Espaços globais para a expansão do capital transnacional nas Américas

 Espaços globais para a expansão do capital transnacional nas Américas

Seminário 1926

Cadeira: CLASSO
Coordenação: Juan Manuel Sandoval Palacios e Alejandro Fabián Schweitzer (GT Fronteiras, Regionalização e Globalização)

Equipe de ensino: Alejandro Fabián Schweitzer, Juan Manuel Sandoval Palacios, Rafael Sandoval Álvarez, Marcela de Lourdes Orozco Contreras, Silvia Carina Valiente, William I. Robinson, Marcela Orozco, Horácio Antunes, Edgar Talledos Sánchez, Luis Martínez, Luz Dary Rivera, Bárbara Jeréz (GT Fronteiras, Regionalização e Globalização)


Home: 29 / 07 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 27/07/2019

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.

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Apresentação do curso:

Este curso analisará e discutirá os fundamentos teóricos do capitalismo global no cenário atual, a partir da perspectiva particular da qual derivam os conceitos de Estado transnacional, classe capitalista transnacional e espaços globais para a expansão do capital transnacional, bem como espaços ou zonas específicas de acumulação.
Reconhecemos pelo menos quatro espaços globais no continente americano: 1) a fronteira México-Estados Unidos, 2) a região abrangida pelo Projeto Mesoamérica (do sul-sudeste do México à Colômbia), 3) a Amazônia e 4) a região sul dos Andes e da Patagônia.
Neste curso comparativo, enfatizaremos como esses espaços foram construídos e interligados. Estudaremos os processos de constituição de classes "nacionais" subordinadas à classe transnacional, as políticas que implementam — com diferentes graus de conflito — nos territórios e os consequentes processos de produção espacial. Abordaremos as estratégias de apropriação e controle territorial, bem como os projetos que as materializam na forma de planos estratégicos e megaprojetos.
Um elemento essencial do nosso Grupo de Trabalho é o desenvolvimento da pesquisa-ação, que nos permite colaborar com organizações sociais. Por essa razão, dedicaremos um módulo à discussão da questão do tema a partir de metodologias críticas, incorporando experiências de movimentos sociais.

Conteúdo:

  • Cenário internacional e global.
  • Espaços globais. Definição e apresentação de espaços globais.
  • Metodologia de pesquisa. A perspectiva dos sujeitos e do território.
  • Planos geoestratégicos. Geopolítica dos espaços globais.
  • Espaços específicos para acumulação de capital.
  • Fronteiras e expansão geográfica do capital.
  • Megaprojetos no âmbito da expansão do capital transnacional.
  • Ecologia política dos espaços globais.
  • Economia política dos espaços globais.

  • Harvey, David, 2006. Espaços do capitalismo global. Rumo a uma teoria do desenvolvimento geográfico desigual. Verso, Londres e Nova Iorque.

  • Robinson, William I. (2013) Uma teoria do capitalismo global: produção, classe e o Estado em um mundo transnacional. Siglo XXI Editores, SA de CV; México.

  • Sandoval Palacios, Juan Manuel, "Estados fronteiriços EUA-México e o complexo militar-industrial dos EUA. Um espaço global para a expansão do capital transnacional" em Regiões e Coesão, Volume 7, Edição 1, Primavera de 2017: 87–121.

  • Santos, Milton, “Os espaços da globalização” em Universidade Complutense de Madrid, seção: Revistas Científicas Complutense. Acesso em: janeiro de 2016.

  • Sandoval, Rafael. Cadernos de Metodologia 1. Formas de fazer metodologia em pesquisa. Reflexividade crítica sobre a prática. México, 2016. Grietas Editores. Págs. 25 a 48.

  • Zemelman, Hugo. O método como atitude do sujeito em relação à realidade. México, s.d., documento de trabalho.

  • Lenkersdorf, Carlos. Aprendendo a ouvir: ensinamentos Maya-Tojolabal. México: Plaza y Valdés, 2008.

  • Orozco Contreras, Marcela de Lourdes, 2018. “A Colômbia como ponte entre espaços globais para a expansão do capital transnacional.” Artigo apresentado no Simpósio nº 18/8, Eixo Temático: Relações Internacionais, do 56º Congresso Internacional de Americanistas. 19 de julho, Universidade de Salamanca, Espanha.

  • Sandoval Palacios, Juan Manuel, 2017. A fronteira Estados Unidos-México: um espaço global para a expansão do capital transnacional. Instituto Nacional de Antropologia e História; México. ISBN: 978-607-484-925-7.

  • Schweitzer, Alejandro: A Patagônia Austral como um espaço global para a expansão do capital transnacional, Theomai Journal, Estudos Críticos sobre Sociedade e Desenvolvimento, nº 34, segundo semestre de 2016. Pp139-151. ISSN 1515-6443.

  • “O Projeto Mesoamérica, sobre planos geoestratégicos na América Latina” em Adriana Dorfman, Carlos Iván Pacheco e Sara Yaneth Fernández Moreno (organizadores), Planos geoestratégicos, migrações e deslocamentos forçados no continente americano. Editora Letra 1/Instituto de Geociências/Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2014.

