Área temática: Epistemologias do Sul
Grupo de trabalhoProcessos e metodologias participativas
[+ Ver produções e conteúdo]Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
O grupo de trabalho “Processos e Metodologias Participativas” propõe como campo de estudo, reflexão e intervenção uma área composta por duas dimensões relevantes para o trabalho de pesquisadores sociais latino-americanos: por um lado, trabalhará os processos de participação social e cidadã (institucional e instituída), buscando aprimorar nossa compreensão de suas trajetórias de mudança, seus desafios e as condições para seu funcionamento neste continente; por outro lado, o campo das metodologias participativas que acompanham os processos de ação-reflexão-ação como uma abordagem que apoia a implementação de intervenções.
PROCESSOS DEMOCRÁTICOS DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL E CIDADÃ
Seguindo Cunill (1997), quatro formas de participação podem ser identificadas: social, comunitária, política e cívica. Com base nessa classificação, focaremos principalmente em dois tipos: participação social, que se refere a ações cujos objetivos se situam no próprio plano associativo ou social (não contemplando intervenção direta na esfera pública além do fato de que esta pode ser afetada por suas ações), e, portanto, o principal interlocutor não é o Estado, mas sim as próprias organizações sociais e a sociedade em geral; e participação cívica, na qual as pessoas se envolvem diretamente em assuntos públicos, gerando assim um tipo particular de interação entre cidadãos e Estado para a definição de objetivos coletivos e os meios para alcançá-los (Villarreal, 2009). A participação cidadã, por sua vez, apresenta duas variantes analíticas: uma em que as instituições públicas buscam orientar institucionalmente a participação, e outra em que cidadãos organizados ou autônomos buscam influenciar um dos níveis de governo fora dos processos institucionais estipulados (Ziccardi, 1998).
Por um lado, a participação cidadã consolidada nos levará a trabalhar com instrumentos participativos implementados em países latino-americanos: conselhos de bairro, orçamento participativo, câmaras municipais (responsabilização), planos estratégicos participativos, conselhos consultivos sociais, processos participativos de planejamento urbano, consultas prévias a comunidades indígenas, entre outros. Por outro lado, a ação coletiva de diferentes organizações sociais que atuam fora dos espaços patrocinados pelo Estado pode variar desde o que definimos como participação social até a participação cidadã constituinte. As ações de movimentos e redes sociais latino-americanas, quando não fazem parte de mecanismos formais de participação, seriam exemplos de uma dessas duas variantes de participação, como as formas autônomas de organização territorial de comunidades indígenas no México e no Peru, ou formas de pesquisa militante como as universidades populares em diversos países, os processos seguidos pelo MST ou pelo Movimento Nacional pela Luta pela Moralidade no Brasil, ações de massa como #NiUnaMenos, #OcupaWallStreet ou #ConMisHijosNoTeMetas, as fábricas ocupadas na Argentina, etc.
Essas diferentes formas de participação vêm ganhando importância na América Latina, coincidindo com uma democracia representativa que tem sido questionada nas últimas décadas tanto nos círculos políticos quanto acadêmicos. Isso se agrava com a ascensão de movimentos nacionalistas, neoliberais e populistas de direita, com crescente apoio militante de igrejas evangélicas que contestam muitos dos direitos conquistados por meio de lutas sociais. Um dos desafios atuais para as democracias superarem suas deficiências é avançar em termos de “qualidade”, ou seja, “democratizar a democracia” por meio da participação ativa dos cidadãos não apenas em eleições livres, justas e frequentes, mas também na tomada de decisões políticas e na exigência de prestação de contas daqueles que detêm o poder (Levine e Molina, 2007; O’Donnell, 2004).
Essas propostas estão associadas a processos de descentralização e empoderamento cidadão (Noboa, 2012). Nesse sentido, pode-se afirmar que, na América Latina, as demandas por participação têm impactado as constituições nacionais e locais, resultando em uma expansão da democracia direta, participativa e comunitária (Lissidini, Welp e Zovatto, 2014), que deve ser analisada criticamente à luz de sua aplicação prática. Ao aumento dos mecanismos institucionalizados de democracia participativa (Welp, 2015), devemos somar o aumento e a diversificação das práticas constituintes de participação (protestos sociais, educação popular, animação sociocultural e outras práticas de movimentos e organizações sociais, comunitárias e autogeridas). Nesse sentido, Calderón (2012) aponta que estas têm apresentado diferentes direções e intensidades. Por um lado, encontramos demandas voltadas para a melhoria dos níveis básicos de acesso e da qualidade dos serviços públicos e, por outro, demandas mais orientadas para as dinâmicas interculturais (Lissidini e Blasina, 2013). Novos atores surgiram em cena (como os Mapuche, Aymara e outros povos indígenas) e novas questões emergiram (casamento igualitário, legalização da maconha no Uruguai, demandas estudantis no Chile, entre outras), demonstrando a sobreposição de uma agenda materialista com uma pós-materialista (Lissidini et al., 2014).
METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS
Esta dimensão é ao mesmo tempo independente e complementar à anterior, na medida em que os processos de pesquisa participativa contribuem para o empoderamento e a participação social e cívica. A América Latina tem sido palco do surgimento e desenvolvimento de metodologias de pesquisa participativa (educação popular, comunicação para a mudança social, pesquisa-ação em psicologia social, pesquisa temática, pesquisa-ação participativa, sistematização de experiências, recuperação coletiva da memória e da história, pesquisa ativista), que buscam contribuir para o empoderamento de setores populares da população que se mobilizam em torno de demandas e direitos coletivos, formando organizações e movimentos sociais que se apresentam como alternativa aos modelos dominantes do Estado e da economia.
De fato, com a pesquisa temática incorporada por Paulo Freire em sua proposta educacional na década de 1960, e especialmente com a pesquisa-ação participativa desenvolvida por Orlando Fals Borda e sua equipe de pesquisadores no início da década seguinte (Gajardo, 1985), as ciências sociais latino-americanas comprometidas com processos emancipatórios ganharam uma alternativa metodológica ao positivismo predominante. Após o Congresso Mundial em Cartagena (1977), essas metodologias emergentes geraram espaços de debate, interação e projeção, tornando-se uma corrente de pesquisa dinâmica que transcendeu o campo das ciências sociais, impactando outras áreas como planejamento, educação e serviço social.
