Área temática: Ciências Sociais e Políticas Científicas

Grupo de trabalhoCiência e sociedade

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1. Nome do Grupo de Trabalho.
Ciência e sociedade
Coordenador(es) do Grupo de Trabalho
Andrés Gomez
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile

2. Localização crítica do tema no contexto latino-americano e caribenho e em relação à dinâmica global.

Antes de apresentar a localização crítica da pesquisa em Ciência e Sociedade, cabe ressaltar que uma parte significativa das linhas de pesquisa e atividades delineadas para este grupo dá continuidade ao grupo de trabalho Ciência e Sociedade anteriormente coordenado pelo Dr. Pablo Kreimer. Progressos significativos foram alcançados nos últimos três anos, e novos grupos e redes foram estabelecidos em nível nacional em diversos países da América Latina. É importante destacar também que, antes deste grupo de trabalho, houve outras duas iniciativas que pavimentaram o caminho para a força atual do grupo: o Grupo de Trabalho Ciência, Tecnologia e Sociedade na América Latina e no Caribe, que atuou sob os auspícios da CLACSO entre 2005 e 2009, coordenado pelos Drs. Sanchez Daza e Martinez de Ita, da Benemérita Universidad de Puebla (México), e do qual participaram diversos dos grupos de pesquisa incluídos nesta proposta. Por outro lado, as sucessivas redes CYTED “Rede Ibero-Americana sobre o Uso do Conhecimento Científico” (2008-2011), coordenada por Hebe Vessuri, e a “Rede de Análise sobre a Dinâmica da Ciência e da Sociedade” (2012-2015), coordenada por Pablo Kreimer, das quais também fizeram parte uma parte importante dos grupos de pesquisa desta chamada, juntamente com outros novos que se juntaram.

Esta proposta de Grupo de Trabalho visa consolidar ainda mais as redes existentes e promover novas. Por exemplo, a coordenação do atual Grupo de Trabalho: Ciência e Sociedade 2020-2022, está sendo liderada por um membro recém-integrado e por uma rede de pesquisadores do Chile. O Grupo tem o duplo objetivo de continuar a fortalecer o campo dos estudos sociais da ciência e da tecnologia (ESCT) em nossa região e gerar conhecimento crítico para fundamentar os processos de geração e uso da ciência e da tecnologia (Kreimer, 2015).

As políticas de ciência e tecnologia implementadas recentemente nos países da América Latina e do Caribe (ALC) têm apresentado resultados variados, com maior ou menor apoio financeiro e diferenças claras em sua participação no Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, o que as une é sua relação intrinsecamente complexa com a sociedade. Nesse sentido, destacam-se os desenvolvimentos a criação ou o fortalecimento de instituições governamentais de alto nível, o aumento dos recursos destinados à área (tanto em termos absolutos quanto em percentual do total das despesas) e o papel central que a ciência e a tecnologia desempenham no discurso dos agentes estatais e dos diversos atores sociais envolvidos. Contudo, esses aumentos quantitativos não contribuíram para resolver algumas limitações estruturais relacionadas à dependência/integração subordinada da região na divisão internacional do trabalho científico, nem abordaram a utilização efetiva do conhecimento científico produzido localmente.

Isso nos leva a uma das principais preocupações do Grupo de Trabalho: as grandes dificuldades históricas em direcionar o conhecimento científico para as necessidades sociais, ambientais e econômicas, como demonstrado nas décadas de 60 e 70 por representantes do chamado "pensamento latino-americano sobre ciência, tecnologia e desenvolvimento", como Jorge Sábato, Amílcar Herrera, Oscar Varsavsky, Máximo Halty e Marcel Roche, entre outros.

Atualmente, em decorrência de uma nova onda de políticas neoliberais e contrariamente aos mecanismos de legitimação do conhecimento científico baseados exclusivamente em critérios internalistas (que predominaram durante o período neoliberal), surge em nossa região um consenso sobre a necessidade de que esse conhecimento, além do rigor acadêmico, seja justificado por sua utilidade para as sociedades que o financiam e, especificamente, para os setores mais vulneráveis ​​dessas sociedades, frequentemente excluídos dos benefícios do desenvolvimento científico e tecnológico. Trata-se da sempre debatida ideia de estabelecer o vínculo que deve existir entre o desenvolvimento científico e tecnológico e a inclusão social.

Por outro lado, o conhecimento científico na região tem sido visto como um fenômeno específico das sociedades locais. Nesse contexto, as razões para o baixo aproveitamento efetivo do conhecimento produzido na América Latina por suas próprias sociedades têm sido atribuídas às incapacidades dessas mesmas sociedades, entendidas como periféricas em relação aos mecanismos de industrialização do conhecimento disponíveis aos países centrais (Vessuri, 2005). É por isso que, em geral, a globalização das comunidades científicas locais tem sido tomada como um fato consumado.

Essa situação vem mudando nas últimas décadas, sendo necessário levar em consideração alguns elementos do processo de globalização que afetaram a América Latina, no sentido das novas condições de possibilidade global para a geração de conhecimento científico e tecnológico.

De fato, embora as comunidades científicas latino-americanas tenham se internacionalizado consideravelmente a partir de sua institucionalização nos países mais avançados da região no final do século XIX, esse processo apresenta atualmente algumas particularidades que devem ser analisadas sob um ponto de vista crítico:

a) Um aumento exponencial no número de pesquisadores no mundo e, consequentemente, uma centralidade cada vez maior do conhecimento científico e tecnológico no desenvolvimento das sociedades e nos processos de interdependência funcional;

b) O surgimento de mega-redes, compostas por centenas de pesquisadores localizados em qualquer lugar do mundo, que abordam problemas e agendas de pesquisa “globais”. Essas chamadas agendas de pesquisa globais, como mudanças climáticas e poluição oceânica, tendem a se distanciar das questões (científicas e sociais) de países e regiões específicos (como é o caso na América Latina; ver Kreimer, 2006, 2011).

c) A disponibilidade e o acesso ao conhecimento científico e tecnológico internacional, não local, que intervém em conflitos e problemas locais por meio de movimentos e grupos sociais na América Latina. Esse aspecto gera complexidade nas decisões políticas relativas a conflitos sociais, tendendo a deslegitimar as capacidades já existentes nos países da região. (Gibert, Gómez e Cacino, 2017)

d) Competição explícita entre os principais blocos hegemônicos (América do Norte, Europa, Ásia) pela dominância científica e tecnológica, que inclui a exploração do conhecimento e das capacidades de pesquisadores latino-americanos, recrutados para projetos globais (particularmente pelos dois primeiros blocos). Esse fenômeno, que tem sido denominado “integração subordinada” (referências) ou, ainda mais, exploração cognitiva (Kreimer e Zukerfeld, no prelo), tem consequências significativas para as sociedades latino-americanas.

