Área temática: Esporte e Sociedade

Grupo de trabalhoEsporte, cultura e sociedade

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Esporte, cultura e sociedade
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Rodrigo Andrés Soto Lagos
Escola de Psicologia
Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso
Chile
Verónica Moreira
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

Esta proposta baseia-se em três anos de trabalho anterior do nosso Grupo de Trabalho CLACSO, que se concentrou em políticas públicas relacionadas ao esporte nos países participantes. Um dos principais resultados do projeto foi a identificação do acesso desigual ao esporte e à atividade física para grupos sociais historicamente desfavorecidos. Um resultado secundário foi o reconhecimento de um conjunto de fatores que prejudicam as condições de treinamento e competição de atletas de alto rendimento. Da mesma forma, abordamos a situação de esportes profissionais como futebol e basquete, onde as forças de mercado muitas vezes se sobrepõem à noção de esporte como um direito. Durante esses anos, em meio à crescente mercantilização do campo esportivo, tivemos a oportunidade de conhecer movimentos sociais que lutam pela presença e visibilidade de grupos minoritários nessa arena, bem como organizações de base que realizam atividades diárias para mitigar as consequências negativas da atual fase do capitalismo.  

Diante do panorama do capitalismo global e do avanço de políticas conservadoras na América Latina e no mundo, mas também considerando as experiências alternativas de projetos populares – denominados “pós-neoliberais” – em países da região, este grupo de trabalho pretende discutir diferentes aspectos da articulação entre ESPORTE, CULTURA E SOCIEDADE.

Na América Latina, a partir da segunda metade do século XX e com a adoção do Consenso de Washington (Gentili, 1997), o projeto capitalista neoliberal declarou seu interesse no mercado como promotor da sociedade e como agente legítimo na tomada de decisões públicas. Nesse contexto, o esporte não é exceção. A crescente mercantilização dessa prática também reflete o papel que o esporte desempenha na cultura global, como se observa na organização de grandes eventos esportivos. Contudo, quando programas e eventos esportivos são organizados segundo uma lógica econômica, a consequência é uma persistente disparidade de acesso tanto para participantes quanto para espectadores.

Assim, o interesse universal pelo esporte não se limita à esfera política; ele também se manifesta economicamente por meio da presença de organizações internacionais como o BID, o FMI, o Banco Mundial e a OCDE. Essas organizações investem na promoção do esporte realizando estudos e fornecendo pareceres e diretrizes aos Estados com os quais interagem. Além de estabelecer canais internacionais de financiamento para a implementação de programas semelhantes em toda a América Latina, as abordagens dessas organizações moldam problemas e constroem um grupo social específico como alvo: os vulneráveis. Para eles, um modelo pré-definido e implementado globalmente é oferecido como solução, onde o esporte serve como um instrumento abrangente para abordar diversas questões sociais.

No entanto, a presença e o financiamento dessas organizações internacionais no atual contexto do capitalismo nos países latino-americanos sugerem uma área de discussão que não podemos ignorar: a reflexão sobre a tensão entre a mercantilização de diferentes aspectos da vida dos cidadãos na América Latina e o progresso da expansão e aquisição de direitos em sociedades mais democráticas.

Apesar das diversas realidades dos países que compõem esta rede, nas quais as dinâmicas socioculturais específicas de cada contexto se tornam relevantes, estabelecemos um conjunto de linhas de investigação que nos desafiam enquanto Grupo de Trabalho. Assim, sem perder de vista as particularidades locais, esperamos que as questões que norteiam esta pesquisa conduzam à identificação de padrões relacionados aos problemas que caracterizam a região.

Em primeiro lugar, é essencial continuar estudando as políticas públicas estaduais que promovem o direito de acesso e participação sustentável em atividades físicas e/ou esportivas. Buscamos, portanto, compreender as medidas (ou a falta delas) que os governos em seus diversos níveis (nacional, estadual e municipal) formulam e implementam efetivamente para o crescimento e desenvolvimento inclusivos do esporte e da atividade física. Diante das atuais decisões governamentais, é crucial também compreender as estratégias que as organizações de base utilizam em suas comunidades para negociar o processo de privatização.