O Congresso Mundial sobre Convergência (Cartagena, 1997) demonstrou que essa metodologia rebelde alcançou projeção global e continuou a expandir seu alcance. A publicação de antologias e livros colaborativos sobre o tema (Brandao, 1987; Fals Borda e Anisur, 1991; Brandao e Streck, 2006; Streck, Sobokka e Eggert, 2014), a criação do International Journal of Action Research (IJAR) em 2008 e os Simpósios sobre Metodologias Participativas realizados em Porto Alegre (2011), Copenhague (2013), Bogotá (2015), Cartagena (2017) e Rosário (2018) confirmam a contínua relevância e vitalidade dessa metodologia crítica.
As metodologias participativas têm sido uma importante contribuição das ciências sociais latino-americanas para o conhecimento global e, nos últimos tempos, tem havido um renovado interesse por essas metodologias entre as novas gerações de profissionais e estudantes, que também estão atualizando seus conteúdos e propostas no caminho para a construção de democracias participativas verdadeiramente sustentáveis. É por isso que hoje, na América Latina, a pesquisa participativa, em suas diferentes expressões, contextos e envolvendo diversos atores, é um campo essencial de pesquisa e prática política para a compreensão da atual reconfiguração das ciências sociais e dos vínculos cada vez mais estreitos entre elas e os processos políticos e movimentos sociais que promovem a participação.
Brandão, CR (1987). Repensando a pesquisa participante. São Paulo, editora brasileira.
Brandão, CR e Streck, D. (2006). Pesquisa participante. Ou conheça a partilha. Aparecida, Ideias &
letras.
Calderón, F. (2012). Dez teses sobre conflitos sociais na América Latina. Revista CEPAL, 107 (agosto). Obtido em http://www.eclac.org/publicaciones/xml/8/47598/RVE107Calderon.pdf
Cunill Grau, N. (1997). Repensando o público através da sociedade. Novas formas de gestão pública e representação social. Venezuela: CLAD e Nueva Sociedad. Fals Borda, O. e Anisur, R. (1991). Ação e conhecimento. Bogotá: CINEP.
Espinosa, Y., Gómez, D., & Ochoa, K. (2014). “Introdução”. In: Yuderkys Espinosa et al. (orgs.), Tecendo de Outra Forma: Feminismo, Epistemologia e Apostas Decoloniais em Abya-Yala. Popayán: Editorial Universidad del Cauca. Anais do Encontro Anual da GLEFAS, Oaxaca, México, 16 a 18 de julho de 2015. Walsh, Catherine (org.). (2013). Pedagogias Decoloniais: Práticas Insurgentes de Resistência, (Re)existência e (Re)vivência. Volume I. Quito: Abya-Yala.
Gajardo, M. (1985). Pesquisa participativa na América Latina. In: Working Paper # 261. Santiago. FLACSO.
Levine, D. e Molina, J. (2007). A qualidade da democracia na América Latina: uma visão comparativa. In América Latina Hoje, nº 45: 17-46.
Lissidini, A. e Blasina, E. (2013). Uruguai na nova agenda pós-materialista: rumo a uma maior autonomia e ao prazer da vida? Disponível em http://www.condistintosacentos.com/uruguay¬en¬la¬nueva-agenda¬posmaterialista¬hacia¬unamayorautonomia¬y¬disfrute¬de¬la¬vida/
Lissidini, A.; Welp, Y. e Zovatto, D. (2014). Política em movimento. Em Alicia Lissidini, Yanina Welp e Daniel Zovatto (Eds.) Mecanismos de democracia direta e participativa na América Latina. México: ISBN 978-607-02-5407-9.
Noboa, A., Bisio, N., Suárez, M. e Robaina, N. (2013). Participação Cidadã: A Gestão Pública dos Orçamentos Participativos vista a partir de seus protagonistas. Salto: UdelaR.
O'Donnell, G. (2004). Democracia, Direitos Humanos, Desenvolvimento Humano. Em A Qualidade da Democracia: Teoria e Aplicações. G. O'Donnell, O. Iazzetta e J. Vargas Cullell. Notre Dame, University of Notre Dame Press: 7-120.
Rodríguez-Villasante, T. (2015) 'Ação-reflexão-ação para o século XXI'. Bogotá: In: III Simpósio Internacional de Pesquisa-Ação Participativa Homenagem a Orlando Fals Borda. Bogotá: Universidade Pedagógica Nacional, p. 15.
Quijano, A. (1992). “Colonialidade e modernidade-racionalidade”. In: Heraclio Bonilla (org.), Os conquistados: 1492 e a população indígena das Américas. Quito: FLACSO-Libri Mundi.
Rodríguez-Villasante, T. (2006) Transbordamentos criativos. Estilos e estratégias para a transformação social. Madrid: Catarata.
Streck, D., Sobokka, E. e Eggert, E. (2014). Conhecer e transformar. Curitiba: Editora CRV.
Torres, A. (2016) 'A recuperação coletiva da história e da memória como prática educacional popular', Decisio, 43–44 (janeiro-agosto), pp. 16–22.
Villarreal, M. (2009). Participação cidadã e políticas públicas. Décimo Concurso de Ensaios Políticos. México: Comissão Eleitoral do Estado de Nuevo León. Disponível online. Recuperado de http://www.ceenl.org.mx/educacion/certamen_ensayo/decimo/MariaTeresaVillarrealMartinez.pdf
Walsh, C. (org.). (2013). Pedagogias decoloniais: práticas insurgentes de resistência, (re)existência e (re)vivência. Volume I. Quito: Abya-Yala
Welp, Y. (2015). Participação cidadã, poder e democracia: notas para um debate. In Revista da Rede Argentina de Orçamento Participativo.
Ziccardi, A. (1998). Governança e participação cidadã na cidade capital. México: UNAM e Miguel Ángel Porrúa.
