Plataforma para a Promoção de Programas de Pós-Graduação
Mestrado em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe - Territorial.
Programa de Pós-Graduação em Geografia - Faculdade de Ciências e Tecnologia, Campus Presidente Prudente - Universidade Estadual Paulista - PPGG/UNESP - Brasil
Información Geral
Diretor: Davis Gruber Sansolotítulo: Mestrado em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe
Modalidade: Presencial com base na pedagogia alternada
Duração: Meses 28
As inscrições estão abertas: 15/01/2021
Prazo de inscrição: 15/02/2021
E-mail: [email protected]
Site: https://www.ippri.unesp.br/#!/territorial
Telefone: +55 -11 31161773
Programa acadêmico
O Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus Presidente Prudente, foi aprovado pelos órgãos colegiados da universidade em 29 de outubro de 1987 e iniciou suas atividades em março de 1988, em nível de mestrado. Inicialmente, o programa foi organizado em torno da área de concentração "Meio Ambiente e Sociedade". Em 1991, a área de concentração foi modificada para "Desenvolvimento Regional e Planejamento Ambiental".
Em 1995, iniciaram-se as atividades relacionadas ao nível de doutorado, que foi recomendado em 04 de dezembro de 1997, após parecer do grupo consultivo da CAPES, que visitou o programa em agosto de 1997. Desde então, o Programa de Pós-Graduação em Geografia da UNESP Presidente Prudente busca estabelecer uma ligação mais consistente entre as linhas de pesquisa e produção dos dois grupos acadêmicos e de laboratório existentes na Faculdade de Ciências e Tecnologia. Além disso, foi implementada uma política de credenciamento para novos docentes, com incentivos cada vez maiores para o intercâmbio de professores e alunos com diversas instituições de pesquisa no Brasil e no exterior. Em 2004, o programa reformulou suas linhas de pesquisa e área de concentração, visando uma melhor articulação entre as disciplinas e seus conteúdos. No ano de 2004, a área de concentração passou a ser "Produção do Espaço Geográfico".
Em 1995, iniciaram-se as atividades relacionadas ao nível de doutorado, que foi recomendado em 04 de dezembro de 1997, após parecer do grupo consultivo da CAPES, que visitou o programa em agosto de 1997. Desde então, o Programa de Pós-Graduação em Geografia da UNESP Presidente Prudente busca estabelecer uma ligação mais consistente entre as linhas de pesquisa e produção dos dois grupos acadêmicos e de laboratório existentes na Faculdade de Ciências e Tecnologia. Além disso, foi implementada uma política de credenciamento para novos docentes, com incentivos cada vez maiores para o intercâmbio de professores e alunos com diversas instituições de pesquisa no Brasil e no exterior. Em 2004, o programa reformulou suas linhas de pesquisa e área de concentração, visando uma melhor articulação entre as disciplinas e seus conteúdos. No ano de 2004, a área de concentração passou a ser "Produção do Espaço Geográfico".
O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial da América Latina e do Caribe (TerritoriAL) é um programa de mestrado em geografia, do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da UNESP. A participação de professores em dois acampamentos: Presidente Prudente, Marília, Rio Claro, Ourinhos, Araraquara e São Vicente. Conta também com a participação de professores permanentes de outras universidades como: Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Universidade Federal do Pará, além de colaboradores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade de Brasília e Universidade do Estado da Bahia e Universidade Federal da Fronteira Sul e da Fundação Osvaldo Cruz – (FIOCRUZ). A equipe docente é composta por 25 professores, cada, sendo 16 permanentes, 6 colaboradores e 3 visitantes. Dois 16 permanentes, 14 geógrafos, um historiador e um da área de Literatura. Entre os colaboradores, temos um geógrafo, um historiador, um pedagogo, um especialista em desenvolvimento sustentável, um especialista em literatura e um doutor. Contamos também com três professores visitantes: um geógrafo da Universidade de Londres, um especialista em políticas tecnológicas da Open University de Londres e um sociólogo da Universidade Nacional de La Plata.
O Território foi criado em 2013, fruto da tradição da UNESP em pesquisa, ensino e extensão sobre a questão agrícola e, mais recentemente, do progresso da geografia agrícola no campus Presidente Prudente, como trabalho do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA) e do Centro de Estudos de Geografia do Trabalho (CEGET). Em uma década de sua criação (1998), o NERA organizou e realizou projetos de pesquisa, eventos e publicações em diversos países da América Latina e do Caribe, com o apoio do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), como: Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela, Guatemala, México e Cuba. Em seu percurso, recebeu estudantes de todas as regiões do Brasil, de diversos países da América Latina e do Caribe, Espanha, Portugal e Guiné-Bissau. Temos projetos aprovados e em desenvolvimento na América Latina e no Caribe e no Reino Unido, com apoio do PRONERA, CNPq, FAPESP, CAPES, AHRC (Conselho de Pesquisa em Artes e Humanidades) e CLACSO.
