Área temática: Direitos, culturas e comunicação

Grupo de trabalhoApropriação de tecnologias digitais e interseccionalidades

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Apropriação de tecnologias digitais e interseccionalidades
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Leonor Graciela Natansohn
Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Marta Pilar Bianchi
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina
Roberto Canales Reyes
Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas
Universidade de Los Lagos
Chile

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

No cenário internacional, a América Latina é predominantemente consumidora de tecnologias produzidas no Norte Global. Essa realidade permeia as formas e possibilidades de adoção tecnológica em nossas comunidades. Globalmente, nos últimos 20 anos, diversos fatores convergiram: uma crescente dependência das organizações no uso inteligente da informação e das tecnologias; o consumo de vastas quantidades de informação e a incorporação das tecnologias digitais em múltiplas dimensões da vida cotidiana; e a emergência de um setor econômico vinculado à informação derivada do uso das tecnologias. A pandemia global da Covid-19 marcou um ponto de inflexão nos processos de apropriação das tecnologias interativas, incorporando compulsivamente e à força milhões de pessoas ao teletrabalho, à educação virtual, às transações econômicas eletrônicas e a outros processos. Contudo, também expôs as enormes desigualdades em conectividade, acesso e aquisição de habilidades para o uso efetivo dessas tecnologias, demonstrando que o acesso às tecnologias digitais é um direito humano e a internet um bem comum. Isso reforça a necessidade de atualizar o debate em torno do custo, do acesso aberto a dados de interesse público, do código aberto, da transparência no uso de dados e do acesso à internet liderado pelos cidadãos como elementos-chave das regulamentações essenciais para sua maior democratização. Destaca também a necessidade de políticas públicas, no contexto da sociedade digital, que garantam o acesso, reduzam as desigualdades e desenvolvam tecnologias voltadas para o benefício coletivo, tudo dentro de uma estrutura de responsabilidade ambiental. Além disso, ressalta a necessidade de uma abordagem educacional que considere as implicações da integração das tecnologias digitais em diversas práticas e fomente o desenvolvimento de habilidades para seu uso crítico.

A concentração oligopolista (Alphabet do Google, Apple, Meta, Amazon, Microsoft, Uber, Airbnb e outras) tem consequências para as práticas culturais, os métodos de comunicação, os processos de trabalho e outros aspectos da vida cotidiana, e envolve significativas disparidades sociais e econômicas. As Cúpulas Mundiais sobre a Sociedade da Informação (2003, 2005) fomentaram o desenvolvimento de políticas públicas e alianças entre o setor privado, governos e sociedade civil. Nesse contexto, a dicotomia exclusão/inclusão digital tornou-se uma força motriz para a ação global, principalmente por parte do Estado, para criar infraestrutura e fornecer equipamentos a diversos setores socioeconomicamente desfavorecidos em países que não produzem tecnologia digital, como os da América Latina. Em nossa região, a implementação de políticas e ações levou ao desenvolvimento de um campo de reflexão e planejamento; impactou as estruturas organizacionais e interconectadas de diferentes áreas e níveis de governo; estabeleceu mecanismos de parceria com empresas; e impôs requisitos de avaliação. A dimensão política transcendeu as fronteiras nacionais; agências internacionais abriram caminho para a entrada na chamada "Sociedade da Informação".

Gradualmente, emergiu um campo de estudos sociais e culturais, buscando compreender as mudanças e formas de participação de diferentes setores, identificar fatores condicionantes, propor estratégias de intervenção para reduzir as desigualdades e promover o exercício de direitos. Nesse contexto, a pesquisa e o trabalho teórico-metodológico desenvolvidos permitiram uma mudança de perspectiva, passando de posições centradas na ideia de acesso às tecnologias para uma conceitualização complexa, sustentada pela noção não unívoca de apropriação, ao mesmo tempo que desafiam perspectivas eurocêntricas, etnocêntricas e heteropatriarcais. Nesse contexto, diferentes grupos, coalizões e movimentos sociais, particularmente os de mulheres e feministas, implementaram experiências de apropriação híbrida das tecnologias digitais disponíveis em diferentes escalas (local, regional, transnacional), de acordo com seus objetivos e interesses, por meio de habilidades e competências desenvolvidas especificamente para esse fim.

Por outro lado, os imperativos de mercado relativos à expansão da aquisição e utilização de tecnologias digitais encontraram resistência significativa por parte de grupos contra-hegemónicos, que denunciam as consequências destas incorporações massivas e geram alternativas para a produção tecnológica, como a construção de infraestruturas de redes comunitárias ou software livre e a obtenção e circulação de informação nem sempre disponível ao público, mas que poderá implicar um risco para os sistemas democráticos ou para a privacidade dos utilizadores, em consequência da utilização de dispositivos de vigilância em massa.