Por um lado, podemos afirmar que, para além dos elogios e do reconhecimento genérico das virtudes dos mecanismos e processos participativos como potenciais geradores de transformação, esses são fenômenos que podem ser bastante aprimorados e precisam ser nutridos pela prática, pela pesquisa e pela crítica. Por exemplo, apesar da proliferação de políticas públicas participativas, não se demonstrou que a participação nesses mecanismos, por si só, forneça propostas criativas para a resolução de problemas sociais (Ford e Carné, 2009). O mesmo se poderia dizer dos processos que ocorrem fora dos espaços institucionalizados. Portanto, o primeiro eixo, ligado à relevância teórica do tema, envolve considerar em que medida as agendas de pesquisa e intervenção de profissionais dedicados a essa área podem contribuir para o fortalecimento (por meio do conhecimento) dos instrumentos e da qualidade dos processos. Isso nos leva quase inevitavelmente a refletir sobre a própria tarefa de geração de conhecimento que realizamos em universidades ou outras organizações públicas e em organizações da sociedade civil que conduzem pesquisas. Mas, sobretudo, desafia o paradigma que pressupõe que o conhecimento é gerado em determinados espaços sem reconhecer a prática social como construtora de conhecimento e de um novo conhecimento situado, ancorado na memória.
Por sua vez, embora nem sempre vejamos a ligação ou a unidade programática entre ações e movimentos, as diversas formas de participação desafiam algumas das contradições que precisam ser refletidas, como as contradições ambientais, alimentares e trabalhistas associadas ao modelo capitalista de produção de bens e à exploração das pessoas e do meio ambiente; as contradições de gênero e geracionais que desafiam o modelo patriarcal baseado em práticas sexistas; e a colonialidade cultural e intelectual questionada a partir da perspectiva da decolonialidade do saber e do poder. Identificar, valorizar e compartilhar as experiências de luta construídas a partir da resistência prospectiva faz parte do nosso desafio como grupo. Isso envolve resgatar a memória, compreender as trajetórias de mudança (Santandreu e Betancourt, 2019) e valorizar as lutas anteriores sobre as quais novos processos participativos podem construir novas transformações.
Outro aspecto fundamental do trabalho do grupo envolve a discussão de contribuições metodológicas e o avanço dessa área, particularmente no que diz respeito às metodologias de pesquisa-ação participativa. Essas metodologias fomentam a cocriação de conhecimento ao reconhecer, compreender e valorizar as trajetórias de mudança e as experiências vividas em realidades complexas, e ao conectar diferentes perspectivas e formas de conhecer e existir (jurídicas, econômicas, técnicas, espirituais, culturais, ambientais, etc.). Esse ponto se conecta ao anterior, pois as metodologias participativas não apenas aprimoram nossa compreensão dos processos, mas também empoderam ambas as partes — pesquisadores, cidadãos e suas organizações — para ampliar seu conhecimento. Portanto, aprimorar nossa compreensão das experiências leva a processos participativos mais eficazes. A hipótese por trás dessas inovações metodológicas é que a resolução de ciclos viciosos na construção do conhecimento envolve o reconhecimento e a valorização de trajetórias de mudança enraizadas na memória social e coletiva (Torres, 2016; Barragán e Torres, 2017; Santandreu e Betancourt, 2019) e a intervenção no processo, pensando em soluções a partir de dentro e focando na criatividade social desenvolvida com os próprios atores envolvidos (Villasante, 2011; Rodríguez-Villasante, 2006). A aplicação dessas ferramentas, que envolvem diferentes abordagens de trabalho com os atores envolvidos, permite a coconstrução de conhecimento ancorado nas trajetórias de mudança de organizações, comunidades e indivíduos. Isso requer triangulação com outros instrumentos (entrevistas, pesquisas, ARS, entre outros), gerando conhecimento situado e singular.
A pesquisa participativa (como paradigma em construção) se baseia em metodologias participativas (inicialmente Pesquisa-Ação Participativa) porque seu propósito é a emancipação. Nesse sentido, ela compreende a realidade social latino-americana como um mundo complexo com diversas contradições, incluindo aquelas entre natureza e humanidade, classe, gênero, etnia e idade. Essas contradições, a partir de perspectivas ontológicas, epistemológicas, teóricas e metodológicas eurocêntricas, não permitiram, e ainda não permitem, uma reflexão adequada, muito menos a busca pelas transformações necessárias. Portanto, a pesquisa participativa não é a implementação de um discurso estabelecido sobre a realidade, mas sim um diálogo contínuo e emergente de saberes, que está sendo construído como uma teoria contra-hegemônica que empodera as comunidades a construírem sua própria história e se tornarem uma fonte de poder.
Contudo, uma certa naturalização e instrumentalização excessiva das metodologias participativas pode levar-nos ao paradoxo de termos metodologias participativas que não subvertem os processos em que intervêm (Santandreu, 2019). Hoje, a Investigação-Ação Participativa (IAP) é promovida pelo Banco Mundial, por diversos governos em todo o mundo, por inúmeras universidades e até por corporações globais, sem um foco na transformação social, política e cultural. A reflexão crítica sobre a nossa prática e o desenvolvimento teórico com que se engaja deve, portanto, ser um aspecto central e contínuo do Grupo de Trabalho.
Os déficits democráticos em nossa realidade sociopolítica, vinculados aos seus sistemas estruturais de desigualdade, exigem abordagens que promovam a construção coletiva do saber, a articulação entre saber e ação e uma ecologia de saberes que proponha visões pós-coloniais, pós-desenvolvimentistas e pós-capitalistas (Torres, 2014; Sousa Santos, 2010; Mignolo, 2005) abertamente orientadas para a busca de alternativas locais criativas. O avanço das metodologias participativas é abertamente guiado por essas visões e, por meio de sua combinação de reflexão-ação-reflexão (Rodríguez-Villasante, 2015), já inclui processos significativos de coconstrução do saber por e para as comunidades. Além disso, é necessário contribuir, por meio de metodologias participativas, para tornar visíveis, sob uma perspectiva política, os grupos desfavorecidos (com base em sexo, etnia, condição econômica, etc.) e para combater essas desigualdades a partir de um terreno comum que permita analisar como compreender as diferenças. Desnaturalizar a discriminação e combater a opressão de gênero, além do fato de que as desigualdades de oportunidades das mulheres podem estar relacionadas a problemas de outras minorias ou a questões sociopolíticas mais amplas, implica, sem dúvida, tornar visíveis as relações de poder entre homens e mulheres (Fernández, 2009).
