência coletiva, incluindo linchamentos, grupos de autodefesa, milícias, organizações de bairro, paramilitares e até mesmo instituições paralelas de segurança e justiça dentro de suas comunidades.
Os eventos aqui mencionados não são exclusivos da América Latina. A apropriação da segurança por comunidades ou coletivos aos quais o vigilantismo recorre tornou-se visível desde as décadas de 1990 e 2000 em todo o mundo, em experiências documentadas em países africanos como Nigéria, Moçambique e África do Sul (Saunders, 2011; Pratten, 2006), países europeus como Rússia e Irlanda do Norte (Frank, 2017; Monaghan, 2011) e países asiáticos como Tailândia e Chechênia (Schuberth, 2013). De fato, a noção contemporânea de vigilantismo parece estar associada à caracterização de uma série de ações no sul dos Estados Unidos na segunda metade do século XIX, ligadas ao controle criminal, político e social (Thurston, 2011; Phillips, 1987) e à marcação de distâncias raciais (Favarel-Garrigues & Gayer, 2016; Buur & Jensen, 2004; Buur, 2010; Brown, 1975).
Os estudos sobre o vigilantismo na América Latina, que surgiram principalmente no final da década de 1980, seguiram duas linhas principais de investigação: por um lado, aqueles que o consideram um produto das transformações socioeconômicas macroestruturais resultantes da implementação da mudança neoliberal no final da década de 1970. Isso levou a sociedades mais desiguais, heterogêneas e fragmentadas, caracterizadas pela segregação e polarização social, pela proliferação da violência e pela circulação de discursos de ódio estigmatizantes direcionados a um "outro perigoso" percebido (Ariza, 2018), geralmente composto por diversos grupos subalternos que sofrem o impacto mais severo da violência vigilante (migrantes, jovens, comunidades marginalizadas, entre outros). Por outro lado, outro conjunto de estudos abordou a questão sob a perspectiva das dinâmicas institucionais, das culturas políticas locais e das capacidades e recursos organizacionais coletivos nas comunidades onde o vigilantismo surgiu. Assim, essas abordagens consideraram que o surgimento dessas ações está ligado à existência de espaços onde a relação entre Estado e sociedade é tênue, com clara dificuldade para o Estado monopolizar o uso da violência (Huggins, 1991; Martins, 1995; Benevides, 1984; Guerrero, 2000; Castillo, 2000), e sob a coexistência de outras ordens jurídicas, como a comunitária-tradicional, que confrontam e competem com a legalidade positiva (Vilas, 2006). Esta última linha de interpretação — fortemente debatida nos últimos anos — posicionou a violência coletiva como uma prática permitida pelos costumes e tradições das comunidades indígenas ou tradicionais.
O estudo comparativo do vigilantismo em diversos países da América Latina, conduzido por este Grupo de Trabalho nos últimos três anos e envolvendo pesquisadores de 13 países da região, gerou novas linhas de pesquisa, compreensão e análise do vigilantismo contemporâneo em relação à literatura anglo-saxônica. Isso inclui a consideração de suas modificações contextuais, sua variabilidade ao longo do tempo e sua crescente incorporação como uma ação legítima em diferentes repertórios de conflito. Em suma, podemos apontar pelo menos três avanços conceituais em comparação com linhas de pesquisa anteriores, com base em nossas investigações empíricas. O primeiro é que o Estado não está necessariamente ausente das ações de vigilantismo, nem pode ser caracterizado como inerentemente fraco. Ao contrário, ele se torna relevante de forma intermitente e gradual na coordenação ou permissividade dessas ações, no que poderia ser considerado um tipo de governança de segurança ampliada. O segundo avanço postula que nem todo vigilantismo desestabiliza as instituições estatais. Pelo contrário, algumas ações de vigilantismo fomentam a participação cidadã no fortalecimento do Estado de Direito na prevenção do crime (Fuentes, Gamallo, Quiroz, no prelo). O terceiro argumento sustenta que os poderes permitidos pelos costumes e tradições das comunidades indígenas ou tradicionais não estão causalmente ligados à violência coletiva de vigilância. Demonstrou-se (Gamallo, 2014; Fuentes Díaz & Binford, 2001), nos casos da Guatemala e do México, que a crescente frequência de linchamentos em bairros com maior presença indígena não se deve ao apelo aos costumes e tradições, mas sim a uma resposta comunitária a uma situação de insegurança estrutural. Através dos diálogos realizados no Grupo de Trabalho, identificamos que esses eventos expressam uma necessidade de restaurar uma ordem ameaçada e uma articulação de legitimidade que não se baseia inteiramente nas instituições estatais, mas se dispersa por múltiplas esferas. Nesse sentido, o vigilantismo expressa uma relocalização da autoridade que garante a ordem, um processo no qual outras entidades a detêm em maior medida do que o Estado, reformulando reivindicações sobre justiça e formas alternativas de obtê-la.