Nesse contexto, torna-se crucial investigar as tensões emergentes entre a formação de agendas de pesquisa científica — fortemente influenciadas pelos temas e abordagens da corrente dominante internacional em cada disciplina — e o desenvolvimento de conhecimento voltado para o enfrentamento e a potencial resolução de problemas sociais, ambientais e econômicos das sociedades latino-americanas. Além disso, considerando a natureza divergente dos interesses, representações e acesso a recursos de diferentes grupos sociais dentro de uma mesma sociedade, torna-se essencial estudar quais atores locais conseguem se apropriar do conhecimento científico e tecnológico produzido localmente e quais permanecem excluídos desse conhecimento (Sanchez Daza, 2009).

O exposto acima implica, ao mesmo tempo, questionar criticamente o conteúdo das políticas de ciência e tecnologia, sua geração e articulação com as agendas científicas globais, bem como os instrumentos implementados nos países da Região, em relação à avaliação do grau de adequação nas tentativas de abordar criticamente as tensões mencionadas acima (Dagnino, 2009) e propor perspectivas críticas sobre as agendas de desenvolvimento em ciência e tecnologia propostas na América Latina.

- Dagnino, R. (2009), Uma construção do Espaço Ibero-Americano do Saber, os estudos sobre ciência, tecnologia e sociedade e política científica e tecnológica. CTS: Revista Ibero-Americana de Ciência, Tecnologia e Sociedade, Vol. 4, No. 12, 2009
- Gibert, J., Gómez, A., Cancino, R. (2017), Ciência, Tecnologia e Sociedade na América Latina. A perspectiva das novas gerações. Ril Editores
- Kreimer, P. (2006) “Dependente ou integrado? A ciência latino-americana e a divisão internacional do trabalho.” Nomadas, nº 24
- Kreimer, P. (2011), “Internacionalização e extensão da ciência latino-americana”, Ciência e Cultura, vol. 63, não. 2. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
- Kreimer, P. (2015), “A ciência como objeto das ciências sociais na América Latina: pesquisa e intervenção”. Cadernos do Pensamento Crítico Latino-Americano nº 25 - Segunda Era.
- Kreimer, P. e Zukerfeld, M. (2014), Exploração cognitiva: Tensões emergentes na produção e no uso social do conhecimento científico, informacional e laboral tradicional. In Kreimer, Vessuri, Velho e Arellano: Perspectivas latino-americanas no estudo social da ciência, tecnologia e conhecimento.
- Sánchez, Germán (2009) Ciência e Tecnologia na América Latina, CLACSO BUAP, Argentina-México. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/becas/dazaccia.pdf
- Vessuri, H. (2005), Como conectar ciência, tecnologia e inovação para buscar o desenvolvimento sustentável? Interciencia: Revista de ciência e tecnologia da América, Vol. 30, No. 5, 2005.
3. Justificação e análise da relevância teórica do tema em relação ao contexto analisado.

A maioria dos estudos em ciências sociais que analisam a situação da América Latina e do Caribe (ALC) diante das grandes transformações do último quarto do século XX tem se concentrado nas dimensões social, econômica, cultural e política. De modo geral, a literatura sobre esses temas parte do pressuposto de que a interação dessas dimensões é crucial para analisar questões como o status ou o papel periférico da ALC no mundo, a integração regional, a inclusão ou exclusão de grupos sociais vulneráveis, as transformações das democracias, os mecanismos de representação e participação, tanto simbólicos quanto materiais, o papel da educação nesses processos, e assim por diante.

Nessas tradições analíticas, as questões relacionadas ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia são analisadas de maneira assistemática e frequentemente tendenciosa. Por exemplo, a dimensão "tecnológica" tem sido geralmente objeto de estudos originários da economia, focados na análise do desenvolvimento do setor industrial e/ou de serviços. Enquanto isso, as análises críticas do conhecimento científico concentram-se nas ciências sociais e são entendidas como processos de construção de significado. Contudo, o conhecimento gerado pelas chamadas "ciências exatas" é frequentemente considerado acriticamente, como se seu processo de produção não fosse fortemente determinado pelas mesmas dimensões sociais, econômicas ou culturais que permeiam outros processos sociais. No máximo, em alguns casos, as consequências não intencionais das aplicações de determinado conhecimento são analisadas, deixando de lado aspectos importantes como seu contexto de produção, a formação das agendas de pesquisa, as políticas que regulam suas condições de produção, as relações internacionais que o enquadram, a dinâmica das instituições em que opera e, finalmente, os usos sociais, econômicos ou ambientais desse conhecimento.

Pesquisas nessa área indicam que, nas últimas décadas, a importância e a influência do conhecimento científico aumentaram para diferentes agentes e redes sociais (Law, 2006; Casas, 2009; Baumgarten e da Costa Marques, 2008), sendo um elemento crucial para a compreensão da dinâmica das sociedades modernas, particularmente as latino-americanas. Isso implica uma mudança de perspectiva e na forma como se aborda a análise tradicional de problemas públicos. Segundo essa abordagem, os problemas públicos seguem uma sequência em que são levantados por diversos atores até que o Estado os adote, os transforme em objeto de políticas públicas, elabore estratégias para abordá-los e, frequentemente, recorra ao conhecimento científico para resolvê-los. Em contrapartida, adota-se um modelo mais interpretativo, no qual o conhecimento científico (de diversos campos e espaços institucionais) é fundamental e, portanto, parte integrante da própria definição de problemas públicos (Gusfield, 1981; Kreimer, 2011 e 2015).