Em resumo, podemos dizer que as metodologias participativas proporcionam formas inovadoras de compreender fenómenos complexos como a ação coletiva e a participação social e política, permitindo-nos ampliar o nosso conhecimento das experiências que têm vindo a desenvolver nos países da região e, por sua vez, devido à sua própria vocação de aprender em conjunto com os sujeitos (Villasante, 2011), permitem-nos melhorar as experiências ao mesmo tempo que aprendemos.
Abordar esses componentes poderia permitir que a GT avançasse rumo a uma melhor compreensão dos problemas, construindo "visões de mundo comuns" e gerando sinergias e novas propostas de ação.
Pontos fortes da proposta em relação às condições do concurso
A proposta integra de forma abrangente a geração e disseminação de conhecimento, a promoção da responsabilidade pública e o estabelecimento de redes. Além disso, esta chamada incorpora um tema fundamental, que tem recebido pouca atenção nas ciências sociais latino-americanas: a relação entre metodologias participativas e gênero. A proposta é impulsionada por mais de oitenta membros de diversos países da América Latina e do mundo, com maioria de mulheres (50 de 81). Os membros também provêm de três países prioritários para esta chamada e incluem tanto profissionais experientes (entre eles especialistas de renome mundial na área) quanto aqueles que estão em formação. Recursos adicionais serão disponibilizados para apoiar a participação e o desenvolvimento deste último grupo.
Ford, A. e Carné, M. (2009). Desafios da participação na implementação de políticas públicas. In AA.VV., Construindo confiança. Rumo a um novo vínculo entre Estado e sociedade civil. Volume II. Buenos Aires: Subsecretaria de Reforma Institucional e
Fortalecimento da Democracia (Chefe de Gabinete da Presidência da Nação Argentina), CIPPEC.
Mignolo, W. (2010). A ideia da América Latina: a ferida colonial e a opção decolonial. Barcelona: Editorial Gedisa SA.
Santandreu, A. (2019) 'Entre subversão, subsídio e a tentação de Procusto. A pesquisa militante como pedra de toque da PAR indolente', em Paño, P., Rébola, R., e Suárez, M. (orgs.) Processos e Metodologias Participativas: Reflexões e experiências para a transformação social. Primeira edição. Salto: CLACSO, UDELAR, pp. 42–56.
Santandreu, A. e Betancourt, O. (2019) Trajetórias de Mudança. Gestão do conhecimento para aprendizagem e mudança na prática. Primeira edição. Quito: Abya Yala, CoPEH-LAC, IDRC e ECOSAD.
Souza Santos, B. (2010). Descolonizando o conhecimento. Reinventando o poder. Montevidéu: Trilce.
Torres, A. (2014). Fazendo história desde baixo e desde o Sul. Bogotá: Edições Desde Abajo.
Villasante, TR (2011). Estilos e epistemologia em metodologias participativas. In Pablo Paño e Andrés Falck (orgs.), Democracia Participativa e Orçamento Participativo: Uma Abordagem e Aprofundamento do Debate Atual. Málaga: CEDMA.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Contribuir para a produção de conhecimento sobre processos e metodologias participativas, com ênfase especial nos seguintes eixos: a) Crítica e autocrítica das metodologias participativas; b) Institucionalização da participação; c) Gestão territorial; d) Metodologias participativas e universidade; e) Feminismo e metodologias participativas.
Objetivos específicos:
1) Contribuir, a partir da perspectiva da América Latina, para o debate teórico-metodológico sobre a aplicação de metodologias participativas na atualidade.
2) Gerar um debate acadêmico sobre os processos participativos desenvolvidos na América Latina e na Europa.
3) Contribuir para o diálogo entre feminismos e metodologias participativas.
3.1) Promover uma revisão de nossas próprias práticas, tarefas e estruturas conceituais a partir dessa perspectiva.
4) Continuidade e expansão do trabalho com comunidades afetadas ou ameaçadas pela mineração/extrativismo, visando processos de fortalecimento da autogestão e busca de alternativas em países como Equador, Colômbia e outros países com representação na rede CLACSO.
1) Publicação de um livro que aborde em profundidade, a partir da perspectiva da América Latina, a urgente discussão teórico-metodológica da aplicação de metodologias participativas no mundo atual.
2) Realizar a primeira reunião presencial do Grupo de Trabalho durante este período, prevista para 2020. Santiago, Chile, está sendo considerada provisoriamente como sede. A reunião incluirá uma seção dedicada ao planejamento de atividades e outra para debate acadêmico sobre processos e metodologias participativas desenvolvidas nos diversos países onde o Grupo de Trabalho possui membros. O trabalho será estruturado em torno dos temas propostos (a. Crítica e autocrítica das metodologias participativas; b. Institucionalização da participação; c. Gestão territorial; d. Metodologias participativas e a universidade; e. Feminismo e metodologias participativas), mantendo-se aberto à possibilidade de surgirem novas áreas de interesse.
3) Produzir um boletim informativo dedicado aos temas de gênero, feminismos e metodologias participativas.
4.1) Mapeamento comparativo de experiências de resistência e gestão participativa de alternativas à mineração/extrativismo.
4.2) Estudo comparativo dos efeitos do extrativismo na participação cidadã (instrumentos ou espaços de participação) e nos poderes de decisão das entidades territoriais (municípios, departamentos, freguesias) relativamente à utilização dos recursos naturais, do solo e do subsolo.
2) Espera-se que pelo menos metade dos membros, incluindo pesquisadores em formação, compareça à reunião. Além de planejar as atividades futuras do Grupo de Trabalho, espera-se que a reunião contribua para a reflexão sobre os temas centrais do Grupo. Para tanto, serão realizadas atividades participativas virtuais antes da reunião, a fim de coletar informações sobre as áreas de maior interesse ou pontos de discussão.
3) Espera-se que o boletim contribua para o conhecimento e a reflexão sobre uma linha de investigação pouco explorada, mas fundamental para a equidade social.
4.1) Articulando o debate extrativismo-pós-extrativismo no panorama dos processos participativos e das resistências territoriais na América Latina.
4.2) Produzir conhecimento a partir das experiências analisadas e, com base nisso, tornar visível e denunciar a redução dos direitos de participação democrática devido à imposição do modelo extrativista.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Criar espaços para formação e disseminação de conhecimentos relacionados com processos e metodologias participativas.
