Fotografia: Imagem e Poder no Caribe Insular

 Fotografia: Imagem e Poder no Caribe Insular


Seminário 2131

CadeiraCLACSO
Coordenação: Yolanda Caridad Wood Pujols (Universidade de Havana, Cuba)

Equipe de ensino: Kirenia Rodríguez Puerto (Universidade de Havana, Cuba)

Início: 30/06/2021 | Inscrição: 22/03/2021 a 29/06/2021

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.


A fotografia surgiu nas Américas em consonância com os padrões da colonialidade; intrinsecamente, tornou-se a base para uma consciência dual manifestada como subjetividades formadas dentro da diferença colonial, contendo as sementes de posturas emancipatórias e legitimação cultural. Essa base filosófica crítica essencialmente contraditória foi permeada por desenvolvimentos históricos e sociais desiguais em nossos contextos insulares.
Embora a imagem das Antilhas tenha começado a tomar forma em relatos de viagem já no século XVI, foi com o advento da fotografia no século XIX que testemunhamos um processo de representação simultânea a partir da perspectiva do outro e da autorrepresentação. A fotografia documental tornou-se um meio essencial de produzir valores simbólicos sobre a realidade e a instabilidade política das ilhas, mantendo-se altamente relevante ao longo do século XX. Através da imprensa e seu amplo alcance, um universo de modernidade foi moldado. Fortes conexões e intercâmbios criativos foram estabelecidos no âmbito das artes e entre intelectuais, cujos códigos visuais persistem até hoje através de múltiplas formas de circulação de imagens.
Portanto, este curso é organizado com um perfil interdisciplinar, levando em consideração o papel da imagem na cultura contemporânea e como ferramenta analítica para acessar outros campos do conhecimento, como história, sociologia ou antropologia.

• Destacar o papel da fotografia no quadro cultural do pensamento caribenho dentro do eixo de reflexão colonialidade/descolonialidade.
• Analisar a conexão entre imagens fotográficas e momentos transcendentais na história das ilhas, enfatizando a capacidade crítica da imagem de narrar, documentar e observar com acuidade crítica seu tempo histórico.
• Destacar a contribuição da fotografia para a construção de paradigmas culturais nas ilhas, ajudando a moldar uma iconografia dos heróis locais, bem como documentando a interferência política e as reações populares ao longo do século XX.
• Sistematizar as contribuições da fotografia no contexto das práticas artísticas contemporâneas e em diálogo com os principais problemas culturais do sujeito caribenho.
• Valorizar a multiplicidade de perspectivas sobre a imagem fotográfica provenientes de diferentes campos do conhecimento.