Em segundo lugar, idealizar sociedades democráticas implica gerar recursos e informações para criar oportunidades para grupos minoritários e/ou aqueles historicamente relegados ao silêncio e ao ostracismo. Portanto, dentro do atual contexto global dos movimentos pelos direitos das mulheres, um dos temas de discussão entre os membros do Grupo de Trabalho diz respeito às relações de gênero em diversos esportes. Em torno desse tema, pretendemos examinar a construção de masculinidades e feminilidades hegemônicas e alternativas nesse campo, a violência perpetrada contra mulheres e pessoas não conformes com o gênero, as estratégias de organização e defesa de direitos das atletas e a construção de representações de gênero na mídia convencional. Iniciamos a exploração dessa questão em Cuadernos del Mundial (Cadernos da Copa do Mundo), uma coletânea de textos curtos de autores de diferentes países, que refletem sobre a Copa do Mundo Feminina realizada na França entre junho e julho de 2019, coordenada pelo nosso Grupo de Trabalho.

Por que o esporte? Porque ele serve como um espaço para observar como as desigualdades são concebidas e abordadas; como projetos são desenvolvidos para ampliar os direitos de setores vulneráveis ​​e historicamente excluídos; quais medidas estão em vigor para a inclusão de mulheres e atletas com deficiência, tanto no nível amador quanto profissional; quais significados diferentes atores sociais atribuem às práticas esportivas; como a educação física foi concebida ao longo da história nas escolas e nos espaços de treinamento profissional, e como essas práticas são concebidas hoje nessas instituições; e qual o papel dos trabalhadores nesses processos.

Esse processo é catalisado por declarações, propaganda e programas de órgãos e organizações esportivas internacionais que moldam a formação de trabalhadores do esporte, particularmente técnicos esportivos (bem como treinadores, graduados e outras figuras ligadas ao ensino), a partir de uma perspectiva limitada à lógica interna (o que acontece em campo), uma abordagem técnica (referindo-se à técnica, tática e regras) e cujo único objetivo é o recorde (Vaz, 2005). Essa busca por recordes organiza uma lógica piramidal de formação técnica e trajetórias de carreira dos atletas, da iniciação esportiva à especialização e, finalmente, ao esporte de elite. Também organiza a formação de trabalhadores em torno de como construir corpos mais eficazes e eficientes, em uma luta constante, e em última análise frustrada, por um melhor desempenho na definição de uma individualidade, exigindo a constituição de corpos que produzam técnicas como ferramentas para si mesmos — ou seja, corpos autoexplorados. Assim, os corpos devem ser "endurecidos", sacrificados e organizados de acordo com modelos dominantes para ingressar no mercado de trabalho, dependendo das demandas de cada esporte. São os técnicos e treinadores esportivos que, sob a nova hegemonia do "treinador", moldam esses corpos, buscando eliminar falhas e reprimir desempenhos dissidentes. Essas alianças justapostas entre Estado e mercado deveriam levar as universidades latino-americanas, juntamente com organizações sociais, a examinar criticamente e transformar a formação de seus profissionais e pesquisadores, bem como a criar condições para redefinir sua integração ao mercado de trabalho. Caso contrário, o esporte funciona (e funcionou e continuará a funcionar) como um mero reprodutor das relações de poder que o sistema capitalista neoliberal busca perpetuar.

Moreira, Verônica e Soto-Lagos, Rodrigo, eds (2019). Cuadernos del Mundial. Volume 1,2,3,4. Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais.

Gentili, Pablo (1997) O Consenso de Washington e a crise da educação na Revista Archipiélago, número 29, 55-65, Espanha.

Vaz, Alexandre (2005) Doping, esporte, performance: notas sobre os “limites” do corpo. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 27(1), 23-36.
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

O esporte na América Latina tornou-se objeto de estudo no âmbito das ciências sociais desde que diversos pesquisadores se dedicaram ao estudo dessa prática social (Guedes 1977, Da Matta 1982, Archetti 1985). A área de discussão começou a se consolidar com o funcionamento do grupo Esporte e Sociedade do CLACSO, liderado por Pablo Alabarces, que ao longo dos anos formou cientistas sociais que desenvolvem e ampliam esse campo de estudo por meio de pesquisas de graduação e pós-graduação, organização de seminários e publicação de artigos e livros acadêmicos.