Acreditamos que o vigilantismo redefine a agenda de segurança pública e privada na América Latina e expande a noção de governança da segurança por meio da incorporação de atores não estatais, tornando-a relevante para a compreensão de diversas formas de violência interseccional. Os resultados de nossa pesquisa revelam que o vigilantismo e a violência coletiva não são apenas questões atuais na maioria dos países, mas também fenômenos conectados a processos históricos de formação do Estado e subjetividades políticas, bem como às transformações estruturais resultantes das recentes reformas neoliberais. O Grupo de Trabalho contribui, portanto, para a consolidação de um campo de pesquisa, ensino, disseminação e extensão dentro das ciências sociais, empregando estratégias teóricas e metodológicas específicas no campo dos estudos da violência.
Ariza, Rosembert (2019). Linchamentos em Bogotá: violência urbana legítima ou consolidação de práticas de ódio social?, Análise Política, 96, 83-102.
Benevides, Maria Vitória & Fischer, Rosa Maria (1984). Respostas populares e violência urbana: O caso dos linchamentos no Brasil (1979-1982). Em Pinheiro, Paulo Sérgio (Ed.) Crime, violência e poder (pp. 225-247). São Paulo: Brasileiro
Brown, Richard Maxwell. 1975. Strain of Violence: Historical Studies of American Violence and Vigilantism, Oxford University Press.
Buur, Lars & Jensen, Steffen. (2004). Introdução: Vigilantismo e o policiamento da vida cotidiana na África do Sul. Estudos Africanos, 63(2), 139-152.
Buur, Lars. (2010). “A natureza mutável dos grupos de vigilantes na África do Sul”, (pp. 26-50). Em T. G. Kirsch & T. Grätz (orgs.) Domesticando o vigilantismo na África. Oxford: James Currey.
Castillo Claudette, Eduardo. 2000. “Justiça em tempos de raiva: linchamentos populares urbanos na América Latina”, Ecuador Debate, 1(51): 207-236.
Desmond Arias, Enrique, e Daniel Goldstein (orgs.) 2010. Democracias Violentas na América Latina, Durham-Londres: Duke University Press
Martins, José de Souza (1995). Como condições do estudo sociológico dos linchamentos no Brasil. Estudos Avançados, 9 (25), 295-310
Favarel-Garrigues, Gilles & Gayer, Laurent. (2016). Violer la loi pour maintenir l'ordre. O vigilantismo em debate. Politix, 115, (3), 7-33. doi:10.3917/pox.115.0007.
Frank, Stephen. 2017. “Justiça não oficial e comunidade na Rússia rural, 1856-1914”, em Pfeifer, Michael. Linchamento global e violência coletiva. As Américas e a Europa. Vol. 2, Chicago: University of Illinois Press
Fuentes Díaz, Antonio; Gamallo, Leandro; Quiroz Rojas, Loreto. (eds.) (no prelo). Vigilantismo na América Latina. Violência coletiva, apropriações da justiça e desafios à segurança pública. Buenos Aires-Puebla: CLACSO-BUAP
Fuentes Díaz, Antonio & Binford, Leigh. (2001). Linchamentos no México: Uma resposta a Carlos Vilas. Sob o Vulcão, 2(3), 143-154.
Gamallo, Leandro (2014). Violência coletiva: linchamentos no México. Cidade do México: FLACSO.
Guerrero, Andrés. 2000. “Linchamentos em comunidades indígenas (Equador): a política perversa de uma modernidade marginal?” no Bulletin de l'Institut Français de études andines, Volume 29, No. 3, Ministério das Relações Exteriores da França, Lima
Huggins, Martha (1991). Vigilantismo e o Estado na América Latina Moderna: Ensaios sobre violência extralegal. Nova York: Praeger.
