Área temática: Movimentos sociais

Grupo de trabalhoAnticapitalismos e sociabilidade emergente

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Anticapitalismos e sociabilidade emergente
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
María Regina Cano Orué
Instituto Cubano de Pesquisa Cultural
Ministério da Cultura
Cuba
Laura García Corredor
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Pablo Ariel Becher
Departamento de Ciências Humanas da Universidade Nacional do Sul
Universidade Nacional del Sur
Argentina

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

O Grupo de Trabalho sobre Anticapitalismo e Sociabilidades Emergentes - ACySE, iniciou suas atividades em 2010, em um contexto regional marcado pela ascensão de governos ditos "pós-neoliberais" (Sader, 2008), "populistas" (Svampa, 2015), "progressistas" (Modonessi, 2015), "socialistas do século XXI" (Chavez, 2005; Correa, 2010) ou neodesenvolvimentistas (Boito Jr, 2010; Feliz, López e García, 2016); no âmbito de um momento de transição e experimental (Santos, 2007), de crise civilizacional (Borón, 2009), de políticas selvagens (Tapia, 2008) ou de crise da colonialidade do poder e do saber (Lander, 2003). 

Os debates iniciais foram moldados pelo contexto singular e pelas diferentes denominações ou caracterizações que a situação latino-americana e caribenha recebeu dentro das diversas posições teóricas e políticas daqueles que participaram do Grupo de Trabalho. Como resultado dos encontros e do trabalho realizado durante o primeiro período do Grupo de Trabalho, destacam-se duas publicações coletivas (Chaguaceda e Brancaleone, 2012; Fernández, Camara, Chaguaceda e Puente, 2015) que testemunham as trocas que ocorreram em torno da caracterização do que denominamos “lutas anticapitalistas” no período de 2010 a 2015. Essas lutas foram problematizadas a partir de dois eixos analíticos complementares: a descrição das experiências “internas” (trabalho que envolveu, em cada caso, uma reflexão sobre os projetos e práticas políticas existentes “de baixo para cima” e para além da institucionalidade dominante); e a análise das disputas contra-hegemônicas que essas experiências enfrentaram tanto contra o sistema capitalista mundial moderno/colonial, quanto contra o Estado em suas conceitualizações mais heterogêneas (principalmente a partir de perspectivas marxistas e anarquistas) e caracterizações conjunturais. 

A relação entre as diversas lutas anticapitalistas e as instituições “progressistas” dominantes durante o período de 2010 a 2015 foi central para nossas questões e análises. Nesse sentido, compartilhamos resultados de pesquisas e desenvolvemos uma proposta coletiva com o objetivo de descrever como as lutas sociais e os movimentos sociais emergentes na América Latina e no Caribe tomaram forma, seu lugar nos principais repertórios de ação dos movimentos sociais da região e os avanços políticos que alcançaram em um contexto de relativa permissividade e incorporação das demandas sociais na agenda de políticas públicas. 

Nos últimos anos, desde 2015, temos testemunhado uma transformação drástica do cenário internacional, num contexto de forte intervenção dos EUA na América Latina, apoiada pela ascensão política de grupos de direita em diversos governos latino-americanos (Brasil, Chile, Colômbia, Argentina). A estrutura capitalista, acentuada e baseada no desenvolvimento econômico desigual, impôs o ônus do ajustamento social à classe trabalhadora, aumentando os índices de emprego precário e informal. Um sistema extrativista que ataca os espaços comunitários e uma ressurgência da violência institucional, perpetrada por forças de segurança e grupos paramilitares, exacerbaram sua virulência num contexto sombrio de direitos humanos. 

Nesse sentido, o Grupo de Trabalho concentrou-se, no período de 2016 a 2019, na interpretação e caracterização da reconfiguração do cenário político latino-americano e caribenho, reconsiderando as formas de resistência e as lutas anticapitalistas de diversos atores coletivos, levando em conta as consequências e repercussões, em termos de continuidades e mudanças em relação ao período anterior, tanto na relação das organizações sociais com o capital quanto na sua relação com o Estado (e suas políticas públicas). Esse processo motivou a redação de diversos artigos sobre movimentos sociais de protesto e a colaboração do Grupo de Trabalho com outros grupos acadêmicos para a realização de debates e colóquios. Além disso, houve um contato com diversas comunidades e organizações sociais com base nas pesquisas individuais dos membros do Grupo de Trabalho, o que facilitou o reconhecimento coletivo da diversidade intercultural e do repertório de ações coletivas desses grupos.

Esses diversos estudos motivaram a publicação de um terceiro livro, atualmente em fase de impressão, que aborda movimentos de auto-organização e lutas pela reexistência por meio de processos de subjetividade entrelaçados com as artes, comunidades, feminismos e identificações políticas emergentes em diferentes espaços e territórios da América Latina e do Caribe insular. Outra abordagem do livro envolve o estudo de teorias e ferramentas conceituais para refletir sobre a práxis contra-hegemônica, que desafia concepções de movimentos sociais, interculturalidade e os processos de formação da identidade coletiva.

Para obter nossa quarta renovação, nossa proposta visa examinar e problematizar os significados e desafios de certas experiências organizacionais latino-americanas e caribenhas que se destacam por propor a construção de espaços alternativos diante das dinâmicas atuais de acumulação, exploração e discriminação. Ao mesmo tempo, pretendemos promover uma perspectiva analítica transdisciplinar e coletiva, com contribuições da sociologia, ciência política, história social e política, antropologia, estudos culturais e outras disciplinas, em consonância com os desafios enfrentados pelas ciências sociais na região e na realidade continental. O Grupo de Trabalho é composto atualmente por pesquisadores e ativistas da Argentina, Brasil, Equador, Colômbia, Cuba e México, muitos dos quais participaram como bolsistas em diversos programas do CLACSO, foram alunos e professores do Campus Virtual e publicaram alguns dos trabalhos realizados pelo Grupo de Trabalho em coletâneas e periódicos do CLACSO. 

Para esta chamada de propostas 2019-2022, alguns dos princípios orientadores das discussões envolvem problematizar e examinar como o atual cenário político alterou os fundamentos sociais e a força das lutas anticapitalistas em nossa região. Portanto, este exercício, além de analisar os contextos locais e históricos, visa estabelecer quadros comparativos entre dois momentos políticos distintos, considerando que uma das variáveis ​​a serem levadas em conta é o grau de influência dos cenários macropolíticos sobre a dinâmica das "sociabilidades emergentes" aqui analisadas.

