Fronteiras, regionalização e globalização

 Fronteiras, regionalização e globalização

El Grupo de Trabalho da CLACSO sobre Fronteiras, Regionalização e Globalizaçãon analisa como os Espaços Globais para a expansão do capital transnacional no continente americano são produzidos a partir da reestruturação capitalista ocorrida durante as décadas de 1970 e 1980, subordinando as fronteiras e as soberanias territoriais dos Estados a instâncias transnacionais.

Essas áreas são: Fronteira Estados Unidos-México; Projeto de Desenvolvimento e Integração da Mesoamérica; Bacia do Caribe; Amazônia; Bacia do Prata e Andinos-Patagônicos Meridionais.

Analisamos também como emergem os protestos sociais e a mobilização de povos e comunidades, que, enquanto formas de luta, antagonizam e resistem a projetos de grande escala que impactam suas terras e territórios de diversas maneiras, incorporando estratégias de escalada territorial e inserção em redes globais de resistência e movimentos alternativos.

Os objetivos específicos que se pretende alcançar são:

  • Estudar como esses espaços são reconfigurados sob a perspectiva do capitalismo global, por meio de mecanismos do binômio hegemonia-subordinação/dominação-coerção, como ocorre com acordos de livre comércio, cooperação transfronteiriça, bem como a “securitização” e militarização que eles exigem para seu desenvolvimento e proteção;
  • Analisar como, em áreas estratégicas dentro dos Espaços Globais, incluindo áreas fronteiriças, os processos de integração regional, os planos geoestratégicos e os megaprojetos são realizados em benefício do capital transnacional e em detrimento das populações, constituindo assim Zonas Específicas de Intensa Acumulação, onde a escalada do capital promove e garante condições para o avanço da mercantilização da natureza;
  • A análise dos deslocamentos forçados e das migrações realizadas nas áreas consideradas mais importantes para o desenvolvimento de megaprojetos, ou como consequência deles, bem como os mecanismos de desapropriação e capitalização dos recursos naturais, impactam a deterioração dos ecossistemas e ambientes locais, causando também migrações forçadas.

Como objetivo organizacional/metodológico, promove-se o fortalecimento das experiências desenvolvidas, com base no que denominamos pesquisa-ação, fomentando redes temáticas e iniciativas transversais aos eixos e equipes que compõem a GT, buscando sempre incorporar a perspectiva de gênero.

O GT conta com 178 membros (80 mulheres e 98 homens) de 13 países das Américas (Estados Unidos e América Latina) e 5 da União Europeia.

coordenada

Luis Manuel Martínez Estrada
Diretoria de Pesquisa Científica
Universidade Nacional Autônoma de Honduras
Honduras

Alejandro Fabián Schweitzer
Seminário Permanente de Estudos Chicanos e de Fronteira, Diretoria de Etnologia e Antropologia Social, Instituto Nacional de Antropologia e História
México

Juan Manuel Sandoval Palacios
Seminário Permanente de Estudos Chicanos e de Fronteira, Diretoria de Etnologia e Antropologia Social, Instituto Nacional de Antropologia e História
México

Facebook

Caso deseje receber mais informações sobre os programas de treinamento da CLACSO:

[widget id=”custom_html-57″]

para nossas listas de e-mail.