Monaghan, Rachel. 2011. “Não exatamente linchamento: justiça informal na Irlanda do Norte”, (153-172) em Manfred, Berg e Wendt, Simon. Globalizando a história do linchamento, Palgrave MacMillan: Nova York.
Phillips, Charles David. 1987. Explorando as relações entre formas de controle social: o linchamento e a execução de negros na Carolina do Norte, 1889–1918. Law & Society Review 21:361–74
Pratten, David. 2006. “A política da vigilância no sudeste da Nigéria.” Desenvolvimento e Mudança, 37( 4):707–734.
Saunders, Christopher. 2011. “Linchamento: O caso da África Austral”, (pp. 87-100) em Manfred, Berg e Wendt, Simon. Globalizando a história do linchamento, Palgrave MacMillan: Nova Iorque.
Schuberth, Moritz. 2013. Desafiando a hipótese dos estados fracos: Vigilantismo na África do Sul e no Brasil. Journal of Peace, Conflict & Development 20:38–51.
Thurston, Robert W. (2011). “Linchamento e legitimidade: rumo a uma descrição global do linchamento”, (pp. 69-86). Em Berg, Manfred & Wendt, Simon. (Eds.) Globalizando a história do linchamento. Vigilantismo e punição extralegal sob uma perspectiva internacional. Nova York: Palgrave MacMillan.
Vilas, Carlos (2006), Linchamentos na América Latina: hipóteses explicativas. Em Rodríguez, Raúl & Mora, Juan (Eds) Linchamentos no México. México: UAM
Este Grupo de Trabalho visa caracterizar, analisar e comparar as diversas formas de ações coletivas de violência punitiva (González et al., 2011; Gamallo, 2020) que emergiram vigorosamente na América Latina e foram agrupadas, para fins de compreensão conceitual, sob o termo vigilantismo. Propomos aprofundar o estudo dessas ações em sua conexão com outras práticas e cenários na região, como a emergência de múltiplas formas de violência e o contexto de insegurança, a geração de práticas de controle social em resposta ao crime, formas específicas de regulação comunitária da segurança, seu uso como repertório em contestações políticas, seu uso como intermediação política com o Estado, na micropolítica de gestão de atividades ilegais, bem como na governança híbrida da insegurança, entre outros processos incluídos no que pode ser considerado governança da segurança.
A proposta oferece três contribuições para a compreensão do vigilantismo na América Latina. Primeiro, ao adicionar perspectivas à literatura acadêmica emergente sobre o conceito de vigilantismo. Segundo, ao contribuir para o entendimento coletivo das metodologias que podem ser utilizadas para analisar um fenômeno de difícil estudo empírico sistemático. E terceiro, ao contribuir para as teorias sobre as condições em que a sociedade civil e os atores estatais se mobilizam para gerar práticas regulatórias de vigilantismo.
Em todas as interpretações desse fenômeno e em todas as formas que essas apropriações sociais da segurança assumem na América Latina, a justiça emerge como um componente substancial (Candotti et al., 2019). Testemunhos coletados de pessoas que presenciaram esses eventos confirmam que sua recorrência está diretamente ligada à percepção social de impunidade generalizada. Essa impunidade é sustentada pelos sistemas de justiça, tanto pela falta de agentes judiciais nas comunidades locais quanto pela baixa proporção de juízes per capita nos países da região, que está abaixo da média mundial (Le Clercq, 2016). Nessa perspectiva, uma das linhas de pesquisa desenvolvidas na região tem se concentrado vigorosamente na questão da formação do Estado, explorando como as instituições de diferentes países latino-americanos permitiram níveis de impunidade estrutural, bem como viés étnico e de classe no acesso à justiça. Nessa linha de pensamento, uma investigação recente sobre o Chile e a Argentina (Quiroz, 2022), a respeito da reação do sistema de administração da justiça aos linchamentos, observa que mesmo a violência dos linchamentos muitas vezes fica impune.
