Área temática: Estado e Políticas Públicas
Grupo de trabalhoEstados Disputados
[+ Ver produções e conteúdo]Unidade de Pós-Graduação
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos
Área de Coordenação de Pós-Graduação, Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Após as duas primeiras décadas do século XXI, a região enfrenta novamente uma crise multifacetada, com a questão do Estado mais uma vez no centro. Na sequência da ascensão e subsequente colapso dos governos conhecidos como “progressistas” ou o que o Grupo de Trabalho denominou “ciclo de desafio ao neoliberalismo na América Latina” (CINAL) em suas pesquisas, tornou-se evidente o ressurgimento de forças de direita, a retomada do neoliberalismo e a interferência de centros de poder globais em escala continental. A avaliação do período precedente, ainda aberta a debate, revela, entre outras coisas, que o ciclo teve início com a onda de mobilização do final da década de 1990, em resposta à forte imposição do neoliberalismo, mas também que a região sofreu uma profunda crise econômica, social e político-ideológica.
Partindo de uma plataforma de lutas populares, não necessariamente plenamente representadas nos governos da CINAL, e no âmbito de um aumento do preço de commodities Durante os primeiros dez anos, configurou-se um cenário de relativa autonomia para esses aparelhos governamentais em relação aos poderes locais tradicionais e ao intervencionismo de potências, particularmente dos Estados Unidos, situação que permitiu o estabelecimento – em graus variáveis dependendo de cada caso – de uma série de conquistas sociais exigidas pelos protestos e propôs uma importante alteração no padrão de hegemonia tanto nacional quanto regional, que incluiu um aprofundamento dos laços econômico-financeiros com a China.
Na primeira área, a retomada do debate sobre o papel do Estado diante da miséria social que marcou o final do século XX mostrou-se fundamental, e a implementação de “pactos de consumo e emprego” desempenhou um papel significativo, garantindo aos setores mais pobres acesso a bens de consumo e lançando as bases materiais para uma possível nova hegemonia. Contudo, essas ações não foram acompanhadas pela construção de formas independentes de poder, corporificadas em um novo arcabouço institucional estatal e sustentadas a partir da base como alternativa à democracia representativa liberal, nem por uma transformação sociocultural mais ampla que desse raízes sólidas aos desafios à pregação do individualismo, às práticas predatórias e à extrema mercantilização da própria vida que caracterizam o atual estágio do capitalismo global. Essa situação tornou-se ainda mais evidente a partir de 2008 com a queda dos preços do petróleo e a perda dos excedentes que possibilitavam a expansão do consumo e dos gastos públicos, sinalizando alguns dos limites do extrativismo e da dependência econômica de bens primários de exportação.
Em nível regional, emergiu uma das características mais marcantes do Fórum de Integração Latino-Americana (CINAL): a recuperação da identidade latino-americana por meio da formação de blocos capazes de limitar o intervencionismo estadunidense, como demonstrado pelo desmantelamento da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Contudo, mostrou-se impossível transcender a fase de acumulação neoliberal. Pelo contrário, a dependência desses países em relação aos centros de poder globais tendeu a se intensificar, e o caráter primariamente exportador de suas economias se exacerbou, com a China desempenhando um papel cada vez mais relevante como ator geopolítico e econômico na disputa regional. Esse fato, aliado ao avanço de acordos bilaterais entre os Estados Unidos e países onde o neoliberalismo assumiu sua forma mais extrema ao longo do período do CINAL, fomentou a reprodução do padrão centro-periferia em termos de comércio, reprimarização e especialização produtiva.
Ao longo do desenvolvimento da CINAL, o espaço do Estado permaneceu em constante disputa. Diante da falta de resposta dos governos a algumas das questões mais críticas do período — fator que, entre outros, manteve viva a mobilização social — e sob a influência velada dos Estados Unidos e a participação ativa de governos regionais firmemente alinhados ao neoliberalismo, como os da Colômbia e do México, a direita do continente mobilizou um repertório ofensivo renovado para recuperar o terreno perdido em termos de controle dos aparelhos estatais e construção hegemônica. Isso deu origem a diversas formas de golpes de Estado, guerra midiática, sabotagem econômica e novos fenômenos transnacionais como... lawfare -guerra jurídica para deslegitimar as forças do chamado "progressismo", como no caso emblemático do Brasil- ou a participação política ativa do evangelismo que, em seus aspectos mais reacionários, conduziu uma verdadeira cruzada ideológica e cultural de caráter ultraconservador.
