Estética decolonial do Sul. Arte, memórias e corpo.

 Estética decolonial do Sul. Arte, memórias e corpo.


Seminário 2316

CadeiraCLACSO

COORDENAÇÃO: Marta Sierra (Kenyon College) e Karina Bidaseca (UNSAM/UBA)

EQUIPE DE PROFESSORES: Karina Bidaseca (UNSAM/UBA) Marta Sierra (Kenyon College) Lucía Lodwick Nuñez (UNSAM)


Início: 05/05/2023 | Inscrição: 19/12/2022 a 04/05/2023

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.


A colonialidade é uma ferida aberta, gravada nos corpos como uma marca indelével. Nossa proposta é que uma estética situada e libertadora, como a praticada pelos artistas aqui considerados, nos permita romper com o legado de vitimização e violência. A chamada “virada decolonial” deriva de uma genealogia latino-americana que ressoa não apenas nos estudos clássicos de Aníbal Quijano e do grupo colonialidade-modernidade. Neste curso, engajamos esse paradigma em diálogo com outros escritos que também refletem sobre a importância de uma estética situada e libertadora. Do Caribe, recorremos às profundas reflexões sobre raça e colonialidade de Frantz Fanon, Aimé Césaire e Édouard Glissant. Das feministas norte-americanas de cor, examinamos as teorias de Audré Lorde, Angela Davis e feministas chicanas como Gloria Anzaldúa e Cherríe Moraga. Incorporamos também o importante trabalho teórico dos feminismos islâmicos de Fatima Mernissi, Richa Nagar, Leila Ahmed e Salma Mahmood. Partindo da crítica feminista latino-americana, recorremos às teorias desenvolvidas por Rita Segato e María Lugones, bem como às de autoras que escreveram sobre feminicídio, feminismos indígenas latino-americanos e movimentos feministas urbanos dos últimos dez anos. A maior contribuição do curso é expor os alunos a uma ampla rede de teóricos que constroem diversas interpretações do pensamento situado sobre a colonialidade do poder. Com base nisso, os alunos examinarão teorias críticas da estética decolonial e como elas se aplicam ao trabalho de artistas como Ana Mendieta, Zanele Muholi, Regina José Galindo, Shirin Neshat, Fatima Mernissi, Teresa Margolles, Adriana Varejão, Joyce Kozlof e Mona Hatoum, entre outras.

