Área temática: Religiões e Política
Grupo de trabalhoReligião, neoliberalismo e pós/descolonialidade
[+ Ver produções e conteúdo]Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Centro de Pesquisa e Educação Popular da Fundação
Colômbia
Diretoria de Pesquisa Social
Ministério da Educação, Governo Federal
Fundação Joaquim Nabuco
Brasil
O Grupo de Trabalho sobre “Religião, Neoliberalismo e Pós-Colonialidade”, cuja renovação solicitamos, foi formado por meio de trabalho contínuo ao longo de mais de duas décadas, gerando e disseminando coletivamente conhecimento com resultados altamente satisfatórios, como demonstra nosso último relatório. Para este novo período, considerando as mudanças ocorridas no cenário latino-americano (que detalhamos a seguir) e os sonhos ainda não plenamente realizados, este Grupo de Trabalho estabeleceu os seguintes objetivos: tematicamente, aprofundar a abordagem a partir de uma perspectiva “pós/decolonial”; e epistemologicamente e metodologicamente, fortalecer a comunicação com diferentes atores sociais, priorizando o uso de novas tecnologias e redes virtuais, bem como um engajamento mais próximo com as redes sociais, a fim de alcançar maior influência nas políticas públicas (tanto estatais quanto sociais) e impacto transformador.
Os desafios apresentados pelo contexto
A América Latina, berço da Teologia da Libertação, tornou-se, após inúmeras intervenções com graves consequências para a vida e a dignidade de seu povo, e na sequência de uma onda de governos de esquerda, palco da ascensão de setores conservadores que tomam o poder estatal. Esses setores são homofóbicos, autoritários, patriarcais, excludentes e racistas, e se baseiam em doutrinas neoliberais, retórica inflamada, alianças estratégicas e atos simbólicos de cunho religioso. Ao mesmo tempo, inúmeras ações e movimentos encontram no uso de diversas e dinâmicas expressões de espiritualidade e religião a sacralidade e a força que clamam pelo respeito à vida, aos territórios, às identidades e pela criação de estilos de vida harmoniosos e solidários; em suma, por “outras” formas de ser.
De fato, para citar apenas alguns exemplos, no Brasil, a polarização do país e a eleição de Bolsonaro estão intimamente ligadas a alianças com líderes religiosos (particularmente pentecostais, mas também católicos conservadores, espíritas e outros setores religiosos), a discursos conservadores em torno da "defesa da família", do "combate à corrupção" e da "educação apartidária", e a protestos de rua que parecem ter desenvolvido sua capacidade de mobilização política em massa nas grandes "Marchas por Jesus" (Toniol, 2019). No México, enquanto López Obrador articula discursos de esquerda com dogmas cristãos conservadores e o MORENA se alia ao PES, um partido evangélico, um forte movimento social emergiu em torno da luta contra a "ideologia de gênero" e da defesa da procriação, da propriedade, da moralidade e da educação, unindo setores religiosos de diversas origens (por exemplo, a Frente Nacional pela Família) (De la Torre, 2019*). Na Colômbia, o plebiscito de paz, a eleição do até então desconhecido Duque e o referendo sobre corrupção foram marcados por discursos anti-“Castro-chavistas”, falácias em torno da “ideologia de gênero” supostamente presente no acordo de paz e a ameaça imaginária à propriedade e à moralidade (Lozano, 2019). No caso peruano, líderes evangélicos formaram partidos políticos e, juntamente com outras religiões, incluindo o catolicismo, organizam mobilizações como “Não Mexam com Meus Filhos” contra a educação sexual e a igualdade de gênero como parte da educação escolar (Barreira, 2017).
Mas para além dos jogos na arena eleitoral, é claro que está em ação um espírito religioso conservador apaixonado, no qual placas tectônicas (Lozano) ligadas ao espírito de conquista, à imposição de uma fé, ao julgamento inquisitorial contra a “impureza” e a idolatria, ao autoritarismo patriarcal e à negação da “alteridade” permeiam as relações sociais, desde os níveis mais íntimos e cotidianos até as relações internacionais, incluindo a apropriação dos estados, a regulação dos afetos, a direção da educação e a objetificação e mercantilização dos seres humanos e da natureza.
Contudo, o fenômeno não é exclusivamente latino-americano: a continuidade da “guerra ao terror”, que continua a ser justificada por ambos os lados em termos de um choque de civilizações (Huntington, 2005) ou guerras santas desejadas por Deus ou empreendidas contra o reino do mal, expressa-se impiedosamente em todo o planeta no que muitos denominam uma guerra de todos os Estados contra todos os povos (Holloway & Peláez, 2002) ou uma guerra sem fim de hegemonia e terror mundial (Ceceña & Sader, 2002), fortemente marcada pelo chamado “fundamentalismo religioso” em suas diversas facetas (Santos B., 2018). Essa onda conservadora não pode ser compreendida isoladamente dos processos de globalização hegemônica ou, em outras palavras, constitui a continuação e o fortalecimento dos processos de neocolonialismo, que podem ser entendidos como uma reação aos avanços no reconhecimento dos direitos das minorias e aos incentivos às relações interculturais que desafiam os padrões socioculturais tradicionais.