O projeto Território teve origem em um trabalho desenvolvido pela NERA/CEGET, em 2007, na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), quando foi criado o Curso Especial de Graduação em Geografia (CEGEO), com base em um convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), com o apoio do Programa Nacional Educação na Reforma Agrária (PRONERA), da Via Campesina e da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). Em 2011, quarenta e seis colonos concluíram a graduação em Geografia, passando a atuar em suas comunidades e movimentos socioterritoriais, assumindo responsabilidades compatíveis com suas formações. Essas experiências com diferentes comunidades surgiram da necessidade de maior aprofundamento da pesquisa, que pudesse ser viabilizada em nível de pós-graduação.
Para atender a essa demanda social, durante a realização do CEGEO, o então Reitor Marcos Macari propôs um acordo de cooperação entre a Universidade Paulista do Estado (UNESP) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESP), para a criação de uma Cátedra que atuará nas áreas de Educação Rural e Desenvolvimento Territorial em diálogo com os movimentos e seus territórios. Essa proposta convergiu com o princípio do Plano de Desenvolvimento Institucional da UNESP, que preza pelo respeito à liberdade intelectual, ao pluralismo de ideias, à defesa e promoção da cidadania, dos direitos humanos e da justiça social. Em 2009, foi assinado o acordo pelas instituições da UNESP, em São Paulo, para a criação da Cátedra UNESCO em Educação Rural e Desenvolvimento Territorial. Sua missão é implementar as metas do Marco Estratégico da UNESCO no Brasil e, atualmente, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Cátedra visa contribuir para a qualidade de vida das comunidades e populações camponesas, indígenas e tradicionais.
Os projetos da Cátedra consistem em ensino (pós-graduação), pesquisa, publicações e eventos. A criação do programa Território teve início em 2010 com a elaboração de uma proposta à APCN (Aplicação de Propostas de Novos Cursos) para a criação de um mestrado em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe, em uma área interdisciplinar. A CAPES sugeriu que o professor fosse formado na área de geografia, considerando que a maioria do corpo docente era composta por geógrafos. Devido à mudança de foco, o programa Território foi criado em 2013.
A proposta de Criação Territorial foi elaborada por professores da UNESP e da Via Campesina, em especial com professores da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) vinculados a outras universidades públicas. Essa parceria representa um ano inovador, pois o objetivo nasceu da articulação entre uma universidade e os movimentos camponeses.
O Território se dedica à promoção do desenvolvimento territorial e ao fomento da educação de campo, com a criação do primeiro programa acadêmico de formação de professores dessa natureza na história do nosso país. O Território atende a uma população, também conhecida como agricultura familiar, responsável pela produção da maior parte dos alimentos consumidos pela população brasileira. Essa singularidade não implica exclusividade, pois dois programas de formação de professores priorizam especificamente aqueles que trabalham e/ou atuam nos territórios camponeses.
A matrícula de estudantes tem aumentado por meio do processo seletivo anual. Observa-se também um aumento progressivo na busca por candidatos estrangeiros para o programa. Os candidatos apresentam projetos nas três linhas de pesquisa e um relato de suas histórias nos territórios. Passam por uma prova eliminatória de línguas e conhecimentos. Por fim, são entrevistados para concluir o processo seletivo.
Quanto à produção do conhecimento, o Territorial inaugurou a Coleção Vozes do Campo, publicando livros sobre campesinato, questão agrícola, agronegócio, educação de campo e desenvolvimento territorial, em colaboração com os temas e linhas de pesquisa do Programa. Além disso, incentiva-se a produção de artigos científicos por professores e alunos. Por meio da realização de eventos nacionais e internacionais, o Programa divulga seus produtos e promove o diálogo da Geografia com diversas outras áreas do conhecimento. O Territorial conta com o apoio da CAPES, CNPq e FAPESP no financiamento de projetos e intercâmbios, além de convênios de cooperação entre a Unesp e universidades da América Latina, Europa e América do Norte para o intercâmbio de alunos e professores. Participa também do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) por meio de cursos de ensino a distância, em conjunto com outros programas de pós-graduação em desenvolvimento territorial rural na América Latina e no Caribe. Um professor do Territorial integra o conselho diretor do CLACSO. A Via Campesina também contribui significativamente para os intercâmbios internacionais, divulgando nosso processo seletivo para diversos movimentos sociais na América Latina, o que tem atraído estudantes de países como Colômbia, Argentina, Chile e Haiti. Organiza ainda seminários internacionais na Escola Nacional Florestan Fernandes, com a participação de dois professores e alunos do Território.
