Área temática: Desigualdades e pobreza
Grupo de trabalhoPobreza e políticas sociais
[+ Ver produções e conteúdo]Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Instituto de Ciências Políticas
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
O Grupo de Trabalho sobre “Pobreza e Políticas Sociais” foi criado como um coletivo que estuda e debate criticamente as condições de pobreza, desigualdade e exclusão social, bem como os padrões regressivos de distribuição predominantes na América Latina. Atualmente, o Grupo de Trabalho é composto por 19 membros de diversas nacionalidades, buscando representar a heterogeneidade socioeconômica e política das Américas (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Guatemala, México e Uruguai). Pretende integrar quatro novos jovens pesquisadores de países prioritários (Bolívia (1), Cuba (1) e El Salvador (2)). Em relação à sua conexão com outras nações latino-americanas, particularmente as andinas, este Grupo planeja estabelecer contato regular com outros grupos que abordam temas correlatos, como o sobre “Programas de Bem-Estar Social no Século XXI” e o sobre “Desigualdades Urbanas”, criados e coordenados por pesquisadores desses países (Equador e Peru), priorizando a análise de suas realidades específicas.
Nos últimos três anos (2016-2019), o Grupo “Pobreza e Políticas Sociais” continuou a análise dos processos de expansão das políticas de proteção que caracterizaram as duas primeiras décadas do século XXI (Midaglia, Ordóñez e Valencia, 2018), considerando os avanços na assistência social (Programas de Transferência Condicionada de Renda, Barba, 2016; Cecchini, Simone e Atuesta, 2017; Valencia Lomelí, 2019), as reformas trabalhistas (Cook e Bazler, 2013) e a revisão dos sistemas de saúde. A isso se somaram discussões sobre as dificuldades de criar políticas públicas estratégicas eficazes para a integração social, como habitação social e habitação popular (Ziccardi, 2016; Ziccardi, 2018), promover uma abordagem local para as políticas sociais urbanas (Ziccardi e Álvarez, 2017) e tornar efetivo o reconhecimento dos direitos de grupos vulneráveis e étnico-raciais (Puyana, 2019; Ordóñez, 2019).
As questões levantadas foram abordadas levando em consideração o modelo predominante de desenvolvimento econômico adotado na América Latina (Puyana, 2018) e a estrutura de classes que emergiu na região, após fases de crescimento e contração econômica (Álvarez Leguizamón, et al., 2016).
A partir de 2013, começou-se a observar uma certa desaceleração econômica, principalmente devido à queda nos preços das commodities (Grijalva, 2014). O processo de desaceleração do crescimento transformou-se em recessão econômica e foi acompanhado, na América do Sul, por mudanças políticas, nas quais as forças de esquerda ou progressistas que governavam esses países — a chamada Virada à Esquerda (Arditi, 2009) — foram substituídas por partidos políticos ou coligações com programas governamentais neoliberais, rotulados como de direita.
Vale ressaltar que, durante esse período, os efeitos sociais favoráveis dos quinze anos anteriores ainda se mantinham, particularmente no que diz respeito à tendência regional de queda nos níveis de desigualdade econômica (índice de Gini, CEPAL, 2017:44). A explicação para essa tendência foi além dos impactos gerados pela própria expansão econômica, destacando o papel pró-distribuição desempenhado pelo pacote de políticas sociais. Os principais fatores políticos que influenciaram a adoção dessas políticas sociais incluem: a competição democrática e a mobilização dos setores populares (Garay, 2016); governos de esquerda, e em particular o tipo de esquerda no poder, que promoveram a melhoria dos direitos trabalhistas (Levitsky e Roberts, 2011); e outros elementos, contemplados na conhecida “teoria dos recursos de poder” (Korpi, 2006), que se concentra no fato de que a mobilização de atores coletivos (sindicatos) e a articulação com forças políticas progressistas promovem a expansão das demandas por bem-estar social (Carneiro, 2017).
