Área temática: Desigualdades e pobreza
Grupo de trabalhoDesigualdades urbanas
[+ Ver produções e conteúdo]Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
A América Latina é a região mais desigual e mais urbanizada. Essa afirmação, por si só, é insuficiente para compreender as particularidades da região. Desde a década de 1990, testemunhamos quatro grandes transformações na paisagem urbana da América Latina. Primeiro, o ciclo de urbanização se alterou. Após um período de alto crescimento urbano devido a fatores demográficos e migratórios, as taxas de crescimento urbano diminuíram. Isso levou à observação de que estamos diante de um novo padrão de urbanização na região, caracterizado por dinâmicas de consolidação urbana (ONU-Habitat, 2012). Segundo, o modelo econômico desenvolvimentista deu lugar a um modelo caracterizado como "neoliberal", no qual o tipo de acumulação capitalista modificou os mercados de trabalho; os mecanismos de acesso a instituições educacionais e de saúde; o papel do Estado; e outros aspectos (Portes, Roberts e Grimson, 2008).
Em terceiro lugar, houve um processo de reestruturação urbana – ligado ao modelo econômico, à globalização e a outros aspectos – que teve uma série de impactos territoriais e reorganizações na estrutura e forma urbana. É possível afirmar a importância de um modelo de “cidade neoliberal”, que se expressa na relevância dos mercados como instituição que desempenha um papel predominante na produção do espaço urbano, e através da mercantilização da vida social e econômica, e da terra (em termos da importância dos negócios imobiliários) (De Mattos, 2014). Em quarto lugar, há uma série de transformações no papel do Estado (governo central e subnacional) em termos de governança urbana, planejamento e políticas públicas. Desde a década de 1980, o principal esforço na região para aprimorar a “governança urbana” tem se expressado na reforma do Estado por meio da descentralização (em diferentes graus) dos poderes fiscais, políticos e administrativos do governo central para os governos subnacionais. Num contexto em que os fluxos de capital, bens e serviços operam seletivamente pelo território, o nível subnacional de governo enfrenta uma série de obstáculos para se tornar um ator capaz de contrabalançar os agentes econômicos e imobiliários. Além disso, o planejamento deslocou seu foco de planos como instrumentos privilegiados para pensar a cidade (com todas as suas limitações) para um planejamento parcial que se concentra em "Grandes Projetos Urbanos" como expressão da seletividade do capital em relação ao território (produzindo e reproduzindo maior fragmentação socioespacial).
No contexto dessas transformações, os obstáculos à inclusão social, ao acesso ao “direito à cidade” e à melhoria da qualidade de vida persistem — e até se intensificaram. O último relatório da ONU-Habitat (2016) sobre a situação das cidades destaca os diversos problemas do processo de urbanização na América Latina, onde uma série de questões permanecem — precariedade e informalidade, a existência de áreas (favelas, assentamentos informais, etc.) onde se acumulam diversas desvantagens estruturais, gerando cenários caracterizados pela marginalização e exclusão urbana — e novos problemas emergem. Apesar das limitações desse tipo de relatório para uma análise crítica e informada da realidade da região em termos do atual modelo de acumulação capitalista, seu apelo para o reconhecimento da insustentabilidade do processo de urbanização deve ser levado em consideração.
A essa situação devem ser adicionados os problemas inerentes ao campo da pesquisa urbana na região (Carrión e Dammert Guardia, 2016). Após a crise dos principais paradigmas da pesquisa urbana na região durante a década de 1980, as décadas subsequentes testemunharam três aspectos fundamentais no campo da pesquisa urbana: a) a teorização sobre a cidade na região perdeu importância (apesar de esforços significativos como os empreendidos pela Rede RELATEUR); b) há um retorno à esfera pública, expresso na importância que o direito à cidade adquiriu como reivindicação das organizações sociais e como marco para o debate de políticas públicas; isso é ameaçado pelas tendências de fragmentação, pela influência neoliberal na produção do espaço urbano, entre outros fatores; e c) houve uma mudança nas condições institucionais da produção acadêmica (em termos de financiamento, papel dos centros de pesquisa e sistema de disseminação acadêmica, principalmente por meio de periódicos). Cada um desses aspectos também apresenta desafios para a pesquisa e o debate urbano na região.