  • Estética feminista decolonial da América Latina, do Caribe e do Oriente Médio
  • Pele e a Cicatriz Colonial: A Ruptura (Singalit Landau e Emily Jacir)
  • Poética (Erotismo) do Relacionamento. Trópico-Ana (Ana Mendieta)
  • Arte e estética queer situadas na África do Sul (Zanele Muholi)
  • Arte e Performance: Regina José Galindo e Astrid Hadad Prof. Marta Sierra
  • Necropolítica: A Sutil Arte do Desaparecimento (Teresa Margolles e Graciela Sacco)
  • Corporografias: Descolonizando o Mapa (Adriana Varejao e Lygia Clark)
  • Orientalismo e feminismo na estética visual da artista iraniana (Shirin Neshat)
  • Mona Hatoum: Geografias em Fuga
  • Geografias em fuga. Outras inapropriadas (Trin T. Minha-ha)
  • --- Corpos que Importam: Sobre os Limites Materiais e Discursivos do “Sexo”. Tradução de Alcira Bixio. Barcelona: Paidós, 2002. Capítulo 4.
  • Levanta-te, Gaston. Um espetáculo não adequado para mochos: Astrid Hadad e seus Tarzans. Chasqui, 29.1 (2000): 3-18.
  • Ana Gabriela Vilela Pereira de Macedo. “As narrativas de Mona Hatoum têm o efeito de 'contraponto': de-emoldurando odomestico como performatividade e gesto político” Estudos Feministas. 2019 (27.1).
  • Banwell, Julia. “Agência e alteridade na estética da morte de Teresa Margolles”. Outras modernidades, 4.10 (2010): 45-54.
  • Bidaseca, Karina (2018) A Revolução Será Feminista ou Não Será. A Pele da Arte Feminista Decolonial (Prometeu). Capítulo 6. Mulheres de Alá. Arte no Exílio. Shirin Neshat
  • Bidaseca, Karina (2019) “As ‘Portas do Não Retorno’ na África: Performatividade Decolonial e Estética Feminista nas Memórias Afro-Transatlânticas de Ana Mendieta e Édouard Glissant”. In Campoalegre Septien, Rosa e Anny Ocoró Loango (orgs.) Afrodescendentes e Contra-Hegemonias: Desafiando a Década. CLACSO/CIPS. http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/posgrados/20191018124924/Afrodescendencias.pdf
  • Bidaseca, Karina (2020) “Salve (a) Leoa (escura)”. Em Bidaseca, Karina (2020) Rumo a uma Poética Erótica do Relacionamento. No prelo.
  • Campiglia, Maria. "Teresa Margolles. Reiterar a violência." Barcelona: Barcelona Research Art Creation, 2014. Sem números de página.
  • Cejudo-Escamilla, Sônia. O corpo performativo de Regina José Galindo. México: Revista Liminar 1 (2019): 158-167.
  • Dieguez Caballero, Ileana. "Encarnações poéticas. Corpo, arte e necropolítica." Athenea Digital, 18.1 (2018): 203-219.
  • Estévez, Ariadna. Biopolítica e necropolítica, constitutivas ou opostas? México: Espiral, XXV. 73 (2018). 9-43.
  • Fanon, Frantz (1952) Pele Negra, Máscaras Brancas. Madrid: AKAL.
  • Filme. Reassemblage. 1983
  • Giunta, Andrea. “Arte, memória e direitos humanos na Argentina.” Artelogie, 6 (2014) sem páginas.
  • Giunta, Andrea. Escrevendo as Imagens. Ensaios sobre Arte Argentina e Latino-Americana. Buenos Aires: Siglo XXI, 2011.
  • Griselda Pollock. Diferenciando o Cânone. O Desejo Feminino e a Escrita de Histórias de Arte. Londres e Nova Iorque: Verso, 1992.
  • Jacques Rancière. O espectador emancipado. Buenos Aires: Bordes Manantial, 2010.
  • Judith Butler. Desfazendo o gênero. Traduzido por Patricia Soley-Beltrán. Barcelona: Paidós, 2007. Capítulos 1 e 2.
  • Lina Meruane. Tornando-se Palestina. Michel Foucault. “O Olho do Poder”. A Prisão Impossível. Uma Antologia de Foucault. Sem informações sobre a publicação.
  • Lorde, Audre. “Usos do Erótico: O Erótico como Poder”. In Sister Outsider: Ensaios e Discursos. Ten Speed ​​Press, 1984.
  • Mbembe, Achille. Necropolítica. Tradução e edição de Elisabeth Falomir Archambault. Espanha: Melusina, 2011.
  • Saadi Ahmad e Lila Abu-Lughod. Nakba, Palestina, 1948 e as reivindicações da memória. CLACSO: 2018. Capítulo: O estupro de Qula, uma aldeia palestina destruída. Susan Slymovis. 
  • Sierra, Marta e Karina Bidaseca (2020) “Introdução”. Em Bidaseca, K. e Sierra, M. Traços Comuns: Estética Feminista Decolonial da América Latina e do Oriente Médio. Na imprensa.
  • Spivak, Gayatri. (1988) Pode o subalterno falar? Orbis Tertius 6 (6).
  • Sterling, Susan Fisher. “Território Virgem”. Território Virgem: Mulheres, Gênero e História na Arte Contemporânea Brasileira. 20-33
  • Suely Rolnik. Cartografia Sentimental. São Paulo: Estação Libertades, 1989. (Capítulos 7, 8 e 9).
  • Suely Rolnik. A Bússola do Corpo Consciente nas Práticas Curatoriais. 2007 Theater (47.1): 116-136. 10
  • Taylor, Diana. Desempenho. Buenos Aires, Argentina: Asunto Impreso Edições, 2012.
  • Trinh Minha-ha (1986). Ela, o Outro Inapropriado, Discurso 8.
  • Varejão, Adriana. Adriana Varejão. Ed. Luísa Neri. São Paulo: O Autor, 2001.
  • Yassine Chouati. “Deixando para contar: Mona Hatoum, Arte e denúncia sociopolítica.” Estúdio (Universidade de Lisboa) 2017 (19): 88

 



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Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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