Área temática: Reconfigurações do trabalho no mundo atual: sujeitos, organizações e processos
Grupo de trabalhoTrabalho no capitalismo contemporâneo
[+ Ver produções e conteúdo]Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
O objetivo deste novo Grupo de Trabalho é fortalecer as linhas de pesquisa que vêm sendo desenvolvidas por diversos pesquisadores na América Latina sobre questões relacionadas ao mundo do trabalho. Estamos particularmente interessados em focar nos significados que os trabalhadores da América Latina e do Caribe atribuem ao trabalho que realizam. Entendemos que esses significados, valores e buscas de sentido são moldados por condições subjetivas/simbólicas e objetivas/estruturais. Nesse sentido, nossa abordagem etnográfica nos permite um acesso único e privilegiado à realidade, possibilitando-nos trabalhar no nível da vida cotidiana e, a partir daí, examinar as condições estruturais subjacentes.
A necessidade de consolidar um Grupo de Trabalho deste tipo decorre de um processo de acumulação de debates, discussões e trocas que temos gerado há mais de uma década a respeito da situação da classe trabalhadora e seus diversos problemas no mundo contemporâneo. Nesse sentido, diversos congressos, como os Encontros de Antropologia do MERCOSUL (RAM), os Congressos da Associação Latino-Americana de Antropologia (ALA), os Congressos da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), o Congresso Argentino de Antropologia Social (CAAS), os espaços da Associação Latino-Americana de Estudos do Trabalho (ALAST), o Congresso Colombiano de Antropologia (CCA) e os encontros da Associação Argentina de Especialistas em Estudos do Trabalho (ASET), têm contribuído para esse processo. Eles têm sido terreno fértil para elucidar a necessidade de consolidar uma rede de pesquisadores preocupados com a centralidade dos trabalhadores na América Latina e no Caribe. É a partir dessa necessidade de colaboração entre diversos pesquisadores, tanto consolidados quanto emergentes, na América Latina, que iniciativas estão sendo desenvolvidas para consolidar institucionalmente espaços de pesquisa, divulgação e colaboração entre colegas e com organizações de trabalhadores latino-americanos: em 2011, foi criado o Núcleo de Antropologia do Trabalho, Estudos Biográficos e de Trajetórias (NuAT) no Museu Nacional-UFRJ. Em 2017, foi fundada a Revista Latinoamericana de Antropología del Trabajo (Revista Latinoamericana de Antropologia do Trabalho), uma publicação internacional gerida conjuntamente pelo CEIL-CONICET na Argentina e pelo CIESAS-CONACYT no México. Em 2018, foi criado o Programa de Estudos Latino-Americanos em Antropologia do Trabalho no CIECS-CONICET e na UNC, na Argentina. Durante 2019, foi criado o Programa de Mestrado em Estudos Latino-Americanos do Trabalho na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires, Argentina. Este programa visa fortalecer a formação multidisciplinar em temas centrados no trabalho e nos trabalhadores. Em 2020, a CLACSO apoiou e fortaleceu esta rede com a publicação do Tratado Latino-Americano de Antropologia do Trabalho, coordenado por Hernán Palermo e Lorena Capogrossi. Este "Tratado" é uma compilação de mais de duas mil páginas e mais de cinquenta autores da América Latina e do Caribe. Também crucial para a consolidação da rede aqui proposta foi o Diploma em Estudos Sociais do Trabalho (turmas de 2021 e 2022). Este programa de diploma integra a Rede de Programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais da CLACSO e é coordenado e ministrado por membros deste Grupo de Trabalho. A CLACSO tem sido um pilar fundamental para a rede de pesquisadores contemplada nesta proposta, fornecendo todo tipo de suporte digital a inúmeras atividades e propostas.
Com relação aos demais Grupos de Trabalho da CLACSO, houve valiosas contribuições para os debates em torno do mundo do trabalho, que sem dúvida representam referências essenciais e importantes na atualidade. Em particular, nos referimos ao histórico Grupo de Trabalho coordenado por Julio Neffa, do CEIL-CONICET (Argentina), e Enrique de la Garza Toledo, da UAM (México). Este Grupo de Trabalho proposto, contudo, visa expandir e aprofundar certas linhas de trabalho com características próprias, tais como:
1. Fortalecer os estudos de caso, que nos permitirão abordar as relações de poder que se manifestam nos processos sociais e culturais, bem como focar nos sujeitos e mostrá-los como são: trabalhadores reais, de carne e osso.