O Programa conta atualmente com programas regulares e projetos de pesquisa apoiados pelo CNPq e pela FAPESP. Destaca-se a edição CNPq/MCTI nº 16/2016, que prevê a aprovação de três projetos de professores do Território, os quais receberam financiamento para bolsas de pesquisa, inovação tecnológica e mestrado.
Desde 2017, temos um plano estratégico que visa aprimorar a qualificação de nossos alunos, aumentar o impacto social de nossa pesquisa e comunicar adequadamente nossa produção por meio de jornais e livros.
Destaca-se que, com essas parcerias e vínculos com a Unesp, o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe proporciona uma inserção territorial que abrange todas as regiões brasileiras e diversos países da América Latina e do Caribe.
Nossa perspectiva epistemológica e pedagógica se estabelece visando à coerência entre a busca por inovação para a transformação social e nossa produção intelectual e científica. Ela deriva do diálogo entre os territórios camponeses e dois povos e comunidades tradicionais, estabelecido com representantes de dois movimentos socioterritoriais entendidos não como movimentos sociais que transformam espaços nos territórios, mas que também são territorializados, desterritorializados e reterritorializados (FERNANDES, 2005).
Ela orienta nossas questões científicas, cujas respostas só podem ser dadas a partir de múltiplas dimensões analíticas da geografia. Discutimos o significado do espaço capitalista e suas contradições, sua territorialidade e perspectivas contra-hegemônicas, especialmente promovidas por movimentos socioespaciais e socioterritoriais, como os movimentos sociais do campo (ex.: MST, MAB, MPA) e de comunidades tradicionais, como o Fórum das Comunidades Tradicionais. Propomos apoiar a construção de uma nova territorialidade identificando e promovendo tecnologias socioterritoriais, enraizadas nos territórios, como instrumentos de luta política, mas sobretudo, como soluções técnicas e socialmente adequadas. Que se originam na história de dois povos e comunidades tradicionais, mas também nos movimentos socioterritoriais ou no diálogo entre esses movimentos como conhecimento científico acumulado.
Portanto, para a TeritoriAL, a inovação se expressa no território e na construção de novas possibilidades geográficas. Educação de campo, agroecologia, cultura, etnicidade, saúde, conservação da natureza, perspectivas de gênero e raça são alguns dos temas que compõem nossas linhas de pesquisa.
Para viabilizar esse processo de construção de conhecimento dialógico entre universidades e movimentos socioterritoriais, desenvolvemos uma estratégia de ensino baseada na pedagogia da alternância. Nossos alunos têm a possibilidade de frequentar as aulas em duas etapas, compostas por disciplinas e eventos concentrados, configurados como uma escola-tempo. Em seguida, retornam imediatamente aos seus territórios, onde continuam suas atividades profissionais e de militância, desenvolvendo suas pesquisas de forma sequencial.
O Território foi criado em 2013, fruto da tradição da UNESP em pesquisa, ensino e extensão sobre a questão agrícola e, mais recentemente, do progresso da geografia agrícola no campus Presidente Prudente, como trabalho do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA) e do Centro de Estudos de Geografia do Trabalho (CEGET). Em uma década de sua criação (1998), o NERA organizou e realizou projetos de pesquisa, eventos e publicações em diversos países da América Latina e do Caribe, com o apoio do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), como: Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela, Guatemala, México e Cuba. Em seu percurso, recebeu estudantes de todas as regiões do Brasil, de diversos países da América Latina e do Caribe, Espanha, Portugal e Guiné-Bissau. Temos projetos aprovados e em desenvolvimento na América Latina e no Caribe e no Reino Unido, com apoio do PRONERA, CNPq, FAPESP, CAPES, AHRC (Conselho de Pesquisa em Artes e Humanidades) e CLACSO.