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Os aspectos mencionados acima constituem um convite a repensar e continuar a refletir sobre as questões urbanas na região. Dada a amplitude de dimensões e aspectos que requerem atenção, este concurso de propostas propõe a renovação do Grupo de Trabalho sobre “Desigualdades Urbanas” (GTDU, doravante). Três razões justificam esta decisão. Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que as questões urbanas e as cidades têm sido uma preocupação constante na agenda da CLACSO e em grupos de trabalho vinculados a esses temas (como o Grupo de Trabalho sobre Desenvolvimento Urbano, coordenado por Ana Clara Torres Ribeira e Héctor Poggiese). Especificamente, o GTDU proposto posiciona-se como uma continuação do trabalho realizado por grupos de trabalho anteriores relacionados a questões urbanas: a) Grupo de Trabalho sobre Habitat e Inclusão Social, coordenado por Teolinda Bolívar e Jaime Erazo; b) Grupo de Trabalho sobre o Direito à Cidade, coordenado por Fernando Carrión e María Cristina Cravino. Essa continuidade reflete-se na presença de um grupo de pesquisadores que participaram dos diversos Grupos de Trabalho, o que lhes permitiu estabelecer uma série de importantes conexões profissionais e pessoais. Acima de tudo, a desigualdade foi um elemento central nos debates e resultados desses Grupos de Trabalho. Em segundo lugar, é relevante incorporar uma dimensão urbana aos processos de reprodução e produção da desigualdade como contribuição para o debate geral sobre os sistemas de desigualdade na região. A importância de abordar a desigualdade a partir de e dentro dos contextos urbanos se explica não apenas pelo fato de que três em cada quatro pessoas residem em áreas urbanas, mas também por um compromisso teórico: o reconhecimento da multidimensionalidade dos fenômenos sociais e a importância de sua dimensão espacial/territorial. Assim, por exemplo, concentrar as questões sobre desigualdade na distribuição de renda levou à negligência de sua interdependência e articulação com outras formas de desigualdade (como a fragmentação urbana) (Segura, 2014). Em terceiro lugar, os processos de desigualdade urbana – como será apontado na seção seguinte – possuem diferentes dimensões que não se limitam aos estudos clássicos sobre segregação residencial, mas são um tema relacionado às lógicas de produção do espaço urbano, ao papel do capital e ao tipo de modelo econômico, e aos padrões de interação que se reproduzem na cidade e moldam a experiência urbana. |
De Mattos, Carlos (2014). Governança neoliberal, financeirização e metamorfose urbana no século XXI. Documento disponível em: http://www.estudiosurbanos.uc.cl/images/articulos/Carlos_de_Mattos/Gobernanza_neoliberal_financiarizacion_-_con_epigrafe_1.pdf
ONU – HABITAT (2016). Relatório Mundial das Cidades 2016, Urbanização e Desenvolvimento: Futuros Emergentes.
ONU-HABITAT (2012). Estado das cidades da América Latina e do Caribe 2012. Rumo a uma nova transição urbana. Brasil: ONU-HABITAT.
Portes, A.; Roberts, B. e A. Grimson (2008). Cidades latino-americanas. Uma análise comparativa no limiar do novo século. Cidade do México: Universidade Autônoma de Zacatecas.
Segura, R. (2014). Espaço urbano e a (re)produção das desigualdades sociais. Disponível em http://www.diss.fu-berlin.de/docs/receive/FUDOCS_document_000000020172
O debate sobre a desigualdade não é novo na América Latina e no Caribe. Pelo contrário, existe um precedente significativo na região para a compreensão e explicação dos arranjos institucionais e organizacionais por meio dos quais operam os sistemas de desigualdade (Pérez Sáinz, 2014). Questões fundamentais sobre esses sistemas de desigualdade têm se concentrado em três eixos: a) o mercado de trabalho; b) o sistema educacional; e c) a distribuição de renda. Por sua vez, as abordagens analíticas para o estudo da desigualdade são tipicamente organizadas em torno de dois eixos principais: por um lado, perspectivas estruturais (com foco nos padrões de distribuição, nos mecanismos e elementos que influenciam a reprodução das posições sociais e em como os recursos estão vinculados às recompensas recebidas pela posição social); por outro lado, perspectivas relacionais, que se baseiam na premissa de que a posição social (associada ao acesso diferenciado) é constituída pela interação entre indivíduos e não depende unicamente de atributos fixos ou estáveis (Bottero, 2005). A proposta da Teoria Fundamentada destaca a importância dessas duas perspectivas, que adquirem particularidades quando inseridas em um debate sobre os processos urbanos contemporâneos.