Na América Latina e no Caribe, o debate sobre a colonização da internet ganha relevância. O arcabouço sociotécnico estabelecido pela aliança entre tecnologias, masculinidade hegemônica e branquitude se explicita no crescimento de estudos que problematizam o papel da tecnociência na produção de heteromasculinidades, racismo e marginalização. Tecnologias como a internet são marcadas por suas origens militares, masculinas, brancas e do Norte Global. As diversas divisões digitais na produção, circulação e uso das TIC, a violência de gênero nas e por meio das mídias digitais, os crimes cibernéticos, as invasões de privacidade e a vigilância, o monitoramento e o controle dos corpos são temas centrais na análise da apropriação pelas lentes de gênero, classe, raça e território — ou seja, pelo que vem sendo chamado, não sem debate, de interseccionalidade. Por essa razão, tanto a academia quanto grupos ativistas começaram a discutir conceitos como autonomia e soberania tecnológica, infraestruturas alternativas e redes livres em toda a região. Enquanto a internet se torna um espaço intensamente monitorado por governos e monopólios privados que controlam a maior parte do tráfego online, e onde a violência misógina e racista floresce, alguns grupos na América Latina estão experimentando novas formas de apropriação tecnológica. Eles estão instalando seus próprios servidores, desenvolvendo seus próprios aplicativos, criando redes livres e instalando antenas e servidores autônomos, numa clara tentativa de contornar os gigantes da internet. O México, por exemplo, é um país pioneiro no desenvolvimento de redes celulares livres e autônomas em territórios indígenas e no desenvolvimento de um "hackerismo" rebelde e feminista. Na Guatemala e em Honduras, a violência política levou à proliferação de formas originais e clandestinas de apropriação tecnológica para defender os direitos humanos de mulheres e ativistas indígenas. Apelos por justiça algorítmica ressoam por toda a região. De fato, muitos desses fenômenos são discutidos na Rede de Pesquisadores em Apropriação Tecnológica (RIAT).

Nesse sentido, a questão de conceber uma arquitetura global para a produção, circulação e uso de infraestrutura e informação tornou-se um problema geopolítico para o Sul Global. O desenvolvimento e o fornecimento de infraestrutura de rede geram benefícios não apenas econômicos, mas também políticos. No cerne dessa crise, os estudos sobre a apropriação de tecnologias adquirem relevância teórica e significado político. Temas centrais relacionados à apropriação da tecnologia digital incluem a virtualização da educação, o teletrabalho, a violência digital, o uso de dados pessoais, o ativismo, novas formas de arte e entretenimento, a participação política, a informação e a desinformação, o impacto ambiental da produção e do uso intensivo de tecnologias digitais, o conhecimento aberto e a proteção do conhecimento local. Isso nos leva a considerar abordagens tecnopolíticas alternativas e nos obriga a fazê-lo.

Arbeláez, MC et al. (2016). Ensino e aprendizagem da compreensão leitora e de sistemas geométricos com a mediação das TIC: Mateletic. Editorial Universidad Tecnológica de Pereira
Arbeláez, MC et al. (2018). Narrar, expor e argumentar: sequências didáticas para a compreensão e produção de textos. Universidade Tecnológica de Pereira.
Bianchi, MP, López, G., e Perera, V. (2011) Consumo e avaliação da Internet em adolescentes: acesso e uso de novas tecnologias de informação e comunicação (Saarbrücken: Editorial Académica Española).
Bianchi, MP e Sandoval, LR (Eds.) (2014) Habitar a rede: comunicação, cultura e educação em ambientes com tecnologias enriquecidas (Comodoro Rivadavia: EDUPA).
Cabello, R. e Morales, S. (Eds.) (2011) Ensinando com tecnologias. Novas perspectivas na formação de professores (Buenos Aires: Prometeo).
Candón Mena J. (2013) Movimentos sociais e processos de inovação. Um olhar crítico sobre redes sociais e tecnológicas em F. Sierra Caballero (Coord.) Cidadania, tecnologia e cultura, 233-256 (Barcelona: Gedisa).
Crenshaw, K. (2002) Documento para o encontro de especialistas em aspectos de discriminação racial em relação ao gênero na Revista Estudos Feministas, 10, 1.
Gutierrez, K. (2017). TIC e educação. Utilizações do Google Plus no processo de ensino-aprendizagem. Luciérnaga Comunicação, 9(18). https://doi.org/10.33571/revistaluciernaga.v9n18a3
Gutiérrez, K., de Jesús Mena Garcés, E., & Sepúlveda, CAM (2018). Pereira, Colômbia. Aprendizagem baseada em projetos mediada por tecnologia móvel: uma estratégia para o ensino de resistência aeróbica. Aularia: Jornal Digital de Comunicação, 7(2), 53–62. https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=6381052
Lago Martínez, S. (2015) Movimentos sociais e ação coletiva na sociedade em rede em Chasqui. Revista Latino-Americana de Comunicação, (128), 113-130.
Lago Martínez, S. (2017) Coletivos sociais e tecnologias digitais: novos cenários de intervenção política e social em Buenos Aires em F. Sierra Caballero & T. Gravante (Coords.) Tecnopolítica na América Latina e no Caribe, 175-200 (Quito: CIESPAL).
Laudano, C. (2018) #8M Greve Internacional das Mulheres. Reflexões sobre a apropriação feminista das TIC em Lago Martínez, S., Alvarez, A., Gendler, M. e Méndez, A. (Ed.) Sobre a Apropriação das Tecnologias: teoria, estudos e debates, 121-130 (Rada Tilly: Ed. Del gato gris e RIAT).
Laudano, C. e Aracri, A. (2022). Ciberativismo feminista pelo #AbortoLegal e a contraofensiva #SalveAs2Vidas na Argentina, Argumentos, 97, 167-188.
Mejías, UA & Couldry, N. (2019) Colonialismo de dados: repensando a relação dos dados massivos com o sujeito contemporâneo, Virtualis, 10 (18), 78-97.
Morales, MJ (2019) Inclusão digital e democratização do conhecimento. Os projetos Flor de Ceibo e Flor de Ceibo Conecta2 em diálogo com políticas públicas, UTE Revista de Ciènces de l'Educació, 1, 48-60. https://revistes.urv.cat/index.php/ute/article/view/2620
Morales, S. e Vidal, E. (2022) (Coord.) Quem se apropria de quê? Tecnologias digitais no capitalismo de plataforma. (Buenos Aires: CLACSO) https://biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar/bitstream/CLACSO/169745/1/Quien-se-apropia-de-que.pdf
Morales, S. e Natansohn, G. (2021) Quando a nuvem não é simplesmente uma metáfora. Hipertextos, 9, série 15.
Natansohn, Graciela (Org.) (2013) Internet em código, teorias e práticas femininas (Buenos Aires: La Crujía).
Natansohn, G. (2022) Notas para a interpretação da violência misógina-racista na Internet. In: Quem se apropria de quê? S. Morales; E. Vidal (Eds.) (Buenos Aires: CLACSO)
Natansohn, G. (2021) Ciberfeminismos 3.0 UBI/PT. https://labcom.ubi.pt/book/363
Oliveira, D. (2017) Redes comunitárias e regimes de invisibilidade de infraestruturas e corpos. Artigo apresentado no V Simpósio Internacional Lavits - Vigilância, Democracia e Privacidade na América Latina. (Campinas: Unicamp).
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