Essa amálgama de elementos, com as particularidades de cada caso, tornou-se terreno fértil para uma transformação crítica no equilíbrio de poder que sustentava os governos da CINAL, fomentando seu enfraquecimento extremo, como na Venezuela e no Equador, e até mesmo sua completa queda, como nos casos do Brasil e da Argentina, por exemplo. Essa transição em aberto na qual a região se encontra trouxe à tona a intensificação de diversos problemas transversais, como a corrupção — que comprometeu a integridade institucional em países como Peru, Haiti e Porto Rico —, o aumento da violência social, bem como da violência política por meio da perseguição a ativistas sociais, a crescente militarização da vida cotidiana, a crise ambiental e o aumento da migração em múltiplos pontos ao longo das fronteiras assoladas por conflitos em todo o continente, tudo isso no contexto da crise econômica global semipermanente que persiste há mais de uma década.
Este é um estado de coisas que exige discussão e reflexão sobre as lições aprendidas com o CINAL, para analisar as características desta renovação da direita e do neoliberalismo na região, mas também para identificar os pontos de escape, as alternativas e as possibilidades transformadoras que emergem com um novo ciclo de lutas populares, particularmente feministas, territoriais-ambientais, estudantis, bem como múltiplos processos de construção de poder local a partir da comunidade e em níveis subnacionais do Estado.
Assim, surgem questões centrais sobre o grau de reversibilidade e reestruturação conservadora das conquistas — não sem certas limitações e ambiguidades, mas cristalizadas em determinadas políticas públicas e na expansão de direitos — após o desastre neoliberal e a queda da CINAL, e em que medida essas forças de direita, as elites políticas e as classes dominantes conseguirão construir uma nova hegemonia por meio de um "consenso ativo", ou privilegiarão a dominação, a força e a violência (política e/ou monetária) de múltiplos signos — ainda que seletivos, em graus cada vez mais amplos — diante das circunstâncias em transformação.
Ao mesmo tempo, é importante identificar claramente o que há de novo nessa recomposição da lógica neoliberal, levando em consideração a situação crítica pela qual essa forma de organização social, econômica e político-ideológica passou no final do século XX. Trata-se da reencarnação do que era considerado moribundo ou implica novas expressões da dinâmica capitalista na região?
Chávez, Daniel; Ouviña, Hernán e Thwaites Rey, Mabel (editores) (2018) Venezuela: leituras urgentes do sul, CLACSO, IEALC e TNI, Buenos Aires/Amsterdã.
Dardot Pierre e Laval Christian (2013) A nova razão do mundo. Ensaio sobre a sociedade neoliberal, Editorial Gedisa, Buenos Aires.
Gago, Verónica et al (2014) “Existe uma nova forma-Estado? Notas latino-americanas”, na Revista Utopía y Praxis Latinoamericana Número 66, Universidade de Zulia, Maracaibo.
Gaudichaud, Franck; Webber, Jeffery e Modonesi, Massimo (2019) Governos progressistas latino-americanos do século XXI. Ensaios de interpretação histórica, UNAM, México.
Katz, Claudio (2012) Os dilemas da esquerda na América Latina, Editora Luxemburgo, Buenos Aires.
Modonesi, Massimo (2017) Revoluções Passivas na América Latina, Editorial Itaca, México
Mokrani, Dunia (2018) “Reflexões sobre a democracia e o significado de um governo de movimentos sociais na Bolívia”, CLACSO, Buenos Aires.
Oliver, Lucio (comp.) (2016) Transformações recentes do Estado integral na América Latina, UNAM, México.
