Área temática: Política, subjetividades e cidadanias
Grupo de trabalhoTerritorialidades, espiritualidades e corpos
[+ Ver produções e conteúdo]Vice-Reitoria de Pesquisa e Inovação
Universidade de Cuenca
Equador
Doutorado em Estudos Sociais
Faculdade de Ciências e Educação
Universidade Francisco Jose de Calda
Colômbia
Para esta chamada de propostas, o Grupo de Trabalho “Territorialidades, Corpos e Espiritualidades” baseia-se na experiência do Grupo de Trabalho “Subjetivações, Cidadanias Críticas e Transformações Sociais”, que desenvolveu uma série de projetos focados na formação do pensamento crítico e na construção de territorialidades da paz. Este grupo incorporou conceitos poderosos e avançou na compreensão dos cenários a partir dos quais a paz é construída em nossas sociedades latino-americanas e caribenhas, bem como na compreensão dos territórios e territorialidades que emergem da desterritorialização e reterritorialização das dinâmicas sociais envolvidas nos complexos desafios enfrentados pela América Latina e pelo Caribe em um contexto global de constante mudança, lutas e expressões de resistência que constituem os novos mundos que estão sendo forjados.
O objetivo agora é fomentar o intercâmbio e o diálogo entre pesquisadores sociais da região, consolidando a convergência crítica na constituição de um novo campo de relações em torno do arcabouço conceitual de Territorialidades/Corpos/Espiritualidade. Essa busca é cada vez mais importante no pensamento crítico em todo o continente e globalmente, pois envolve a exploração de novos problemas epistemológicos e metodológicos que dotarão os estudos sociais de ferramentas analíticas e desenvolverão a capacidade de proposição. diante dos problemas decorrentes do aprofundamento da crise do modo de produção capitalista, de seu desastre ecológico, de sua propensão à guerra, ao desapossamento e ao empobrecimento das populações.
Questões como as novas tendências migratórias, o crescimento exponencial do número de refugiados e o declínio da cidadania moderna; as mudanças climáticas resultantes da atividade humana; a concepção e utilização de estratégias biopolíticas e necropolíticas cada vez mais extremas; e a emergência da Zoé-política, para citar algumas das mais significativas, tornam o estudo das formas de resistência que se desenvolvem a partir dos corpos e territórios, e o renovado interesse pelas formas de reativar e revitalizar as espiritualidades a eles ligadas, extremamente relevantes e importantes. Uma ética social do bem comum como dimensão espiritual da mudança social. Ou seja, coloca-se em primeiro plano o problema das possibilidades ontológicas, epistemológicas e metodológicas de abordar a questão dos novos modos de existência que emergem das condições territoriais resultantes da resistência e, em conjunto com eles, o papel da experimentação corporal que desencadeia novos poderes do ser, bem como a constituição ético-política da subjetividade em termos de espiritualidade.
Assim, pesquisadores latino-americanos e caribenhos estão abordando questões territoriais e territorialidades emergentes a partir de perspectivas como os estudos sociais do território, onde abordagens rizomáticas estão ganhando terreno. Essas abordagens baseiam suas análises na interconexão de experiências como as de territórios afrodescendentes ou indígenas e as forças de resistência que confrontam guerras ou a exploração do capital transnacional nesses territórios, dando origem a novas formas de existência (Escobar, 2010; Montañez, 2016; Useche, 2016; Vommaro, 2017). Além disso, emerge uma geografia crítica renovada que aborda problemas por meio das relações entre territorialidade, espaço e poder; ou propõe ferramentas para representar e gerir o território, especialmente em torno de novas formas de cartografia, e vislumbra uma nova abordagem para o planejamento territorial para a vida, como parte de uma ecologia política emergente (Zaragocín, Moreano e Álvarez, 2018). Outros também levantaram a hipótese de “territorialidades sobrepostas” (Agnew e Osiander (2010)), que enfatizam processos específicos de reterritorialização, constituindo autoridades territoriais fora ou em disputa com a autoridade territorial do Estado-nação. Isso para mencionar apenas alguns dos estudos que buscam se distanciar da hegemonia eurocêntrica nessas questões, sem abandonar conceitos muito fortes derivados, por exemplo, da filosofia pós-estruturalista (Deleuze, Guattari; 1975), da reavaliação da obra de Michel Foucault sobre governamentalidade (2014), ou das obras de Virno (2003) ou Serres (1995).
