Área temática: Políticas educacionais e o direito à educação

Grupo de trabalhoEducação e vida comunitária

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Educação e vida comunitária
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Manuel Sebastián Barros
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

No plano de trabalho para o triênio anterior, delineamos nossa intenção de examinar a relação entre as esferas pública e privada e de esclarecer o vínculo entre educação e vida comunitária. Ambas as questões envolviam a análise de diversos processos em países da região, processos que, no entanto, estavam sujeitos a dinâmicas homogeneizadoras. Foi o caso dos processos de reforma educacional e do surgimento de políticas públicas voltadas para a privatização da educação e, em sua forma mais avançada, para a mercantilização do desenvolvimento pessoal; bem como para a ampliação do significado de educação, que passou a abranger algo além da transmissão institucionalizada de conhecimento no ambiente escolar.

Ao propormos a renovação deste Grupo de Trabalho, acreditamos ser importante revisitar essas questões, destacando o contexto em transformação em alguns países da América Latina. Mudanças governamentais em países como México, Argentina, Brasil e Paraguai; a incerteza na Venezuela; e as transformações políticas em alguns discursos governamentais, como no Equador e na Bolívia; ou em países como Chile, Colômbia e Peru, onde ajustes estruturais aprofundaram diferentes lógicas governamentais; em todos os casos, a região emerge como uma região que passou por transformações estruturais e redefinições dos significados de educação e "bens comuns", e da educação como parte dos bens comuns. A "razão neoliberal" (Dardot e Laval, 2013) articula politicamente certos conteúdos em nível regional, impondo a necessidade de precisão em relação às questões que reúnem este Grupo de Trabalho.

Como argumentam Dardot e Laval (2013), o neoliberalismo é uma racionalidade governamental. Não se trata meramente de uma ideologia ou de uma política econômica, pois tende a dar sentido, a “estruturar e organizar”, as ações tanto daqueles que governam quanto daqueles que são governados. Nas palavras dos autores: “O neoliberalismo pode ser definido como o conjunto de discursos, práticas e mecanismos que determinam um novo modo de governança da humanidade segundo o princípio universal da competição. Ora, como se concretiza essa determinação de um novo modo de governança? A questão não é estranha às ciências sociais; de fato, o marxismo gramsciano já explicava como o poder deve ser construído a partir da noção de um sujeito ativo, mobilizado e convencido da legitimidade que guia suas ações. A noção de hegemonia refere-se tanto à posição estrutural dos sujeitos quanto às identificações que resultam de suas articulações políticas.”

Portanto, devemos nos questionar sobre três questões que nortearão o trabalho na continuidade das atividades deste GT.

a. Que ideia de bens comuns o neoliberalismo defende? O que a comunidade proclamada pelo discurso e pelas práticas neoliberais tem em comum? Se um de seus elementos-chave, como argumentam Dardot e Laval, é a imposição do princípio universal da competição, qual o impacto desse princípio nas formas de pensar, organizar e atribuir significado aos bens comuns? Em circunstâncias históricas em que as posições dos sujeitos intervenientes são diversas e mutáveis, e em que as identidades políticas são híbridas e fragmentadas, será crucial especificar os efeitos do neoliberalismo no reposicionamento das disputas entre o global e o local, com suas diferentes expressões territoriais. Responder a essas questões exigirá uma investigação precisa das formas locais e da tensão que elas geram com a suposta universalidade da ordem neoliberal.

b. Qual o papel da educação, em seu sentido mais amplo, conforme definido em nosso trabalho anterior, nessa ideia de comunidade? De que maneiras o princípio da competição é imposto? Que significados esse princípio adquire? Como o princípio da competição é articulado e aceito, mas também resistido e reinterpretado, nos diferentes contextos em que conduzimos nossa pesquisa na região? Um dos pontos-chave do trabalho anterior deste Grupo de Trabalho é que, como mencionado no relatório de 2019, a atuação dos protagonistas nos processos educacionais tinha um outro lado, já que eles eram simultaneamente "limitados" por políticas públicas. Nesta nova edição do Grupo de Trabalho, buscamos responder a essas questões, partindo do pressuposto de que o conhecimento que circula nem sempre é socialmente legítimo, mas que, ainda assim, inclui processos intensamente formativos para alcançar legitimidade. Em outras palavras, a hegemonia neoliberal, como todas as hegemonias, encontra seus limites nessas lacunas formativas que emergem na educação, tanto na educação formal quanto em concepções mais amplas de educação.

