Fortalecimento da pesquisa comparativa e do pensamento crítico na área da liberdade acadêmica nas Américas.
Editorial de pesquisa
Este Editorial de Pesquisa foi promovido pela Coalizão para a Liberdade Acadêmica nas Américas (CLAA) e pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), no âmbito do projeto Plataformas para o Diálogo Social, e tem os seguintes objetivos:
- Aprofundar o conhecimento e a compreensão da busca pela liberdade acadêmica nas Américas, identificando particularidades e tendências comuns em todo o hemisfério, promovendo tanto grupos de pesquisa coletiva quanto acadêmicos individuais.
- Criar uma massa crítica de pesquisadores em toda a região, capazes de contribuir para este campo de pesquisa e inspirar outros pesquisadores a participar deste trabalho.
- Divulgar os resultados da pesquisa por escrito e oralmente, através dos sites da CLAA e da CLACSO, bem como por meio de workshops e seminários, estabelecendo diálogos com formuladores de políticas, instituições da ONU, atores da sociedade civil e outras partes interessadas para promover e respeitar a proteção da liberdade acadêmica como um direito humano fundamental.
Histórico
Nos últimos anos, houve um crescente reconhecimento e visibilidade da importância da liberdade acadêmica por parte de dois órgãos regionais e internacionais de direitos humanos. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, por exemplo, aprovou em 2021 um instrumento de referência denominado Princípios Interamericanos sobre Liberdade Acadêmica e Autonomia Universitária, que define a liberdade acadêmica como "um direito humano independente e interdependente, que permite o exercício de uma série de outros direitos" e estabelece 16 princípios relacionados à sua promoção. Um ano antes, em nível internacional, David Kaye, em seu mandato como Relator Especial da ONU, publicou seu relatório sobre Liberdade Acadêmica e Liberdade de Opinião e Expressão, abrindo caminho para um trabalho mais frutífero. Inspirados por essa história, um grupo de organizações, movimentos, acadêmicos e agências da ONU se uniu para formar o Grupo de Trabalho sobre Liberdade Acadêmica, que durante dois anos trabalhou no desenvolvimento dos Princípios Internacionais para a Aplicação da Liberdade Acadêmica. Isso prevê, entre outras coisas, que 70 Estados emitam uma Declaração Conjunta sobre Liberdade Acadêmica em março de 2023 no Conselho de Direitos Humanos, conclamando a uma maior cooperação internacional para fortalecer a liberdade acadêmica.
Nessa mesma linha, em 2024, a Relatora Especial da ONU para a Direção da Educação, Farida Shaheed, publicou seu Relatório sobre Liberdade Acadêmica, enfatizando que a liberdade acadêmica é “o direito humano de adquirir, desenvolver, transmitir, aplicar e interagir com a diversidade de conhecimentos e ideias por meio da pesquisa, do ensino, da aprendizagem e do discurso”. Neste relatório, ela estabelece quatro pilares da liberdade acadêmica, que devem ser aplicados a todos os níveis de ensino: o direito de ensinar, de participar de discussões e debates com indivíduos e grupos dentro da comunidade acadêmica, de pesquisar e de disseminar opiniões e resultados de pesquisa. Ela também enfatiza que a autonomia institucional é uma dimensão instrumental da liberdade acadêmica, cujo desafio constante é que “a liberdade acadêmica não é tão crucial nas esferas do governo e do público em geral quanto uma imprensa livre ou um judiciário independente”.
Ao analisar parte da literatura sobre liberdade acadêmica, vemos que Moshman postula a liberdade acadêmica tanto em suas dimensões individual quanto coletiva (2017). O conceito de liberdade acadêmica também oferece abordagens que se concentram em professores, alunos, instituições e que se relacionam a outras liberdades, como a autonomia universitária ou o acesso a espaços e recursos institucionais sem discriminação ou exclusão, como a liberdade de expressão e opinião. Outros autores enfatizam que garantir a liberdade acadêmica implica a ausência de interferência ou influência externa nos processos de trabalho acadêmico, evitando, assim, a censura do conteúdo produzido por métodos científicos (Madrid, 2017), considerando diversos sistemas epistêmicos. Moshman (2017) observa ainda que a liberdade acadêmica deve ser defendida não apenas contra o Estado, mas também contra suas próprias instituições, e que a liberdade acadêmica é crucial também em locais como bibliotecas ou repositórios públicos, espaços para pesquisa acadêmica e democratização do conhecimento.