Algo semelhante ocorre com a perspectiva crítica latino-americana e caribenha sobre o problema dos corpos e da corporeidade. Os estudos do corpo permitem-nos aprofundar as possibilidades ontológicas, estéticas e políticas dos atos de resistência que emergem do poder de afirmação da vida, o qual se desdobra nas múltiplas experiências envolvidas nos processos que dissolvem identificações preconcebidas, minam mecanismos disciplinares e anunciam novas formas de ser.
Investigar as linhas de fuga a partir das quais a diferença se expressa é uma perspectiva fundamentada no pensamento de Deleuze (2002) e Braidotti (2016) e desenvolvida por especialistas latino-americanos que se debruçam sobre a questão das subjetividades pós-humanas (Piedrahita, 2017). Existem também abordagens ao problema a partir de perspectivas culturais e estéticas que examinam sua interação com novas compreensões do espaço político na América Latina (Pedraza, 2007). A produção biopolítica do corpo é igualmente uma abordagem frequentemente adotada na América Latina, baseando-se em ideias como as de Hardt e Negri (2000) e Agamben (2003) e, naturalmente, nas análises de Foucault, que na América Latina têm sido interpretadas a partir de diversas correntes de pensamento, incluindo as da virada decolonial (Quijano, 2000; Grosfogel, 2006; Castro-Gómez, 2010).
O mapa conceitual da GT conclui com a categoria de espiritualidade. Os pesquisadores da GT visam construir um espaço de investigação que recupere a noção de potencialidade de Spinoza (2002), que concebe o corpo como um campo de relações manifestado em intensidades afetivas capazes de se conectar com o desejo. Esse desdobramento de forças está em constante busca por conexões que desenvolvam formas contingentes, as quais podem levar a resistências emergentes ou serem controladas e disciplinadas como formas corporais sujeitas à soberania. Na visão de Deleuze (2002), por exemplo, o caminho para a espiritualidade surge dentro de uma estrutura de experimentação, mutação, desidentificação e ruptura do ego, que carregam consigo uma linha de fuga estratégica composta por alianças, encontros e eventos conectados à vida.
Assim, para a filosofia da diferença, a espiritualidade é um compromisso com a vida e está relacionada ao campo da imanência, ou ao campo invisível de possibilidades disponível a cada pessoa. O desejo — em sua imanência — é a presença do espírito como potencial; não como representação, mas como evento. Desvendar a espiritualidade, então, significa seguir o caminho da produção e da experiência do desejo, abraçando-o como agente, compreendendo-o como vida (inorgânica) onde cada indivíduo ou grupo compõe um plano de imanência para trilhar o caminho do espírito, para escapar pelas margens do confronto constante e do dualismo da guerra.
Outras contribuições, como a de Negri (1993), indicam que, a partir dessa dimensão, é possível cultivar emoções de alegria e encontrar na solidariedade e no amor maneiras de estabelecer laços duradouros, repensando as relações dos indivíduos consigo mesmos e experimentando um poder crescente para alcançar a felicidade compartilhada. Isso se relaciona às possibilidades da constituição ético-política da subjetividade em termos de espiritualidade.
Autores de outras correntes de pensamento, como as que emergiram da teologia da libertação latino-americana (Polis. Editorial Team, 2004), propõem um processo duplo de revitalização e renovação da espiritualidade, juntamente com a ampliação do escopo das políticas voltadas para a mudança social, de modo a incluir questões éticas, epistemológicas, ecológicas, de direitos humanos, de gênero, de identidade cultural, de senso comum e de desenvolvimento da consciência. Nesse contexto, torna-se relevante uma política da vida, que permita a integração das experiências espirituais no cotidiano.