O campo dos estudos sociais é desafiado pela complexidade dos ambientes sociotecnológicos, que exigem uma renovação das perspectivas teóricas e das ferramentas metodológicas para dar conta de processos e objetos complexos, dinâmicos e opacos. Desde 2012, a Rede de Pesquisadores sobre a Apropriação de Tecnologias Digitais (RIAT), composta por membros de diferentes países e articulada em 2019 como o Grupo de Trabalho sobre a Apropriação de Tecnologias Digitais e Interseccionalidades, vem realizando um esforço coletivo de reflexão sobre a conceitualização da apropriação tecnológica e a promoção de experiências orientadas para ela. A RIAT, e posteriormente o Grupo de Trabalho CLACSO, foram criados para compartilhar o trabalho de pesquisa e intervenção de seus membros no âmbito do trabalho colaborativo, por meio de diversos encontros: em 2012, na Universidade Nacional de General Sarmiento (UNGS), Buenos Aires, com participantes da Argentina e da Espanha; em 2014 e 2015, na Universidade Nacional de Córdoba, com participantes da Argentina, Colômbia, México e Brasil; Em 2016, na Universidade Nacional da Patagônia e na UNGS, com participantes da Argentina, Chile, Brasil, Uruguai e França, o RIAT foi formalmente estabelecido. Em 2017, no Instituto de Pesquisa Gino Germani, da Universidade de Buenos Aires, com participantes da Argentina, Brasil, México, Chile e Uruguai. Em 2018, no ObservaTic da Universidade da República, em Montevidéu, com participantes da Argentina, Uruguai, Costa Rica, Brasil, Chile e México. Em 2019, o RIAT e o Grupo de Trabalho (GT) se reuniram na Universidade de Los Lagos (Osorno, Chile). Em 2020, o Grupo de Trabalho organizou o evento "Quem se apropria de quê?" na Argentina e desenvolveu o Ciclo de Colóquios sobre Apropriação Digital em Tempos de Pandemia no Uruguai. Em 2021, o GT organizou o evento "Cidadania Digital, Desigualdades e Transformação na América Latina e no Caribe" na Argentina, com participantes da Argentina, Brasil, Cuba, Colômbia, Espanha, México, Peru e Uruguai. E em 2022, no Brasil, o Colóquio Temático "Utopias Tecnopolíticas para o Bem-Estar" foi realizado virtualmente a partir da Universidade Federal da Bahia.

A rede mantém um site, onde também podem ser encontrados livros publicados (https://apropiaciondetecnologias.com/), que compilam artigos de autoria de membros da rede e do Grupo de Trabalho CLACSO. Realizamos pesquisas sobre a maneira, a natureza e o contexto em que indivíduos e grupos sociais interagem com as tecnologias digitais, bem como as condições de sua apropriação. Abordamos temas como a análise e avaliação de lacunas, habilidades e competências tecnológicas, a importância dos contextos culturais, sociais e econômicos desiguais na apropriação, a análise dos processos de apropriação por coletivos e movimentos sociais, o impacto das tecnologias nas sociedades e cidades, políticas públicas para inclusão digital e o papel do mercado e das inovações emergentes nesse campo.

Essas abordagens multi e interdisciplinares baseiam-se em diferentes perspectivas: teoria do uso da tecnologia, estudos de software, economia política da comunicação, alfabetização midiática, tecnologia educacional, tecnopolítica, geopolítica e biopolítica, ciberfeminismo, tecnofeminismo, entre outras.

Entendemos que a apropriação de tecnologias expressa, de diversas maneiras, um potencial de autonomia para sujeitos coletivos ou individuais em relação às expectativas de mercados ou governos. Reconhecemos que as plataformas digitais constituem interfaces de interação cujas "gramáticas" contêm modelos implícitos de uso e usuários, mas também reconhecemos a resistência e a resiliência inerentes aos projetos e processos de tecnologias subversivas e rebeldes. Compreender as relações entre mercado, políticas públicas e práticas de apropriação são aspectos que exigem nossa atenção, pois são articulados e repletos de tensões.

