Feminismo e meio ambiente

 Feminismo e meio ambiente

No InfoCLACSO de 26 de maio de 2021, Cecilia Alemany, Diretora Regional Adjunta da ONU Mulheres, participou de Montevidéu, Uruguai, para anunciar as propostas vencedoras da chamada lançada em conjunto com a CLACSO sobre “Feminismo e meio ambiente”.


Entrevistado por Gustavo Lema


A relação entre os direitos das mulheres e os direitos da natureza vem sendo analisada há alguns anos, tanto no meio acadêmico quanto entre ativistas. Assim, as violações dos direitos das mulheres e dos direitos da natureza têm sido vinculadas como processos interligados. Mais recentemente, a produção analítica focada nas mudanças climáticas e seu impacto sobre as comunidades e, em particular, sobre a vida das mulheres, tem aumentado, embora nem sempre se conecte com o conhecimento histórico das práticas e filosofias dos grupos de mulheres indígenas da região.

Embora os avanços nessa área tenham resultado em diversos marcos em publicações e conferências em todo o mundo, o tema permanece pouco desenvolvido na América Latina e no Caribe. Uma de suas vertentes é a corrente conhecida como ecofeminismo, tanto uma linha de pensamento quanto um movimento social, que propõe articular ambientalismo e feminismo.

De fato, o ecofeminismo é uma teoria e um movimento social que postula a existência de profundos vínculos entre a subordinação das mulheres e a exploração extrativista e destrutiva da natureza. Seu objetivo é defender e ampliar os direitos das mulheres e transformar a relação humana com outros seres vivos e ecossistemas. 

Partindo do pressuposto de que o ecofeminismo é uma das possíveis correntes nesse campo, que não o esgota, e que essas questões ainda são pouco pesquisadas e desenvolvidas na América Latina e no Caribe, o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais e a ONU Mulheres lançaram uma chamada para equipes mistas, compostas por pesquisadoras e ativistas sociais, para desenvolver uma das seguintes linhas de pesquisa e análise:

• Desenvolver um panorama de ponta a partir de uma perspectiva analítica crítica que destaque a produção latino-americana e caribenha em diálogo com o mundo.

• Desenvolver um panorama atualizado a partir de uma perspectiva analítica crítica que destaque a prática de organizações feministas de base ligadas ao meio ambiente, uso de recursos, bem-estar, desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, etc.

• Desenvolver um mapeamento de organizações feministas ligadas ao meio ambiente, uso de recursos, bem-estar, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas na América Latina e no Caribe.


Veja os resultados da chamada de candidaturas.


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