Oszlak, Oscar e O'Donnell, Guillermo (1982) “Estado e políticas estatais na América Latina: rumo a uma estratégia de pesquisa”, em Revista Venezuelana de Desenvolvimento Administrativo, nº 1, Caracas.
Ouviña, Hernán e Thwaites Rey, Mabel (orgs.) (2019) Estados em disputa. Ascensão e fratura do ciclo de desafio ao neoliberalismo na América Latina, Editorial El Colectivo, CLACSO, IEALC, Buenos Aires.
Ramírez Gallego, Franklin (2018) “Equador: legitimação neoliberal e dilemas da crítica”, na Revista Nueva Sociedad Web, recuperado em 10 de agosto de 2019.
Rauber, Isabel (2010) Revoluções de baixo para cima. Governos populares e mudança social na América Latina, Editorial Peña Lillo, Buenos Aires.
Sousa Santos, Boaventura (2010) A refundação do Estado na América Latina, Editora Antropofagia, Buenos Aires.
Svampa, Maristella (2017) Da mudança de era ao fim do ciclo: governos progressistas, extrativismo e movimentos sociais na América Latina, Editorial Edhasa, Buenos Aires.
Viaña, Jorge (2014) Configuração e horizontes do Estado plurinacional: disputa de projetos sociais e formação do bloco histórico, Centro de Pesquisa Social, La Paz.
VV.AA. (2009) O Estado: campo de luta, Editorial La Muela del Diablo, La Paz.
Thwaites Rey, Mabel (editora) (2012) O Estado na América Latina. Continuidades e rupturas, CLACSO e Editorial ARCIS, Santiago do Chile.
A proposta do Grupo de Trabalho baseia-se na enriquecedora experiência de grupos anteriores (que compartilham o mesmo foco de pesquisa há 10 anos), composta por quase todos os membros deste novo projeto de renovação. Essa experiência permitiu-nos explorar as particularidades, as semelhanças e as transformações da condição de Estado na América Latina e no Caribe, tanto em termos de sua configuração e desenvolvimento histórico, quanto no contexto da instabilidade continental dos últimos anos. Entre 2010 e 2019, nosso grupo realizou uma análise detalhada da morfologia interna dos Estados latino-americanos, examinando suas mudanças e continuidades internas em relação às dinâmicas de poder existentes, às restrições regionais e ao sistema capitalista global. A partir de diversas perspectivas e interpretações, pudemos compreender a complexa realidade desses Estados, tanto em seus aspectos mais gerais quanto em relação a questões nacionais e/ou plurinacionais específicas. Partimos da observação de que, no alvorecer do novo século, iniciou-se na região um ciclo em que o papel do Estado começou a adquirir uma centralidade renovada, tanto no nível valorativo-ideológico quanto nas práticas concretas, que optamos por definir como "ciclo de desafio ao neoliberalismo na América Latina" (CINAL).
Da mesma forma, em um nível analítico, partimos do pressuposto de que o Estado — como arena de conflito e materialização de uma correlação de forças que é, por definição, assimétrica e instável — embora não seja uma entidade neutra, não pode ser considerado um bloco monolítico a serviço das classes dominantes. Em vez disso, deve ser visto como uma esfera constitutivamente contraditória, marcada por lutas e disputas. Portanto, o ciclo inaugurado na região pelos governos genericamente denominados "progressistas" não pode ser interpretado de forma homogênea em todo o continente. Isso porque, durante os últimos quinze a vinte anos, a América Latina e o Caribe vivenciaram realidades distintas, tanto em termos de duração quanto em seu desafio ao arcabouço neoliberal tradicional, com graus e nuances variáveis em seus níveis de radicalismo e distanciamento deste.
Contudo, certas mudanças no equilíbrio de poder em alguns países se intensificaram, impactando os níveis regional, continental (e até mesmo global). Isso levou a um claro retrocesso nas propostas e no consenso desenvolvidos anos atrás por esses governos. De fato, a atual situação regional parece ser marcada por declínio, uma abrupta perda de legitimidade e confronto direto com quase todos esses governos progressistas, vários dos quais foram depostos do poder. Isso ocorreu paralelamente a uma notável ascensão de coalizões de direita em disputas eleitorais e a uma contraofensiva imperial que não poupa recursos para fomentar a desestabilização institucional de alguns desses processos em curso.