Conceitualmente, partimos do pressuposto de que a produção de tecnologias é resultado de um processo humano inserido nas relações de poder e dinâmicas — culturais, sociais, econômicas, políticas e ideológicas — de nossas sociedades, sendo também produto delas. A atividade na, sobre, com e contra a tecnologia é um elemento central dessa compreensão de apropriação. Nessa perspectiva, a apropriação expressa processos complexos, e sua conceitualização remete ao empoderamento individual e/ou coletivo, mas também aos modos de operação do próprio capitalismo em seu estágio neoliberal.

Nos movimentos e organizações sociais, a relação com as tecnologias digitais baseia-se na experimentação e na criatividade na sua transferência e apropriação, no uso disruptivo de tecnologias proprietárias e na criação de projetos próprios de inovação tecnológica. Ao mesmo tempo, a possibilidade de redesenhar, adaptar culturalmente ou transferir e inovar criticamente as tecnologias digitais está ligada aos padrões de organização e disseminação, aos repertórios de protesto, à composição do movimento ou organização (gênero, classe, raça, etc.) e aos contextos em que opera.

Em tempos de crescente mobilização feminista e antirracista, é importante observar as controvérsias em torno das demandas por transformações baseadas na apropriação de artefatos não neutros, cujos códigos são inscritos segundo um novo paradigma epistemológico e uma lógica de acumulação consolidada por meio da manipulação de dados. Analisamos esses fenômenos a partir de uma perspectiva interseccional, examinando as interseções de gênero, raça, território e classe social, que desafiam o conceito liberal de cidadania e tensionam o desenvolvimento de uma nova lógica que alguns autores denominam capitalismo de vigilância (Shuboff) e outros, datificação (Van Dijck). Entendemos que as relações sociais serão radicalmente alteradas por um projeto global de mediação algorítmica que deve ser amplamente debatido pelos cidadãos. O processamento automático e massivo de dados, a capacidade interpretativa do mundo e das relações sociais, o monitoramento em tempo real, a análise preditiva e a modulação do comportamento humano são temas centrais nos estudos desse novo tipo de apropriação. Em relação às condições materiais e subjetivas em que ocorre a apropriação tecnológica, destacamos: a) os desenvolvimentos técnicos de dispositivos para a produção, armazenamento, circulação e reprodução de informações; b) regulamentações e políticas públicas; c) estratégias empresariais para o posicionamento de produtos, a expansão da adoção de dispositivos e serviços e a participação em mercados; d) os impactos da acumulação capitalista por meio de tecnologias digitais; e e) significados e experiências subjetivas, bem como aspectos intelectuais, afetivos/emocionais e motivacionais. Nossa pesquisa visa produzir conhecimento relevante para a formulação de políticas públicas e para as ações de movimentos sociais voltados ao aumento da autonomia de indivíduos e grupos em relação ao uso, à circulação e ao desenvolvimento de tecnologias.

O Grupo de Trabalho proposto fortalecerá o trabalho já em andamento e contribuirá para os esforços da CLACSO como organização líder na produção de conhecimento crítico. Nosso objetivo é criar condições e espaços para pesquisa, experimentação, imaginação e desenvolvimento de tecnologias alternativas baseadas no atendimento a diferentes necessidades. Essas tecnologias serão construídas por meio de processos transparentes e abertos, guiados por princípios de gestão de dados participativa. Essa tecnologia será construída por comunidades e populações que, até então, eram apenas consumidoras, reivindicando seu direito de projetar, definir e propor a tecnologia de que necessitam. Referimo-nos especificamente a mulheres, populações indígenas, populações migrantes, comunidades fronteiriças, comunidades costeiras e comunidades rurais. Partimos do princípio de que, neste momento histórico, vivendo em uma sociedade digital, é um direito humano fundamental de todo grupo social projetar e construir a tecnologia de que precisa.