Na América Latina, a questão da relação entre produção e uso do conhecimento assume características específicas, embora semelhantes em outros contextos também moldados pela tensão entre a visibilidade e legitimação internacional do conhecimento versus sua legitimação por meio de usos sociais em sociedades locais. Isso resulta em uma interseção complexa entre aspectos epistêmicos ou cognitivos e aspectos políticos (Arellano, 2007) que, longe de permanecer apenas no âmbito do debate intelectual, tem consequências diretas para diversos atores sociais que podem, ou não, se beneficiar do conhecimento que suas próprias sociedades produzem e, em grande medida, financiam.

Em conclusão, o Grupo de Trabalho que apresentamos permitirá ampliar o arcabouço teórico devido à contribuição que seus resultados representarão para a compreensão de três dimensões conceituais que influenciam a produção e o uso do conhecimento científico na América Latina e Caribe, a saber:

a) Produção - Uso Efetivo: que opõe, por um lado, a produção de conhecimento científico e tecnológico e, por outro, os usos reais desse conhecimento para abordar e contribuir para a resolução de questões definidas como problemáticas pelas sociedades locais e/ou por alguns atores sociais dentro delas, em particular.

b) Agendas Globais: que confrontam as dimensões locais da produção de conhecimento na América Latina e as tendências de fazer parte das agendas globais de pesquisa científica e os efeitos da “corrente principal” internacional (Vessuri, 1996);

c) Autonomia-Heteronomia: que contrapõe o campo científico e, em particular, os processos de produção do conhecimento científico e tecnológico, entendidos como espaços "não neutros ou objetivos" em relação a outros campos, especialmente o político, e às orientações exógenas desses processos.

Todas essas abordagens e um conjunto de hipóteses de médio alcance (ver Kreimer et al. 2014) constituem a base reflexiva para fortalecer uma visão crítica da América Latina sobre os processos de desenvolvimento científico e tecnológico no cenário mundial, bem como suas dimensões culturais, econômicas, políticas e cognitivas.

