Área temática: Artes

Grupo de trabalhoArtes e política

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Artes e política
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Hans Stange
Centro de Estudos de Comunicação
Instituto de Comunicação e Imagem
Universidade do Chile
Chile
Andrea Del Pilar Forero Hurtado
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Natalia Aguerre
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

As tentativas de definir a relação entre arte e política permanecem uma preocupação constante em vastas áreas das ciências sociais. Isso se deve principalmente ao fato de que cada um desses termos se refere a noções histórica e culturalmente instáveis ​​e distintas — não é o mesmo falar da relação entre arte e política na cultura grega, no Império Romano, na Europa medieval, no Renascimento ou na Europa ou América Latina moderna ou contemporânea. Mas se, além disso, tentarmos responder como a arte e a política podem ser vinculadas, a primeira resposta que emerge é a inferência ao contexto político, visto que ele determina a natureza política das produções artísticas e que essas produções são expressas de forma condicional por meio do tema que a obra representa. Ou seja, se alguma obra de arte visual, performance ou canção se refere a uma razão ou circunstância política, seria um exemplo do que já foi dito. Mas se complexificarmos essa intersecção, reconhecendo que esses campos são dinâmicos e flexíveis, onde diversas e múltiplas conexões discursivas se entrelaçam, podemos afirmar que, em seus diferentes modos de operação, arte e política compartilham a vontade de influenciar e transformar as condições de existência. Essa síntese da relação entre esses dois campos, que se baseia no trabalho realizado pelo Grupo de Trabalho sobre Arte e Política em 2017 e 2019, serve como ponto de partida para uma exploração mais aprofundada das práticas artísticas e culturais como construtoras de significado e ação política. Nesta nova apresentação, o termo "arte" é modificado para "artes", incorporando a pluralidade de práticas estéticas a partir de uma perspectiva epistêmica que desafia o conceito de belas artes.

Frequentemente, enfrentamos o desafio de reformular as maneiras convencionais de compreender a relação entre arte e política, que subordinam a arte a um papel de ilustrar a letra da lei ou concebem a política como ações partidárias. Soma-se a isso a problematização da dicotomia centro-periferia e o universo atual expandido pelos avanços tecnológicos que permitem maior acesso à produção, distribuição e recepção de obras de arte, levando à constituição de novas formas e sensibilidades. Esse arcabouço nos incentiva a continuar explorando a complexa riqueza do fluxo simbólico, onde as identidades de povos, nações e territórios são mobilizadas dentro das relações hegemônicas inerentes à natureza da globalização. As tensões entre o global e o local tornam-se, no campo das artes, novas formas de representação dessas realidades, que redesenham o panorama econômico e comunicativo da sociedade e cultura latino-americanas, e também fomentam discussões em torno de novos modelos de reorganização do conhecimento capazes de analisar as transformações sociais e culturais na América Latina (Richard, 2005).

Analisar um conjunto de experiências na intersecção entre arte e política a partir de uma perspectiva latino-americana permite-nos compreender as estratégias que a arte e o ativismo têm utilizado na nossa região para tornar visíveis, desafiar ou questionar problemas sociais e situá-los de forma conflituosa na esfera pública. Para a arte latino-americana, este processo implica que o olhar internacional sobre a sua condição periférica não deve competir com o centro em artifícios discursivos ou complexidades retóricas, mas sim ilustrar o seu compromisso com a realidade, enfatizando uma maior referencialidade contextual (Richard, 2007, p. 79).

Nesse sentido, o filósofo Byung-Chul Han nos alerta para o seguinte: “Hoje não existe uma multidão cooperativa e interconectada capaz de se tornar uma massa global, revolucionária e protestante. Pelo contrário, a solidão do indivíduo autônomo, isolado e distante, constitui o modo de produção atual. A competição total leva a um enorme aumento da produtividade, mas destrói a solidariedade e o senso de comunidade. Uma massa revolucionária não se forma a partir de indivíduos exaustos, deprimidos e isolados.” Com base nisso, qual é o papel do artista? O artista deve questionar paradigmas por meio da construção de novas abordagens estéticas para interpretar a comunidade através de suas expressões artísticas. Através delas, a história fala, o presente canta em toda a sua complexidade e, através de sua arte, as contradições materiais e espirituais vivenciadas pelos seres humanos são reveladas (Byung-Chul Han, 2003, s.p.). 