Para abordar a relação com a dinâmica global, recorremos ao corpo existente de produção teórica latino-americana e caribenha para oferecer interpretações e debates que servirão como nossos pontos de partida iniciais. Recorremos à relevância contínua das teorias da dependência (Marini, 1999; Beigel, 2006; Cueva, 2012) e da teoria dos sistemas-mundo modernos/coloniais (Quijano e Wallerstein, 1992). Simultaneamente, será desenvolvida a análise comparativa entre localidades/países que vivenciaram/vivenciam esses dois períodos de maneiras diversas. Este segundo nível de comparação visa destacar tendências regionais (tanto no campo do Estado/Políticas Públicas quanto no dos movimentos de resistência) para explicar a reconfiguração dos papéis do continente em relação à dinâmica global, dentro da estrutura do sistema-mundo.

Os debates atuais nas ciências sociais nos desafiam profundamente e nos permitem reconstruir nossas perspectivas em relação aos paradigmas dominantes. Nesse sentido, o compromisso é continuar construindo formas de pensar e conduzir pesquisas sociais que ofereçam novos horizontes de possibilidade. Optamos por epistemologias Sul-Sul e pela desnaturalização da perspectiva eurocêntrica/heterocêntrica/branca, bem como pela ecologia dos saberes (Santos, 2018). Enfatizamos a necessidade de contribuir com espaços de reflexão sobre a emergência de processos sociais a partir de movimentos sociais, ação coletiva, ensino superior, interculturalidade, gênero, feminismos e perspectivas raciais, que nos permitam construir um novo paradigma do subalterno, onde a pesquisa-ação, como orientação metodológica, seja um eixo fundamental de trabalho.

 

Beigel, Fernanda 2006 “Vida, morte e ressurreição das “teorias da dependência” em Crítica e teoria no pensamento social latino-americano (Buenos Aires: CLACSO), pp. 287 ¬ 326.

Boito Jr., Armando 2012 “As bases políticas do neodesenvolvimentismo”, Trabalho apresentado na edição 2012 do Fórum Econômico da FGV (São Paulo).

Borón, Atilio 2009 Crise Civilizacional e Agonia do Capitalismo. Diálogos com Fidel Castro (Buenos Aires: Editorial Luxemburgo).

Câmara, Paula; Armando Chaguaceda, Blanca S. Fernández e Florencia Puente (coord.) 2015. Prefigurando o político. Disputas contra-hegemônicas na América Latina (Buenos Aires: CLACSO, El Colectivo, Último Recurso).

Chaguaceda, Armando e Cassio Brancaleone (coords.) 2012 Sociabilidades Emergentes e
Mobilizações sociais na América Latina (Buenos Aires: CLACSO).

Chávez Frías, Hugo 2005 “Palavras Inaugurais IV Cúpula sobre Dívida Social e Carta Social das Américas” (Caracas), 25 de fevereiro.

Correa, Rafael 2010 “A crise econômica e a mudança progressiva na América Latina”, Conferência na Universidade de Montevidéu (Montevidéu), 1 de março.

Cueva, Agustín 2012 (1979) “Problemas e perspectivas da teoria da dependência”, em Agustín Cueva. Ensaios sociológicos e políticos (Quito: Ministério da Coordenação Política e Governos Autônomos Descentralizados), pp. 73-98.

Féliz, Mariano, López, E. e García, M. (coords.) 2016 Desmontagem do modelo. Desenvolvimento, conflito e mudança social após uma década de neodesenvolvimentismo (Buenos Aires: Editorial El Colectivo).

Lander, Edgardo (org.) 2003 A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas (Havana: Editorial de Ciencias Sociales).

Marini, Ruy Mauro 1999 “Os fundamentos da dependência na economia de exportação” em Marini, Ruy Mauro e Dos Santos, Thetonio Pensamento social latino-americano no século XX (Caracas: UNESCO), pp. 375-397.

Modonesi, Massimo 2015 “Fim da hegemonia progressista e virada regressiva na América Latina” em Viento Sur No. 142, Ano XXIV, outubro, pp. 23-30.

Quijano, Anibal e Wallerstein, Imannuel 1992 “Americanidade como um conceito, ou as Américas no sistema mundial moderno”, International Social Science Journal, Vol. 134, No. 1 (Paris), pp. 549-557.

Sader, Emir 2008 Refundando o Estado. Pós-neoliberalismo na América Latina. (Buenos Aires: CTA Editions).

Santos, Boaventura de Sousa 2007 “A Reinvenção do Estado e o Estado Plurinacional” em OSAL nº 22. (Buenos Aires: CLACSO).

Santos, Boaventura de Sousa (2018), construindo as epistemologias do sul, vol. 1, (Buenos Aires: CLACSO).

Svampa, Maristella 2015 “América Latina: das Novas Esquerdas aos Populismos de Alta Intensidade” em Memoria, Revista de Crítica Militante nº 256 (México), novembro. Disponível em http://revistamemoria.mx/?p=702

Tapia, Luis 2008 Política Selvagem. La Paz: CLACSO, Muela del Diablo, Comuna.
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

O campo de estudos sobre lutas e movimentos sociais e suas conexões com a dinâmica das sociedades modernas está bem estabelecido, sustentado tanto por antigas tradições de pesquisa quanto por inovações conceituais e metodológicas emergentes. Diante dessa diversidade de abordagens e perspectivas, o coletivo ACySE surgiu há uma década como uma rede colaborativa de pesquisadores e ativistas latino-americanos, impulsionada por uma questão simultaneamente epistemológica, teórica, metodológica e política: que tipos de conhecimento e experiências podem surgir da interseção dinâmica entre pesquisa acadêmica e ativismo social? Na busca por respostas a esse problema complexo, vasto e diverso, revelou-se um elemento crucial para a compreensão não apenas das especificidades do conhecimento afirmado ou derivado das lutas sociais, mas também de qualquer processo de produção de conhecimento como uma experiência no mundo, sempre situada no tempo, no espaço e nas coordenadas sociobiográficas daqueles que produzem conhecimento. Ou seja, considerando as relações entre conhecimento e política; episteme e cosmovisão; verdade e ética, como tão relevantes e cruciais quanto os resultados ou produtos das atividades de pesquisa.

O fato de a teoria social moderna ter sido amplamente construída como uma afirmação intelectual do mundo capitalista moderno é praticamente incontestável. No entanto, esse projeto cognitivo também teve sua contrapartida, expressa em um forte movimento crítico e reflexivo dirigido contra o capitalismo. Essa última dimensão da teoria social moderna foi a origem de muitas das expressões críticas e racionalizações conhecidas sob o guarda-chuva do socialismo, seja em suas versões anarquistas ou marxistas.

Foi precisamente dentro dessas versões que o aspecto anticapitalista da teoria social moderna se manifestou no século XIX e ao longo de grande parte do século XX. A expressão "anticapitalismo", inicialmente delineada na versão hegemônica da linguagem marxista, está ligada a processos específicos de resistência à modernização e à modernidade que exibem um caráter histórico de sobrevivência ao passado, um elemento social residual. Assim, o termo é usado como equivalente a "pré-capitalista", "antimoderno" e termos semelhantes. Nessa narrativa, os sujeitos que ocupavam essa posição eram camponeses, povos indígenas, artesãos e o lumpemproletariado. Essas são algumas das ideias iniciais que explicam o significado atribuído ao termo "anticapitalismo" pelas correntes dominantes do pensamento marxista até quase o final do século XX.

