feminismos negros

 feminismos negros

Seminário 1962

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Rosa Campoalegre Septien (CIPS, Cuba) e Claudia Miranda (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil)
Home: 30 / 09 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 27/09/2019

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

Métodos de pagamento
Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Se você possui algum vínculo com uma Rede ou Instituição Associada à CLACSO:

  • Pagamento único: USD 140 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Caso você NÃO tenha vínculo com um Centro Associado da CLACSO:

  • Pagamento único ANTES de 17/09/2019: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
  • Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).

Apresentação do curso:

Iniciamos este seminário no contexto da Década Internacional dos Afrodescendentes, com a intenção de ir além dela. Nosso seminário faz parte de um projeto estratégico para desenvolver um conjunto representativo de demandas para a formação acadêmica e política, que inclua mulheres racializadas como interlocutoras e agentes diretas da produção de conhecimento.

Os feminismos negros constituem a razão de ser e o fundamento do seminário. Nessa perspectiva, o corpo docente reúne acadêmicas afrofeministas e ativistas, integrantes do Grupo de Trabalho “Afrodescendentes e Propostas Contra-Hegemônicas” da CLACSO. Rosa Campoalegre (Cuba), Anny Ocooró (Colômbia) e Claudia Miranda (Brasil) compartilharão esse espaço. O seminário se destaca pela voz poderosa e inspiradora de mulheres negras, que interpretam, narram e transformam sua própria história ancestral.

O seminário abrange os feminismos negros, levando em consideração sua complexidade, e os define como teoria crítica, campo de ação, lugar de enunciação, postura ética e projeto histórico de luta. São considerados no plural, com base na diversidade de seus contextos, heterogeneidade social e estratégias de combate ao racismo.

Diversas razões justificam a criação, pelo Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), de um seminário virtual dedicado aos feminismos negros. A primeira delas relaciona-se à própria natureza e à importância histórica do CLACSO, que se consolidou como uma rede global de pensamento crítico com forte presença feminista.


Conteúdo:

  • Feminismos negros como processo: o invisível emerge
  • Raça e racismo: As contribuições do feminismo negro para a luta antirracista e anticolonial.
  • A perspectiva interseccional
  • Movimento de mulheres negras na América Latina e no Caribe
  • Plataforma política de mulheres líderes da América Latina e do Caribe no contexto da Década Internacional dos Afrodescendentes.
  • Feminismos negros e suas dimensões política, pedagógica e espiritual: o ativismo de mulheres afro-brasileiras
  • As “Santas Madres”: Dimensões político-organizacionais e luta por reconhecimento no Brasil
  • Cuba: Mulheres negras, vozes e silêncios na resistência
  • Disputas epistemológicas: Pesquisa sobre redes de mulheres negras
  • Análise comparativa: Brasil, Colômbia, Argentina e Cuba: uma perspectiva dos feminismos negros.
  • Curiel, Ochy 2007 “As contribuições das mulheres afrodescendentes para a teoria e a prática feministas. Desuniversalizando o sujeito “Mulheres””, In Maria Luisa Femenias (Org.), Perfis do Feminismo Ibero-Americano, vol. III. (Buenos Aires: Catálogos).
  • Jabardo, Mercedes (ed) 2012 Feminismos Negros. Uma antologia. (Madrid: Traficante de sonhos).
  • Carneiro, Sueli 2003 Enegrecimento do feminismo.
  • Bonilla Silva, Eduardo 2011 “O que é racismo? Rumo a uma interpretação estrutural”. In: debates sobre cidadania e políticas raciais nas Américas Negras. (Cauca: Universidade Nacional da Colômbia e Universidade do Valle).
  • Carneiro, Sueli. 2003 “A cor do feminismo no Brasil”.
  • Crenshaw, Kimberly 2002 Documento para o encontro de especialistas em aspectos de discriminação racial relacionados ao gênero”, (Florianópolis: Estudos Feministas) ano 10.
  • Viveros Vigoya, Mara 2016 “Interseccionalidade: uma abordagem situada da dominação”. In Debate Feminista 52, (Bogotá: Universidade Nacional da Colômbia) pp. 1-17.
  • Curiel, Ochy 2002 Identidades essencialistas ou construção de identidades políticas: o dilema das feministas negras. Other Perspectives [online] 2002, 2 (dezembro): [Acessado em: 31 de janeiro de 2019] Disponível em: ISSN 1317-5904
  • Gonzalez, Lélia 1988 Uma categoria político-cultural da Amefricanidade. Tempo Brasileiro, 92/93 (janeiro/junho de 1988): 69-82.
  • Curiel, Ochy 2007 As contribuições das mulheres afrodescendentes para a teoria feminista. Desuniversalizando o sujeito “Mulheres”. (Buenos Aires: Perfis do Feminismo Ibero-Americano) vol. III Catálogos.
  • Campoalegre, Rosa 2017 Além da Década Internacional dos Afrodescendentes em Campoalegre, R. e Bidaseca, K (orgs.). Além da Década Internacional dos Afrodescendentes. (Buenos Aires: CLACSO).
  • Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe 2018 Mulheres afrodescendentes na América Latina e no Caribe. Dívidas de igualdade. (Santiago do Chile: CEPAL).
  • Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora. Plataforma política de mulheres líderes na América Latina e no Caribe para a década. In Campoalegre (org.) Afrodescendentes. Vozes em resistência. (Buenos Aires: CLACSO/CIPS).
  • Carneiro, Sueli 2003 Mulheres em movimento em (São Paulo:Estudos Avançados) 17 (49).
  • Neto, Maria. I. D 2003 A porta, a ponte e a rede: reflexões para pensar (o conceito de rede e o conceito de comunidade) In Neto, MARIA.ID e Pedro, RM RL. Tecendo o desenvolvimento. Saber, gênero, ecologia social. (Rio de Janeiro: Mauad Editora).
  • CAMPOS, Zuleica. DP 2011 De Mãe de Santo a Mulher: Invenção e Reinvenção de Papéis. (São Paulo: Revista Mandrágora), v. 17, p. 17-37.
  • Cavas, Cláudio. e Neto, MI 2017 Uma diáspora negra: como as mulheres recriaram através da religião até a África “imaginada” no Brasil de todos os santos. (Santa Catarina: Fazendo gênero).
  • Rubiera, Deysi e Inés María Martiautu (comps.) 2011 Afrocubanas.História, pensamento e práticas culturais (Havana: Editorial Ciencias Sociales).
  • Collins, Patricia Hill 2016 Aprendendo com uma forasteira dentro: um significado sociológico do pensamento feminista negro. (Revista Sociedade e Estado) – Volume 31 Número 1 Janeiro/Abril.
  • Miranda, Claudia 2016 Intelectuais afro-brasileiras e suas contribuições para uma crítica feminista pós-colonial.
  • Campoalegre, Rosa 2018 Feminismos Negros em uma Chave Decolonial: Abordagens, Tensões e Futuros de Cuba. (Bilbao: Cubainforma) Disponível em www cubinforma.tv.
  • Ocoró, Anny e Alves, Maria José de Jesús 2018 Negritudes e Africanidades na América Latina e no Caribe. (Uberlândia: Ribeirão Gráfica e Editora).Vol 2.
  • Segato, Rita Laura 2015 O Édipo Negro: Colonialidade e Hipoteca de Gênero e Raça em A Crítica da Colonialidade em Oito Ensaios e uma Antropologia Sob Demanda. (Buenos Aires: Prometeo).

Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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Os métodos de pagamento possíveis são cartão de crédito, transferência bancária e depósito bancário.