Bianchi, MP, Sandoval, LR, Lucas, B., Víctor Fabián, LM, Gustavo Ángel, L., Daniel, P. (2018) Tecnologias de comunicação interativa e vida cotidiana: experiências na Patagônia Central (Rada Tilly: Ed. del Gato Gris).
Cabello, R. (Coord.) (2013) Migrações Digitais. Comunicação, educação e tecnologias digitais interativas (Buenos Aires: UNGS).
Cabello, R. e López, A. (Eds.) (2017) Contribuições para o estudo dos processos de apropriação de tecnologia (Rada Tilly: Ed. del Gato Gris e RIAT).
Canales, R. e Herrera, C. (2020) “Acesso, democracia e comunidades virtuais: apropriação de tecnologias digitais do Cone Sul”. CLACSO. Argentina. http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/se/20201125054915/Canales-Herrera.pdf
Grupo de Trabalho sobre a Apropriação das Tecnologias Digitais e Interseccionalidade/Rede de Investigadores sobre a Apropriação das Tecnologias Digitais/RIAT. Declaração Conjunta: “O acesso às tecnologias digitais como um direito humano.” https://www.clacso.org/en/pronunciamiento-conjunto-del-grupo-de-trabajo-clacso-apropiacion-de-tecnologias-digitales-e-interseccionalidades-y-riat-red-de-investigadores-sobre-apropiacion-de-tecnologias-digitales/
Lago Martínez, S. Alvarez, A., Gendler, M., Méndez, A. (Org.) (2018) Sobre a apropriação de tecnologias: Teoria, estudos e debates (Rada Tilly: Ed. del Gato Gris e RIAT).
Lago Martínez, S. (Coord.) (2019) Políticas públicas e inclusão digital. Uma visita aos Centros de Acesso ao Conhecimento (Buenos Aires: Teseo Press).
Laudano, C. (2018) “Sobre a apropriação feminista das TIC” em S. Chaher (Comp.) Argentina: mídia e gênero. Cumprimos a plataforma de ação de Pequim?, 138-146 (Buenos Aires: Ed. Asociación Civil Comunicación para la Igualdad)
Laudano, C. (2021). “Ciberfeminismo”, em Gamba, S. e T. Diz (Coords.) Novo Dicionário de Estudos de Gênero e Feminismo (Buenos Aires: Biblos), 105-109.
Morales, S. (2018) “A apropriação de tecnologias. Ideias para um paradigma em construção” em Lago Martínez, S. Álvarez, A. Gendler, M. e Méndez, A. (Eds.) Sobre a apropriação de tecnologias: Teoria, estudos e debates. (Rada Tilly: Ed. del Gato Gris e RIAT)
Morales, S. e Vidal, E. (2022) (Eds.) Quem se apropria de quê? Tecnologias digitais no capitalismo de plataforma. (Buenos Aires: CLACSO) https://biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar/bitstream/CLACSO/169745/1/Quien-se-apropia-de-que.pdf
Natansohn, G. e Reis, J. (2020) Digitalização ou cuidado: mulheres e novas codificações para a ética hacker. Cadernos Pagu, 59. https://www.scielo.br/j/cpa/i/2020.n59/
Rivoir, A., G. Vázquez, S. Escuder (2018) “O modo de desenvolvimento uruguaio: inflexão histórica ou estagnação estrutural”. In Calderón, F. (Org.) Navegando contra o vento: América Latina na era da informação, 301-382 (Buenos Aires: UNSAM)
Rivoir, A. e Morales, MJ (2018) “Idosos e tecnologias digitais. Uso e apropriações de tablets por idosos no Uruguai” em Lago Martínez et al (Orgs.) Sobre a Apropriação de Tecnologias: teorias, estudos e debates, 113-120 (Rada Tilly: Ed. del Gato Gris e RIAT)
Sandoval, LR e Bianchi, MP (2017) “Alguns usos (efetivos e potenciais) da categoria de apropriação” em Cabello, R. e López, A. (Eds.) Contribuições para o estudo dos processos de apropriação de tecnologia (Rada Tilly: Ed. del Gato Gris e RIAT).
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/02/2023 al 31/12/2023)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Reforçar a coordenação das linhas de investigação e das ações entre os membros do Grupo de Trabalho.
Promover a articulação de grupos de pesquisa interdisciplinares de diferentes países em projetos de pesquisa e/ou em reflexões teóricas sobre experiências significativas de apropriação de tecnologia.

Conceber e submeter projetos de pesquisa comparativa nas áreas de pesquisa da GT e em contextos sociais e educacionais.

Inclusão de pesquisadores em formação (estudantes de mestrado e doutorado) e/ou bolsistas de graduação e pós-graduação nos diferentes projetos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho.
Documentos com linhas de pesquisa de ponta preparadas por membros da GT

Estudo e pesquisa de experiências significativas de apropriação tecnológica considerando as linhas de pesquisa dos membros do GT (1)

Candidatura a um projeto de investigação comparativa com perspetiva regional, financiado por agências de financiamento nacionais e internacionais. (1)

Encontro entre pesquisadores em formação com o objetivo de sistematizar e divulgar suas linhas de trabalho.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Organizar e participar em eventos de divulgação de conhecimento abertos à comunidade académica e não académica.
Organizar o encontro anual da GT em conjunto com o encontro anual de pesquisadores do RIAT na cidade de Puerto Madryn, Patagônia argentina.

Desenvolver workshops de transferência e/ou intervenção no âmbito da Reunião Anual da GT e da RIAT.

Gerar publicações sobre o progresso do projeto de pesquisa e apresentações das reuniões do GT e do RIAT.

Promover o intercâmbio e/ou estágios de pesquisa presenciais e/ou virtuais entre as instituições acadêmicas membros da GT

Colaborar a nível interinstitucional em assuntos de pós-graduação relacionados com as linhas temáticas da GT.

Proponha uma palestra aberta relacionada a tópicos específicos da GT.
Encontro anual da GT e da RIAT, mesas temáticas e fóruns na cidade de Puerto Madryn, Patagônia argentina.

São oferecidos workshops temáticos sobre transferência ou intervenção aos participantes (acadêmicos, alunos interessados ​​da instituição anfitriã e a comunidade em geral). O encontro anual da GT e da Riat é presencial.

Diversas publicações em periódicos indexados (4) e livros (1) com revisão por pares internacional do progresso e resultados do projeto.

Intercâmbio e/ou estadia presencial e/ou virtual de indivíduos ou grupos de pesquisa pertencentes ao GT (1 por ano)

Coorientação de teses e participação internacional em tribunais de defesa.
Intercâmbio de professores visitantes (presencial e/ou virtual) em estudos de pós-graduação.