Na década de 1990, as lutas e os movimentos de alterglobalização permitiram o surgimento de uma nova posição enunciativa para o termo anticapitalismo, para além de sua designação exclusiva como perspectiva militante, ideologia, discurso ou projeto político, ao considerá-lo como uma realidade empírica específica. As novas manifestações de resistência incorporadas nesses movimentos foram, naturalmente, sintomáticas das metamorfoses vivenciadas pelo capitalismo na segunda metade do século XX. Estas se expressaram, entre outros aspectos, em novas dinâmicas de acumulação dentro de um movimento global em direção à flexibilização e ao estreitamento dos circuitos econômicos, aliado a uma redução da função e dos serviços públicos prestados pelo Estado (também chamado de neoliberalismo), particularmente por meio da perda de efetividade de direitos que pareciam ser conquistas consolidadas no campo tradicional das relações trabalhistas. Todos esses fatores fragmentaram a própria construção social da identidade da classe trabalhadora como força motriz da ação coletiva (Bell, 1991; Castel, 1998; Negri & Hardt, 2005).

Paralelamente à afirmação desse capitalismo de grandes conglomerados financeiros e corporativos, o nível de interação social foi reforçado pelo “vazio” deixado pela dissolução das experiências socialistas lideradas pelo Estado e pela burocratização de partidos políticos e sindicatos por meio de sua integração ao Estado, dominado pelas mensagens de grandes marcas e oligopólios midiáticos (Klein, 2001). Esse capitalismo tentou, e continua tentando, incutir no imaginário social a chegada de um mundo sem antagonistas e parece capaz de incorporar em seu processo de renovação uma parcela significativa dos repertórios críticos que o desafiam persistentemente (Boultanski & Chiapelo, 2002; Virno, 2008).

Foi precisamente esse capitalismo que entrou em conflito com o levante zapatista de 1994 e com as rebeliões antiglobalização que se seguiram, sendo por ele confrontado. Essa estrutura conceitual serviu como palco para a compreensão e, ao mesmo tempo, para a complexificação de ambos os lados. lutas anticapitalistas a partir do sociabilidades emergentes No âmbito da reconfiguração do campo político latino-americano e caribenho, permitiu-nos desenvolver uma distinção analiticamente útil, representada por duas dimensões que podem ser localizadas dentro do conceito de anticapitalismo: primeiro, a dimensão discursiva, normativa ou ideológica, ligada ao discurso político e às ideias que possuem um poder operacional que, ao influenciar o imaginário social, configura o campo de possibilidade da ação política; e segundo, a dimensão empírica, entendida como processo, sociabilidades, relações ou estrutura social.

A distinção entre essas dimensões reconhece que nem sempre há convergência e correspondência entre elas. Ou seja, agentes sociais que atuam politicamente sob um programa ou visão de mundo anticapitalista não necessariamente implementam ou prefiguram práticas anticapitalistas. Por outro lado, certas interações ou processos sociais iniciados por agentes sociais, sem se identificarem com qualquer discurso anticapitalista, podem, por sua vez, apontar para dinâmicas que apresentam elementos anticapitalistas e emancipatórios significativos. bidimensionalidade do conceito de anticapitalismoLópez aponta dois aspectos que podem estar interligados, embora não necessariamente. Por um lado, existe um discurso de resistência voltado para a superação das sociedades capitalistas; a intenção, por parte de certos agentes sociais, de reformar ou romper com a ordem social vigente. Por outro lado, existe o conjunto de processos ou fenômenos sociais nas esferas da sociedade, economia, política e cultura que prefiguram relações sociais que podem ser consideradas uma ameaça à dinâmica atual de acumulação, dominação e exploração, e que, nesse sentido, podem apontar para horizontes de emancipação ou possuir potencial emancipatório (López, 2015).

Partindo do próprio conteúdo ou das expressões dessas representações e práticas supracitadas, empregamos o conceito de sociabilidades emergentes, mas de uma maneira muito particular, para dar conta de seus elementos mais empíricos do que discursivos. Aqui, é importante esclarecer que relações de cooperação, horizontalidade, apropriação de valor de uso, apoio mútuo, respeito às diferenças, etc., não significam, por si só, anticapitalismo e não são sociabilidades emergentes. Elas podem ser consideradas como sociabilidades emergentes apenas e na medida em que que estimulam, incentivam e promovem certos arranjos interativos que, como um todo, e articulação, capacitam sujeitos e dinâmicas auto-organizáveis ​​que materializam elementos potencial para constituir configurações socio-históricas libertadoras (Brancaleone, 2015). Embora o caso mais ilustrativo, e que tenha desfrutado de certo grau de estabilidade até hoje, seja o experimento de autogoverno zapatista, as diversas formas de controle e gestão coletiva do trabalho em algumas fábricas recuperadas por trabalhadores na Argentina e no Uruguai, as experiências de vida comunitária em territórios periféricos e favelas, os assentamentos rurais e as terras recuperadas por camponeses, povos indígenas e comunidades quilombolas, os coletivos de jovens engajados em ações culturais em centros urbanos, as redes de escambo ou troca que regeneram as estruturas comunitárias, etc., não são menos significativas (Zibechi, 2008). Todas essas características apontam para diversas manifestações da prefiguração de outros modos de vida não mercantilizados, ou modos que lutam contra a mercantilização e a heteronomia. Além disso, as tradições e práticas dos movimentos operário, camponês, estudantil e sindical têm sido fundamentais no desenvolvimento de imaginários e repertórios de ação coletiva em toda a América Latina e Caribe.

Acreditamos que a relevância teórica dessa distinção, como projeto de pesquisa, é evidente por si mesma, com base em dois aspectos fundamentais. Primeiro, porque as modificações nos repertórios de resistência e nas formas assumidas pelas agências que os sustentam estão intimamente relacionadas às transformações do capitalismo e seus padrões de acumulação (reconfigurações que levam em conta as realidades complexas e mutáveis ​​da região em relação à dinâmica global). Segundo, porque uma compreensão conceitual mais profunda das duas dimensões do anticapitalismo permite uma análise mais precisa dos repertórios de resistência. Nesse sentido, sustentamos que as duas dimensões propostas para abordar o fenômeno do anticapitalismo complexificam sua análise.

Apesar das transformações que remodelaram as sociedades e os atores sociais no último quarto de século, o capitalismo continua a produzir seus antagonistas. Embora o classismo permaneça um paradigma relevante para a organização das lutas sociais contra o capital, é verdade que os fenômenos decorrentes da fragmentação da classe trabalhadora e da incorporação de muitos de seus membros nas esferas institucionais de poder abriram espaço para um novo florescimento de movimentos que, em certo nível, compartilham aspectos que poderíamos chamar de “antissistêmicos” e “anticapitalistas”. As lutas socioterritoriais e ambientais ocupam um lugar fundamental nesse contexto, tendo remodelado nossa compreensão da relação ecológica com a natureza. Essas lutas envolvem questões de poder e dominação intrínsecas aos espaços comunitários e às diversas formas de extrativismo incentivadas pelo capitalismo.