c. Em que medida o neoliberalismo estabeleceu uma forma particular de geração de conhecimento nas universidades? Como o discurso neoliberal impacta as preocupações daqueles de nós que somos pesquisadores, professores, estudantes e/ou administradores em instituições de ensino superior? As políticas neoliberais desafiam nossa compreensão do ensino superior, buscando redefinir a própria ideia de universidade, sua relação com as instituições de mercado e/ou com os atores com os quais interage na comunidade. Isso abre espaço para debates sobre questões relevantes, como as próprias identidades do que se entende por universidade e pelo próprio conhecimento.

Laval, Christian e Dardot, Pierre (2013). A Nova Razão do Mundo. Ensaio sobre a Sociedade Neoliberal. Barcelona, ​​Editora Gedisa.
Buenfil, Rosa Nidia (2014). “A escola também deve ser problematizada”. Seminário Internacional O Futuro da Escola. Revista Avance y Perspectiva, http://avanceyperspectiva.Cinvestav.mx/5560/la-escuela-publica-tambien-debe-serproblematizada
Naranjo Giraldo, Gloria (2016) “Políticas de dissidência e lutas migrantes: uma abordagem às práticas emergentes de cidadanias transfronteiriças”, Colômbia Internacional, 88, setembro-dezembro, 57-78.
Rabotnikof, Nora. (2005). Em busca de um terreno comum. Espaço público na teoria política contemporânea. México: Instituto de Pesquisas Filosóficas, UNAM.
Saur, Daniel (2014). “Educação além da escola. Experiência educacional e subjetividade”, XI Encontro de Análise do Discurso Político, México, UNAM FES Zaragoza.
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

Partindo dos pontos discutidos na seção anterior, este projeto se concentra na relação entre os bens comuns e a educação no contexto da expansão do discurso neoliberal e seu enraizamento nas práticas socioespaciais da região. Nesse sentido, o Grupo de Trabalho revisita algumas ideias-chave da fundamentação apresentada anteriormente.

A América Latina atravessa atualmente um período marcado por inúmeras tensões, impulsionadas principalmente pelo capitalismo globalizado (Laclau, 2005), que afetam as esferas política, social, cultural e educacional. Nesse contexto de transformações, que merecem uma análise cuidadosa tanto em seu contexto histórico geral quanto em relação às características específicas de cada realidade local, o debate em torno da construção e redefinição da esfera pública (Bobbio, 1998; Rabotnikof, 2005; Minteguiaga, 2006 e 2008) e sua relação com a educação assumem renovada importância.

Diante das múltiplas “ameaças” à vida comunitária, torna-se urgente refletir sobre essa questão, considerando os processos educativos e de subjetivação envolvidos, desde temas mais tradicionais como o papel desempenhado pelas instituições, reformas e políticas educacionais (Treviño e Carbajal, 2015), até outras questões que têm ganhado crescente destaque na pesquisa em ciências sociais, como as formas de participação e construção coletiva da vida pública e política (Melucci, 1999), o impacto das teletecnologias no cotidiano (Derrida, 1998; Verón, 1999 e 2005) e novas formas de construção da cidadania (Naranjo, 2016), entre outras. A defesa da esfera pública é imperativa diante do avanço sem precedentes da desregulamentação, fragmentação, individuação e consumismo, e diante de formas inéditas de insensibilidade e indiferença em relação ao “outro” (Bauman e Donskis, 2015). diante da privatização e colonização dos aparelhos estatais, por meio de formas de ilegalidade e estruturas paraestatais; incluindo até mesmo formas de expansão de mercado impulsionadas por centros transnacionais e locais de poder concentrado, entre outras realidades ameaçadoras (De Sousa Santos, 2005).

O que pretendemos destacar, como questão central para a compreensão do nosso momento histórico, é a construção da vida comunitária e a possibilidade de vislumbrar um futuro compartilhado para as nossas sociedades (Touraine, 2005). Nessa construção, a educação tem sido historicamente de suma importância desde o surgimento dos nossos Estados-nação, moldando os processos de socialização e a inculcação de valores e normas de convivência, e desempenhando um papel decisivo nos laços intergeracionais, na construção da cidadania e na vida coletiva. Partindo desse pressuposto, este projeto busca problematizar e articular o "bem comum" em sua relação com a "educação" (Buenfil, 2014) num contexto de expansão das ideias neoliberais. Essa problematização será realizada por meio dos três grupos de questões levantados acima, com o objetivo de revitalizar a sua compreensão, concebendo essa relação como um problema tanto conceitual quanto empírico. Ou seja, um problema tanto teórico quanto em sua expressão nas diversas realidades da nossa região. O objetivo é analisar, nas diferentes linhas de investigação e nos diferentes contextos nacionais, a ligação entre os bens comuns neoliberais, a sua expressão e as resistências que gera em diferentes formas de educação e criação de conhecimento nos sistemas científicos e nas universidades.

