Área temática: Racismo e afrodescendentes
Grupo de trabalhoAfrodescendentes e propostas contra-hegemônicas
[+ Ver produções e conteúdo]Departamento de Serviço Social
Universidade Católica de Temuco
Chile
O Grupo de Trabalho “Afrodescendentes e propostas contra-hegemônicas”, do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais [CLACSO], completa seu sexto ano e continua a enfrentar o desafio pioneiro que assumiu [1]:
É necessário que o pensamento crítico latino-americano e caribenho continue seu trabalho: desconstruir mitos de conquista, dar visibilidade às vozes, questionar e reconfigurar políticas públicas; criar novos espaços para diálogos Sul-Sul orientados para a transformação social. Essa perspectiva norteia o propósito central da proposta deste Grupo de Trabalho. (Grupo de Trabalho, 2016, p. 16).
A centralidade da questão afrodescendente, decorrente da promoção de propostas contra-hegemônicas, implica valorizar o conceito de hegemonia desenvolvido principalmente por Antonio Gramsci (1891-1937). Segundo Gramsci (2004), o Estado moderno cria as condições para que uma classe social — baseada em hierarquias de sexo-gênero, raça, cultura, política e economia — mantenha sua dominância sobre outros grupos, não apenas por meio de uma estrutura orgânica que se vale do uso da força e do poder econômico, mas também porque é capaz de transcender seus interesses de classe e corporativos para impor uma liderança política, moral e intelectual. O Estado estabelece vínculos com diversos aliados que se unem nos níveis micro, meso e macro para influenciar a sociedade, especialmente os grupos subalternos.
Na consolidação desses tipos de Estados, a luta contra-hegemônica é a alternativa para a atuação da sociedade civil, a fim de ocupar um lugar tanto na arena ideológica quanto no confronto direto empreendido pelas classes populares contra um modelo “civilizacional” universal eurocêntrico e colonizador (Quijano, 2000). É uma luta pelo reconhecimento dos direitos humanos em sua totalidade e em prol da igualdade. Isso exige enfrentar o desafio de construir uma profunda reforma da produção teórica, dos métodos e das formas de conhecimento, para superar visões políticas e intelectuais baseadas em um sujeito restrito, unilateral, patriarcal, branco e ocidental, que busca privar a sociedade da riqueza que advém do encontro com outros sujeitos.
Entre os movimentos emancipatórios emergentes na sociedade civil, as comunidades afrodescendentes e os movimentos de mulheres se destacam por suas lutas contra-hegemônicas, sua capacidade de atuação e mobilização para confrontar fenômenos como o genocídio de pessoas de ascendência africana, o sexismo, a xenofobia e o classismo. Como aponta o Plano de Ação para a Década dos Afrodescendentes nas Américas (2016-2025):
Os afrodescendentes estão entre os grupos mais vulneráveis do hemisfério em consequência da pobreza, do subdesenvolvimento, da exclusão social, das desigualdades econômicas, e estes fatores estão intimamente ligados ao racismo, à discriminação racial, à xenofobia e a práticas correlatas de intolerância (ONU, 2016, p. 2).
Na América Latina e no Caribe, considerando a dinâmica global, a questão é reforçada pela Década Internacional dos Afrodescendentes, proclamada pelas Nações Unidas (ONU, 2013) para o período de 2015 a 2024. Nosso Grupo de Trabalho defende que uma Década não é suficiente. Surge então a pergunta: por quê? A resposta imediata é que a Década é apenas um ponto de partida, não um ponto final, pois apresenta novos desafios. Ir além da Década implica em desafios nas políticas públicas para confrontar as estratégias de invisibilidade e distorção da questão racial (Campoalegre, 2017, pp. 36-37).