A geopolítica global testemunha a ascensão de diversas formas e níveis de fascismo, manifestados na crescente militarização social, na expansão do colonialismo armado, econômico e cultural, na reafirmação da hegemonia patriarcal e racista e no crescimento do capitalismo imperial transnacional. Esses processos encontram mecanismos significativos de biopoder individual e coletivo na religião, uma via de mão dupla que exige uma desconstrução profunda por parte da academia e de ações coletivas com objetivos emancipatórios. Este Grupo de Trabalho decidiu abordar essa questão como um de seus principais desafios de atuação para os próximos três anos.
De modo semelhante, no contexto latino-americano, há evidências do surgimento de processos de afirmação e defesa territorial e da geração de alternativas ao desenvolvimento colonial hegemônico e suas formas de violência, o que nos permite perguntar se o espaço para a descolonização está se abrindo? (Escobar, 2014, p. 36).
De fato, nos deparamos com uma ampla variedade de ações coletivas que povoam o continente em formas de resistência, sobrevivência e alternativas de características policromáticas inimagináveis até algumas décadas atrás. Entre elas, destacam-se organizações de base urbanas e rurais que propõem um paradigma de relocalização alimentar diante da crise ecológica e social; movimentos Buen Vivir (Bom Viver) que adotam estilos de vida em harmonia e respeito com a natureza, baseados em ontologias e cosmogonias “outras” que, embora em alguns casos influenciem eleições, mudanças constitucionais (Equador e Bolívia) ou a geração de nova jurisprudência que reconhece a natureza como sujeito de direitos (Colômbia), vão além no reconhecimento e na afirmação de seus próprios direitos; múltiplas iniciativas de comércio justo; e movimentos sociais que se opõem à mineração industrializada. Ações coletivas de mulheres contra estruturas sociais patriarcais e em favor da igualdade de gênero… Um longo etc. compõe essa dinâmica que ainda não é suficientemente visível e compreendida, na qual alguns veem a capacidade de transmutar relações neocoloniais entre “coisas” em relações entre pessoas (Armas, 2010), contrapondo a pedagogia da crueldade à pedagogia da conexão (Segato, 2018).
Referindo-se a essas dinâmicas sociais, Zibechi observa que existem verdadeiramente “outras sociedades” “que constroem realidades distintas das hegemônicas e que abrangem todos os aspectos da vida”. Ela identifica diversas características entre elas, incluindo uma forte postura anticolonial que une várias perspectivas: anticapitalista, anticolonial e antipatriarcal (Zibechi, 2018).
Vale ressaltar que essa caracterização não faz referência clara ao papel do religioso e do espiritual, nem reconhece sua pluralidade e complexidade, o que revela precisamente uma lacuna nas leituras desses movimentos decoloniais. Isso ocorre apesar de essas buscas por sociedades alternativas serem fortemente construídas em torno de alusões, rituais, organizações, mandatos e ações relacionadas ao sagrado e à espiritualidade. Essa lacuna começou a ser abordada por vários membros do nosso grupo, por exemplo, através da construção de resistência por diversos atores sociais: grupos indígenas e afrodescendentes (Lozano, 2008, Robledo, 1997), grupos socioambientais (Parker Gumucio, 2012), migrantes (Robledo, 1997, De la Torre, 2012) e grupos organizados da sociedade civil (Romero, 2012; (Burity, 2015a) (Burity, 2015b), mas requer maior integração, análise e monitoramento contínuo, aprofundando a perspectiva decolonial.
Em suma, existem múltiplas dimensões implícitas ao se discutir religiões na América Latina e no Caribe; existem diferentes compreensões sobre como conceber o neoliberalismo e sua articulação com práticas e atores religiosos; e, finalmente, há o desafio de perceber como as instituições e expressões religiosas, assim como os movimentos sociais, são construídos, ressignificados e transformados, e em que medida conseguem desafiar estruturas e práticas coloniais, patriarcais e capitalistas de longa data, recorrendo, entre outras coisas, a mecanismos de poder espirituais ou religiosos. Portanto, a tríade relacional de religião(ões), neoliberalismo e pós/descolonialidade se apresenta como um desafio para a pesquisa, o intercâmbio, a socialização e a articulação social.
