Área temática: Desenvolvimento rural
Grupo de trabalhoAgroecologia política
[+ Ver produções e conteúdo]O Colégio da América
Centro de Estudos Avançados para a América Latina e o Caribe
Universidade Pablo de Olavide
Espanha
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - Programa Uruguai
Uruguai
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais. Universidade Autônoma de Querétaro.
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais.
Universidade Autônoma de Querétaro,
México
Está cada vez mais claro que estamos vivendo uma crise estrutural global que expõe os limites da civilização moderna (1, 2). A contradição entre o crescimento econômico, como modelo de organização da economia, e as limitações impostas pelo esgotamento dos recursos e pela deterioração dos serviços ambientais está se tornando cada vez mais evidente. A comunidade científica alerta que algumas linhas vermelhas relacionadas à capacidade de restaurar a dinâmica ecológica em escala planetária foram ultrapassadas (3).
No setor agroalimentar, a natureza estrutural da crise é ainda mais dramaticamente evidente. A produção, distribuição e consumo de alimentos estão entre as principais causas da insustentabilidade global. O sistema alimentar globalizado, dominado pelo regime agroalimentar corporativo (4), funciona analogamente ao regime metabólico industrial, sendo este um de seus componentes essenciais. Esse sistema alimentar é responsável por 821 milhões de pessoas que sofrem de fome e quase dois bilhões que sofrem de desnutrição; é responsável por doenças crônicas não transmissíveis (câncer, doenças cardiovasculares, diabetes) que superam as doenças infecciosas como principal causa de morte; causou graves impactos ambientais nos ecossistemas e é o principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa (5). Nesse sentido, o setor agroalimentar gera a maior pegada ecológica do mundo, atuando como a principal força motriz por trás das transformações biofísicas no planeta (6, 7, 8, 9).
O desenvolvimento do regime alimentar corporativo (RAC) é impulsionado pela busca do lucro em vez da garantia do direito à alimentação (10). As contradições estruturais do RAC manifestam-se nas crescentes dificuldades em continuar a aumentar os volumes de produção alimentar em agroecossistemas cada vez mais degradados e com a utilização de recursos cada vez mais escassos (petróleo, fósforo, estabilidade climática, etc.) (11). Apesar disso, as pressões para aumentar a produção continuam a ser incentivadas e facilitadas por uma estrutura institucional e uma distribuição de riqueza que ameaçam levar ao colapso do regime alimentar como um todo.
O desenvolvimento e a consolidação da RAC (Cooperação Agropecuária Regional) ocorreram sob a égide da globalização neoliberal. Na América Latina e no Caribe, representaram a consolidação do padrão histórico de especialização produtiva voltada para a exportação de produtos primários. Embora as economias e culturas dos países latino-americanos sejam muito heterogêneas, o efeito destrutivo desse processo de reprimarização econômica é comum (12). Além de comprometer a capacidade dos povos da região de se alimentarem (13), gera reações em cadeia na sociedade e na natureza, aprofundando as desigualdades sociais (14) e causando sérios impactos negativos na saúde pública (13), nas culturas locais (15) e na integridade dos ecossistemas (16).
O avanço do agronegócio regional também se sustenta, como outro pilar da modernidade, perpetuando estruturas patriarcais de dominação, estendendo a racionalidade do controle, da supremacia e da desapropriação à natureza, permeando as relações sociais e naturalizando uma visão de mundo que ignora as múltiplas opressões entre os gêneros. Isso complica as formas de dominação nos territórios e revela as múltiplas desigualdades geradas pelo modelo hegemônico agroalimentar.
Com o rápido crescimento do poder político e econômico das corporações transnacionais na configuração dos sistemas nacionais de produção, distribuição e consumo de alimentos, o dualismo histórico entre a agricultura familiar camponesa e indígena e o modelo de produção especializada voltado para os mercados de exportação, tão característico da agricultura latino-americana, sofreu um desequilíbrio significativo em favor deste último modelo (17). Contudo, simultaneamente, é na América Latina e no Caribe que surgiram com força contramovimentos, articulando organizações camponesas e indígenas com profissionais de extensão rural, pesquisa e ensino em defesa de padrões alternativos de organização social, técnica e econômica dos sistemas agroalimentares (18, 19). Embora bastante heterogêneos entre si, esses contramovimentos são hoje identificados com os fundamentos teóricos e práticos da agroecologia (20). A agroecologia na América Latina se baseia em uma enorme riqueza biocultural e é considerada política porque contesta os meios de produção, como terra, água, sementes e conhecimento, desafiando o sistema hegemônico vigente (21). Busca repensar o atual sistema agroalimentar com base na diversidade biocultural, desafiando também a propriedade monopolista dos meios de produção, reconstituindo mercados e ligações com a cidade e transformando cultural e espiritualmente este modo alternativo de vida em harmonia com os ciclos ecológicos e as condições termodinâmicas que tornam a vida possível (22).
Vale esclarecer que os movimentos sociais latino-americanos não buscam uma coexistência onde grandes e médias propriedades agroindustriais, fazendas de gado e monoculturas florestais coexistam com comunidades camponesas agroecológicas localizadas nas terras mais degradadas. Trata-se de uma luta por uma transformação radical da posse da terra e do sistema alimentar como um todo, na qual o agroextrativismo seria proibido (23). Isso porque o “projeto de vida” proposto pela Agroecologia busca produzir cuidando da natureza, mantendo a biodiversidade, permitindo a conectividade ecológica entre áreas florestais e agrícolas, favorecendo polinizadores e a fauna dispersora de sementes e, em geral, preservando as relações ecossistêmicas que ajudam a regular pragas e doenças, conservar a água e recarregar os aquíferos, salvaguardar a ecologia do solo, mitigar os efeitos das mudanças climáticas e resistir a perturbações em tempos de mudança, protegendo e conservando a diversidade cultural (24). Dessa forma, a Agroecologia emerge como um projeto emancipatório, baseado na identidade, sociopolítico, justo e soberano, defendido por setores da sociedade, tanto rurais quanto urbanos, organizados ou não em movimentos sociais que constroem novas narrativas e práticas contra-hegemônicas e em aberto. Esse movimento envolve uma disputa com o sistema agroalimentar global, ou agronegócio, em uma luta pela soberania alimentar e territorial (24). A esses setores da sociedade em movimento juntam-se um grupo crescente, mas ainda minoritário, de acadêmicos, ativistas, centros de pesquisa e universidades e, em alguns casos, agências governamentais nacionais, departamentais, municipais e locais por meio da promoção e implementação de políticas públicas, bem como agências internacionais como a FAO (s.d.) (39, 40), a CEPAL (25) e a UNESCO (26), entre outras. Este movimento envolve uma grande variedade de atores, sendo as mulheres e seus discursos feministas e práticas de cuidado, os povos indígenas e comunidades camponesas que enfrentam injustiça ambiental, e os setores urbanos e rurais que sofrem as injustiças da fome, exclusão e pobreza os mais significativos na região (27, 28, 29).