Contextualizar a Década envolve avaliar a retórica do discurso político, dada a tendência de “desaceleração da agenda de mudanças iniciada em Santiago” (Campos, Campoalegre, Valero e Hernández, 2018). Uma única Década é insuficiente para superar o racismo sistêmico, estrutural, institucional e epistêmico que limita os direitos e o bem-estar dos povos afrodescendentes. A tarefa crucial é desenvolver políticas e propostas contra-hegemônicas que transformem radicalmente a matriz da desigualdade étnica e racial e a cultura do privilégio na América Latina e no Caribe.
A este respeito, um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (2020) confirma que:
Não é possível superar os grandes desafios que a região enfrenta, profundamente exacerbados no contexto da pandemia, e avançar rumo à igualdade no caminho do desenvolvimento inclusivo como pilar fundamental de um novo modelo de desenvolvimento sustentável, sem empreender ações decisivas para promover o reconhecimento, a proteção e a garantia dos direitos da população afrodescendente. Para tanto, é necessário também considerar as múltiplas e simultâneas formas de desigualdade, discriminação e exclusão sofridas pelas mulheres afrodescendentes (?). (p. 9).
A região encontra-se num contexto controverso de mudança que revela tanto as condições de desigualdade e as suas intersecções, como a resistência e a coexistência de forças face à dominação. O nosso Grupo de Trabalho avaliou este contexto como uma encruzilhada entre a Década e as Pandemias. Uma Década Internacional em atraso devido ao incumprimento dos seus objetivos – Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento – converge com pandemias que estão longe de ser meramente uma crise sanitária. Trata-se de pandemias no plural: racializadas, feminizadas e afrocidas, em que os afrodescendentes figuram entre as principais vítimas, mas que também apontam para a alternativa rumo a outros mundos possíveis (Campoalegre, 2020).
Em relação ao impacto da pandemia de COVID-19, no período de três anos que se encerra, o Grupo de Trabalho concentrou sua pesquisa na conceitualização/diagnóstico/avaliação de pandemias racializadas (Campoalegre, 2020) e na situação das mulheres afrodescendentes (Campoalegre, Ocoró, Miranda e Martelo, 2022). Há um contexto de tensão entre as políticas neoliberais adotadas pelos governos, centradas na necropolítica (Mbembe, 2018), como forma de gerir a crise, e a expansão dos movimentos sociais, particularmente os de povos afrodescendentes e indígenas, contra:
Os retrocessos no progresso social alcançado e a persistência das desigualdades fazem da América Latina e do Caribe a região mais desigual do mundo (Oxfam, 2019).
O cenário econômico crítico previsto pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL, 2022).
A elevada heterogeneidade dos movimentos sociais, a expansão e diversificação do campo político afrodescendente, versus a necessidade de articulação e análise política a partir da interseccionalidade.
O ressurgimento das forças de direita. A ascensão dessas forças em alguns países da região traz consigo a implementação de uma agenda neoliberal:
"(...) estamos diante de um novo cenário em que atores conservadores, elites, a direita, mas também setores da sociedade civil, que apoiam esses consensos, participam da construção de novos significados políticos e culturais, tentando impor sua própria interpretação da sociedade e construir hegemonia cultural? (Ocoró, 2018, p. 282).
O nível de violência e insegurança enfrentado por pessoas afrodescendentes está aumentando. Algumas tendências relevantes incluem: a criminalização de lideranças afrodescendentes, assassinatos de jovens, feminicídios e crescente impunidade.
A opressão histórica dos afrodescendentes é aprofundada por meio de preconceitos e estereótipos racistas e sexistas, reproduzidos intergeracionalmente, com ênfase nas mulheres afrodescendentes (CEPAL, 2018) e nas sexualidades não hegemônicas marcadas pela colonialidade de gênero (Lugones, 2008; Segato, 2020).
Abordar "Os desafios do trabalho acadêmico antirracista" (viveros, 2020, p. 19) e sua articulação com o movimento afrodescendente definirá a marca desta GT.