- Arellano, A. (2007), “Da epistemologia da ecologia política latouriana a uma epistemologia do apoio antropológico”. Convergencia, Revista de Ciências Sociais, n.º 44, maio-agosto de 2007.
- Baumgarten, M. e da Costa Marques, I. (2008), “Conhecimentos e redes: produção e apropriação de C&T”, Sociologias nº 19.
- Casas, R. (2009), “Redes e fluxos de conhecimento na aquicultura no noroeste do México”, Redes: Revista Hispânica de Análise de Redes Sociais, nº 17.
- Kreimer, P. (2011), “Desmantelando ficções. Problemas sociais – problemas de conhecimento na América Latina”. In Arellano, A. e Kreimer, P.: “Estudo social da ciência e da tecnologia na América Latina”. Bogotá, Siglo del Hombre
- Kreimer, P. (2015), “Co-produção de problemas sociais e conhecimento científico: doença de Chagas e a dinâmica dos campos de pesquisa na América Latina”. Anuário de Sociologia da Ciência, Vol. 29.
- Kreimer, P., Vessuri, H., Velho, L. e Arellano, A. (2014): Perspectivas Latino-Americanas no Estudo Social da Ciência e da Tecnologia. México, Siglo XXI. Kreimer, P. e Zabala, J. (2007): “Problemas Sociais, Problemas Científicos: a construção recíproca. Doença de Chagas na Argentina”. Ciência, Tecnologia e Sociedade, nº 1, vol. 11, 2007.
- Law, J. (2006), “Mapas ou quadros de avisos. Reconstruindo a realidade em um espaço sem coordenadas pré-estabelecidas”. REDES; Revista de Estudos Sociais da Ciência, nº 24, vol. 12.
- Parra Romero, A. e Cadena Díaz, Z. (2011) O ambiente na perspectiva das relações entre ciência, tecnologia e sociedade: uma visão geral. CS Magazine, nº 6.
- Restrepo, O. e Ashmore, M. (2012), O documento em sua passagem pelo cartório: Confiança, formalidade e credibilidade. Em “Montando a Colômbia”. Bogotá, Edições da UNAL.
- Velho, L. e de Souza, MC “Parcerias público-privadas em ensaios de vacinas contra o HIV como contribuição para a resposta brasileira à epidemia de AIDS”. International Journal of Technology Management & Sustainable Development, v. 6, p. 39-53, 2007.
- Vessuri, H. (2010), A ciência climática no olho do furacão político e midiático. Interciencia: Revista de Ciência e Tecnologia da América, Vol. 35, nº 4, 2010
- Vessuri, H. (1996), “Cooperação Científica entre Parceiros Desiguais: a Camisa de Força da Base de Recursos Humanos”. In: J.Gaillard (Ed.) Coopérations Scientifiques Internationales. Les Sciences Hors D'Occident au XXe. Século. Edições ORSTOM, Paris.
4. Plano de trabalho de três anos (36 meses), detalhado por ano.
PLANO DE TRABALHO PARA O PRIMEIRO ANO (01/11/2019 al 31/10/2020)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
a) Compreender e explicar os processos de interação entre ciência, política e sociedade;
b) Aplicar o conhecimento e desenvolver soluções úteis para os atores envolvidos (governos, instituições, movimentos sociais), criando mecanismos de consultoria na região para essas questões.
c) Contribuir para a formação de novas gerações de pesquisadores e formuladores de políticas científicas na região.
d) Disponibilizar à região, através de um sítio web, um repositório das principais publicações em Ciência e sua ligação com a Sociedade, reforçando o acervo bibliográfico para consulta e acessibilidade a uma ampla gama de atores sociais.
* Análise de textos e documentos de políticas públicas sobre ciência em cada um dos países em estudo;
* Entrevistas com as principais partes interessadas e desenvolvimento de estratégias de lobby institucional em cada contexto;
* Estudos bibliométricos utilizando bases de dados nacionais e internacionais para indicadores de nível macro;
* Estudos de caso no âmbito de instituições de pesquisa públicas e privadas;
* Organização regular de workshops e seminários para discutir estruturas conceituais e metodológicas, considerar avanços na pesquisa e reavaliar variáveis ​​comparativas;
* Consultar especialistas extrarregionais para testar o conhecimento produzido pela Rede.
Em primeiro lugar, obter uma “terceira geração” de artigos com estudos explicativos e comparativos sobre a natureza das políticas de ciência e tecnologia nos últimos anos e suas consequências em termos da dinâmica da ciência e da formulação de agendas científicas.
* Uma coletânea de artigos e capítulos de livros que abordam a ciência e a tecnologia em sua função de serem incorporadas aos processos de produção e de solucionar problemas específicos identificados pelas sociedades latino-americanas.
* Obter, por meio dos diferentes textos já mencionados, um diagnóstico das dimensões que se mostram mais significativas na orientação das atividades de P&D dos países analisados ​​e seu impacto em uma maior utilidade social e produtiva.
* Estabelecimento de uma nova massa crítica regional em questões de ciência e sociedade que leve a uma renovação nas abordagens e temas da área.
* Está previsto o desenvolvimento de metodologias para a avaliação de políticas públicas e controvérsias sociocientíficas relacionadas à orientação das atividades de P&D na região.
* Está prevista a instalação e disponibilização de um repositório e coleção de estudos em Ciência e Sociedade, com acesso via web.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
a) Promover espaços de debate e interação entre especialistas latino-americanos na área, a fim de desenvolver estruturas analíticas robustas capazes de influenciar os processos de tomada de decisão adotados em nossos países em relação aos aspectos sociais da ciência e da tecnologia;
b) Aumentar a visibilidade do conhecimento produzido em nossa região, aproximando esses trabalhos de pesquisadores e especialistas de outras regiões, priorizando a reflexão crítica sobre os contextos globais das agendas científicas;
c) Estimular, em diferentes países, a formação de jovens pesquisadores, dotados de forte rigor acadêmico e com perspectivas críticas sobre as relações entre ciência e sociedade a partir da ótica latino-americana.
- Organização do 13º Congresso da ESOCITE (Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia), que será realizado em Montevidéu, Uruguai, em 2020. Esses congressos representam a continuidade do primeiro encontro, organizado em Buenos Aires em 1995, e que posteriormente foi realizado em sistema de rodízio em diversos países: (II Caracas 1996; III Querétaro 1998; IV Campinas 2000; V Toluca 2004; VI Bogotá 2006; VII Rio de Janeiro; VIII Buenos Aires; IX México 2012).
Isso tem sido crucial para consolidar esse campo na América Latina, que hoje apresenta maior coesão, circulação de conhecimento e de pessoas, e visibilidade internacional, bem como para capacitar diversas gerações na análise crítica das dimensões sociais e políticas da ciência e da tecnologia.
- Fortalecer os laços de colaboração entre grupos e pesquisadores na região da América Latina. Isso deverá se evidenciar na configuração de atividades conjuntas entre o Grupo de Trabalho, a ESOCITE e as redes emergentes de estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade em diferentes países da região;
Continuidade da coleção de livros que o grupo de trabalho na área de "ciência, tecnologia e sociedade" vem desenvolvendo em conjunto com outros pesquisadores da região.
Socialização das agendas de pesquisa predominantes no campo dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (ESCT) na América Latina, e sua comparação/confrontação/complementaridade com os temas predominantes das agendas de pesquisa globais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Disponibilizar aos atores sociais envolvidos na reformulação das políticas públicas de ciência e na geração de instrumentos alternativos para a orientação do conhecimento científico, situados nas necessidades das sociedades latino-americanas.
* Continuação da formação de pessoal em administração e políticas de ciência e tecnologia. Isso já está sendo feito em alguns países por meio de programas de pós-graduação específicos (Brasil, Argentina, México, etc.), onde pesquisadores deste grupo de trabalho têm atuado intensamente. O objetivo é incentivar essa participação nos demais países;
* Formação de jovens pesquisadores (mestrandos e doutorandos em estudos sociais e políticos da ciência e da tecnologia) através do fortalecimento dos grupos que compõem a rede e que estão ligados às estruturas de formação em pesquisa mais relevantes nesta área na região.
* Articulação com redes nacionais compostas por organizações e movimentos sociais ocupados e preocupados com a geração e os efeitos da ciência na sociedade.