  • Imagem e fotografia no Caribe. As coordenadas contraditórias da Modernidade/Colonialidade.
  • Tempos de fundamento visual: trajetórias insulares da fotografia
  • Etnologia e fotografia: raça, quilombismo e escravidão
  • Imprensa e fotografia. Movimentos de independência insular no século XIX e seus heróis fundadores. 1898, um ponto de virada colonial no Caribe.
  • A história como documento fotográfico. Investimentos, intervenções e ocupações no século XX: Canal do Panamá, Haiti e República Dominicana.
  • A história como documento fotográfico: intelectuais, paz, pensamento decolonial e antirracista no Caribe.
  • A história como documento fotográfico: a Revolução Cubana, a resistência popular na República Dominicana e a imagem do guerrilheiro heróico.
  • Fotografia e descolonização no Caribe contemporâneo: marginalidade e resistência cultural
  • BORDIEU, PIERRE (2003): “Primeira parte”, Fotografia, uma arte média, Editorial Gustavo Gili. SA, Barcelona, ​​​​2003 p. 51-162
  • BRISSET MARTÍN, DEMETRIO (1999): “Sobre a fotografia etnográfica” Gazeta de Antropología, Universidade de Málaga, p. 15
  • BURKE, PETER (2005): “O Testemunho das Imagens” “Fotografias e Retratos”, Visto e Não Visto. O Uso da Imagem como Documento Histórico, Barcelona, ​​pp. 8-31.
  • FRENKEL, STEPHEN (2004): “Histórias da selva. Representações norte-americanas do Panamá tropical”. Revista Tareas, nº 117, maio-agosto. CELA, Centro de Estudos Latino-Americanos, Panamá. pp. 97-118.
  • GUILLÉN, NICOLÁS (2011): “Elegia a Jacques Roumain” E CAMEJO, ARIEL “Nicolás Guillén Convite à eternidade: a «Elegia a Jacques Roumain»” Nicolás Guillén: as elegias escolhidas, coordenador Yanelis Velazco. Havana: Editorial UH, pp.
  • HAYA, MARÍA EUGENIA (1980): “Sobre a fotografia cubana”, Revolução e Cultura, No. 41-58
  • MARI MUT, JOSÉ A (2013): As fotos de Porto Rico em Nossas ilhas e seu povo. EDIÇÕES DIGITAIS.
  • MARTÍ, JOSÉ (2016): “Iconografia” Obra Completa – Edição Crítica. Vol. 1 Centro de Estudos Martí/CLACSO pp.
  • MILLER, JEANNETTE (2010): História da Fotografia Dominicana. Santo Domingo: Ed. Grupo León Jiménes.
  • MILLER, JEANNETTE (2010): História da Fotografia Dominicana. Santo Domingo: Ed. Grupo León Jiménes.
  • MILLER, JEANNETTE (2010): História da Fotografia Dominicana. Santo Domingo: Ed. Grupo León Jiménes.
  • Fotografia na América Latina e no Caribe nos séculos XIX e início do XX (1998) (inglês/espanhol/francês - CD-ROM) IFLA/UNESCO.
  • QUIJANO, ANÍBAL (2014): “Polo Marginal e Trabalho Marginal”. Questões e Horizontes: Da Dependência Histórico-Estrutural à Colonialidade/Descolonialidade do Poder. Buenos Aires: Lugar CLACSO Editorial/Editor, pp. 125-169
  • QUIJANO, ANÍBAL: “Colonialidade do Poder, Eurocentrismo e América Latina” em Lander, Edgardo (2008): A Colonialidade do Saber: Eurocentrismo e Ciências Sociais, CLACSO, Argentina. UNESCO-Ediciones FACES/UCV
  • RODRÍGUEZ PUERTO, KIRENIA (2015): “O universo visual do Caribe em tempos de fundação. A fotografia como marcador temporal e cultural na imagem do Caribe.” (O texto digital será anexado)
  • RODRÍGUEZ PUERTO, KIRENIA (2015): “Fotografia no Caribe, imagens recentes para exclusões históricas.” Artigo apresentado na LASA, Porto Rico.
  • RODRÍGUEZ PUERTO, KIRENIA (2015): “Lentes porto-riquenhas: arte e fotografia do século XX”
  • RODRÍGUEZ PUERTO, KIRENIA (2017): “Fotografia no Caribe: Arte e descolonização.
  • SONTAG, SUSAN (2006): “Na Caverna de Platão”, Sobre Fotografia, Santillana Ediciones Generales, SA México, pp.
  • TROUILLOT, MICHEL ROLPH (2011): “Moderno de outro modo. Lições caribenhas a partir do lugar do selvagem”. Tabula Rasa. Bogotá - Colômbia, nº 14: janeiro-junho, 79-97.
  • VÁZQUES, CARMEN: “Alejo Carpentier em Paris (1928-1939)” Centro Virtual Cervantes. págs. 101-115
  • VILAS, CARLOS. “Movimentos Populacionais Internacionais e Valorização de Capital no Caribe”. Anales del Caribe. Havana. N° 3. 1983. Págs. 19-50
  • WOOD PUJOLS, YOLANDA (1997): Artistas do Caribe Hispânico em Nova York, Havana: Editorial Letras Cubanas
  • WOOD PUJOLS, YOLANDA (2012): “A arte no diálogo ambiental”. Ilhas do Caribe. Arte, natureza e sociedade. Havana: Editorial UH e CLACSO, p. 153-24.
  • WOOD PUJOLS, YOLANDA (2018): “Caribe hispânico nos anos sessenta: compromissos e projeções das artes plásticas” Caribe: universo visual, Havana, Editorial Félix Varela, pp. 135-147
  • WOOD PUJOLS, YOLANDA (2018): “Fotografia, sociedade e cultura no Caribe contemporâneo” Caribe: universo visual, Havana, Editorial Félix Varela, pp. 148-155
  • WOOD PUJOLS, YOLANDA (2018): “A Imagem Caribenha” Caribe: Universo Visual, Havana, Editora Félix Varela, pp. 113-123
  • WOOD PUJOLS, YOLANDA E KIRENIA RODRÍGUEZ (2011): Pierre Verger e o Caribe, Havana: Casa de las Américas, Escritório do Historiador e Fundação Pierre Verger

 



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Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Serão creditadas 48 horas de trabalho com o instrutor e 90 horas de dedicação total.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

Pagamento único: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
Pagamento ANTES de 29/06/2021: USD 75 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).


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