Campoalegre, R.; Ocoró, A.; Miranda, C. e Martelo, LO (2022). O impacto da pandemia na situação das mulheres afrodescendentes no Brasil, Colômbia e Cuba. Um estudo em perspectiva interseccional. Bolsa de Pesquisa CLACSO. (no prelo) Buenos Aires: CLACSO.
Campoalegre, Rosa. (Coord.). (2020). A Pandemia Racializada. Em Ancestralidades, Antirracismo e Atualidades, (I-III). https://www.clacso.org/boletin-1-ancestraalidad-antirracismoy-actualidades-la-pandemia-racializada-debates-desde-la-afroepistemologia-i/ ; https://www.clacso.org/boletin-2-ancestraalidad-antirracismo-y-actualidades-la-pandemia-racializada-debates-desde-la-afroepistemologia-ii/; https://www.clacso.org/boletin-3-ancestraalidad-antirracismo-y-actualidades/
Campos, A.; Campoalegre, R. Valero, S. e Hernández R. (2017). Temas e problemas recorrentes no simpósio Além de Santiago: o movimento afrodescendente e os estudos afro-latino-americanos. Nossa jornada no quilombismo. In Campoalegre Rosa e Karina Bidaseca (orgs.), Além da Década dos Povos Afrodescendentes. Buenos Aires, Argentina: CLACSO.
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. (2018). Mulheres afrodescendentes na América Latina e no Caribe. Santiago, Chile: CEPAL.
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe/Fundo de População das Nações Unidas. (2020). Afrodescendentes e a matriz da desigualdade social na América Latina: desafios para a inclusão. Documentos do Projeto (LC/PUB.2020/14). Santiago: CEPAL. https://repositorio.cepal.org/bitstream/handle/11362/46191/4/S2000226_es.pdf
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. (2022). Panorama Econômico e Social da América Latina e do Caribe. Santiago: CEPAL. https://www.cepal.org/es/publicaciones/ps
Santos De, B. (2018). Construindo as epistemologias do Sul. Volume II, Coletânea Antologias do Pensamento Social Latino-Americano e Caribenho. CLACSO. Fundação Rosa Luxemburgo. Buenos Aires.
Gramsci, A. (2004). Textos dos Cadernos 1 2 1 30 e 1 31. “Onda de Materialismo” e “Crise de Autoridade”. In: Sacristán M. Gramsci. Buenos Aires: Siglo XXI.
Lugones, M. (2008). Colonialidade e gênero. Tabula rasa. N° 9, pp. 73-102
Mbembe, A. (2018) Necropolítica. N-1 São Paulo: Edições.
Ocoró Loango, A. (2018). Do Kirchnerismo ao Macrismo: Afrodescendentes, Política e Estado na Argentina. In Campoalegre (Org.) Afrodescendentes: Vozes de Resistência. CLACSO, Buenos Aires.
Nações Unidas. (2016). Plano de Ação para a Década dos Afrodescendentes nas Américas (2016-2025). AG/RES. 2891 (XLVI-O/16). Nova Iorque.
Nações Unidas. (2013). Resolução A/Res/68/237. Década Internacional dos Afrodescendentes. Nova Iorque.
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2019). Visão geral. Relatório de Desenvolvimento Humano 2019. Além da renda, além das médias, além do presente: desigualdades no desenvolvimento humano no século XXI. Nova York: ONU.
Quijano, A. (2000). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In Lander, E. (Org.), A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO. http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/lander/quijano.rtf
Segato, R. (2021). Feminismos. Debates pendentes. Buenos Aires: Malba.