O objetivo do “Grupo de Trabalho sobre Desigualdades Urbanas” é aprofundar o debate sobre as desigualdades na região, concentrando a atenção e problematizando o espaço urbano como uma dimensão relevante para a compreensão das lógicas de produção e reprodução das desigualdades. Como apontam diversos autores (Di Virgilio e Perelman, 2014; Segura, 2014), as desigualdades são fenômenos multidimensionais e multiescalares, e constituem relações recíprocas entre a cidade e a desigualdade (como formas de produção e reprodução). Ou, em certo sentido, pode-se dizer que nessa relação (entre espaço urbano e desigualdade) existe tanto o “acesso desigual ao espaço urbano quanto o espaço urbano como uma dimensão que impacta a (re)produção da desigualdade” (Segura, 2014: 14). Além disso, o espaço urbano é um elemento constitutivo do processo de urbanização na região, onde diferentes formas de urbanização coexistem, configurando distintas “ordens sociais”. Essa heterogeneidade resulta na “existência de áreas urbanas com condições muito diferentes e desiguais e, portanto, de vida urbana: qualidade e quantidade de terra, habitação, infraestrutura, equipamentos e serviços, condições ambientais, etc.” (Pírez, 2016: 99).
Em seguida, é importante destacar algumas das dimensões analíticas que o Grupo de Trabalho (GT) pretende abordar. Primeiro, a estrutura e a forma urbanas — como resultado de uma série de dinâmicas, como o mercado imobiliário e de terras, o investimento público em infraestrutura e serviços, os mercados de trabalho territorializados, o investimento seletivo de capital privado, etc. — reproduzem padrões de desigualdade na medida em que a qualidade de vida dos moradores, sua capacidade de habitar a cidade e seu acesso a um “direito à cidade” (entendido como participação ativa na produção do espaço urbano) são condicionados. Segundo, a desigualdade e a cidade têm sido associadas por meio do estudo das dinâmicas de segregação (principalmente residencial) relacionadas aos padrões de localização das camadas socioeconômicas no espaço urbano (Sabatini, Cáceres e Cerda, 2001). Terceiro, as desigualdades urbanas são expressas e configuradas em torno de fluxos e circulações (Di Virgilio e Perelman, 2014). Em outras palavras, os padrões de interação expressam, reproduzem e moldam as dinâmicas da desigualdade urbana na medida em que existem maneiras diferenciadas de habitar a cidade. Isso se manifesta por meio da experiência dos espaços públicos, da coabitação desses espaços, da dinâmica do encontro social e da interação entre atores que ocupam posições socioespaciais diferenciadas, do uso de serviços e infraestrutura urbana, entre outros aspectos. Em quarto lugar, e relacionado ao exposto acima, é importante considerar as contribuições de autores como Tilly (1998) a respeito da desigualdade categórica como uma matriz simbólica que é um elemento constitutivo dos sistemas de desigualdade e que possui uma série de expressões socioespaciais, como marginalização, exclusão e estigmatização. Em quinto lugar, há uma crescente preocupação nos estudos sobre tolerância e percepção da desigualdade, que é importante problematizar com base nas manifestações espaciais desses processos. Em sexto lugar, questiona-se como as lógicas desiguais da intervenção do capital geram processos de transformação urbana em áreas específicas da cidade, como é o caso do debate sobre gentrificação e dinâmicas de deslocamento (Janoschka e Sequera, 2016).