Barreira, R. y. (2017). "Não se metam com meus filhos" - cooperação inter-religiosa conservadora no Peru no século XXI. Revista de Religiões Latino-Americanas, 296-308.
Burity, J. (2015a). Minoritização, Glocalização e Política: Para Uma Pequena Teoria da Translocalização Religiosa. Cadernos de Estudos Sociais, 30(2), 31-73.
Burity, J. (2015b). Políticas de minorização religiosa e globalização: notas para um estudo de redes religiosas de ativismo sociopolítico transnacional. Revista Latino-Americana de Estudos sobre Corpo, Emoções e Sociedade, 7(18), 19-30.
Ceceña, AE e Sader, E. (2002). A Guerra Infinita. Hegemonia e Terror Mundial. Buenos Aires: CLACSO.
De la Torre, R. (2019*). Tradicionalismos, fundamentalismos, fascismos? O avanço dos conservadorismos na América Latina. Encartes.
Escobar, A. (2014). Sentir e pensar com a Terra. Novas leituras sobre desenvolvimento, território e diferença. Medellín: UNAULA.
Holloway, J., & Peláez, E. (2002). A guerra de todos os estados contra todos os povos. Em C. e Sader, A Guerra Infinita (pp. 159-167). Buenos Aires: CLACSO.
Huntington, S. (2005). O choque de civilizações e a reconfiguração da ordem mundial. Barcelona: Paidos.
Lozano, F. (2019). Tradicionalismos, fundamentalismos, fascismos? O avanço dos conservadorismos na América Latina. Encartes, 4(2).
Lozano, F. (2019). Crises humanitárias, religiões e resistência. In V. Giménez, Religião e problemas sociais (pp. 98-120). Buenos Aires: CLACSO.
Parker, C., & (Editor). (2012). Religião, Política e Cultura na América Latina. Novas Perspectivas. Santiago: Instituto de Estudos Avançados da Universidade do Chile e ACSRM.
Santos, B. (2018). Se Deus fosse um ativista dos direitos humanos. Madrid: Trotta.
Segato, R. (2018). Contrapedagogias da Crueldade. Buenos Aires: Prometeo.
Toniol, R. (2019). Tradicionalismos, fundamentalismos, fascismos? O avanço dos conservadorismos na América Latina. Encartes, 4(2).
Zibechi, R. (2018). Movimentos sociais na América Latina: o “outro mundo” em movimento. Bogotá: Desde Abajo.
Com o objetivo de dar continuidade e profundidade ao trabalho realizado até o momento, que já conta com uma ampla produção coletiva (Zalpa & Offerdal, 2008) (Aurelio Alonso, 2009) (Ameigeiras, 2014) (Giménez Béliveau, 2019) e produção individual no âmbito do CLACSO, este grupo solicita uma renovação, levando em consideração a crescente relevância de seus temas na realidade social latino-americana (como afirmamos na seção anterior), mas também a notoriedade ambígua que o tema religioso possui na literatura sobre pós/decolonialidade, uma vez que, embora mencionado em diversas obras (Santos B., 2018) (Escobar, 2018), (Lozano BR, 2017), não atinge o foco e a profundidade necessários.
A fundamentação e a relevância teórica dos desafios colocados pelo contexto social, descritos no ponto anterior, implicam que, por um lado, analisemos a evolução das ciências sociais sobre a religião na América Latina e no Caribe, que observemos a importância que elas conferem ao desenvolvimento e ao estado atual do neoliberalismo, e que reconheçamos as questões que emergem da corrente teórica decolonial e das ações coletivas ou de “outras” sociedades em relação ao tema das religiões e espiritualidades.
Como demonstraram diversas investigações realizadas por vários membros do nosso grupo (De la Torre & Martín, 2018; Parker & (Org.), 2012), a análise dos fenômenos religiosos e sua relação com as dinâmicas sociais e políticas da região passou por evoluções significativas nas últimas décadas. Essa análise deixou de ser uma observação descritiva da hegemonia católica e da negligência da "alteridade", que incluía estudos sobre as relações conflituosas entre alguns setores de fiéis (católicos e de outras igrejas) e os estados ou governos vigentes (González, 1997), bem como o reconhecimento do compromisso de diversas igrejas com os direitos humanos, para registrar a diversificação e a reconfiguração decorrentes tanto do crescimento das denominações cristãs quanto da desinstitucionalização, da pluralização religiosa e da emergência de espiritualidades ancestrais e outras identidades (de gênero, étnicas, políticas). O papel da mídia em sua interação com a religião também tem sido abordado, "fixando certos signos, símbolos e práticas populares na opinião pública" (Parker, 2012). Essas mudanças levaram a discussões sobre a “hibridização de religiosidades difusas sob rótulos como Nova Era ou mercantilizações neoesotéricas” (De la Torre, 2014) e sobre uma “cultura cristã disponível e fluida, sujeita a múltiplas recomposições e memórias” (Mallimaci, 2011). Grande parte dessa pesquisa analisou as inter-relações entre religião e política por meio de questões sobre laicidade e liberdade religiosa (Panotto, 2019), questões que permanecem relevantes em diversas circunstâncias, dependendo do país, da afiliação religiosa, do setor social, etc.