Nesta fase, será crucial identificar e caracterizar essas formas emergentes e renovadas de interação social à luz das transformações no contexto regional, a fim de compreender suas limitações e potencialidades. Hoje, recuperar esses elementos-chave não é apenas fundamental, é urgente. Em sua fase atual, o capitalismo parece estar se afirmando como uma força hegemônica por meio de seus efeitos distópicos, autoritários e desdemocratizantes, e a observação a partir da base dos circuitos da luta anticapitalista revela um cenário de intensos conflitos e focos de resistência contra as tentativas do mercado de controlar todos os aspectos da vida social.

Para o próximo período de trabalho (2019-2022), pretendemos discutir o quadro conceitual que desenvolvemos nos últimos anos como Grupo de Trabalho, buscando ampliar nossos horizontes analíticos com categorias e experiências coletivas emergentes e (re)configuradas como respostas à transformação do cenário político latino-americano e caribenho (especificamente o caso cubano), que apresenta um desafio adicional tanto para as lutas anticapitalistas quanto para o seu estudo. Aqui, temas como autonomia, democratização, igualitarismo radical, transdominação, natureza e justiça, raça e feminismos encontram terreno fértil para a renovação de práticas, valores e relações sociais que apontam para horizontes emancipatórios que potencialmente constituem estruturas sociais emergentes.

A reflexão sobre ferramentas conceituais, metodológicas e teóricas (como a noção/mediação de sociabilidades emergentes) permite delimitar, situar e compreender as dimensões antissistêmicas das lutas e movimentos sociais, especialmente no que implica a sua constituição como fenômenos de auto-organização social protagonizados por atores subalternos e populares.

Com base nos objetivos definidos no novo projeto, pretendemos nos organizar em torno de linhas de pesquisa, articuladas com as categorias centrais do Grupo de Trabalho, a saber, Anticapitalismos e Sociabilidades Emergentes. As linhas de pesquisa consideradas são: Transdominação, democratização versus o avanço do autoritarismo e repertórios protofascistas; Interculturalidades, racismos e feminismos; e utopia, natureza e justiça. Os projetos utópicos são ambivalentes em sua relação com o sistema capitalista. O objetivo aqui é estudar esses projetos utilizando o método utópico (Ávila, 2019), que envolve diagnosticar e investigar alternativas e busca contribuir para uma sociedade libertada em harmonia com a natureza. A finalidade é explorar o pensamento utópico que subverte o capitalismo e seus regimes de natureza (Escobar, 1999).

No que diz respeito à renovação atual, é possível repensar as abordagens metodológicas que sustentam a relação entre objeto e sujeito de estudo, revelando novas formas de intersecção entre metodologias qualitativas e quantitativas, bem como os formatos de escrita em que a “autoridade discursiva” é exercida, tanto para a apresentação de resultados quanto para a proposição de trabalhos. Nesse sentido, recorrer a diálogos interculturais, assim como a formas compostas de exposição que contenham e sejam moldadas por, os outrosIsso implicará uma nova forma de criar e reconhecer o conhecimento acadêmico como um esforço coletivo que revaloriza o conhecimento popular. Além disso, o objetivo é construir um banco de dados de acesso público que apresente sistematicamente estudos sobre conflitos sociais e sobre a estrutura econômica e social da América Latina e do Caribe.

A abordagem aos conceitos de “Anticapitalismos” e “Sociabilidades Emergentes”, bem como o trabalho coletivo que dela deriva, parte de diferentes perspectivas que refletem múltiplas linhas de pesquisa individuais, bem como diversas realidades e interesses multissituados. Essa diversidade, que nos define e enriquece, representa um desafio significativo para o futuro do Grupo de Trabalho. Metodologicamente, exige uma reflexão coletiva sobre como articular as categorias centrais do grupo e buscar coerência interna a partir de uma perspectiva política que propõe enquadrar o trabalho acadêmico em conjunto com os processos de mobilização social como empreendimentos de pesquisa complementares. Avaliamos que a metodologia de subcapítulos funcionou bem durante o primeiro ano do período final do Grupo de Trabalho; contudo, pretendemos aprimorá-la desenvolvendo linhas de pesquisa articuladas em torno de categorias que abordem debates e cenários atuais de organização coletiva. Essa proposta nos permitirá fortalecer as análises de pesquisa e a produção de conhecimento por meio de encontros anuais, seminários virtuais, palestras presenciais e a produção colaborativa de artigos pelos membros do Grupo de Trabalho.

 

Ávila Santamaria, Ramiro. 2019. A utopia dos oprimidos: os direitos da Pachamama (natureza) e sumak kawsay (bem viver) no pensamento crítico, no direito e na literatura.

Bell, Daniel. A Chegada da Sociedade Pós-Industrial. Madrid: Alianza Editorial: 1991.

Castle, Robert. Como metamorfoses da busca social: uma crônica da obra. Petrópolis, RJ: Voices, 1998.

Escobar, A. (1999). O fim do selvagem: natureza, cultura e política na antropologia contemporânea. Bogotá: ICAN, CEREC.
Hardt, Michael e Negri, Antonio, Multidão, Rio de Janeiro: Record, 2005.

Boltanski, Luc e Chiapello, Eve. O Novo Espírito do Capitalismo. Madrid: Ed. Akal, 2002.

Brancaleone, Cassio. Teoria social, democracia e autonomia: uma interpretação da experiência zapatista de autogoverno. Rio de Janeiro: Azougue, 2015.

Klein, Naomi. Sem Logo: O Poder das Marcas. Barcelona: Paidos Ibérica, 2001.

López López, Erika Liliana (2015) “O potencial emancipatório de um direito não estatal. O caso do sistema comunitário de Segurança, Justiça e Reeducação (Polícia Comunitária) da Costa Chica e Montaña de Guerrero, México”, Tese de Doutorado, Doutorado em Estudos Políticos e Sociais, Faculdade de Ciências Políticas e Sociais, UNAM.

Virno, Paulo. Gramática da Multidão. Buenos Aires: Colihué, 2008

Zibechi, Raul. Autonomias e emancipações: América Latina em movimento. Bajo Tierra-Sísifo Edições, México, 2008.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/11/2019 al 31/10/2020)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Durante o primeiro ano, os objetivos priorizarão o fortalecimento das linhas de pesquisa da GT e o aprofundamento do debate sobre as ferramentas conceituais e metodológicas acumuladas, buscando sua aplicação efetiva em nossas reflexões e análises.