Em resumo, o campo conceitual proposto pela GT (Territorialidades/Corpo/Espiritualidade) visa contribuir para a constituição de aberturas epistemológicas, éticas e políticas a serviço da produção de novos saberes sociais em áreas como subjetividades, resistências, cidadanias críticas, perspectivas de gênero e pós-gênero e as transformações sociais mais profundas.
Agnew, J; Oslender, U (2010), Territorialidades sobrepostas, soberania disputada: lições empíricas da América Latina. Tabula Rasa [online] 2010, (julho-dezembro) : [Acessado em: 5 de agosto de 2019] Disponível em: http://redalyc.org/articulo.oa?id=39617525008
Braidotti, R. (2016) O pós-humano. Barcelona: Gedisa
Castro-Gómez, S. (2010) História da Governamentalidade. SIGLO DEL HOMBRE. BOGOTÁ
Deleuze, G. e Guattari, F. (2015) Mil Platôs: Valência: Pretextos.
Deleuze, G. (2002) Diferença e Repetição. Buenos Aires: Amorrortu
Escobar, A (2010). Territórios da diferença: Lugar, movimentos, vida, redes. Ambiente editores. Popayán.
Foucault, M. (2014) Tecnologias do Eu. Barcelona: Paidos
Grosfoguel, Ramón (2006). “A descolonização da economia política e dos estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global”, Tabula Rasa. Revista de Humanidades, (4): 17-48.
Hardt, Michael e Antonio Negri (2000). Império. Buenos Aires: Paidos.
Mignolo, Walter (2000). “Colonialidade em toda a sua extensão: o hemisfério ocidental no horizonte colonial da modernidade”, Lander, E. (org.), A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires, CLACSO; UNESCO, pp. 55-85.
Montañez, G. (2016) Territórios para a paz na Colômbia: processos entre vida e capital. In: Bitácora Urbano Territorial Journal, vol.26, no.2 Universidade Nacional da Colômbia. Bogotá, 11-28. Disponível em: https://revistas.unal.edu.co/index.php/bitacora/issue/view/4561.
Negri, A. (1993) A Anomalia Selvagem. Barcelona: Anthropos
Pedraza, Z. (2007). Perspectivas sobre estudos do corpo na América Latina. XXVI Congresso da Associação Latino-Americana de Sociologia. Associação Latino-Americana de Sociologia, Guadalajara.
Piedrahita, C. (2017). Subjetivações pós-humanas: uma perspectiva ética e política. Revista Iztapalapa nº 82. Janeiro-junho de 2017. UAAM, México, pp: 49-74
Equipe Editorial da Polis (2004) «Espiritualidade e mudança social: realidades antinômicas?», Polis [Online], 8 | Publicado em 03 de setembro de 2012, acessado em 05 de agosto de 2019. URL: http://journals.openedition.org/polis/5954.
Quijano, Aníbal (2000). “Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina”, Lander, E. (org.), A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires, CLACSO; UNESCO. pp. 201-246.
Serres, M (1995). Atlas. Cátedra. Madri.
Spinoza, B. (2002) Ética Demonstrada em Ordem Geométrica. Madrid: Trotta
Useche, O (2016). Cidadania em Resistência. Trillas, Uniminuto. Bogotá.
Virno, P. (2003) Gramática da Multidão. Madrid: Traficantes de sonhos
Vommaro, P (2017). Territórios e resistências: configurações geracionais e processos de politização na Argentina sob uma perspectiva latino-americana. Revista Iztapalapa, nº 82, janeiro-junho de 2017. UAAM, México, pp. 101-136.
