Área temática: Políticas de integração, cooperação e multilateralismo

Grupo de trabalhoAutonomias, territórios e memórias: geopolítica em disputa

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Autonomias, territórios e memórias: geopolítica em disputa
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Gabriel John Tobón Quintero
Faculdade de Estudos Ambientais e Rurais
Departamento de Desenvolvimento Rural e Regional
Pontificia Universidad Javeriana
Colômbia
Claudia Pilar Lizarraga Aranibar
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

Em diversos contextos nas Américas, como resultado das relações coloniais, povos indígenas, camponeses e afrodescendentes encontram-se em situação de resistência permanente; alguns grupos indígenas estão isolados e optaram por viver em isolamento voluntário. Suas lutas e memórias permitem estruturar uma geopolítica de resistência e re/existência (Porto Gonçalves, 2009), que desafia a proposta geopolítica “oficial/liberal”. 

As centenas de povos indígenas isolados ou que vivem voluntariamente nas florestas tropicais da Amazônia colombiana, peruana, paraguaia, brasileira e de outros países estão ameaçadas pela expansão da agricultura comercial em larga escala voltada para a exportação, pela exploração madeireira e pelo desmatamento de seus habitats naturais, por novas e agressivas formas de extração de recursos naturais e pela deterioração de ecossistemas estratégicos em todo o mundo. Esses fatores têm afetado particularmente os biomas terrestres e aquáticos, fundamentais para a reprodução de diversas formas de vida. Essas lutas refletem as múltiplas opressões contínuas que marcam a existência desses povos sob o projeto político capitalista e colonial moderno.

Na Colômbia, os Yuris, Passés e Jumanas continuam sendo caçadores-coletores. O pesquisador Roberto Franco (2012) afirmou o seguinte sobre eles: "Esperamos que não cessem sua luta para permanecerem isolados de nós, isolados do mundo das máquinas — máquinas que só servem para bater nas pessoas com porretes e fazer colares com seus menores parafusos para pendurar no pescoço com corda de fibra de chambira. Maus Caribes." Os Nukak Maku, que por muitos anos foram um dos povos isolados, vivem em sua maioria em assentamentos, e sua cultura está sendo destruída por colonos e grupos armados nas selvas do departamento de Guaviare. A maior concentração de povos indígenas isolados vive na fronteira entre o Peru e o Brasil, cruzando de um país para o outro seguindo suas rotas nômades. Os Ayoreo-Totobiegosode são encontrados em território paraguaio. Desde 1969, muitos ayoreos, que antes viviam isolados, foram forçados a deixar a floresta tropical e agora dependem da caça e da coleta, percorrendo longas distâncias a pé para evitar as queimadas e o desmatamento de suas terras. Na Bolívia, o povo tsimane, em Beni, optou pelo isolamento nas florestas primárias da região para praticar livremente seu modo de vida, crenças religiosas e visão de mundo. Atualmente, alguns estão integrados à sociedade dominante por meio de processos incentivados por forças organizacionais, sociais, políticas, econômicas e religiosas. Diversos estados consideram esses povos "problemáticos, atrasados ​​e pobres", e estratégias estão sendo desenvolvidas para integrá-los.

Na Bolívia e no Equador, comunidades engajadas em resistência contínua desenvolveram, ao longo de sua história, uma série de estratégias para salvaguardar e restaurar seus territórios e modos de vida dentro da estrutura de poder dominante, como os Estados-nação. No alvorecer do século XXI, iniciaram um processo transformador que reconstituiu o contrato social com base em direitos coletivos e territoriais, levando ao surgimento de novos campos de ação política e conhecimento. Esses campos desafiam verdades singulares, mas seus processos não foram acompanhados por esforços para centralizar as vozes do povo a fim de narrar sua própria história. No Equador, o reconhecimento dos direitos da natureza e do Sumak Kawsay (Bem Viver) não alterou a tendência geral; o crescente processo de desapropriação pelo capitalismo continua. Na Bolívia, as Autonomias Camponesas Indígenas trouxeram uma narrativa, geografia e nomenclatura institucional diferentes para a esfera política por meio da implementação dos primeiros autogovernos como entidade estatal, desenvolvendo conhecimento e práxis significativos em assuntos políticos tanto nas terras altas quanto nas terras baixas. A comunidade levantou uma complexidade da democracia a partir da experiência política dos povos, dando origem à constituição de uma demodiversidade (Santos, 2010), que é lida em termos de diversidade política.  

Na América Central, os povos têm avançado no estabelecimento de autonomias de facto como formas de resistência à opressão e para a restauração de suas vidas, como é o caso do povo Cherán, das comunidades Tseltal das terras altas de Chiapas, Oaxaca e dos Zapatistas. Os povos indígenas e as comunidades camponesas e afrodescendentes da Colômbia, agrupados na Organização Nacional Indígena (ONIC) e na Cúpula Agrária, Camponesa, Étnica e Popular, têm mantido uma resistência ativa e permanente, avançando em suas lutas pelo direito à terra e ao território, contra o extrativismo de petróleo e mineração que destrói suas vidas, culturas e modos de vida, e afirmando seu status como sujeitos políticos de direitos, apesar da adversidade e da violência política exercida contra eles por forças estatais e atores armados não estatais que já ceifaram mais de 600.000 mil vidas desde meados do século XX até os dias atuais. Embora o Estado colombiano tenha assinado um acordo de paz em novembro de 2016 com o grupo guerrilheiro mais antigo da América Latina, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), 804 líderes sociais, defensores de direitos humanos e pessoas que reivindicam direitos foram assassinados desde então. Povos indígenas, ambientalistas e líderes comunitários construíram e redefiniram suas formas de organização social e política, representadas em reservas indígenas, conselhos comunitários, zonas de reserva camponesa e territórios agroalimentares camponeses. A partir desses espaços, eles exercem formas de autonomia, autodeterminação e soberania alimentar para se oporem à nova ofensiva do capital nacional e transnacional e seus modelos extrativistas e predatórios da natureza.