Dada a relação complexa e multidimensional entre cidades e desigualdade, é importante considerar diversos aspectos, tais como: estrutura e forma urbana; localização residencial e processos de segregação; processos de fragmentação socioespacial; e o papel do Estado em termos de políticas, serviços e gestão, entre outros. O objetivo do GTDU (Grupo de Trabalho de Desenvolvimento Urbano) é abordar esses eixos analíticos como ponto de partida para serem revisitados nas atividades do Grupo de Trabalho, expandidos e aprimorados por meio do trabalho coletivo. Espera-se que isso permita uma compreensão mais profunda dos sistemas de desigualdade na região, baseada em um compromisso com o conhecimento crítico e situado.
Di Virgilio, MM, & Perelman, M. (Eds.). (2014). Cidades latino-americanas: desigualdade, segregação e tolerância (Primeira edição). Buenos Aires, Argentina: CLACSO.
Janoschka, M., & Sequera, J. (2016). Gentrificação na América Latina: abordando as políticas e geografias do deslocamento. Geografia Urbana, 1–20. http://doi.org/10.1080/02723638.2015.1103995
Pírez, P., P. (2016). Heterogeneidades na produção da urbanização e dos serviços urbanos na América Latina. Territorios, 18(34), 86–112. http://doi.org/10.12804/territ34.2016.04
Sabatini, F., Cáceres, G., & Cerda, J. (2001). Segregação residencial nas principais cidades chilenas: Tendências das últimas três décadas e possíveis cursos de ação. Eure (Santiago), 27(82), 21–42.
Segura, R. (2014). Espaço urbano e a (re)produção das desigualdades sociais. Disponível em http://www.diss.fu-berlin.de/docs/receive/FUDOCS_document_000000020172
Tilly, Charles (1998). Desigualdade Duradoura. Berkeley: University of California Press.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
2. Desenvolver um quadro abrangente sobre a relação entre cidade e desigualdade na região.
3. Realizar uma avaliação crítica das políticas públicas urbanas sobre o tema.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Promover espaços de encontro e diálogo entre acadêmicos de países da região, membros de organizações sociais e outras instituições internacionais, públicas e privadas. O objetivo é desenvolver uma compreensão crítica da cidade como produtora e reprodutora de desigualdades, com base na produção acadêmica latino-americana e destacando questões persistentes e novos desafios na análise, pesquisa e debate.
2. Promover oportunidades de formação em temas relacionados com a GT
3. Promover espaços para o intercâmbio contínuo entre pesquisadores, organizações sociais e o público em geral, relacionados às atividades do GT, seus membros e os temas que serão desenvolvidos durante os três anos de trabalho.
4. Promover a publicação de livros e edições temáticas de periódicos de acesso aberto e com revisão por pares na região.
5. Gerar, promover e divulgar pesquisas sobre os temas do Grupo de Trabalho e seus membros, tanto para o público acadêmico quanto para o público em geral. Isso será alcançado por meio de estratégias como reuniões presenciais, seminários virtuais e outros métodos disponíveis.
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2. Grupo de Estudos sobre Desigualdades Urbanas (agosto a dezembro de 2019), Peru.
3º Seminário Internacional sobre Desigualdades Urbanas: outubro de 2019 (3 dias), Cidade do México. Instituições participantes: IIS – UNAM, PUCP, IFEA, FLACSO, entre outras. Em colaboração com o Grupo de Trabalho “Políticas Sociais e Pobreza” (coordenado por Alicia Ziccardi). Convocatória aberta e formato de convite. [Atividade que dá continuidade à primeira sessão do Grupo de Trabalho]
4. Colonialidade e a Produção do Território. 2 a 4 de dezembro de 2019, Caracas, Venezuela. Laboratório de Estudos do Espaço Público / Centro de Estudos das Transformações Sociais – Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica; Centro Internacional de Estudos da Descolonização Luis Antonio Bigot.