Segundo Altieri e Toledo (2011) (50), a América Latina e o Caribe estão vivenciando uma verdadeira revolução agroecológica. Eles afirmam que “novas abordagens científicas e tecnológicas relacionadas à agroecologia e ao conhecimento indígena estão sendo cada vez mais aplicadas por um número significativo de agricultores, ONGs, governos e instituições acadêmicas. Isso está possibilitando conquistas significativas em soberania alimentar, baseadas na conservação dos recursos naturais e no empoderamento local, regional e nacional das organizações e movimentos de agricultores”. Nesse sentido, e de acordo com Gliessman (30), a agroecologia é uma ferramenta poderosa para alcançar uma mudança no sistema alimentar, orientando uma reformulação massiva das estruturas produtivas e institucionais que o governam.
Essa dimensão prática da agroecologia requer política, ou seja, agroecologia política, disciplina responsável por conceber e implementar arranjos institucionais que possibilitem a concepção e a construção de sistemas alimentares sustentáveis. A busca pela sustentabilidade implica transformar a dinâmica dos agroecossistemas, transformação que só pode ser alcançada por atores sociais que promovam mudanças institucionais, as quais atualmente favorecem o sistema alimentar corporativo. Este é um dos principais objetivos deste Grupo de Trabalho: desenvolver estratégias para a transformação do sistema alimentar em nossa região por meio do desenvolvimento da agroecologia política, tanto no âmbito dos movimentos sociais quanto das políticas públicas. Além disso, estamos comprometidos em estabelecer fortes laços com o Grupo de Trabalho da CLACSO sobre Mulheres, Agroecologia e Economia Solidária, com o Programa de Pesquisa e Treinamento em Sistemas Agroecológicos Andinos, bem como com a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMARNAT) e o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do México.
(2) Toledo, VM 2012. Dez teses sobre a crise da modernidade. Polis 33.
(3) Rockstrom, et.al. 2009. Limites planetários: explorando o espaço operacional seguro para a humanidade. Ecologia e Sociedade 14(2): 32.
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(5) IPES-FOOD. 2016. Da uniformidade à diversidade: Uma mudança paradigmática da agricultura industrial para sistemas agroecológicos diversificados. IPES-FOOD.
(6) Tilman, D. 2001. Previsão de mudanças ambientais globais impulsionadas pela agricultura. Science 292 (5515) 281–84.
(7) Foley, JA 2005. Consequências globais do uso da terra. Science 309(5734):570–74.
(8) Rockström Jet. Al. 2017. Intensificação sustentável da agricultura para a prosperidade humana e a sustentabilidade global. Ambio, 46(1):4-17.
(9) McMichael, Ph. 2009. Uma análise do regime alimentar da 'crise alimentar mundial'. Agricultura e Valores Humanos. 26:281-95.
(10) IPES-FOOD. 2017. Grande demais para alimentar: explorando os impactos das megafusões e da concentração de poder no setor agroalimentar. IPES-Food.
(11) Nellemann, et. para o. (Eds). 2009. A crise alimentar ambiental – O papel do ambiente na prevenção de futuras crises alimentares. UNEP GRID-Arendal, Noruega.
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(14) OXFAM. 2016. Privilégios que negam direitos. Desigualdade extrema e o sequestro da democracia na América Latina e no Caribe. Oxfam. Oxford.
(15) Bautista, R. 2019. Acesso à terra e ao território na América do Sul. Relatório de 2018. IPDRS. La Paz.
(16) UNEP/WCMC/CBD. 2016. O estado da biodiversidade na América Latina e no Caribe. UNEP. Nairobi.
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(19) Rosset, PM & Martínez-Torres, ME 2012. Movimentos sociais rurais e agroecologia: contexto, teoria e processo. Ecologia e Sociedade, 17(3).
(20) Holt-Gimenez, E. 2008. De agricultor para agricultor. Vozes da América Latina. Movimento de agricultor para agricultor pela agricultura sustentável. SIMAS. Manágua.
(21) Toledo, VM 2012. Agroecologia na América Latina: três revoluções, uma mesma transformação. Agroecologia 6:37-46.
(22) Altieri, MA, & C. Nicholls. 2008. Ampliando as abordagens agroecológicas para a soberania alimentar na América Latina. Desenvolvimento 51(4):472–80.
(23) Giraldo, OF, e PM Rosset. 2017. Agroecologia como um território em disputa: entre institucionalidade e movimentos sociais. Revista de Estudos Camponeses.
(24) Rosset, PM & M. Altieri.(201). Agroecologia. Ciência e política. Editorial Icária. Barcelona.
(25) FAO. ND Os 10 elementos da Agroecologia. Orientando a transição para sistemas alimentares e agrícolas sustentáveis. FAO. Roma.
(26) Cátedra UNESCO em Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável. Universidade de Ciências Agrícolas de Havana, Cuba. http://catedrasunesco.uh.cu/cat_agro
(27) Siliprandi, E. & GP Zuluaga.(2014. Gênero, agroecologia e soberania alimentar. Perspectivas ecofeministas. Icária, Barcelona.
(28) Velázquez Nimatuj, IA 2018. Acesso de mulheres indígenas à terra, território e recursos naturais na América Latina e no Caribe. ONU Mulheres.
(29) Cruz, MC 2016. Agricultura urbana na América Latina e no Caribe. Casos específicos da perspectiva do Buen Vivir. FES, Nueva Sociedad.