Proposta para uma cátedra aberta em Apropriação da Tecnologia e Interseccionalidade
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Construir intervenções e/ou conhecimento em conjunto com organizações e grupos sociais nos territórios onde se encontram os vários membros que compõem a GT.
Planejar um encontro virtual de organizações e grupos sociais para compartilhar suas experiências de apropriação de tecnologias a serviço de seus projetos.
Relatório sobre o reconhecimento de organizações sociais vinculadas no território.
Coorganização do encontro com os responsáveis ​​pelas políticas públicas de apoio às organizações de base.
Convocatória para reunião virtual de organizações de base para compartilhar suas experiências comunitárias de apropriação de tecnologia, a ser realizada no segundo ano.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Conectar-se com redes nacionais e internacionais para colaborar, relacionar e inter-relacionar trabalhos conjuntos com base nas áreas e linhas de pesquisa definidas no GT.
Colaboração com a TV CLACSO em uma série de conferências (Gênero, raça, classe, geração e tecnologia; educação e tecnologia; ativismo político e tecnologia).

Organizar um ciclo de palestras sobre ciência aberta com o novo Grupo de Trabalho sobre Ciência Aberta e Avaliação da Pesquisa Acadêmica, coordenado por Laura Rovelli do Fórum Latino-Americano de Avaliação Científica (FOLEC) da CLACSO.

Coordenar o trabalho com as linhas e membros da rede ALAS.
Coordenar o trabalho com a LAVITS (REDE LATINO-AMERICANA DE ESTUDOS SOBRE VIGILÂNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE)

Colaboração com a Rede Ibero-Americana de Estudos sobre Oralidade (RIEO) na categoria de Oralidades e Letramentos em Contextos Digitais.
https://redoralidad.com/

Articulação com o Observatório Ibero-Americano de Educomunicação.
Primeira série de palestras para a CLACSO TV sobre os temas de gênero, raça, classe, geração e tecnologia.

Série de palestras com o novo Grupo de Trabalho de Ciência Aberta e Pesquisa/Avaliação Acadêmica.

Grupo de trabalho da ALAS, representando a GT

Grupo de trabalho da LAVITS, representando a GT

Atividades em conjunto com a Rede Ibero-Americana de Estudos sobre a Oralidade (RIEO)
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/01/2024 al 31/12/2024)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Reforçar a coordenação das linhas de investigação e das ações entre os membros do Grupo de Trabalho.
Sistematizar os resultados da pesquisa interdisciplinar desenvolvida e/ou sistematizar as reflexões teóricas sobre experiências significativas de apropriação tecnológica.

Executar projetos de pesquisa social comparativa nas áreas de pesquisa da GT propostas no ano anterior.

Apoiar a inclusão de pesquisadores em formação (estudantes de mestrado e doutorado) e/ou bolsistas de graduação e pós-graduação nos diferentes projetos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho.
Relatório com sistematização dos resultados da pesquisa interdisciplinar proposta no primeiro ano.


Projeto de pesquisa social comparativa em andamento, premiado no ano anterior.

Programa para jovens pesquisadores incorporado em projetos GT, com pelo menos 1 jovem pesquisador por país.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Organizar e participar em eventos de divulgação de conhecimento abertos à comunidade académica e não académica.
Organizar o segundo encontro anual do GT em conjunto com o encontro anual de pesquisadores do RIAT na Universidade Católica de Manizales, Manizales, Colômbia.

Desenvolver workshops de transferência e/ou intervenção no âmbito da Reunião Anual da GT e da RIAT.

Gerar publicações sobre o progresso do projeto de pesquisa e apresentações das reuniões do GT e do RIAT.

Oferecer mobilidade acadêmica, como intercâmbios e/ou estágios de pesquisa presenciais e/ou virtuais entre as universidades membros da GT.

Manter a colaboração interinstitucional em assuntos de pós-graduação relacionados às linhas temáticas da GT.

Promover palestras abertas relacionadas a tópicos específicos da GT.
Segundo encontro presencial anual do Grupo de Trabalho CLACSO em conjunto com o RIAT na Universidade Católica de Manizales, Manizales, Colômbia.

Oficinas temáticas baseadas nas linhas de trabalho do GT e do RIAT serão implementadas na segunda reunião GT-RIAT.

Publicações indexadas, pelo menos três, com o selo GT, além de um livro derivado de apresentações na segunda reunião da GT e da RIAT.

Mobilidade acadêmica, incluindo estadias e estágios presenciais ou virtuais entre universidades membros da GT, pelo menos dois por ano.

Trabalho colaborativo conjunto em nível de pós-graduação, com pelo menos três colaborações por ano, aprovado pela GT

Palestra aberta ao público, realizada pelo menos uma vez por ano, com no mínimo dez participantes da comunidade que circunda o GT.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Construir intervenções e/ou conhecimento em conjunto com organizações e grupos sociais nos territórios onde se encontram os vários membros que compõem a GT.
Organizar o primeiro encontro virtual de intervenção social, um evento no formato de feira e oficina, com organizações e grupos sociais para compartilhar suas experiências comunitárias de apropriação de tecnologias a serviço de seus projetos.
Primeiro encontro virtual de organizações sociais em formato de feira e oficina para compartilhar e discutir experiências da comunidade com tecnologias utilizadas em projetos. Participarão, no mínimo, 5 países membros do Grupo de Trabalho.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Conectar-se com redes nacionais e internacionais para colaborar, relacionar e inter-relacionar trabalhos conjuntos com base nas áreas e linhas de pesquisa definidas no GT.
Reedição do trabalho com a série de palestras da CLACSO para a TV (Gênero, raça, classe e tecnologia; educação e tecnologia; ativismo político e tecnologia)

Reabrir a série de palestras sobre ciência aberta com o novo Grupo de Trabalho sobre Ciência Aberta e Avaliação da Pesquisa Acadêmica, coordenado por Laura Rovelli do Fórum Latino-Americano de Avaliação Científica - FOLEC da CLACSO.