Os principais usuários dos produtos gerados pela Rede serão atores do setor público responsáveis ​​pela concepção e implementação de políticas. Esses atores participarão de diversas etapas do projeto, atuando como informantes-chave e partes interessadas relevantes. Eles terão acesso a informações sistematizadas, análises aprofundadas e um conjunto de recomendações que lhes permitirão reformular os instrumentos de política de P&D com o objetivo de intensificar o uso social e produtivo do conhecimento gerado localmente.
* Organização de seminários no contexto de organizações sociais que permitam apresentar os resultados numa perspectiva comparativa do trabalho empírico;
* Publicação (dentro da coleção) de volumes/manuais especificamente direcionados a:
• Elementos conceituais e metodológicos, e avanços na análise das relações entre a concepção e a implementação de políticas e suas consequências para o uso social e produtivo do conhecimento em C&T;
• Elementos conceituais e metodológicos e recomendações para a concepção e implementação de políticas orientadas para os usos sociais e produtivos do conhecimento científico e tecnológico.
* Desenvolvimento de oficinas conjuntas com diversas partes interessadas: funcionários públicos em diferentes níveis, representantes das comunidades científica e acadêmica, representantes de grupos sociais com necessidades específicas e representantes do setor empresarial. O objetivo é aumentar a conscientização na elaboração de políticas de ciência e tecnologia voltadas para o aumento dos usos sociais e produtivos da ciência e da tecnologia.
* Diálogos com diversos grupos sociais capazes de articular demandas que possam ser atendidas em termos de produção de conhecimento científico e tecnológico. Por exemplo: em questões de saúde, grupos populacionais em risco de doenças locais ou endêmicas, ou de manifestações locais de doenças globais; em termos ambientais, populações sujeitas às consequências da falta de regulamentação do risco tecnológico; em termos de energia, populações sujeitas a debates entre o uso de produtos agrícolas para combustível versus as necessidades da produção de alimentos, etc.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
a) Aumentar a posição dos estudos sociais da ciência e da tecnologia (ESCT) nas reflexões das ciências sociais latino-americanas;
b) Para melhor aproveitar, reciprocamente, as produções intelectuais de outros campos das ciências sociais e das TIC na nossa região;
c) Dar maior visibilidade internacional à produção e à reflexão sobre as ciências e tecnologias produzidas na América Latina;
d) Interagir com pesquisadores de outras regiões, tanto em desenvolvimento quanto mais desenvolvidas, para obter uma posição mais definida da América Latina no desenvolvimento das agendas científicas globais.
*Estabelecer uma forte colaboração com a Sociedade Latino-Americana de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, bem como com as sociedades ou redes que têm surgido progressivamente em cada país (Chile, Peru, Uruguai, Brasil, Argentina e países prioritários da CLACSO), promovendo simultaneamente a formação de redes em países onde elas ainda não existem.
*Colaboração com outros grupos de trabalho que abordam questões relacionadas ao conhecimento, seu papel na América Latina, desenvolvimento tecnológico e social, etc., sob uma perspectiva das ciências sociais. Isso já foi feito no passado e será ampliado caso esta rede seja renovada.
* Colaboração com redes e projetos promovidos pelo CYTED, que incluem, além de grupos latino-americanos, pesquisadores da Espanha e de Portugal.
* Intensificação das relações com redes e sociedades nos países mais desenvolvidos: 4S (Sociedade para Estudos Sociais da Ciência, com quem já realizamos um congresso conjunto em Buenos Aires), EASST (Sociedade Europeia para Estudos de Ciência e Tecnologia), EASTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade do Leste Asiático), com quem já colaboramos em publicações conjuntas.
- Alcançar maior disseminação e reconhecimento, pelas ciências sociais latino-americanas, das produções na área de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (ESCT);
- Garantir que a produção e a reflexão sobre ciência e tecnologia produzidas na América Latina tenham maior visibilidade, reconhecimento e valorização internacional;
- Obter perspectivas mais amplas sobre o desenvolvimento da ciência e da tecnologia na formação das agendas científicas globais que estão sendo desenvolvidas na América Latina.
PLANO DE TRABALHO PARA O SEGUNDO ANO (01/11/2020 al 31/10/2021)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
a) Compreender e explicar os processos de interação entre ciência, política e sociedade;
b) Aplicar o conhecimento e desenvolver soluções úteis para os atores envolvidos (governos, instituições, movimentos sociais), criando mecanismos de consultoria na região para essas questões.
c) Contribuir para a formação de novas gerações de pesquisadores e formuladores de políticas científicas na região.
d) Disponibilizar à região, através de um sítio web, um repositório das principais publicações em Ciência e sua ligação com a Sociedade, reforçando o acervo bibliográfico para consulta e acessibilidade a uma ampla gama de atores sociais.
* Análise de textos e documentos de políticas públicas sobre ciência em cada um dos países em estudo;
* Entrevistas com as principais partes interessadas e desenvolvimento de estratégias de lobby institucional em cada contexto;
* Estudos bibliométricos utilizando bases de dados nacionais e internacionais para indicadores de nível macro;
* Estudos de caso no âmbito de instituições de pesquisa públicas e privadas;
* Consultar especialistas extrarregionais para testar o conhecimento produzido pela Rede.
Em primeiro lugar, obter uma “terceira geração” de artigos com estudos explicativos e comparativos sobre a natureza das políticas de ciência e tecnologia nos últimos anos e suas consequências em termos da dinâmica da ciência e da formulação de agendas científicas.
* Uma coletânea de artigos e capítulos de livros que abordam a ciência e a tecnologia em sua função de serem incorporadas aos processos de produção e de solucionar problemas específicos identificados pelas sociedades latino-americanas.
* Obter, por meio dos diferentes textos já mencionados, um diagnóstico das dimensões que se mostram mais significativas na orientação das atividades de P&D dos países analisados ​​e seu impacto em uma maior utilidade social e produtiva.
* Estabelecimento de uma nova massa crítica regional em questões de ciência e sociedade que leve a uma renovação nas abordagens e temas da área.
* Está previsto o desenvolvimento de metodologias para a avaliação de políticas públicas e controvérsias sociocientíficas relacionadas à orientação das atividades de P&D na região.
* Está prevista a instalação e disponibilização de um repositório e coleção de estudos em Ciência e Sociedade, com acesso via web.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
a) Promover espaços de debate e interação entre especialistas latino-americanos na área, a fim de desenvolver estruturas analíticas robustas capazes de influenciar os processos de tomada de decisão adotados em nossos países em relação aos aspectos sociais da ciência e da tecnologia;
b) Aumentar a visibilidade do conhecimento produzido em nossa região, aproximando esses trabalhos de pesquisadores e especialistas de outras regiões, priorizando a reflexão crítica sobre os contextos globais das agendas científicas;
c) Estimular, em diferentes países, a formação de jovens pesquisadores, dotados de forte rigor acadêmico e com perspectivas críticas sobre as relações entre ciência e sociedade a partir da ótica latino-americana.
- Realização da VII Escola Doutoral em “Estudos sociais e políticos da ciência e da tecnologia”, a realizar-se em local a definir.
Este encontro é uma continuação dos já realizados em Buenos Aires (2001), Blumenau (2003), Curitiba (2005), Caracas (2009), San José da Costa Rica (2011), Florianópolis (2013) e Valparaíso (2015), Quito, Equador (FLACSO 2019).
Em cada evento participaram cerca de 30 estudantes de doutorado, juntamente com seus respectivos orientadores de tese e outros pesquisadores seniores da região.
- Fortalecer os laços de colaboração entre grupos e pesquisadores na região da América Latina. Isso deverá se evidenciar na configuração de atividades conjuntas entre o Grupo de Trabalho, a ESOCITE e as redes emergentes de estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade em diferentes países da região;
Continuidade da coleção de livros que o grupo de trabalho na área de "ciência, tecnologia e sociedade" vem desenvolvendo em conjunto com outros pesquisadores da região.