Essa mudança no equilíbrio de poder em nível regional parece ter lançado uma sombra sobre o ciclo de contestação do neoliberalismo ao qual aludimos na fase anterior da GT, o qual, nos últimos tempos, tem dado origem a leituras conflitantes sobre seu esgotamento, desaceleração, fechamento ou ruptura, dependendo da interpretação, abrindo uma nova gama de tópicos que alimentam pesquisas futuras.
Dado o panorama de extrema instabilidade e ambivalência que descrevemos, algumas das transformações que procuraremos analisar nesta nova etapa do Grupo de Trabalho são as seguintes: a construção de uma forma de Estado com um perfil autoritário renovado que ameaça as frágeis democracias da região e tende a exacerbar certas políticas neoliberais; a dimensão patriarcal da dominação e as consequências das lutas de gênero em termos de políticas públicas; a dinâmica do lawfare e a criminalização da política; os horizontes e limitações evidenciados na construção de Estados plurinacionais; as tensões e iniciativas para a reconfiguração dos blocos regionais criados nos processos de integração em curso, face aos centros de poder global; bem como as disputas em torno dos projetos de remunicipalização e das modalidades de participação cidadã em nível subnacional. Esses são alguns dos eixos que nortearão nossas reflexões. Por sua vez, estamos testemunhando a possível renovação de forças políticas em países como Argentina e Bolívia, que, juntamente com o México, a erosão da legitimidade política e um certo declínio evidenciado no nível socioeconômico no Brasil, lançam luz sobre as novas formas que a condensação de interesses progressistas assumirá no continente.
Em suma, a nova fase do GT redobrará os esforços para desvendar as transformações do Estado contemporâneo na região, bem como as relações entre Estado, poder e sociedade civil, ou o que chamamos em termos gramscianos de Estado integral, com o objetivo de provocar análises concretas e comparativas que abordem as tensões, os caminhos, as práticas e as representações em que a condição de Estado se cristaliza nos diferentes cenários abertos da América Latina e do Caribe.
Anzorena, Claudia (2013) Mulheres no tecido do Estado. Uma leitura feminista das políticas públicas, Editora Ediunc, Mendoza.
Dardot, Pierre e Laval, Christian (2019) “Anatomia do novo neoliberalismo”, no portal Viento Sur, consultado em 2 de agosto de 2019.
Caetano, Gerardo (2019) “A esquerda e a «confusão democrática»”, Nueva Sociedad N. 281. NUSO, Buenos Aires.
García Linera, Alvaro (2018) “Rumo a uma segunda onda do ciclo progressivo continental e global”, na Revista de Análisis Político La Migraña, Vice-Presidência do Estado Plurinacional da Bolívia, La Paz.
Gaudichaud, Franck; Webber, Jeffery e Modonesi, Massimo (2019) Governos progressistas latino-americanos do século XXI. Ensaios de interpretação histórica, UNAM, México.
Mazariegos, Mónica (2018) "Refundando o Estado: assumindo contradições e explorando possibilidades de uma ruptura epistêmica", na Revista Eutopía Número 3, Universidade Rafael Landívar, Guatemala.
Mendes, Conrado Hubner (2019) “A política do pânico e circo”, em Almeida et al. Democracia no penhasco? 22 ensaios na Folha Brasil, Companhia das Letras, São Paulo.
Oro, Ari Pedro (2019) “Considerações sobre o campo evangélico brasileiro”, Nueva Sociedad N. 280, NUSO, Buenos Aires.
Ouviña, Hernán e Thwaites Rey, Mabel (orgs.) (2018) Estados em disputa. Ascensão e fratura do ciclo de desafio ao neoliberalismo na América Latina, CLACSO/Editorial El Colectivo/IEALC, Buenos Aires.