Saragoça, S; Moreano, M; Álvarez, S. (2018). Rumo a uma reapropriação da geografia crítica na América Latina. Apresentação de dossiê. Revista de Ciências Sociais. Nº 61, Quito, maio de 2018, pp. Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais-Sede Acadêmica do Equador
O processo investigativo e crítico empreendido pelo Grupo de Trabalho sobre Subjetivações, Cidadanias Críticas e Transformações Sociais, durante o triênio 2016-2019, permitiu a consolidação de um programa de pesquisa que tornou visível a construção de um modo particular de conhecer, articular e agir, baseado no pensamento crítico conectado ao âmbito criativo. As convergências epistemológicas que emergiram desses exercícios críticos possibilitaram a consolidação de caminhos para a subjetivação, a consolidação da cidadania e o desenvolvimento de processos de transformação social, gerando novas problematizações relacionadas a emergências territoriais, espiritualidades e corpos. Assim, torna-se necessário que o Grupo de Trabalho investigue essas mudanças conceituais e as abordagens experimentais que se desdobram atualmente nos contextos latino-americano, caribenho e global.
A relevância teórica do estudo das territorialidades e territorializações decorre da necessidade urgente de romper com a noção de território contaminada pelos modelos de desenvolvimento que nortearam a modernidade, sobretudo nesta última fase do capitalismo (Useche, 2008). Requerem-se outras lógicas, outras formas de compreender os espaços de vida, baseadas na aprendizagem contínua e em trocas substantivas entre todos os atores dentro do território (Assman, 2002). Isso se refere ao ato de habitar, ou seja, às maneiras pelas quais o território é construído como um organismo em constante movimento, não imune às lutas de poder: algumas buscando construir espaços fechados propícios à dominação, outras emergindo como forças que buscam criar lugares plenos de significado, adequados à vida, povoados de sentido, onde a questão diz respeito às relações vitais entre mulheres e homens e entre eles e a natureza, bem como à relação do indivíduo consigo mesmo, com seus territórios espirituais e corporais, e com suas escolhas éticas e políticas. Isso nos imerge na riqueza e complexidade dos processos caóticos que dão origem à vida.
Assim, as territorialidades transcendem visões topológicas ou a mera concepção como unidades administrativas de poder, propondo, em vez disso, cartografias existenciais que buscam os pontos de conexão entre as forças sociais e seus espaços, tanto no plano físico quanto em ambientes simbólicos, e, além disso, nas possibilidades de geração de agência coletiva. Isso implica a consolidação de convergências com conceitos como territorialidades da paz (Useche, Pérez e Martínez, 2019), mas também com múltiplas visões e modos de conceber os processos de territorialização, desterritorialização e reterritorialização, que se tornam, portanto, um desafio tanto teórico quanto prático. A territorialidade é uma fonte complexa de vitalidade; portanto, é uma fonte de conhecimento que produz identidades e subjetividades capazes de reconhecer e empoderar a diversidade. A partir daí, podemos fundamentar outras existências que se desenvolvem de maneira situada e em conexões profundas e complexas com questões como o saber ancestral e outras possibilidades de pensamento.
Em relação à questão do corpo, é extremamente importante compreender que ele não pode mais ser visto apenas como um texto inscrito nas estruturas de poder e cultura, como considerado no pensamento de Foucault (2010), Kristeva (2005) e outros, mas também como um espaço de resistência e um campo de possibilidades aberto à experimentação, como indicam os referenciais conceituais de perspectivas como as de Braidotti (2016), Butler (2017) e Haraway (1995). O corpo tornou-se um espaço para consolidar novas formas de tornar visíveis outras epistemologias que, a partir do Sul Global, começam a configurar a corporeidade como um palco para a crítica criativa, no qual se constituem outras formas de existir e de existir, de desvincular-se e de inserir-se em novas montagens e cartografias que desvendam seu potencial como exercício político. A pele torna-se a tela para a denúncia, a tecelagem de novas formas de enunciação, a construção de alianças e a configuração de máquinas de guerra (Deleuze, 2015) para o fortalecimento de organizações e coletivos sociais que encontram a melhor maneira de fazer sentir a sua presença nos corpos e a sua capacidade transformadora.