Socialização das agendas de pesquisa predominantes no campo dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (ESCT) na América Latina, e sua comparação/confrontação/complementaridade com os temas predominantes das agendas de pesquisa globais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Disponibilizar aos atores sociais envolvidos na reformulação das políticas públicas de ciência e na geração de instrumentos alternativos para a orientação do conhecimento científico, situados nas necessidades das sociedades latino-americanas.
* Continuação da formação de pessoal em administração e políticas de ciência e tecnologia. Isso já está sendo feito em alguns países por meio de programas de pós-graduação específicos (Brasil, Argentina, México, etc.), onde pesquisadores deste grupo de trabalho têm atuado intensamente. O objetivo é incentivar essa participação nos demais países;
* Formação de jovens pesquisadores (mestrandos e doutorandos em estudos sociais e políticos da ciência e da tecnologia) através do fortalecimento dos grupos que compõem a rede e que estão ligados às estruturas de formação em pesquisa mais relevantes nesta área na região.
* Articulação com redes nacionais compostas por organizações e movimentos sociais ocupados e preocupados com a geração e os efeitos da ciência na sociedade.
Os principais usuários dos produtos gerados pela Rede serão atores do setor público responsáveis ​​pela concepção e implementação de políticas. Esses atores participarão de diversas etapas do projeto, atuando como informantes-chave e partes interessadas relevantes. Eles terão acesso a informações sistematizadas, análises aprofundadas e um conjunto de recomendações que lhes permitirão reformular os instrumentos de política de P&D com o objetivo de intensificar o uso social e produtivo do conhecimento gerado localmente.
* Organização de seminários no contexto de organizações sociais que permitam apresentar os resultados numa perspectiva comparativa do trabalho empírico;
* Publicação (dentro da coleção) de volumes/manuais especificamente direcionados a:
• Elementos conceituais e metodológicos, e avanços na análise das relações entre a concepção e a implementação de políticas e suas consequências para o uso social e produtivo do conhecimento em C&T;
• Elementos conceituais e metodológicos e recomendações para a concepção e implementação de políticas orientadas para os usos sociais e produtivos do conhecimento científico e tecnológico.
* Desenvolvimento de oficinas conjuntas com diversas partes interessadas: funcionários públicos em diferentes níveis, representantes das comunidades científica e acadêmica, representantes de grupos sociais com necessidades específicas e representantes do setor empresarial. O objetivo é aumentar a conscientização na elaboração de políticas de ciência e tecnologia voltadas para o aumento dos usos sociais e produtivos da ciência e da tecnologia.
* Diálogos com diversos grupos sociais capazes de articular demandas que possam ser atendidas em termos de produção de conhecimento científico e tecnológico. Por exemplo: em questões de saúde, grupos populacionais em risco de doenças locais ou endêmicas, ou de manifestações locais de doenças globais; em termos ambientais, populações sujeitas às consequências da falta de regulamentação do risco tecnológico; em termos de energia, populações sujeitas a debates entre o uso de produtos agrícolas para combustível versus as necessidades da produção de alimentos, etc.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
a) Aumentar a posição dos estudos sociais da ciência e da tecnologia (ESCT) nas reflexões das ciências sociais latino-americanas;
b) Para melhor aproveitar, reciprocamente, as produções intelectuais de outros campos das ciências sociais e das TIC na nossa região;
c) Dar maior visibilidade internacional à produção e à reflexão sobre as ciências e tecnologias produzidas na América Latina;
d) Interagir com pesquisadores de outras regiões, tanto em desenvolvimento quanto mais desenvolvidas, para obter uma posição mais definida da América Latina no desenvolvimento das agendas científicas globais.
*Estabelecer uma forte colaboração com a Sociedade Latino-Americana de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, bem como com as sociedades ou redes que têm surgido progressivamente em cada país (Chile, Peru, Uruguai, Brasil, Argentina e países prioritários da CLACSO), promovendo simultaneamente a formação de redes em países onde elas ainda não existem.
*Colaboração com outros grupos de trabalho que abordam questões relacionadas ao conhecimento, seu papel na América Latina, desenvolvimento tecnológico e social, etc., sob uma perspectiva das ciências sociais. Isso já foi feito no passado e será ampliado caso esta rede seja renovada.
* Colaboração com redes e projetos promovidos pelo CYTED, que incluem, além de grupos latino-americanos, pesquisadores da Espanha e de Portugal.
- Alcançar maior disseminação e reconhecimento, pelas ciências sociais latino-americanas, das produções na área de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (ESCT);
- Garantir que a produção e a reflexão sobre ciência e tecnologia produzidas na América Latina tenham maior visibilidade, reconhecimento e valorização internacional;
- Obter perspectivas mais amplas sobre o desenvolvimento da ciência e da tecnologia na formação das agendas científicas globais que estão sendo desenvolvidas na América Latina.
PLANO DE TRABALHO PARA O TERCEIRO ANO (01/11/2021 al 31/10/2022)
OBJETIVOS
ATIVIDADES
RESULTADOS ESPERADOS
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
a) Compreender e explicar os processos de interação entre ciência, política e sociedade;
b) Aplicar o conhecimento e desenvolver soluções úteis para os atores envolvidos (governos, instituições, movimentos sociais), criando mecanismos de consultoria na região para essas questões.
c) Contribuir para a formação de novas gerações de pesquisadores e formuladores de políticas científicas na região.
d) Disponibilizar à região, através de um sítio web, um repositório das principais publicações em Ciência e sua ligação com a Sociedade, reforçando o acervo bibliográfico para consulta e acessibilidade a uma ampla gama de atores sociais.
* Análise de textos e documentos de políticas públicas sobre ciência em cada um dos países em estudo;
* Entrevistas com as principais partes interessadas e desenvolvimento de estratégias de lobby institucional em cada contexto;
* Estudos bibliométricos utilizando bases de dados nacionais e internacionais para indicadores de nível macro;
* Estudos de caso no âmbito de instituições de pesquisa públicas e privadas;
* Organização regular de workshops e seminários para discutir estruturas conceituais e metodológicas, considerar avanços na pesquisa e reavaliar variáveis ​​comparativas;
* Consultar especialistas extrarregionais para testar o conhecimento produzido pela Rede.
Em primeiro lugar, obter uma “terceira geração” de artigos com estudos explicativos e comparativos sobre a natureza das políticas de ciência e tecnologia nos últimos anos e suas consequências em termos da dinâmica da ciência e da formulação de agendas científicas.
* Uma coletânea de artigos e capítulos de livros que abordam a ciência e a tecnologia em sua função de serem incorporadas aos processos de produção e de solucionar problemas específicos identificados pelas sociedades latino-americanas.
* Obter, por meio dos diferentes textos já mencionados, um diagnóstico das dimensões que se mostram mais significativas na orientação das atividades de P&D dos países analisados ​​e seu impacto em uma maior utilidade social e produtiva.
* Estabelecimento de uma nova massa crítica regional em questões de ciência e sociedade que leve a uma renovação nas abordagens e temas da área.
* Está previsto o desenvolvimento de metodologias para a avaliação de políticas públicas e controvérsias sociocientíficas relacionadas à orientação das atividades de P&D na região.
* Está prevista a instalação e disponibilização de um repositório e coleção de estudos em Ciência e Sociedade, com acesso via web.
DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
a) Promover espaços de debate e interação entre especialistas latino-americanos na área, a fim de desenvolver estruturas analíticas robustas capazes de influenciar os processos de tomada de decisão adotados em nossos países em relação aos aspectos sociais da ciência e da tecnologia;
b) Aumentar a visibilidade do conhecimento produzido em nossa região, aproximando esses trabalhos de pesquisadores e especialistas de outras regiões, priorizando a reflexão crítica sobre os contextos globais das agendas científicas;