Diante do neoliberalismo e do recente conservadorismo sociopolítico, diversas análises apontam para a evolução de confluências perversas entre o projeto neoliberal e as aspirações democráticas da sociedade (Dagnino), que, na esfera religiosa, deram origem ao “surgimento de formas empreendedoras e competitivas de espiritualidade, avessas ao pacto sincrético construído pelo catolicismo” e, consequentemente, a uma “atual combinação de neoliberalismo, autoritarismo político e conservadorismo moral” (Burity, 2019). Nessa mesma linha, outras pesquisas (Parker C., 2002; Mariz, 2006; Comaroff, 2009) permitem afirmar uma certa afinidade eletiva entre alguns movimentos religiosos e duas grandes configurações socioculturais ligadas à globalização: a doutrina econômica do neoliberalismo e a lógica da produção cultural do capitalismo tardio. Na última etapa, tanto nos encontros do GT quanto nas publicações motivadas por ele, foram gerados diversos trabalhos sobre o tema religião e neoliberalismo, com diferentes contribuições de acordo com perspectivas, países, casos específicos, etc. (Ver Lozano, Levita, Robledo, Romero e Bustamante no número 5 da Revista Latino-Americana de Pesquisa Crítica e Mallimaci, Giménez, Carbonelli, Parker e Burity no número 6).
Por outro lado, alguns colegas demonstraram como esses fatos estão intimamente ligados entre si, para além do neoliberalismo, e como o patriarcalismo, o colonialismo, o racismo e o extrativismo fazem parte da mesma dinâmica, e, portanto, a violência vivenciada tanto na intimidade das agressões intrafamiliares, quanto nos feminicídios (Segato, 2016) e em outras formas de vitimização massiva e sistemática às quais nossos povos têm sido submetidos durante séculos, fazem parte do terror global e são uma expressão da catástrofe civilizacional em que nos encontramos em nível planetário (Lozano F., 2019).
Pelo que foi dito até agora, fica evidente o interesse em situar a compreensão das relações sociorreligiosas no âmbito da pós-colonialismo, entendendo que, parafraseando Bhabha, o significado de "pós" não está na sequencialidade (após o colonialismo), mas em um significado mais amplo da consciência de que os limites epistemológicos das ideias eurocêntricas são também limites enunciativos nos quais emerge o espectro de outras histórias e vozes dissonantes e dissidentes: mulheres, pessoas colonizadas, minorias, etc.
A leitura pós-colonial tece suas raízes intelectuais em certos pensadores e ativistas do início do século XIX que se debruçaram sobre a oposição entre civilização e barbárie, embora, de uma perspectiva contemporânea, seja necessário rastrear suas origens até o saber pluralista expresso nas vozes e ações de povos indígenas, afrodescendentes e mulheres, que reinterpretaram as verdades e os dogmas trazidos pela modernidade europeia. Contudo, isso se torna cada vez mais evidente nos livros pioneiros de Fals Borda. Ciência Indígena e Colonialismo Intelectual (1970) Pedagogia do Oprimido de Freire e de todo o corpo da Teologia da Libertação. No entanto, é na obra de Aníbal Quijano (décadas de 80 e 90) que se encontra uma de suas sínteses, em seu artigo. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina (Quijano, 2000)onde ele alcança sua versão mais reconhecida e inspiradora. As últimas duas décadas foram muito frutíferas nesse campo e é impossível fazer referência a elas aqui.
Segundo Santos, interpretar esses eventos implica reconhecer que a epistemologia ocidental dominante foi construída a partir das necessidades da dominação capitalista e colonial e se baseia em uma forma de pensar profundamente falha. Isso exige uma epistemologia fundamentada na ecologia dos saberes e na tradução intercultural (Santos, B. d., 2010). Escobar, por sua vez, destaca a importância de teorizar a partir de ontologias relacionais e do pluriverso, que envolvem o reconhecimento das premissas que os grupos sociais sustentam sobre o que “realmente” existe. Isso implica ir além da abordagem objetivista, individualista e mercantilista da modernidade ocidental para reconhecer a relacionalidade — isto é, “que todas as coisas no mundo são feitas de entidades que não preexistem às relações que as constituem”, para as quais o budismo serve como um exemplo radical. Essa ontologia relacional implica reconhecer como, em muitas sociedades não ocidentais ou não modernas, a separação entre o individual e o social, entre o natural e o sobrenatural, entre o material e o espiritual é inimaginável (Escobar, 2014). Daí a necessidade de “sentir-pensar” no local, em redes, em pluriversos do conhecimento construídos não apenas no conforto da chamada comunidade acadêmica, mas “caminhando pelo mundo” com as comunidades.