O esporte foi apresentado por Simoni Guedes (1977) como uma instituição zero. Isso significa que diversos interesses e disputas estão em jogo em cada prática, multiplicando os significados pelos quais o esporte é compreendido na sociedade. Heinemann (2001) destaca que o esporte não possui valores inerentes. Os valores que envolvem essa instituição social se transformam ao longo da história. Governos, ditaduras, corporações, organizações e comunidades locais construíram maneiras de compreender e promover essa prática na sociedade, em um campo que está sempre em conflito e onde ocorrem imposições, resistências e negociações de significado.    

Archetti, por sua vez, sugeriu que “o esporte, entendido como uma atividade central e não marginal, é um ponto de partida frutífero para capturar importantes processos culturais, históricos e sociais. Os esportes, portanto, representam um espaço complexo para a visualização de identidades, bem como um espaço para códigos sociais e morais dominantes e desafiadores” (Archetti, s.d.: 3). Na mesma linha, Pablo Alabarces (2000) argumenta que: “O esporte não é um ‘reflexo’ de alguma suposta essência da sociedade, mas uma parte integrante dela, além disso, uma parte que pode ser usada como meio de refletir sobre a sociedade” (2000: 11).

A este respeito, Roberto DaMatta (1982) argumenta que o esporte é tão parte da sociedade quanto a sociedade é parte do esporte. Nessa linha, baseando-se na teoria do ritual, ele vê o esporte como um drama social através do qual a sociedade se percebe e se interpreta, propondo o estudo das diferentes maneiras pelas quais essa prática é apropriada.

Eduardo Santa Cruz (1999) destacou que, quando os esportes modernos de origem ocidental surgiram na América Latina, apenas os europeus tinham o direito de praticá-los. Posteriormente, os setores aristocráticos e populares gradualmente adotaram as diversas práticas que hoje conhecemos como esportes. Por essa razão, o aprofundamento dos estudos sobre a dinâmica de apropriação, inclusão-exclusão, acesso, desenvolvimento e promoção do esporte na América Latina permanece essencial.

Para Butler (2002), gênero é um conceito dinâmico e performativo, além de uma construção socio-histórica, vinculada à produção cultural de cada sociedade em um dado momento, e que expõe as relações de poder e dominação inter e intra-gênero. No campo do esporte, os estudos de gênero fornecem as ferramentas epistemológicas e teóricas para compreender as desigualdades de acesso e participação esportiva em setores historicamente marginalizados. Estatísticas na América Latina indicam que mulheres e meninas enfrentam maiores dificuldades para participar de atividades físicas e/ou esportivas do que seus pares do sexo masculino. Essa situação se agrava quando o foco são mulheres e meninas de contextos socioeconômicos vulneráveis. Portanto, este projeto tem particular interesse no estudo de gênero e também na dissidência sexual na esfera esportiva. Por um lado, o objetivo é compreender os fundamentos sociais dos discursos que preservam a hegemonia do gênero masculino (construído em torno de um modelo único: homens brancos, heterossexuais e de classe média) sobre todos os outros gêneros e identidades sexuais. Por outro lado, o objetivo é compreender as ações desses grupos em sua luta para alcançar a igualdade no esporte. Dessa forma, podemos observar as implicações dos papéis de gênero na "esportificação" e "espetacularização" de uma sociedade tecnológica e globalmente orientada pela comunicação, bem como as narrativas (visuais e textuais) que envolvem gênero e corporeidade (Vélez, 2011).

Alabarces, Pablo (2000) Perigo de gol. Estudos sobre esporte e sociedade na América Latina, CLACSO, Buenos Aires.

Archetti, Eduardo (1985) Futebol e ética em Monografias e Relatórios de Pesquisa. Série de Pesquisa, nº 7, FLACSO, Buenos Aires.

Archetti, Eduardo (Sem data) Antropologia do esporte. Manuscrito não publicado.

Butler, Judith (2002) Corpos que importam: sobre os limites materiais e discursivos do sexo, Paidós, Buenos Aires.

Da Matta, Roberto (1982) Esporte na Sociedade: Um ensaio sobre o futebol brasileiro, in Da Matta (org.) Universo do Futebol. Esporte e Sociedade Brasileira, Pinakotheke, Rio de Janeiro.

Guedes, Simoni (1977) O Futebol Brasileiro: Instituição zero. Dissidência do mestre. URFJ, Rio de Janeiro.

Heinemann, Klaus (2001) Os valores do Esporte. Uma perspectiva sociológica. Educação Física e Esportes, nº 64, pp. 17-25, Catalunha.