c) Estimular, em diferentes países, a formação de jovens pesquisadores, dotados de forte rigor acadêmico e com perspectivas críticas sobre as relações entre ciência e sociedade a partir da ótica latino-americana.
- Continuação da série de livros “CTS na América Latina”. Esta série publicará os trabalhos mais avançados da Escola Doutoral e estudos que analisam as trajetórias de um grupo de países latino-americanos em relação a controvérsias sociocientíficas e agendas globais de pesquisa. Chamada aberta para submissão e revisão externa por pares de trabalhos originais.
- Organização do 14º Congresso da ESOCITE (Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia), cujo local será definido oportunamente.
Esses congressos implicam a continuidade do primeiro encontro que foi organizado em Buenos Aires em 1995, e que foi realizado em regime de rodízio em vários países: (II Caracas 1996; III Querétaro 1998; IV Campinas 2000; V Toluca 2004; VI Bogotá 2006; VII Rio de Janeiro; VIII Buenos Aires; IX México 2012).
Isso tem sido crucial para consolidar esse campo na América Latina, que hoje apresenta maior coesão, circulação de conhecimento e de pessoas, e visibilidade internacional, bem como para capacitar diversas gerações na análise crítica das dimensões sociais e políticas da ciência e da tecnologia.
- Fortalecer os laços de colaboração entre grupos e pesquisadores na região da América Latina. Isso deverá se evidenciar na configuração de atividades conjuntas entre o Grupo de Trabalho, a ESOCITE e as redes emergentes de estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade em diferentes países da região;
Continuidade da coleção de livros que o grupo de trabalho na área de "ciência, tecnologia e sociedade" vem desenvolvendo em conjunto com outros pesquisadores da região.
Socialização das agendas de pesquisa predominantes no campo dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (ESCT) na América Latina, e sua comparação/confrontação/complementaridade com os temas predominantes das agendas de pesquisa globais.
PROMOÇÃO DA RESPONSABILIDADE PÚBLICA E AÇÕES DE INTERVENÇÃO SOCIAL
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
Disponibilizar aos atores sociais envolvidos na reformulação das políticas públicas de ciência e na geração de instrumentos alternativos para a orientação do conhecimento científico, situados nas necessidades das sociedades latino-americanas.
* Continuação da formação de pessoal em administração e políticas de ciência e tecnologia. Isso já está sendo feito em alguns países por meio de programas de pós-graduação específicos (Brasil, Argentina, México, etc.), onde pesquisadores deste grupo de trabalho têm atuado intensamente. O objetivo é incentivar essa participação nos demais países;
* Formação de jovens pesquisadores (mestrandos e doutorandos em estudos sociais e políticos da ciência e da tecnologia) através do fortalecimento dos grupos que compõem a rede e que estão ligados às estruturas de formação em pesquisa mais relevantes nesta área na região.
* Articulação com redes nacionais compostas por organizações e movimentos sociais ocupados e preocupados com a geração e os efeitos da ciência na sociedade.
Os principais usuários dos produtos gerados pela Rede serão atores do setor público responsáveis ​​pela concepção e implementação de políticas. Esses atores participarão de diversas etapas do projeto, atuando como informantes-chave e partes interessadas relevantes. Eles terão acesso a informações sistematizadas, análises aprofundadas e um conjunto de recomendações que lhes permitirão reformular os instrumentos de política de P&D com o objetivo de intensificar o uso social e produtivo do conhecimento gerado localmente.
* Organização de seminários no contexto de organizações sociais que permitam apresentar os resultados numa perspectiva comparativa do trabalho empírico;
* Publicação (dentro da coleção) de volumes/manuais especificamente direcionados a:
• Elementos conceituais e metodológicos, e avanços na análise das relações entre a concepção e a implementação de políticas e suas consequências para o uso social e produtivo do conhecimento em C&T;
• Elementos conceituais e metodológicos e recomendações para a concepção e implementação de políticas orientadas para os usos sociais e produtivos do conhecimento científico e tecnológico.
* Desenvolvimento de oficinas conjuntas com diversas partes interessadas: funcionários públicos em diferentes níveis, representantes das comunidades científica e acadêmica, representantes de grupos sociais com necessidades específicas e representantes do setor empresarial. O objetivo é aumentar a conscientização na elaboração de políticas de ciência e tecnologia voltadas para o aumento dos usos sociais e produtivos da ciência e da tecnologia.
* Diálogos com diversos grupos sociais capazes de articular demandas que possam ser atendidas em termos de produção de conhecimento científico e tecnológico. Por exemplo: em questões de saúde, grupos populacionais em risco de doenças locais ou endêmicas, ou de manifestações locais de doenças globais; em termos ambientais, populações sujeitas às consequências da falta de regulamentação do risco tecnológico; em termos de energia, populações sujeitas a debates entre o uso de produtos agrícolas para combustível versus as necessidades da produção de alimentos, etc.
ARTICULAÇÃO COM OUTRAS REDES E INSTITUIÇÕES LATINO-AMERICANAS, CARIBENHAS E GLOBAIS
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
a) Aumentar a posição dos estudos sociais da ciência e da tecnologia (ESCT) nas reflexões das ciências sociais latino-americanas;
b) Para melhor aproveitar, reciprocamente, as produções intelectuais de outros campos das ciências sociais e das TIC na nossa região;
c) Dar maior visibilidade internacional à produção e à reflexão sobre as ciências e tecnologias produzidas na América Latina;
d) Interagir com pesquisadores de outras regiões, tanto em desenvolvimento quanto mais desenvolvidas, para obter uma posição mais definida da América Latina no desenvolvimento das agendas científicas globais.
*Estabelecer uma forte colaboração com a Sociedade Latino-Americana de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, bem como com as sociedades ou redes que têm surgido progressivamente em cada país (Chile, Peru, Uruguai, Brasil, Argentina e países prioritários da CLACSO), promovendo simultaneamente a formação de redes em países onde elas ainda não existem.
*Colaboração com outros grupos de trabalho que abordam questões relacionadas ao conhecimento, seu papel na América Latina, desenvolvimento tecnológico e social, etc., sob uma perspectiva das ciências sociais. Isso já foi feito no passado e será ampliado caso esta rede seja renovada.
* Colaboração com redes e projetos promovidos pelo CYTED, que incluem, além de grupos latino-americanos, pesquisadores da Espanha e de Portugal.
*Estabelecer uma forte colaboração com a Sociedade Latino-Americana de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, bem como com as sociedades ou redes que têm surgido progressivamente em cada país (Chile, Peru, Uruguai, Brasil, Argentina e países prioritários da CLACSO), promovendo simultaneamente a formação de redes em países onde elas ainda não existem.
*Colaboração com outros grupos de trabalho que abordam questões relacionadas ao conhecimento, seu papel na América Latina, desenvolvimento tecnológico e social, etc., sob uma perspectiva das ciências sociais. Isso já foi feito no passado e será ampliado caso esta rede seja renovada.
* Colaboração com redes e projetos promovidos pelo CYTED, que incluem, além de grupos latino-americanos, pesquisadores da Espanha e de Portugal.
* Intensificação das relações com redes e sociedades nos países mais desenvolvidos: 4S (Sociedade para Estudos Sociais da Ciência, com quem já realizamos um congresso conjunto em Buenos Aires), EASST (Sociedade Europeia para Estudos de Ciência e Tecnologia), EASTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade do Leste Asiático), com quem já colaboramos em publicações conjuntas.
- Alcançar maior disseminação e reconhecimento, pelas ciências sociais latino-americanas, das produções na área de Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (ESCT);
- Garantir que a produção e a reflexão sobre ciência e tecnologia produzidas na América Latina tenham maior visibilidade, reconhecimento e valorização internacional;
- Obter perspectivas mais amplas sobre o desenvolvimento da ciência e da tecnologia na formação das agendas científicas globais que estão sendo desenvolvidas na América Latina.