2. Propor uma abordagem que incorpore tensões relacionadas a classe, gênero, etnia, nacionalidade, dimensão geracional, mobilidade, etc. Nesse contexto, estudos de caso — viabilizados por meio de trabalho de campo — permitem evidenciar a diversidade de situações materiais, simbólicas e práticas, representações, autopercepções, processos históricos, etc.
3. Sugerir abordagens analíticas que nos permitam ir além de categorias e noções rígidas e imutáveis, antigas e novas, no campo de estudo do mundo do trabalho.
4. Investigar a vida dos trabalhadores, tanto dentro como fora do local de trabalho. Se considerarmos que a vida e o trabalho estão interligados, precisamos de reconhecer que, em muitos casos, essas fronteiras se tornam difusas, dificultando o estabelecimento de um limite preciso entre o trabalho e o lazer ou o prazer.
5. Construir uma perspectiva interdisciplinar que, a partir da nossa abordagem, seja fundamental para desvendar os processos complexos em que nós, os trabalhadores, nos encontramos sob pressão, e assim compreender as configurações ideológicas e culturais das nossas sociedades contemporâneas.
6. Consolidar, como desafio analítico, uma abordagem dos estudos do trabalho a partir do Sul Global e com ele. Este desafio teórico, metodológico e político, não isento de dificuldades, implica construir pesquisas que possibilitem a compreensão do mapa complexo e diverso do mundo do trabalho na América Latina, marcado por múltiplas desigualdades, tensões e violência.
A conjuntura política na América Latina, diferentemente de anos anteriores, revela um profundo retrocesso em termos de direitos trabalhistas, manifestando-se de maneiras distintas em cada país da região. O aprofundamento das políticas neoliberais levou à reconfiguração do mundo do trabalho a partir da década de 90, apresentando aos estudiosos latino-americanos novos desafios decorrentes dessas transformações. Nos últimos anos, a degradação das condições de trabalho e a violação de direitos se agravaram com a chegada à região do fenômeno global conhecido como "economia de plataforma". Sua expansão é impulsionada pelo aprofundamento da crise econômica em diversos países latino-americanos, o que aumenta a contratação de trabalhadores supostamente "independentes", mas que são submetidos a condições de trabalho precárias e aos riscos associados a tipos de trabalho ainda não regulamentados em muitos desses países.
Nesse sentido, o apoio e o incentivo da CLACSO são fundamentais para fomentar um espaço desse tipo. Esse espaço visa abordar como estudar as categorias de pensamento e comportamento específicas dos trabalhadores no capitalismo contemporâneo, relacionadas às suas práticas laborais. Para alcançar esse objetivo, é vital ir além da caracterização desses indivíduos por meio de uma teoria abstrata que os reduz a abstrações anônimas e, em vez disso, apresentá-los como realmente são: trabalhadores que reinterpretam — ou não reinterpretam — a organização da produção de acordo com seus próprios interesses e que desafiam — ou não desafiam — os processos de organização do trabalho capitalista.
Nas últimas décadas, os locais de trabalho e as condições de vida da classe trabalhadora foram profundamente afetados por uma reestruturação do regime de acumulação capitalista. Por meio de diversos processos políticos, econômicos e culturais, essa reestruturação transformou substancialmente a relação capital-trabalho, claramente em detrimento desta última. Isso assumiu expressões e particularidades específicas em cada país e região da América Latina e do Caribe, uma diversidade que nos interessa particularmente pela possibilidade de identificar denominadores comuns de violência, subordinação e exploração, mas também de resistência e luta. Acreditamos que as últimas décadas foram moldadas pelas políticas econômicas e culturais implementadas durante as diversas ditaduras cívico-militares da década de 1970 ou pelas "democracias" caracterizadas por processos de forte repressão estatal entrelaçados com forças paramilitares. Essas políticas foram o pré-requisito para a implementação e imposição de abordagens neoliberais que tiveram profundas consequências na região e se expressam em um claro retrocesso dos direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora. Com exceção de alguns períodos – mais longos ou mais curtos – de acumulação de direitos em governos denominados “populares” ou “nacionais e populares”, vemos hoje na América Latina e no Caribe um processo regressivo acentuado e notável para os trabalhadores.