Ospina Peralta, Pablo (2019) "Equador: Existe realmente uma “virada à direita"? Do correísmo ao morenismo", na Revista Nueva Sociedad N. 280, NUSO, Buenos Aires.
Puello Socarras, José Francisco (2018) "A chamada acumulação empreendedora. O Estado empreendedor do Novo Neoliberalismo no século 21", comunicação apresentada no VIII Seminário Internacional Novo Pensamento Administrativo, Universidad del Valle, 3 de outubro de 2018, Cali, Colômbia.
Ramírez, Franklin, (2011) “Participação, desconfiança política e transformação do Estado”, em Estado do país. Relatório Zero. Equador 1950-2010, PUCE, FLACSO, ESPOL, Universidade de Cuenca, Quito.
Rivera Cusicanqui, Silvia (2010) Violência encoberta na Bolívia. Pedra rota, La Paz.
Ruiz, Carlos (2019) Política no Neoliberalismo. Experiências Latino-Americanas, Editora LOM, Santiago, Chile.
Runciman, David (2018) Como a democracia chega ao fim. São Paulo, Ainda.
Segato, Rita (2016) A Guerra Contra as Mulheres, Editorial Traficantes de Sueños, Madrid.
Silva Flores, Consuelo; Noyola Rodríguez, Ariel e Kan, Julian (coord.) (2018) América Latina: Uma integração regional fragmentada e sem direção, CLACSO/IADE, Buenos Aires.
Singer, André, Boito Jr, Armando et al (2016) Por que gritamos golpe?: para entender o impeachment da crise política no Brasil, Editora Boitempo, São Paulo.
Zavaleta Mercado, René (2009) A autodeterminação das massas, Antologia editada por Luis Tapia, CLACSO/Editorial Siglos del Hombre, Bogotá.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
-Investigar as transformações concretas pelas quais passaram os Estados da América Latina e do Caribe no atual contexto de abertura em nível regional e global, bem como as particularidades de cada situação nacional e plurinacional.
-Fortalecer a perspectiva epistemológica e teórico-política latino-americanista e comparativa.
-Buscar, a longo prazo, uma metodologia comum que permita uma troca articulada entre os membros do GT.
-Lançamento público de uma chamada para a formação de uma Rede de Estudos sobre o Estado no Sul Global.
- Reuniões e intercâmbios virtuais via Skype, permitindo o compartilhamento de leituras, análises e progressos de pesquisa relacionados ao foco do GT.
-Promoção de workshops que permitam divulgar os temas de trabalho do GT e criação de círculos de discussão nos espaços de trabalho dos membros do grupo.
-Relatório específico da reunião presencial (em formato de áudio e texto, ambos editados)
-Formação de uma Rede de Estudos sobre o Estado no Sul Global.
- Esboço de técnicas de trabalho comuns, com vistas à criação de uma orientação metodológica compartilhada.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
-Continuar e renovar o conteúdo da página virtual da GT, de forma a ampliar a divulgação e o intercâmbio de materiais, bem como a produção de artigos e as atividades promovidas pela GT.
-Publicação de versões resumidas dos trabalhos apresentados na ALAS em Lima (Peru) no site da GT e divulgação dos links nas redes sociais.
-Elaboração de um boletim informativo virtual para sistematizar e divulgar nas redes sociais o progresso das pesquisas e debates do GT, socializado mensalmente por meio de e-mails em cadeia, listas de discussão e WhatsApp.
-Realizar workshops relacionados a questões de Estado nos diferentes espaços de trabalho dos membros do GT.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
- Promover acordos de cooperação com entidades ou agências estatais e não governamentais, nacionais e/ou regionais.
-Oficinas de formação política, coorganizadas com movimentos sociais, sindicatos e organizações políticas da região.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
-Realização de workshops com representantes de diferentes expositores e estudos de caso.
- Reunião de intercâmbio e desenvolvimento de uma agenda comum com a equipe de pesquisa do projeto "Remunicipalização Global e a Virada Pós-Neoliberal" (Universidade de Glasgow, Reino Unido).