  • Schwzeiter, Mariana, “IIRSA na UNASUL. Mudanças e continuidades” em Furlong, Aurora, Raúl Netzahualcoyotzi Luna e Juan Manuel Sandoval Palacios (Coordenadores), Integração no continente americano. Planos geoestratégicos, segurança regional e de fronteiras, vol. I, Faculdade de Economia/BUAP, ISBN 978-607-525-011-3.

  • Schwzeiter, Alejandro Fabián, “A Patagônia Austral como um espaço global para a expansão do capital transnacional” em Theomai Journal, número 34, segundo semestre de 2016. ISSN 1515-6443: 139-151.

  • América Latina pensa 10. A questão do desenvolvimento.

  • Schweitzer Alejandro: Fronteiras internacionais, recursos naturais e integração regional no Cone Sul da América do Sul, em Para onde? Vol 5 No. 1 especial (2011).

  • Schweitzer Alejandro: Desenvolvendo o deserto. Processos fronteiriços na província de Santa Cruz, na Revista de Ciencias Sociales ano 5 N°24, 2013, pp 51-70. ISSN: 2347-1050.

  • Schweitzer, Alejandro: Fronteiras, recursos naturais e crise no sul da Patagônia, em Sandoval, Juan Manuel; Álvarez, Raquel; Saavedra Luis Angel (coord.) (2011) Integração Geoestratégica, Segurança, Fronteiras e Migração na América Latina, pp33-68, Quito, INREDH.

  • Ibarra García, María Verónica e Talledos Sánchez, Edgar, 2016. Megaprojetos no México. Cidade do México: Itaca. Introdução e capítulo 1, Ibarra García, María Verónica "Megaprojetos desde uma geografia crítica", pp 9 - 42.

  • Lins Ribeiro, Gustavo (1987) Quanto maior, melhor? Projetos de grande escala: uma forma de produção ligada à expansão dos sistemas econômicos, em Desenvolvimento Econômico, Vol. 27, No. 105 (Abr. - Jun., 1987), pp. 3-27.

  • Schweitzer, Alejandro: “Dinâmica espacial e territórios de integração no espaço transfronteiriço de Iguaçu, Guibert, Martine, Carrizo, Silvina, Ligrone, Pablo, Mallard, Bruno, Ménenteau Loic, Uribe Guillermo (editores): (2009), Le Bassin du Rio de la Plata: integração regional e desenvolvimento local, Toulouse, Presses Universitaires du Mirail, págs. 313-330.

  • MOORE, Jason. Capitalismo na Teia da Vida: Ecologia e Acumulação de Capital, Londres – Nova Iorque: Verso, 2015.

  • O'CONNOR, James. Causas Naturais: Ensaios em Marxismo Ecológico. México: Siglo XXI.

  • Vega Vantor, R. (2006) Imperialismo ecológico. A pilhagem interminável da natureza e os párias do mundo do sul, em Herramienta, 31.

  • Furlong, Aurora, Raúl Netzahualcoyotzi, Juan Manuel Sandoval e Jadson Porto (Coordenadores), 2018. Planos Geoestratégicos, Securitização e Resistência nas Américas. Benemérita Universidade Autônoma de Puebla; Universidade Federal do Amapá e Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais. Macapa, Brasil. ISBN: 978-85-5476-062-5.

  • “A influência dos EUA nas relações geoeconômicas entre o México e a América Central”, em Willy Soto Acosta (org.), Política Internacional e Integração Regional Comparada na América Latina. Universidade Nacional da Costa Rica/Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais - Costa Rica. Costa Rica, 2014.

  • Furlong, Aurora, Raúl Netzahualcoyotzi, Juan Manuel Sandoval e Jadson Porto (Coordenadores), 2018. Planos Geoestratégicos, Securitização e Resistência nas Américas. Benemérita Universidade Autônoma de Puebla; Universidade Federal do Amapá e Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais. Macapa, Brasil. ISBN: 978-85-5476-062-5.

  • Composto, Claudia e Mina Lorena Navarro (Organizadoras), 2014. Territórios em Disputa. Desapropriação Capitalista, Lutas em Defesa dos Bens Naturais Comuns e Alternativas Emancipatórias para a América Latina. -1ª ed.- Cidade do México: Bajo Tierra Ediciones.

  • Gandarillas Gonzáles, Marco (Editor), 2014. Novos contextos de dominação e resistência, Cochabamba; Centro de Documentação e Informação da Bolívia (CEDIB).

  • Sandoval, Juan Manuel; Raquel Álvarez e Sara Fernández (Coordenadoras), 2011. Planos geoestratégicos, deslocamentos e migrações forçadas na área do Projeto de Desenvolvimento e Integração da Mesoamérica. Universidade de Los Andes (Venezuela), Universidade de Antioquia (Colômbia); Centro de Pesquisa em Sociedade, Saúde e Cultura (Colômbia); Rede Mexicana de Ação contra o Livre Comércio; e Centro de Estudos Estratégicos da América do Norte, AC (México). Medellín, Colômbia, 2011, pp. 109-140.
  • Perguntas frequentes

    Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

    • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
    • Acesso à Internet.
    • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
    • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
    Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
    O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

     



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