Os objetivos específicos
1) Divulgar a produção do GT em encontros acadêmicos nacionais, regionais e internacionais.
2) Promover as atividades e os produtos da GT através das redes sociais.
3) Divulgar as atividades e reflexões abordadas no encontro presencial do GT.
4) Submeter à CLACSO uma proposta para um seminário virtual sobre metodologias participativas que, se aprovado, apresentará o tema das metodologias participativas e sua aplicação em diferentes áreas a pessoas da academia e de organizações sociais.
5) Criar múltiplas oportunidades de treinamento e intervenção que envolvam a participação de membros experientes e em treinamento.
2) Criar uma página no Facebook onde as atividades realizadas pela GT sejam divulgadas.
3) Elaboração de um boletim informativo para divulgar, através do sistema de comunicação do CLACSO, as principais atividades e reflexões produzidas no primeiro encontro presencial do CLACSO.
4) Uma proposta para um seminário virtual será submetida à chamada de propostas da CLACSO de 2020.
5) Serão organizadas visitas e estágios para os membros nas universidades participantes do Grupo de Trabalho. Essas colaborações, que envolvem a organização de seminários, apresentações, etc., são um dos principais pontos fortes da rede, tornando prioritária a participação de pesquisadores em formação nesses encontros. Os estágios serão organizados pelos próprios membros participantes, mas contarão com o apoio dos coordenadores regionais e gerais.
2) Espera-se que, por meio das redes sociais, uma grande quantidade de pessoas seja alcançada com informações sobre as atividades e os produtos da GT.
3) Levar informações sobre as atividades e os produtos da GT a toda a comunidade CLACSO.
4) Apresentar no edital de 2020 uma proposta para um seminário virtual sobre metodologias participativas, no qual os membros mais experientes do GT no assunto participem da assembleia e atuem como professores do curso.
5) Espera-se que o resultado dos estágios de intercâmbio entre os membros da rede fortaleça os laços entre os membros e as universidades, proporcione um espaço de crescimento pessoal e profissional para os participantes e permita que os membros em formação participem dessas experiências.
1) Realizar uma nova intervenção do GT, adaptada à procura, que represente um apoio ao processo de reintegração social dos ex-combatentes das FARC.
2.1. Impacto nos espaços de políticas públicas e na participação da comunidade e dos cidadãos.
2.2. Melhorar a capacidade dos espaços de suscitar resistência e alternativas à mineração/extrativismo.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Criar espaços participativos que contribuam para a melhoria da situação das organizações e movimentos sociais.
Objetivos específicos:
1) Contribuir para o processo de reintegração social das comunidades de ex-combatentes das FARC em Tierra Grata, Colômbia.
2) Continuidade e expansão do trabalho com comunidades afetadas ou ameaçadas pela mineração/extrativismo, visando processos de fortalecimento da autogestão e busca de alternativas em países como Equador, Colômbia e outros países com representação na rede CLACSO.
2.1) Participação em espaços de influência política e cidadã sobre a mineração/extrativismo.
2.2) Apoio em espaços comunitários de resistência e gestão participativa de alternativas à mineração/extrativismo em casos ou processos específicos.
2.1. Impacto nos espaços de políticas públicas e na participação da comunidade e dos cidadãos.
2.2. Melhorar a capacidade dos espaços de suscitar resistência e alternativas à mineração/extrativismo.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Promover a articulação da GT com outras redes e instituições na América Latina e no mundo que trabalham com metodologias participativas ou que estejam ligadas a questões de epistemologias do Sul, processos participativos, entre outros.
Objetivos específicos:
1) Criar espaços de troca entre grupos e redes através da coorganização de encontros.
2) Promover intercâmbios com grupos e redes que tenham interesses temáticos semelhantes, através da participação em eventos ou em publicações por eles organizadas.
3) Continuidade e expansão do trabalho com comunidades afetadas ou ameaçadas pela mineração/extrativismo, visando processos de fortalecimento da autogestão e busca de alternativas em países como Equador, Colômbia e outros países com representação na rede CLACSO.
2) Participar com alguns membros em reuniões presenciais e/ou publicações de algumas redes e instituições como: Rede CIMAS, RIOSAL, Rede Sentipensante, CEAAL, ARNA, Instituto PRAXIS, entre outras.
3.1. Acordo de cooperação entre as universidades vinculadas a esta área de atuação no Equador e na Colômbia.
3.2. Ações de Cooperação com o Centro Latino-Americano de Ecologia Social (CLAES) – Uruguai e o Observatório dos Direitos da Natureza (ODN)
3.3. Ações de cooperação com a Rede Latino-Americana Igrejas e Mineração (RIM) e seus núcleos locais (Colômbia) Ver: https://iglesiasymineria.org/
2) Fortalecer os vínculos entre as redes por meio da geração de produtos concretos, como publicações ou participação em eventos.
3) Intercâmbio entre alunos e professores das universidades parceiras.
3.2 e 3.3) Aprimorar a formação, o intercâmbio e a disseminação por meio da cooperação com centros e redes como: CLAES, ODN e RIM.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Contribuir para a produção de conhecimento sobre processos e metodologias participativas, com ênfase especial nos seguintes eixos: a) Crítica e autocrítica das metodologias participativas; b) Institucionalização da participação; c) Gestão territorial; d) Metodologias participativas e universidade; e) Feminismo e metodologias participativas.
Objetivos específicos:
1) Contribuir, a partir da América Latina, para o debate sobre as formas de utilização de metodologias participativas em processos institucionalizados de participação cidadã.
2) Criar espaços nacionais e regionais onde os participantes do GT possam se encontrar com seus pares e desenvolver planos de trabalho, estágios, publicações, etc.
3) Promover uma revisão de nossas próprias práticas, tarefas e estruturas conceituais a partir das perspectivas de gênero, feminismos e metodologias participativas.
4) Continuidade e expansão do trabalho com comunidades afetadas ou ameaçadas pela mineração/extrativismo, visando processos de fortalecimento da autogestão e busca de alternativas em países como Equador, Colômbia e outros países com representação na rede CLACSO.
2) Reuniões nacionais e/ou regionais dos membros da GT para definir uma agenda de trabalho e discutir tópicos de interesse acadêmico para os envolvidos.