Viveros Vigoya, Mara (2020). As cores do antirracismo (na América Latina). Sexualidade, Saúde e Sociedade, (36), 19-34. https://doi.org/10.1590/198
A relevância teórica do tema no contexto analisado constitui um dos fundamentos essenciais para a apresentação desta proposta renovada do Grupo de Trabalho. Esta proposta baseia-se no conhecimento situado na complexidade, em níveis nacional, regional e global, em que se desenvolvem as comunidades afrodescendentes, suas lutas e seu reflexo singular nas ciências sociais. Os problemas que afetam os povos afrodescendentes têm pouco espaço no campo acadêmico. A invisibilidade do pensamento e da ação política afrodescendentes é um poderoso mecanismo de dominação e racismo epistêmico (Ocoró, 2022). Essa situação é ainda agravada pela politização da pesquisa acadêmica e das demandas afrodescendentes (Miranda, 2017), diante de uma nova reconfiguração do racismo (Campoalegre, 2022).
Embora o racismo tenha diferentes manifestações, para os propósitos deste grupo de trabalho, é essencial revisitar o racismo estrutural-sistêmico e o racismo institucional. De acordo com Segato (2017), “o racismo estrutural abrange ‘todos os fatores, valores e práticas que contribuem para a reprodução da associação estatisticamente significativa entre raça e classe (...), ou seja, tudo o que contribui para o confinamento de pessoas não brancas a posições de menor prestígio e autoridade, e a profissões com salários mais baixos’”. Nessa mesma linha, ele argumenta que o racismo institucional se refere às “práticas institucionais que levam à reprodução das desvantagens da população não branca” (p. 47).
As lutas afro-diaspóricas intensificaram-se, articulando-se com outras dinâmicas sociais coletivas. Nesse sentido, a Terceira Conferência Mundial das Nações Unidas contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Discriminação (ONU, 2002), realizada em Durban, África do Sul, em 2001, é relevante. Mais de 20 anos depois de Durban, reivindicamos seu legado como um dos programas mais impactantes na luta contra o racismo até hoje: “Durban ratifica o conceito de afrodescendente como base para a construção de políticas públicas, criando novos espaços para ação política e outros apoios para a proteção dos direitos dos povos afrodescendentes” (Campoalegre, 2017, p. 30). O posicionamento epistêmico e político deste Grupo de Trabalho sobre Afrodescendentes assenta nas seguintes teses:
Primeiramente, é importante destacar a forma plural de afrodescendentes, dada a diversidade histórica, socioestrutural, contextual, cultural e política. Há um intenso debate em torno desse conceito. A esse respeito, o Grupo de Trabalho (2016) define afrodescendentes a partir de uma perspectiva multidimensional da seguinte forma:
• Componente socioestrutural, constituído pelo impacto da diáspora africana e sua transformação em diferentes países.
• Movimento social contra-hegemônico que figura entre os atores estratégicos do desenvolvimento.
• Lugar de expressão das nossas lutas e da nossa vida quotidiana.
• Acontecimentos atuais e legado cultural ancestral que geram conhecimento e ações políticas transformadoras.
Em segundo lugar, a colaboração entre a academia e o movimento social afrodescendente define nossa posição. Isso molda nossa estratégia de trabalho e a composição ampliada do Grupo de Trabalho, que agora inclui pesquisadores, educadores, ativistas, artistas e líderes de políticas públicas na área afrodescendente. Essa colaboração está estruturada em torno de áreas temáticas transversais para a produção e disseminação do conhecimento. Essas áreas são as seguintes:
Afroepistemologias e Pedagogias Maroon: A partir da perspectiva do pensamento Maroon, que emerge das dinâmicas comunitárias, este trabalho explora caminhos alternativos para defender a expansão das narrativas afrodescendentes. Debate as rotas epistêmicas que moldam o desenvolvimento deste campo de estudo e ação política. Desconstrói conceitualizações de "raça", negritude, afrodescendentes e poder, e promove experiências e educação afrocentradas, bem como o estabelecimento de redes de contatos.
Afrofeminismos: Uma análise dos feminismos negros, suas narrativas, articulações, tensões e alternativas. Examina a luta de corpos racializados contra a colonialidade do poder, do conhecimento e do gênero. Estabelece diálogos a partir de uma perspectiva interseccional, desmantelando múltiplas opressões e fornecendo ferramentas para revelar vozes, silêncios e resistências de comunidades afrodescendentes.