Para responder às questões levantadas anteriormente, o Grupo de Trabalho propõe considerar a educação em sentido amplo (Buenfil, 2007 e 2014; Saur, 2014) e os bens comuns como um elemento cujos limites são contextuais, fluidos e sempre relacionados aos da esfera privada. É importante ressaltar que consideramos relevante abordar essas questões em âmbito regional. Nesse sentido, partimos da ideia de que todo discurso, incluindo, naturalmente, o discurso neoliberal, transforma seu conteúdo ao interagir com outros discursos (Laclau e Mouffe, 1985). Nenhum discurso pode impor autonomamente seus significados a elementos inertes que meramente recebem seu estímulo e respondem sequencialmente de acordo. Ao contrário, toda hegemonia é uma articulação constante sustentada pela contaminação e recomposição mútua de seus elementos constituintes. Portanto, para definir as formas neoliberais de educação e os bens comuns, é essencial considerar o contexto regional e nacional em que o neoliberalismo opera, além de suas manifestações locais. O caráter particular que adquire em cada experiência dependerá dos discursos disponíveis em cada caso. Assim, esta abordagem pressupõe a centralidade da inclusão dos espaços regionais como um eixo interpretativo relevante, dentro de uma análise multiescalar e geopolítica que envolve dimensões nacionais e globais. A premissa subjacente é que as dinâmicas nacionais na região, embora sigam os determinantes globais do neoliberalismo, adquirem características locais quando são territorializadas. Será especialmente importante para este Grupo de Trabalho, portanto, investigar essas formas de articulação e os efeitos entre o discurso neoliberal e as experiências relacionadas a território, gênero, juventude, políticas públicas, políticas educacionais em todos os níveis, incluindo o universitário, a administração e a produção de conhecimento acadêmico/científico.

Essa articulação problemática entre os bens comuns e a educação em contextos neoliberais envolve uma multiplicidade de temas e níveis analíticos, que podem ser abordados a partir de diversas perspectivas teóricas e metodológicas, bem como de tradições e desenvolvimentos conceituais. Dentre essa multiplicidade de temas, identificamos três que serão de particular interesse para o Grupo de Trabalho e que sintetizam os conjuntos de questões levantadas anteriormente.

- Esclarecer a ideia de comum e comunidade que sustenta o discurso neoliberal na região.

- Analisar o papel que a educação, em seu sentido mais amplo, desempenha nessa ideia de comunidade.

- Analisar os efeitos das práticas neoliberais no trabalho universitário.

Este projeto implica, portanto, uma conceitualização da educação baseada em sua conexão com o bem comum e o espaço social compartilhado, dando origem a reajustes e disputas entre instituições, políticas, sujeitos individuais e coletivos, organizações civis, o Estado, a mídia e outros. Cabe ressaltar que nossa compreensão do público e do educacional está invariavelmente ancorada nas discussões e perspectivas mais tradicionais ou convencionais sobre educação, política, políticas públicas, participação e democracia; mas é evidente que vamos além disso. Embora reconheçamos a importância desses aspectos para a análise e a luta pela observância dos direitos, o perfil de trabalho do nosso Grupo de Trabalho e sua abordagem teórica e analítica consistem em engajar uma discussão com outros processos políticos, culturais e sociais contemporâneos de média e longa duração, a fim de transcender a compreensão convencional da educação, das políticas públicas e da esfera pública (Delgado, 2005; Arfuch, 2010).