Essas comunidades constroem seus modos de vida e estratégias por meio de uma diversidade de resistência, situações e formas políticas dentro de seus territórios e organizações, bem como em relação a outros atores políticos circundantes. À primeira vista, elas parecem desenvolver abordagens políticas menos burocráticas, empregando mecanismos mais cooperativos, baseados na solidariedade e orientados para o consenso, e fazendo isso a partir de diversas perspectivas interculturais.

Essas lutas, resistências e afirmações políticas alternativas têm sido frequentemente apropriadas e instrumentalizadas por abordagens historiográficas “funcionais” que as despojam de seus significados, distorcem as narrativas dos povos indígenas e os categorizam a partir de perspectivas e interpretações ocidentais/nacionais. Esses povos têm criticado essa abordagem acadêmica e buscam restaurar sua memória histórica por meio de suas narrativas de ação política (Meneses 2016), (re)constituindo e (re)afirmando uma geopolítica de resistência e re/existência, construindo cenários, espaços e territórios alternativos e emancipatórios.

Nesse contexto, surge a necessidade de explorar essas lutas por outras soberanias políticas não exclusivas por meio de iniciativas acadêmicas renovadas e abrangentes, como as Epistemologias do Sul (Santos, 2010, 2018). Essas iniciativas postulam a descolonização do saber como fator fundamental para a reinvenção do poder, baseada na devolução da voz e do controle sobre a construção da memória ao sujeito protagonista. Esse retorno de outras ontologias e epistemologias é essencial para a compreensão e o reconhecimento dessas transições que ocorrem no processo de “integração, inclusão e desenvolvimento”. Esse processo condiciona o lugar de enunciação e trabalho do sujeito e ressitua o papel de pesquisadores e comunidades, gerando cenários de interaprendizagem que permitem centralizar a memória histórica dos povos e conectar lutas por meio de suas equivalências em histórias interconectadas e tendencialmente horizontais. Além disso, postula como elemento central a construção de um registro histórico ou uma memória ativa que coloca o sujeito coletivo no centro desse processo e o acadêmico no papel de tradutor intercultural. Esses processos rompem com a lógica extrativista de muitos estudos acadêmicos, uma vez que este Grupo de Trabalho priorizará o desenvolvimento de mecanismos para a coconstrução e a co-pesquisa das memórias de seus membros, forjadas em lutas sociais e políticas. 

Esta abordagem do Grupo de Trabalho visa construir uma cartografia da geopolítica dos povos a partir da perspectiva dos próprios povos. Para tanto, buscará descentralizar o papel da política liberal, dando lugar aos diversos campos de ação política de sujeitos coletivos, com uma diversidade de escalas que permitam a reconfiguração de amplos territórios. Esta proposta também permitirá avançar na construção de alternativas que ultrapassem os espaços designados para lutas e resistências, ressituando-as nas zonas do não-ser (Fanon, 2009), a partir de uma impossibilidade imposta pela voz do vencedor, que pode ser, e é, sobretudo, acadêmica. Propomos um campo de análise intencionalmente situado em povos isolados ou com contato muito limitado (por escolha), aqueles em isolamento voluntário e aqueles integrados em resistência permanente que constroem estratégias a partir de seus projetos e políticas autônomas, formas de produção agroecológica, soberania alimentar e para a reconstituição do território como espaço de vida, etc.  

 

Franco, Rioberto (2012). “Cariba Malo. Episódios de resistência de um povo indígena isolado na Amazônia”. Disponível em:
http://www.bdigital.unal.edu.co/6140/3/9789587611618.pdf

Meneses, Maria Paula, “Uma busca negra entre continentes: possibilidades de tradução intercultural a partir das práticas de luta?”, Sociologias [online], vol.18, n.43, pp.176-206, 2016, http://dx.doi.org/10.1590/15174522-018004307

Porto-Gonçalves, Carlos (2009). “Do saber e dos territórios – diversidade e emancipação a partir da experiência latino-americana”, In Polis Journal [Online], 22 | 2009. Disponível em: http://journals.openedition.org/polis/2636

Santos, Boaventura de Sousa, “Tradução intercultural”, em Justiça entre saberes: epistemologias do Sul contra o epistemicídio. Madrid: Morata, 2017, pp. 263-287.
http://www.bdigital.unal.edu.co/6140/3/9789587611618.pdf