Nesse sentido, o corpo torna-se tanto síntese quanto veículo para as lutas pela vida, servindo como forma de resistência que transcende a superficialidade para aprofundar a constituição de novas formas de existir. Representa uma fuga da organização e da segmentação, permitindo-nos, a partir de novas perspectivas, começar a tornar visíveis outras epistemologias ocultas pela colonialidade do pensamento. Nas palavras de Boaventura de Sousa Santos (2019), essa perspectiva possibilita romper com o império cognitivo a partir de corpos que rompem fronteiras clássicas, mas que também incorporam outras subjetividades e novas territorializações. Assim, essas corporeidades tornam visíveis processos em espaços como o queer, o abjeto, o pós-humano, o transumano e as formas estéticas em que é possível pensar-se em outros corpos, em outras composições de poder que vão do genético ao performativo. Portanto, em contextos como a América Latina e o Caribe, surge a necessidade de fundamentar e consolidar abordagens teóricas e críticas capazes de dialogar com as possibilidades oferecidas pelo trabalho com o corpo na atualidade.
Mas, paralelamente a isso, emerge uma questão fundamental que se torna essencial para a compreensão das lutas políticas e da resistência nas sociedades contemporâneas, bem como uma preocupação central no atual panorama do debate político, social e cultural. Trata-se da espiritualidade entendida em um nível ético e ontológico, que “implica mutações e metamorfoses e se refere à verdade, não como a produção de conhecimento, mas como a vontade de poder sobre nós mesmos; isto é, explicita uma ética que se expressa em um trabalho de autocuidado e autoconhecimento” (Piedrahita, 2014, p. 29). E, por essa mesma razão, dada a conjuntura atual, em meio a rupturas e “crise de legitimidade política” no âmbito da “política do medo” global (Castells, 2017), ela se apresenta como uma possibilidade para o sujeito se reencontrar a fim de superar o arrefecimento do político e potencializar ações micropolíticas tanto no plano teórico quanto na fundamentação que permita a implementação de novas ações de resistência situadas nos territórios.
Em última análise, trata-se de fazer da espiritualidade um eixo decisivo para consolidar a crítica como um exercício ético-prático, não apenas questionando os poderes e as "verdades" que proliferam nos ecossistemas midiáticos e nos sistemas de poder contemporâneos, mas também um caminho para o empoderamento individual por meio da capacidade de autocuidado. A partir daí, o autoconhecimento e formas alternativas de existir podem ser construídos, assim como a emergência de novas territorialidades que resistem às ordens hegemônicas derivadas dos aspectos mais sombrios da globalização neoliberal, no espírito das redes digitais e da configuração de mundos unidimensionais através de telas, alimentadas por fenômenos como a pós-verdade.
Dessa forma, os três eixos de trabalho do Grupo de Trabalho emergem como elementos relevantes no presente e pilares para o pensamento tanto da reflexão teórica quanto da ação prática, tornando-se não apenas elementos para o aprofundamento da ordem conceitual, mas também recursos que conduzem ao desenvolvimento de processos de empoderamento nos territórios e à criação de novas formas de agência e resistência. Esses eixos, consequentemente, permitem a construção de novas resistências minoritárias, criativas, comunitárias e afirmativas que tecem outras formas de existir e, ao mesmo tempo, as transformações sociais que, na perspectiva do pensamento crítico entendido como criação, são necessárias em uma era como a atual, na qual o poder dos corpos, das espiritualidades e das territorializações se torna a força motriz das lutas políticas presentes e futuras.
Braidotti, R. (2016) O pós-humano. Barcelona: Gedisa
Butler, J. (2017) Corpos em Aliança e Luta Política. Barcelona: Paidos
Castells, M. (2018) Ruptura. Madrid: Alianza
Deleuze, Gy Guattari, F. (2015) Mil Platôs. Valência: Pretextos.
De Souza Santos, B. (2019) O fim do império cognitivo. A afirmação das epistemologias do sul. Madrid: Trotta,
Foucault, M. (2014) Tecnologias do Eu. Barcelona: Paidos
Haraway, D. (1995) Ciência, ciborgues e mulheres. Madrid: Cátedra.
Kristeva, J. (2015) Poderes de Perversão. Buenos Aires: Catálogos
Piedrahita, C. (2014). Reflexões metodológicas. Uma abordagem ontológica das subjetivações políticas. In: Piedrahita, C., Diaz, A., Vommaro, P. (2014). Abordagens metodológicas da subjetivação política. Debates latino-americanos. Bogotá: Magisterio.
Piedrahita, C., Useche, O., Perez, C., & Martinez, C. (2019). Construindo territórios de paz: subjetividades, resistência cidadã e pedagogias para a não violência. Bogotá: Magisterio.
Useche, O (2008). Os novos significados do desenvolvimento. Santiago: Universidade Bolivariana do Chile.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Elaboração de subprojetos da linha de pesquisa para cada subgrupo.
Desenvolvimento de diretrizes de pesquisa e metodologia.
Seminários internacionais de pós-graduação para jovens pesquisadores
Abordagem de projeto de pesquisa para cada subgrupo.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Desenvolvimento de um modelo de articulação do conhecimento adaptado a programas de conhecimento e institutos de pesquisa em níveis nacional e internacional.
Elaboração de uma proposta de curso virtual por cada subgrupo.
Proposta de uma estratégia multimodal de comunicação e visibilidade em diferentes meios audiovisuais.
1. Documento de design de articulação de conhecimento desenvolvido para programas de conhecimento
1 proposta de curso virtual de cada subgrupo
1. Documento que descreve a estratégia de comunicação multimodal em diversos meios audiovisuais.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Elaboração de propostas para projetos de extensão social junto a instituições governamentais. Exploração de potenciais parcerias com organizações sociais em diversos países.
1. Documento de propostas para ações de extensão social
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Desenvolvimento de um plano anual abrangente de atividades de pesquisa e trabalho de campo vinculadas aos projetos de cada subgrupo.
Elaboração de relatórios semestrais.
1 plano bienal formulado
6 relatórios de acompanhamento sobre a articulação teórico-metodológica nos subgrupos GT e o desenvolvimento inicial dos projetos propostos.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Crie uma série de 8 videoclipes temáticos que destaquem as principais convergências dentro do grupo.
Criar uma plataforma web GT para reunir os documentos, artigos e reflexões produzidos em cada subgrupo.
Em cada subgrupo, elabore 2 artigos publicáveis relacionados às conexões entre teoria e metodologia.
1 série de 8 videoclipes temáticos
1 plataforma web construída
2 artigos publicáveis por subgrupo.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Realizar um evento em cada país com a participação de grupos e organizações sociais relacionados a problemas emergentes nos territórios.
Um evento em cada país com a participação de grupos e organizações sociais.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Elaboração de acordos com organizações e redes de pesquisa.
1 acordo materializado
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Elaboração do relatório, sistematização e análise dos dados à luz das intervenções realizadas no território.
Consolidação das conclusões e formulação de novos conceitos resultantes do processo de investigação realizado por cada subgrupo.
Reunião para apresentação dos resultados da pesquisa nas linhas temáticas.
Projeção para nova chamada GT.
1. Documento preliminar com as conclusões resultantes do processo de investigação realizado.
2 reuniões de socialização realizadas por cada subgrupo.
1 documento que projeta uma nova chamada GT.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Publicação de três livros como resultado do processo de investigação.
Reunião final de encerramento do GT
a partir de temas. construídos em conjunto.