Ao mesmo tempo, o fenômeno das tecnologias digitais está se espalhando pelo mundo do trabalho, transformando os processos de trabalho, as relações trabalhistas e os próprios trabalhadores.
As políticas neoliberais expõem os trabalhadores a novas — e não tão novas — formas de insegurança laboral. Contudo, devemos também destacar as lutas constantes, os protestos, a resistência pública e clandestina, e as diversas estratégias de organização que se estendem para além do movimento operário tradicional latino-americano.
Nesse contexto, estudos de caso, informados por uma perspectiva etnográfica, têm o potencial de suscitar novas questões, desafiar antigas respostas e identificar formas recorrentes que as relações de exploração assumem no mundo do trabalho. Trabalhar no nível da vida cotidiana permite contribuir com elementos empíricos para historicizar, reposicionar e problematizar categorias contemporâneas como precariedade, flexibilidade, incerteza, etc., que têm sido usadas indistintamente pelas ciências sociais do trabalho nos últimos anos. Como argumenta Sergio Leite Lopes (2011), a dinâmica da organização capitalista do trabalho, seus movimentos históricos e espacialmente situados, explicam processos de precariedade e instabilidade que há muito afetam grandes segmentos da força de trabalho. Além disso, é fundamental estabelecer novas categorias de análise que permitam formular questões criativas para compreender a dinâmica em transformação no ambiente de trabalho e, sobretudo, as diversas estratégias de resistência/sobrevivência empregadas pelos trabalhadores (Menezes, 2002; Santos Júnior, 2018), analisando as dinâmicas de poder desvantajosas em que estão inseridos. Propomos que, metodologicamente, é crucial considerar os significados que situações concretas na vida dos trabalhadores adquirem, combinando e questionando a teoria com o trabalho de campo.
Nesse sentido, estamos retomando a linha de pesquisa iniciada na década de 1960 no CIESAS-México por Victoria Novelo e José Luis Sariego Rodríguez. De uma perspectiva antropológica, eles começaram a estudar os trabalhadores como objetos e sujeitos de pesquisa no âmbito da vida cotidiana, com foco nos significados do trabalho. Esses estudos seminais exploram — utilizando a categoria de "cultura operária" — as situações reais dos trabalhadores, incluindo contextos de trabalho, família, sociais e sindicais, visões de mundo, valores, símbolos e práticas, bem como suas expectativas para o futuro. Essas investigações possuíam um elemento essencial para nossa abordagem: uma perspectiva interdisciplinar (Leite Lopes, 2013; Novelo, 1999; Sariego Rodríguez, 1988; Torres Mejía, 1991). Esse pilar dos estudos etnográficos se disseminaria posteriormente por toda a América Latina. Nesse sentido, José Sergio Leite Lopes (2011) analisa como o controle dentro das usinas de açúcar no nordeste do Brasil se estende para além do local de trabalho e se incorpora a todos os aspectos da vida dos trabalhadores. Concentrando-se em como os trabalhadores do açúcar constroem significados sobre seu próprio trabalho, ele revela as formas que o processo de dominação assume tanto dentro quanto fora do local de trabalho. Esse autor — uma referência fundamental para nós — fornece ferramentas analíticas para compreender que as representações e práticas sociais dos trabalhadores devem ser entendidas de forma holística. Nesse sentido, os interesses do empregador têm o potencial de transbordar o chão de fábrica, permeando todos os aspectos do cotidiano dos trabalhadores. Na mesma linha, Gustavo Lins Ribeiro nos lembra que aspectos ideológicos, como o nacionalismo ou a ideia de redenção nacional, são centrais para a compreensão das representações dos trabalhadores na América Latina e no Caribe. Nesse sentido, o autor analisa a construção da capital brasileira, Brasília (Lins Ribeiro, 2006). Nessa mesma linha, e aprofundando a análise de como as representações dos trabalhadores são permeadas por perspectivas corporativas, June Nash (2015) oferece contribuições cruciais ao abordar a formação da hegemonia corporativa no âmbito local, onde as grandes empresas estão localizadas. A antropóloga norte-americana incorpora a classe trabalhadora como um sujeito criativo e ativo, participante da consolidação dos interesses corporativos. Além disso, na Argentina, diversos estudos têm destacado aspectos-chave da vida da classe trabalhadora, como saúde/doença e vida/morte, situando-os nas arenas de disputa da relação capital-trabalho (Wallace, 1998).