3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

A questão colonial não pode ser avaliada sem uma análise do impacto da violência epistêmica e ontológica, que transformou os sujeitos que habitavam os territórios coloniais em não-seres, desprovidos do conhecimento considerado válido pela ciência hegemônica. Essa relação, que Trouillot (2018) analisa a partir da perspectiva da Revolução Haitiana, produzirá a emergência de Não-Lugares, consequência do impacto da modernidade eurocêntrica, e a irrupção de um sujeito inimaginável como produtor de significado e modos de vida alternativos. O inimaginável e o impensável são centrais para a metanarrativa construída a partir da modernidade eurocêntrica, e é na luta dos povos por sua voz, por sua (re)existência, por seu conhecimento — em suma, por sua história — que podemos ver que o que é negado e destruído (genocídio e epistemicídio) é o paradigma fundamental do sistema mundial capitalista-colonial (Meneses, 2018), que tenta globalizá-lo para desestabilizar outros significados e narrativas. Dessa perspectiva, é impossível conceber qualquer sociedade ou Estado que não surja da práxis da Não-Existência. No caso da Pátria Grande, essa não-existência abrange todos os povos e nações indígenas, camponeses e afrodescendentes, bem como as mulheres em sua rebelião. Esses grupos, enquanto tais, não existem no imaginário da sociedade moderna, herdeira do modelo colonial, capitalista e patriarcal, exceto como objetos de trabalho e desapropriação (Lizárraga, 2017). Os processos de resistência desses diversos sujeitos, sinônimos de outros centros de saber e existência, conectam as histórias do Sul Global em diferentes ciclos e produzem e constroem “Alternativas”.

 Essas zonas de Não-ser, como enfatiza Fanon (2009), constituem o outro lado da linha abissal (Santos, 2017), um lugar onde projetos sociais emergiram com o poder de romper com a ordem civilizacional monocultural do sistema capitalista mundial. Esses projetos se manifestam no processo de construção de Autonomias, na luta pelo significado da alimentação, pelo direito à terra e pelo papel da produção como lugar de vida, nas diversas lutas das mulheres contra megaprojetos, nas democracias que desafiam as categorias “liberais e eurocêntricas” e na construção da paz em sociedades em estado de guerra e violência perpétua. Incluem também a rebeldia de permanecer em isolamento voluntário ou a experiência de povos isolados. Essas múltiplas vozes trazem à tona as tensões e contradições que subjazem ao sistema colonial-capitalista, à medida que os modernos Estados-nação reproduzem múltiplas condições de opressão (Crenshaw, 1991). 

 A desapropriação e a exploração capitalista legaram-nos formas e sistemas que estabelecem a colonialidade do poder (Quijano, 2005), instalados principalmente por meio de mecanismos classificatórios na territorialidade e na prática dos sistemas de vida/desenvolvimento das sociedades, configurando uma geografia da dominação e do capital que se opõe à geografia dos povos (Harvey, 2007; Lizárraga, 2016) e na qual se configuram a subordinação e a coexistência de múltiplos territórios (Fernandes, 2008). No cotidiano desses povos, desenvolvem-se relações recíprocas com a natureza, e os espaços da política são redefinidos e restaurados (Arendt, 2009). Aqui, outros processos de participação política são (re)produzidos a partir de tecidos sociais e redes orgânicas, onde as relações sociais são mediadas por conceitos de reciprocidade, resultado dos processos de resistência dos povos. Essas relações configuram Geopolítica em movimento, resistência e re/existência (Portogocalves, 2009) de povos indígenas, camponeses e afrodescendentes, com base em lutas contra a exploração da natureza – recurso e o sacrifício do território em nome do “bem comum” ou do “interesse nacional” ou da “vontade geral da cidadania”, em uma disputa geopolítica pela pluralização do poder local, em seus próprios espaços de vida e (re)produção em oposição ao monopólio territorial e à ordenação territorial baseada no projeto do Estado-nação (Llasag, 2018; Bayron e Torres, 2019).

Nesta categoria, encontramos povos isolados, que vivem fora das estruturas politicamente hierárquicas das sociedades (Clastres, 2004; Viveiros de Castro, 2009), priorizando seu bem-estar com um modo de vida preferido por sua sociedade (Brackelaire, 2008). Na realidade, de uma perspectiva capitalista, sua própria existência cria espaços de exclusão para a acumulação; os territórios conquistados são entendidos como mecanismos institucionais que implantam um plano civilizacional para ocupar e se apropriar desses espaços de vida. 

Indivíduos e comunidades engajados em resistência contínua, em diversos contextos, têm construído e gerado transformações e modos de vida alternativos que desafiam e subvertem a ordem civilizatória baseada no contrato social moderno, com um constitucionalismo emancipatório (Santos, 2017). Isso levou ao reconhecimento da diversidade e da comunidade como fundamentais para a formação de Estados e sociedades, expresso em termos de plurinacionalidade nos casos do Equador e da Bolívia. De forma semelhante, em contextos de violência sistemática, comunidades indígenas têm reconstituído estruturas sociais para a defesa da vida, como ocorre em comunidades de Guerrero, no México, formando organizações de autodefesa que mantêm a segurança de seus povos, correndo o risco de perder a vida de seus membros devido à indiferença e ineficácia dos órgãos estatais e nacionais responsáveis ​​por garantir segurança e justiça. Similarmente, povos em reservas, como no Canadá, disputam território e autonomia com base na centralidade dos sistemas alimentares, e dessa forma o lugar da política se constitui no exercício político dos povos em permanente luta contra a desapropriação.