Nesse sentido, propõem-se os seguintes pontos:

1. Coordenar e articular o quadro epistêmico e metodológico a partir do qual serão aplicados os conceitos teóricos centrais do Grupo de Trabalho: anticapitalismos e sociabilidades emergentes, juntamente com outras categorias como interculturalidade, transdominação, racialidade, feminismos e conflito social.

2. Promover a análise coletiva dos diversos fenômenos em estudo.

3. Descrever e analisar o novo contexto político da América Latina e do Caribe, a fim de gerar um documento que avalie as condições sociais, econômicas, políticas e culturais em que os próprios estudos do GT são apresentados.

4. Caracterizar o alcance e as limitações das lutas anticapitalistas nas últimas décadas, estabelecendo um quadro descritivo tanto dos processos sociais quanto das organizações comunitárias, sociais e civis que desenvolveram um estado de resistência social.
1. Serão realizadas reuniões periódicas via Skype, começando com a formação de vários subgrupos nos quais serão compartilhadas as perspectivas teóricas e políticas a partir das quais os conceitos geradores da GT são compreendidos.

2. Propor a discussão das categorias em relação à pesquisa individual e/ou coletiva.

Essas reuniões estão agendadas para ocorrer duas vezes por mês e serão registradas por escrito.

3. Será elaborado um breve documento com uma exposição sintética das principais linhas de pesquisa (passadas, presentes e futuras) a fim de estruturar o que já foi feito e o que ainda precisa ser feito.

4. Fazer apresentações para o público externo ao GT sobre o trabalho acadêmico e os projetos propostos.

5. Propõe-se a elaboração, estruturação e diagramação de um projeto de pesquisa em nível de graduação e pós-graduação no Departamento de Ciências Humanas da Universidade Nacional do Sul (Argentina), com o objetivo de inserir professores pesquisadores e alunos iniciantes na rede de debates da GT.

6. Realizar presencialmente o seminário CLACSO para alunos de graduação e pós-graduação intitulado: "Anticapitalismos e sociabilidades emergentes: debates e horizontes de possibilidades". A ser realizado no segundo semestre de 2019.

7. Produção da segunda parte de uma obra coletiva (artigo) sobre Anticapitalismos (cuja primeira parte já está em processo de publicação), incluindo as contribuições de um grupo de representantes do pensamento anticapitalista planetário.
1. Internamente: a formação de um núcleo de pesquisa orientado por eixos de discussão anticapitalistas e sociabilidades emergentes, com uma estrutura teórica que supera os paradigmas dominantes nas ciências sociais.


Nesse sentido, espera-se uma maior estruturação da GT nos níveis epistemológico e metodológico.

2. Por outro lado, propõe-se a criação de um documento geral sobre o contexto histórico específico da situação latino-americana, bem como a criação e diagramação de um boletim que divulgue as atividades acadêmicas do GT.

3. Como resultados gerais, esperamos a publicação de artigos acadêmicos em periódicos indexados e o lançamento do livro GT contendo as principais diretrizes a serem desenvolvidas nos próximos anos.

4. Externamente, almejamos um maior reconhecimento das atividades do GT por outros grupos acadêmicos.

5. A possibilidade de encontros diretos com movimentos sociais e coletivos políticos para iniciar um processo de apresentação e diálogo de conhecimento.

6. Elaboração de um relatório sobre a organização do projeto de pesquisa e o progresso alcançado em direção à sua institucionalização no meio acadêmico.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Estabelecer uma comunicação mais fluida com o secretário de comunicação da CLACSO; a ideia é fornecer mais informações sobre as atividades e propostas feitas pelo GT.

2. Desenvolva um site para o Grupo de Trabalho que apresente as pesquisas realizadas pelos membros do grupo, as publicações produzidas, os projetos de extensão e as conferências, congressos, colóquios, discussões e eventos científicos relacionados às categorias que abordamos no campo das Ciências Sociais.

3. Promover o debate sobre as diversas formas de lutas e resistência anticapitalistas.

4. Divulgar os resultados das pesquisas realizadas no âmbito do grupo em diversas áreas (congressos, fóruns nacionais e internacionais, publicações em revistas especializadas e publicação de livros pelo próprio GT), nos campos do ensino universitário e em processos de educação popular com grupos próximos ao nosso GT.
1. Utilização da plataforma CLACSO para a divulgação de eventos e a coordenação de reuniões.


2. Estamos considerando produzir um programa de rádio com notícias sobre processos contra-hegemônicos.

3. A criação de um site endossado pela CLACSO que promova a visibilidade das produções da GT e que, por sua vez, mantenha uma comunicação paralela com os eventos da CLACSO.

4. Exploração adicional de ferramentas de mídia social e fóruns acadêmicos via web.

5. Participação individual e coletiva dos membros da GT em congressos, fóruns, mesas-redondas, conferências, seminários e outros tipos de encontros acadêmicos e sociais.

6. Criação de um guia sobre movimentos sociais, territórios e organizações comunitárias de resistência, a ser divulgado nas esferas social e acadêmica em formato digital.

7. De Cuba, a realização de um evento GT conjunto com o Fórum Loyola no final de 2019.
1. A possibilidade de gerar uma divulgação das próprias atividades acadêmicas e de pesquisa da GT.

2. Feedback sobre ideias e projetos contra-hegemônicos realizados em espaços fora do meio acadêmico.

3. Complementar as informações dos dados com outros meios de comunicação que divulguem os processos de pesquisa e alcancem outros setores sociais, utilizando diversos modelos e formatos tecnológicos.

4. Publicação do livro coletivo do GT realizado no período de 2016 a 2019, coeditado pelo CEISO/CLACSO, com as linhas de pesquisa do GT anterior.

5. Esclarecimento do pensamento e dos conceitos geradores da GT no contexto de Cuba, por meio da publicação de materiais e da realização de discussões no âmbito das ações propostas.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Desenvolver uma estratégia para articular relações de colaboração com organizações sociais e espaços autônomos de produção de conhecimento nos quais os membros do GT tenham atuado ou desenvolvido pesquisas acadêmicas em conjunto.

2. Compartilhar os resultados da pesquisa e as experiências de outros grupos que possam ser incorporados às dinâmicas colaborativas de demandas e às metodologias de pesquisa-ação participativa.

3. Destacar as formas como as organizações sociais se relacionam com o Estado e, especificamente, o impacto das suas reivindicações na conceção e formulação de políticas públicas de importância estratégica a curto e médio prazo.

4. Estabelecer espaços de reflexão sobre a concepção de políticas públicas com redes sociais, coletivos artísticos ou produtores independentes, cooperativas, sindicatos, entidades comunitárias, centros de formação autónomos, bem como entidades confederadas de militância a diferentes níveis (local – por país – regional – continental – planetário) em torno das causas investigadas pela GT.
1. Realizar oficinas, mesas-redondas, fóruns, seminários e outros tipos de encontros com organizações sociais para compartilhar experiências e conhecimentos sobre as lutas contra o Estado e contra o capital.