Outra dimensão, situada na caracterização e nos efeitos do neoliberalismo, tem sido sua relação com as políticas de segurança pública. Isso tem sido abordado em duas áreas paralelas, porém interconectadas. Por um lado, há a “virada punitiva”, que consiste na aplicação de políticas de segurança repressivas, no endurecimento das penas e no aumento da violência policial, marcada por um discurso autoritário e violento que emerge no contexto de novos consensos sociais sobre as formas contemporâneas de punição (Rodríguez, 2020). Nesse sentido, diversos estudos têm demonstrado criticamente como a mídia hegemônica legitima a violência coletiva contra sujeitos construídos como perigosos, como jovens e pessoas de comunidades marginalizadas (Baquero, 2015; Focás, 2016). Por outro lado, algumas apropriações da segurança são fomentadas pelo Estado através de políticas de participação cidadã que acompanharam essa mudança, envolvendo coletivos e comunidades que, por vezes, evoluem para diversas formas de vigilantismo (González, 2021; Dikenstein, 2019; Caravaca, 2014). Em alguns casos, a participação de empresas privadas em estratégias de governança da segurança é inclusive incentivada, incluindo a participação do mercado de TIC em regimes de segurança híbridos (humano-não humano / público-privado), que se entrelaçam com o fenômeno da violência coletiva.
Em relação à mudança punitiva na região, nos últimos anos, a implementação de políticas de segurança como a Guerra às Drogas no México (2006) e a Segurança Democrática na Colômbia (2002) incorporou novas variáveis à compreensão do vigilantismo, como a violência perpetrada por atores armados não estatais, a militarização da segurança interna e a autonomia de regiões inteiras em relação aos Estados nacionais ou locais. Assim, observamos que o recurso ao vigilantismo e à violência coletiva remodela os ambientes políticos locais por meio do conflito com atores armados — estatais ou não —, redefinindo a relação público-privada e, consequentemente, produzindo novas formas de Estado e cidadania.
Por fim, pode-se afirmar que as ações de vigilantes se desenrolam como formas de ação coletiva disponíveis a certos atores em circunstâncias específicas, formando repertórios de ação (Tilly, 2007). Algumas pesquisas têm enfatizado a natureza subjetiva das ações coletivas punitivas, sugerindo que sua incorporação como um repertório de ação revela culturas não moldadas pelas gramáticas da formalidade estatal (Fuentes, 2017). Nessa linha, alguns autores têm se concentrado na capacidade de certas comunidades de ativar ações coletivas e na relação desses episódios com a cultura de luta e os movimentos sociais em cada território específico (Gamallo, 2020). Estudos empíricos têm demonstrado que as ações coletivas de vigilantes ocorrem com mais frequência em territórios com tradições organizacionais mais fortes, que tipicamente se baseiam na resolução coletiva de problemas (Gamallo, 2014; Mendoza, 2004).
Os estudos desenvolvidos por este Grupo de Trabalho levam-nos a compreender que a expressividade da violência, a sua ritualização e a sua recorrência só fazem sentido quando consideramos como as sociedades e os quadros estatais foram formados e as relações conflituosas que mediaram longos ciclos históricos, bem como o seu grau de eficácia na regulação social. Nesse sentido, a intensidade da violência e a incorporação de diferentes padrões de confronto como ações coletivas estão relacionadas com as capacidades governamentais, a força institucional e as suas inscrições subjetivas no tecido social ao longo do tempo. Desta perspectiva, podemos compreender a variabilidade destas ações na região, que podem ser consideradas formas duras e brandas de vigilantismo — sendo esta caracterização uma das conclusões específicas do grupo.
Esta proposta para a continuidade do nosso Grupo de Trabalho busca dar conta da dinâmica destrutiva produzida por essas ações, bem como vislumbrar, com as informações coletadas, alternativas que possam ser traduzidas em políticas públicas para mitigar os efeitos de diversos conflitos sociais violentos. Esperamos que este arcabouço para a interpretação do fenômeno e a pluralidade de perspectivas a partir das quais ele é abordado contribua para a identificação de tensões e pontos de convergência e divergência entre as diferentes abordagens, delineando, assim, um campo de estudo regional que nos permita identificar similaridades e nuances em diferentes escalas: subnacional, nacional, regional e global.
Por fim, um fator crucial para o nosso Grupo de Trabalho é o desenvolvimento de recursos humanos. Integraremos estudantes de graduação e pós-graduação em pesquisas sobre esse tema. Além disso, estabelecemos vínculos com atores da sociedade civil organizada e setores governamentais focados em processos de segurança e paz, com os quais aprofundaremos esse relacionamento e continuaremos a colaborar no desenvolvimento de políticas públicas.