(30) Gliessman, S. 2011. Agroecologia e mudança nos sistemas alimentares. Journal of Sustainable Agriculture 35(4):347-349.
A agroecologia é política porque aspira a um modelo de sociedade diferente, composto por múltiplos territórios camponeses diversificados, entrelaçados com árvores, montanhas e rios vivos, onde alimentos saudáveis e outros bens não alimentares são produzidos em harmonia com a natureza, utilizando conhecimentos tradicionais enriquecidos pelo diálogo científico, e onde os jovens e as famílias permanecem no campo (1, 2, 3). Esta bela utopia confronta este outro modelo de destruição, que prioriza o lucro em detrimento da vida, envenena os territórios com agrotóxicos e organismos geneticamente modificados, desloca as populações camponesas para as cidades, proletariza os habitantes rurais, destrói a fertilidade do solo, desmata, polui a água, cria desertos verdes e gera fome, doenças e desnutrição (4, 5, 6). Sem dúvida, a América Latina é a região do mundo onde as lutas populares que desafiam a hegemonia da agricultura com o capitalismo global e as grandes propriedades rurais ressoam com mais vivacidade, através de um grande movimento social que reúne muitos agentes sociais diversos capazes não só de mudar o viés das instituições estatais, mas também as condições ontológicas, epistêmicas e éticas da produção de alimentos (7, 8, 9).
A agroecologia política baseia-se na premissa de que a sustentabilidade agrícola não pode ser alcançada em larga escala utilizando apenas medidas tecnológicas (agronômicas ou ambientais) para redesenhar agroecossistemas sustentáveis (10, 11, 12). Sem uma mudança profunda no quadro institucional existente, não será possível disseminar e generalizar experiências agroecológicas bem-sucedidas ou abordar estruturalmente a crise socioecológica (13, 14, 15, 16, 17). Consequentemente, a agroecologia política examina o curso de ação mais apropriado no presente e como melhor utilizar os instrumentos que possibilitam a mudança institucional (18, 19). Tal mudança, em um mundo organizado em torno de Estados-nação, só é possível por meio da mediação política (20). Em sistemas democráticos, por exemplo, isso envolve ação coletiva por meio de movimentos sociais, participação política eleitoral, alianças entre diferentes forças sociais para construir maiorias para a mudança, e assim por diante (21, 22). Requer a criação de estratégias que sejam essencialmente políticas (23, 24). Os dois principais objetivos da Agroecologia Política incluem precisamente a concepção de instituições que favoreçam a obtenção da sustentabilidade agrícola e a organização de movimentos agroecológicos, cujas narrativas e práticas de resistência criativa permitem que tais políticas públicas sejam implementadas a seu favor, como respostas contra-hegemônicas ao sistema agroalimentar prevalecente (25, 26, 27).
Como "pensamento para ação", a Agroecologia Política é uma teoria política da crise ecossocial dos sistemas alimentares e uma teoria socioecológica para o desenho de instituições políticas que regulam metabolismos agrícolas sustentáveis (28, 29). Através de interações frutíferas com perspectivas críticas das ciências sociais e ambientais, como a geografia crítica, essa perspectiva teórica da Agroecologia abre um vasto campo para o desenvolvimento de "linguagens de valoração" que superem as limitações do produtivismo econômico, um quadro cognitivo hegemônico na esfera pública onde as políticas para a agricultura e a alimentação são definidas e avaliadas (30, 31). A Agroecologia Política é uma abordagem interdisciplinar de crítica radical à ideologia liberal e ao fundamento institucional da economia neoclássica (o mercado capitalista) (32, 33). Também torna visíveis o saber-fazer e o sentir-pensar de amplos setores da sociedade latino-americana e caribenha, suas formas de representação e organização da vida, seu conhecimento e práticas profundas e históricas enraizadas em seus territórios, suas maneiras de sacralizar seus mundos, tudo estranho ao olhar e à idiossincrasia da racionalidade moderna-ocidental e suas maneiras únicas de fragmentar e separar a realidade (34, 35).
É necessário considerar uma recentralização da visão de mundo baseada em outras sensibilidades e práticas que corroem os múltiplos mecanismos de dominação colonial-capitalista-patriarcal (36) que estão no cerne da crise (37, 38).
Acreditamos, portanto, numa política concebida a partir de uma dimensão estruturante. Uma política que não se reduz à modificação de práticas institucionais, mas a um outro modo de ser “político”, onde a auto-organização, a autogestão e a revitalização da riqueza das relações e a regeneração dos espaços comunitários constituem a base popular para a transformação do sistema agroalimentar, enquanto instrumentos de políticas públicas, como os mencionados, contribuem como meios para fortalecer os processos existentes e abrir novos (39). Consideramos a confluência entre práticas institucionais e institucionais, que combinam saberes, práticas camponesas, saberes científicos, com formas de organização popular de base e suas formas pedagógicas e discursivas; o dinamismo dos movimentos sociais com instituições e políticas públicas que se articulam, confrontam e disputam (40).
A agroecologia política não é apenas um tema de pesquisa. Ela também possui uma dimensão prática intimamente ligada ao seu objetivo central: alcançar a sustentabilidade agrária, o pós-desenvolvimento e o bem-estar (41). Portanto, deve ser compreendida sob duas perspectivas: como uma ideologia, concorrente com outras, dedicada a disseminar e estabelecer a organização de agroecossistemas sustentáveis e de base ecológica como sistema dominante; mas também como um campo disciplinar responsável pela concepção e produção de ações, instituições e regulamentações para alcançar a sustentabilidade agrária (42, 43). Essa dimensão prática da agroecologia requer a política, ou seja, as disciplinas responsáveis pela concepção e implementação de instituições que possibilitem alcançar a sustentabilidade dos sistemas alimentares. Essa busca implica uma mudança na dinâmica dos agroecossistemas que só pode advir de agentes sociais por meio da mediação institucional (44).