Nas últimas décadas, a arte latino-americana tem expressado um "chamado à ação", onde artistas, coletivos de poesia, grupos teatrais, músicos, quadrinistas, arquitetos, ativistas gráficos e movimentos de direitos humanos — com as conhecidas fotografias do "Siluetazo" (Protesto das Silhuetas) ou as primeiras marchas das Mães da Praça de Maio, que se tornaram um evento artístico ao circularem a praça com seus lenços-fraldas na cabeça, segurando faixas com fotos de seus filhos — bem como movimentos ambientalistas e organizações feministas, entre outros, contribuíram com inúmeras práticas poéticas, moldando uma estética do ser social e da existência política expressa de todas as formas para manifestar, resistir, inventar ou propor a mudança social. Nesse sentido, o artista experimental Edgardo Antonio Vigo expressou a "necessidade" (Vigo, 1976, s.p.) de fazer contato direto com as realidades para criar novas possibilidades de representação e circulação estética — com uma dose suficiente de inconformismo, subversão e relações globais e particulares? (Vigo, 1976, s.p.), para a construção de uma memória coletiva baseada no testemunho crítico das realidades sociopolíticas/econômicas? (Vigo, 1976, s.p.). 

Nessa perspectiva, podemos afirmar que a América Latina compartilha uma memória comum, na qual o conjunto de representações artísticas expressou nossos conflitos e lutas sociais. O século XXI encontra estudos sobre a relação constitutiva entre arte e política diante de variáveis ​​que apresentam o desafio de continuar a examinar criticamente a facilidade de transmissão de imagens na era da informação e das tecnologias digitais; a mobilidade produtiva dos artistas; a crescente distribuição da arte latino-americana pelo mundo e dentro do próprio continente; o papel ativo das minorias e as questões que envolvem a educação não sexista e feminista; o respeito e a não discriminação contra minorias sexuais; a justiça e a reparação para as vítimas de violações de direitos humanos; a relação entre o Estado e os povos indígenas; o centralismo; o espaço público e as comunidades; as políticas migratórias; e as vicissitudes da própria política da região, marcadas por debates entre políticas neoliberais e aquelas que promovem a recuperação do Estado como garantidor dos direitos e do bem-estar de seus cidadãos.

Nessa direção, as linguagens, técnicas, procedimentos e formas que essas relações nos convidam a compreender constroem dados sensoriais, transformando-os em objetos de cultura, política e civilização. Assim, os diferentes sistemas de integração das percepções sensoriais culminam na criação de novos objetos de natureza humana, permitindo que as sociedades desenvolvam sua própria existência dentro da paisagem cultural do continente. As artes visuais, as artes cênicas, a dança popular e contemporânea, a música em todas as suas formas, os murais urbanos, a arte digital, o cinema e as artes audiovisuais, a literatura e as artes dos povos indígenas, e as produções transdisciplinares que combinam contribuições de diferentes universos artísticos são constantemente redefinidas em oposição aos cânones estabelecidos.

ARFUCH, L.(2007) “Arte, memória e arquivo” em Crítica cultural entre política e poética, Buenos Aires, Fondo de cultura econômica.

BENJAMIN W. (2003) A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica, México, Itaca. Primeira edição: 1936.

BOURDIEU, P. (2003) Crença artística e bens simbólicos. Elementos para uma sociologia da cultura. Ed. Aurelia Rivera.