Arfuch, Leonor (2010). “Metamorfose do Estado. Mutações profundas do espaço público”, em Revista Ñ, 12 de março. http://edant.revistaenie.clarin.com/notas/2010/03/13/_-02158042.htm
Bobbio, Norberto (1998). Estado Moderno e Sociedade, México: Fondo de Cultura Económica.
Buenfil, Rosa Nídia (2007). “Introdução”, em Padierna Jiménez, P. e Maríñez, R. (coords.) Educação e comunicação: tecidas a partir da Análise Política do Discurso, México: Juan Pablos & PAPDI.
Buenfil, Rosa Nidia (2014). “A escola também deve ser problematizada”. Seminário Internacional O Futuro da Escola. Revista Avance y Perspectiva, http://avanceyperspectiva.Cinvestav.mx/5560/la-escuela-publica-tambien-debe-serproblematizada
Laval, Christian e Dardot, Pierre (2013). A Nova Razão do Mundo. Ensaio sobre a Sociedade Neoliberal. Barcelona, ​​Editora Gedisa.
De Sousa Santos, Boaventura. (2005). A universidade no século XXI. Por uma reforma democrática e emancipatória da universidade, Buenos Aires: Miño y Dávila.
Delgado, Manuel (2005). “Espaço público e comunidade. Da verdade comunitária à comunicação generalizada” em Lisbona, Miguel (Ed.) A comunidade em debate. Reflexões sobre o conceito de comunidade no México contemporâneo, Tuxtla Gutiérrez: Universidade de Ciências e Artes de Chiapas.
Derrida, Jacques (1998). Ultrassonografias de Televisão, Buenos Aires: EUDEBA.
Foucault, Michel (1999). Estética, Ética e Hermenêutica. Barcelona: Paidós.
Laclau, Ernesto & Mouffe Chantal (1987) Hegemonia e estratégia socialista. Madrid: Siglo XXI.
Laclau, Ernesto (2005) Razão Populista, Buenos Aires, Fondo de Cultura Económica.
Melucci, Alberto (1999). Ação coletiva, cotidiano e democracia. México: El Colégio de México.
Minteguiaga, Analía. (2006). A natureza pública da educação pública: a reforma educacional dos anos noventa na Argentina. México: FLACSO.
Minteguiaga, Analía (2008). “Dossiê: O público: Estado e sociedade civil na América Latina” em Íconos Nº 32., Equador: FLACSO.
Naranjo Giraldo, Gloria (2016) “Políticas de dissidência e lutas migrantes: uma abordagem às práticas emergentes de cidadanias transfronteiriças”, Colômbia Internacional, 88, setembro-dezembro, 57-78.
Rabotnikof, Nora. (2005). Em busca de um terreno comum. Espaço público na teoria política contemporânea. México: Instituto de Pesquisas Filosóficas, UNAM.
Saur, Daniel (2014). “Educação além da escola. Experiência educacional e subjetividade”, XI Encontro de Análise do Discurso Político, México, UNAM FES Zaragoza.
Treviño Ronzón, Ernesto e José Carbajal Romero (2015) (coordenadores) Políticas de Subjetividade e Pesquisa Educacional. México: PAPDI, BALAM.
Touraine, Alain (2005). Podemos morar juntos? Igual e diferente. México: Fundo de Cultura Econômica.
Verón, Eliseo (1999). Efeitos da agenda, Buenos Aires: Gedisa.
Verón, Eliseo (2005). Fragmentos de tecido, Buenos Aires: Gedisa
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/11/2019 al 31/10/2020)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
1. Esclarecer a ideia de “comum” e comunidade que sustenta o discurso neoliberal na região.
1. Oficina de leitura interna que será realizada na plataforma virtual da CLACSO.

2. Planejar o trabalho de campo para o segundo ano nos diferentes países e grupos envolvidos.
1. Sistematização dos dados e seleção de um corpus de análise para o trabalho em cada país.

2. Colóquio Regional “Comunidade e Neoliberalismo na América Latina”. Outubro de 2020.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Debate público sobre a configuração da educação como objeto político

2. Divulgar os avanços teóricos, metodológicos e analíticos da pesquisa da GT em diferentes fóruns acadêmicos.

3. Impactar o desenvolvimento de recursos humanos e os programas de pós-graduação.

4. Promover a publicação das atividades de GT fora do circuito acadêmico habitual para atividades de divulgação.
1. Organização de dois fóruns públicos regionais para a divulgação dos processos e progressos alcançados pela GT.

2. Participação como Grupo de Trabalho em eventos científicos internacionais anuais.
1. Ministrar aulas em programas de pós-graduação na forma de seminários e workshops sobre os temas e linhas de pesquisa do projeto.