Contudo, a Agroecologia Política ainda não dispõe das ferramentas analíticas e dos critérios necessários para definir estratégias que possam orientar essa mudança (45). A política deve ser desenvolvida no cerne da Agroecologia para fornecer aos agroecologistas ferramentas de análise e intervenção sociopolítica que lhes permitam ir além das experiências locais, incentivando sua generalização e mudanças essenciais no sistema alimentar em uma ampla escala territorial (46). Este Grupo de Trabalho dedica-se ao desenvolvimento dessa necessária dimensão política da Agroecologia e ao fornecimento de fundamentos teóricos e metodológicos para o que deverá ser um novo campo de trabalho teórico e prático para os agroecologistas: a Agroecologia Política.
O objetivo do Grupo de Trabalho é estabelecer um quadro comum e pluralista para analisar a ação agroecológica coletiva, a fim de operacionalizar as lutas pela sustentabilidade alimentar. Visa também desenvolver uma narrativa da crise alimentar que possa servir como um quadro comum para orientar a ação agroecológica coletiva (47). Em suma, busca lançar as bases para uma estratégia agroecológica comum, abrangendo os diferentes níveis em que a ação coletiva é considerada e os vários instrumentos com os quais ela pode ser desenvolvida. Além disso, um de seus objetivos centrais é gerar uma reflexão interna e pluralista sobre seus referenciais teóricos e conceituais e sobre sua própria práxis.
A intervenção no ambiente político do Estado é necessária, dada a sua capacidade de impor uma ordem macroinstitucional favorável ao regime agroalimentar corporativo (RAAC), caso contrário, a capacidade transformadora das experiências agroecológicas será neutralizada. O Estado, a serviço do RAAC, dificulta a adoção em massa, gerando um "efeito sistêmico de rejeição". A ação coletiva agroecológica encontra seu nível de atuação mais decisivo no âmbito do Estado e das políticas públicas: as instituições públicas democráticas devem proteger as experiências agroecológicas e promover a adoção em massa da produção e do consumo agroecológicos. O objetivo final da ação governamental e das políticas públicas agroecológicas é inverter a direção da rejeição, de modo que os comportamentos, práticas e instituições típicos do RAAC sejam os rejeitados. Essa inversão da sensibilidade adversa nos sistemas de sinalização e filtragem só é viável por meio da cooperação entre a ação coletiva em múltiplos níveis (movimentos e atores sociais) e o Estado democrático. Nenhum desses atores — movimentos sociais ou o Estado — pode, isoladamente, produzir as mudanças institucionais necessárias para que o novo sistema agroalimentar filtre e rejeite as práticas do movimento AGR (Renovação Agropecuária) e do próprio Estado. É tarefa essencial deste Grupo de Trabalho responder às crescentes demandas do movimento agroecológico latino-americano, que está cada vez mais envolvido em áreas de atuação que vão além da propriedade rural ou da comunidade, incluindo a gestão estatal.
(2, 16, 39, 44) Altieri, M. & P. Rosset. 2018. Agroecologia. Ciência e política. Icaria.
(3, 15) Sevilla Guzmán, E. & G. Woodgate. 2013. Agroecologia: Fundamentos no pensamento social agrário e na teoria sociológica, Agroecologia e Sistemas Alimentares Sustentáveis. 37(1):32-44.
(4) McMichael, P. 2015. Regimes alimentares e questões agrárias. MA Porrúa. México
(5, 14) Vandermeer, J. & I. Perfect. 2007. A matriz agrícola e um paradigma futuro para a conservação. Conserv Biology 21(1):274–77.
(6) Rockström, et al. 2009. Limites planetários: Explorando o espaço operacional seguro para a humanidade. Ecologia e Sociedade, 14(2):32p.
(7, 34, 40) Giraldo, OF. 2019. Ecologia política da agricultura. Agroecologia e pós-desenvolvimento. Springer
(8) Rosset PM. & ME. Martinez Torres. 2012. Movimentos sociais rurais e agroecologia: contexto, teoria e processo. Ecologia e Sociedade 17.
(9) Holt-Giménez, E. 2008. Camponês para camponês. Vozes da América Latina. Movimento
De agricultor para agricultor em prol da agricultura sustentável. Manágua, SIMAS.
(10, 24, 26, 43, 45) González de Molina, M. 2012. Agroecologia e política. Como obter a necessidade sustentável para uma Agroecologia Política. Agroecologia e Sistemas Sustentáveis 37(1):45-59.
(11) Sevilla-Guzmán, E. 2006. Da sociologia rural à agroecologia. Icária.
(12, 27, 28, 32, 34, 42) Garrido, F. 2011. Ecologia política e agroecologia: estruturas cognitivas e desenho institucional. Agroecologia 6:21-28.
(13) González de Molina M. & F. Caporal. 2013. Agroecologia e política. Como alcançar o
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(17) Calle, A., et al. 2013. Agroecologia política: a transição social para sistemas agroalimentares sustentáveis. Rev. Economía Critica 167:244-277.
(18) Wezel, A., et al. 2009. Agroecologia como ciência, movimento e prática. Uma revisão, Agron. Sustain. Dev 29:503-515.
(19, 33) Méndez VE. et al. 2013. Agroecologia como uma abordagem transdisciplinar, participativa e orientada para a ação. Agroecologia e Sistemas Alimentares Sustentáveis 37:3–18.
(20, 46) Tomich, et al. 2011. Agroecologia: Uma revisão de uma perspectiva de mudança global. Annual Review of Environment & Resources 36:193–222.
(21, 23) Gliessman SR. 2013. Agroecologia: cultivando as raízes da resistência. Agroecologia e Sistemas Alimentares Sustentáveis 37(1):19–31.
(22, 45) Montenegro de Wit, M. & A. Iles. (2016), Em direção à legitimidade densa: criando uma rede de legitimidade para a Agroecologia. Elementa: Ciência do Antropoceno, 1:24p.
(25) Toledo, VM. & N. Barrera-Bassols. 2017. Agroecologia política no México: um caminho para a sustentabilidade. Sustentabilidade 9:268.
(29, 47) Van der Ploeg JD. 2008. Os novos camponeses: Lutas por autonomia e sustentabilidade em uma era de império e globalização. Routledge.
(30) Giraldo, OF., Rosset, P. (2017). Agroecologia como território em disputa: entre institucionalidade e movimentos sociais. The J of Peasant Studies, 45(3):545-564.