Candotti, Fabio Magalhães, Pinheiro Israel, Batista Alves, Jander. 2019. Dispositivos de segurança e justiça nas ruas: Outras questões sobre assaltos, vigilantismos e linchamentos, Dilemas 12(13), pp.647-673
Caravaca, Evangelina. 2014. Do que falamos quando falamos de linchamentos. Questão 1(42), 29-41
Dikenstein, Violeta (2019). Vizinhos em alerta: um papel difícil de institucionalizar. Estudo na cidade de Buenos Aires. URVIO. Revista Latino-Americana de Estudos de Segurança, (24), 151-166.
Focás, Brenda e Galar, Santiago. (2016). A insegurança e a mídia. Práticas jornalísticas e formação de audiências para o crime na Argentina (2010-2015). Revista Delito y Sociedade, 25, 59-76. https://doi.org/10.14409/dys.v1i41.6198
Fuentes Diaz, Antonio. 2006. Linchamentos: Fragmentação e Resposta no México Neoliberal, México, BUAP
Fuentes Díaz, Antonio. 2017. “Violência e apropriações comunitárias de segurança e justiça no México” em Dilemas - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, 10 (3): 479-501. Disponível em:https://revistas.ufrj.br/index.php/dilemas/article/view/14560
Gamallo, Leandro. 2020. Da Fúria à Ação Coletiva: Represálias Violentas na Argentina. Nova York: Peter Lang.
GAMALO, Leandro. 2014. Violência coletiva. Linchamentos no México. Flacso: México.
González Zempoalteca, José Alberto. 2021. Permissão para Lynch: Regulamentação e Usos Políticos da Punição em Puebla. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Instituto de Ciências Sociais e Humanas. México: Benemérita Universidade Autônoma de Puebla
González, Leandro Ignácio; Ladeuix, Juan Iván e Ferreyra, Gabriela. 2011. “Ações coletivas de violência punitiva na Argentina recente”. Baixo el Volcán, 3 (16), 165-193.
Le Clercq, Juan Antonio; Cháidez, Azucena; Rodríguez, Gerardo. 2016. Medindo a impunidade na América Latina: desafios conceituais e metodológicos. Ícones. Revista de Ciências Sociais, 55, 69-91.
Mendoza Alvarado, Carlos. 2004. “Linchamentos e falta de acesso à justiça”. Revista de Estudos Interétnicos, 11(18)
Quiroz, Loreto. 2022. Linchamentos no Chile e na Argentina: uma abordagem a partir do trabalho de juízes, promotores e advogados de defesa. Série Sociojurídica Oñati, 2
Rodríguez Alzueta. 2019. Vecinocracia: instinto social e linchamentos. La Plata: Estrutura mental até as estrelas.
Tilly, Charles. 2007. Violência Coletiva, Barcelona: Hacer
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
- Prosseguir com a produção de um diagnóstico coletivo comparativo e do estado da arte sobre os diferentes cenários particulares do surgimento do vigilantismo, da violência coletiva e da governança da segurança.
-Desenvolver projetos de pesquisa, tanto gerais/regionais quanto específicos/nacionais.
-Formação de jovens pesquisadores na área, em nível de graduação e pós-graduação.
- Participação dos membros do Grupo de Trabalho em comissões de tutoria e sínodos de exames profissionais.
-Seminário interno do Grupo de Trabalho sobre livros, publicações ou debates conceituais.
- Realizar conferências, apresentações de livros e diálogos virtuais com especialistas e colegas de Grupos de Trabalho relacionados, para trocar ideias e enriquecer nossa pesquisa teórica e metodologicamente.
- Designar tutores para os pesquisadores em formação que estão desenvolvendo suas respectivas teses de graduação e pós-graduação.
-Elaboração de relatórios e resumos de reuniões de discussão interna.
-Elaboração de um boletim do GT com os resultados das discussões realizadas nas reuniões.
- Relatórios de progresso sobre teses de graduação e pós-graduação de alunos incorporados ao projeto.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Construir canais de comunicação mais robustos para o Grupo de Trabalho, a fim de gerar intercâmbios de diversas naturezas e divulgar atividades e produções para outros grupos acadêmicos e para a sociedade em geral.
- Divulgação, através das redes sociais do GT, das atividades do grupo, bem como das produções acadêmicas e de divulgação de seus membros.
-Divulgação da participação dos membros em meios de comunicação eletrônicos e impressos, relacionados ao tema do GT.
-Produção de conteúdo audiovisual - podcasts, palestras em plataformas digitais, entrevistas para rádio e televisão.
- Para alcançar um maior impacto no alcance das produções do Grupo, tanto através de atividades de apresentação presenciais quanto por meio da divulgação via redes sociais.