A partir da revisão realizada, observou-se que algumas dimensões foram abordadas de forma insuficiente, como as relacionadas a gênero, mundo digital ou mobilidade humana, bem como a necessidade de aprofundamento no campo da produção de novos conhecimentos.
A consolidação da pesquisa sobre liberdade acadêmica nas Américas tem um significado profundo para o avanço de nossa compreensão e capacidade de defender e proteger esse direito. Apesar de sua importância fundamental para o avanço dos direitos humanos e da democracia, esse campo continua pouco explorado, principalmente devido à escalada dos ataques à liberdade acadêmica em um contexto de crescente autoritarismo em todo o mundo. Por exemplo, nas duas conferências internacionais de pesquisa mais recentes relacionadas às Américas (LASA, junho de 2024) e ao direito à educação (Comparative International Education Society, março de 2024), o número de encontros com foco em liberdade acadêmica foi inferior a um ponto percentual.
A necessidade de promover pesquisas sobre liberdade acadêmica torna-se ainda mais urgente quando observamos os resultados do Índice de Liberdade Acadêmica (AFi) de 2023, que apontam para a deterioração da liberdade acadêmica em todo o mundo e nas Américas. Exemplos dessa deterioração incluem a erosão da autonomia acadêmica nas universidades, a judicialização dos acadêmicos e o aumento de problemas e da procura por assistência online, na ausência de medidas de proteção, acompanhados pela falta de uma resposta institucional adequada. Os ataques a organizações estudantis também fazem parte da luta pela liberdade acadêmica, e uma perspectiva interseccional é importante para compreender e superar esses ataques.
Ao desenvolvermos uma massa crítica de pesquisas, seremos capazes de ilustrar os diversos desafios e contextos em todo o hemisfério, permitindo uma compreensão mais profunda das nuances que envolvem a liberdade acadêmica e, em última análise, possibilitando-nos formular estratégias mais eficazes para protegê-la e promovê-la.
O desenvolvimento de um amplo corpo de pesquisa não só aumenta nossa compreensão, como também fortalece nossa capacidade de proteger e defender a liberdade acadêmica no hemisfério. Ao examinarmos as diversas dimensões do problema, os contextos sub-regionais e as estruturas institucionais, podemos identificar tendências comuns, áreas que exigem atenção mais urgente e questões que demandam mais pesquisa e análise. Esse conhecimento também serve como uma ferramenta vital para formuladores de políticas, ativistas e partes interessadas que trabalham para promover a liberdade acadêmica, fomentando o diálogo e a colaboração entre instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil, agências da ONU interessadas e o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, em um esforço coletivo para enfrentar desafios sistêmicos.
Este esforço está alinhado com os recentes desenvolvimentos na região, especialmente a adoção dos dois Princípios Interamericanos sobre Liberdade Acadêmica e Autonomia Universitária mencionados anteriormente. Ao consolidarmos os esforços de pesquisa, podemos complementar e reforçar a implementação desses princípios, transformando-os de ideias aspiracionais em realidades tangíveis. Por meio da colaboração interdisciplinar e de iniciativas de pesquisa contínuas, podemos pavimentar o caminho para uma comunidade acadêmica mais vibrante e resiliente nas Américas, onde a liberdade acadêmica floresça como um pilar essencial das sociedades democráticas.
Prioridades de pesquisa temática
Considerando o contexto regional e global mencionado acima, são propostas cinco linhas de pesquisa indicativas, mas não exclusivas, para esta questão:
- Liberdade acadêmica e fortalecimento da democracia: Por meio desta linha de pesquisa, pretendemos explorar a relação entre a liberdade acadêmica e o fortalecimento da democracia, questionando e observando suas implicações práticas na vida das pessoas. Esta linha de pesquisa também busca revelar a compreensão da liberdade acadêmica como uma direção, historicizando e contextualizando essa perspectiva, ao mesmo tempo que explora sua relação com outras direções e as maneiras pelas quais ela se materializa em termos concretos.