Manter contato com as linhas e membros da rede ALAS.

Manter contato com a LAVITS (Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade).

Manter o trabalho com a Rede Ibero-Americana de Estudos sobre Oralidade (RIEO) na categoria de Oralidades e Letramentos em Contextos Digitais.
Segundo Ciclo de Conferências com a TV CLACSO, tema ativismo político e tecnologia

Colaboração específica com o Grupo de Trabalho sobre Ciência Aberta e Avaliação da Pesquisa Acadêmica.

Trabalho conjunto com as linhas de trabalho da ALAS, com a participação ativa de pelo menos dois membros do GT.

Trabalho conjunto com as linhas de trabalho da LAVITS, com a participação ativa de pelo menos dois membros do GT.

Atividades em conjunto com a Rede Ibero-Americana de Estudos sobre a Oralidade (RIEO)
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/01/2025 al 31/12/2025)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Reforçar a coordenação das linhas de investigação e das ações entre os membros do Grupo de Trabalho.
Consolidar nas memórias os resultados da pesquisa interdisciplinar desenvolvida e/ou sistematizar as reflexões teóricas sobre experiências significativas de apropriação tecnológica.

Encerramento do projeto de pesquisa social comparativa por áreas de pesquisa do GT proposto no ano anterior.

Consolidar a inclusão de pesquisadores em formação (estudantes de mestrado e doutorado) e/ou bolsistas de graduação e pós-graduação nos diferentes projetos desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho.
Memórias com Relatório Final com sistematização dos resultados das investigações realizadas no âmbito do GT

Relatório final de um projeto de pesquisa social comparativa, licitado e executado.

Relatório sobre os resultados da estratégia para jovens pesquisadores incorporada ao projeto GT; pelo menos 1 jovem pesquisador por país participa de cada projeto.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Organizar e participar em eventos de divulgação de conhecimento abertos à comunidade académica e não académica.
Organizar a terceira reunião anual da GT em conjunto com a reunião anual de pesquisadores do RIAT, local a ser confirmado.

Desenvolver workshops de transferência e/ou intervenção no âmbito da Reunião Anual da GT e da RIAT.

Gerar publicações sobre o progresso do projeto de pesquisa e apresentações das reuniões do GT e do RIAT.

Institucionalizar o protocolo de mobilidade acadêmica para intercâmbio e/ou estágios de pesquisa presenciais e/ou virtuais entre instituições membros da GT e do RIAT.

Institucionalizar, por meio de protocolos, a colaboração interinstitucional em assuntos de pós-graduação relacionados às linhas temáticas do GT

Realizar uma palestra aberta relacionada a tópicos específicos da GT
Terceira reunião anual presencial do Grupo de Trabalho CLACSO em conjunto com o RIAT, local a ser definido.

Oficinas temáticas baseadas nas linhas de trabalho da GT e da RIAT no âmbito da terceira Reunião Anual da GT.

Relatório final com publicações indexadas desenvolvidas no contexto do GT, pelo menos três por ano, com o selo do GT, além de um livro derivado das apresentações do terceiro encontro do GT e do RIAT.

Protocolo para mobilidade acadêmica, estadias e estágios (presenciais ou virtuais) entre as universidades membros do Grupo de Trabalho. Inclui um relatório final sobre mobilidade acadêmica, com pelo menos duas estadias ou estágios por ano.

Protocolo de colaboração para trabalho conjunto em nível de pós-graduação. É necessário um relatório final sobre a colaboração de pós-graduação, com pelo menos três colaborações por ano, aprovado pelo Grupo de Trabalho e pelo RIAT.

Ciclo de palestras abertas, realizado pelo menos uma vez por ano, com no mínimo dez participantes da comunidade GT e de fora dela.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Construir intervenções e/ou conhecimento em conjunto com organizações e grupos sociais nos territórios onde se encontram os vários membros que compõem a GT.
Organizar um segundo encontro virtual de intervenção social, um evento no formato de feira-oficina, com organizações e grupos sociais para compartilhar suas experiências de apropriação de tecnologias a serviço de seus projetos.
Segunda reunião virtual de intervenção social, em formato de feira e oficina, para compartilhar e discutir experiências com as tecnologias utilizadas no projeto. Os participantes devem representar pelo menos 5 países membros do Grupo de Trabalho.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Organizar e participar em eventos de divulgação de conhecimento abertos à comunidade académica e não académica.
Reedição do trabalho com a série de palestras da CLACSO para a TV (Gênero, raça, classe e tecnologia; educação e tecnologia; ativismo político e tecnologia)

Consolide a série de palestras sobre ciência aberta com o novo Grupo de Trabalho sobre Ciência Aberta e Avaliação da Pesquisa Acadêmica, coordenado por Laura Rovelli do Fórum Latino-Americano de Avaliação Científica - FOLEC da CLACSO.

Manter contato com as linhas e membros da rede ALAS.