-Divulgação da produção acadêmica de e com outras instituições.
-Convite para participar da Rede de Estudos sobre o Estado no Sul Global.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
- Alcançar a cristalização de uma versão preliminar coletiva com contribuições de pesquisas em andamento, visando discuti-la publicamente em espaços acadêmicos.
- Participação na Semana Acadêmica de Ciência Política e Sociologia da UNILA, apresentando trabalhos em andamento.
- Participação no Congresso Internacional da ALAS com painéis compostos por membros do GT e uma reunião geral do grupo neste âmbito.
-Apelo público para que equipes de pesquisa e grupos de trabalho se juntem à Rede de Estudos sobre o Estado no Sul Global.
- Reuniões e intercâmbios virtuais via Skype, permitindo o compartilhamento de leituras, análises e progressos de pesquisa relacionados ao foco do GT.
- Fortalecimento e expansão da Rede de Estudos sobre o Estado no Sul Global.
- Publicação dos trabalhos e apresentações, em formato de artigos acadêmicos, em um dossiê focado no tema do Estado na América Latina e no Caribe, coordenado por membros do GT, na Revista OLAC, publicada pelo IEALC-UBA.
- Ter uma presença significativa em termos de referência teórica, debates e recursos de pesquisa atualizados para alunos de graduação da UNILA, entre outras instituições participantes da Semana Acadêmica de Ciência Política e Sociologia.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
-Aumentar os intercâmbios intelectuais e políticos entre o GT e vários grupos e coletivos de pesquisadores da região sobre a questão do Estado na América Latina e no Caribe.
-Promover a participação e/ou incorporação como GT em plataformas virtuais de divulgação e troca de material sobre as atividades promovidas pelo grupo.
-Atualização do site da GT, publicação dos resultados parciais das investigações realizadas, bem como áudios, entrevistas e vídeos editados, contendo parte das intervenções durante as reuniões e eventos em que a GT participa.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Realizar encontros conjuntos com o Instituto de Estado, Sociedade e Política (ILAESP) da Universidade da Integração Latino-Americana (UNILA) para coordenar uma agenda comum de troca de conhecimentos.
- Promover o intercâmbio de pesquisadores com o Programa de Mestrado em Integração Contemporânea da América Latina da UNILA, a fim de contribuir para as linhas de pesquisa existentes e abrir novas no futuro, no âmbito dos estudos de pós-graduação.
- Realização de um minicurso sobre Teoria do Estado e contribuições da Teoria Social Latino-Americana, na UNILA, com a participação dos membros do GT e membros que puderem vir a Foz do Iguaçu, Brasil.
- Desenvolver um encontro acadêmico com o Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos da UNAM.
- Espera-se que uma agenda comum possa ser alcançada como resultado do diálogo e debate sobre a questão do Estado na atualidade, no âmbito do GT e da UNILA.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
- Reuniões e intercâmbios virtuais via Skype, permitindo o compartilhamento de leituras, análises e progressos de pesquisa relacionados ao foco do GT.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
-Promover, no âmbito da Semana Acadêmica de Ciência Política e Sociologia da UNILA, a discussão de temas relacionados aos problemas do Estado.
-Revisar, sistematizar e editar, no formato de artigos acadêmicos e capítulos de livros, os resultados do processo de pesquisa realizado pelo GT
-Atualização e renovação do site da GT, publicação dos resultados finais das pesquisas realizadas, bem como áudios, entrevistas e vídeos editados, contendo parte das intervenções durante as reuniões e eventos em que a GT participa, além de artigos de divulgação escritos especificamente para o site.
- Realização de exposições com obras dedicadas à dinâmica estatal em diferentes países da região, em particular, durante a Semana Acadêmica mencionada anteriormente, na UNILA, que conta com a presença de estudantes de 12 países da região.
-Alcançar um nível de produção coletiva de conhecimento que torne a GT uma fonte de dados e referências teóricas, bem como inspiração para aqueles que investigam a ação do Estado a partir de diferentes disciplinas, em estudos de graduação e pós-graduação, e em áreas de formação ligadas à organização política e à participação cidadã.