Vaz, Alexandre (2005) Doping, esporte, performance: notas sobre os “limites” do corpo. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 27(1), 23-36.

Vélez, Beatriz (2011) Futebol das arquibancadas. Paixões e fantasias, Editora Sílaba, Medellín.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/11/2019 al 31/10/2020)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Discuta as desigualdades no acesso, desenvolvimento e promoção do esporte na América Latina.

Desenvolver projetos de pesquisa nacionais para identificar os aspectos críticos que promovem ou resistem às desigualdades vivenciadas pelas populações latino-americanas no acesso, desenvolvimento e promoção do esporte, permitindo-nos realizar estudos comparativos.
Criação de equipes nacionais de pesquisa com a inclusão de estudantes em fase de formação.

Reuniões periódicas para discussão teórica e planejamento metodológico de grupos de trabalho nacionais.

O desenho do trabalho de campo e a metodologia indicaram a necessidade de obter dados qualitativos e quantitativos relevantes para cada país.
Consolidação de equipes nacionais de pesquisa.

Integração de jovens pesquisadores em formação em grupos de trabalho.

Obtenção de dados qualitativos e quantitativos confiáveis ​​para uso por agências estatais, ONGs e organizações internacionais.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Comunicar os resultados das pesquisas de pesquisadores em estudos sociais do esporte na América Latina.

Gerar reflexões e estudos comparativos que permitam consolidar os temas de estudo propostos.

Comunicar os resultados da pesquisa nacional – e, quando forem obtidos resultados de comparação regional – a um público amplo.
Realizar um seminário internacional (na mesma cidade e país do encontro anual) para compartilhar os resultados da pesquisa nacional.

Realização de estudos comparativos para consolidar a área de estudo proposta, impactando a formação das novas gerações.

Criação de um site que permita a comunicação dos resultados e discussões que os membros do Grupo de Trabalho desenvolverão durante o período.

Participe dos meios de comunicação da CLACSO: CLACSO TV e Megafón.
Um congresso internacional sobre estudos sociais do esporte é realizado no âmbito do GT.

Um livro anual é publicado com os resultados das pesquisas realizadas pelos membros do GT.

Pelo menos três artigos são escritos anualmente comparando as realidades latino-americanas presentes no GT.

Os resultados da pesquisa são divulgados por meio de vídeos, podcasts, pôsteres e brochuras.
Artigos de opinião também são escritos e enviados para veículos de comunicação nacionais e internacionais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Promover o diálogo com diferentes atores sociais ligados ao esporte para consolidar as agendas de trabalho nos níveis local, nacional e regional.
Realizar pelo menos uma atividade de debate em cada país que reúna atores ligados ao mundo do esporte (políticos, atletas, acadêmicos, espectadores, dirigentes, público em geral), de preferência em espaços alternativos à pesquisa científica.
Construir e fortalecer espaços de diálogo e trabalho com diferentes atores sociais envolvidos no mundo do esporte (dirigentes, políticos, atletas, espectadores, jornalistas).

Promover projetos de pesquisa e extensão e criar um terreno fértil para novas propostas.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer a Rede de Estudos Sociais do Esporte na América Latina, buscando a participação de pesquisadores da América Central, Bolívia e Paraguai.

Fortalecer a presença dos Estudos Sociais do Esporte nas redes acadêmicas latino-americanas (LASA, ALAS) e globais (Associação Internacional de Sociologia do Esporte – ISSA).
Reuniões para formalizar o acordo de formação de uma Rede de Estudos Sociais sobre Esporte nos Estados Unidos.

Comunicação com redes ou associações globais para estudos sociais do esporte
Fortalecimento dos Estudos Sociais do Esporte em redes acadêmicas internacionais: LASA, ALAS, ISSA, por exemplo.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/11/2020 al 31/10/2021)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Vincular a pesquisa nacional com pelo menos um país do continente que faça parte da GT
Criação de artigos acadêmicos colaborativos entre os membros do GT.
Criação de um livro compilado que reúne os resultados das pesquisas dos membros do GT.
Preparação de publicações sobre o progresso da pesquisa para revistas científicas e de divulgação científica.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Comunicar os resultados das pesquisas de pesquisadores em estudos sociais do esporte na América Latina.

