Gerações em movimento e movimentos geracionais

 Gerações em movimento e movimentos geracionais

Escritos feitos por muitas mãos, muitos passos e muitos corações.

Compiladores: Patrícia Botero Gómez. Alicia Itati Palermo. Rita de Cássia Alves Oliveira. Xochitl Leyva

autores: Marcelo Dias Carcanholo. Cláudio Katz. Reinaldo Gonçalves. Paula Vidal Molina. Manuel Ansaldo. Juan Cea. Cláudia González. Rodrigo Silva. Catarina Agüero. Nicolás Selamé. Elaine Rossetti Behring. Potyara Amazoneida P. Pereira. Unaldo Coquies. Xiomara Rodríguez. Orlando Caputo. Osvaldo Branco. Dasten Julian.

Grupos de Trabalho da CLACSO: Infância e Juventude; Pensamento Crítico e Práticas Emancipatórias; e Corpos, Territórios e Resistências


Este texto é fruto de encontros, mobilizações de processos em defesa da vida, baseados na narração de histórias, em conversas, na escrita de teorias socioterritoriais em movimento e em poéticas cotidianas radicais a partir do lugar de enunciação das lutas contra a desapropriação — a guerra contra a terra, que é a mesma guerra de recolonização contra o povo. A leitura dos capítulos em uma relação intercontextual e intergeracional (em genealogias de histórias vivas) permite-nos compreender dramas e ocorrências fortuitas em convergência e nos convoca a desobedecer a qualquer regime político e prática social que coexista com o racismo, o sexismo, a desapropriação e as versões partidárias normalizadoras e disciplinadas da história que mantêm cumplicidade com a fragmentação, a aniquilação e o extermínio da terra, da vida e dos povos, infligidos com especial brutalidade aos corpos de mulheres, mães e jovens. A pluralidade de formas organizacionais que as pessoas comuns inventam para a recuperação da terra, dos territórios, dos seus próprios corpos, da comunalidade e do sentir-pensar com, entre e como parte das lutas pela dignidade apontam para pequenas revoluções que vivem e cocriam mundos e realidades ancestrais, que habitam e reinventam presentes e futuros a partir de uma nova narrativa que transcende as estruturas institucionais, a indisciplina e a desindividualização do sofrimento. São particularmente as práticas de solidariedade comunitária, de bairro e ancestral da minga e do tequio — encontros globais de todos os povos, calendários e geografias — daqueles que tecem e entrelaçam processos de codeterminação em defesa de políticas de vida.


ISBN 978-958-56896-2-6
CLACSO. Universidade da Terra. Cooperativa Editorial Retos. Editora Color Tierra.
Enero de 2020



Veja mais publicações recentes