Escola Internacional de Pós-Graduação: Debates e perspectivas sobre a violência na América Latina e no Caribe

 Escola Internacional de Pós-Graduação: Debates e perspectivas sobre a violência na América Latina e no Caribe

Universidade de Manizales, Colômbia | 17 e 18 de julho de 2023

No âmbito da Bienal Latino-Americana e Caribenha da Infância e da Juventude, Manizales, Colômbia, 17 a 21 de julho de 2023

Plataforma para o Diálogo Social: Direitos, Violência e Igualdade de Gênero



A Escola Internacional de Pós-Graduação em Debates e Perspectivas sobre a Violência na América Latina e no Caribe é um programa intensivo de formação presencial em nível de pós-graduação, com uma perspectiva comparativa e regional. Seu objetivo é capacitar os alunos a compreender as formas atuais de violência na América Latina e no Caribe. Espera-se que este programa de formação fomente a colaboração entre a academia, especialistas em políticas públicas e movimentos sociais e ativistas que trabalham para erradicar as diversas formas de violência em nossa região.


As atividades da escola são gratuitas (transporte, hospedagem e alimentação não estão incluídos).

Para ser aprovado(a) na Escola, você deve completar 4 workshops do programa acadêmico (17 e 18 de julho). Certificados digitais de participação serão emitidos (CLACSO).

Os workshops também podem ser feitos individualmente (são gratuitos, mas com vagas limitadas). Serão emitidos certificados digitais de participação (CLACSO).

Coordenação: Rosa Aurora Iza Remache

Data e horário: 17 de julho, das 14h às 16h.

Descrição da Oficina: A violência contra mulheres indígenas é uma questão profundamente preocupante. As mulheres indígenas estão constantemente em risco, sendo vítimas de abuso, discriminação e violência, em grande parte devido à pobreza e ao analfabetismo. Além disso, as mulheres indígenas enfrentam altos níveis de violência física, econômica, sexual e psicológica em diversas esferas, um fenômeno que permanece amplamente ignorado.

Coordenação: Alexandra Agudelo

Data e horário: 18 de julho, das 8h às 10h.

Descrição da Oficina: A oficina "Juvenicídio na América Latina e no Caribe: chaves analíticas da perspectiva Fobopolítica " é um espaço para abordar o juvenicídio como um fenômeno que permeia a realidade dos jovens, caracterizado pelo uso sistemático e progressivo do medo, originado em formas contemporâneas de pseudodemocracias, neoconservadorismo religioso, movimentos de extrema-direita, populismo e ditaduras. Esses regimes instilam nos jovens um imaginário atualizado de um inimigo público e o combatem por meio da criminalização extrema, do hiperconsumo, da autoexploração e do envolvimento em múltiplas formas de militarização e violência.

Coordenação: Johana Patiño

Data e horário: 18 de julho, das 10.15h às 12.15h.

Descrição da Oficina: Compreender a violência estrutural contra as mulheres de forma situada e transformadora envolve, entre outras coisas, problematizar o uso do feminicídio como política que explora e gerencia as mortes sistemáticas e violentas de mulheres para gerar formas efetivas de controle baseadas no medo sobre os corpos, as emoções, as decisões, os relacionamentos e as práticas das mulheres, especialmente as mais marginalizadas. Tal compreensão requer, por um lado, uma revisão e questionamento das condições estruturais e contextuais que possibilitam sua existência em diferentes territórios e, por outro, o confronto com o saber institucionalizado que geralmente o explica a partir de uma perspectiva universal, sem considerar as experiências, as vozes e o saber das mulheres. Da mesma forma, essa compreensão transformadora requer o mapeamento e a narração das feridas e rupturas deixadas pelo feminicídio nos níveis pessoal, familiar, comunitário e institucional; mas também requer a identificação e o fortalecimento dos sentidos e práticas de reexistência e ação coletiva que as mulheres e a sociedade em geral desenvolvem para confrontar essa prática de morte. Portanto, esta oficina foi concebida como um encontro de conhecimentos, experiências e práticas entre indivíduos ou grupos interessados ​​em identificar a estrutura e o arcabouço do feminicídio, suas instruções como política necrofóbica que precisa ser denunciada e desconstruída para possibilitar uma vida justa e digna para as mulheres e para a sociedade em geral. 

Coordenação: Alfonso Torres

Data e horário: 18 de julho, das 13h às 15h.

Descrição da Oficina: De modo geral, muitos movimentos sociais surgem como resistência a diferentes tipos de violência material e simbólica. Em países como a Colômbia, onde também se desenrola um conflito armado há mais de meio século, todos os movimentos sociais do país são afetados por essa situação, o que os leva a desenvolver estratégias de proteção, resistência e alternativas a esses processos de violência sistemática, dando inclusive origem a movimentos pacifistas. Por meio da análise de quatro movimentos sociais (indígena, feminista, popular urbano e pacifista), apresenta-se uma breve caracterização de cada um, destacando seu impacto sobre a violência e algumas das estratégias desenvolvidas por cada um em relação à construção da paz.



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