(31) Timmermann, C, & FF. Georges. 2015. Agroecologia como veículo para justiça contributiva. Agricultura e Valores Humanos 32(3):523–38.
(35) Toledo, VM. & N. Barrera-Bassols. (2009): Memória biocultural: a importância ecológica da sabedoria tradicional. Icaria.
(36) Grosfoguel, R. 2016. Do “extrativismo econômico” ao “extrativismo epistêmico” e ao “extrativismo ontológico”: uma forma destrutiva de conhecer, ser e existir no mundo. Tabula Rasa 24:123-143.
(37) Morales, H. et al. 2018. Aliança de Mulheres em Agroecologia (AMA-AWA): fortalecendo os laços entre acadêmicos para a ampliação da Agroecologia. CLACSO:15-33. La Paz
(38) Suluaga, P., G. Catacora-Vargas & E. Siliprandi. 2018. Agroecologia no feminino. SOCLA/CLACSO. La Paz
(41) Peterson, G. 2000. Ecologia política e resiliência ecológica: Uma integração das dinâmicas humanas e ecológicas. Economia Ecológica 35:323-336.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
-Desenvolver, discutir e chegar a um consenso sobre as bases teóricas e metodológicas para uma estratégia comum de trabalho agroecológico, abrangendo os vários níveis de ação coletiva e instrumentos de aplicação;
-Criação de subgrupos de pesquisa que abordem diversos problemas relacionados à Agroecologia Política da região;
-Seminário virtual para apresentação de projetos de trabalho de alunos de mestrado e doutorado.
-Reuniões de trabalho em congressos sucessivos da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e da Sociedade Latino-Americana de Ciências Agroecológicas (SOCLA) ou outros que ocorram em qualquer país da região;
- Reuniões virtuais regulares de cada subgrupo para compartilhar planos de trabalho. Cada subgrupo terá um ou dois coordenadores.
- Criação do grupo de pesquisa e definição de subgrupos. As seguintes propostas são apresentadas preliminarmente:
1) Desenvolvimento teórico e metodológico da Agroecologia Política;
2) Sistematização de experiências/programas agroecológicos, identificando elementos para a sua ampliação;
3) Elaboração de estratégias para a transição e ampliação de experiências agroecológicas na região, e
4) Elaboração e avaliação de estratégias de políticas públicas em favor dos processos agroecológicos da região.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
- Formação de um grupo de trabalho para a elaboração de um currículo acadêmico para um Mestrado Latino-Americano em Agroecologia Política, com base na experiência acumulada nas 4 edições do Diploma Internacional em Agroecologia para a Sustentabilidade.
-Criação de um grupo de trabalho especializado em Comunicação e Divulgação para produzir textos e relatórios, e para intervir nos meios de comunicação e a nível interno do GT;
- Organização e implementação do Primeiro Seminário Virtual sobre Agroecologia Política
“Agroecologia, alimentação e autonomias territoriais;
-Publicar a tradução espanhola de um livro coletivo e pelo menos 2 artigos em revistas indexadas;
-Curso online de curta duração: Bens comuns, comunidades e economias sociais (2º semestre)
- Elaboração de um plano de trabalho para o grupo de Comunicação para os próximos 3 anos;
-Curso virtual curto para o público em geral sobre “Introdução à Agroecologia Política, atores, movimentos sociais e políticas públicas”;
-Desenvolvimento de um currículo acadêmico para estabelecer um Mestrado Latino-Americano em Agroecologia Política;
- Desenvolvimento de um manual de procedimentos e operações sobre comunicação e divulgação que regule a comunicação dentro do GT e com o exterior;
-Primeiro Seminário Virtual sobre Agroecologia Política “Agroecologia, alimentação e autonomias territoriais”;
-Realizar 2 reuniões de trabalho com os coordenadores dos subgrupos de pesquisa para a concepção e preparação de 2 artigos inéditos;
-Realizar 2 reuniões virtuais para troca de experiências;
- Ministrar um breve curso online;
-1 manual de objetivos, cronograma, abordagem, procedimentos e funcionamento da comunicação interna e externa e da divulgação do trabalho do GT;
1. Breve curso virtual introdutório sobre Agroecologia Política para um público amplo;
1. Curso online breve sobre bens comuns, comunidades e economias sociais (2º semestre)
-1 Currículo do Mestrado Latino-Americano em Agroecologia Política;
-1 Seminário Virtual sobre Agroecologia Política;
-1 livro traduzido para o espanhol;
-2 artigos publicados em revistas indexadas;
4 reuniões virtuais entre membros do GT.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
-Reunir informações sobre programas, projetos e conquistas das diversas organizações dedicadas à Agroecologia ou com uma abordagem agroecológica na região ou por país, de acordo com o plano de trabalho dos membros do GT de cada uma delas;
- Estabelecer contatos e criar articulações com partidos políticos, agências governamentais e gestores públicos, a fim de construir os aspectos a serem coletados e avaliados nas políticas públicas relacionadas à agroecologia na região.
-Reuniões regionais com governos, instituições da sociedade civil, partidos políticos e agências internacionais para divulgar as atividades do GT e disseminar os resultados do trabalho dos três subgrupos.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
-Promover o trabalho e a abordagem da GT junto a agências governamentais e internacionais para buscar financiamento e apoio diversificado.
-Buscar financiamento junto a governos e organizações internacionais para fortalecer o trabalho da GT.
Colaboração acadêmica e educacional com instituições científicas e/ou educacionais dentro e fora da região;
-1 Acordo formal ou ampla colaboração com uma rede científica de Agroecologia na região.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
-Desenvolver capacidades teóricas e metodológicas no GT para influenciar a avaliação e a formulação de políticas públicas para a Agroecologia;
-Analisar as relações entre agroecologia e ecofeminismos a partir de uma perspectiva teórico-conceitual e das práticas discursivas e materiais que se desenvolvem na região;
- Promover o trabalho em rede e a troca de experiências de pesquisa entre os alunos de pós-graduação da GT, por meio do seminário virtual.