-Criar novos usuários em redes sociais ainda não exploradas, como Instagram, Twitter e um site da GT, para a divulgação de conteúdo relacionado à produção acadêmica da GT.
- Transmissão online de eventos acadêmicos da GT através de nossas redes sociais.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
- Promover parcerias com organizações regionais da sociedade civil que atuam em questões de segurança, processos de paz, reconhecimento das vítimas e luta pelos direitos humanos.
-Elaborar diagnósticos sobre a circulação da violência que possam servir de base para políticas públicas.
2. Gerenciar contatos com agências governamentais que trabalham em questões relacionadas à insegurança e à violência social, bem como em alternativas ao sistema de justiça criminal tradicional.
3. Organizar encontros de reflexão entre organizações da sociedade civil, movimentos sociais e agências governamentais que atuam em questões relacionadas à insegurança e à violência social e o Grupo de Trabalho.
-Influenciar a concepção e a implementação de políticas públicas, bem como a geração de uma cultura ligada à redução da violência e à consolidação de relações pacíficas.
-Colaboração com a Associação Chilena de Municípios para o diagnóstico dos comitês de monitoramento.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Promover intercâmbios acadêmicos entre os membros do Grupo de Trabalho, nos respectivos centros associados da CLACSO.
-Promover o intercâmbio de estudantes membros do GT nos respectivos centros associados.
-Coordenação com o Grupo de Trabalho sobre Fronteiras e Vigilantismo.
-Estágio de pesquisa no Instituto de Ciências Sociais e Humanas da BUAP, México, de um membro do GT da Universidade Alberto Hurtado do Chile.
-Boletim conjunto com grupos que trabalham no tema Fronteiras e Vigilantismo.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
- Ampliar o intercâmbio com especialistas europeus e africanos no estudo desta área de pesquisa.
-Desenvolver modelos comparativos sistemáticos de casos nacionais e delinear hipóteses descritivas e explicativas para a região.
-Formação de jovens pesquisadores na área, em nível de graduação e pós-graduação.
-Debate com a participação de membros do GT e especialistas africanos.
-Seminários internos para discussão sobre possíveis modelos comparativos regionais.
-Conclusão das teses de graduação e pós-graduação pelos membros em formação do GT.
- Participação dos membros do Grupo de Trabalho em comissões de tutoria e sínodos de exames profissionais.
-Publicação de um boletim sobre o vigilantismo no sul global.
-Defesa de teses de graduação e pós-graduação sobre temas relacionados ao projeto.
- Ministrar o seminário de pós-graduação “Violência na América Latina” no programa de Doutorado em Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires.
-Elaboração de um boletim informativo para o Grupo de Trabalho.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Posicionar-se como um espaço de reflexão perante a sociedade civil e as agências governamentais.
-Apresentação de livros por membros do Grupo de Trabalho ou por pesquisadores relacionados ao tema.
-Produção de conteúdo audiovisual: podcasts, palestras em plataformas digitais, entrevistas para rádio e televisão.
- Participação nos meios de comunicação (rádio, televisão), tanto públicos quanto privados e comunitários.
-Publicação de artigos no portal da Associação do Pensamento Penal.
-Publicação do boletim informativo do Grupo de Trabalho.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
- Estabelecer parcerias com organizações da sociedade civil, agências governamentais e o setor acadêmico para promover uma cultura de paz e políticas de prevenção da violência.
-Seminários com ONGs e agências governamentais sobre questões de violência, vigilância e segurança.
-Coordenar ações com a organização Vítimas pela Paz a fim de propor alternativas à resolução violenta de conflitos.
-Parceria com a Fundação Inti Kallpanchis FUNINKA da Bolívia e o Centro de Estudos Universitários Superiores CESU-UMSS da Bolívia.
-Diagnóstico sobre criminalidade e homicídios em áreas rurais de Puebla, México. Em conjunto com o Governo do Estado de Puebla e o Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia.
-Organização do curso de diploma “Cidadania, gestão de conflitos e propostas de intervenção” em conjunto com a Fundação Inti Kallpanchis FUNINKA e o CESU-UMSS.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
-Organizar um fórum com pesquisadores e redes das ciências sociais americanas e europeias.
-Fórum/discussão/debate sobre violência em conjunto com o Centro de Estudos sobre Violência do IDAES-UNSAM.