Contudo, o tema do religioso, do espiritual e do sagrado está apenas começando a ser explorado ou é interpretado unicamente como parte do colonialismo, sem considerar, além de alusões gerais, a gama de práticas religiosas “outras”. Isso não significa tanto “integrá-las” ao corpo de conhecimento da sociologia das religiões, mas sim reconhecer sua alteridade radical e seus contextos culturais. Isso não implica oposição dialética, mas sim uma pluriversidade porosa, difusa e dinâmica. Tal situação tem implicações profundas, que vão da epistemologia e metodologia à consideração de quem são os sujeitos que geram conhecimento e suas formas e espaços de interação. Este Grupo de Trabalho visa abordar a complexidade dos desafios implícitos aqui, especificando os seguintes objetivos para os próximos três anos:
* Estudar comparativamente a relação entre religião e neoliberalismo na América Latina e no Caribe, com base no diálogo com perspectivas teóricas críticas informadas por teorias pós-coloniais e decoloniais.
* Compreender, a partir de uma análise comparativa e interdisciplinar, as transformações produzidas pela recente hegemonia cultural e política da razão neoliberal no campo religioso da América Latina e do Caribe, bem como os desafios teóricos e metodológicos que ela apresenta.
* Analisar o impacto das religiões e espiritualidades (atores individuais e coletivos, instituições, discursos, mercadorias) nos campos da política, cultura e economia, com foco especial nas ações coletivas pós-coloniais.
Aurelio Alonso, c. (2009). América Latina e Caribe: territórios religiosos e desafios para o diálogo. Buenos Aires: CLACSO.
Burity, J. (2015a). Minoritização, Glocalização e Política: Para Uma Pequena Teoria da Translocalização Religiosa. Cadernos de Estudos Sociais, 30(2), 31-73.
Burity, J. (2015b). Políticas de minorização religiosa e globalização: notas para um estudo de redes religiosas de ativismo sociopolítico transnacional. Revista Latino-Americana de Estudos sobre Corpo, Emoções e Sociedade, 7(18), 19-30.
Burity, J. (2019). Tradicionalismos, fundamentalismos, fascismos? O avanço dos conservadorismos na América Latina. Encartes, 4(2).
Comaroff, J. (2009). (2009) A política da convicção: fé na fronteira neoliberal. Análise Social, 53(1), 17-38.
De la Torre, R. (2014). Símbolos e a disputa sobre a definição dos limites entre fé e política no México. In VG (Ed.), Símbolos, Rituais Religiosos e Identidades Nacionais (pp. 17-38). Buenos Aires: CLACSO.
De la Torre, R. (2019*). Tradicionalismos, fundamentalismos, fascismos? O avanço dos conservadorismos na América Latina. Encartes.
De la Torre, R., & Martín, E. (2018). Estudos sobre religião na América Latina. Annual Review of Sociology, 13-55.
Escobar, A. (2014). Sentir e pensar com a Terra. Novas leituras sobre desenvolvimento, território e diferença. Medellín: UNAULA.
Escobar, A. (2018). Outra possibilidade é possível: Caminhando em direção às transições de Abya Yala/Afro/América Latina. Bogotá: Desde Abajo.
Giménez Béliveau, VC (2019). Religião e problemas sociais. Buenos Aires: CLACSO.
González, FE (1997). Poderes em conflito. Igreja e Estado na Colômbia. Bogotá: CINEP.
Lozano, BR (2017). Pedagogias para a vida, a alegria e a reexistência: Pedagogias de mulheres negras que curam e se conectam. In C. Walsh, Pedagogias decoloniais. Práticas insurgentes de resistência à (re)existência e à (re)vivência (pp. 273-290). Quito: Abya Yala.
Lozano, F. (2019). Tradicionalismos, fundamentalismos, fascismos? O avanço dos conservadorismos na América Latina. Encartes, 4(2).
Lozano, F. (2019). Crises humanitárias, religiões e resistência. In V. Giménez, Religião e problemas sociais (pp. 98-120). Buenos Aires: CLACSO.
Mallimaci, F. (2011). Da Argentina Católica à Argentina Diversa. In O. Odgers, Pluralização Religiosa na América Latina (pp. 75-130). México: Colegio de la Frontera Norte/CIESAS.
Mariz, C. y. (2006). Weber e o neopentecostalismo. Caminhos, 3(2), 253-277.
Panotto, N. (2019). Liberdade religiosa: realidade ou ficção? In EO Torres, Os paradoxos da liberdade religiosa na América Latina (pp. 13-28). Santiago: GEMRIP.
Parker, C. (2002). PARKER, Cristian Gumusio. A nova forma de religião na sociedade globalizada: um desafio à interpretação sociológica. Bússola Social, 49(2), 167-186.
Quijano, A. (2000). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In E. Lander (org.), A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais, Buenos Aires, CLACSO (p. 246 e ss.). Buenos Aires: CLACSO.
Santos, B. d. (2010). Descolonizando o conhecimento, reinventando o poder. Montevidéu: Trilce.
Segato, R. (2016). A guerra contra as mulheres. Madrid: Traficantes de sonhos.
Zalpa, G., & Offerdal, HE (2008). O Reino de Deus é deste mundo? Buenos Aires: CLACSO.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
* Compreender, a partir de uma análise comparativa e interdisciplinar, as transformações produzidas pela recente hegemonia cultural e política da razão neoliberal no campo religioso da América Latina e do Caribe, bem como os desafios teóricos e metodológicos que ela apresenta.
* Analisar o impacto das religiões e espiritualidades (atores individuais e coletivos, instituições, discursos, mercadorias) nos campos da política, cultura e economia, com foco especial nas ações coletivas pós/decoloniais.
* Mapeamento de tendências e atores nos países da América Latina e do Caribe em relação aos três objetivos, com base em estatísticas, cobertura da mídia, literatura acadêmica e interação com organizações religiosas e seculares participantes da GT.
* Ampliação do conhecimento sobre tendências e atores religiosos e seculares relacionados às complexas e simétricas relações entre neoliberalismo, colonialidade e práticas e instituições religiosas na região.
* Pelo menos 10 textos analíticos publicados nos meios digitais da GT
* Lista georreferenciada de atores e tendências publicada nos meios de comunicação digitais da GT.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
* Ampliar a rede existente de pesquisadores sobre religiões e seu impacto social e político nos problemas da América Latina e do Caribe.
* Contribuir para a formação de jovens pesquisadores
* Criação e lançamento de um site/blog, páginas no Facebook e Instagram e um canal no YouTube para o grupo, que serão alimentados pelas atividades geradas presencialmente em cada país e servirão para divulgar produções e informações destinadas a outros pesquisadores e ao público em geral, interação com os usuários, acesso a publicações acadêmicas e divulgação das atividades do grupo.
* Incentivar a interação entre os alunos participantes com temas semelhantes e sua participação em eventos promovidos por membros profissionais do grupo.
* As plataformas virtuais do grupo estão ativas e são acessadas como um espaço de referência para acadêmicos, jornalistas, tomadores de decisão do Estado e da sociedade civil, e o público em geral.
* Jovens pesquisadores capacitados no âmbito do pensamento crítico vinculado ao estudo da(s) religião(ões) na América Latina e no Caribe.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
* Criar espaços de discussão e troca de ideias com pesquisadores de todos os países representados no grupo sobre a relação entre religiões e neoliberalismo. * Aumentar a visibilidade do grupo, por meio de seus membros, em associações científicas em geral ou específicas voltadas para estudos religiosos, como ponto de referência na discussão sobre pós/descolonialidade.
* Intercâmbios produtivos realizados com atores de grupos sociais relacionados à religião e à espiritualidade.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
* Aumentar a visibilidade do grupo, através de seus membros, em associações científicas gerais ou específicas relacionadas ao estudo da religião, como ponto de referência para a discussão sobre pós/decolonialidade.
* Promover em conjunto atividades em encontros nacionais e internacionais, em grupo ou através de seus membros, que ajudem a divulgar o trabalho e a identificar novos interlocutores.
* Identificar oportunidades de intercâmbio de docentes e alunos e visitas de pesquisa entre os centros de pesquisa e programas de pós-graduação representados no grupo. * Estabelecer contatos e diálogos prospectivos com grupos de estudo sobre teorias pós/decoloniais e com o Grupo de Trabalho sobre Teologia, Ética e Política, ou outros grupos que possam ser formados no CLACSO sobre o tema da religião.
* Relações institucionais desenvolvidas entre centros de pesquisa ou cursos de pós-graduação que sejam membros da CLACSO ou especializados nos três temas principais do GT para facilitar as trocas presenciais dos participantes do grupo.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
* Definir eixos temáticos prioritários de pesquisa, com base no mapeamento realizado no primeiro ano do GT, buscando aprofundar os múltiplos modos de expressão da lógica neoliberal na política, na cultura e nas práticas cotidianas, bem como suas complexas interfaces com as identidades e práticas religiosas.
* Desenvolver um programa de atividades de produção de conhecimento em cada eixo, a partir do segundo ano.
* Elaboração de análises ou dados comparativos e específicos de cada país para publicação no site/blog da GT.
* Criação, no site do grupo, de um observatório de ações públicas e coletivas relacionadas a temas relevantes para o grupo, com o objetivo de disseminar informações e apoiar a reflexão dos atores interessados, bem como articular e colaborar com outros projetos de monitoramento existentes em diversos países da região.
* Ampliação do conhecimento sobre tendências e atores religiosos e seculares no que diz respeito ao impacto e às tensões entre as lógicas culturais e as políticas neoliberais, bem como as práticas e instituições religiosas na região.
* Observatório de ações públicas e coletivas criado como fonte de informação e análise sobre tendências e atores relacionados à relação entre decolonialidade e neoliberalismo nas práticas e instituições religiosas e espiritualidades. * Pelo menos 15 textos analíticos publicados nas mídias digitais da GT.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
* Promover a articulação da rede consolidada de pesquisadores de religiões e seu impacto social e político nos problemas da América Latina e do Caribe.
* Contribuir para a formação de jovens pesquisadores
* Promoção de uma oficina, durante o encontro, sobre os resultados da discussão temática em diálogo com atores da sociedade civil, com foco nas complexas formas de inserção das religiões no contexto social e político produzido pela nova hegemonia neoliberal na América Latina e no Caribe.
* Publicação de um livro com resultados da análise do mapeamento de tendências e atores e da discussão teórica com perspectivas pós/decoloniais.
* Colaboração entre os alunos participantes com interesses semelhantes e incentivo à sua participação em eventos promovidos pelo grupo.
* As plataformas virtuais do grupo estão ativas e são acessadas como um espaço de referência para acadêmicos, jornalistas, tomadores de decisão do Estado e da sociedade civil, e o público em geral.
* Textos digitais e livros publicados.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
* Gerar intervenções nos meios de comunicação de massa e nas redes sociais do Grupo ou de seus membros sobre os temas abordados no grupo ou em debates públicos relevantes. * Organizar o observatório de ações públicas e coletivas de acordo com os eixos temáticos definidos no segundo ano.
* Intercâmbios produtivos realizados com atores de grupos sociais relacionados à religião e à espiritualidade.
* Observatório de ações públicas e coletivas utilizado como fonte de informação e análise sobre a relação entre religião e neoliberalismo enquanto racionalidade política hegemônica.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
* Manter a visibilidade do grupo em associações científicas em geral ou específicas relacionadas ao estudo da religião como ponto de referência para a discussão sobre abordagens pós-coloniais/decoloniais.
* Identificar e promover programas de intercâmbio de docentes e alunos, bem como visitas de pesquisa entre os centros de pesquisa e cursos de pós-graduação representados no grupo. * Ampliar os contatos e o diálogo potencial com o Grupo de Trabalho em Teologia, Ética e Política, ou outros grupos que possam receber treinamento no CLACSO sobre o tema da religião.
* Relações institucionais consolidadas entre os centros de pesquisa (membros da CLACSO) com redes de trabalho e cursos de pós-graduação nos países representados e grupos similares.
* Colaboração com redes e organizações da sociedade civil já estabelecidas, focadas na questão do Transtorno de Gênero e suas formas de defesa.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
* Sistematizar os principais resultados do GT nos seus três anos de operação.
* Promover uma atividade de encerramento para discussão dos resultados e avaliação do impacto das atividades, com a participação de atores acadêmicos e sociais externos ao Grupo de Trabalho.
* Elaboração de balanços conclusivos e comparativos, por área temática.
* Padrão temático no qual essas relações são mapeadas, analisadas e sistematizadas em três áreas: política, cultura e práticas cotidianas.
* Pelo menos 15 textos analíticos publicados nos meios digitais da GT
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
* Promover a articulação da rede consolidada de pesquisadores de religiões e seu impacto social e político nos problemas da América Latina e do Caribe.
* Contribuir para a formação de jovens pesquisadores
* Realizar oficinas por país (ou sub-regiões) com atores da sociedade civil sobre os resultados da discussão temática em diálogo, com foco no impacto social e político das novas relações entre a hegemonia neoliberal na América Latina e no Caribe a partir de uma perspectiva decolonial.
* Promover encontros virtuais entre os alunos participantes para avaliar os resultados da sua participação e a contribuição do GT para os seus projetos e formação.
* Publicar um livro com os resultados do trabalho do segundo ano e preparar um livro com os resultados da reunião de encerramento.