5. IV Seminário Internacional sobre Desigualdades Urbanas: outubro de 2020 (3 dias), La Paz, Bolívia. Instituições organizadoras: Programa de Pós-Graduação em Ciências do Desenvolvimento, Universidade Mayor de San Andrés (CIDES-UMSA); Universidade Privada Boliviana, Cochabamba; Universidade Prefeita de San Simón, Cochabamba; Faculdade de Arquitetura, Arte e Desenho Urbano (FAADU), Universidade Mayor de San Andrés; Centro de Estudos Populacionais (CEP); Programa de Mestrado em Planeamento Territorial e Desenvolvimento Urbano (MOTPU), FAADU, UMSA; ONU-Habitat, Bolívia; Vice-Ministério de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Ministério de Habitação e Serviços Básicos, Estado Plurinacional da Bolívia; IRD, AFD, Grupo Hábitat, GAMLP, Fundação Construir. Relacionamento com políticas públicas e movimentos sociais (a confirmar): Vice-Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano; Governo Municipal Autônomo de La Paz; Governo Municipal de El Alto; Governo Departamental de La Paz; Associação de Municípios; Colégio de Arquitetos da Bolívia; ONU-Habitat; Comitês Populares Renaseh; Grupos organizados da Rede Vermelha do Habitat; Grupos urbanos da UNITAS; Programa Urbano Wayna Tambo; ATD Quarto Mundo, grupos sobre pobreza urbana; entre outros.
6. Organização de 2 painéis LASA 2020 Guadalajara, México.
7. Publicação do livro “Desigualdades Urbanas I”. Instituições: Sede da FLACSO Equador, PUCP, CLACSO.
8. Publicação do livro “Desigualdades Urbanas II”. Instituições: Universidade Alberto Hurtado, Universidade do Chile, COES.
9. Manter o perfil do GT no Facebook atualizado com as atividades e os membros.
10. Homenagem a Teolinda Bolívar (Venezuela), Coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Habitat e Inclusão Social. Caracas
2. Criar uma oferta de formação contínua sobre temas relacionados com o trabalho do GT.
3. Consolidar plataformas para a troca e disseminação de informações relevantes para os membros do GT e o público em geral; isso permitirá a continuidade das atividades presenciais organizadas pelo GT e vinculará o trabalho do GT a espaços mais acessíveis.
3b. Paralelamente à produção acadêmica (artigos, livros), serão promovidos produtos da mídia de massa em diferentes formatos, pois são ferramentas fundamentais para o debate público sobre a cidade e a desigualdade.
4a. Estabelecer um importante quadro de referência na região sobre os temas analisados, que contribua a partir de uma perspectiva crítica e de múltiplas visões.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
b. Dar visibilidade às desigualdades urbanas como um problema fundamental no debate sobre cidades, políticas públicas e a dinâmica da estratificação populacional.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
2. Apoiar iniciativas nacionais para redes de investigadores e espaços de diálogo.
3. Promover e estabelecer acordos estratégicos com redes de pesquisadores e organizações ligadas aos temas do Grupo de Trabalho na América Latina, a fim de fomentar atividades e iniciativas conjuntas. Existem diversas redes e organizações na América Latina que são fundamentais para o debate sobre questões urbanas e que poderiam ser convidadas a participar de atividades conjuntas.
4. Coordenação com organizações internacionais e de cooperação
1b. Realização do seminário virtual “Assentamentos humanos e o direito à cidade”
1c. Participação dos membros da GT em atividades nacionais e internacionais promovidas pela CLACSO.
1d. Inclusão de membros de outros grupos de trabalho da CLACSO no Seminário Internacional Anual organizado pelo Grupo de Trabalho sobre Desigualdades Urbanas.
1e. Promover uma reunião virtual entre os membros do GT e a equipe do CLACSO com o objetivo de conhecer as diferentes possibilidades que o CLACSO oferece aos membros dos grupos de trabalho.
1f. Participação dos membros da GT nos canais de transmissão da CLACSO (megafon, CLACSO TV)
2a. Apoiar atividades que levem ao fortalecimento de redes de pesquisa em nível nacional: Caracas, Venezuela (2019), Lima, Peru (2019), La Paz, Bolívia (2020) e Bogotá, Colômbia (2021).
2b. Incorporar redes nacionais de pesquisadores urbanos como contrapartes dos Seminários Internacionais.
3a. Estabelecer um mecanismo de coordenação e comunicação com outras redes de pesquisa urbana.
3b. Convidar diretamente os coordenadores de outras redes para participarem das atividades do GT.