-Elaboração de um boletim informativo conjunto com outros Grupos de Trabalho
-Facilitar o intercâmbio acadêmico entre pesquisadores e redes nas ciências sociais latino-americanas, americanas e europeias.
-Troca de perspectivas teóricas sobre violência com pesquisadores do IDAES.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
- Desenvolver uma comparação sistemática que contribua para a reflexão sobre uma teoria do vigilantismo na América Latina.
- Formular novas questões que darão origem a projetos de pesquisa a serem desenvolvidos no futuro.
- Consolidar e ampliar o campo de estudos sobre vigilantismo, violência coletiva e governança da segurança na América Latina.
-Realizar um seminário interno com os membros do Grupo de Trabalho.
- Consolidação completa do Grupo de Trabalho, com a perspectiva de adicionar mais membros e realizar novos projetos de pesquisa e contribuições.
-Livro sobre vigilância e governança da segurança global.
-Boletim do Grupo de Trabalho.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
-Publicar as conclusões e os resultados das diversas investigações.
- Divulgar os resultados em eventos científicos e na mídia tradicional e alternativa.
-Divulgar conteúdo audiovisual - podcasts, palestras em plataformas digitais, entrevistas em rádio e televisão sobre os resultados do livro.
-Está previsto consolidar a comunicação do Grupo de Trabalho para apresentar todas as atividades.
-Publicação de textos e arquivos audiovisuais em diferentes mídias com o conteúdo do livro.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
- Estabelecer parcerias com organizações governamentais e não governamentais para que a pesquisa possa fornecer subsídios para a elaboração de políticas públicas.
-Construir e consolidar a ligação com organizações da sociedade civil, como ONGs e movimentos sociais.
-Relatório sobre o processo de impacto social do GT contendo propostas futuras.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
-Reforçar os laços com outros Grupos de Trabalho da CLACSO.
-Realizar reuniões de trabalho com outros GTs que atuam em temas relevantes para avaliar a possibilidade de fusão.
- Fortalecimento das redes dentro dos Grupos de Trabalho da CLACSO.
Número total de pesquisadores admitidos: 47
Universidade das Américas-Puebla
México
Centro de Estudos e Promoção do Desenvolvimento
Peru
Universidade Pública de El Alto, La Paz
Bolívia
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Universidade Nacional de Mar da Prata
Argentina
Centro de Pesquisa em Ciências Jurídicas, Faculdade de Ciências Econômicas e Jurídicas, Universidade Nacional de La Pampa
Argentina
Instituto para o Desenvolvimento Econômico e Social
Argentina
Instituto de Filosofia e Direito da Academia Russa de Ciências, Filial dos Urais
Rússia
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - UFBA
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Instituto de Estudos Latino-Americanos, Universidade de Columbia
Estados Unidos
Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Humano. Departamento de Ciências Humanas.
Departamento de Ciências Humanas
Universidade St. Thomas
Colômbia
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Grupo de Pesquisa ILHARGAS, Universidade Federal do Amazonas.
Brasil
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Associação Vítimas pela Paz
Argentina
Instituto de Ciências Criminais
Faculdade de Ciências Jurídicas e Políticas
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
INSTITUTO DE ARTE E PESQUISA ESTÉTICA AMERICANA “MARIO J. BUSCHIAZZO” (FADU - UBA)
Argentina
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Centro de Estudos Universitários Superiores
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Departamento de Ciências Humanas
Universidade Ibero-Americana de Puebla.
México
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Gabinete do Vice-Reitor para Pesquisa, Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de los Andes
Colômbia
Faculdade de História, Universidade de San Carlos
Guatemala
Centro de Estudos sobre Conflito e Coesão Social
Universidade do Chile
Chile
Instituto de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Universidade Federal do Amazonas
Brasil
Laboratório Solanda
Equador
Instituto de Pesquisa Jurídica
UNIVERSIDADE NACIONAL AUTÔNOMA DO MÉXICO
México
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
Faculdade de Serviço Social
Faculdade de Serviço Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Universidade de Washington
Estados Unidos
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos
Universidade Federal de São Carlos
Brasil
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Universidade de Poitiers
Brasil
Centro de Estudos sobre Conflito e Coesão Social
Universidade do Chile
Chile
Universidade Federal de São Paulo
Brasil
Escola de Ciências Humanas
Escola de Ciências Humanas
Faculdade Universitária de Nossa Senhora do Rosário
Colômbia
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina