Área temática: Epistemologias do Sul

Grupo de trabalhoEpistemologias decoloniais, territorialidades e cultura

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Epistemologias decoloniais, territorialidades e cultura
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Abelardo Morales-Gâmboa
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Andrea Neira Cruz
Instituto de Estudos Sociais Contemporâneos
universidade central
Colômbia
Dennis De Oliveira
Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina
Universidade de São Paulo
Brasil

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

A América Latina/Caribe é um continente marcado pela colonialidade do poder, como afirmam diversos pensadores latino-americanos como Aníbal Quijano, Walter Mignolo e Orlando Fals Borda, e que vive sob um capitalismo marcado pela dependência, no sentido que lhe é atribuído pelo economista brasileiro Ruy Mauro Marini, com as economias dos países organizadas dentro de uma lógica de transferência desigual de valores para as economias centrais do capital.

Por essa razão, constroem-se lógicas sociais de superexploração do trabalho na América Latina, legitimadas por mecanismos racistas que visam as origens étnicas de suas populações (indígenas e negras). Como contraponto a esse processo, essas populações submetidas a essas lógicas opressivas fortalecem suas experiências de interação social alternativa por meio de práticas culturais e comunicativas que redefinem seus territórios.

A compreensão dessas experiências decoloniais exige epistemologias e metodologias de conhecimento decoloniais. Tais experiências permanecem marginais na academia porque reproduzem uma "divisão internacional do trabalho intelectual" que estabelece a construção de paradigmas teóricos e epistêmicos como centrais nos países centrais do capital, enquanto esses paradigmas são meramente aplicados em continentes periféricos, como a América Latina.

Com base nesse contexto, o presente grupo de trabalho propõe discutir tópicos como:

Experiências de movimentos sociais latino-americanos baseadas em propostas epistemológicas decoloniais e metodologias participativas;

Sociedades alternativas construídas a partir do potencial das classes populares, em particular expressas através de práticas culturais e da reinterpretação de territórios.

Propostas teóricas e metodológicas baseadas em epistemologias decoloniais a partir da perspectiva de formas alternativas de sociabilidade expressas nas experiências das classes populares;

Resistência ao racismo, preconceito, sexismo e xenofobia na perspectiva do potencial para construir formas alternativas de sociabilidade e mudanças na ordem social opressiva.

MARINI, R. Dialética da dependência. México: Era Editorial. 1973
QUIJANO, A. Colonialidade do Poder, Eurocentrismo e América Latina. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

Fundo

O grupo de trabalho proposto é fruto de vínculos estabelecidos pelo Núcleo de Estudos Latino-Americanos em Cultura e Comunicação (CELACC) da Universidade de São Paulo (Brasil), pelo Núcleo de Educação para o Desenvolvimento da Universidade Minuto de Dios (Uniminuto) de Bogotá (Colômbia), pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) com sede na Argentina, pelo Instituto de Estudos Sociais Contemporâneos da Universidade Central de Bogotá (Colômbia) e pelo Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Universidade do Vale do Paraíba (PLUR-Univap) de San José de los Campos (Brasil). Essa articulação institucional teve início em função do projeto de pesquisa internacional coordenado pelo CELACC-USP, intitulado “Movimentos sociais, cultura, comunicação e território em São Paulo, Buenos Aires e Bogotá”, financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e realizado entre 2016 e 2018.

O objetivo geral do projeto era "contribuir para a construção de uma teoria e metodologia para a análise de novos movimentos sociais na América Latina, partindo da necessidade de reconstruir o projeto de esfera pública, tomando como fundamento a crise do modelo tradicional construído sobre a experiência do liberalismo e as particularidades da construção nacional no continente, e destacando elementos que pudessem oferecer possibilidades de reconceitualização desses movimentos sociais, considerando as especificidades da América Latina". Por essa razão, a abordagem metodológica adotada baseou-se nos estudos do educador peruano Oscar Jara Hollyday, intitulados "Sistematização de Experiências e Diálogo com Outras Propostas Metodológicas Participativas", desenvolvidos por pensadores como Fals Borda e Paulo Freire, entre outros.

Com base nisso, o colóquio Brasil-Colômbia sobre metodologias participativas foi realizado em 2017, com a apresentação de sete trabalhos sobre o tema, sendo quatro brasileiros e três colombianos. Os resultados desse colóquio foram publicados em uma edição especial da revista CELACC/USP ExtraPrensa.

A experiência de realizar o projeto possibilitou a articulação de pesquisadores de diferentes instituições que vêm discutindo essas estratégias metodológicas participativas como uma forma de realização e compreensão singulares das experiências dos movimentos sociais, e que apontam para a necessidade de uma discussão mais aprofundada por universidades e intelectuais latino-americanos, em convergência com as teorias da decolonialidade.

As experiências geradas pelos procedimentos metodológicos empregados no projeto mencionado, como os cursos, seminários e encontros realizados com movimentos sociais, revelaram possibilidades inovadoras para a construção do conhecimento por meio de diálogos de saber. Entre os resultados mais significativos dessa experiência, podemos destacar a necessidade de uma discussão sobre o conceito de movimentos sociais, especialmente porque ele continua permeado por uma perspectiva eurocêntrica. Essa perspectiva se baseia na existência de uma esfera pública para incorporar as diversas iniciativas coletivas empreendidas por sujeitos submetidos às lógicas brutais de opressão inerentes à colonialidade do poder. Essas iniciativas apontam para a redefinição de territórios, a reconstrução de fluxos comunicativos e a reconstrução de identidades culturais. Em certos momentos, tais iniciativas se inserem no que Hohmi Bhabha e Stuart Hall chamam de "tempo limiar das minorias", quando analisam as práticas de reivindicação da diversidade por grupos discriminados. Embora essas práticas não desafiem completamente o poder hegemônico da globalização e do capital, elas também impedem que o fluxo de poder se torne totalitário. No entanto, é possível expandir essas experiências por meio do conceito de infrapolítica de James Scott, que postula que todas as iniciativas com um sentido simbólico de contraste à ordem hegemônica possuem significado político; ou por meio de seu conceito de "transcrição oculta". Scott considera esse discurso composto por elementos discursivos e comportamentais geralmente imperceptíveis a um observador externo, mas que representam estratégias essenciais de resistência cotidiana utilizadas por populações marginalizadas contra processos de exploração econômica, violência estrutural e privação sociopolítica impostos pela elite dominante. Essa "transcrição oculta" está fundamentada em uma cultura popular ("cultura folclórica") que define e legitima várias formas de resistência contra a cultura hegemônica da elite e a violência crônica (de alta ou baixa intensidade) perpetrada contra grupos marginalizados por essa cultura (Scott 1985, 1989, 2013).

Com base nessas reflexões, as atividades realizadas em 2016 e 2017 em São Paulo, Buenos Aires e Bogotá facilitaram encontros entre universidades e líderes sociais da periferia (entendidos aqui como todos os envolvidos em ações coletivas em territórios periféricos) que, em defesa dos valores da identidade cultural, redefinem territórios e constroem fluxos alternativos de comunicação e informação. Essas questões foram debatidas em 2018 no Simpósio organizado pelo CELACC.

Por essa razão, entendemos que a construção de um espaço para a reflexão teórica, baseada no pensamento decolonial e articulada com estratégias metodológicas participativas, é o foco das práticas realizadas pelos movimentos sociais nos territórios periféricos da América Latina, razão pela qual é importante compreender suas dinâmicas políticas no continente.

Fundamentos teóricos:

Os fundamentos temáticos da GT Epistemologias decoloniais, territorialidades e cultura Fundamenta-se na epistemologia das teorias decoloniais desenvolvidas por pensadores como Aníbal Quijano, Walter Mignolo, Orlando Fals Borda e Paulo Freire; na teoria marxista da dependência econômica proposta por Ruy Mauro Marini, Theotonio dos Santos e Vania Bambirra; e nas metodologias participativas dos movimentos sociais. Os principais vetores das discussões deste Grupo de Trabalho são a reconfiguração de territórios a partir das práticas realizadas pelos movimentos nessas localidades, a construção de seus próprios fluxos de comunicação (particularmente por meio da apropriação das tecnologias de informação e comunicação), as ressignificações culturais que surgem do confronto entre tradições culturais e históricas e as realidades impostas pelos mecanismos de poder, tudo isso visto como formas de resistência aos mecanismos coloniais de poder.

Assim, a ideia de decolonialidade que o Grupo de Trabalho pretende discutir não é meramente uma conceitualização teórica construída a partir da reflexão acadêmica; antes, é produto de uma sistematização de experiências e práticas realizadas por indivíduos em territórios periféricos. Portanto, é pertinente estabelecer uma interconexão entre o conceito de decolonialidade e o de estratégias participativas, para que as discussões se construam sobre encontros e diálogos de saberes entre a universidade e os movimentos sociais, dentro de uma perspectiva epistêmica afim à proposta de Paulo Freire em sua Pedagogia do Oprimido.

Dessa perspectiva, buscamos relativizar o conhecimento estabelecido e nos comprometer com pesquisas que transformem as condições sob as quais a colonialidade (poder, saber e ser), o patriarcado e diversos sistemas de opressão se reproduzem. Para tanto, interessa-nos compreender as realidades latino-americanas e seus processos políticos a partir da periferia, considerando não apenas a produção geopolítica do saber, mas também a periferização urbana e os setores “rurais” e periurbanos de nossos países latino-americanos. Isso se concretiza por meio de análises comparativas que nos permitem compreender processos, descontinuidades, transformações e continuidades semelhantes.

Para tanto, a proposta deste grupo é reunir pesquisadores, intelectuais “periféricos” que desenvolvem estudos e abordagens a partir de métodos de pesquisa colaborativos e deslocalizados da lógica “positivista”, dos quais se constroem o senso comum e o conhecimento transdisciplinar, visando fortalecer epistemologias descolonizadas.

Alayza, Alejandra e Eduardo Gudynas 2012 (Orgs.). Transições e alternativas ao extrativismo na região andina. Uma perspectiva da Bolívia, Equador e Peru. Lima: Centro Peruano de Estudos Sociais.
Barth, Frederik 1969. Grupos Étnicos e Fronteiras. A Organização Social das Diferenças Culturais. Boston: Little, Brown and Company.
Boccara, Guillaume 2003. “Repensando as margens/Pensando a partir das margens: Cultura, poder e lugar nas fronteiras do Novo Mundo” Identidades: Estudos Globais em Cultura e Poder nº 10, pp. 58-81.
Chomsky, Aviva e Steve Striffler 2007. Sob o Manto do Carvão: Cidades e Multinacionais nas Minas de El Cerrejón, Colômbia. Bogotá: Editorial Pisando Callos.
Coronil, Fernando 2002 [1997]. O Estado Mágico. Natureza, dinheiro e modernidade na Venezuela. Caracas: Nueva Sociedad-Consejo de Desarrollo Científico e Humanístico da Universidade Central da Venezuela.
Bourdieu, Pierre. 1991. A Lógica da Prática. Taurus: Madrid.
Bourgois, Philippe. 1994. Banana, etnicidade e luta social na América Central. San José: Departamento Ecumênico de Pesquisa.
Escobar, Arthur. 2012. A invenção do desenvolvimento. Popayán, Editorial Universidad del Cauca.
Escobar, Arthur. 2014. Sentipensar com a terra. Novas palestras sobre desenvolvimento, território e diferença. Medellín: Edições Unaula.
Fals-Borda, Orlando e Anisur Rahman, Muhammad 1991. Ação e Conhecimento: Quebrando o Monopólio com a Pesquisa-Ação Participativa. Londres: Intermediate Technology Publications.
Femenías, Maria Luisa. (2011, janeiro-junho). Feminismos latino-americanos: uma visão geral. Em La Manzana de la discórdia. 6(1). 53-59.
Femenías, Maria Luisa. (2007). Esboço de um feminismo latino-americano. Em. Artigos. Revista de estudos feministas. Florianópolis. 15(1). 11-25.
Göbel, Barbara e Astrid Ulloa 2014. “Colômbia e extrativismo na América Latina”, em: Göbel, Barbara e Astrid Ulloa (Eds.) Extrativismo mineiro na Colômbia e na América Latina. Bogotá: Editorial Universidade Nacional da Colômbia, pp.
Guber, Rosana 2005. O Selvagem Metropolitano. Reconstrução do Conhecimento Social no Trabalho de Campo. Buenos Aires: Paidos.
Gudynas, Eduardo 2004. “Concepções de natureza e desenvolvimento na América Latina”, em: Pessoa e Sociedade, Vol. 13, nº 1, pp. 101-125.
Hall, Stuart 2010. Sem garantias: trajetórias e problemas nos estudos culturais. Popayán, Edições Envión.
Harvey, David. 2003. O Novo Imperialismo. Oxford: Oxford University Press.
Harvey, David. 1989. A condição da pós-modernidade. Cambridge, Blackwell Publishers.
LeGrand, Catherine 2006. “Histórias Transnacionais: Novas Interpretações de Enclaves na América Latina” Nomads No. 25, pp. 144-154.
Hermitte, Esther 1970. Poder sobrenatural e controle social em uma aldeia maia contemporânea. Cidade do México, Instituto Interamericano do Índio.
Hill Collins, Patricia. (2000-2009). Pensamento Feminista Negro: Conhecimento, Consciência e a Política do Empoderamento. Nova York e Londres: Routledge Classics.

Hill Collins, Patricia. (2004). Política sexual negra. Afro-americanos, gênero e o novo racismo. Nova York e Londres: Routledge Classics.

hooks, bell. (2004). Mulheres negras. Moldando a teoria feminista. Em hooks, bell et al. Outras inapropriadas, feminismo das fronteiras. Madrid: Traficantes de sueños.
Lugones, M. (2008). Colonialidade e Gênero. Tabula Rasa. (9). 73-101.
Mbembe, Achille 2011. Necropolítica. Madri: Melusina Editorial.
Mbembe, Achille 2006. “A banalidade do poder e a estética da vulgaridade na pós-colônia” em: Gupta, Akhil e Arhadna Sharma (orgs.) A Antropologia do Estado. Ao Leitor. Malden, Blackwell Publishing, pp. 381-400.
Nacuzzi, Lidia R. 2002. “Lendo nas entrelinhas: uma dúvida eterna sobre certezas”. In: Sergio Visacovsky e Rosana Guber (orgs.). História e estilos de trabalho de campo na Argentina. 229-262. Buenos Aires, Editorial Antropofagia.
Nash, junho de 2008. Nós comemos as minas. As minas nos comem.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/11/2019 al 31/10/2020)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Ativar dois programas de pesquisa que integrem as pesquisas realizadas pelos diferentes pesquisadores do GT de forma descentralizada ou conjunta, a fim de construir percursos conceituais e metodológicos que possam articular as pesquisas em andamento.

Esses programas são:

1. Territorialidades, processos de mobilização social e resistência popular.

2. Feminismos decoloniais e economias diversas.

1. Territorialidades, processos de mobilização social e resistência popular.
Desenvolvimento dos seguintes projetos de pesquisa:

2020-2022. Projeto de Pesquisa Prolam/Celacc/Eca/Usp/Brasil - Movimentos Sociais, Cultura, Comunicação e Território em Cidades Latino-Americanas. Investigadores Principais: Dennis Oliveira e Fabiana Felix do Amaral e Silva.
2020-2021 - Prolam/Celacc/Eca/Usp/Brasil - Projeto de Pesquisa: Periferias Insurgentes: O Potencial das Iniciativas Culturais e Midiáticas de Jovens da Periferia. Pesquisadores Principais: Dennis Oliveira, João Roque, Maira Carvalho Moraes

2020-2022 Celacc/Eca/Usp/Brasil - Projeto de Pesquisa: Movimentos Sociais e Ações Coletivas: Por Outro Sistema Político em Territórios Periféricos da América Latina
.Pesquisadoras principais: Fabiana Felix do Amaral e Silva


2019-2022. RELAM. Violência, mobilização social e resistência em áreas urbanas marginalizadas da América Latina e do Caribe. Investigadores principais: Jean Francois Mayer e Tina Hilgers.


2019-2020. CED-Uniminuto. Projeto de pesquisa “Reconhecimento e recuperação coletiva de experiências locais de resistência ao extrativismo no sul de Bogotá: histórias, transformações sociais e territórios em disputa”. Investigadora principal: Tatiana Gutiérrez.

2020-2022. Uniminuto. Projeto de pesquisa sobre conectividade socioecológica no sul de Bolívar. Investigadora Principal: Tatiana Gutiérrez.

2020-2021. CED-Uniminuto. Projeto de pesquisa sobre Consultas Populares e Territorialidades na Resistência. (Participação de estudantes do grupo de pesquisa do CED). Investigador principal: Carlos Rincón.


2019-2020. Uma Verdade sob a Perspectiva das Vítimas: Contribuições Metodológicas para Esclarecer os Efeitos do Conflito Armado Interno com Organizações Afro-Colombianas em Buenaventura. IESCO - Investigador Principal: Yilson Beltran.

2019-2021. Construção social do território a partir de uma perspectiva intercultural crítica – 2019 Piloto Universidade da Colômbia -
2020. Celebrações andinas em bairros informais da cidade de Buenos Aires. FLACSO Argentina. Investigadora principal: Paula Mascías. (Em busca de financiamento).
2020. Construção de indicadores de desenvolvimento territorial para territórios com patrimônio arqueológico. FLACSO Argentina. Investigadora principal: Paula Mascías. (Em busca de financiamento).

Desenvolvimento de pelo menos 5 projetos de pesquisa descentralizados ou conjuntos entre os membros do Grupo durante os três anos de trabalho do GT.
A maioria deles possui financiamento próprio.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Promover o intercâmbio presencial dos diferentes projetos de pesquisa dos dois programas, tanto de pesquisadores do GT quanto de outros pesquisadores da região.
Eventos e reuniões da GT
1. Reunião de trabalho. Reunião GT. (Primeiro semestre de 2020). Buenos Aires. Argentina. Instituição anfitriã: FLACSO. Nesta primeira reunião, serão realizadas discussões conceituais e metodológicas que servirão de base para o desenvolvimento descentralizado da pesquisa, a fim de melhor esclarecer a articulação da mesma nos dois programas de pesquisa propostos.
2º Simpósio: Cultura como Possibilidade de Encontro e Integração na América Latina. Instituição anfitriã: CELACC-São Paulo (Brasil). Segundo semestre de 2020.

Publicações
1. 2020. Livro sobre movimentos sociais, cultura, comunicação e território em São Paulo, Bogotá e Buenos Aires.

Organização de um encontro anual de trabalho da GT e de um simpósio internacional no Brasil, além da publicação de dois livros baseados em pesquisas de centros membros da GT.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Considerando a natureza da pesquisa, propõe-se a criação de programas de diploma baseados em três experiências para contribuir com o fortalecimento das organizações sociais e de suas lideranças.
Seguem algumas propostas de programas de diploma que poderiam ser parte integrante da pesquisa avançada:
1. Cursos de diploma em formação em liderança coletiva e territorialidades. Contribuição das cartografias e metodologias participativas.

Construção coletiva de uma proposta de diploma voltada para organizações sociais em processos de resistência, que possa ser replicada em pelo menos três países da região com organizações sociais.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer a colaboração com algumas redes e programas latino-americanos para contribuir com discussões conceituais e metodológicas.
Mobilidade docente entre os seguintes programas de pós-graduação.
1. Prolam. Programa de Pós-Graduação em Integração Latino-Americana (Mestrado e Doutorado). -USP- Brasil
2. Mestrado em Pesquisa sobre Problemas Sociais Contemporâneos. IESCO - Universidade Central.
3. Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Nacional da Costa Rica.
4. Doutorado em Gestão Territorial Sustentável. Universidade Piloto.
5. Curso Internacional de Pós-Graduação em Gestão e Políticas em Cultura e Comunicação, FLACSO Argentina.
6. Projeto de Mestrado em Estudos Sociais com ênfase em transformações e desenvolvimento (CED e FCCH - Uniminuto).
7. Doutorado e Mestrado em Ciência Política (Universidade Concordia - RELAM)
8. Doutorado e Mestrado em Planejamento Urbano e Regional (Universidade do Vale do Paraíba PLUR/UNIVAP-Brasil)

Fortalecimento da colaboração com a Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS). Um dos membros é o vice-presidente da ALAS e, possivelmente, outro dos pesquisadores do Grupo de Trabalho será o representante colombiano na ALAS.
Conclusão de pelo menos um estágio de ensino por um membro do GT, nas áreas de pesquisa e ensino.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/11/2020 al 31/10/2021)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Ativar dois programas de pesquisa que integrem as pesquisas realizadas pelos diferentes pesquisadores do GT de forma descentralizada ou conjunta, a fim de construir percursos conceituais e metodológicos que possam articular as pesquisas em andamento.
2. Feminismos decoloniais e economias diversas.
2020-2022.

2019. Subjetividades e Economias Comunitárias: um
Diálogo de experiências entre a Área Territorial de Formação e Reintegração de Icononzo, Tolima e o bairro de Santa Rosa, Bogotá. (2019) IESCO - Universidade Central. Investigadora Principal: Andrea Neira. (Caso ETCR-Icononzo).


2019-2020. CED-Uniminuto. Projeto de pesquisa: Subjetividades e economias comunitárias: um
Diálogo de experiências entre a Área Territorial de Formação e Reintegração de Icononzo, Tolima, e o bairro de Santa Rosa, Bogotá. Investigadora principal: Girlandrey Sandoval (Estudo de Caso do Bairro de Santa Rosa)


2019-2020. Políticas Audiovisuais e Perspectivas Dissidentes. Estudo de Recepção sobre Representações Televisivas de Pessoas Trans*, Travestis e Não-Binárias. FLACSO Argentina. Investigadora Principal: Belén Igarzábal.

2020 - 2021 Emergências de uma economia feminista. Etnografia multilocal das práticas de cuidado propostas pelas FARC nos ETCRs de Icononzo- Tolima e Mutatá- Urabá Antioqueño (2020) IESCO - Investigadora Principal: Andrea Neira.

2020-2022 - CELACC. Feminismo negro e periférico. Investigadora principal: Elite Edwiges Barbosa.

2019-2020. CED-Uniminuto. Projeto de pesquisa “Reconhecimento e recuperação coletiva de experiências locais de resistência ao extrativismo no sul de Bogotá: histórias, transformações sociais e territórios em disputa”. Investigadora principal: Tatiana Gutiérrez.
Desenvolvimento de pelo menos 5 projetos de pesquisa descentralizados ou conjuntos entre os membros do Grupo durante os três anos de trabalho do GT.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Promover o intercâmbio presencial dos diferentes projetos de pesquisa dos dois programas, tanto de pesquisadores do GT quanto de outros pesquisadores da região.
Eventos e reuniões da GT
1. Encontro-Colóquio em aliança de centros e unidades sobre pensamento crítico na América Latina (Instituições anfitriãs: CED UNIMINUTO; IESCO - Universidade Central; Universidade Piloto). Primeiro semestre de 2021.

Reunião do grupo de trabalho em Flaco/Buenos Aires

Livro “Territórios e ética para a vida” (Colômbia; CED-IESCO).
Organização de uma reunião de trabalho do GT e de um colóquio em Bogotá sobre pensamento crítico latino-americano.
e a publicação de um livro baseado em pesquisas dos centros membros da GT
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Considerando a natureza da pesquisa, propõe-se a criação de programas de diploma baseados em três experiências para contribuir com o fortalecimento das organizações sociais e de suas lideranças.
2. Diploma em Economias Comunitárias e Feministas.
Construção coletiva de uma proposta de diploma voltada para organizações sociais em processos de resistência, que possa ser replicada em pelo menos três países da região com organizações sociais.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer a colaboração com algumas redes e programas latino-americanos para contribuir com discussões conceituais e metodológicas.
Mobilidade docente entre os seguintes programas de pós-graduação.
1. Prolam. Programa de Pós-Graduação em Integração Latino-Americana (Mestrado e Doutorado). -USP- Brasil
2. Mestrado em Pesquisa sobre Problemas Sociais Contemporâneos. IESCO - Universidade Central.
3. Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Nacional da Costa Rica.
4. Doutorado em Gestão Territorial Sustentável. Universidade Piloto.
5. Curso Internacional de Pós-Graduação em Gestão e Políticas em Cultura e Comunicação, FLACSO Argentina.
6. Projeto de Mestrado em Estudos Sociais com ênfase em transformações e desenvolvimento (CED e FCCH - Uniminuto).
7. Doutorado e Mestrado em Ciência Política (Universidade Concordia - RELAM)
8. Doutorado e Mestrado em Planejamento Urbano e Regional (Universidade do Vale do Paraíba PLUR/UNIVAP-Brasil)

Fortalecimento da colaboração com a Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS). Um dos membros é o vice-presidente da ALAS e, possivelmente, outro dos pesquisadores do Grupo de Trabalho será o representante colombiano na ALAS.
Conclusão de pelo menos um estágio de ensino por um membro do GT, nas áreas de pesquisa e ensino.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/11/2021 al 31/10/2022)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Ativar dois programas de pesquisa que integrem as pesquisas realizadas pelos diferentes pesquisadores do GT de forma descentralizada ou conjunta, a fim de construir percursos conceituais e metodológicos que possam articular as pesquisas em andamento.
2020-2022. RELAM - IESCO Universidad Central - CELACC. Reconstrução de território e espaço de trabalho informal: Mulheres negras e estratégias de sobrevivência e desenvolvimento socioeconômico no Brasil, Colômbia e Jamaica. Investigadoras principais: Jean Francois Mayer, Andrea Neira, Eliete Barbosa.

2020-2022. Prolam/Celacc/Eca/Usp/Brasil
Projeto de Pesquisa - Movimentos Sociais, Cultura, Comunicação e Território em Cidades Latino-Americanas. Investigadores Principais: Dennis Oliveira e Fabiana Felix do Amaral e Silva.
2020-2022 Celacc/Eca/Usp/Brasil - Projeto de Pesquisa: Movimentos Sociais e Ações Coletivas: Por Outro Sistema Político em Territórios Periféricos da América Latina
.Pesquisadoras principais: Fabiana Felix do Amaral e Silva

2019-2022. RELAM. Violência, mobilização social e resistência em áreas urbanas marginalizadas da América Latina e do Caribe. Investigadores principais: Jean Francois Mayer e Tina Hilgers.
2020-2022. Uniminuto. Projeto de pesquisa sobre conectividade socioecológica no sul de Bolívar. Investigadora Principal: Tatiana Gutiérrez.

2020-2022 - CELACC. Feminismo negro e periférico. Investigadora principal: Elite Edwiges Barbosa.

2020-2022. Pensamento Crítico Latino-Americano. Investigadora Principal: Vivian Urquidi.
Ativar dois programas de pesquisa que integrem as pesquisas realizadas pelos diferentes pesquisadores do GT de forma descentralizada ou conjunta, a fim de construir percursos conceituais e metodológicos que possam articular as pesquisas em andamento.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Promover o intercâmbio presencial dos diferentes projetos de pesquisa dos dois programas, tanto de pesquisadores do GT quanto de outros pesquisadores da região.
Evento: Encontro na América Central. (Colaboração entre RELAM e FLACSO Costa Rica). Segundo semestre de 2021.

Livros e publicações
3. 2021-2022. Livro que reúne os resultados da pesquisa desenvolvida no GT. (Compilações).
4. Edições especiais das revistas internacionais Nómadas del IESCO e Revista Extraprensa del CELACC, sobre os dois programas de pesquisa.
5. 2021-2022. Livro sobre Violência, Mobilização e Resistência. (RELAM).
Organização de um encontro na América Central sobre epistemologias e cultura decoloniais e reunião de trabalho do GT

Publicação de um livro com os resultados da pesquisa desenvolvida em GT (baseada em eventos anteriores), um livro sobre violência.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Considerando a natureza da pesquisa, propõe-se a criação de programas de diploma baseados em três experiências para contribuir com o fortalecimento das organizações sociais e de suas lideranças.
3. Diploma. Cidades para o povo. Pelo direito à cidade.
Construção coletiva de uma proposta de diploma voltada para organizações sociais em processos de resistência, que possa ser replicada em pelo menos três países da região com organizações sociais.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer a colaboração com algumas redes e programas latino-americanos para contribuir com discussões conceituais e metodológicas.
Mobilidade docente entre os seguintes programas de pós-graduação.
1. Prolam. Programa de Pós-Graduação em Integração Latino-Americana (Mestrado e Doutorado). -USP- Brasil
2. Mestrado em Pesquisa sobre Problemas Sociais Contemporâneos. IESCO - Universidade Central.
3. Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Nacional da Costa Rica.
4. Doutorado em Gestão Territorial Sustentável. Universidade Piloto.
5. Curso Internacional de Pós-Graduação em Gestão e Políticas em Cultura e Comunicação, FLACSO Argentina.
6. Projeto de Mestrado em Estudos Sociais com ênfase em transformações e desenvolvimento (CED e FCCH - Uniminuto).
7. Doutorado e Mestrado em Ciência Política (Universidade Concordia - RELAM)
8. Doutorado e Mestrado em Planejamento Urbano e Regional (Universidade do Vale do Paraíba PLUR/UNIVAP-Brasil)

Fortalecimento da colaboração com a Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS). Um dos membros é o vice-presidente da ALAS e, possivelmente, outro dos pesquisadores do Grupo de Trabalho será o representante colombiano na ALAS.
Conclusão de pelo menos um estágio de ensino por um membro do GT, nas áreas de pesquisa e ensino.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 24
Gabriel Medina Carrasco
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Abelardo Morales-Gâmboa [Coordenador]
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Eliete Edwiges Barbosa
Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação - ECA-USP
Brasil
Girlandrey Sandoval Acosta
Centro de Educação para o Desenvolvimento
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Tatiana Paola Gutiérrez Alarcón
Centro de Educação para o Desenvolvimento
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Belén Igarzábal
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Daniel Alejandro Ramirez Lopez
Escola Popular de Cultura para a Paz
Bolívia
Verônica Renata López Najera
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Paula Mascias
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Carlos Andrés Rincón Arias
Centro de Educação para o Desenvolvimento
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Germán Andrés Cortés Millán
Universidade Piloto da Colômbia
Colômbia
Vanessa Tatiana Azeñas Mallea
Escola Plurinacional de Gestão Pública
Bolívia
Máira Carvalho De Moraes
Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação - ECA-USP
Brasil
Mauricio Alejandro Sepúlveda Galeas
Universidade do Chile
Chile
Jean François Mayer
Rede de Estudos Latino-Americanos de Montreal
Canadá
Vivian Grace Fernández Davila Urquidi
Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina
Universidade de São Paulo
Brasil
Andrea Neira Cruz [Coordenador]
Instituto de Estudos Sociais Contemporâneos
universidade central
Colômbia
Eliane De Souza Almeida
Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação - ECA-USP
Brasil
Jaime Rodolfo Rios Burga
Pós-graduação
-Universidade Nacional de Educação Enrique Guzmán y Valle
Peru
Yilson Javier Beltrán Barrera
Instituto de Estudos Sociais Contemporâneos
universidade central
Colômbia
João Roque da Silva Júnior
Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina
Universidade de São Paulo
Brasil
Fabiana Félix do Amaral E Silva
Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação - ECA-USP
Brasil
Dennis De Oliveira [Coordenador]
Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina
Universidade de São Paulo
Brasil
Patrícia Cecília Galletti
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina




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