4a. Garantir o apoio de organizações internacionais para as atividades do Grupo de Trabalho (Seminários Internacionais), a fim de suprir as limitações de recursos disponíveis.
2. A GT torna-se um ator que colabora e promove atividades de disseminação, intercâmbio e produção de conhecimento em diferentes países, com prioridade naqueles com necessidades especiais em termos econômicos e institucionais.
3. Promover a organização, por um terceiro período, de uma atividade regional com redes já existentes sobre questões urbanas.
4. Obter financiamento mínimo para o desenvolvimento das atividades.
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(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
2. Desenvolver um quadro abrangente sobre a relação entre cidade e desigualdade na região.
3. Realizar uma avaliação crítica das políticas públicas urbanas sobre o tema.
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(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Promover espaços de encontro e diálogo entre acadêmicos de países da região, membros de organizações sociais e outras instituições internacionais, públicas e privadas. O objetivo é desenvolver uma compreensão crítica da cidade como produtora e reprodutora de desigualdades, com base na produção acadêmica latino-americana e destacando questões persistentes e novos desafios na análise, pesquisa e debate.
2. Promover oportunidades de formação em temas relacionados com a GT
3. Promover espaços para o intercâmbio contínuo entre pesquisadores, organizações sociais e o público em geral, relacionados às atividades do GT, seus membros e os temas que serão desenvolvidos durante os três anos de trabalho.
4. Promover a publicação de livros e edições temáticas de periódicos de acesso aberto e com revisão por pares na região.
5. Gerar, promover e divulgar pesquisas sobre os temas do Grupo de Trabalho e seus membros, tanto para o público acadêmico quanto para o público em geral. Isso será alcançado por meio de estratégias como reuniões presenciais, seminários virtuais e outros métodos disponíveis.
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2. Promover a publicação de duas edições temáticas sobre esses tópicos em periódicos de acesso aberto e com revisão por pares, publicados na região.
3. Criação de um site para comunicação e divulgação das atividades do GT, seus membros e as atividades ligadas à pesquisa urbana na região.
4. Apoio a atividades nacionais sobre questões urbanas (América Central)
5. Manter um perfil nas redes sociais (Facebook) das atividades do GT, seus membros e informações relevantes sobre os tópicos discutidos.
6. Organizar três webinars ao longo do ano sobre desigualdades urbanas.
7. Seminário sobre Desigualdades Urbanas como espaço de formação para jovens pesquisadores (Peru)
8. Publicação do Livro do III Seminário Internacional (ou 2 edições temáticas em revistas de acesso aberto)
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
b. Dar visibilidade às desigualdades urbanas como um problema fundamental no debate sobre cidades, políticas públicas e a dinâmica da estratificação populacional.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
2. Apoiar iniciativas nacionais para redes de investigadores e espaços de diálogo.
3. Promover e estabelecer acordos estratégicos com redes de pesquisadores e organizações ligadas aos temas do Grupo de Trabalho na América Latina, a fim de fomentar atividades e iniciativas conjuntas. Existem diversas redes e organizações na América Latina que são fundamentais para o debate sobre questões urbanas e que poderiam ser convidadas a participar de atividades conjuntas.
4. Coordenação com organizações internacionais e de cooperação
1b. Realização do seminário virtual “Assentamentos humanos e o direito à cidade”
1c. Participação dos membros da GT em atividades nacionais e internacionais promovidas pela CLACSO.
1d. Inclusão de membros de outros grupos de trabalho da CLACSO no Seminário Internacional Anual organizado pelo Grupo de Trabalho sobre Desigualdades Urbanas.
1e. Participação dos membros da GT nos canais de transmissão da CLACSO (megafon, CLACSO TV)
2a. Atividades de apoio que levem ao fortalecimento das redes de pesquisa em nível nacional: Bogotá, Colômbia (2021)
2b. Incorporar redes nacionais de pesquisadores urbanos como contrapartes dos Seminários Internacionais.
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2. A GT torna-se um ator que colabora e promove atividades de disseminação, intercâmbio e produção de conhecimento em diferentes países, com prioridade naqueles com necessidades especiais em termos econômicos e institucionais.