Neste contexto de mudança política e econômica, a GT procurou incluir novas dimensões de análise que lhe permitissem avaliar os acúmulos no bem-estar regional, suas questões críticas, a permanência do progresso alcançado, com vistas a identificar as causas mais relevantes que estavam levando, mais uma vez, a cortes na proteção social nessas latitudes (Midaglia, Ordoñez e Valencia, 2018).
À luz do debate político e acadêmico acima descrito, algumas das premissas discutidas no Grupo de Trabalho sugeriram que a atual fase de desaceleração econômica levaria a ajustes distributivos que não desmantelariam o sistema geral de proteção social, uma vez que a dinâmica democrática e as expectativas de bem-estar dos cidadãos limitariam a possibilidade de implementação de cortes sociais radicais (Filgueira, 2013). Reconheceu-se que a ascensão de partidos liberais ao poder promoveria sistemas de políticas sociais mais restritivos, mas a necessidade de votos dos cidadãos, pressupondo um sistema democrático regional robusto com mecanismos institucionais de controle e equilíbrio, levaria a reduções seletivas nas intervenções públicas (Garay, 2016).
Durante essa fase crítica, o Grupo de Trabalho realizou uma série de eventos acadêmicos e intercâmbios para divulgar suas discussões, o que levou aos seguintes encontros: a organização de três painéis na Assembleia da CLACSO, Buenos Aires, 2018; um Seminário Internacional, “O Futuro da Política Social na América Latina”, FLACSO, Havana, 2017; um painel no Congresso de Sociologia (ALAS), “Sociologia em Tempos de Mudança”, Montevidéu, 2017; a participação de seus membros na LASA 2018; o Seminário sobre Novas (e Antigas) Estruturas de Políticas Sociais na América Latina, UdelaR, Montevidéu, 2016; e o Seminário UdeG, CROP, COLEF, 2018. Nesse período, foi finalizada a publicação do grupo, intitulada: Políticas Sociais na América Latina no Início do Século XXI. Inovações, Inércia e Retrocessos, Ed. Colegio de la Frontera Norte e CLACSO, 2018 e o livro Latina A. Cinadamore, A. Ivo, C. Midaglia e A. Barrantes (editores). Siglo XXI, México op. cit. Além disso, um grande número de publicações de cada um dos membros do grupo que publicaram nesses anos foram detalhadas neste Relatório.
- Álvarez, Sonia; Benza e Pineda, (2016). “Classes sociais e estrutura social, em
Álvarez, Arias e Terra (coord.), Estudos sobre a estrutura social na Argentina contemporânea, CABA, CODESOC - PISAC-, CLACSO, Argentina.
- Arditi, Benjamim, (2009). “A virada à esquerda na América Latina: uma política pós-liberal?” Revista Ciências Sociais Unisinos 45(3) Brasil, 232-246.
- Barba, Carlos, (2016). “Transferências monetárias na América Latina: três ondas e uma tipologia”. Artigo apresentado no Workshop CROP sobre Estados de bem-estar social, direitos trabalhistas e renda básica na América Latina (ISSC/UiB) e Universidade Católica de Salvador, Brasil.
- Carneiro, Fabricio (2017). Desconstruindo as reformas: sindicatos e reformas trabalhistas em movimentos de esquerda moderados. Dissertação de mestrado, Universidade Torcuato Di Tella. Argentina.
Cecchini, Simone e Atuesta, (2017): Programas de transferência condicionada de renda na América Latina e no Caribe. Cobertura e tendências de investimento. Série de Política Social nº 224. Santiago, Chile: CEPAL.
- CEPAL (2017): Panorama Social da América Latina, 2017. Santiago, Chile: Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL).
Cook, Maria e Bazler, Joseph (2013). Reintroduzindo os sindicatos: Trabalho e governos de esquerda na América Latina. Working Papers 4. Cornell University ILR School.
- Filgueira, Fernando, (2013): “Regimes de bem-estar no declínio da modernização conservadora: possibilidades e limites da cidadania social na América Latina”. Revista Uruguaia de Ciência Política - Vol. 22 No. 2.