- Liberdade acadêmica e a busca pelo desenvolvimento científico: Por meio dessa linha de pesquisa, queremos explorar a relação entre a liberdade acadêmica e a busca pelo desenvolvimento científico, buscando compreender melhor os obstáculos impostos pelo negacionismo científico e pelos movimentos anticientíficos, como os relacionados às mudanças climáticas, bem como a comercialização da educação e a crescente influência do setor corporativo na definição da agenda da pesquisa científica, especialmente por meio de mecanismos de financiamento condicionado.
- Liberdade acadêmica e tecnológica: Por meio dessa linha de pesquisa, queremos explorar como a vigilância, a digitalização e as plataformas educacionais, incluindo o uso de IA, representam a liberdade acadêmica de professores e alunos. Uma colaboração nessa linha de pesquisa com Farida Shaheed poderia ser útil, considerando que a IA será o tema de seu próximo relatório temático.
- Liberdade acadêmica e autonomia universitária: Por meio desta linha de pesquisa, pretendemos explorar as diferentes dimensões da autonomia universitária, ou seja, pedagógica, administrativa e financeira. Em relação a esta última, será importante explorar as conexões com a resistência e a superação das universidades neoliberais, com cortes organizacionais e a consequente pressão para responder a métricas rígidas de avaliação de produtos, com a consequente precarização do ensino e da pesquisa.
- Liberdade acadêmica e desigualdades estruturais: A linha de pesquisa de Nessa explorará aspectos da liberdade acadêmica sob a perspectiva do poder, buscando compreender a dinâmica de classe, gênero, etnia/raça e colonialismo no contexto acadêmico, incluindo os impactos da migração no continente. Essa linha de pesquisa também questiona como essas diferentes dimensões da desigualdade consolidam exclusões e hierarquias dentro da academia.
REGRA DA CALADA
- Não são esperadas inscrições coletivas (equipes de 3 a 6 membros).
- É recomendável, mas não obrigatório, que pelo menos dois membros da equipe possuam vínculos credenciados com um Centro Membro da rede CLACSO ou com instâncias da Coalizão para a Liberdade Acadêmica nas Américas (CLAA).
- As informações fornecidas no formulário de inscrição são consideradas apenas uma declaração juramentada.
- Caso o caso ou projeto seja selecionado, uma carta de recomendação deverá ser enviada à autoridade máxima do centro membro ao qual a proposta está vinculada.
- A composição das equipes deve respeitar a paridade de gênero e um membro deve ser selecionado como responsável pelo registro do projeto. As equipes devem ser formadas por pesquisadores qualificados, ou seja, aqueles com mestrado, doutorado ou equivalente, e comprovada carreira acadêmica; e por pesquisadores em formação, ou seja, que estejam cursando mestrado/doutorado ou graduação. Espera-se que as equipes sejam intergeracionais, integrando pesquisadores de diversas formações e experiências.
- Da mesma forma, as propostas poderiam ser integradas por pessoas de diferentes países, promovendo ou trocando diálogo regional como uma prática de intervenção sobre os temas abordados nesta Chamada.
- Cada pesquisador poderá participar com apenas uma proposta nesta Chamada.
- Membros do Comitê Diretor ou funcionários da Secretaria Executiva da CLACSO ou da Coalizão para a Liberdade Acadêmica nas Américas (CLAA) não poderão ser candidatos.
- Não serão aceitas propostas de pesquisadores que já sejam bolsistas de outros editais, bolsas ou testes organizados pela CLACSO. Serão aceitas candidaturas de pesquisadores selecionados em editais de bolsas de pesquisa concedidos pela CLACSO, desde que o beneficiário tenha cumprido o cronograma e a forma de trabalho estabelecidos.
- Caso o projeto ou a seleção do vencedor exija deslocamento, este deverá arcar com os custos do seguro saúde ou despesas similares.
- Eles serão apoiados por 7 (sete) grupos de pesquisa, 6 (seis) na América Latina e Caribe e 1 (um) na América do Norte, distribuídos da seguinte forma: 2 (dois) no Conosul (com 1 para o Brasil), 1 (um) para a Região Andina, 2 (dois) para a Mesoamérica (1 para o México e 1 para a América Central), 1 (um) no Caribe e 1 (um) na América do Norte.
- O valor do apoio será de US$ 10.000 (dez mil dólares americanos ou o equivalente em moeda local) para cada proposta selecionada.
- O apoio financeiro será pago em três parcelas por transferência bancária para a conta do coordenador da equipe selecionada, após a entrega dos trabalhos concluídos e aprovação do tutor, além da apresentação de recibo ou fatura.