2. Oferecer um seminário virtual na plataforma CLACSO.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Contribuir para o diálogo entre as ciências sociais e o discurso público sobre reformas e espaço político educacional, levando em consideração a diversidade regional.

2. Influenciar a esfera política e as políticas nos níveis local, nacional e regional em relação à educação.

3. Estabelecer contato com organizações sociais interessadas nos temas abordados neste projeto, a fim de disponibilizar o conhecimento gerado a elas e recuperar seus conhecimentos e experiências.

4. Interagir com organizações internacionais e governos locais para ampliar o debate sobre educação, bens comuns e política.
1. Convidar organizações da sociedade civil, organizações internacionais e representantes governamentais para participar do projeto de pesquisa.

2. Convidar organizações da sociedade civil, organizações internacionais e representantes governamentais dos países membros do GT para participar do colóquio proposto.
1. Análises, sugestões e propostas de políticas públicas e ações direcionadas a entidades educacionais e governamentais nacionais e regionais com as quais os membros do GT interagem em seus diferentes países.

2. Realização de fóruns públicos com organizações da sociedade civil e sindicatos da educação.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Recuperar e aproveitar a experiência adquirida com o trabalho realizado no período anterior em redes de pesquisa nacionais, regionais e internacionais.

2. Promover a pesquisa, a divulgação e a colaboração com outras redes internacionais.
1. Convidar colegas de grupos e redes de pesquisa internacionais para proferir palestras, apresentar trabalhos e avaliar nosso progresso de pesquisa e produtos finais.
1. Participação ativa dos membros da GT nas redes e grupos indicados em atividades de diálogo, troca de experiências e cooperação acadêmica para pesquisa e defesa pública.

2. Intercâmbio de recursos para pesquisa, divulgação e debate público sobre educação, política e participação.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/11/2020 al 31/10/2021)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
1. Analise o papel da educação, em seu sentido mais amplo, na ideia de comunidade neoliberal.
1. Trabalho de campo em cada um dos países com base na seleção do corpus feita na atividade 2 do primeiro ano.

2. Divulgação dos resultados do terceiro trimestre (agosto de 2021).

3. Preparação do trabalho de campo para o terceiro ano.
1. Publicação de artigos individuais ou colaborativos sobre o lugar da educação no discurso neoliberal, sobre o ensino superior público e o neoliberalismo, sobre a dinâmica local dos bens comuns neoliberais.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Participação em debates públicos sobre questões gerais relacionadas à educação.

2. Aprofundar a formação de pós-graduação sobre a ideia de comunidade neoliberal e sobre o significado da educação.

3. Participação em eventos acadêmicos na área de ciências sociais na região.

4. Promover a publicação das atividades de GT fora do circuito acadêmico habitual para atividades de divulgação.
1. Organização de dois fóruns públicos regionais para a divulgação dos processos e progressos alcançados pela GT.

2. Participação como Grupo de Trabalho em eventos científicos internacionais anuais.

3. Formação de recursos humanos de nível de pós-graduação especializados nos problemas deste projeto.

4. Impacto nos programas de pós-graduação em que os membros da GT participam através da proposta de linhas de pesquisa.
1. Simpósio no âmbito do Congresso LASA, 2020.

2. Realização de um colóquio geral do Grupo de Trabalho sobre o tema "Educação na comunidade neoliberal".
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Contribuir para o diálogo na esfera pública sobre o lugar da educação no discurso neoliberal.

2. Investigar as percepções sobre as transformações do ensino superior público em contextos neoliberais.

3. Especificar neste diálogo as especificidades da dinâmica local adquirida pelo neoliberalismo.
1. Convidar organizações da sociedade civil, organizações internacionais e representantes governamentais para participar do projeto de pesquisa.

2. Convidar organizações da sociedade civil, organizações internacionais e representantes governamentais dos países membros do GT para participar do colóquio proposto.
1. Organização e participação em atividades locais para definir o lugar da educação na comunidade neoliberal.

2. Projeto de articulação no âmbito do programa Covecyt, Veracruz, México.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Recuperar e aproveitar a experiência adquirida com o trabalho realizado no período anterior em redes de pesquisa nacionais, regionais e internacionais.

2. Promover a pesquisa, a divulgação e a colaboração com outras redes internacionais.
1. Convidar colegas de grupos e redes internacionais para proferir palestras, apresentar trabalhos e avaliar o progresso e os resultados de nossa pesquisa.
1. Publicação sobre a natureza política da educação com base em reivindicações relacionadas ao acesso à educação.