Gerar reflexões e estudos comparativos que permitam consolidar os temas de estudo propostos.

Comunicar os resultados da pesquisa nacional – e, quando forem obtidos resultados de comparação regional – a um público amplo.
Realizar um seminário internacional (na mesma cidade e país do encontro anual) para compartilhar os resultados da pesquisa nacional.

Realização de estudos comparativos para consolidar a área de estudo proposta, impactando a formação das novas gerações.

Criação de um site que permita a comunicação dos resultados e discussões que os membros do Grupo de Trabalho desenvolverão durante o período.
Um congresso internacional sobre estudos sociais do esporte é realizado no âmbito do GT.

Um livro anual é publicado com os resultados das pesquisas realizadas pelos membros do GT.

Pelo menos três artigos são escritos anualmente comparando as realidades latino-americanas presentes no GT.

Os resultados da pesquisa são divulgados por meio de vídeos, podcasts, pôsteres e brochuras.
Artigos de opinião também são escritos e enviados para veículos de comunicação nacionais e internacionais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Estabelecer vínculos com organizações dedicadas ao desenvolvimento e à promoção local do esporte em cada país.
Oferecer consultoria ou treinamento para adequar o conhecimento produzido às suas necessidades.
As organizações esportivas são fortalecidas graças ao conhecimento produzido no âmbito do GT.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer a pesquisa sobre "esporte e gênero" por meio de parcerias com o UNICEF e/ou a UNESCO.
Reuniões, facilitadas pela CLACSO, com a UNICEF e/ou a UNESCO.
Entre em contato com a UNICEF ou a UNESCO.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/11/2021 al 31/10/2022)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Promover espaços de discussão sobre acesso, desenvolvimento e promoção do esporte entre os centros de pesquisa.
Organizar reuniões regionais anuais para coordenar as ações a serem tomadas no ano seguinte.
Consolidação de espaços de discussão sobre o problema de "esporte e desigualdades" em ambientes acadêmicos (seminários, cursos, exposições científicas, publicações).
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Comunicar os resultados das pesquisas de pesquisadores em estudos sociais do esporte na América Latina.

Gerar reflexões e estudos comparativos que permitam consolidar os temas de estudo propostos.
Comunicar os resultados da pesquisa nacional – e, quando forem obtidos resultados de comparação regional – a um público amplo.

Comunicar os resultados da pesquisa nacional – e, quando forem obtidos resultados de comparação regional – a um público amplo.
Reuniões periódicas para discussão teórica e planejamento metodológico de grupos de trabalho nacionais.
Um congresso internacional sobre estudos sociais do esporte é realizado no âmbito do GT.

Um livro anual é publicado com os resultados das pesquisas realizadas pelos membros do GT.

Pelo menos três artigos são escritos anualmente comparando as realidades latino-americanas presentes no GT.

Os resultados da pesquisa são divulgados por meio de vídeos, podcasts, pôsteres e brochuras.
Artigos de opinião também são escritos e enviados para veículos de comunicação nacionais e internacionais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Intervir e participar nos espaços de debate dos meios de comunicação de massa e dos meios de comunicação alternativos para promover e divulgar as nossas propostas.
Estabelecer e fortalecer relações com a mídia tradicional e a mídia alternativa para garantir a visibilidade e a promoção de nossa pesquisa.
Apresentação em espaços de propostas, conceitos e conhecimento construídos pelo grupo no debate nacional e internacional e na opinião pública.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Fortalecer a pesquisa sobre "esporte e gênero" por meio de parcerias com o UNICEF e/ou a UNESCO.
Reuniões, facilitadas pela CLACSO, com a UNICEF e/ou a UNESCO.
Entre em contato com a UNICEF ou a UNESCO.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 71
Elizabeth Oviedo
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Cooperativa da Colômbia
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Cooperativa da Colômbia
Colômbia
Ezequiel Omar Juaristi