Nesses contextos, a autonomia é concebida e constituída como uma invenção política dos povos para promover a reconstituição de seus territórios e sistemas de governo, por meio de múltiplas experiências que se desdobram dentro e em oposição ao Estado-nação moderno. Denominar as autonomias como resistência é reconhecer que elas se constituem fora do espaço do Não-Ser ao qual o projeto do Estado moderno as relegou, tornando-se, assim, uma Alternativa, como argumenta Trouillot (2018). É a partir das autonomias indígenas/camponesas que podemos identificar uma clara luta geopolítica pelo poder, com territorialidade visível e atual, baseada em diversas experiências com diferentes alcances e capacidades impostas pelo Estado, presentes em vários lugares como Bolívia, Equador, Colômbia, México, Canadá e Brasil. Em diversos contextos, as autonomias indígenas contrapõem o sistema político liberal ao sistema comunitário, dando origem à democracia comunitária, que expressa a diversidade de formas de governo. Como enfatizam diversos autores, desenvolve-se uma intensa e interativa tradução política e, em certo sentido, intercultural entre as regiões autônomas e o Estado central. Isso significa que os sistemas políticos dos povos indígenas funcionam de maneira equivalente ao que conhecemos como parte da democracia liberal contemporânea (Zegada, 2017).

As tensões e as lutas de poder entre o comunitarismo e o liberalismo são claramente evidentes nos exemplos da Bolívia, onde a Constituição Política do Estado Plurinacional (2009) reconhece o autogoverno e a autodeterminação. No entanto, quando esses princípios são expressos em termos práticos, como em estatutos de autonomia indígena, sofrem uma série de revisões formais pelo Estado. O Estado-centrismo, à luz do controle constitucional, faz seus cortes, evitando a sobreposição de interesses com o Estado-nação existente. Mesmo assim, há progresso e a erosão da hegemonia do poder liberal continua (Huanca, 2018).

Todos esses processos emancipatórios, resistências, reexistências e outras formas de ação política geram seu próprio conhecimento e pensamento, produtos da práxis e das lutas. Contudo, quando esses processos são mediados em sua interpretação, sua própria essência se dilui. Portanto, é urgente implementar processos legítimos e não mediados para a construção e recuperação de sua memória. As epistemologias do Sul Global oferecem uma alternativa teórica e metodológica que permite e prioriza o avanço da construção do conhecimento por meio de um processo de registro das vozes e ações dos sujeitos. Esse processo constitui o político como um campo de disputa e permite mapear a geopolítica das resistências e das alternativas.

A GT visa trabalhar em oposição à lógica monocultural do conhecimento e do pensamento dominantes, "fora" dos critérios de rigor e validade do que é legitimamente acadêmico ou razoavelmente aceitável, sem cair no essencialismo, e atuando sob o princípio da precaução das ecologias do conhecimento, como processos de diálogo e interaprendizagem, que incluem também epistemologias desenvolvidas a partir de feminismos envolvidos com os processos emancipatórios dos povos, sem hierarquias, em complementaridade e combinação da ciência moderna, da academia e dos processos de lutas sociopolíticas.

ARENDT, Hannah. 2009. A Condição Humana. Buenos Aires, Barcelona, ​​​​México: Paidos.

Bayon, Manuel e Nataly Torres. 2019. Geografia Crítica para Impedir a Desapropriação de Territórios. Quito: Coletivo de Geografia Crítica do Equador e Abya Yala.

Brackelaire, Vincent. 2008. Os povos indígenas isolados da Bolívia e a cooperação regional para sua proteção. Brasília. Disponível em: www.watu.org/web/Images/Archivos/NOT_I_42_C_1.PDF

Clastres, Pierre. 2004 [1980]. Arqueologia da violência: estudos de antropologia política. São Paulo: Cosac & Naify.

Crenshaw, Kimberlé W. (1991). Mapeando as margens: interseccionalidade, política de identidade e violência contra mulheres de cor, Stanford Law Review, Vol. 43, nº 6.

De Sousa, Boaventura. 2017. Ecologia dos saberes. In Justiça entre os saberes: Epistemologias do Sul contra o epistemicídio. Madrid: Morata.

Fanon, Frantz. 2009. Pele Negra, Máscaras Brancas. Madrid: Akal.

Fernandes, Bernardo Mancano. 2018. Entrada nos territórios do Território. In: Paulino Eliane Tomiasi; Fabrini, João Edmilson. Camponeses e territórios em disputa. São Paulo: Expressão Popular.

Harvey, David. 2007. Espaços do Capital. Espanha: Akal.

Huanca, Elizabeth. 2018. Autogovernos, territórios e mecanismos de (auto)gestão. In: Diversidade Institucional. Autonomias Indígenas e Estado Plurinacional na Bolívia. La Paz: PNUD.

Llazag Fernández, Raúl. 2018. Constitucionalismo Plurinacional na perspectiva de Sumak Kawsay e seus Conhecimentos. Plurinacionalidade de baixo e plurinacionalidade de cima. Quito: Huaponi Edições/INIGED.

Lizárraga, Pilar. 2016. Descolonização do território. Dissertação de mestrado.

Lizárraga, Pilar. 2018. Autonomias em disputa. In: Revista Diversitas. La Paz: JAINA.

Meneses, Maria Paula. 2018. Colonialismo como Violência. IN: Revista Crítica de Ciências Sociais. n.spe. Coimbra, pp.115-140.

Porto-Gonçalves, Carlos. 2009. Do saber e dos territórios - diversidade e emancipação a partir da experiência latino-americana. In Polis Journal [Online], 22 | 2009. Disponível em: http://journals.openedition.org/polis/2636 Carnero, Guillermo (1979). O índio e a revolução. Lima: Editora Peruana.

Quijano, Aníbal. 2005. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: A Colonialidade do Saber: Eurocentrismo e Ciências - Perspectivas Latino-Americanas. Buenos Aires: CLACSO e Unesco.