Políticas Públicas: Este projeto desconstrói os mitos e a resistência em torno da relação controversa e estratégica entre políticas públicas, cultura e racialização. Ele inicia um debate sobre por que o desafio vai além da Década e por que as pandemias atuais são racializadas, feminizadas e afrocidas. Tudo isso visa estratégias para pesquisa e transformação de políticas públicas focadas em raça, reconhecendo a natureza estrutural e estruturante da raça, como destacado por Nilma Gomez (2020) na série temática "Pandemia Racializada", desenvolvida pelo nosso Grupo de Trabalho. Também promovemos a capacitação de implementadores de políticas públicas afrodescendentes.
Esta proposta GT dá continuidade ao percurso fundacional iniciado em 2016, em três dimensões-chave: teórico-metodológica, política e organizacional. Destaca-se a dimensão teórico-metodológica, priorizando o desenvolvimento do pensamento negro/afro-diaspórico como instrumento de emancipação. Nessa dimensão, contribui para a construção de alternativas teóricas e sociopolíticas antirracistas para confrontar as barreiras que historicamente marcaram as vidas e o acesso a oportunidades de pessoas afrodescendentes. E aqui, a perspectiva interseccional (Crenshaw, 1991; Viveros, 2016) é outra ideia central. Também é crucial reler Aníbal Quijano:
A colonialidade do poder faz da América Latina um palco para (des)encontros entre nossa experiência, nosso conhecimento e nossa memória histórica. Não surpreende, portanto, que nossa história não tenha podido ter um movimento autônomo e coerente, configurando-se, em vez disso, como um longo e tortuoso labirinto onde nossos problemas não resolvidos nos habitam como fantasmas históricos. E não seria possível reconhecer e compreender esse labirinto — isto é, debater nossa história e identificar nossos problemas — se não conseguíssemos primeiro identificar nossos fantasmas, invocá-los e confrontá-los. (2006, p. 5).
Emerge a criação de caminhos alternativos para a pesquisa e a luta antirracista, visando avançar rumo a sociedades mais equitativas e pluralistas, com diferentes perspectivas sobre a questão racial. Nesse sentido, nossa proposta desafia a inércia da Década Internacional dos Afrodescendentes (2015-2024) (ONU, 2016, p. 7), superando-a ao propor o imperativo de des/construir a agenda antirracista regional pós-pandemia, adotando estrategicamente a tese profética de Leila Gonzales:
Quanto a nós, negros, como podemos alcançar uma consciência efetiva de nós mesmos como descendentes de africanos se permanecermos prisioneiros, "presos na linguagem racista"? (?), proponho Amefricanos para nos designar a todos.
Além do seu caráter puramente geográfico, a categoria de africanidade incorpora todo um processo histórico de intensa dinâmica cultural (adaptação, resistência, reinterpretação e criação de novas formas) que é afrocentrado. (2021, p.140).
Este Grupo de Trabalho visa contribuir para a geração de conhecimento situado no âmbito da resistência/reexistência afrodescendente. Busca desconstruir imaginários e práticas políticas de racialização, promovendo alternativas de autorreconhecimento, justiça social e epistêmica, para reivindicar a contribuição essencial dos povos afrodescendentes. Serão incentivados estudos comparativos em nossos países. Nossa proposta: continuar pensando e transformando na "América Ladina".
Campoalegre, R. (2022). Pandemias racializadas e a reconfiguração do racismo: chaves para um debate na América Latina e no Caribe. In C. del Valle, K. Mierau, S. Riquelme, B. Pérez e G. Albornoz (Eds.). Horizontes Convergentes. II Contribuições transdisciplinares para o estudo do Ecossistema da Marginalização Cultural. 41-56 https://biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar/bitstream/CLACSO/168963/1/Horizontes-Convergentes-2.pdf
Crenshaw, K. W. (1991). Mapeando as margens: interseccionalidade, política de identidade e violência contra mulheres de cor. Stanford Law Review Vol. 43, No. 6, pp. 1241-1299.