- Garay Candelaria, (2016). Expansão da Política Social na América Latina. Cambridge University Press
- Grijalva, Diego, (2014). O Fim do Superciclo das Commodities e seu Impacto na América Latina. Ed. Instituto de Economía de la USFQ, No. 48, Ano 7. Koyuntura. http://www.usfq.edu.ec/publicaciones/koyuntura/Documents/koyuntura_2014-48.pdf
- Korpi, Walter, (2006). “Recursos de poder e abordagens centradas no empregador nas explicações dos estados de bem-estar e variedades de capitalismo: Protagonistas, consentidores e antagonistas.” World Politics 58 (2): 167-206.
- Midaglia Carmen, Ordoñez Gerardo e Valencia Enrique, (2018). “Transformações Econômicas e Reformas Sociais na América Latina (Introdução)”, em Políticas Sociais na América Latina no Início do Século XXI. Inovações, Inércia e Retrocessos, organizado por Midaglia, Ordoñez e Valencia. Ed. El Colef e CLACSO. México-Tijuana-Argentina-Buenos Aires
-Ordóñez, Gerardo, (2019). “Discriminação, pobreza e vulnerabilidade: os meandros da desigualdade social no México”, na Revista Región y Sociedad, Ano XXX, Nº 71, 1-30.
- Puyana, A. (2018). “Neoextrativismo na economia latino-americana. Efeitos
"Sobre desigualdade e crescimento" em Políticas Sociais na América Latina no início do século XXI. Inovações, Inércia e Retrocessos, organizado por Midaglia, Ordoñez e Valencia. Publicado por El Colef e CLACSO. México-Tijuana-Argentina-Buenos Aires
- Puyana, A. (2019). Elementos de discriminação estrutural e desigualdades laborais em relação aos povos indígenas mexicanos, em coautoria com o Dr. Jorge Horbath. CONAPRED-CEPAL, México (no prelo).
- Valencia, E. (2019). “Heterogeneidade das coalizões de apoio a programas de transferência de renda condicionada em estados com políticas de bem-estar social, direitos humanos e renda básica na América Latina”. A. Cinadamore, A. Ivo, C. Midaglia e A. Barrantes (editores). Siglo XXI, México (no prelo).
- Ziccardi, Alicia, (2016); “Questão social e o direito à cidade”, em Fernando Carrión, O direito à cidade na América Latina, uma visão política, CLACSO, PUEC, UNAM, México.
De acordo com as considerações feitas no ponto 2, e levando em conta que o tema central da GT são as opções de políticas econômicas e sociais, estas se tornam um elemento-chave na modificação das situações de pobreza e exclusão social que afetam a maioria das famílias trabalhadoras na América Latina (Midaglia e Antía, 2017). Portanto, o atual contexto de mudanças políticas e alterações nos padrões de crescimento regional e internacional tornam-se fatores com impacto significativo na reformulação das políticas de bem-estar social e de redução da pobreza neste continente (Barba et al., 2019).
As perspectivas analíticas e as hipóteses que foram abordadas desde 2016 não previram um desmantelamento da matriz de proteção, que tendeu a se expandir, embora de forma diferenciada, nos países latino-americanos no século XXI, qualificando inclusive essa expansão como uma rota regional alternativa para a universalização da provisão social pública (Martínez e Sánchez, 2016).
Previa-se, e de fato ocorreu, que as forças políticas mais liberais conquistariam governos com forte apoio dos setores socioeconômicos médio e alto. No entanto, não se esperavam revisões significativas em políticas sociais estratégicas, como as políticas trabalhistas e de assistência, que têm o potencial de conter ou, pelo menos, atenuar situações de vulnerabilidade social (Fidel, Di Tomaso e Farías, 2018; Golbert, 2018).