Trouillot, Michel-Rolph. 2018 [1995]. Uma história impensável: a Revolução Haitiana como um não-acontecimento. In Valdés León, Camila e Voltaire, Frantz (coordenadores). Antologia do pensamento crítico haitiano contemporâneo. Coletânea Antologias do pensamento social latino-americano e caribenho. Buenos Aires: CLACSO.

Viveiros de Castro, Eduardo. 2009. Metaphysiques canibais. Paris: POOF

Zegada C., Maria Teresa. 2017. Bolívia: uma democracia intercultural como síntese de diferenças. Em Santos, Boaventura de Sousa; Mendes, José Manuel (org.), Demodiversidade: Imagine Novas Possibilidades Democráticas. Belo Horizonte: Autêntico.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/11/2019 al 31/10/2020)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
1. Construir uma caracterização e um registro dos territórios onde os povos indígenas vivem em isolamento voluntário e resistência permanente, e identificar os fatores que tensionam e ameaçam seus modos de vida nos territórios estudados.

2. Analisar os processos de produção de alternativas que se constituem a partir da luta dos povos em resistência permanente contra a desapropriação e a exploração e disponibilizar os resultados em uma cartografia que apresente:
- as lutas e disputas dos processos dos povos em resistência permanente e os fatores que ameaçam e tensionam seus modos de vida.
- Documentação gráfica e visual de povos isolados.

3. Iniciar o processo de construção da memória dos povos/organizações:
- Autonomias indígenas, camponesas e afrodescendentes na Bolívia, México e Colômbia
- Disputas territoriais contra megaprojetos extrativistas (Marisqueras e Quilombolas em Aracaju).
- Cúpula Agrícola na Colômbia
- Sindicato dos Trabalhadores Rurais (UTT) Argentina.

4. Documentar a memória do processo de lutas dos povos e estabelecer um diálogo entre esses processos.


-Elaboração de formatos e metodologias de pesquisa, auto-registro
e pesquisa historiográfica.

-Reunir informações e construir um balanço teórico-metodológico sobre os territórios, a legislação e as tensões, bem como elaborar alternativas.

- Documentação e sistematização dos materiais produzidos (fotos, vídeos de povos isolados) e da autodocumentação (visual, oral e escrita) dos territórios e povos (narrativa própria, assembleias e conselhos dos povos/organizações).

-Cenários de interaprendizagem onde pesquisadores das comunidades locais e acadêmicos convergem em seu papel como tradutores interculturais.

- Reunião anual do Grupo de Trabalho como um espaço para articular esforços e experiências de resistência, no qual os resultados são apresentados em diversos formatos (fotografias, música, artigos) e se trabalha na construção da geração de interaprendizagem.
- Existe uma metodologia para pesquisa e autorregistro das lutas e resistências dos povos.

- Foi criada uma cartografia que apresenta e disponibiliza:
- a caracterização dos territórios, - a memória viva dos povos.
- Registro da práxis política na construção de Alternativas (vários formatos).

- Criação de uma rede de pesquisa interinstitucional sobre o tema Autonomias, Territórios e Memórias

- Foram criadas ligações entre as lutas dos povos e uma consciência histórica na sociedade sobre esses processos.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Fortalecer o pensamento crítico e a capacitação da equipe de pesquisa interinstitucional/interorganizacional em metodologias para o processo de pesquisa e documentação, com a abordagem das Epistemologias do Sul.

2. Estabelecer um mecanismo de intercâmbio entre diversos atores, sujeitos e espaços (Universidade do povo, conversas, redes).

3. Distribuir, fornecer e facilitar informações sobre o estado atual dos processos de resistência e re/existência, nas redes e organizações às quais os membros do GT pertencem (mínimo de 2 eventos por ano).
- Participação dos membros do GT no curso virtual sobre epistemologias do sul.

- Desenvolvimento de recursos de divulgação sob a forma de artigos, material audiovisual (fotos, vídeos, curtas-metragens) e outros, para serem apresentados em conferências, seminários, fóruns, assembleias e conselhos.

- Atividades para encontros por meio de mídias digitais e com organizações cujas pesquisas complementam o trabalho do Grupo.

-Desenvolver programas de rádio para as cidades com o objetivo de resgatar memórias, reunir as pessoas e conectá-las intergeracionalmente.

-Desenvolver um projeto editorial para a antologia de povos em resistência.

- Desenvolvimento de recursos práticos sobre os processos a serem disseminados em espaços "não técnicos", organizacionais e outros. Em coordenação com as organizações GT.

-Exposições fotográficas das lutas, disputas e alternativas de povos em resistência permanente, isolados e em isolamento voluntário.

-Os pesquisadores, tanto homens quanto mulheres, são treinados em metodologias da sociologia das ausências e da ecologia do conhecimento.

- Publicação de artigos que disseminam e provocam debate sobre os processos de resistência e desapropriação, em diversos tipos de revistas e boletins informativos.

- Desenvolvimento de um website e materiais multimídia para distribuição viral em redes sociais.

- Divulgação e implementação do debate junto a autoridades, acadêmicos, organizações e sociedade civil.

- Antologia (volume I). Povos em isolamento voluntário.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Estabelecer vínculos formais com instituições como CONACYT, CONICET, UAM, UNAM, PUC e Universidade de Beni.
2. Estabelecer vínculos com as organizações dos Povos em resistência permanente, como a União dos Trabalhadores Rurais (UTT), a organização do Povo Cherán do México, a Coordenação das Autonomias Indígenas Nativas Camponesas (AIOC) da Bolívia, o povo Guarani (APG), o autogoverno de Raqaypampa, as capitanias de Huacaya e Charagua, o Conselho Tsimane da Bolívia, a Cúpula Agrária da Colômbia e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil.
3. Participação nos congressos e assembleias dos povos
- Assinatura de convênios com universidades públicas, instituições acadêmicas, ONGs e organizações sociais.