BREA, JL (2003) “Net.art e a cultura por vir”, em O Terceiro Limiar. Situação das práticas artísticas na era do capitalismo cultural. Murcia. Cendeac. Disponível online em: http://www.arteuna.com/CRITICA/3umbral.pdf

BUGNONE, A.(2016) Vigo. Arte Política e de Vanguarda, La Plata, Malisia.

BUGNONE, AL e SANTAMARIA, M. (2013) “Experiência de preservação digital do arquivo Edgardo Antonio Vigo”. VI Jornada de Filologia e Lingüística, La Plata, Argentina. Na memória acadêmica. Disponível em:
http://www.memoria.fahce.unlp.edu.ar/trab_eventos/ev.4084/ev.4084.pdf

BYUNG-CHUL, H. (2003). A Sociedade do Burnout. Herbert Publishing.

GARCÍA CANCELINI, N. (1973). “Vanguardas artísticas e cultura popular”, na revista Transformações. Buenos Aires, Argentina. Centro Editorial Latino-Americano.

MARTÍN BARBERO, J. (1991) Da mídia às mediações. Comunicação, cultura e hegemonia. Barcelona. Gustavo Gili. Primeira edição: 1987.

RICHARD, N. (2007): Fraturas da memória. Arte e pensamento crítico. Ed. Siglo XXI.

VIGO, EA (1976): “Arte Postal. Uma nova etapa no processo revolucionário de criação”. Revista Buzón de Arte/Arte de Buzón, No. 2. Caracas, Venezuela

WILLIAMS, R. (2011) Televisão, tecnologia e forma cultural. Buenos Aires. Paidós. Primeira edição: 1974
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

Nossas questões na proposta deste grupo surgem da tensão entre considerar a complexidade das linguagens artísticas e seus significados sociais, a relação entre imagem e palavra e seus modos de significação comunicacional, sensível e social, e suas formas de narrar o mundo. Outro objetivo é explorar os processos artísticos, considerando suas diferentes escalas de produção, circulação e consumo, com foco nas especificidades e possíveis conexões com a globalização, localidades e comunidades, paisagens urbanas, arte, mobilizações e esfera pública, corpos e gênero, e "memória inacabada", entre outros. Esta proposta busca reunir e atualizar, a partir de diferentes campos do conhecimento, a produção de saberes, pesquisas e debates em torno da arte latino-americana contemporânea e suas representações estéticas.

Propomos, portanto, em consonância com o Grupo de Trabalho sobre Arte e Política 2017–2019 e 2020–2022, continuar a problematizar as convenções e os preconceitos inerentes aos discursos canônicos e homogeneizadores que compreendem o ato estético como separado de suas relações políticas e sociais, e que impedem o pleno usufruto da já mencionada propriedade epistemológica da obra de arte. “O mundo da arte é um mundo complexo e dinâmico, no qual intervêm diversos fatores. Não se trata apenas da qualidade da obra, do gênio do artista ou do olhar do colecionador, mas de muitos outros fatores que são chamados de ‘agentes’ do mundo da arte. São eles os críticos, os historiadores, a formação de revistas — efêmeras ou duradouras — e o espaço que a crítica de arte ocupa em um determinado meio” (Giunta, 2012). 

Hoje, mais do que nunca, é necessário examinar em profundidade as diferentes camadas do processo cultural antes de descrever as características de uma obra e suas linhas temáticas. No caso da cultura latino-americana, entendida dentro de longos processos de emancipação e como uma constante reinterpretação desses conflitos por meio das artes ao longo de mais de dois séculos, e dentro de um multiculturalismo resultante da riqueza original de cada região e da incorporação das culturas populares europeias e africanas por meio da imigração, é necessário falar, portanto, do "residual" e do "emergente" como um mecanismo constante e real que opera na reinterpretação das identidades (Williams, 1977). Propomos os seguintes objetivos gerais para esta nova etapa do Grupo de Trabalho: 

Objetivos: 

Analisar criticamente a articulação entre as artes e a política como linguagens de representação vinculadas em imaginários sociais.

O objetivo deste estudo é deduzir as estratégias que as artes e o ativismo têm utilizado para expressar situações socioculturais em espaços públicos.

? Abrir uma linha interna da GT que trabalhe a criação artística como uma prática de produção de sensibilidades e conhecimento sobre subjetividades contemporâneas.

? Articular uma perspectiva sobre a natureza política da arte na América Latina com base na troca e socialização conjunta de métodos de pesquisa dos membros do GT.

Para entender a revolução digital como uma síntese do processo histórico no desenvolvimento de linguagens estéticas.

? Gerar publicações, conferências e encontros que fortaleçam o poder da arte como linguagem política. 

As narrativas construídas pela cultura são aquelas que nos permitem recuperar, por meio da memória artística, testemunhos dos processos sociopolíticos de nosso tempo. Nesse sentido, cinema, literatura e jornalismo se interligam como geradores de narrativas para a compreensão e construção de mundos. Essas construções se tornam ativas nos movimentos populares, feministas, ativistas, diversos e criativos dos últimos anos, com o avanço das tecnologias coexistindo com práticas ancestrais. Dentro desse contexto, acreditamos ser importante criar uma linha específica no Grupo de Trabalho dedicada à produção teatral, visual, audiovisual, poética e literária, encenando outras linguagens a partir das quais o conhecimento é produzido.

VALLINA, C. e GOMEZ, L. (2017). “A Hora da Imagem I”. Revista Tram(p)as de Comunicação e Cultura. N° 81. Universidade Nacional de La Plata. Disponível em: https://perio.unlp.edu.ar/ojs/index.php/trampas/issue/view/181

VALLINA, C. e GOMEZ, L. (2018). “A Hora da Imagem II”. Revista Tram(p)as de Comunicação e Cultura. N° 82. Universidade Nacional de La Plata. Disponível em: https://perio.unlp.edu.ar/ojs/index.php/trampas/issue/view/182

AGUERRE, N. e GOMEZ, L. (2020). “Edgardo Antonio Vigo: A arte postal como prática estética, comunicacional e política”. Visual Discourse nº 45. Disponível em: http://www.discursovisual.net/dvweb45/

GT-Arte e Política (2018). “Arte, Política e Memória na América Latina”. Caderno de Pensamento Crítico Latino-Americano. N° 54. CLACSO virtual. Disponível em: http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/se/20180315035658/CuadernoPLC_N54_SegEpoca.pdf

GT-Arte e Política (2020). “Experiências do Presente, Imagens do Futuro: Uma Reflexão Inicial sobre Arte e Tecnologias em Tempos de Pandemia”. Caderno de Pensamento Crítico Latino-Americano, nº 78. CLACSO Virtual. Disponível em: https://clacsovirtual.org/pluginfile.php/135829/mod_resource/content/1/Cuaderno-PLC-N78-septiembre_2020.pdf

DONOSO PINTO, C; FORERO HURTADO, A; GÓMEZ, L. (2020). Comunicação, Arte e Política. Revista Mediaciones Vol 16, No. 25. Disponível em: https://revistas.uniminuto.edu/index.php/med/article/view/2457
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/02/2023 al 31/12/2023)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
OBJETIVO GERAL:

Analisar criticamente a articulação entre as artes e a política como linguagens de representação vinculadas em imaginários sociais.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

1. Fortalecer o campo de estudo da arte e da cultura, a partir das ciências sociais como disciplinas, suas práticas urbanas e "online" e teorias críticas.
2. Promover espaços para a criação artística como prática de produção de sensibilidades e conhecimento sobre as subjetividades contemporâneas.
3. Consolidar a rede gerada no desenvolvimento do GT em arte e política (2017-2019 e 2020-2022), para a produção de conhecimento sobre arte e política, entre os pesquisadores membros e os países de origem.
4. Continuar com o desenvolvimento de propostas acadêmicas de pós-graduação articuladas e pesquisas conjuntas.
1. Promover fóruns e sessões de trabalho conjuntas, destacando as disciplinas e áreas estéticas e culturais.
2. Produção de encontros artísticos que articulem e conectem o trabalho com pesquisadores do GT.
3. Desenvolver seminários de treinamento interno para membros da GT
4. Compartilhe a bibliografia e o material específico.
1. Desenvolvimento de projetos de pesquisa credenciados e visitas aos respectivos centros de pesquisa.
2. Articulação e consolidação de grupos de produção artística.
2. Fortalecimento da GT em uma segunda etapa de produção e desenvolvimento de uma perspectiva crítica compartilhada sobre arte e política.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
OBJETIVO GERAL

Gerar publicações, conferências e encontros que fortaleçam o poder da arte como linguagem política.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1. Criar seminários de graduação e pós-graduação relacionados a práticas artísticas que estimulem o pensamento crítico e a ação social, em ambientes de educação a distância com professores de duas ou mais instituições participantes.
2. Participação na mídia de massa e alternativa.
1. Ministrar seminários de graduação e pós-graduação sobre o tema em ambientes de educação a distância com professores de duas ou mais instituições participantes.
2. Participar em canais de televisão e rádio públicos, comunitários e universitários (analógicos e digitais).
3. - Elabore notas críticas em suplementos gráficos e digitais.
4. Desenvolver oficinas relacionadas ao tema em bairros periféricos e centros culturais.
1. Treinamento em recursos humanos
2. Intercâmbio de docentes e estudantes de pós-graduação
3. Divulgação dos resultados à comunidade.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
OBJETIVO GERAL:

Abrir uma linha interna da GT que trabalhe a criação artística como uma prática de produção de sensibilidades e conhecimento sobre subjetividades contemporâneas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
1. Propor um trabalho colaborativo com organizações sociais, a fim de reconstruir seus modos de participação a partir de uma perspectiva estética, com vistas a criar um "banco de memória" de seus processos de defesa política.
2. Organizar oficinas com organizações sociais que visem aprimorar e aumentar a capacidade de influenciar a esfera pública e a construção da agenda, na vida política e na elaboração de políticas públicas.
3. Promover cursos e oficinas em práticas artísticas.
1. Realizar oficinas em escolas públicas
2. Desenvolver oficinas com organizações socioculturais.
3. Criar fóruns para discussão cidadã por meio das artes.
4. Produção de trabalho
1. Sistematização da experiência como material para futuras práticas de intervenção em espaços públicos educacionais formais.
2. Registro fotográfico.
3. Sistematização dos fóruns cidadãos à luz das leis culturais.
4. Geração de amostras, exposições e obras
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
OBJETIVO:

O objetivo deste estudo é deduzir as estratégias que as artes e o ativismo têm utilizado para expressar situações socioculturais em espaços públicos.
1. Desenvolver encontros de intercâmbio artístico que problematizem o binômio Arte/Política a partir das próprias práticas performativas da arte.
2. Registro das atividades correspondentes
3. Diálogos entre artistas e pesquisadores na Universidade e no teatro para gerar uma articulação e conexões entre espaços, tempos e linguagens.
1. Geração de um intercâmbio entre artistas do campo popular latino-americano que permita a configuração de material multilíngue no campo específico.
2. Fortalecimento do desenvolvimento do festival no continente.
3. Conectar a universidade com a comunidade por meio do cinema. 4. Fortalecer o desenvolvimento das linguagens audiovisuais.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/01/2024 al 31/12/2024)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
OBJETIVO GERAL:

Articular uma perspectiva sobre a natureza política da arte na América Latina com base na troca e socialização conjunta de métodos de pesquisa dos membros do GT.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Estudar, dar visibilidade e divulgar pesquisas relacionadas às experiências históricas e contemporâneas das práticas artísticas e dos movimentos de ação política na América Latina.
Trabalho colaborativo em propostas pedagógicas que articulam estudos compartilhados por diferentes membros e ampliam a perspectiva sobre os objetos artísticos.
Realização de seminários online para alunos de pós-graduação de universidades e centros membros.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
OBJETIVO GERAL:
• Promover publicações, conferências e encontros que fortaleçam o poder da arte como linguagem política.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

1. Desenvolvimento de seminários
2. Edição de Publicação
3- Produção de obras
1. Publicar uma revista temática
2. Publicar um livro sobre a área específica que sintetize e sistematize o trabalho do campo da arte e da cultura em relação às práticas políticas das formas narrativas estéticas.
3. Produção de obras para intercâmbio a partir de outros idiomas
1. Publicação e circulação de uma revista temática.
2. Publicação do livro.
3. Encenação de obras artísticas.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
OBJETIVO GERAL:

• Abrir uma linha interna da GT que trabalhe a criação artística como uma prática de produção de sensibilidades e conhecimento sobre subjetividades contemporâneas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

1. Propor ações para a criação de leis relacionadas ao desenvolvimento e à promoção da cultura nos países membros.
2. Problematizar o lugar do campo da arte e da cultura nos currículos de cursos específicos das ciências sociais e humanas.
3. Desenvolvimento da produção de trabalho
1. Acompanhar e dar visibilidade aos grupos culturais em suas apresentações.
2. Criar espaços de discussão nas ciências sociais e humanas sobre o lugar da arte e da cultura nos currículos, convidando professores e alunos das instituições específicas.
1. Etapas da intervenção multilíngue.
2. Exposições de artistas e obras populares em universidades.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
OBJETIVO:

• Deduzir, a partir deste estudo, as estratégias que as artes e o ativismo têm utilizado para expressar situações socioculturais em espaços públicos.
1. Criar espaços virtuais para debate.
2. Desenvolver seminários internacionais
3. Elaborar propostas para o ativismo artístico coordenado em diferentes regiões.
1. Capacitação de recursos de forma coordenada com universidades da América Latina.
2. Tornar visíveis, na universidade, o espaço e as formas lúdicas de produção de conhecimento por meio da arte.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/01/2025 al 31/12/2025)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
OBJETIVO GERAL:

Entender a revolução digital como uma síntese do processo histórico no desenvolvimento de linguagens estéticas.

OBJETIVO ESPECÍFICO:

1. Abordar os debates teórico-epistemológicos sobre a relação entre arte/tecnologias/política.

2. Realizando uma oficina de palestras performativas
1. Promover fóruns e sessões de trabalho conjuntas, articulando disciplinas das áreas das ciências sociais, humanas e artísticas.

2. Desenvolvimento de uma oficina de palestras performativas
1. Partilhar os estudos em workshops e reuniões de trabalho.

2. Ministrar aulas performativas
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
OBJETIVO GERAL:

Gerar publicações, conferências e encontros que fortaleçam o poder da arte como linguagem política.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

1. Projeto de publicação com resultados

2. Estabelecer ligações entre o meio acadêmico e o mundo da arte popular para criar oficinas fora da universidade ou espaços afins.
1. Publicação da revista temática

2. Realização de workshops
1. Circulação de revista temática.
2. Relatórios e relatórios finais das atividades anuais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
OBJETIVO GERAL:

Abrir uma linha interna da GT que trabalhe a criação artística como uma prática de produção de sensibilidades e conhecimento sobre subjetividades contemporâneas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

1. Criar uma ligação entre as universidades membros da GT e os atores da comunidade.

2. Desenvolver um projeto de oficina sobre popularização da ciência. Formas e linguagens.
1. Criação de espaços de encontro comunitários.