3) Produzir uma monografia (em formato de caderno digital) focada em experiências com abordagens de gênero, feminismos e metodologias participativas.
4.1) Publicação conjunta (pelo menos um (1) artigo ou capítulo de livro) com os membros participantes no Curso ou Seminário Internacional (Ver atividade 7.1. de produção de disseminação de conhecimento neste ano)
4.2) Publicação conjunta baseada no trabalho discutido na tabela temática (Ver atividade 7.1 de produção de disseminação de conhecimento deste ano)
2) Realizar pelo menos três reuniões nacionais ou regionais que envolvam membros em treinamento.
3) Produzir e divulgar a monografia envolvendo pesquisadores do GT e de outros grupos ou redes da CLACSO interessados no tema.
4.1. Publicação e divulgação de um capítulo ou artigo que sintetize o aprendizado e as reflexões do curso internacional.
4.2. Criar uma publicação virtual coeditada pela CLACSO onde sejam divulgadas as obras apresentadas na mesa temática.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Criar espaços para formação e disseminação de conhecimentos relacionados com processos e metodologias participativas.
Os objetivos específicos
1) Divulgar a produção do GT em encontros acadêmicos nacionais, regionais e internacionais.
2) Promover as atividades e os produtos da GT através das redes sociais.
3) Divulgar as atividades e reflexões abordadas nos encontros nacionais e regionais do GT.
4) Submeter à CLACSO uma proposta para um seminário virtual sobre metodologias participativas que, se aprovado, apresentará o tema das metodologias participativas e sua aplicação em diferentes áreas a pessoas da academia e de organizações sociais.
5) Gerar múltiplas instâncias de mobilidade e intercâmbio acadêmico orientadas para treinamento e intervenção, envolvendo membros experientes e estagiários.
6) Criar uma instância de formação e reflexão sobre género, feminismos e processos e metodologias participativas.
7) Continuidade e expansão do trabalho com comunidades afetadas ou ameaçadas pela mineração/extrativismo, visando processos de fortalecimento da autogestão e busca de alternativas em países como Equador, Colômbia e outros países com representação na rede CLACSO.
2) Divulgação da atividade do grupo nas redes sociais.
3) Preparação do segundo Boletim GT.
4) Uma proposta para um seminário virtual será submetida à chamada de propostas da CLACSO de 2021.
5) A organização de visitas e estágios do GT continuará nas universidades participantes.
6) Desenvolver uma primeira edição da “Escola de Formação e Intercâmbio de Conhecimento” entre organizações e movimentos feministas, de mulheres e LGBTQ+, e acadêmicos do grupo interessados nesta linha de trabalho. A escola foi planejada para ocorrer durante um fim de semana inteiro.
7.1) Curso ou seminário internacional sobre experiências de resistência e gestão participativa de alternativas à mineração/extrativismo na América Latina.
7.2) Painel temático em congresso acadêmico internacional sobre participação democrática e extrativismo na América Latina.
2) Espera-se que, por meio das redes sociais, uma grande quantidade de pessoas seja alcançada com informações sobre as atividades e os produtos da GT.
3) Levar informações sobre as atividades e os produtos da GT a toda a comunidade CLACSO.
4) Apresentar no edital de 2021 uma proposta para um seminário virtual sobre metodologias participativas, no qual os membros mais experientes do GT no assunto participem da assembleia e atuem como professores do curso.
5) Espera-se que o resultado dos estágios de intercâmbio entre os membros da rede fortaleça os laços entre os membros e as universidades, proporcione um espaço de crescimento pessoal e profissional para os participantes e permita que os membros em formação participem dessas experiências.
6) Desenvolver uma primeira edição da Escola de formação e intercâmbio de conhecimentos, na qual estejam envolvidos pesquisadores (formados e em formação) da GT e membros de organizações e movimentos sociais.
(Esta ação também tem efeitos sobre a “Promoção da responsabilidade pública e ações de intervenção social”).
7.1) Realizar um curso em um dos centros que compõem o GT, reunindo pessoas de vários países e treinando pelo menos 30 pessoas de organizações, universidades, governos, etc.
7.2) Apresentar uma proposta para um painel temático em um congresso internacional onde o conhecimento gerado na análise comparativa de experiências seja apresentado e discutido.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Criar espaços participativos que contribuam para a melhoria da situação das organizações e movimentos sociais.
Objetivos específicos:
1) Contribuir para o processo de reintegração social das comunidades de ex-combatentes das FARC em Tierra Grata, Colômbia.
2) Continuidade e expansão do trabalho com comunidades afetadas ou ameaçadas pela mineração/extrativismo, visando processos de fortalecimento da autogestão e busca de alternativas em países como Equador, Colômbia e outros países com representação na rede CLACSO.
2.1) Participação em espaços de influência política e cidadã sobre a mineração/extrativismo.
2.2) Apoio em espaços comunitários de resistência e gestão participativa de alternativas à mineração/extrativismo em casos ou processos específicos.
2.1. Impacto nos espaços de políticas públicas e na participação da comunidade e dos cidadãos.
2.2. Melhorar a capacidade dos espaços para promover resistência e alternativas à mineração/extrativismo.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Promover a articulação da GT com outras redes e instituições na América Latina e no mundo com as quais se compartilhe um interesse temático.
Objetivos específicos:
1) Gerar sinergias entre a GT e outras redes que trabalham com metodologias participativas ou que estejam ligadas a questões de epistemologias do Sul, processos participativos, entre outros.
2) Continuidade e expansão do trabalho com comunidades afetadas ou ameaçadas pela mineração/extrativismo, visando processos de fortalecimento da autogestão e busca de alternativas em países como Equador, Colômbia e outros países com representação na rede CLACSO.
2.1. Ações de Cooperação com o Centro Latino-Americano de Ecologia Social (CLAES) – Uruguai e o Observatório dos Direitos da Natureza (ODN)
2.2. Ações de cooperação com a Rede Latino-Americana Igrejas e Mineração (RIM) e seus núcleos locais (Colômbia) Ver: https://iglesiasymineria.org/
2.1 e 2.2) Aprimorar a formação, o intercâmbio e a disseminação por meio da cooperação com centros e redes como: CLAES, ODN e RIM.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Contribuir para a produção de conhecimento sobre processos e metodologias participativas, com ênfase especial nos seguintes eixos: a) Crítica e autocrítica das metodologias participativas; b) Institucionalização da participação; c) Gestão territorial; d) Metodologias participativas e universidade; e) Feminismo e metodologias participativas.