O projeto Território teve origem em um trabalho desenvolvido pela NERA/CEGET, em 2007, na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), quando foi criado o Curso Especial de Graduação em Geografia (CEGEO), com base em um convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), com o apoio do Programa Nacional Educação na Reforma Agrária (PRONERA), da Via Campesina e da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF). Em 2011, quarenta e seis colonos concluíram a graduação em Geografia, passando a atuar em suas comunidades e movimentos socioterritoriais, assumindo responsabilidades compatíveis com suas formações. Essas experiências com diferentes comunidades surgiram da necessidade de maior aprofundamento da pesquisa, que pudesse ser viabilizada em nível de pós-graduação.
Para atender a essa demanda social, durante a realização do CEGEO, o então Reitor Marcos Macari propôs um acordo de cooperação entre a Universidade Paulista do Estado (UNESP) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESP), para a criação de uma Cátedra que atuará nas áreas de Educação Rural e Desenvolvimento Territorial em diálogo com os movimentos e seus territórios. Essa proposta convergiu com o princípio do Plano de Desenvolvimento Institucional da UNESP, que preza pelo respeito à liberdade intelectual, ao pluralismo de ideias, à defesa e promoção da cidadania, dos direitos humanos e da justiça social. Em 2009, foi assinado o acordo pelas instituições da UNESP, em São Paulo, para a criação da Cátedra UNESCO em Educação Rural e Desenvolvimento Territorial. Sua missão é implementar as metas do Marco Estratégico da UNESCO no Brasil e, atualmente, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Cátedra visa contribuir para a qualidade de vida das comunidades e populações camponesas, indígenas e tradicionais.
Os projetos da Cátedra consistem em ensino (pós-graduação), pesquisa, publicações e eventos. A criação do programa Território teve início em 2010 com a elaboração de uma proposta à APCN (Aplicação de Propostas de Novos Cursos) para a criação de um mestrado em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe, em uma área interdisciplinar. A CAPES sugeriu que o professor fosse formado na área de geografia, considerando que a maioria do corpo docente era composta por geógrafos. Devido à mudança de foco, o programa Território foi criado em 2013.
A proposta de Criação Territorial foi elaborada por professores da UNESP e da Via Campesina, em especial com professores da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) vinculados a outras universidades públicas. Essa parceria representa um ano inovador, pois o objetivo nasceu da articulação entre uma universidade e os movimentos camponeses.
O Território se dedica à promoção do desenvolvimento territorial e ao fomento da educação de campo, com a criação do primeiro programa acadêmico de formação de professores dessa natureza na história do nosso país. O Território atende a uma população, também conhecida como agricultura familiar, responsável pela produção da maior parte dos alimentos consumidos pela população brasileira. Essa singularidade não implica exclusividade, pois dois programas de formação de professores priorizam especificamente aqueles que trabalham e/ou atuam nos territórios camponeses.
A matrícula de estudantes tem aumentado por meio do processo seletivo anual. Observa-se também um aumento progressivo na busca por candidatos estrangeiros para o programa. Os candidatos apresentam projetos nas três linhas de pesquisa e um relato de suas histórias nos territórios. Passam por uma prova eliminatória de línguas e conhecimentos. Por fim, são entrevistados para concluir o processo seletivo.
Quanto à produção do conhecimento, o Territorial inaugurou a Coleção Vozes do Campo, publicando livros sobre campesinato, questão agrícola, agronegócio, educação de campo e desenvolvimento territorial, em colaboração com os temas e linhas de pesquisa do Programa. Além disso, incentiva-se a produção de artigos científicos por professores e alunos. Por meio da realização de eventos nacionais e internacionais, o Programa divulga seus produtos e promove o diálogo da Geografia com diversas outras áreas do conhecimento. O Territorial conta com o apoio da CAPES, CNPq e FAPESP no financiamento de projetos e intercâmbios, além de convênios de cooperação entre a Unesp e universidades da América Latina, Europa e América do Norte para o intercâmbio de alunos e professores. Participa também do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) por meio de cursos de ensino a distância, em conjunto com outros programas de pós-graduação em desenvolvimento territorial rural na América Latina e no Caribe. Um professor do Territorial integra o conselho diretor do CLACSO. A Via Campesina também contribui significativamente para os intercâmbios internacionais, divulgando nosso processo seletivo para diversos movimentos sociais na América Latina, o que tem atraído estudantes de países como Colômbia, Argentina, Chile e Haiti. Organiza ainda seminários internacionais na Escola Nacional Florestan Fernandes, com a participação de dois professores e alunos do Território.
O Programa conta atualmente com programas regulares e projetos de pesquisa apoiados pelo CNPq e pela FAPESP. Destaca-se a edição CNPq/MCTI nº 16/2016, que prevê a aprovação de três projetos de professores do Território, os quais receberam financiamento para bolsas de pesquisa, inovação tecnológica e mestrado.