2. Articular-se com movimentos sociais para discutir possibilidades críticas sobre o papel da educação proposto pelo discurso neoliberal.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/11/2021 al 31/10/2022)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
1. Analise os efeitos das práticas neoliberais no trabalho universitário.
1. Avaliação do impacto do neoliberalismo nos sistemas de ensino superior nos contextos locais abrangidos pelo GT.

2. Avaliação do impacto do neoliberalismo nas instituições nacionais de ciência e tecnologia em cada contexto.
1. Obtenção de dados comparativos sobre sistemas de ensino superior e produção científica.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Participação em debates públicos sobre questões gerais relacionadas ao ensino superior e aos sistemas de produção científica nos países da Grande Tarde.

2. Aprofundar a formação de pós-graduação sobre a ideia de comunidade neoliberal, sobre o significado da educação e sobre o seu impacto no ensino superior e na produção de conhecimento científico.

3. Participação em eventos acadêmicos na área de ciências sociais na região.

4. Promover a publicação das atividades de GT fora do circuito acadêmico habitual para atividades de divulgação.
1. Organização de dois fóruns públicos regionais para a divulgação dos processos e progressos alcançados pela GT.

2. Participação como Grupo de Trabalho em eventos científicos internacionais anuais.

3. Formação de recursos humanos de nível de pós-graduação especializados nos problemas deste projeto.

4. Impacto nos programas de pós-graduação em que os membros da GT participam através da proposta de linhas de pesquisa.
1. Simpósio no âmbito do Congresso da LASA.

2. Realização de um evento acadêmico na Universidade de Antioquia, em Medellín, com a presença do GT.

3. Publicação de um livro sobre o tema “Comunidade, neoliberalismo e educação na América Latina”.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
1. Promover debates coletivos sobre o impacto do neoliberalismo na construção dos bens comuns.
1. Realizar encontros de intercâmbio com os grêmios universitários.

2. Realizar encontros de intercâmbio com movimentos sociais sobre a importância do conhecimento gerado em sistemas públicos de ciência e tecnologia.
1. Organização de eventos conjuntos de transferência e extensão com organizações da sociedade civil ligadas a redes de educação formal e informal.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
1. Promover o impacto das conclusões nos órgãos de coordenação universitária e nos órgãos de ciência e tecnologia dos países envolvidos na GT.
1. Promover a divulgação dos resultados em cada uma das instituições e locais de trabalho dos pesquisadores do GT.
1. Associação com redes do Conselho Mexicano de Pesquisa Educacional relacionadas ao ensino superior.

2. Colaboração com as Sociedades Argentinas e Uruguaias de História da Educação e com a Rede de Estudos sobre o Trabalho Docente (ESTRADO).

3. Organização de um evento conjunto com o grupo acadêmico Mudanças Teóricas nas Ciências Sociais e Humanas.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 20
Sílvia Aparecida de Sousa Fernandes
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe
Universidade Estadual Paulista - UNESP
Brasil
Alejandro Pimienta Betancur
Instituto de Estudos Regionais
Universidade de Antioquia
Colômbia
Ernesto Treviño Ronzon
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
Otto Roberto Yela Fernández
Instituto de Pesquisa Política e Social
Faculdade de Ciências Políticas
Universidade de São Carlos da Guatemala
Guatemala
Raúl Nicolás Muriete
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina
Deicy Patrícia Hurtado Galeano
Instituto de Estudos Políticos
Universidade de Antioquia
Colômbia
Andoni Arenas Martija
Instituto de Geografia, Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, Chile
Chile
Eloísa Bordoli
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Myriam Southwell
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Glória Naranjo Giraldo
Instituto de Estudos Políticos
Universidade de Antioquia
Colômbia
Olaya Ondina Dotel Caraballo
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, República Dominicana
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, República Dominicana
República Dominicana
Anthony Roman
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Daniel Guillermo Saur
Centro de pesquisa
Faculdade de Filosofia e Humanidades
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Ronald Alfonso Casas Osório
Instituto de Estudos Regionais
Universidade de Antioquia
Colômbia
Maria Andrea Gago
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina
Elena Rossibel Muñoz Mejia
Instituto Governamental San Matías
Honduras
Manuel Sebastián Barros [Coordenador]
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina
Cristina Pereyra
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina
Isabel Ramos
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Leonardo Javier Colella
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina




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