-Sucesso na publicação dos artigos desenvolvidos em revistas acadêmicas especializadas e de circulação geral, bem como em uma compilação em formato de livro, contendo os resultados gerais como um GT.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
-Socialização dessa experiência pedagógica nos movimentos sociais aos quais os membros do GT estão vinculados.
- Promover o exercício da cidadania ativa e da democracia participativa.
-Publicação em formato de livreto dos principais debates e sistematização das palestras e apresentações realizadas na Escola de Formação.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
- Consolidar a participação em reuniões de trabalho nas instituições onde os membros do GT atuam, a fim de colaborar nas linhas de pesquisa que são desenvolvidas em cada espaço.
- Participação nas sessões do Conselho Acadêmico, relacionando os temas abordados com os temas da agenda acadêmica da instituição.
-Recriação do debate sobre novos tópicos e problemas aos quais ele chegou após anos de trabalho no GT.
-Divulgação de minicursos que problematizam o conteúdo trabalhado no GT.
- Integrar os temas de trabalho aos espaços acadêmicos onde os membros do Grupo de Trabalho desenvolvem suas atividades. Isso resultará em novos temas e problemas que poderão ser investigados por alunos de graduação e pós-graduação que frequentam essas instituições e, a partir daí, projetar-se para diferentes territórios da América Latina.
Número total de pesquisadores admitidos: 46
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Departamento de Ciência Política
Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Ciências Sociais
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)
Brasil
Departamento de Ciência Política
Faculdade de Direito, Ciências Políticas e Ciências Sociais
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Serviço Central de Extensão e Atividades Comunitárias. Universidade da República
Uruguai
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru
Fundação para Pesquisa Social e Política
Argentina
Subdiretoria Nacional de Investigações
Escola Superior de Administração Pública
Colômbia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Universidade do Chile
Chile
Programa de Estudos Latino-Americanos
Universidade Andina Simón Bolívar
Equador
Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos
Área de Coordenação de Pós-Graduação, Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Instituto de Pesquisa Sociológica
Benito Juarez Universidade Autônoma de Oaxaca
México
Instituto Transnacional
Holanda
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Instituto Acadêmico Pedagógico de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Villa Maria
Argentina
Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política
-UNIVERSIDADE FEDERAL DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA
Brasil
Instituto Internacional para a Integração da Organização da Convenção Andrés Bello
Bolívia
Departamento de Ciências Políticas e Sociais
Faculdade de Direito e Ciências Sociais
Universidade Nacional del Comahue
Argentina
Instituto Arnold Bergstraesser (afiliado à Universidade de Freiburg)
Alemanha
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política
-UNIVERSIDADE FEDERAL DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA
Brasil
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Faculdade de Ciências Sociais - UNA
Universidade Nacional de Assunção
Paraguai
Centro de Pesquisa e Treinamento Econômico e Social para o Desenvolvimento
Haiti
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Centro Cultural de Cooperação FLOREAL GORINI
Argentina
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos
Área de Coordenação de Pós-Graduação, Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Centro de Estudos de Desenvolvimento, Universidade de Bath
University of Bath
Reino Unido
Instituto Acadêmico Pedagógico de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Villa Maria
Argentina
Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos
Área de Coordenação de Pós-Graduação, Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Instituto de Pesquisa e Projeção sobre o Estado
Universidade Rafael Landivar
Guatemala
Associação Paraguaia de Sociologia
Paraguai
Unidade de Pós-Graduação
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru
Programa de Pós-Graduação em Estudos Latino-Americanos
Área de Coordenação de Pós-Graduação, Faculdade de Filosofia e Letras
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Escola Doutoral, Departamento de Ciências Humanas. Universidade Pompeu Fabra (Catalunha)
Espanha
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Instituto de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Universidade de Glasgow
Reino Unido
Faculdade de Ciências Políticas e Sociologia
-Universidade Complutense de Madri
Espanha
Universidade de Glasgow
Reino Unido
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