Desde 2017, temos um plano estratégico que visa aprimorar a qualificação de nossos alunos, aumentar o impacto social de nossa pesquisa e comunicar adequadamente nossa produção por meio de jornais e livros.
Destaca-se que, com essas parcerias e vínculos com a Unesp, o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e no Caribe proporciona uma inserção territorial que abrange todas as regiões brasileiras e diversos países da América Latina e do Caribe.
Nossa perspectiva epistemológica e pedagógica se estabelece visando à coerência entre a busca por inovação para a transformação social e nossa produção intelectual e científica. Ela deriva do diálogo entre os territórios camponeses e dois povos e comunidades tradicionais, estabelecido com representantes de dois movimentos socioterritoriais entendidos não como movimentos sociais que transformam espaços nos territórios, mas que também são territorializados, desterritorializados e reterritorializados (FERNANDES, 2005).
Ela orienta nossas questões científicas, cujas respostas só podem ser dadas a partir de múltiplas dimensões analíticas da geografia. Discutimos o significado do espaço capitalista e suas contradições, sua territorialidade e perspectivas contra-hegemônicas, especialmente promovidas por movimentos socioespaciais e socioterritoriais, como os movimentos sociais do campo (ex.: MST, MAB, MPA) e de comunidades tradicionais, como o Fórum das Comunidades Tradicionais. Propomos apoiar a construção de uma nova territorialidade identificando e promovendo tecnologias socioterritoriais, enraizadas nos territórios, como instrumentos de luta política, mas sobretudo, como soluções técnicas e socialmente adequadas. Que se originam na história de dois povos e comunidades tradicionais, mas também nos movimentos socioterritoriais ou no diálogo entre esses movimentos como conhecimento científico acumulado.
Portanto, para a TeritoriAL, a inovação se expressa no território e na construção de novas possibilidades geográficas. Educação de campo, agroecologia, cultura, etnicidade, saúde, conservação da natureza, perspectivas de gênero e raça são alguns dos temas que compõem nossas linhas de pesquisa.
Para viabilizar esse processo de construção de conhecimento dialógico entre universidades e movimentos socioterritoriais, desenvolvemos uma estratégia de ensino baseada na pedagogia da alternância. Nossos alunos têm a possibilidade de frequentar as aulas em duas etapas, compostas por disciplinas e eventos concentrados, configurados como uma escola-tempo. Em seguida, retornam imediatamente aos seus territórios, onde continuam suas atividades profissionais e de militância, desenvolvendo suas pesquisas de forma sequencial.
Duas (20) vagas estão previstas para brasileiros natos, brasileiros naturalizados ou
residentes estrangeiros, distribuídos nas três linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação.
Candidatos estrangeiros que não sejam naturalizados ou não residentes não devem emprestar ou
Processo seletivo deste editor, após sua inscrição, nenhum programa segue as regras.
específicos, para que possam ser acessados na página do Programa.
(https://www.ippri.unesp.br/#!/pos-graduacao/desenvolvimento-territorial-na-americalatina-e-caribe/regulamento/)
Essas vagas serão distribuídas respeitando os dois critérios seguintes:
1.3.1. Classificação final de dois candidatos;
1.3.2. Indicação de pelo menos um candidato para cada professor com disponibilidade vaga;
1.3.3. Os candidatos ao Programa devem ser, prioritariamente, naturais de dois territórios.
Camponeses, quilombolas, povos indígenas ou outras populações tradicionais ou apresentá-los
Experiência comprovada de trabalho nessas comunidades e/ou de estudo das mesmas.
residentes estrangeiros, distribuídos nas três linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação.
Candidatos estrangeiros que não sejam naturalizados ou não residentes não devem emprestar ou
Processo seletivo deste editor, após sua inscrição, nenhum programa segue as regras.
específicos, para que possam ser acessados na página do Programa.
(https://www.ippri.unesp.br/#!/pos-graduacao/desenvolvimento-territorial-na-americalatina-e-caribe/regulamento/)
Essas vagas serão distribuídas respeitando os dois critérios seguintes:
1.3.1. Classificação final de dois candidatos;
1.3.2. Indicação de pelo menos um candidato para cada professor com disponibilidade vaga;
1.3.3. Os candidatos ao Programa devem ser, prioritariamente, naturais de dois territórios.
Camponeses, quilombolas, povos indígenas ou outras populações tradicionais ou apresentá-los
Experiência comprovada de trabalho nessas comunidades e/ou de estudo das mesmas.