- Participação em reuniões de trabalho para apresentação do progresso da pesquisa em pelo menos um dos congressos de Agroecologia realizados na região;
-Reuniões virtuais regulares de cada subgrupo de pesquisa para troca de experiências em pesquisa agroecológica por país;
-Seminário virtual sobre Agroecologia e ecofeminismos;
- Elaboração de um diretório por subgrupos de pesquisa e do calendário anual de sessões para o seminário virtual do GT para estudantes de pós-graduação;
-Apresentação do progresso da pesquisa em encontros científicos nacionais e internacionais;
-Tutoria e orientação em projetos de tese de alunos de pós-graduação.
-Apresentação dos trabalhos dos 4 subgrupos em encontros científicos.
-Publicação amplamente divulgada sobre a sistematização de experiências agroecológicas com indicadores de escala;
-2 seminários virtuais;
--Compilação de experiências em pesquisa agroecológica na região;
- Publicação do diretório, calendário e trabalhos apresentados no seminário virtual para estudantes de pós-graduação na plataforma virtual da GT;
-Apresentações, resumos expandidos, pôsteres e outros produtos de intervenções formais em eventos científicos nacionais ou internacionais;
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
-Apresentar o currículo acadêmico do Mestrado Latino-Americano em Agroecologia Política à GT e aos centros acadêmicos e/ou universidades da região interessados em sua inclusão na oferta acadêmica, a fim de contribuir para a massificação da Agroecologia;
- Comunicar e divulgar o trabalho do GT para contribuir com a ampliação e a massificação da agroecologia;
- Organização e implementação do Segundo Seminário Virtual sobre Agroecologia Política
“Sistematização de experiências agroecológicas”, durante o primeiro semestre do ano;
- Organização e implementação do Terceiro Seminário Virtual sobre Agroecologia Política
“Conflitos socioambientais e transições agroecológicas”, durante o segundo semestre do ano;
-Publicação de um livro coletivo e de pelo menos dois artigos coletivos em revistas indexadas.
-Apresentação do currículo acadêmico ao GT e aos centros acadêmicos ou universidades interessados em implementar o Mestrado Latino-Americano em Agroecologia Política em sua oferta acadêmica;
-Divulgação de produtos de comunicação nos meios de comunicação e no âmbito interno da GT;
-Segundo Seminário Virtual sobre Agroecologia Política
“Sistematização de experiências agroecológicas”;
- Organização e implementação do Terceiro Seminário Virtual sobre Agroecologia Política
“Conflitos socioambientais e transições agroecológicas;
Realizar 2 reuniões de trabalho com os coordenadores dos subgrupos de pesquisa para a concepção e desenvolvimento de 2 artigos inéditos;
Realizar duas reuniões de trabalho com os coordenadores dos subgrupos de pesquisa para a concepção e desenvolvimento de um livro coletivo.
- Obtenção do registro e publicação do edital de 2022 para o Mestrado Latino-Americano em Agroecologia Política;
-2 seminários virtuais sobre Agroecologia Política;
-Diversos materiais de divulgação e comunicação gerados pelos nós GT;
-1 Curso virtual curto sobre “Articulações agroecológicas, ampliação e massificação” para um público amplo;
-1 livro coletivo para publicação;
-Pelo menos 2 artigos para publicação em revistas indexadas;
- Pelo menos 4 reuniões virtuais entre os membros do GT;
- Atas do segundo seminário virtual sobre Agroecologia Política.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
- Estabelecer mecanismos e articulações entre a academia, os movimentos sociais e as agências governamentais, para promover a construção coletiva de uma Agenda Latino-Americana e Caribenha sobre os direitos à soberania alimentar, às autonomias territoriais e às políticas públicas;
-Reunir informações sobre programas, projetos e conquistas das diversas organizações dedicadas à Agroecologia ou com uma abordagem agroecológica na região ou por país, de acordo com o plano de trabalho do GT.
-Conceber e viabilizar ações colaborativas de intervenção social por subgrupo, com base nas ligações estabelecidas com instituições, ONGs e organizações sociais;
-Sistematonizar as informações coletadas nas reuniões do GT com diversas organizações que praticam e promovem a agroecologia;
-Construção coletiva de uma agenda latino-americana e caribenha sobre os direitos à soberania alimentar, às autonomias territoriais e às políticas públicas.
-Documentos para sistematização e/ou geração de agendas de colaboração do GT com diversas organizações;
-Plataforma de articulação entre a academia, os movimentos sociais e os agentes governamentais para a construção coletiva de uma Agenda Latino-Americana e Caribenha sobre os direitos à soberania alimentar, às autonomias territoriais e às políticas públicas;
-Reuniões com atores da transição agroecológica, ONGs, movimentos sociais e agentes públicos para a construção coletiva de uma agenda de articulação política.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
-Promover o trabalho, a abordagem e os resultados do GT junto a agências governamentais e internacionais para buscar financiamento e diversos tipos de apoio;
Aprimorar e ampliar os processos agroecológicos por meio da formação de redes científicas com agências de cooperação internacional e instituições acadêmicas.
-Desenvolver uma agenda ou plano operacional anual para o GT (por núcleos) com base na assinatura de acordos e convênios de cooperação acadêmica e educacional com redes científicas e instituições acadêmicas ligadas à Agroecologia na região;
-Buscar financiamento junto a governos e organizações internacionais para fortalecer o trabalho da GT.
Colaboração acadêmica e educacional com instituições científicas e/ou educacionais dentro e fora da região;
-1 Acordo ou acordo formal de ampla colaboração com uma rede científica de Agroecologia na região;
- Propostas de projetos em caso de gestão bem-sucedida dos fundos.
(Ações de articulação para pesquisa social comparativa relevante e rigorosa)
-Identificação dos temas e problemas centrais, bem como dos novos desafios e desdobramentos para a transformação do sistema alimentar hegemônico na região;
-Avaliação da aplicação de políticas públicas em Agroecologia na região, das narrativas e práticas dos movimentos agroecológicos e seus pontos de convergência e divergência;
-Análise sobre o feminismo, o papel dos jovens e de outros sujeitos coletivos nos movimentos agroecológicos, suas demandas, reivindicações e contribuições na perspectiva da agroecologia política na região.