Nesse contexto, o caso do Brasil tornou-se emblemático, dada a sua significativa influência econômica e política na América Latina. Naquele país, foram implementados cortes drásticos nos gastos públicos e uma reforma trabalhista que acarretou limitações significativas aos direitos coletivos e individuais dos trabalhadores (Ivo, 2018). Cabe ressaltar que essas reformulações, com políticas públicas restritivas, foram realizadas em um sistema democrático fragilizado, marcado por acusações de corrupção política e pela destituição do presidente por meio de processos de impeachment, alterando, assim, a orientação e o equilíbrio das forças políticas que emergiram das eleições nacionais (Traversa e Carneiro, 2017).
Não há dúvida de que a coalizão pró-distribuição que dominou a primeira década do século XXI está seriamente enfraquecida, mas, ao mesmo tempo, a estabilidade dos fundamentos socioeconômicos e políticos dos novos governos da região não é evidente. A atual conjuntura política, descrita e exemplificada pelo caso brasileiro, que pode ser estendido a outras nações, demonstra que a premissa subjacente à hipótese sobre o futuro do bem-estar regional — de que a democracia funcionava sob parâmetros adequados de responsabilização que lhe permitissem consolidar-se — não parece se confirmar.
Neste contexto sociopolítico e econômico da América Latina, estudos futuros devem considerar detalhadamente, para cada país da região, os padrões de cortes em diversos benefícios sociais, a estrutura atual de atores sociais-chave, como os sindicatos, atentando para seu grau de fragmentação interna, suas estratégias de defesa dos benefícios conquistados e as alianças estabelecidas com os novos governos e elites econômicas. A presença de outros intermediários envolvidos na concepção e gestão de políticas sociais também deve ser analisada, como associações civis e organizações sociais que atuam em processos de terceirização de serviços sociais (por exemplo, creches, escolas) ou em programas sociais de melhoria de bairros ou habitações (Ziccardi, 2018).
Assim, o Grupo de Trabalho, nesta fase de conjuntura regional, buscou combinar sua tradição temática, amparada por seus estudos e debates publicados em periódicos, com inovações em temas e questões políticas e acadêmicas, ampliando as explicações das transformações em curso na América Latina. É importante ressaltar que a direção dessas mudanças no âmbito das políticas sociais e da economia política não é linear, como exemplifica o caso mexicano. É justamente no caso mexicano que a análise do contexto local se torna relevante, uma vez que, para enfrentar as condições de pobreza e exclusão social amplificadas pela adoção de políticas econômicas neoliberais impostas pelo governo federal, a Cidade do México concebeu e implementou políticas sociais urbanas inovadoras. Ademais, em 2017, foi aprovada a primeira Constituição local, cujo eixo central é uma Carta de Direitos que reconhece e garante uma ampla gama de direitos, incluindo direitos de quarta geração, como o direito à cidade, buscando criar um novo marco institucional que permita a melhoria das condições de vida de toda a população (Álvarez e Ziccardi, 2017; Ziccardi, 2018).
Com base nos argumentos apresentados acima, este Grupo pretende reafirmar e renovar as suas áreas temáticas de investigação e debate ao longo dos próximos três anos. As principais linhas de trabalho encontram-se listadas abaixo:
1. Democracia, orientação governamental e proteção regional: o papel das políticas de direita, esquerda e progressistas na América Latina.
2. Mudanças, estabilidade e retrocessos nas coligações que apoiam a distribuição de modelos de bem-estar social e de governança nos níveis regional, nacional e local.
3. Movimentos, atores coletivos e estratégias de ação em prol da distribuição.
4. Reformulações nas principais políticas sociais setoriais (saúde, trabalho, habitação, assistência), a orientação dos novos regimes de proteção social e novas formas de inclusão cidadã nas decisões públicas relacionadas com políticas e programas sociais.
5. Pobreza e integração social: uma revisão dos componentes da assistência social às populações vulneráveis.
6. Desigualdades socioeconômicas e territoriais, novos direitos, direitos pendentes e sua conversão em estratégias de proteção social (gênero, gerações, situações étnico-raciais).