Objetivos específicos:
1) Contribuir, a partir da América Latina, para o debate sobre experiências relativas a processos e metodologias participativas.
2.1. Promover um debate acadêmico sobre os processos participativos desenvolvidos na América Latina e na Europa.
2.2. Elabore uma avaliação das ações tomadas pela GT durante o período.
3) Contribuir para o conhecimento e reconhecimento do papel das mulheres como modelos nos processos e metodologias participativas da América Latina.
2) Realização da segunda reunião presencial do Grupo de Trabalho. O Equador está sendo considerado, em caráter provisório, como possível local para a reunião.
3) Produzir uma monografia (em formato de caderno digital) focada em destacar mulheres que são modelos a seguir no desenvolvimento de metodologias participativas na América Latina. Esta é uma área em que a academia ainda apresenta uma lacuna significativa.
2) Espera-se que pelo menos metade dos membros, incluindo pesquisadores em formação, compareça à reunião. Além de avaliar o desempenho do Grupo de Trabalho durante o período e planejar o futuro, espera-se que a reunião contribua para a reflexão sobre os temas centrais do Grupo de Trabalho. Para tanto, assim como na primeira reunião, estão previstas atividades participativas virtuais para coletar informações prévias sobre as áreas de maior interesse ou pontos de discussão.
3) Produzir e divulgar a monografia envolvendo pesquisadores do GT e de outros grupos ou redes da CLACSO interessados no tema.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
Criar espaços para formação e disseminação de conhecimentos relacionados com processos e metodologias participativas.
Os objetivos específicos
1) Divulgar a produção do GT em encontros acadêmicos nacionais, regionais e internacionais.
2) Promover as atividades e os produtos da GT através das redes sociais.
3) Divulgar as atividades e reflexões abordadas no encontro presencial do GT.
4) Submeter à CLACSO uma proposta para um seminário virtual sobre metodologias participativas que, se aprovado, apresentará o tema das metodologias participativas e sua aplicação em diferentes áreas a pessoas da academia e de organizações sociais.
5) Criar múltiplas oportunidades de treinamento e intervenção que envolvam a participação de membros experientes e em treinamento.
6) Criar uma instância de formação e reflexão sobre género, feminismos e processos e metodologias participativas.
2) Comunicar as atividades e os produtos da GT através da página do Facebook.
3) Elaboração de um boletim informativo para divulgar, através do sistema de comunicação da CLACSO, as principais atividades e reflexões produzidas no segundo encontro presencial do GT.
4) Uma proposta para um seminário virtual será submetida à chamada de propostas da CLACSO de 2022.
5) A organização de visitas e estágios para membros nas Universidades participantes do GT continuará, priorizando a participação dos membros em treinamentos.
6) Desenvolver a segunda edição da “Escola de Formação e Intercâmbio de Conhecimento”, entre organizações e movimentos feministas, de mulheres e LGBTQ+, e acadêmicos do grupo interessados nesta linha de trabalho. A escola foi planejada para ocorrer durante um fim de semana inteiro.
2) Espera-se que, por meio das redes sociais, uma grande quantidade de pessoas seja alcançada com informações sobre as atividades e os produtos da GT.
3) Levar informações sobre as atividades e os produtos da GT a toda a comunidade CLACSO.
4) Envie uma proposta de seminário virtual para a CLACSO para a chamada de 2022.
4) Apresentar na convocatória de 2022 uma proposta para um seminário virtual sobre metodologias participativas, no qual os membros mais experientes do GT na matéria estejam envolvidos na concepção e como docentes do curso.
5) Espera-se que o resultado dos estágios de intercâmbio entre os membros da rede fortaleça os laços entre os membros e as universidades, proporcione um espaço de crescimento pessoal e profissional para os participantes e permita que os membros em formação participem dessas experiências.
6) Desenvolver a segunda edição da Escola de formação e intercâmbio de conhecimentos, envolvendo investigadores do GT (formados e em formação) e membros de organizações e movimentos sociais.
(Esta ação também tem efeitos sobre a “Promoção da responsabilidade pública e ações de intervenção social”).
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Criar espaços participativos que contribuam para a melhoria da situação das organizações e movimentos sociais.
Objetivos específicos:
1) Contribuir para o processo de reintegração social das comunidades de ex-combatentes das FARC em Tierra Grata, Colômbia.
2) Continuidade e expansão do trabalho com comunidades afetadas ou ameaçadas pela mineração/extrativismo, visando processos de fortalecimento da autogestão e busca de alternativas em países como Equador, Colômbia e outros países com representação na rede CLACSO.
2.1) Participação em espaços de influência política e cidadã sobre a mineração/extrativismo.
2.2) Apoio em espaços comunitários de resistência e gestão participativa de alternativas à mineração/extrativismo em casos ou processos específicos.
2.1. Impacto nos espaços de políticas públicas e na participação da comunidade e dos cidadãos.
2.2. Melhorar a capacidade dos espaços para promover resistência e alternativas à mineração/extrativismo.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Promover a articulação da GT com outras redes e instituições na América Latina e no mundo que trabalham com metodologias participativas ou que estejam ligadas a questões de epistemologias do Sul, processos participativos, entre outros.
Objetivos específicos:
1) Criar espaços de troca entre grupos e redes através da coorganização de encontros.
2) Promover intercâmbios com grupos e redes que tenham interesses temáticos semelhantes, através da participação em eventos ou em publicações por eles organizadas.
3) Continuidade e expansão do trabalho com comunidades afetadas ou ameaçadas pela mineração/extrativismo, visando processos de fortalecimento da autogestão e busca de alternativas em países como Equador, Colômbia e outros países com representação na rede CLACSO.
2) Participar com alguns membros em reuniões presenciais e/ou publicações de algumas redes e centros, tais como: Rede CIMAS, RIOSAL, Rede Sentipensante, CEAAL, ARNA, Instituto PRAXIS, entre outros.