- Desenvolvimento de projetos de pesquisa e publicação colaborativas no formato da linha editorial da memória dos povos.

- Participação em congressos e assembleias de povos como CONAIOC, RAQAYPAMPA, APG (Bolívia); CHERAN (México), UTT (Argentina); Cúpula Agrária (Colômbia).

- Intercâmbio de experiências, mobilidade entre pesquisadores e indígenas

-Dossiê com argumentos e propostas para povos em resistência permanente que fortaleçam o diálogo com universidades, instituições acadêmicas e estatais e a cooperação internacional.

- Memórias que relatam a colaboração interinstitucional entre os diversos atores.

- Líderes indígenas de pesquisa trocam experiências sobre seus processos e auto-registros.

- Memórias, registros digitais, artigos e pronunciamentos do Grupo de Trabalho.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Participação dos membros da GT em redes interinstitucionais com agências de cooperação e instituições acadêmicas.

2. Promover encontros e intercâmbios com outros grupos da CLACSO.
3. Participar e contribuir com conhecimento para redes de análise, debate e produção de conhecimento relacionadas ao tema (por exemplo, grupos de trabalho sobre direitos dos povos indígenas, grupos de trabalho sobre mulheres indígenas, grupos de trabalho sobre soberania alimentar camponesa, memória e registros, geografia).
- Participação em simpósios, congressos e debates internacionais (SINGA, Congresso da CLACSO, ALAS, ENGA, AEB, entre outros).

- Foram realizadas pelo menos quatro reuniões com pesquisadores de outros Grupos de Trabalho do Clacso.

- Contribuir, com pelo menos dois recursos, para redes de debate temático.

-Redes ligadas a organizações
- Construção coletiva de ações para fortalecer as condições de transformação a partir de espaços diversos

- Artigos científicos publicados em revistas indexadas

-Pesquisadores indígenas capacitados em processos eficazes de participação em redes.

- Memórias e integração de abordagens com os Grupos de Trabalho sobre temas comuns.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/11/2020 al 31/10/2021)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
1. Construir uma caracterização e um registro dos territórios onde os povos indígenas se encontram em isolamento voluntário, em resistência permanente, e identificar os fatores que tensionam e ameaçam seus modos de vida nos territórios estudados.

2. Elabore um mapa de resistências e alternativas que apresente:
- as lutas e disputas dos processos dos povos em resistência permanente e os fatores que ameaçam e tensionam seus modos de vida.
- Documentação gráfica e visual de povos isolados.

3. Continuar a construir a memória dos povos/organizações com que o primeiro ano começou e incorporar outros processos que serão identificados no primeiro ano.
-Reunir informações e construir um balanço teórico-metodológico comparativo sobre os territórios, a legislação, as tensões e a construção de alternativas.

-Auto-registro de ações de resistência política por meio de diversos meios, como espaços radiofônicos onde são apresentadas narrativas pessoais, assembleias e reuniões públicas, relatos de resistência, entre outros.

-Documentação fotográfica e registro de observações de povos isolados e não contatados voluntariamente.

-Cenários de interaprendizagem onde pesquisadores, tanto da sociedade civil quanto acadêmicos, em seu papel de tradutores, se reúnem.

- Reunião anual do Grupo de Trabalho como espaço para articular esforços e experiências de resistência.
Os processos de resistência e as alternativas que se formam a partir dessas práticas políticas foram tornados visíveis através do registro de informações.

-Foram produzidos relatórios temáticos sobre os processos de resistência permanente dos povos.

-Conexão entre os sujeitos, suas lutas, resistências e processos de autoaprendizagem em relação a dispositivos de combate.

- Fortalecimento de uma rede de pesquisa interinstitucional sobre o tema Autonomias, Territórios e Memórias
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Distribuir, fornecer e facilitar informações sobre o estado atual dos processos de resistência e re/existência nas redes e organizações às quais os membros da GT pertencem, em diversos formatos e instrumentos.

2. Fortalecimento da memória histórica dos povos e sua inserção no imaginário da sociedade.
- Desenvolvimento de recursos de divulgação em formato de artigo para apresentação em conferências, seminários, fóruns, assembleias e conselhos.

- Atividades para encontros por meio de mídias digitais e com organizações cujas pesquisas complementam o trabalho do Grupo.

-Desenvolver programas de rádio para as cidades com o objetivo de resgatar memórias, reunir as pessoas e conectá-las intergeracionalmente.

-Exposições fotográficas das lutas, disputas e alternativas de povos em resistência permanente, isolados e em isolamento voluntário.

-Curso virtual sobre Não-Lugares e a produção de alternativas.

-Edição do material produzido para a antologia Volume II.

-Artigos publicados em diversos tipos de revistas e boletins informativos.

- Fortalecimento do site criado no ano anterior e multiplicação e profissionalização de materiais multimídia para distribuição viral nas redes sociais.

O debate foi divulgado e consolidado junto a autoridades, acadêmicos e sociedade civil.

-A consciência dos jovens sobre as abordagens epistemológicas do Sul foi reforçada, e seu conhecimento sobre as lutas e a construção de alternativas foi ampliado.

-Antologia Geopolítica em Disputas (Volume II). Povos em Resistência Permanente (AIOC – Bolívia, Cúpula Agrária e Restituição de Tecidos (Colômbia), Autonomia (Povo Cherán).

PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Os vínculos formais com as instituições com as quais estamos coordenando serão fortalecidos e estendidos a outras regiões.

2. Consolidar e estabelecer vínculos com as organizações dos povos em resistência permanente com as quais estamos trabalhando.

3. Participação nos congressos e assembleias dos povos

-Assinatura de convênios com universidades públicas, instituições acadêmicas, ONGs e organizações sociais em outras regiões onde o trabalho será expandido.

-Desenvolvimento de projetos de pesquisa e publicação colaborativas no formato da linha editorial da memória dos povos.

-Participação em congressos e assembleias dos povos e organizações constituídas.

-Elaboração de tabelas temáticas.

-Intercâmbio de experiências, mobilidade entre pesquisadores e indígenas
-Dossiê com argumentos e propostas para povos em resistência permanente que fortaleçam o diálogo com universidades, instituições acadêmicas e estatais e a cooperação internacional.

-Memórias que relatam a colaboração interinstitucional entre os diversos atores.

-Pesquisadores de ponta e povos indígenas trocam experiências sobre seus processos e auto-registros.

-Memórias, registros digitais, artigos e pronunciamentos do GT.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Participar em redes interinstitucionais com agências de cooperação e instituições acadêmicas.

2. Promover encontros e intercâmbios com outros grupos da CLACSO.

3. Participar e contribuir com conhecimento para redes de análise, debate e produção de conhecimento relacionadas ao tema (por exemplo, grupos de trabalho sobre AIOC, grupos de trabalho sobre mulheres indígenas, grupos de trabalho sobre soberania alimentar camponesa).
-Participação em simpósios, congressos e debates internacionais (SINGA, Congresso CLACSO, ALAS; ENGA, AEB).

-Foram realizadas pelo menos quatro reuniões com pesquisadores de outros Grupos de Trabalho da Clacso.
-Construção coletiva de ações para fortalecer as condições de transformação a partir de diversos espaços.

-Artigos científicos publicados em revistas indexadas

-Pesquisadores indígenas capacitados em processos eficazes de participação em redes.

-Memórias e integração de abordagens com os GTs em temas comuns.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/11/2021 al 31/10/2022)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
1. Construir uma caracterização e um registro dos territórios onde os povos indígenas vivem em isolamento voluntário e resistência permanente, e identificar os fatores que tensionam e ameaçam seus modos de vida nos territórios estudados.

2. Continuar a construir a cartografia das resistências e alternativas que apresenta:
- as lutas e disputas dos processos dos povos em resistência permanente e os fatores que ameaçam e tensionam seus modos de vida.
3. Documentação gráfica e visual de povos isolados.

4. Continuar a construir a memória dos povos/organizações com que o primeiro ano começou e incorporar outros processos que serão identificados no segundo ano.
- Reunir informações e construir um balanço teórico-metodológico sobre os territórios, a legislação, as tensões e a construção de alternativas.

-Auto-registro de ações de resistência política por diversos meios
-Documentação fotográfica e registro de observações de povos isolados e não contatados voluntariamente.

-Cenários de interaprendizagem onde pesquisadores, tanto da sociedade civil quanto acadêmicos, em seu papel de tradutores, se reúnem.

-Reunião anual do Grupo de Trabalho como um espaço para articular esforços e experiências de resistência.
Os processos de resistência e as alternativas que se formam a partir dessas práticas políticas foram tornados visíveis através do registro de informações.

-Foram produzidos relatórios temáticos sobre os processos de resistência permanente dos povos.

-Conexão entre os sujeitos, suas lutas, resistências e processos de autoaprendizagem em relação a dispositivos de combate.

- Fortalecimento de uma rede de pesquisa interinstitucional sobre o tema Autonomias, Territórios e Memórias


DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Distribuir, fornecer e facilitar informações sobre o estado atual dos processos de resistência e re/existência nas redes e organizações às quais os membros da GT pertencem, em diversos formatos e instrumentos.



2. Fortalecimento da memória histórica dos povos e sua inserção no imaginário da sociedade.
- Desenvolvimento de recursos de divulgação em formato de artigo para apresentação em conferências, seminários, fóruns, assembleias e conselhos.

- Realização de reuniões por meio de mídias digitais e com organizações cuja pesquisa complementa o trabalho do Grupo.

- Desenvolver programas de rádio para as cidades com o objetivo de resgatar memórias, reunir pessoas e conectá-las através das gerações.

-Exposições fotográficas das lutas, disputas e alternativas de povos em resistência permanente, isolados e em isolamento voluntário.

-Curso virtual sobre Não-Lugares e a produção de alternativas.

- Edição do material produzido para a antologia Volume III.


-Artigos publicados em diversos tipos de revistas e boletins informativos.

- Fortalecimento do site criado no ano anterior e multiplicação e profissionalização de materiais multimídia para distribuição viral nas redes sociais.

O debate foi divulgado e consolidado junto a autoridades, acadêmicos e sociedade civil.

-A consciência dos jovens sobre as abordagens epistemológicas do Sul foi reforçada, e seu conhecimento sobre as lutas e a construção de alternativas foi ampliado.

-Antologia Geopolítica em Disputas (Volume III). Povos em Resistência Permanente (AIOC – Bolívia, Cúpula Agrária e Restituição de Tecidos (Colômbia), Autonomia (Povo Cherán).
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Os laços formais com as instituições serão fortalecidos e estendidos a outras regiões.