- A CLAA e a CLACSO publicarão os produtos finais em mídia impressa e/ou digital, dando a mais ampla publicidade e divulgação àqueles que considerarem apropriados. Se necessário, no processo editorial, os pesquisadores serão solicitados a fazer as adaptações e ajustes necessários para que o trabalho resultante da pesquisa realizada possa ser publicado em diferentes formatos.
- Estas investigações não serão concluídas. As propostas podem estar ligadas a processos de pesquisa em andamento, mas o trabalho final deve ser original e inédito, desenvolvido dentro do período estabelecido para o trabalho.
- Serão textos escritos nos quatro idiomas mais utilizados na América Latina e no Caribe (espanhol, inglês, português e francês), dependendo do país de origem da proposta.
- Numa primeira fase, as propostas apresentadas serão analisadas nos seus aspetos formais e administrativos, a fim de verificar a sua conformidade com as normas editoriais. As propostas que não cumpram os requisitos estabelecidos serão submetidas a uma revisão técnica.
- As candidaturas que passarem para a próxima fase serão endossadas por um Comitê Internacional composto por especialistas que avaliarão a qualidade e a relevância das propostas, as quais serão apresentadas sob pseudônimo. Este Comitê será proposto conjuntamente pela CLAA e pela CLACSO.
- O concurso poderá ser anulado ou um número menor de projetos poderá ser selecionado caso as propostas enviadas não apresentem qualidade e consistência suficientes.
- Situações não previstas neste documento serão resolvidas pela instituição convocante.
- A decisão será irrevogável e não estará sujeita a recurso.
- As equipes selecionadas trabalharão com o acompanhamento de tutores que seguirão o processo de seus planos de trabalho, investigações e resultados.
- Cada equipe deve enviar ou ajustar, por conta própria, relatórios parciais e o documento final dentro de dois prazos estabelecidos.
- As equipes selecionadas participarão de reuniões virtuais organizadas pela CLACSO e pela CLAA para formar uma comunidade na qual compartilharão o progresso do processo de pesquisa.
- Como instrumentos complementares, cada equipe receberá um Diálogo Social e uma tabela de registro de impacto, que serão enviados juntamente com o relatório de progresso e o relatório final.
- A investigação terá a duração de 10 (dez) meses, desenvolvendo o seu plano de trabalho entre novembro de 2024 e agosto de 2025.
- Os relatórios de progresso e finais enviados aos pesquisadores serão validados pelos tutores designados.
- Os produtos finais serão, no mínimo, três:
Os trabalhos de pesquisa devem ter entre 12.000 e 15.000 palavras (excluindo anexos e bibliografia), redigidos em Times New Roman, tamanho 12, com espaçamento simples. Este critério é aproximado e a CLACSO e a CLAA têm a liberdade de reformulá-lo ou excedê-lo, se necessário. Da mesma forma, após a apresentação, a CLACSO e a CLAA podem solicitar aos pesquisadores que façam os ajustes e alterações necessários para que o trabalho de pesquisa possa ser publicado de acordo com os critérios institucionais. A estrutura do texto será livre, respeitando as convenções de apresentação de um texto acadêmico e as normas editoriais da CLACSO, como APA + GÊNERO.
Documento dos Diretores da Ação (DPA), contendo contribuições, propostas e recomendações de políticas públicas e intervenção social sobre as questões investigadas. O formato desses APAs será informado oportunamente.
Uma proposta de formação para agentes de políticas públicas ou membros de organizações sociais que possa ser implementada e que expresse os principais resultados da pesquisa realizada.
- O objetivo destes três produtos (que constituem um requisito mínimo para atingir os objetivos do Concurso) será promover diálogos sociais e multissetoriais sobre as questões abordadas por cada equipa.
- Os três produtos já estabelecidos podem ser complementados por materiais audiovisuais ou conteúdos para redes sociais.
- Todos os resultados devem ser comunicados por escrito, mas a produção de outros formatos e idiomas também será incentivada para comunicá-los e repassá-los, tais como: materiais audiovisuais, materiais para redes sociais e livros ou cartões com ferramentas para os dias de hoje.