-Identificação de processos emblemáticos de transição agroecológica na região, levando em consideração o grau de articulação entre os diversos atores, as relações rurais-urbanas, os níveis de escala, massificação e densificação de redes, incluindo desde a produção até o consumo alimentar, e a aplicação eficaz e criativa de políticas públicas;
- Desenvolvimento de uma agenda de trabalho futura sobre Agroecologia na região, levando em consideração os diversos problemas transversais identificados por cada subgrupo e por país.
-Avaliar os resultados do trabalho em rede e da troca de experiências de pesquisa dos alunos de pós-graduação da GT, por meio do seminário virtual.
- Participação em reuniões de trabalho para a apresentação dos resultados da pesquisa em pelo menos um dos congressos de Agroecologia realizados na região;
-Reuniões virtuais regulares de cada subgrupo de pesquisa para troca de resultados de pesquisas agroecológicas por país e temas transversais da Agroecologia Política;
-Seminário virtual sobre o papel político das mulheres, dos jovens e de outros atores coletivos nos processos de transição agroecológica;
-Apresentação dos resultados da pesquisa em encontros científicos nacionais e internacionais;
-Tutoria e orientação em projetos de tese de alunos de pós-graduação.
-Apresentação formal dos resultados do trabalho dos subgrupos em reuniões científicas;
-Relatório executivo sobre o estado das relações entre diversos atores, movimentos, instituições e políticas públicas na região, bem como seus desafios e perspectivas;
-Relatório final sobre a aplicação de políticas públicas em Agroecologia na região. Conquistas, fracassos, desafios e perspectivas;
-Relatório final sobre o papel das mulheres, dos jovens e de outros atores coletivos nos movimentos agroecológicos. Demandas e reivindicações:
-1 seminário de pesquisa virtual;
-Apresentações, resumos aprofundados, pôsteres e outros produtos de intervenções formais sobre os resultados finais da pesquisa do GT em eventos científicos nacionais ou internacionais;
-Relatório final do grupo de pesquisa GT ao longo de três anos;
-Relatório final das atividades realizadas no seminário virtual para o intercâmbio de estudantes de pós-graduação da GT.
(Ações para formação, visibilidade e comunicação da produção)
-Realizar as atividades da 6ª edição do Diploma Internacional em Agroecologia para a Sustentabilidade de forma virtual, semipresencial e presencial, incluindo um seminário sobre Agroecologia Política da GT;
-Comunicar e divulgar os resultados do trabalho do GT para contribuir com a ampliação e a massificação da agroecologia;
- Organização e implementação do Quarto Seminário Virtual sobre Agroecologia Política
“Agroecologia e outras pedagogias (educação popular)”, durante o primeiro semestre do ano;
- Organização e implementação do Quinto Seminário Virtual sobre Agroecologia Política
“Políticas públicas e o papel do Estado nos programas nacionais de Agroecologia”, durante o segundo semestre do ano;
-Publicação de um livro coletivo e de pelo menos dois artigos coletivos em revistas indexadas.
- Desenvolvimento das atividades da 6ª edição do Diploma para o público em geral ao longo de 2022;
-Divulgação dos resultados do trabalho do GT para a mídia e internamente dentro do GT;
-Desenvolvimento do Quarto Seminário Virtual sobre Agroecologia Política
“Agroecologia e outras pedagogias (educação popular)”;
-Desenvolvimento do Quinto Seminário Virtual sobre Agroecologia Política
“Políticas públicas e o papel do Estado nos programas nacionais de agroecologia”;
-Realizar 2 reuniões de trabalho com os coordenadores dos subgrupos de pesquisa para a concepção e desenvolvimento de 2 artigos inéditos;
-Realizar 2 reuniões de trabalho com os coordenadores dos subgrupos de pesquisa para a concepção e desenvolvimento de 1 livro coletivo.
-Curso virtual de diploma em Agroecologia para um público amplo;
-Dossiê sobre produtos para divulgação dos resultados do GT;
-2 seminários virtuais sobre Agroecologia Política;
-1 Livro coletivo que apresenta os resultados do trabalho do GT;
-2 Artigos coletivos submetidos a periódicos indexados;
-1 edição especial sobre Agroecologia Política na América Latina e no Caribe em um periódico internacional indexado de Agroecologia.
(Relações com organizações de ciência e tecnologia, organizações não governamentais, sindicatos, movimentos sociais, etc.)
- Consolidar os mecanismos e articulações entre a academia, os movimentos sociais e as agências governamentais, para lançar uma “Agenda Latino-Americana e Caribenha sobre direitos e políticas públicas para a soberania alimentar e as autonomias territoriais e políticas públicas”;
Elabore um relatório sobre os programas, projetos e realizações das diversas organizações dedicadas à Agroecologia ou com uma abordagem agroecológica na região ou por país, de acordo com o plano de trabalho do GT.
-Desenvolver coletivamente a “Agenda Latino-Americana e Caribenha sobre direitos e políticas públicas para a soberania alimentar e autonomias territoriais e políticas públicas”;
- Elaboração do relatório final sobre os programas, projetos e conquistas das diversas organizações dedicadas à agroecologia ou com foco agroecológico na região.
-Agenda latino-americana e caribenha sobre direitos e políticas públicas para a soberania alimentar e autonomias territoriais;
- Relatório final sobre os programas, projetos e conquistas das diversas organizações dedicadas à agroecologia ou com foco agroecológico na região.
(Redes científicas, organizações de cooperação internacional, instituições acadêmicas)
-Promover os resultados do trabalho do GT junto a agências governamentais e internacionais que ofereceram diversas formas de apoio para dar continuidade ao que foi desenvolvido durante esses três anos;
Estabelecer uma rede de Agroecologia Política em nível regional com movimentos sociais, agências de cooperação e instituições acadêmicas;
- Promover a criação de uma plataforma virtual que articule ações de Ciência e Tecnologia em Agroecologia, bem como de organizações e movimentos, por meio de vínculos com sociedades científicas sobre o tema, a fim de oferecer uma agenda de ações e atividades em Agroecologia política para a América Latina e o Caribe.
Entrega de relatórios e outros produtos acordados com agências nacionais e/ou internacionais, conforme aplicável;
Formalizar a criação da Rede Latino-Americana e Caribenha de Agroecologia Política, com a participação ativa de movimentos sociais, dos diversos atores da transição agroecológica, de agências de cooperação e de instituições acadêmicas.