7. Pobreza urbana, segregação residencial e novas políticas sociais em nível nacional e local.
- Fidel Carlos, Di Tomaso Raúl e Farías Cristina, (2018).“Paradigmas e políticas sociais opostas na Argentina recente” na América Latina no início do século XXI. Inovações, Inércias e Contratempos, em Midaglia, Ordoñez e Valencia (coord.), op. cit.
- Golbert, Laura, (2018). A desigualdade como um problema político e institucional na Argentina” em Políticas sociais na América Latina no início do século XXI. Inovações, inércia e retrocessos, em Midaglia, Ordoñez e Valencia (coord.), op. cit.
- Ivo Anete, (2018), “O caminho de volta no Brasil: a nova agenda de ajustamento contra a social-democracia” em Políticas Sociais na América Latina no início do século XXI. Inovações, Inércias e Retrocessos, em Midaglia, Ordoñez e Valencia (coord.), op. cit.
- Levitsky, Steven, e Kenneth M. Roberts, (2011). O ressurgimento da esquerda latino-americana. Johns Hopkins University Press
- Martínez Franzoni, Juliana e Sánchez Ancochea, Diego (2016): A Busca por Políticas Sociais Universais no Sul. Atores, Ideias e Arquiteturas. Cambridge: Cambridge University Press.
- Midaglia, Carmen e Antía, Florencia, (2017). Bem-estar e proteção social na América Latina. Abordagens conceituais e metodológicas para o MERCOSUL. Instituto Social do MERCOSUL. Paraguai
- Traversa, Federico e Carneiro Fabricio 2017 “Presidencialismo, julgamento político e deterioração do vínculo democrático na América Latina”. Religação. Revista de Ciências Sociais e Humanas, Vol II • Num. 7, Quito, pp. 48-62.
- Ziccardi, Alicia, (2018a) Nova questão urbana? Novo pacto social para governar a cidade? em Políticas sociais na América Latina no início do século XXI. Inovações, inércia e retrocessos, em Midaglia, Ordoñez e Valencia (coord.), op. cit.
- Ziccardi, Alicia (2018b) “Cidade do México: dois modelos de cidade e uma governança local conflituosa”, na Revista de Investigación Crítica, nº 8, janeiro – junho CLACSO, Buenos Aires, pp 15-36.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
Cuba e Canadá serão estudos de caso particulares que nos permitirão enriquecer a análise conceitual.
2. Fortalecer a interação
interação com outros Grupos de Trabalho da CLACSO relacionados ao tema
Já existem vínculos de trabalho acadêmicos com o Grupo "Desigualdade Urbana".
3. Consolidar uma linha de estudos no GT sobre coligações sociopolíticas, governos, partidos políticos, atores coletivos clássicos e movimentos sociais.
4. Promover a implementação do projeto "Políticas sociais. Direitos constitucionais e arquitetura institucional" em outros países, identificando as particularidades dos sistemas políticos federais e unitários.
5. Promover uma linha de pesquisa sobre desigualdade e exclusão a partir de uma perspectiva territorial: urbano-rural, étnico-racial; gênero; idade; diferentes habilidades.
2. Seminário Internacional "Programas de Bem-Estar Social no Século XXI", a ser realizado no Canadá.
3. Seminário Internacional "Políticas Sociais da América Latina. Direitos Constitucionais e Arquitetura Institucional" IIs, PUED, UNAM, CEPAL.
4. Organizar dois painéis na LASA-Guadalajara 2020.
5. Organizar painéis em outros congressos da LASA, ALAS, Rede Espanhola de Políticas Sociais, entre outros).
2. Publicar três livros coletivos com revisão por pares, dossiês ou edições de periódicos indexados, em particular da CLACSO e das instituições acadêmicas às quais os membros do GT pertencem (RMS, Revista de CS, Plural, Descatos, RIIC; Frontera Norte, entre outros).