- Os autores cedem os direitos de publicação originais de seus trabalhos, desde que a CLAA e a CLACSO incorporem e defendam os princípios da ciência aberta e do acesso aberto ao conhecimento, de modo que o produto seja facilmente encontrado, acessível, interoperável e reutilizável. Posteriormente, os trabalhos poderão ser publicados a qualquer momento, sempre citando esta Chamada. Os pesquisadores devem informar a CLACSO sobre a publicação subsequente de trabalhos resultantes de sua pesquisa.
- A equipe de pesquisa colocará o trabalho à disposição do CLACSO para que este possa registrá-lo, respeitando o nome do autor, e realizar as atividades de divulgação que julgar adequadas.
- Os autores podem solicitar autorização expressa para publicação por outros meios, devendo sempre incluir os devidos créditos e menções. Da mesma forma, comprometem-se a informar sobre a publicação do material apresentado, bem como a indicar os créditos ou financiamentos concedidos para a realização ou conclusão deste trabalho.
Os cadastros devem ser feitos através do sistema online disponibilizado pela CLACSO. Os óleos não serão cadastrados em papel nem enviados por e-mail. Recomenda-se acessar o sistema online para verificar o formato do cadastro.
- Faça login no site da CLACSO. orgO sistema de inscrição online estará disponível a partir de 18 de setembro de 2024.
- Cadastre-se no Sistema Único de Cadastro (SUIC) da CLACSO. O nome de usuário e a senha gerados serão solicitados sempre que você desejar acessar o sistema para consultar, modificar, adicionar ou enviar informações nesta ou em qualquer outra atividade da CLACSO. Os candidatos que fazem parte de uma proposta coletiva devem abrir uma única forma que incluía todos os investigadores da equipe. Além disso, dois autores devem ser designados como responsáveis pelo registro. Essa pessoa receberá a verba correspondente à proposta para Júri.
- Identifique o(a) candidato(a) indicando o título e o(s) pseudônimo(s) do(a) candidato(a). Não serão aceitas inscrições cujos pseudônimos correspondam ao nome e/ou apelido do(a) candidato(a). Após o preenchimento dos campos correspondentes, o sistema permitirá o envio dos dois dados seguintes.
- Os candidatos devem indicar no formulário de inscrição a sua afiliação a um Centro Membro pertencente à rede CLACSO. Consulte o banco de dados de dois centros membros: org.ar/clacso/centros_miembros_clacso/inicio.php.
- Preencha o formulário. dados pessoais e acadêmicos Anexe o currículo em formato livre; uma cópia digital do seu documento de identidade, passaporte ou carteira de identidade; uma cópia digital do diploma acadêmico mais elevado obtido (ou comprovante de conclusão do curso) e uma fotografia.
- Primeiro, você deve preencher o formulário que aparece em seguida ou fornecer dois dados pessoais e acadêmicos.
- Quando o cadastro for encerrado, o sistema gerará um certificado eletrônico de recebimento que servirá como comprovante da solicitação.
Data limite para inscrições: 28 de outubro de 2024
Publicação dos dois vencedores: novembro de 2024
Execução do projeto: novembro de 2024 – agosto de 2025
Apresentação do relatório final: 31 de agosto de 2025
Os resultados serão publicados nos sites da CLACSO e da CLAA. Os vencedores serão contatados por e-mail.
Consultas: [email protected]
Nesse contexto, a Coalizão para a Liberdade Acadêmica nas Américas (CLAA) e o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) lançam esta Chamada para o Fortalecimento da Pesquisa Comparada e do Pensamento Crítico no Âmbito da Liberdade Acadêmica nas Américas.
Trata-se de uma rede não governamental e sem fins lucrativos, criada em 2021, sediada na Universidade de Monterrey (UDEM), México. Foi fundada pela Academics at Risk, da UDEM, e pelo Centro de Pesquisa e Educação em Direitos Humanos (HRREC) da Universidade de Ottawa. Seus membros atuam em todo o hemisfério e estabelecem relações institucionais com importantes parceiros nacionais e internacionais. A CAFA busca promover, proteger e respeitar a liberdade acadêmica e a autonomia universitária, com o objetivo de desenvolver padrões relevantes de direitos humanos que sirvam para proteger os espaços educacionais, identificar boas práticas e fortalecer os princípios democráticos nas Américas. A CAFA realiza advocacia, monitoramento, pesquisa e comunicação estratégica, promovendo a pesquisa ativa e o pensamento crítico no âmbito da liberdade acadêmica nas Américas.