3. Promover a organização, por um terceiro período, de uma atividade regional com redes já existentes sobre questões urbanas.
4. Obter financiamento mínimo para o desenvolvimento das atividades.
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(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
2. Desenvolver um quadro abrangente sobre a relação entre cidade e desigualdade na região.
3. Realizar uma avaliação crítica das políticas públicas urbanas sobre o tema.
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(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
1. Promover espaços de encontro e diálogo entre acadêmicos de países da região, membros de organizações sociais e outras instituições internacionais, públicas e privadas. O objetivo é desenvolver uma compreensão crítica da cidade como produtora e reprodutora de desigualdades, com base na produção acadêmica latino-americana e destacando questões persistentes e novos desafios na análise, pesquisa e debate.
2. Promover oportunidades de formação em temas relacionados com a GT
3. Promover espaços para o intercâmbio contínuo entre pesquisadores, organizações sociais e o público em geral, relacionados às atividades do GT, seus membros e os temas que serão desenvolvidos durante os três anos de trabalho.
4. Promover a publicação de livros e edições temáticas de periódicos de acesso aberto e com revisão por pares na região.
5. Gerar, promover e divulgar pesquisas sobre os temas do Grupo de Trabalho e seus membros, tanto para o público acadêmico quanto para o público em geral. Isso será alcançado por meio de estratégias como reuniões presenciais, seminários virtuais e outros métodos disponíveis.
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2. Organização de 2 painéis para a LASA 2022
3. Organizar três webinars ao longo do ano sobre desigualdades urbanas.
4. Manter um perfil nas redes sociais (Facebook) das atividades do GT, seus membros e informações relevantes sobre os tópicos discutidos.
5. Apoio a uma atividade nacional de pesquisadores urbanos (país a ser definido)
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
b. Dar visibilidade às desigualdades urbanas como um problema fundamental no debate sobre cidades, políticas públicas e a dinâmica da estratificação populacional.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
2. Apoiar iniciativas nacionais para redes de investigadores e espaços de diálogo.
3. Promover e estabelecer acordos estratégicos com redes de pesquisadores e organizações ligadas aos temas do Grupo de Trabalho na América Latina, a fim de fomentar atividades e iniciativas conjuntas. Existem diversas redes e organizações na América Latina que são fundamentais para o debate sobre questões urbanas e que poderiam ser convidadas a participar de atividades conjuntas.
4. Coordenação com organizações internacionais e de cooperação
1b. Realização do seminário virtual “Assentamentos humanos e o direito à cidade”
1c. Participação dos membros da GT em atividades nacionais e internacionais promovidas pela CLACSO.
1d. Elaboração de uma proposta para um Terceiro Seminário Virtual sobre temas relacionados às desigualdades urbanas, promovido pela GT.
1d. Inclusão de membros de outros grupos de trabalho da CLACSO no Seminário Internacional Anual organizado pelo Grupo de Trabalho sobre Desigualdades Urbanas.
1e. Participação dos membros da GT nos canais de transmissão da CLACSO (megafon, CLACSO TV)
2a. Incorporar redes nacionais de pesquisadores urbanos como contrapartes dos Seminários Internacionais.
3a. Convide os coordenadores de outras redes diretamente para participarem das atividades do GT.
4a. Obter o apoio de organizações internacionais para as atividades do GT (Seminários Internacionais) com o objetivo de suprir as limitações de recursos disponíveis.
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2. A GT torna-se um ator que colabora e promove atividades de disseminação, intercâmbio e produção de conhecimento em diferentes países, com prioridade naqueles com necessidades especiais em termos econômicos e institucionais.
3. Promover a organização, por um terceiro período, de uma atividade regional com redes já existentes sobre questões urbanas.
4. Obter financiamento mínimo para o desenvolvimento das atividades.
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Número total de pesquisadores admitidos: 74
Instituto de Estudos Urbanos. Universidade Católica do Chile
Chile
Centro Rómulo Gallegos de Estudos Latino-Americanos
Venezuela
FADA UM
Paraguai
Universidade do Chile
Chile
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. Universidade Nacional de Misiones
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais.