3 livros publicados
Realizou-se 1 reunião internacional.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Número total de pesquisadores admitidos: 83
Observatório de Políticas para a Infância e a Juventude
Universidade Tecnológica de Pereira
Colômbia
Doutorado em Estudos Sociais
Faculdade de Ciências e Educação
Universidade Francisco Jose de Calda
Colômbia
Vice-Reitoria de Pesquisa e Inovação
Universidade de Cuenca
Equador
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Universidade Federal de Pernambuco
Brasil
Centro de Estudos Avançados em Infância e Juventude do CINDE e da Universidade de Manizales
Campo de Pesquisa e Desenvolvimento
Fundação Centro Internacional para Educação e Desenvolvimento Humano CINDE
Colômbia
O Colégio da América
Centro de Estudos Avançados para a América Latina e o Caribe
Universidade Pablo de Olavide
Espanha
Mestrado em Estudos Artísticos
Universidade Francisco Jose de Calda
Colômbia
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
Argentina
Faculdade de Ciências da Educação da Universidade La Salle, Colômbia
Faculdade de Ciências da Educação
Universidade de La Salle
Colômbia
UNIVERSIDADE DE MÚRCIA
Espanha
Diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Holguín
Cuba
Doutorado em Estudos Sociais
Faculdade de Ciências e Educação
Universidade Francisco Jose de Calda
Colômbia
Universidade Católica de Maule
Chile
Doutorado em Estudos Sociais
Faculdade de Ciências e Educação
Universidade Francisco Jose de Calda
Colômbia
NÃO REGISTRA
México
Centro de Estudos Avançados em Infância e Juventude do CINDE e da Universidade de Manizales
Campo de Pesquisa e Desenvolvimento
Fundação Centro Internacional para Educação e Desenvolvimento Humano CINDE
Colômbia
Universidade Católica de Maule
Chile
Doutorado em Estudos Sociais
Faculdade de Ciências e Educação
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Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
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Colômbia
Departamento de Ciências Sociais
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Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Centro de Pesquisa Multidisciplinar em Educação
Universidade Nacional de Mar da Prata
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FES ACATLÁN - UNAM
México
Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional de La Plata - Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica
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Doutorado em Estudos Sociais
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Universidade Francisco Jose de Calda
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Mestrado em Estudos Artísticos
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Divisão de Ciências Sociais e Humanas
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México
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Faculdade de Ciências Humanas
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Faculdade de Ciências da Educação
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Colômbia
Instituto de Estudos Sociais Contemporâneos
universidade central
Colômbia
Pós-graduação
Universidade Autônoma Latino-Americana
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Doutorado em Estudos Sociais
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Doutorado em Estudos Sociais
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Centro de Pesquisa Multidisciplinar em Educação
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Chile
Universidade de Santiago de Cali
Colômbia
Doutorado em Estudos Sociais
Faculdade de Ciências e Educação
Universidade Francisco Jose de Calda
Colômbia
FACULDADE DE ESTUDOS SUPERIORES ACATLÁN - UNAM (FES ACATLÁN- UNAM)
México
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Xochimilco
México
Real e Pontifícia Universidade de São Francisco Xavier de Chuquisaca
Bolívia
Departamento de Educação e Formação de Professores
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional de San Luis
Argentina
UNIVERSIDADE DE GRANADA
Espanha
Real e Pontifícia Universidade de São Francisco Xavier de Chuquisaca
Bolívia
Coordenação da Universidade Aberta e Educação a Distância (CUAED) - UNAM
México
Centro de Educação para o Desenvolvimento
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Colômbia
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Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Faculdade Osman da Costa Lins
Brasil
UNIVERSIDADE DE GRANADA
Espanha
UNIVERSIDADE DE GRANADA
Espanha
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Instituto Superior Tecnológico Luís Tello - Pontifícia Universidade Católica de Esmeraldas
Equador
Faculdade de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional
Costa Rica
Doutorado em Estudos Sociais
Faculdade de Ciências e Educação
Universidade Francisco Jose de Calda
Colômbia
Instituto de Pesquisa e Projeção sobre Dinâmicas Globais e Territoriais
Vice-Reitoria de Pesquisa e Extensão
Universidade Rafael Landivar
Guatemala
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Colômbia
Coordenação de Pesquisa
Universidade Nacional de Educação
Equador
Centro de Educação para o Desenvolvimento
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
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Universidade de Cuenca
Equador
Departamento de Educação e Formação de Professores
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional de San Luis
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Instituto de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais
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Universidade Católica do Leste
Colômbia
Faculdade de Ciências da Educação da Universidade La Salle, Colômbia
Faculdade de Ciências da Educação
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UNIVERSIDADE DE AUSTIN
Estados Unidos
Centro de Estudos Avançados em Infância e Juventude do CINDE e da Universidade de Manizales
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Sociedade Econômica dos Amigos do País
Cuba
Vice-Reitoria de Pesquisa e Inovação
Universidade de Cuenca
Equador
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