5. Membros do Grupo de Trabalho
Número total de pesquisadores admitidos: 42
Ronny José Viales Hurtado
Instituto de Pesquisa Educacional
Faculdade de Educação
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Diego Aguiar
Instituto de Pesquisa sobre Diversidade Cultural e Processos de Mudança
Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Santiago Kaderian
Instituto de Pesquisa sobre Diversidade Cultural e Processos de Mudança
Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Guilherme José Da Silva E Sá
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia da UnB
Universidade de Brasília
Brasil
Anthony Goebel McDermott
Instituto de Pesquisa Educacional
Faculdade de Educação
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
María Elena Giraldo Palacio
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Ximena Zabala Corradi
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
David Chavarría Camacho
Instituto de Pesquisa Educacional
Faculdade de Educação
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Leandro Nicolás Altamirano
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Eliana Alejandra Arancibia Gutiérrez
Centro Peninsular de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Fernando Herrera García
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Fernando Svampa
Instituto de Pesquisa sobre Diversidade Cultural e Processos de Mudança
Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Edgar Blanco Obando
Instituto de Pesquisa Educacional
Faculdade de Educação
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Paty Aidé Montiel Martínez
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Ezequiel Sosiuk
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Noela Invernizzi
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Pós-graduação em Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Estadual de Campinas
Brasil
Alexis Mercado Suárez
Centro de Estudos de Desenvolvimento
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
Isabelle Sanchez Rose
Centro de Estudos de Desenvolvimento
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
Hugo Ferpozzi
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Evelyn Campos Acosta
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
Sayonara Leal
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia da UnB
Universidade de Brasília
Brasil
Gaston Montesino
Instituto de Pesquisa sobre Diversidade Cultural e Processos de Mudança
Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Luciano Levin
Instituto de Pesquisa sobre Diversidade Cultural e Processos de Mudança
Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Maria Belén Albornoz Barriga
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Rosalba Casas
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Andrés Gomez [Coordenador]
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
Andrés Vaccari
Instituto de Pesquisa sobre Diversidade Cultural e Processos de Mudança
Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Pablo Kreimer
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Aníbal Hernán Corrales Castillo
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
Andrés Podhorzer
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Andrea Montero Mora
Instituto de Pesquisa Educacional
Faculdade de Educação
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Ronald Cancino Salas
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
Fabricio Monteiro Neves
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia da UnB
Universidade de Brasília
Brasil
Hebe Vessuri
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Rafael Antunes Almeida
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia da UnB
Universidade de Brasília
Brasil
César Guzmán Tovar
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Ana Kely De Lima Nobre
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia da UnB
Universidade de Brasília
Brasil
Ana Lucia Calderón Saravia
Instituto de Pesquisa Educacional
Faculdade de Educação
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
Juan Agustín Layna
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Cristiane Moura Lopes
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Departamento de Sociologia da UnB
Universidade de Brasília
Brasil
Zulay Poggi
Centro de Estudos de Desenvolvimento
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
Gloria A. Baigorrotegui B.
Instituto de Estudos Avançados
Universidade de Santiago do Chile
Chile




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