feminismos negros
Seminário 2426
Coordenação: Rosa Campoalegre Septien (Centro de Pesquisa Psicológica e Sociológica, Cuba) e Claudia Miranda (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil)
Home: 25 / 09 / 2024 | Registo: 16/05/2024 al 24/09/2024
Carga horária: 12 semanas – 90 horas.
Este seminário virtual está sendo realizado no contexto da Década Internacional dos Afrodescendentes, com a intenção de ir além dela. Nosso seminário faz parte de um projeto estratégico para desenvolver um conjunto representativo de demandas para a formação acadêmica e política, que inclua mulheres racializadas como interlocutoras e agentes diretas de produção de conhecimento.
Os feminismos negros constituem o fundamento e a razão de ser do seminário. Nessa perspectiva, o corpo docente reúne acadêmicas afrofeministas e ativistas, integrantes do Grupo de Trabalho “Afrodescendentes e Propostas Contra-Hegemônicas” da CLACSO. Rosa Campoalegre (Cuba) e Claudia Miranda (Brasil) compartilharão esse espaço educativo. O seminário se distingue pela voz de mulheres negras, que interpretam, narram e transformam sua história ancestral e seus futuros.
Entre os principais temas que abordaremos estão: uma introdução aos feminismos negros; as contribuições teóricas, metodológicas e práticas dos feminismos negros; o movimento de mulheres negras/afrodescendentes; a plataforma política de mulheres líderes no contexto da Década; as dimensões política, pedagógica e espiritual do ativismo de mulheres afro-brasileiras; as "mães dos santos" e a luta por reconhecimento no Brasil; as vozes e os silêncios das mulheres afro-cubanas; uma análise comparativa entre Brasil e Cuba; e, para concluir, uma avaliação e considerações finais. Sejam bem-vindos(as).
- Feminismos negros como processo: o invisível emerge
- Contribuições teóricas e metodológicas dos feminismos negros
- A perspectiva de formação e mobilidade para mulheres negras
- Movimento de mulheres negras/afrodescendentes na América Latina e no Caribe
- Plataforma política. Mulheres líderes da América Latina e do Caribe diante da Década Internacional dos Afrodescendentes.
- Dimensões políticas, pedagógicas e espirituais nos feminismos negros
- As “mães da santa”: dimensões organizacionais e a luta pelo reconhecimento no Brasil
- Mulheres negras/afrodescendentes: vozes e silêncios na resistência
- Disputas epistemológicas: pesquisa sobre redes de mulheres negras/afrodescendentes
- Análise comparativa: Brasil, Colômbia, Argentina e Cuba: uma perspectiva dos feminismos negros.
- Barriteau, VE (2011). “Contribuições do feminismo negro para o pensamento feminista: uma perspectiva caribenha em “ECOS Bulletin” (14) – março-maio CIP- Ecosocial.
- Campoalegre, R. (2018). Feminismos negros em chave decolonial: Abordagens, tensões e futuros a partir de Cuba. Cubainforma: Bilbao.
- Campoalegre, R. Mulheres negras. Vozes, silêncios e resistência: Mais uma vez sobre a experiência cubana. In A. Ocoró e M. J. Alves Cordeiro (Orgs.). Negritudes e Africanidades na América Latina e no Caribe. 2 (pp. 72-88). Uberlândia, Brasil: Ribeirão Gráfica e Editora.
- Campos, ZDP (2011). De Mãe de Santo a Mulher: Invenção e Reinvenção de Papéis. Mandrágora, (17), pp. 17-37).
- CARNEIRO, Sueli. (2003). Enegrecer o feminismo.
- Castelo, Lisa Earl. (2017). O Terreiro do Gantois: redes sociais e etnografia histórica no século XIX. Rev. histórico. (São Paulo), n.176, a05616, 2017
- Cavas, C. e Neto, MI (2017). Uma diáspora negra: como as mulheres recriam, por meio da religião, a África "imaginada" no Brasil de todos os santos. Fazendo gênero
- Collins, P.H. (2016). Aprendendo com uma forasteira dentro: uma importância sociológica do pensamento feminista negro. Sociedade e Estado. 31 (1) Janeiro-Abril
- Collins, Patricia H. (2012). “Características distintivas do pensamento feminista negro”. In Jabardo, M. (Ed.). Feminismos negros. Antologia (pp. 209-243). Madrid, Espanha: Traficante de sueños.
- Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. (2018). Mulheres afrodescendentes na América Latina e no Caribe. Dívidas de igualdade. CEPAL: Santiago, Chile.
- Curiel, O. (s.d.). Descolonizando o feminismo: uma perspectiva da América Latina e do Caribe.
- Davis, A. (2016). Mulheres, Raça e Classe (terceira edição). Madrid: Akal Editions.
- García Savino, SB (2016). Organizações de populações afrodescendentes na América Latina. Santiago, Chile: CEPAL
- Lagardo, M. (org.). (2012). Introdução. Construindo pontes em diálogos com/a partir do feminismo negro. In Jabardo, M. Feminismos negros. Antologia. 27-57 Madrid, Espanha: Traficante de sueños.
- Miranda, C. e Moreira NR (2019). Apresentação. Dossiê temático: Saberes docentes de intelectuais negros: mediações extras versus o ethos acadêmico. Práxis Educacional, 15, (32) p. 13 a 16, abril/junho. Bahia, Brasil: Vitória da Conquista.
- Miranda, C.. (2016) Intelectuais afro-brasileiros e suas contribuições para uma crítica pós-colonial feminista.
- Neto, MID (2003). A porta, a ponte e a rede: reflexões para pensar (o conceito de rede e o conceito de comunidade). In MID Neto e RM Pedro. Tecendo o desenvolvimento. Saber, gênero, ecologia social. Rio de Janeiro: Mauad Editora.
- Ocoró Loango, A. e Alves Cordeiro, M. (Orgs). (2018). Apresentação. Mulheres negras, negritude e africanidades na América Latina e no Caribe. P 7-18 Uberlândia, Brasil.: Ribeirão Gráfica e Editora.
- Rede de Mulheres Afro-Latino-Americanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora. (1995). Plataforma política dos líderes da América Latina e do Caribe para a década.
- SILVA, J. da. (2010). Professoras negras: o que chamamos de indicadores oficiais. Perspectiva, 28, (1), pp.
- Viveros, M. (2016). “Interseccionalidade: uma abordagem situada da dominação”. In Debate Feminista. Bogotá: Universidade Nacional da Colômbia, pp. 1-17.
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Desconto para pagamento único até 18/09 |
Em um único pagamento após 18/09 |
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CM Plenos |
85 USD |
150 USD |
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CM Associates |
85 USD |
150 USD |
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Sem link |
105 USD |
190 USD |
Perguntas frequentes
Os requisitos básicos para participar de um seminário são:
- Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
- Acesso à Internet.
- Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
- Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 10 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por 10 aulas, cada uma acompanhada de bibliografia obrigatória, bibliografia complementar, fóruns de discussão e atividades de formação propostas pela equipe docente, trabalhos parciais e um projeto final.
O curso é online e assíncrono. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos.
Para ser aprovado no seminário, você deve participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos professores, ter concluído as entregas parciais programadas e ser aprovado no trabalho final.
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