- Rede Latino-Americana e Caribenha de Agroecologia Política;
-Plataforma virtual de Agroecologia Política na América Latina e no Caribe.
Número total de pesquisadores admitidos: 104
Centro Transdisciplinar de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Humano Sustentável da Universidade Austral do Chile.
Chile
Faculdade de Ciências Agrícolas e Florestais, Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Faculdade de Ciências Agrícolas e Florestais, Universidade Nacional de La Plata (FCAyF-UNLP)
Argentina
El Colégio de la Frontera Sur
México
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Instituto da Grande Buenos Aires
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
Universidade Federal do Tocantins
Brasil
Faculdade de Agronomia. Universidade da República
Uruguai
Faculdade de Agronomia. Universidade da República
Uruguai
Universidad del Valle
Colômbia
Instituto de Pesquisa em Ecossistemas e Sustentabilidade, Laboratório de Etnoecologia, Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), campus de Morelia
México
El Colégio de la Frontera Sur
México
Universidade da República
Uruguai
Faculdade de Ciências Agrícolas, Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Pesquisador Independente
México
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
O Colégio da América
Centro de Estudos Avançados para a América Latina e o Caribe
Universidade Pablo de Olavide
Espanha
Instituto de Estudos Sociais e Econômicos
Faculdade de Ciências Econômicas
Universidade Principal de San Simón
Bolívia
Faculdade de Ciências Agrícolas e Florestais. Universidade Nacional de La Plata
Argentina
Escola de Ciências Sociais, Artes e Humanidades
Universidade Nacional Aberta e à Distância
Colômbia
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais. Universidade Autônoma de Querétaro.
Faculdade de Ciências Políticas e Sociais.
Universidade Autônoma de Querétaro,
México
Universidade Tecnológica de Pereira
Colômbia
Faculdade de Ciências - UdelaR
Uruguai
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Corporação Universitária Minuto de Deus
Colômbia
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade do Cauca
Colômbia
Universidade Intercultural de Chiapas
Universidade Intercultural de Chiapas
México
Sociedade Científica Latino-Americana de Agroecologia
_Outros
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Brasil
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
Universidade do Cauca
Colômbia
Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia - Diretoria Regional Central
México
Universidade Federal do Paraná/UFPR
Brasil
Fundação Antonio Núñez Jiménez para a Natureza e o Homem
Cuba
Departamento de Ciências Sociais. Faculdade de Agronomia. Universidade da República.
Uruguai
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade
Instituto de Ciências Humanas e Sociais
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Diploma Internacional em Agroecologia para a Sustentabilidade
México
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - Programa Uruguai
Uruguai
Universidade Autônoma Chapingo
México
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Brasil
Universidade Pablo de Olavide
Espanha
CONACITO
México
Centro Universitário da Costa Sul, Universidade de Guadalajara
México
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
Escola Normal Urbana
México
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - Campus São Roque
Brasil
Centro de Treinamento RASA
México
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - Campus Castanhal
Brasil
Sociedade Latino-Americana de Agroecologia
Costa Rica
Universidade de Antioquia
Colômbia
El Colégio de la Frontera Sur
México
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Divisão de Ciências Sociais e Humanas - DCSH/UAM-X
México
Universidade de Cauca
Colômbia
Universidade da California, Berkeley
Estados Unidos
Instituto Federal de Brasília
Brasil
Universidade Nacional Aberta e à Distância UNAD
Colômbia
Pesquisador independente
México
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
O Colégio da América
Centro de Estudos Avançados para a América Latina e o Caribe
Universidade Pablo de Olavide
Espanha
Universidade de Cakifornia - Berkeley
Estados Unidos
Investigador independente
Argentina
El Colégio de la Frontera Sur
México
El Colégio de la Frontera Sur
México
Universidade de Brasília
Brasil
Universidade Nacional General Sarmiento (UNGS)
Argentina
Centro Universitário da Costa da Universidade de Guadalajara
Universidade de Guadalajara
México
Pesquisador independente
México
CPDA/Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
TRIBUNAL AGRÁRIO SUPERIOR DO DISTRITO JUDICIAL DO ESTADO DE MÉRIDA
Venezuela
Universidade Nacional da Colômbia
Colômbia
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Autônoma de San Luis Potosí
México
Universidade Federal do Pará
Brasil
CLASSO
Peru
Centro de Estudos das Transformações Sociais
Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica
Venezuela
Colégio de Graduados do Ensino Médio do Estado de Tlaxcala
México
Pesquisador independente
México
Pesquisador Independente
México
Universidade de Córdoba
Espanha
AS-PTA - Agricultura Familiar e Agroecologia
Brasil
Direção-Geral de Estudos de Pós-Graduação e Relações Internacionais
Universidade Nacional de Assunção
Paraguai
El Colégio de la Frontera Sur
México
SOCLA
Bolívia
Associação Brasileira de Agroecologia / Fundação Oswaldo Cruz
Brasil
Universidade Autônoma de Querétaro, Diploma Internacional em Agroecologia para a Sustentabilidade
México
Associação Brasileira de Agroecologia
Brasil
Associação Brasileira de Agroecologia
Brasil
Sementes da Vida
México
Centro Cultural de Cooperação FLOREAL GORINI
Argentina
Universidade Agrária de Havana “Fructuoso Rodríguez Pérez”
Cuba
Instituto de Pesquisa em Ecossistemas e Sustentabilidade - UNAM
México
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Brasil
Instituto de Ciências Ambientais e Ecológicas da Universidade de Los Andes
Venezuela
Associação Brasileira de Agroecologia
Brasil
Sem instituição
México
Associação Brasileira de Agroecologia
Brasil
Universidade de Buenos Aires
Argentina
Associação Brasileira de Agroecologia
Brasil
CPDA/UFRRJ - Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Brasil
Faculdade de Agronomia, UdelaR
Uruguai
Faculdade de Bacharelado de Chiapas
México
Universidade Pablo Olavide de Sevilha
Universidade de Jaen
Espanha
Instituto de Pesquisa Histórica e Social
Universidad Veracruzana
México
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[impressão]