2. Um plano de trabalho de mobilização em conjunto com diversos sindicatos do movimento social, que atualmente desenvolvem ações diversas no Brasil e na Argentina. Este plano contemplará diferentes prazos — curto, médio e longo — de acordo com a proposta de Wallerstein, que não exclui a luta dentro do Estado e no âmbito das políticas públicas que ele formula e implementa.


3. Estratégias de ação territorial com diversos movimentos sociais que atuam nos bairros e áreas periféricas urbanas.
1. Esperamos dar continuidade ao diálogo estabelecido com as organizações sociais e comunitárias durante os últimos anos do Grupo de Trabalho.

2. O objetivo é gerar projetos de trabalho que incentivem a criação de conexões entre o mundo acadêmico e os diversos territórios sociais.

3. Esclarecimento do pensamento e dos conceitos geradores da GT no contexto de Cuba, por meio da publicação de materiais e da realização de discussões esclarecedoras no âmbito das ações propostas.

4. Melhor conhecimento e compreensão dos resultados, debates e conceitos da GT, entre os diversos públicos.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Promover condições de trabalho e socialização em espaços reais (locais) e virtuais (internet) para membros da GT em Cuba e das sociabilidades estudadas, por meio do apoio dos centros cubanos do CLACSO ou outras instituições em cooperação com a GT;

2. Promover o amplo uso público das capacidades geradas em consonância com os resultados obtidos pelo GT, para a conscientização anticapitalista baseada na solidariedade de segmentos sensíveis da sociedade cubana.

3. Interagir com programas de pesquisa regionais e globais sobre movimentos sociais, especialmente aqueles que estudam movimentos de insubordinação contra o Estado e contra o capital, bem como com redes que trabalham em projetos alternativos, que poderíamos considerar socialidades emergentes, como as chamadas redes alternativas de economia solidária, ou com movimentos que defendem o espírito comunitário, particularmente de movimentos indígenas, afrodescendentes e camponeses no continente.
1. Continuar e expandir a ligação com as redes regionais e globais de movimentos anticapitalistas alternativos (anarquistas, marxistas, indígenas, feministas, ambientalistas, anticolonialistas, da economia solidária, da cooperação Sul-Sul, sindicais e territoriais, entre outros).

2. Incentivar discussões sobre os principais eixos de pesquisa do GT para colaboração horizontal.

3. Articulação com programas de pesquisa regionais e internacionais que façam parte de linhas de análise e propostas semelhantes.
1. Fazer parte de redes de movimentos sociais, organizações sociais e programas acadêmicos que propõem alternativas ao sistema/mundo capitalista ou que resistem a ele.

2. Participação (presencial ou virtual) em reuniões de diversos tipos; por exemplo, redes alternativas de economia solidária, internacionais de esquerda e outras redes similares.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/11/2020 al 31/10/2021)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Para o segundo ano da proposta, os objetivos estão voltados, por um lado, para a análise de dados e pesquisas conduzidas coletiva e comparativamente, a fim de identificar elementos gerais das lutas anticapitalistas. Por outro lado, prevê-se o progresso em termos de intercâmbio com organizações sociais e outros grupos acadêmicos.

1. Elucidar a dinâmica dos principais ramos do anticapitalismo nos séculos XX e XXI, bem como a dinâmica da transdominação.

2. Investigar, de forma integrada, a auto-organização, o(s) anticapitalismo(s), a ecologia e o futuro num mundo pós-pico do petróleo sujeito às alterações climáticas.

3. Analisar as práticas e o repertório de ação coletiva de certas sociabilidades emergentes e sua relação antagônica e/ou contraditória com o capital e o Estado nas últimas décadas.

4. Promover obras que sejam facilmente acessíveis tanto em termos de seu valor observacional quanto de seu estilo de escrita, a fim de ampliar o público leitor.

5. Reconhecer as formas emergentes de sociabilidade que foram criadas e promovidas, bem como o potencial emancipatório dessas experiências, avaliando as estruturas de interseccionalidade (opressões, dominações e subordinações de classe, gênero e raça) que permeiam as relações sociais.
1. Realizar uma reunião intra-GT na Cidade do México, em consonância com a reunião da CLACSO, em 2020, a fim de discutir e avançar nas tarefas de planejamento estratégico e debate coletivo.

2. Realizar pesquisas sobre processos contra-hegemônicos na região relacionados aos mundos indígena, afrodescendente, sindical e de movimentos sociais.

3. Gerar oportunidades de publicação, colóquios de apresentação, discussões em eventos científicos e reuniões com outros grupos de trabalho (trabalho contínuo desde o Fórum Mundial da CLACSO de 2018).

4. Projeto de pesquisa vinculado à área de Sociologia Política, com ênfase especial no estudo do Estado e da ação coletiva.
Pesquisa enquadrada na tese de doutorado de Blanca Fernández na FSOC/UBA, sobre a produção escrita de intelectuais indígenas da CONAIE e do projeto Estado Plurinacional no Equador.

5. Pesquisa sobre intelectuais de esquerda na Argentina a partir de uma perspectiva histórica.

6. Criar uma base de dados sobre conflitos sociais, com base em uma metodologia aplicada a diversas fontes jornalísticas, que permita o reconhecimento quantitativo das formas de ação coletiva e dos principais eventos de conflito.

7. Estudos sobre sindicalismo e práticas sindicais de forma comparativa no Brasil e na Argentina, com o objetivo de tornar visíveis as tradições, culturas e formas de ação social.

8. Caracterização, para Cuba, dos seguintes aspectos do anticapitalismo enquanto discurso, conhecimento e práxis, em sua história e presente:

•Ideologia comunista e afrodescendentes

•Anarquismo e sociabilidade emergente

• Cooperativismo em Cuba

•Produções anticapitalistas na literatura e em outras artes

•Relação com as espiritualidades presentes no país

•Relação com as políticas de identidade

• Equilíbrio e acompanhamento em sua história recente e no presente:

• Trabalho de campo e de arquivo baseado na coleta de informações e conhecimentos necessários.

• Trabalho de escritório baseado na redação de relatórios de pesquisa.

•Caracterização das experiências das sociedades anticapitalistas nos séculos XX e XXI.

• Trabalho etnográfico e de história de vida em Cuba e no exterior, sobre a(s) diáspora(s) (pós)-soviética(s) em Cuba: memórias comparativas de experiências em dois projetos anticapitalistas de alto impacto civilizacional e planetário.
1. Apresentação de resultados parciais de pesquisa no formato de artigos publicáveis ​​ou capítulos de livros.

2. Relatórios de pesquisa publicados em formato de boletim com o objetivo de ampliar o pensamento crítico e decolonial do coletivo.