Manter contato com a LAVITS (Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade).

Manter uma relação de trabalho colaborativa com a Rede Ibero-Americana de Estudos sobre Oralidade (RIEO) na categoria de Oralidades e Letramentos em Contextos Digitais.
Terceiro ciclo de conferências sobre educação e tecnologia com a TV CLACSO, tema Educação e Tecnologia

Relatório sobre colaboração e aliança entre os Grupos de Trabalho. Colaboração específica através da série de diálogos com os Grupos de Trabalho sobre Ciência Aberta e Avaliação de Pesquisa/Acadêmica.

Relatório sobre trabalho conjunto com as linhas de trabalho da ALAS, com participação ativa de pelo menos dois membros do GT.

Relatório sobre trabalho conjunto com as linhas de trabalho da LAVITS, com participação ativa de pelo menos dois membros do GT.

Atividades em conjunto com a Rede Ibero-Americana de Estudos sobre a Oralidade (RIEO)

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 55
Rosalía Winocur
FIC/UDELAR
Uruguai
Mirta Susana Morales
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Ana Lucía Maidana
Universidade Nacional de General Sarmiento.
Argentina
Júlio-César Mateus
Universidad de Lima
Peru
Kemly Camacho Jiménez
Instituto de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Eduardo Pereira Francisco
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Alex Rudy Ojeda Copa
CERES Bolívia
Bolívia
Martín Alejandro Pizarro
Instituto para o Desenvolvimento Humano
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
Belén Fernández Massara
Faculdade de Ciências Sociais - Universidade Nacional do Centro da Província de Buenos Aires
Argentina
Mario Enrique De León
Centro de Pesquisa da Faculdade de Ciências Humanas (UNIVERSIDADE DO PANAMÁ)
Panamá
Maria Julia Morales González
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Aylén Escalante
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
Guadalupe Álvarez
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
Thiane De Nazaré Monteiro Neves Barros
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Mario Renzo Moyano
Instituto para o Desenvolvimento Humano
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
Maria Elizabeth Vidal
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Marta Pilar Bianchi [Coordenador]
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina
Martha Cecília Arbelaez Gómez
Universidade Tecnológica de Pereira
Colômbia
Lina Rosa Parra Bernal
Centro de Estudos sobre Memória e Paz
'
Universidade Católica de Manizales
Colômbia
Leonor Graciela Natansohn [Coordenador]
Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Josemira Silva Reis
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Cristina Andrea Alarcón Salvo
Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas
Universidade de Los Lagos
Chile
Erick Butrón
Centro de Estudos sobre Trabalho e Desenvolvimento Agrícola
Bolívia
Silvia Lago Martínez
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Vilbégina Monteiro Dos Santos
Universidade Estadual da Bahia
Brasil
Oscar Jorge Grillo
UNIVERSIDADE NACIONAL DE MORENO, ARGENTINA
Argentina
Sandra Arencón Beltrán
Universidade de Sevilha
Espanha
Flávia Romana Samaniego
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Macarena Hernández Conde
Grupo Interdisciplinar de Estudos em Comunicação, Política e Mudança Social
Departamento de Jornalismo I. Faculdade de Comunicação
Universidade de Sevilha
Espanha
Mirta Yolima Gutiérrez Ríos
Universidade La Salle (Bogotá-Colômbia)
Colômbia
Cláudia Nora Laudano
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Julianna Paz Japiassu Motter
Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia
Brasil
Isabel Jiménez Becerra
Doutorado em Educação e Sociedade - Universidade La Salle (Bogotá-Colômbia)
Colômbia
Roxana Cabello
Instituto para o Desenvolvimento Humano
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
Yanet Martínez Toledo
Centro de Pesquisas em Comunicação, Faculdade de Ciências Sociais, Universidade da Costa Rica, Montes de Oca, San José, Costa Rica
Costa Rica
Gabriela Goulart Mora
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais
Brasil
Consuelo Del Pilar Herrera Carvajal
Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas
Universidade de Los Lagos
Chile
Ana Rivoir
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Karolaim Gutiérrez Valencia
Universidade Tecnológica de Pereira.
Colômbia
Luís Ricardo Sandoval
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina
Francisco Javier Blanchar Añez
Universidade Tecnológica de Pereira (UTP)
Colômbia
Francisco Javier Moreno Gálvez
Grupo Interdisciplinar de Estudos em Comunicação, Política e Mudança Social
Departamento de Jornalismo I. Faculdade de Comunicação
Universidade de Sevilha
Espanha
Sérgio Rodrigo Da Silva Ferreira
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Martín Ariel Gendler
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Luiz Carlos Pinto da Costa Júnior
Universidade Católica de Pernambuco
Brasil
Anahí Méndez
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Gala Romina Paola
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Dario Ruben Sandrone
CEA (Centro de Estudos Avançados - FCS-UNC)
Argentina
Carla Teixeira
Universidade Católica de Pernambuco
Brasil
Jesus Sabariego
Universidade de Sevilha
Espanha
Mirna Tonus
Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Brasil
Ana Paula Pereira Coelho
Universidade Federal da Bahia
Brasil
Roberto Canales Reyes [Coordenador]
Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas
Universidade de Los Lagos
Chile
Guiomar Rovira Sancho
Universitat de Girona
Espanha
Karen Hasleidy Machado Mena
Universidade Tecnológica de Pereira
Colômbia