2. Realizar uma oficina de divulgação científica
1. Apoio a movimentos e organizações culturais com vocação para influência política.
2. Promoção de espaços para debate interdisciplinar.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
OBJETIVO GERAL:

Articular uma perspectiva sobre a natureza política da arte na América Latina com base na troca e socialização conjunta de métodos de pesquisa dos membros do GT.
Implementação de um dia de intercâmbio entre universidades e redes latino-americanas para o fortalecimento da pesquisa e da produção artística na América Latina.
Intercâmbio de professores, alunos e artistas.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 61
Ariel Arnal
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Daniel Nestor Gonzalez
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Denise Trindade
Independente
Brasil
Erick Alfonso Garcia Aranguren
NA
Venezuela
Maria Del Carmen Valdez
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Dana Gabriela Zylberman
Independente
Argentina
Eula Dantas Taveira Cabral
Fundação Casa Rui Barbosa
Brasil
David Ramos Delgado
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Norberto Leonardo Murolo
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Eva Ayelen Sidum
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Argentina
Maria Cristina Miranda da Silva
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Javier Ares Yebra

Anna Matteucci
Centro de Pesquisa em Comunicação
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Mariana Amieva
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Aura Patricia Orozco Araújo
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Daniel Badenes
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Cláudia Villamayor
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Bosco Camilo González Gimenes
Universidade de Santiago
Chile
Lucía Agustina Rodríguez Riva
Independente
Argentina
Maria Júlia Augé
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Javier Federico Campos Navarro
Independente
Bolívia
Dalia Chévez
Departamentos de Ciências Sociais e Humanas - UCA
Universidade Centro-Americana
El Salvador
Lúcia Naser Rocha
Instituto Nacional de Belas Artes - UDELAR
Uruguai
Pedro Ferreira
EHESS
Brasil
Mariana Inés Dimant
UNSAM
Argentina
Bertold Salas Murillo

Alejandra García Vargas
Centro de Estudos Socioeconômicos para o Desenvolvimento com Equidade
Universidade Nacional de Jujuy
Argentina
Catalina Donoso Pinto
Centro de Estudos de Comunicação
Instituto de Comunicação e Imagem
Universidade do Chile
Chile
Pablo Piedras
Secretaria de Pesquisa
Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Germán Retola
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Sebastián Reyes Gil
Departamento de Linguística e Literatura, Universidade de Santiago, Chile
Chile
Nizia Villaça
Núcleo de Estudos Internacionais
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Franco Valentín Jaubet
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Júlia Zuza
UNA - Belo Horizonte
Brasil
Andrés Torres Poveda
Fundação Vitae de Arte e Comunicação
Colômbia
Cristina Híjar
CENIDIAP
México
Juan Martín Cueva
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade das Artes
Equador
Lia Gomez
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Júlio Lamilla
Universidade das Artes
Argentina
Tatiana Chavez Deluchi
Instituto Aníbal Ford - Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social - UNLP
Argentina
Liz Rincón Suarez
Universidade Autônoma do Oeste (AUO)
Colômbia
Hans Stange [Coordenador]
Centro de Estudos de Comunicação
Instituto de Comunicação e Imagem
Universidade do Chile
Chile
Vanessa Davidson
Museu de arte de Phoenix
Estados Unidos
Luís Sérgio Zapata Pinto
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Djalma Thürler
CULT – CENTRO DE ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES EM CULTURA (UFBA)
Brasil
Sebastião Guilherme Albano
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Brasil
Mariano Cicowiez
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Cecília Casablanca
Centro de Pesquisa em Arte e Patrimônio (CIAP-UNSAM CONICET)
Argentina
Cecilia Lacruz
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Luciana Aon
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Clarisa López Galarza
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Carlos Del Valle
Núcleo de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de la Frontera
Chile
Carlos Del Valle
Núcleo de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de la Frontera
Chile
Carlos Ossa
Centro de Estudos de Comunicação
Instituto de Comunicação e Imagem
Universidade do Chile
Chile
Carlos Ossa jura
Centro de Estudos de Comunicação
Instituto de Comunicação e Imagem
Universidade do Chile
Chile
Daniela Gomez Rezende
PROLAM -USP
Brasil
Bianca Vanesa Racioppe
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Maria Verónica Basile
Centro de pesquisa
Faculdade de Filosofia e Humanidades
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Natalia Aguerre [Coordenador]
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Andrea Del Pilar Forero Hurtado [Coordenador]
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Laura Garaglia