Mais recentemente, algumas pesquisas etnográficas buscam acessar os significados cotidianos do trabalho por meio de relatos biográficos, narrativas autobiográficas ou memórias e histórias de trabalhadores, a fim de abordar o significado simbólico e político expresso pelo ato de falar sobre seu trabalho (Cioccari e Della Torre, 2013). Uma característica essencial do que se conhece como história de vida é justamente a possibilidade de apresentar os atores a partir de suas próprias perspectivas. Nesse sentido, Cornelia Eckert (2012) trabalhou com mineiros de carvão na França. Utilizando os conceitos de memória e trabalho, ela chegou a uma compreensão profunda das experiências vividas pelos trabalhadores em relação ao passado, analisando experiências traumáticas no contexto dos processos de privatização.
Nos últimos anos, as discussões sobre gênero e trabalho têm ganhado crescente destaque na antropologia latino-americana e nas ciências sociais do trabalho em geral. Com um espírito decididamente interdisciplinar, esses debates se tornaram mais complexos ao conceber o gênero como uma dimensão relacional que se cruza com etnia, raça, nacionalidade e classe social (Norma Fuller, 1997; Viveros Vigoya, 2001; Areli, 2010; Magliano, 2015; Monroy, 2017; Capogrossi, 2019). Essas abordagens interseccionais, que derivam do pensamento político de outros feminismos (feminismo negro, indígena, chicano, pós-colonial e decolonial), permitem aprofundar nossa compreensão de como as feminilidades e masculinidades são configuradas.
Cioccari, M.; Della Torre, D. Palavras em revezamento, sentidos compartilhados (Prefácio). In: BARROS, FBS Japuara, uma história sobre as entranhas do conflito. Vol. 2º da Coleção 'Camponeses e o Regime Militar'. Brasília: MDA, 2013, p. 13-18.
Eckert, Cornelia. (2012) Memória e trabalho: etnografia da duração de uma comunidade de mineiros de automóveis (La Grand-Combe, França) Curitiba: Appris
García Canclini, Néstor (2017) “Como investigar a era comunicacional do capitalismo”. In Revista Desacatos número 56, janeiro-abril, México pp. 90-105
Gomez, Guillermo (2018) “A locomotiva, o trem e o trilho: imagem, memória e masculinidade no sul do Brasil” na Revista Latinoamericana de Antropología del Trabajo, número 4, segundo semestre. CEIL-CIESAS, Argentina-México.
Leite Lopes, José Sergio (2011), O Vapor do Diabo. O Trabalho dos Trabalhadores Açucareiros, Buenos Aires, Antropofagia.
Leite Lopes, José Sergio (2013) “O trabalho visto pela Antropologia social” na Revista Cencia do Trabalho. Vol 1 No. 1 DIEESE. 2013
Lins Ribeiro, Gustavo (2006), A capital da esperança. A experiência dos trabalhadores na construção de Brasília. Buenos Aires, Antropofagia.
Magliano, María José (2015) “Interseccionalidade e migrações: potencialidades e desafios”. Revista Estudos Feministas, vol.23, n.3, pp.691-712.
Monroy, Liliana Vargas (2017) “Disciplinarização de gênero e produção de mulheres trabalhadoras: uma discussão a partir da obra de Paul B. Preciado”, In Revista de Intervenções em Estudos Culturais número 4, Colômbia. pp 79-93
Menezes, Marilda Aparecida (2002) Redes e emaranhamentos nas jornadas dos migrantes. Um estudo de famílias de migrantes camponeses. Editora Relumbe Dumará, Brasil.
Nash, June (2015) [1989], Hegemonia empresarial nos Estados Unidos. Chaves para uma etnografia dos ciclos industriais em comunidades urbanas, Argentina, Editorial Antropofagia.
Novelo, Victoria (1999) História e cultura da classe trabalhadora. Ciesas. México.
Palerm, Ángel (1980), Antropologia e Marxismo, México, CIS-INAH-Editorial Nueva Imagen.