3. Incentivar discussões em colóquios e conversas sobre feminismos, racialidades e interculturalidades, a fim de continuar colocando na agenda pública a violação de diversos setores e suas reivindicações de libertação.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Promover uma abordagem a um público mais amplo, utilizando as plataformas da CLACSO, as redes sociais e o site da GT.

2. Formalizar um boletim informativo digital com informações sobre processos sociais anticapitalistas e ensaios da GT sobre temas de pesquisa.

3. Aumentar o número de declarações que posicionem criticamente a GT contra a violação de vários direitos sociais.

4. Divulgar, promover e debater em Cuba a pesquisa e o pensamento da GT, com base em seus conceitos geradores (anticapitalismos, transdominação e sociabilidades emergentes).
1. Dar continuidade à dinâmica de trabalho por meios digitais, em diversos formatos de comunicação.

2. Participar em congressos e conferências de pesquisa sobre questões indígenas, estudos sobre o movimento operário, processos de descolonização e feminismos, apoiando a sua organização e divulgação.

3. Realizar oficinas com estudantes de pós-graduação sobre três tópicos específicos: Modernidade, Pensamento Ocidental e Processos de Resistência de povos indígenas e afrodescendentes.
1. Planejamento estratégico do GT e progresso em termos de pesquisa e divulgação de atividades.

2. Análise qualitativa e quantitativa de processos sociais e criação de uma base de dados de acesso aberto.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Estabelecer relações com centros de ensino e pesquisa universitários e outras instituições educacionais.

2. Gerar possíveis plataformas para cursos e outros programas de ensino/aprendizagem com a participação ativa ou coparticipação de membros do GT.

3. Para o capítulo cubano:

Buscar parcerias nacionais e internacionais para promover a responsabilização pública em relação aos objetivos do GT.

Caso existam contrapartes desse tipo:

Estabelecer estratégias conjuntas para esse fim.
1. Diversas reuniões com organizações sociais de países da região, nas quais serão discutidas estratégias de curto, médio e longo prazo nas lutas anticapitalistas.

Isso inclui refletir sobre a situação política, mas também sobre a estratégia a longo prazo.

2. Intercâmbio, de acordo com as características dos países, com a participação de segmentos das comunidades populares e acadêmicas, bem como das sociabilidades e movimentos sociais emergentes em estudo, dos problemas explicitados pelo trabalho da GT.

3. Cuba: Planejamento e execução de estratégias conjuntas caso surjam contrapartes relevantes.
1. Relatórios e resumos das atividades que serão realizadas em coordenação com essas organizações sociais.

2. Os dados obtidos serão então utilizados nas discussões do GT.

3. Fornecer feedback às organizações com o objetivo de colaborar nas demandas específicas que elas representam.

4. Maior responsabilização pública em relação aos objetivos do GT.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Esta etapa envolve trabalho colaborativo com a Autonomia e os Povos Indígenas do GTS, o Gt de Geografias Críticas e o Observatório de Gênero, Cultura e Arte, com os quais estão planejadas atividades e trabalhos conjuntos.
2. Criar uma base de dados, diretório ou plataforma de informação virtual (dependendo dos recursos disponíveis) sobre os grupos ou sociabilidades emergentes estudadas e as redes ou organizações com as quais estão ligadas.
1. Realizar atividades programadas com organizações comunitárias e territoriais em seu terreno (associação ou local de trabalho).

2. Planejar oficinas de treinamento, atividades de discussão ou palestras sobre temas relacionados a movimentos sociais, conflitos territoriais, questões de gênero e raça, e promover encontros de discussão sobre interculturalidade.

3. Planejar encontros inter-GTS com o objetivo de intervir coletivamente ao lado de intelectuais e ativistas em eventos científicos.
1. Fortalecer as relações entre diversas redes e instituições acadêmicas e não acadêmicas, fomentando uma ponte de diálogo entre ambos os campos do conhecimento.

2. Criar ferramentas de trabalho para as próprias comunidades, sindicatos, grupos feministas ou movimentos sociais, a fim de ativá-los em seus espaços de trabalho ou de ação.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/11/2021 al 31/10/2022)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Neste último ano, planejamos a redação de relatórios, publicações e boletins especiais com o objetivo de divulgar as atividades realizadas e projetar nossa visão para o futuro.

Portanto, o objetivo principal será:

1. Criar um conjunto de publicações, documentos e uma base de dados sobre movimentos e conflitos sociais que sejam de acesso livre e que contribuam para o processo de tornar visíveis, de forma comparativa, diversos fenómenos sociais.

2. Desenvolver, em conjunto com as organizações e instituições com as quais trabalhamos, um balanço patrimonial para documentar um diário de campo que contenha as atividades e reflexões surgidas das interações realizadas.

3. Esclarecer a dinâmica dos principais ramos do anticapitalismo nos séculos XX e XXI.

4. Para elucidar a dinâmica da transdominação.

5. Para compreender a dinâmica dos grupos sociais emergentes em Cuba.

6. Investigar, de forma integrada, a auto-organização, o(s) anticapitalismo(s), a ecologia e o futuro num mundo pós-pico do petróleo sujeito às alterações climáticas.
1. Redigir um livro coletivo com as principais pesquisas realizadas.

2. Continuidade dos boletins e relatórios de situação com o selo Gt e disseminação através de redes.

3. Preparação e apresentação de pôsteres em eventos acadêmicos ou de organizações da sociedade civil.

4. Realização do Primeiro Encontro Internacional sobre Anticapitalismos e Sociabilidades Emergentes. Este encontro incluirá projetos de pesquisa coletiva envolvendo estudantes, pesquisadores, professores, ativistas e membros da comunidade.

5. No caso de Cuba, propõe-se um estudo etnográfico e a criação de histórias de vida em Cuba e no exterior, com foco nas diásporas latino-americanas em Cuba resultantes das lutas insurrecionais nesses países:

• Trabalho de pesquisa com materiais sobre ambos os grupos da diáspora e redação de relatórios de pesquisa.

• Abordagem ao anarquismo e espaços correlatos de auto-organização e pensamento crítico na República Dominicana (trabalho de campo e teórico).

• Abordagem conceitual da liberdade e da transdominação nos processos que produziram alternativas à dominação (incluindo o capitalismo e o autoritarismo), com foco em seus aspectos civilizacionais e antropológicos (seminário e trabalho de mesa).

• Elaboração de um diretório ou banco de dados sobre as sociabilidades emergentes em Cuba (trabalho de campo etnográfico e pesquisa documental).

• Elaboração de uma cronologia fundamentada dos movimentos sociais anticapitalistas emergentes em Cuba (seminário, entrevistas e trabalho em painel)

6. Estudo histórico e etnográfico das sociabilidades emergentes em Cuba, especificamente:

• Cooperativismo em Cuba: anticapitalismos e sociabilidades emergentes em sua história e presente.

•Oficiísmo em Cuba: práticas não dominantes, em espaços institucionais e sociabilidades emergentes.