2. Consolidar e estabelecer vínculos com as organizações dos Povos em resistência permanente, como a União dos Trabalhadores Rurais (UTT), a organização do Povo Cherán do México e a Coordenadoria das Autonomias Indígenas e Nativas Camponesas.
- Assinatura de acordos com universidades públicas, instituições acadêmicas, ONGs e organizações sociais em outras regiões onde o trabalho será expandido.

- Desenvolvimento de projetos de pesquisa e publicação colaborativas no formato da linha editorial da memória dos povos.

-
-Participação em congressos e assembleias dos povos e organizações constituídas.
Desenvolvimento de tabelas temáticas.

- Intercâmbio de experiências, mobilidade entre pesquisadores e indígenas

-Dossiê com argumentos e propostas para povos em resistência permanente que fortaleçam o diálogo com universidades, instituições acadêmicas e estatais e a cooperação internacional.

-Memórias que relatam a colaboração interinstitucional entre os diversos atores.

-Pesquisadores de ponta e povos indígenas trocam experiências sobre seus processos e auto-registros.

-Memórias, registros digitais, artigos e pronunciamentos do GT.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Participação dos membros da GT em redes interinstitucionais com agências de cooperação e instituições acadêmicas.

2. Promover encontros e intercâmbios com grupos da CLACSO e outros grupos de outras redes.

3. Participar e contribuir com conhecimento para redes de análise, debate e produção de conhecimento relacionadas ao tema (por exemplo, grupos de trabalho sobre AIOC, grupos de trabalho sobre mulheres indígenas, grupos de trabalho sobre soberania alimentar camponesa).
- Participação em simpósios, congressos e debates internacionais (SINGA, Congresso CLACSO, ALAS; ENGA, AEB).

- Realização de pelo menos quatro reuniões com pesquisadores de outros Grupos de Trabalho da CLACSO
-Construção coletiva de ações para fortalecer as condições de transformação a partir de diversos espaços.

-Artigos científicos publicados em revistas indexadas

-Pesquisadores indígenas capacitados em processos eficazes de participação em redes.

-Memórias e integração de abordagens com os Grupos de Trabalho sobre temas comuns.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 39
Marcela Burgos
Universidade
El Salvador
Rosalba Díaz Vásquez
Universidade Autónoma de Guerrero
México
Maria Paula Meneses
Centro de Estudos Sociais
Faculdade de Economia
Universidade de Coimbra
Portugal
Aldo Andrés Cabrera Jones
Centro de Estudos Rurais Interdisciplinares
Paraguai
Miguel Hermenegildo López
Centro de Estudos Rurais Interdisciplinares
Paraguai
Óscar Alberto Espinoza de Riveiro
Instituto de Natureza, Terra e Energia
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Miguel Ángel Alarcón Bobadilla
INICIATIVA AMOTOCODIE
Paraguai
Clemente Salazar
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Tomás Palmisano
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Fabian Andrés Cevallos Vivar.
Independente
Equador
Maria Florencia Sainato
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Franz Eduardo Ramos Almazan
Sindicato dos Trabalhadores Rurais
Argentina
Clara Arenas Bianchi
Associação para o Avanço das Ciências Sociais
Guatemala
Mayra Irasema Terrones Medina
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Gabriel John Tobón Quintero [Coordenador]
Faculdade de Estudos Ambientais e Rurais
Departamento de Desenvolvimento Rural e Regional
Pontificia Universidad Javeriana
Colômbia
Daniel Bogado Egüez
Universidade Autônoma de Beni
Bolívia
Daniel Wizenberg
Survival International
Brasil
Gonzalo Vargas Rivas
Vice-Ministério das Autonomias
Bolívia
Alexis Ventura
Universidade
El Salvador
Elizabeth Huanca
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Patrícia Gonçalves Pereira
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Osvaldo Aly Júnior
Universidade de Araraquara, Centro Universitário de Araraquara.
Brasil
Kaitlyn Duthie-Kannikkatt
Universidade de Winnipeg
Canadá
Ara Constanza Goudsmit Lambertin
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Iain Davidson-Hunt
Universidade de Manitoba
Canadá
Angela Yesenia Olaya Requene
Instituto de Pesquisa Afro-Latino-Americana do Centro Hutchins da Universidade de Harvard
Estados Unidos
Claudia Pilar Lizarraga Aranibar [Coordenador]
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Ana Carolina Rodriguez Alzza
Instituto de Natureza, Terra e Energia
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Irene Pascual Kuziurina
Instituto de Pesquisa Cultural - Museu da Universidade Autônoma da Baja California
México
Rosalía Editt Pellegrini Holzman
Sindicato dos Trabalhadores Rurais
Argentina
Lizandro Candahuiri
Capitania de Huacaya
Bolívia
Marcelina Yacirendy Vacaflores
Comunidade de Estudos JAINA
Bolívia
Tomás Pérez
Comunidade de Chiapas
México
Maria De La Paz Acosta
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Stalin Herrera
Instituto de Estudos Equatorianos
Equador
Pamela Marconatto Marques
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Rocio Becerra Montane
UAM - Seminário de Pesquisa sobre Sociedade do Conhecimento e Diversidade Cultural
México
Carlos Brenes Castillo
Independente
Costa Rica
Eraldo da Silva Ramos Filho
Programa de Pós-Graduação em Geografia
Universidade Federal de Sergipe
Brasil




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