Miranda, C. (2017). Clandestinização e reexistência diaspórica: horizontes expedicionários e insurgência na Afro-América. Em Campoalegre Rosa e Karina Bidaseca (Orgs.), Além da Década dos Afrodescendentes. Buenos Aires: CLACSO.
Gomes, N. (2020). A questão racial e o novo coronavírus no Brasil. (2020). Pandemias racializadas I https://www.clacso.org/wp-content/uploads/2020/07/V3_Ancestralidad_antirracismo_actualidades_N3_compressed.pdf II.
Gonzalez, L. (2021). A categoria político-cultural da africanidade. Conexión, (15), 133-144. https://revistas.pucp.edu.pe/index.php/conexion/article/view/24056/22851
Ocoró, A. (2022). Racismo e a hegemonia do racismo epistêmico. In Campoalegre, R. (Ed.) Afrodescendentes: debates e desafios diante das novas realidades. 21-38 https://biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar/bitstream/CLACSO/16776/1/Afrodescendencias.pdf
Nações Unidas. (2002). Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Formas Correlatas de Intolerância. Declaração e Plano de Ação, https://www.ohchr.org/sites/default/files/Documents/Publications/DurbanDecProgAction_sp.pdf
Nações Unidas. (2013). Resolução adotada pela Assembleia Geral em 23 de dezembro 68/237. Proclamação da Década Internacional dos Afrodescendentes. https://documents-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/N13/453/70/PDF/N1345370.pdf?OpenElement Quijano, A. (2006). Dom Quixote e os moinhos de vento na América Latina. San José: DEI, Departamento Ecumênico de Pesquisa. (Segunda série nº 127 set-out 2006).
Segato, Rita, (2017). Racismo, discriminação e ação afirmativa. Ferramentas conceituais. In Campoalegre, R. e Bidaseca, K. (Coord.) Além da Década Internacional dos Afrodescendentes. 43-64. Buenos Aires: CLACSO.
Viveros Vigoya, M. (2016). Interseccionalidade: Uma abordagem situada da dominação. In Debate Feminista 52, Universidade Nacional da Colômbia, Bogotá.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
2. Reuniões de grupos de trabalho baseadas no acompanhamento dos objetivos e do plano de trabalho, com ênfase na produção e disseminação do conhecimento.
Livro da GT que se concentra no estado da arte do tema de pesquisa a partir de uma perspectiva regional.
Relatório Executivo Anual.
Ajustes/Propostas para a continuidade do trabalho, levando em consideração o cumprimento dos objetivos.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Tornar visível o pensamento e a ação política dos afrodescendentes.
2. Seminário permanente inter-GT "Racismo e saúde coletiva de mulheres negras no Grande Caribe". (Copatrocinado pela GT International Health e pela Health Sovereignty).
3. Curso de pós-graduação "Mulheres negras na América Latina e no Caribe: Brasil, Cuba e Colômbia".
4. Seminários virtuais na especialização em estudos afro-latino-americanos e afro-caribenhos.
5. Boletim informativo "Ancestralidade, Antirracismo e Atualidades"
Pelo menos 40 alunos estão matriculados, sendo 10 deles alunos negros com habilidades de liderança, atendendo aos critérios de equidade racial e igualdade de gênero. Pelo menos 30 alunos concluem esses estudos com sucesso.
Relatório do curso. 30 graduados, incluindo 10 mulheres negras ativistas. Mais de 50 participantes (20 ativistas negros e jovens).
5 seminários virtuais concebidos e desenvolvidos por membros do GT na especialização CLACSO em estudos afro-latino-americanos e caribenhos.