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Palermo Hernán M. (2018) “Masculinidades na indústria de software na Argentina”. In: International Journal of Organizations No. 20 Gênero, trabalho e organizações, Universidade Rovira i Virgili, Espanha.
Reygadas, Luis (2018) “Dádivas, falsas dádivas, bens comuns e exploração em redes digitais. Diversidade da economia virtual”. In Desacatos, nº 56, México, pp. 70-89.
Rodríguez Sariego, Juan Luis (1988), Enclaves e Minerais no Norte do México. História Social dos Mineiros de Cananea e Nueva Rosita. 1900-1970, México, Edições da Casa Chata, CIESAS.
Ruiz Muriel, Martha Celia (2008) “Migrações transfronteiriças e trabalho sexual no Equador: condições de trabalho e percepções de mulheres migrantes”. In Gioconda Herrera e Jacques Ramírez (orgs.), América Latina Migrante: Família, Estado e Identidades. Quito: FLACSO Equador - Ministério da Cultura.
Torres Mejía Patricia (1991) "Novo capital transnacional no México. O caso da Polaroid" em Nova Antropologia No.
Veloz, Areli (2010) “Mulheres Purépecha nas maquiladoras de Tijuana: Entre a flexibilidade e o significado do trabalho”. Em Frontera norte vol.22, n.44, México.
Viveros Vigoya, Mara (2001), "Masculinidades. Diversidades regionais e mudanças geracionais na Colômbia", em Viveros Vigoya, Mara; Olavarría, José e Norma Fuller (Comps.), Homens e identidades de gênero. Pesquisa da América Latina. Colômbia, Universidade Nacional da Colômbia, pp. 35-153.
Wallace, Santiago (1998), “Trabalho e subjetividade. Transformações no significado do trabalho”, em Neufeld, María Rosa; Grimber
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
- Produzir conhecimento crítico sobre a realidade dos trabalhadores na América Latina e no Caribe, identificando denominadores comuns e fazendo comparações, bem como a heterogeneidade de práticas e representações no mundo do trabalho.
- Enriquecer a perspectiva teórico-metodológica dos membros do Grupo de Trabalho e das comunidades acadêmicas às quais pertencem.
- Compartilhamento de pesquisas comparativas por meio de reuniões virtuais e videoconferências.
- Reuniões e seminários contínuos por país ou região
- Elaboração de um dossiê em periódicos ligados aos membros do GT com os principais temas que emergiram das discussões dos membros do GT: Revista Latino-Americana de Antropologia do Trabalho; Revista Iluminuras, etc.
- Produções audiovisuais com os membros do GT: produções audiovisuais curtas a serem transmitidas em uma plataforma multimídia do GT e por meio de redes sociais, a fim de divulgar os resultados dos debates dos membros do GT.
- Apresentação de mesas redondas e grupos de trabalho em congressos em conjunto com os membros da GT, por exemplo: “Congressos da Associação Latino-Americana de Antropologia” (ALA); “Associação Brasileira de Antropologia” (ABA);
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Divulgação dos estudos e análises de casos nas comunidades acadêmicas às quais os membros do grupo pertencem.
- Participação individual e coletiva em congressos e seminários nacionais e internacionais.
- Apresentações na América Latina e no Caribe do livro produzido pelos membros do GT.
- Divulgação dos resultados entre organizações internacionais, regionais e nacionais ligadas à elaboração de políticas públicas relacionadas ao mundo do trabalho.
- Sistematizar uma troca contínua e aberta entre os membros do GT.
- Incentivar a escrita colaborativa de artigos entre os membros do Grupo de Trabalho.
- Estabelecer a plataforma multimídia como um espaço de consulta nas Ciências Sociais do Trabalho.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
- Promover espaços para a construção coletiva de conhecimento e formação com sindicatos, cooperativas, empresas recuperadas pelos trabalhadores e organizações da economia social e popular.
- Planejar espaços de treinamento com organizações de trabalhadores e organizações sociais.
- Desenvolvimento conjunto de materiais de divulgação e discussão
- Estabelecer práticas conjuntas de ação e produção de conhecimento com diversos sindicatos, organizações e movimentos sociais.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Promover a coordenação de grupos de trabalho, mesas redondas, simpósios, etc., com os temas da GT em diferentes eventos científicos.