3.1. Ações de Cooperação com o Centro Latino-Americano de Ecologia Social (CLAES) – Uruguai e o Observatório dos Direitos da Natureza (ODN)
3.2. Ações de cooperação com a Rede Latino-Americana Igrejas e Mineração (RIM) e seus núcleos locais (Colômbia) Ver: https://iglesiasymineria.org/
2) Fortalecer os vínculos entre as redes por meio da geração de produtos concretos, como publicações ou participação em eventos.
3.1 e 3.2) Melhorar a formação, o intercâmbio e a divulgação através da cooperação com centros e redes como: CLAES, ODN e RIM.
Número total de pesquisadores admitidos: 94
Centro de Pesquisa Social e Humanística
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Antioquia
Colômbia
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de agronomia
Universidade da República
Uruguai
CURA-UDELAR
Uruguai
Universidade de La Laguna Departamento de Geografia e História Faculdade de Ciências Humanas Campus Guajara
Espanha
CURE-UdelaR
Uruguai
Instituto de Estudos Avançados
Universidade de Santiago do Chile
Chile
Universidade de Cuenca
Equador
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Cooperativa l'ARADA
Espanha
SD
Chile
Centro de Pesquisa Social e Humanística
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Antioquia
Colômbia
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Direção-Geral de Produção e Recreação do Conhecimento
Universidade Nacional Experimental das Artes
Venezuela
SD
Colômbia
Departamento de Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Pedagógica Nacional
Colômbia
Centro de Estudos Sociais
Reitoria da UNNE
Universidade Northeastern
Argentina
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
SD
Colômbia
Universidade do País Basco
Espanha
Sala de jogos comunitária,
Peru
Universidade Tecnológica Nacional, Faculdade Regional de Rafaela, Argentina.
Argentina
Instituto CENCA de Desenvolvimento Urbano - Universidade Nacional de San Marcos
Peru
Universidade de Nariño, Colômbia
Colômbia
Universidade de Valladolid
Espanha
Centro de Estudos Sociais
Reitoria da UNNE
Universidade Northeastern
Argentina
CLASSO
Argentina
Centro de Estudos sobre Conflito e Coesão Social
Universidade do Chile
Chile
Cidade Alternativa
Chile
Faculdade de Ciências Políticas e Relações Internacionais - UNR
Argentina
Fundação Creasvi
Espanha
Consórcio ECOSA para Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento
Peru
Centro de Pesquisa Social e Humanística
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Antioquia
Colômbia
Centro de Estudos Jurídicos e Pesquisa Social
Bolívia
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Rede de Pesquisadores e Organizações Sociais da América Latina
Argentina
Universidade Tecnológica Nacional, Faculdade Regional de Rafaela, Argentina.
Argentina
Universidade do País Basco
Espanha
Cidadãos do Mundo
Peru
Centro de Estudos de Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas
Universidade de Los Lagos
Chile
Universidad Complutense de Madrid
Espanha
Universidad de Concepción
Chile
SD
Bolívia
UTN Rafaela
Argentina
Faculdade de Ciências da Educação
Universidade Católica do Leste
Colômbia
Universidade do Vale
Colômbia
Rede de Pesquisadores e Organizações Sociais da América Latina
Argentina
Cooperativa l'ARADA
Espanha
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
UNIVERSIDADE NACIONAL DE RAFAELA
Argentina
Universidade do País Basco/Euskal Herriko Unibertsitatea. Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação. Departamento de Ciência Política e Administração Pública.
Espanha
Universidade do País Basco/Euskal Herriko Unibertsitatea. Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação. Departamento de Ciência Política e Administração Pública.
Espanha
Universidade Metropolitana de Ciências da Educação
Chile
Universidade do Chile
Chile
Universidade Tecnológica Nacional, Faculdade Regional de Rafaela, Argentina.
Argentina
Vice-Reitoria de Pesquisa e Inovação
Universidade de Cuenca
Equador
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Instituto de Pesquisa Socioeconômica
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de San Juan
Argentina
Universidade do País Basco
Espanha
Rede de Pesquisadores e Organizações Sociais da América Latina
Argentina
IDEA - Universidade de Santiago, Chile
Chile
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Cooperativa l'ARADA
Espanha
Faculdade de Filosofia, Humanidades e Artes. UNSJ.
Argentina
Instituto de Pesquisa Socioeconômica
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de San Juan
Argentina
CURE-UdelaR
Uruguai
Embaixada da Venezuela na Etiópia
Etiópia
Diretoria de Educação Intercultural Bilíngue - DEIB do Ministério da Educação - Peru
Peru
Centro de Pesquisa Social e Humanística
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Antioquia
Colômbia
UNIVERSIDADE DE GRANADA
Espanha
Associação de Cidades Alternativas
República Dominicana
Faculdade de Educação
Faculdade de Educação
Universidade de Antioquia
Colômbia
Universidade de Ciudad Juárez
México
Faculdade de Educação
Faculdade de Educação
Universidade de Antioquia
Colômbia
Instituto Universitário para a Democracia, Paz e Segurança da Universidade Nacional Autônoma de Honduras
Honduras
COLHEITA
Honduras
Universidade do País Basco
Espanha
Universidade do Chile
Chile
Congresso Nacional do Chile
Chile
Centro de Pesquisa Louis Joseph Lebret OP para Economia e Humanismo
Universidade de Santo Tomás
Colômbia
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Professor Associado III do Departamento de Fundamentos da Educação, do Centro Educacional da Universidade Federal de Santa María (UFSM).
Brasil
Universidade de Cuenca
Equador
CENTRO DE PESQUISA EM CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANIDADES, UNIVERSIDADE DE ANTIOQUIA
Colômbia
Instituto de Estudos Avançados
Universidade de Santiago do Chile
Chile
Centro de Pesquisa Social e Humanística
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Antioquia
Colômbia
Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social
Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Departamento de Ciências Sociais
Centro Universitário Regional da Costa Norte
Universidade da República
Uruguai
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
CURA-UDELAR
Uruguai
Centro de Estudos Sociais
Reitoria da UNNE
Universidade Northeastern
Argentina
CLASSO
Argentina
Universidade de Antioquia
Colômbia
Rede de Pesquisadores e Organizações Sociais da América Latina
Argentina
Universidad Veracruzana
México
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[impressão]