São produzidas e distribuídas três edições do boletim informativo, com contribuições de alunos das atividades de formação realizadas pelo GT.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
2. Livro "Vozes Afrofeministas II".
3. Diálogos itinerantes afro-diaspóricos com organizações e projetos afrodescendentes."
Construindo uma plataforma comum de ação acadêmica e política afrofeminista.
Divulgação do texto em: feiras de livros e eventos científicos. Utilização em atividades de ensino nos centros e redes GT.
Produção de segmentos para televisão e rádio, infográficos e outros materiais informativos relacionados à luta antirracista, com base no conteúdo do livro.
Grupos de trabalho em três países com membros do GT.
Ativismo e apoio em organizações afro.
Plano de trabalho coordenado com outros grupos de trabalho, organizações afrodescendentes, organizações não governamentais e movimentos sociais. Promoção de novas redes de parceiros da CLACSO.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Assinatura de acordos com redes científicas e instituições acadêmicas.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
2. Oficina Intergrupos de Trabalho "Diálogos sobre Políticas de Equidade Racial" (Copatrocinada pelo Grupo de Trabalho "O que é Desenvolvimento? Diálogo entre a Academia e a Política").
2. Reuniões do Grupo de Trabalho baseadas no acompanhamento dos objetivos e do plano de trabalho, com ênfase na produção e disseminação do conhecimento.
Atualização do conteúdo dos cursos que desenvolvemos na especialização em Estudos Afro-Americanos do CLACSO.
Latino-americanos e afro-caribenhos
Memórias do Workshop.
Conjunto de recomendações para a concepção, implementação e avaliação de políticas de equidade racial.
Relatório Executivo Anual.
Ajustes/Propostas para a continuidade do trabalho, levando em consideração o cumprimento dos objetivos.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Tornar visível o pensamento e a ação política dos afrodescendentes.
2. Seminário permanente inter-GT "Racismo e saúde coletiva de mulheres negras no Grande Caribe". (Copatrocinado pela GT International Health e pela Health Sovereignty).
3. Curso de pós-graduação "Mulheres negras na América Latina e no Caribe: Brasil, Cuba e Colômbia"
4. Seminários virtuais na especialização em estudos afro-latino-americanos e afro-caribenhos.
5. Boletim informativo "Ancestralidade, Antirracismo e Atualidades"
Quarenta alunos se matricularam, sendo 10 deles afro-colombianos com habilidades de liderança, atendendo aos critérios de equidade racial e igualdade de gênero.
Esses estudos são concluídos por 30 alunos da Escola e do Seminário, respectivamente.
Relatório do Curso. 30 alunos formados, incluindo 10 mulheres negras ativistas e 10 jovens negros.
5 seminários virtuais concebidos e desenvolvidos por membros do GT na especialização CLACSO.
Foram produzidas e distribuídas três edições anuais do boletim informativo, com a participação de estudantes afro.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
2. Livro "Vozes Afrofeministas II".
3. Diálogos itinerantes afro-diaspóricos com organizações e projetos afrodescendentes.
Construindo uma plataforma comum de ação político-acadêmica afrofeminista.
Divulgação do texto em: feiras internacionais do livro e eventos científicos. Utilização em atividades de ensino nos centros e redes GT.
Produção de segmentos para televisão e rádio, infográficos e outros materiais informativos relacionados à luta antirracista, com base no conteúdo do livro.
Grupos de trabalho em três países com membros do GT.
Ativismo e apoio em organizações afro.
Plano de trabalho coordenado com outros GTs, organizações afro, organizações não governamentais e movimentos sociais.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Promoção de novos centros e redes associados à CLACSO, com base no estudo de afrodescendentes e na ação política contra o racismo.
Assinatura de acordos com redes científicas e instituições acadêmicas.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
2. Reuniões de grupos de trabalho baseadas no acompanhamento dos objetivos e do plano de trabalho, com ênfase na produção e disseminação do conhecimento.