•Filas em Cuba: caracterização de aspectos que geram sociabilidades emergentes em relação às dominações (pós)capitalistas e autoritárias.

•Sociabilidades emergentes nas áreas da espiritualidade e da identidade.

• O fandom e a escrita de fantasia em Cuba como espaços para discursos de alternativas sociais, auto-organização social e sociabilidades emergentes

• Aprofundar o estudo de caso do chamado “período especial” em Cuba, sob uma perspectiva ecológica.
Nesta etapa final, esperamos:

1. A consolidação das linhas de trabalho através da apresentação de trabalhos de pesquisa realizados em publicações digitais ou impressas; artigos acadêmicos ou apresentações em eventos científicos.

2. A produção de filmes investigativos e documentários que abordem o tema das trajetórias históricas dos imaginários anticapitalistas na América Latina e no Caribe.

3. Elaboração de teses de doutorado e mestrado sobre temas relacionados às categorias abordadas e debatidas no GT.

4. Consolidação da formação de jovens investigadores no âmbito do Grupo de Trabalho.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Projetar a plataforma virtual e possibilitar uma comunicação eficaz com os usuários.

2. Desenvolver meios alternativos para divulgar as atividades do GT, como programas de rádio ou televisão da CLACSO.
1. Dando continuidade à trajetória da GT ACySE, será realizada uma reunião em 2021 para discussão dos avanços da pesquisa e debate dos principais eixos teóricos da GT, bem como para apresentação dos artigos que comporão cada livro coletivo a ser publicado.

2. Utilização do contexto da reunião para divulgar os resultados do GT em ambientes universitários, acadêmicos, sociais e midiáticos, dentro das possibilidades de disponibilidade de recursos.

3. Atividade transversal para todos os membros do Grupo de Trabalho. Inclui a produção de material audiovisual sobre os processos estudados.
1. Reforçar a comunicação intra-GT e inter-GTS, garantindo maior fluidez.

2. Reconhecimento de nossas próprias ações como GT e de outros grupos contra-hegemônicos.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Implementar programas de extensão e programas de fortalecimento institucional acadêmico e comunitário.

2. Desenvolver uma série de relatórios finais sobre as ações tomadas, juntamente com projeções futuras.

3. Formalizar programas educacionais que integrem o conhecimento popular e o conhecimento de outras áreas não acadêmicas, permitindo que essas áreas interajam com o ensino superior.
1. Relatório final das ações tomadas.

2. Desenvolvimento de programas em coautoria com organizações sociais.
1. Fortalecer as relações da Gt com organizações sociais.

2. Encaminhar as demandas e necessidades desses setores aos estados e às políticas públicas.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Fortalecer as relações entre diversas redes e instituições acadêmicas e não acadêmicas, fomentando uma ponte de diálogo entre ambos os campos do conhecimento.

2. Compartilhar as experiências desenvolvidas em centros de estudo prioritários para a CLACSO ou em espaços onde o meio acadêmico geralmente não chega.
1. Realizar atividades programadas com organizações comunitárias e territoriais em suas terras.

2. Planejar encontros inter-gts com o objetivo de intervir coletivamente com intelectuais e ativistas em eventos científicos.
1. Ampliar as possibilidades de ação e comunicação dos princípios da GT.

2. Gerar maiores ligações entre pesquisadores de diferentes áreas.

3. Coordenar debates e espaços para intercâmbio acadêmico.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 34
Paola Andrea Vargas Moreno
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Pablo Ariel Becher [Coordenador]
Departamento de Ciências Humanas da Universidade Nacional do Sul
Universidade Nacional del Sur
Argentina
Lúcio Emanuel Martin
Coletivo para Estudos Sociais e Pesquisa
Argentina
Dmitri Pietro Samsonov
Instituto Cubano de Pesquisa Cultural
Ministério da Cultura
Cuba
Gaya Makaran
Centro de Pesquisa sobre a América Latina e o Caribe
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Manuel Bayón Jiménez
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Adriana Victoria Rodríguez Caguana
Programa de Estudos Latino-Americanos
Universidade Andina Simón Bolívar
Equador
Rodrigo Chaves De Mello Rodrigues De Carvalho
Universidade Estadual Vale do Acaraú
Brasil
Blanca Soledad Fernández
Instituto de Estudos Sociais em Contextos de Desigualdades
Universidade Nacional José C. Paz
Argentina
Mário Gonzalo Castilla Santana
Instituto Cubano de Pesquisa Cultural
Ministério da Cultura
Cuba
Daniel Alzate Mora
Universidade de Rosário. Faculdade de Direito.
Colômbia
Maria Maneiro
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Leila Saraiva
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia da UnB
Universidade de Brasília
Brasil
Sheila Padrón Morales
Instituto Cubano de Pesquisa Cultural
Ministério da Cultura
Cuba
Juan Mateo Martinez Abarca
Instituto de Estudos Ecológicos do Terceiro Mundo
ONGs
Equador
Miriam Herrera Jerez
Instituto Cubano de Pesquisa Cultural
Ministério da Cultura
Cuba
Jorge Luis Alemán Barbarena
Instituto Cubano de Pesquisa Cultural
Ministério da Cultura
Cuba
Alexandre Maximiliano Hilsenbeck Filho
Universidade Casper Líbero
Brasil
Cássio Brancaleone
Universidade Federal da Fronteira Sul
Brasil
Luís Rondón Paz
Instituto de Filosofia
Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente
Cuba
Omar Bautista González
Universidade Autônoma de Santo Domingo
República Dominicana
Rosario Elena Galvez Mancilla
Instituto de Estudos Ecológicos do Terceiro Mundo
ONGs
Equador
Lia Pinheiro Barbosa
Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas
Universidade Estadual do Ceará – UECE
Brasil
Omar Adrian Bonilla Martínez
Instituto de Estudos Ecológicos do Terceiro Mundo
ONGs
Equador
Tatyana Oliveira
Instituto de Estudos Sociais e Políticos
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Brasil
Jenny Cruz Cabrera
Instituto Cubano de Pesquisa Cultural
Ministério da Cultura
Cuba
Carlos César Petralanda
Departamento de Ciências Humanas da Universidade Nacional do Sul
Universidade Nacional del Sur
Argentina
María Regina Cano Orué [Coordenador]
Instituto Cubano de Pesquisa Cultural
Ministério da Cultura
Cuba
Rafael Fermino Beverari
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-graduação em Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Emílio Santiago Muiño
Instituto Cubano de Pesquisa Cultural
Ministério da Cultura
Cuba
Ana Victoria Britos Castro
Centro de Pesquisa da Faculdade de Filosofia María Saleme de Burnichon
Argentina
Erika Liliana López López
Centro de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências e Humanidades
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Thais Florencio De Aguiar
Programa de Pós-Graduação em Ciência Política
Instituto de Filosofia e Ciências Políticas
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
Laura García Corredor [Coordenador]
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina




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