- Conceber e diagramar projetos de pesquisa colaborativa entre redes e programas internacionais, regionais e nacionais.
“Encontros de Antropologia do MERCOSUL” (RAM), “Congresso da Associação Latino-Americana de Antropologia” (ALA),
Associação Brasileira de Antropologia (ABA),
Congresso Argentino de Antropologia Social (CAAS)
“Associação Latino-Americana de Estudos do Trabalho” (ALAST),
Congresso Colombiano de Antropologia (CCA)
Associação Argentina de Especialistas em Estudos do Trabalho (ASET)
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
- Conferências dos membros do Grupo de Trabalho com o objetivo de consolidar a reunião a ser realizada.
- Consolidação do espaço.
- Elaboração de dossiê para a Revista Latino-Americana de Antropologia do Trabalho e para outras revistas vinculadas aos membros do GT.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Desenvolver espaços de disseminação interativos.
- Ampliar o acesso à produção bibliográfica do GT para diferentes públicos (estudantes, ativistas, movimentos, acadêmicos, etc.).
- Produção de conteúdo audiovisual com base em resultados de pesquisas realizadas pelos membros do GT.
- Criação de um boletim informativo virtual onde as produções parciais dos membros da GT são compartilhadas por meio de redes sociais e listas de e-mail.
- Consolidar um espaço de referência e consulta para as Ciências Sociais do Trabalho.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
- Participação e contribuições em debates sobre políticas públicas relacionadas ao trabalho e aos trabalhadores latino-americanos.
- Contribuir para os debates públicos sobre os problemas do mundo do trabalho e dos trabalhadores.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Desenvolver projetos de trabalho conjuntos com redes e programas de pesquisa sobre o mundo do trabalho.
- Promover encontros entre diferentes espaços regionais de pesquisa.
- Consolidação de alguns projetos regionais e/ou linhas de pesquisa que nos permitam começar a construir um espaço institucionalizado para a produção de conhecimento e debates.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
- Fortalecer um quadro interpretativo de categorias analíticas com base na comparação de estudos de caso.
- Reforçar a formação de estudantes de tese
- Realização de conferências em instituições de pós-graduação ligadas aos membros da GT
- Promover a orientação e coorientação de estudantes de tese da América Latina com os membros do GT.
- Desenvolver temas prioritários para futuras pesquisas pelos membros do GT.
- Participação de membros da GT nos diversos espaços de pós-graduação
- Formação de estudantes de mestrado em temas relacionados com a GT.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Desenvolvimento de estratégias institucionais para integrar os membros do Grupo de Trabalho e os resultados do relatório final nos diversos programas de pós-graduação vinculados.
- Integração institucional de pesquisadores da GT em programas de pós-graduação vinculados.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Fortalecer os laços com instituições e programas de pós-graduação da América Latina.
- Implementação de uma série de palestras (presenciais e virtuais) sobre estudos do trabalho com uma perspectiva etnográfica nos diversos programas de pós-graduação vinculados aos membros do GT.
- Institucionalização de intercâmbios com programas de pós-graduação e instituições associadas aos membros da GT.
Número total de pesquisadores admitidos: 48
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, México
México
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Centro de Inovação dos Trabalhadores
CONICET e UMET (Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho)
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Escola Nacional de Antropologia e História
México
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Departamento de Sociologia, Universidade de Havana
-Faculdade de Filosofia e História.
-Universidade de Havana
Cuba
Instituto de Estudos Sociais e Econômicos
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Universidade Federal de Santa Catarina
Brasil
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia
Universidade Federal do Paraná
Brasil
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Universidade Autônoma de Querétaro
México
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Rede de Estudos Latino-Americanos de Montreal
Canadá
Instituto de Pesquisa Cultural - Museu da Universidade Autônoma da Baja California
México
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
UNIVERSIDADE AUTÓNOMA DO ESTADO DE MORELOS
México
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Iztapalapa
México
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Unidade de Pós-Graduação
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Instituto de Pesquisa Cultural - Museu da Universidade Autônoma da Baja California
México
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Brasil
Faculdade de Ciências Humanas e Educação, Instituto Tecnológico de Monterrey, Campus de Puebla
México
Universidade Autônoma de Querétaro
Instituto de Estudos Sociais e Econômicos
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Principal de San Simón
Bolívia