Relatório Executivo Anual.
Ajustes/Propostas para a continuidade do trabalho, levando em consideração o cumprimento dos objetivos.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Tornar visível o pensamento e a ação política dos afrodescendentes.
2. Realização da IV Escola Internacional de Pós-Graduação da CLACSO "Além da Década"
2. Seminário permanente inter-GT "Racismo e saúde coletiva de mulheres negras no Grande Caribe". (Copatrocinado pela GT International Health e pela Health Sovereignty).
3. Curso de pós-graduação "Mulheres negras na América Latina e no Caribe: Brasil, Cuba e Colômbia"
4. Seminários virtuais na especialização em estudos afro-latino-americanos e afro-caribenhos.
5. Boletim informativo "Ancestralidade, Antirracismo e Atualidades"
Painéis GT Epistemologias do Sul
Outros painéis inter GTSr
Oficina Afro: Academia, ativismo e políticas públicas antirracistas.
Relatórios de resultados da Escola e do Seminário Permanente
Quarenta alunos se matricularam, sendo 10 deles afro-colombianos com habilidades de liderança, atendendo aos critérios de equidade racial e igualdade de gênero.
Esses estudos são concluídos por 30 alunos da Escola e do Seminário, respectivamente.
Relatório do Curso. 30 alunos formados, incluindo 10 mulheres negras ativistas e 10 jovens negros.
5 seminários virtuais concebidos e desenvolvidos por membros do GT na especialização CLACSO.
Foram produzidas e distribuídas três edições anuais do boletim informativo, com a participação de estudantes afro.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
2. Livro "Vozes Afrofeministas II".
3. Diálogos itinerantes afro-diaspóricos com organizações e projetos afrodescendentes."
Construindo uma plataforma comum de ação acadêmica e política afrofeminista
Divulgação do texto em: feiras internacionais do livro e eventos científicos. Utilização em atividades de ensino nos centros e redes GT.
Produção de segmentos para televisão e rádio, infográficos e outros materiais informativos relacionados à luta antirracista, com base no conteúdo do livro.
Grupos de trabalho em três países com membros do GT.
Ativismo e apoio em organizações afro.
Plano de trabalho coordenado com outros GTs, organizações afro, organizações não governamentais e movimentos sociais.
Promoção de novos centros e redes associadas à CLACSO.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Promoção de novos centros e redes associados à CLACSO, com base no estudo de afrodescendentes e na ação política contra o racismo.
Acordos de trabalho assinados e em vigor.
Número total de pesquisadores admitidos: 25
Universidade Andina Simón Bolívar
Equador
Departamento de Serviço Social
Universidade Católica de Temuco
Chile
Escola Multitemática Miuca
República Dominicana
Centro Nacional de Educação Sexual
Cuba
Departamento de Línguas, Literaturas e Civilizações Ibéricas, Ibero-Americanas e Italianas
Universidade de Yaoundé 1
Camarões
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Departamento de Antropologia. Universidade Autônoma Metropolitana, Unidade Iztapalapa (UAM-I)
México
INMUJERES, MIDES
Uruguai
Rede Rio de Etnoeducadores Negros
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Brasil
Faculdade de Educação
Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil
Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA)
Costa Rica
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA DE BOLÍVAR
Colômbia
Centro de Estudos Afro-Asiáticos
Universidade Candido Mendes
Brasil
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Cátedra Nelson Mandela de Estudos Afrodescendentes
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Centro Interdisciplinar de Ensino e Pesquisa da Universidade Católica de Angola
_Outros
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Programa Universitário de Estudos sobre Diversidade Cultural e Interculturalidade
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Membro do Movimento Afro-Mexicano e da Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora.
México
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Movimento Reconhecido
República Dominicana
Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET/RJ
Brasil
Conferência Nacional das Organizações Afro-Colombianas - CNOA
Colômbia