2. Promover maior visibilidade social para o trabalho do nosso grupo.
3. Influenciar os processos de concepção, monitoramento e avaliação de políticas sociais em diferentes níveis de governo (nacional, estadual e municipal).
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
2. Manter o ritmo de publicações coletivas revisadas por pares do GT.
3. Incentivar a publicação de trabalhos dos membros do GT que reconheçam sua participação no Grupo,
4. Reforçar o incentivo à formação de pesquisadores
jovens no âmbito dos apelos
CLACSO.
5. Manter a formação de pesquisadores latino-americanos no âmbito do Projeto.
CLACSO-CONACYT
(México)
2. Estabelecer diretrizes editoriais
3. Estabelecer um acordo de identificação de publicação para o GT
4. Continuar a gerir o Programa CLACSO-CONACYT a partir do México.
2. Defina um projeto editorial para o período de 2020 a 2022.
3. Divulgar os trabalhos de pesquisa dos membros incorporados a partir de 2020.
5. Garantir a matrícula de um estudante em um programa de pós-graduação mexicano no âmbito do Projeto CLACSO CONACYT.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
CEPAL, PNUD, OIT, UNESCO, Eurosocial, Comissão Europeia, órgãos legislativos, conselhos de ciência, OSCs, etc.
2. Promover a atuação de órgãos públicos para a avaliação de políticas sociais em territórios e regiões com altos índices de pobreza e desigualdade social.
2. Realizar fóruns nacionais ou regionais (virtuais ou presenciais) no período de 2020 a 2022 sobre a concepção e avaliação de políticas sociais.
2. Elaborar dois documentos de trabalho do GT sobre a concepção e avaliação de políticas públicas de circulação interna ou no âmbito de grupos com temas semelhantes, dentro da estrutura da CLACSO.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Grupo de pesquisa sobre a América Latina de Kassel, Alemanha, etc.)
2. Manter e fortalecer vínculos com consórcios acadêmicos de universidades especializadas em formação em políticas públicas, por exemplo: IBEI Institut Barcelona d'Estudis Internacionals
1.1. Especificar métodos regulares de trabalho e intercâmbio, por meio dos membros do GT, em projetos de pesquisa com instituições acadêmicas europeias.
2. Atualização temática, cursos concentrados baseados em uma agenda de problemas previamente acordada.
1.1. Formular um projeto de trabalho conjunto com instituições latino-americanistas.
2. Organizar pelo menos um fórum de debate e atualização sobre políticas públicas com especialistas europeus para o período de 2020 a 2022, na América Latina (país a ser selecionado).
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
2. Analise os componentes renovados da assistência social regional e suas ligações com o restante do sistema de proteção estabelecido.
3. Sistematizar os programas sociais a partir de uma perspectiva baseada em direitos (gênero, gerações e etnia-racial) com uma abordagem comparativa.
4. Estudar detalhadamente os problemas metodológicos da análise de políticas públicas.
5. Divulgar o trabalho produzido pelo GT
2. Preparar apresentações sobre os temas mencionados para diversos eventos públicos.
3. Preparar trabalhos sobre os temas mencionados para apresentação em eventos públicos.
4. Incorporar membros do GT em grupos de análise metodológica para políticas públicas no âmbito da ALACIP.
5. Definir uma estratégia de publicação através das editoras das universidades de referência dos membros do GT (Uma edição temática para o período em revistas universitárias)
2. Ter trabalhos publicáveis de membros da GT em edições com revisão por pares.
3. Ter trabalhos publicáveis de membros da GT em edições com revisão por pares.
4. Ter pelo menos dois membros participando dos grupos de metodologia ALACIP.
5. Organizar uma edição temática sobre a agenda da GT em periódicos com revisão por pares a serem definidos (Possíveis edições: Revista Uruguaia de Ciência Política; Espiral; etc.).
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
2. Debater em espaços públicos questões relacionadas à assistência social e às políticas públicas a partir de uma perspectiva baseada em direitos.