* Jovens pesquisadores que participam ativamente da construção do pensamento crítico e pluralista sobre religião, neoliberalismo e pós-colonialismo na América Latina e no Caribe.
* As plataformas virtuais do grupo estão ativas e são acessadas como um espaço de referência para acadêmicos, jornalistas, tomadores de decisão do Estado e da sociedade civil, e o público em geral.
* Livro público e textos analíticos, e livro final em preparação.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
* Gerar intervenções nos meios de comunicação de massa e nas redes sociais do Grupo ou de seus membros sobre os temas abordados no grupo ou em debates públicos relevantes. * Organizar o arquivo do primeiro ano do observatório de ações públicas e coletivas com base nos eixos temáticos definidos no segundo ano.
* Intercâmbios produtivos realizados com atores de grupos sociais relacionados à religião e à espiritualidade.
* Observatório de ações públicas e coletivas reconhecido como fonte de informação e análise sobre a relação entre religião e neoliberalismo enquanto racionalidade política hegemônica.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
* Manter a visibilidade do grupo em associações científicas em geral ou específicas sobre o estudo da religião como ponto de referência para discussão a partir de abordagens pós-coloniais/decoloniais.
* Desenvolver estratégias de advocacy por meio das organizações e redes da sociedade civil participantes do grupo ou em apoio a elas.
* Propor painéis em um encontro internacional com a participação de pesquisadores e estudantes interessados no debate sobre religião e neoliberalismo, com ênfase na contribuição teórica específica da Teoria Fundamentada.
* Continuar a incentivar programas de intercâmbio de docentes e alunos, bem como visitas de pesquisa entre os centros de pesquisa e programas de pós-graduação representados no grupo. * Manter contato e diálogo prospectivo com o Grupo de Trabalho em Teologia, Ética e Política, ou outros grupos que possam ser capacitados no CLACSO sobre o tema da religião.
* Estabelecimento de relações institucionais entre os centros de pesquisa (membros da CLACSO) com redes de trabalho e cursos de pós-graduação nos países representados e grupos similares no Sul Global (particularmente na África). * Colaboração com redes e organizações da sociedade civil já estabelecidas, focadas no tema do Grupo de Trabalho e em suas estratégias de advocacy.
Número total de pesquisadores admitidos: 54
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
Brasil
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
Departamento de Antropologia e Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Educação
Universidade Federal de Pernambuco
Brasil
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Brasil
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
Brasil
Programa Interdisciplinar Sociedade e Desenvolvimento e História Pública. Universidade Estadual do Paraná (Unespar)
Brasil
Faculdade de Ciências Humanas e Artes, Universidade Autônoma do Oeste.
Colômbia
Centro de Pesquisa e Educação Popular da Fundação
Colômbia
Universidade Estadual do Paraná
Brasil
Instituto de Estudos Internacionais
Universidade Arturo Prat
Chile
Universidade Estadual do Paraná
Brasil
Diretoria de Pesquisa Social
Ministério da Educação, Governo Federal
Fundação Joaquim Nabuco
Brasil
Universidade Metodista de São Paulo
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Universidade Federal de Pernambuco
Brasil
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Universidade Federal Fluminense, Escola de Serviço Social, Programa de Pós-Graduação em Política Social
Brasil
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ
Brasil
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Liberdades seculares Bolívia
Bolívia
Instituto de Pesquisa Política e Social
Faculdade de Ciências Políticas
Universidade de São Carlos da Guatemala
Guatemala
Ajuda Cristã
Brasil
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR)
Brasil
Departamento de Psicologia FFCLRP, USP
Brasil
Universidade Nacional. Escola Ecumênica de Estudos Religiosos. Observatório da Religião
Costa Rica
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Centro de Ciências Sociais
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Brasil
Escola Ecumênica de Estudos Religiosos e Observatório de Assuntos Religiosos, Universidade Nacional da Costa Rica
Costa Rica
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-graduação em Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Instituto de Estudos Internacionais
Universidade Arturo Prat
Chile
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN
Brasil
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Centro de Estudos de Pesquisa Trabalhista
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Centro de Estudos Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Escola Ecumênica de Ciências da Religião da Universidade Nacional
Costa Rica
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Instituto de Estudos Avançados
Universidade de Santiago do Chile
Chile
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Fundação da Universidade Batista
Colômbia
Programa de Pós-Graduação em Educação
Universidade Federal de Pernambuco
Brasil
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Universidade Federal de Pernambuco
Brasil
Instituto de Desenvolvimento Humano - Universidade Nacional General Sarmiento Membro do Programa Sociedade, Cultura e Religião do CEIL-CONICET-CLACSO
Argentina
Centro Brasileiro de Análise e Planejamento
Brasil
[widget id=”custom_html-11″]
[impressão]