Mauro Alonso Navarrete Jerez
Universidade do Chile
Chile
Diego Alsina
Universidade da República
Uruguai
Verónica Moreira [Coordenador]
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Mariane Da Silva Pisani
Universidade Federal do Tocantins
Brasil
Beatriz Velez
O Instituto Nacional de Pesquisa Científica
Canadá
Nemias Gomez Perez
Doutorado em Estudos Sociais
Faculdade de Ciências e Educação
Universidade Francisco Jose de Calda
Colômbia
Alexandre Fernandez Vaz
Universidade Federal de Santa Catarina
Brasil
Alejo Levoratti
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Barbara Zas Ros
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Fernando Carrión
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Fernando Rossetto Gallego Campos
Instituto Federal de Santa Catarina – Câmpus Chapecó; e Universidade Federal da Fronteira Sul - Programa de Pós-Graduação em Geografia
Brasil
Erik Valenzuela
Mestrado em Comunicação
Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso
Chile
Eduardo Santa Cruz
Centro de Estudos de Comunicação
Instituto de Comunicação e Imagem
Universidade do Chile
Chile
Ana María Martínez Santamaría
O Coletivo Filhas de Sagu
El Salvador
Rita Lorena Arambuena
Instituto de Linguística, Folclore e Arqueologia (ILFYA); Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde; Universidade Nacional de Santiago del Estero.
Argentina
Martina Pastorino Barcia
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Gustavo Andrada Bandeira
UFRGS
Brasil
Luiz Fernando Rojo
Universidade Federal Fluminense
Brasil
Belén Bonamy
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Alejandro Rodríguez
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Dana Milena Chávarro Bermeo

Dana Milena Chávarro Bermeo

Diego Murzi
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Gabriela Ardila Biela
Universidade de Hamburgo
Alemanha
Raquel Da Silveira
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Carlos José Jerves Córdova
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Carmen Luz López Miari
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Débora Majul
Centro de Estudos Avançados
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Marina De Mattos Dantas
Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil
Revista Roger
Departamento de Ciências Sociais e Políticas
Universidade Ibero-Americana
México
Nemesia Hijós
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Onésimo Rodríguez
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Pablo Kopelovich
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Sandra Gener Serralta
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Luca Benvenga
Universidade de Salento
Itália
Liber Benítez
Instituto Superior de Educação Física / Universidade da República
Uruguai
Claudia Yaneth Martínez Mina
Corporação Universitária do Caribe
Colômbia
Ileana Wenetz
Universidade Federal do Espírito Santo
Brasil
Javier Jagai Szlifman
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Bruno Mora
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação
Universidade da República
Uruguai
Dalia Angelita Hernández Castillo
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Rodrigo Andrés Soto Lagos [Coordenador]
Escola de Psicologia
Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso
Chile
Júlia Hang
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Jorge Ricardo Saraví
Faculdade de Ciências Humanas e da Educação. UNLP
Argentina
Isabel Sáenz Gutiérrez
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Andrea Quiroga
Instituto Superior de Educação Física - UdelaR
Uruguai
Hugo Alejandro Avendaño Santoyo
Universidade Ibero-Americana, Cidade do México
México
Jair Buitrago Barrera
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Federico Czesli
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Federico Wainstein Diana
Instituto Superior de Educação Física - Universidade da República
Uruguai
Nicolás Cabrera
Instituto de Antropologia de Córdoba (IDACOR) - Universidade Nacional de Córdoba (UNC)
Argentina
Mauro Myskiw
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Sérgio Varela Hernández
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Brenda Danae Perea Estrada
Universidade Ibero-Americana
México
Carmen Virgínia Hilda Pozo Rios
Universidade Católica
Bolívia
Diana Mancera Mesa
Escola de Gestão Desportiva (Barcelona)
Espanha
Pamela Joras
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
Brasil
Mariana Elizabeth Ibarra
Faculdade de Ciências Humanas - Universidade Nacional de Salta
Argentina
Rosa Magdalena Rivera Fernández
Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica
Cuba
Florencia Gastaminza
Faculdade de Psicologia da Universidade Nacional de La Plata
Faculdade de Psicologia
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Norberto Portela Angarita
Universidade de Cundinamarca
Colômbia
Ivan Martinez Garcia
O Colégio de Saint Louis AC
México
Sérgio Fernández González
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Carlos Vergara Constella
Pontifícia Universidade Católica
Chile
Jorge Rosendo Negro Álvarez
Universidade Ibero-Americana, Cidade do México
México
Marcelo Moraes e Silva
Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Brasil
Aldo Panfichi
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Leonardo Esteban Riffo Morón
ACADEMIA UNIVERSITÁRIA DE HUMANISMO CRISTÃO
Chile
Sebastião Gabriel Rosa
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais (IDIHCS/CONICET)
Argentina




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