3. Formar um painel sobre as diferentes metodologias para analisar e avaliar políticas públicas.
4. Desenvolver cursos de pós-graduação para serem oferecidos nas instituições de formação da CLACSO.
2. Idêntico ao ponto anterior.
3. Conforme estipulado no item correspondente ao período anterior.
4. Participação com
Seminário virtual sobre políticas sociais
Mulheres latino-americanas contemporâneas na Rede de Pós-Graduação da CLACSO.
2. Resultados detalhados dos itens anteriores referentes à apresentação do trabalho e às publicações.
3. Organizar um painel específico sobre metodologia em políticas públicas em alguns dos eventos em que a GT participa.
4. Oferecer um pacote de cursos de pós-graduação em políticas sociais.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
2. Formular oportunidades de intercâmbio, formação sob a forma de cursos de curta duração ou mesas de diálogo com atores coletivos e grupos da sociedade civil (países a selecionar)
2. Realizar pelo menos duas oficinas nacionais com atores da sociedade civil em dois países da América Latina.
2. Oportunidades de intercâmbio com sindicatos, organizações de base e movimentos sociais (possíveis países: Argentina, México e Uruguai)
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
2. Estabelecer em detalhe a relação entre democracia, crescimento e redistribuição econômica por meio de políticas sociais.
3. Aprofundar as questões metodológicas e as fontes de informação sobre políticas públicas na área social.
2. Organizar um painel liderado pelo Grupo de Trabalho da Assembleia, com foco no tema da democracia e da redistribuição.
3. Conforme mencionado no item correspondente ao período anterior, no que diz respeito à inclusão de membros nos grupos metodológicos da ALACIP.
2. Discutir a questão da redistribuição na Assembleia.
3. Conforme mencionado no item anterior
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
2. Manter (e, se necessário, ajustar) a proposta de cursos de pós-graduação a serem oferecidos no âmbito do CLACSO e das universidades de referência dos membros do GT.
2. Conforme estipulado no item correspondente ao período anterior, relativo ao ensino de cursos de pós-graduação.
2. Conforme mencionado no item anterior.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
2. Intensificar as oportunidades de intercâmbio e formação com atores coletivos e grupos da sociedade civil, variando os países selecionados.
2. Conforme descrito no item correspondente ao período anterior, variar os países de referência para a realização de cursos e workshops com atores coletivos.
2. Conforme mencionado no item anterior, os países possíveis para realizar o intercâmbio são Brasil, Bolívia e Costa Rica.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
Número total de pesquisadores admitidos: 25
Instituto de Pesquisa Econômica
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Instituto de Ciências Políticas
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade da República
Uruguai
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Cuba
Ministério do Ensino Superior
Universidade de La Havana
Cuba
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, México
México
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
sede sub-regional da CEPAL no México
México
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Cienfuegos.
Cuba
Centro de Pesquisa e Estudos Superiores em Antropologia Social
Membro do Sistema de Centros Públicos de Pesquisa do CONACyT
México
Centro de Estudos Superiores do México e da América Central
Universidade de Ciências e Artes de Chiapas
México
Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guadalajara
México
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Rede de Estudos Latino-Americanos de Montreal
Canadá
Instituto Holandês para a Democracia Multipartidária (NIMD)
Guatemala
Departamento de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Quilmes
Argentina
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Andrés Bello
Chile
Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política
-UNIVERSIDADE FEDERAL DE INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA
Brasil
Estudos de pós-graduação em Ciências do Desenvolvimento
Universidade de San Andres
Bolívia
Programa Universitário de Estudos de Desenvolvimento
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Colégio da Fronteira Norte
México
Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica e Centro Interdisciplinar para o Estudo de Políticas Públicas
Argentina
Departamento de Ciência Política da UNB
Brasil
Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guadalajara
México
Centro de Pesquisa e Pós-Graduação
Universidade Católica de Salvador
Brasil
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina
Programa Argentina
Argentina
Instituto de Pesquisa Social
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad de Costa Rica
Costa Rica
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