Universidade Nacional de Missiones
Argentina
Associação Colombiana de Pesquisadores Urbanos e Regionais
Colômbia
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Centro de Pesquisa e Documentação Socioeconômica
Faculdade de Ciências Sociais e Econômicas
Universidad del Valle
Colômbia
Centro de Estudos das Transformações Sociais
Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica
Venezuela
CONICET/Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco
Argentina
Centro de Estudos das Transformações Sociais
Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica
Venezuela
Centro de Pesquisa Louis Joseph Lebret OP para Economia e Humanismo
Universidade de Santo Tomás
Colômbia
TECHO, Independent
Costa Rica
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Particular
Bolívia
Centro de pesquisa
Faculdade de Filosofia e Humanidades
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
https://www.facebook.com/events/913583075663914/
Argentina
Centro de Estudos Latino-Americanos "Justo Arosemena"
Panamá
Universidade Privada Boliviana
Bolívia
Faculdade de Educação
Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil
Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua, Manágua
Nicarágua
Ibero Tijuana
México
Centro de Estudos Sociais
Faculdade de Ciências Humanas
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Instituto de Pesquisa Econômica e Social
Universidade Central da Venezuela
Venezuela
Instituto de Pesquisa Social
Coordenação de Ciências Humanas
Universidade Nacional Autônoma do México
México
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Brasil
DO SUL
Chile
Unidade de Pós-Graduação
Faculdade de Ciências Sociais
Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Peru
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
Pontificia Universidad Javeriana
Colômbia
TELHADO INTERNACIONAL
Chile
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade do Chile
Chile
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Faculdade de Ciências Sociais
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Brasil
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Departamento de Sociologia
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade do Chile
Chile
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Centro de Pesquisa Sociológica, Econômica, Política e Antropológica
Pontifícia Universidade Católica do Peru
Peru
Instituto Francês de Estudos Andinos
Peru
Faculdade de Arquitetura, Design e Arte - UNA
Paraguai
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Trinity College e Universidade de São Francisco de Quito
Estados Unidos
Instituto de Estudos Sociais e Políticos
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Brasil
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Equador
Equador
Faculdade de Ciências Sociais
Diretoria de Pesquisa e Estudos de Pós-Graduação
Universidade Alberto Hurtado
Chile
Universidade Nacional Jorge Basadre Grohmann
Peru
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade Nacional de Córdoba
Argentina
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guanajuato, Campus León
México
Escola Interdisciplinar de Estudos Sociais Avançados
Universidade Nacional de San Martín (UNSAM)
Argentina
Centro de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (CIAU) da Universidade Privada Boliviana (UPB)
Bolívia
Instituto de Pesquisa Gino Germani
Faculdade de Ciências Sociais
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma Metropolitana - Unidade Iztapalapa
México
Universidade Nacional do Rio Negro
Argentina
Colégio da Fronteira Norte
México
Centro de Pesquisa em Cultura e Desenvolvimento
Vice-Reitoria de Pesquisa
State Distance University
Costa Rica
Instituto IHE Delft para Educação em Água / Universidade de Amsterdã (Departamento de Geografia)
_Outros
Associação Colombiana de Pesquisadores Urbanos e Regionais
Colômbia
Centro de Estudos Sociológicos
O Colégio do México
México
CUNY Graduate Center
Estados Unidos
Instituto de Estudos Urbanos. Universidade Católica do Chile
Chile
Pós-graduação em Ciências do Desenvolvimento pela Universidad Mayor de San Andrés
Bolívia
Universidade Autônoma da Cidade do México
Coordenação acadêmica
Universidade Autônoma da Cidade do México
México
Instituto Francês de Estudos Andinos, CNRS
Colômbia
Universidad de los Andes
Colômbia
CIDES - UMSA (Investigador convidado)
Bolívia
Universidade Nacional da Colômbia IEU
Colômbia
Universidade Lumière Lyon 2
Brasil
Divisão de Ciências Sociais e Humanas
Universidade de Guanajuato, Campus León
México
Centro de Estudos Latino-Americanos "Justo Arosemena"
Panamá
Universidad del Bío Bío
Chile
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