Enfrentando o racismo epistêmico

 Enfrentando o racismo epistêmico


Seminário 2241

Coordenação: Anna Canavarro Benite (Universidade Federal de Goiás, Brasil) e Anny Ocoró Loango (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina)

Home: 14 / 10 / 2022 | Registo: 26/07/2022 al 13/10/2022

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.


O conceito de raça, enquanto atributo socialmente construído no tempo e no espaço, ainda funciona como um parâmetro para atribuir pessoas à estrutura social.

Essas ações afirmativas surgem como uma estratégia para combater o racismo e visam principalmente a minar a estrutura social que coloca os afrodescendentes em posições econômicas e simbólicas desfavorecidas.

Esta proposta baseia-se na abordagem epistemológica da afrocentricidade, segundo a qual os povos da África e da diáspora devem ser o centro do estudo dos fenômenos sociais, sendo, portanto, os protagonistas de sua própria história.

  • A invenção do preto
  • A invenção do racismo
  • Contextos e conceitos históricos sobre relações raciais na América Latina e no Caribe
  • Mudar o foco para descolonizar a mente.
  • Interculturalidade e interseccionalidade: Contribuições para o enfrentamento do racismo epistêmico e a promoção do pluralismo epistemológico.
  • papel desempenhado pelas populações africanas e pela diáspora na historiografia latino-americana
  • Educação antirracista
  • Políticas de ação afirmativa na América do Sul e no Caribe
  • Pesquisadores negros/afrodescendentes na América Latina e no Caribe e seus espaços de resistência/existência
  • Desigualdades étnico-raciais e políticas públicas: perspectivas comparativas na educação
  • CEPAL (2016). A matriz da desigualdade social na América Latina. Santiago: Nações Unidas. Capítulos 1 e 2. https://repositorio.cepal.org/handle/11362/40668
  • Dubet, François. (2011). Repensando a justiça social. Contra o mito da igualdade de oportunidades. Buenos Aires: Siglo XXI.
  • Gomes, Nilma Lino. (2008). Diversidade étnico-racial: para um projeto educacional emancipatório. Retratos Escolares, v. 2, p. 95-108.
  • Gomes, Nilma Lino. Relações étnico-raciais, educação e descolonização dos currículos. Currículo sem Fronteiras, v. 12, p. 98-109, 2012.
  • Grosfoguel, Ramón. (2016). Uma estrutura de conhecimento em universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, 31(1), 25-49.
  • Gunther Dietz. Multiculturalismo, interculturalidade e diversidade na educação. Uma abordagem antropológica (México: Fondo de Cultura Económica, 2012), 279 pp. Capítulos I e II.
  • Hamminga, Bert. (2005). Epistemologia sob uma perspectiva africana. Tradução para uso educacional de HAMMINGA, Bert. Epistemologia sob a perspectiva africana. In: HAMMINGA, Bert (org.). Culturas do conhecimento. Epistemologia comparada ocidental e africana. Amsterdã: Rodopy, 2005, p. 57-84, por Khalil César Santarém da Silva e Amanda Balbino Pereira.
  • Lemos Igreja, Rebecca. (2016). Combate ao racismo e à discriminação racial no Brasil: legislação e ação institucional. Desacatos, (51), 32-49. Recuperado em 27 de agosto de 2019.
  • Lima Nunes, Georgina Helena e Dos Santos, Sales Augusto. (2019). Sistema de cotas, fraude e hiper-racismo no Brasil. Universidade Nacional Autônoma do México - Instituto de Pesquisas Sociais. Revista Mexicana de Sociologia 81, nº 3 (julho-setembro de 2019): 637-663. Cidade do México.
  • Maio, Marcus Chor. (2004). Raça, educação e saúde pública no Brasil: um debate sobre o pensamento higienista do século XIX. In: MONTEIRO, Simone e SANSONE, Lívio (orgs.). Etnicidade na América Latina: um debate sobre raça, saúde e direitos reprodutivos. Rio de Janeiro, Ed. Fiocruz, 2004, p. 15-44.
  • Mbembe, Achille (2016). Crítica da Razão Negra. NED, edições. (Introdução e Capítulo I, pp. 25-82).
  • Menéndez, Eduardo L. (2018). Racismo, colonialismo e violência científica. In: Colonialismo, neocolonialismo e racismo: O papel da ideologia e da ciência nas estratégias de controle e dominação. Universidade Nacional Autônoma do México, Cidade Universitária, Cidade do México, México. Programa Universitário de Estudos sobre Diversidade Cultural e Interculturalidade.
  • Munanga; Kabengele, Gomes; Nilma Lino. (2006). Ou folha preta Brasil. São Paulo: Global. 2006. (Coleção para entender).
  • Ocoró Loango, Anny & da Silva, Maria Nilza. (2017). Afrodescendentes e Ensino Superior. Uma análise das experiências, alcance e desafios da ação afirmativa na Colômbia e no Brasil. Instituto Internacional da UNESCO para o Ensino Superior na América Latina e no Caribe (IESALC), 2017. Ensino Superior e Sociedade (ESS). Nova etapa. Coleção do 25º Aniversário. Vol. 20, edição comemorativa de 25 anos.
  • Ocoró Loango, Anny. (2019). Entre emancipação e descolonização: tensões, lutas e aprendizados de pesquisadores negros no ensino superior. Revista Práxis Educacional, v. 15, n. 32, abr./jun. 2019, UESB, Bahia, Brasil.
  • Oliva, Elene. (2017). Intelectuais afrodescendentes: notas para uma genealogia na América Latina. Tabula Rasa, (27), 45-65
  • Oyewumi, O. (2010). Conceitualizando gênero: os fundamentos eurocêntricos dos conceitos feministas e o desafio da epistemologia africana. Africaneando. Revista de atualidades e experiências. Nº 4, 4º trimestre de 2010.
  • Quijano, A. (2006). Dom Quixote e os moinhos de vento na América Latina. DEI, Departamento Ecumênico de Pesquisa - Compilador/Editor. (Segundo período, nº 127, setembro-outubro de 2006) San José
  • Thiong'o, Ngũgĩ wa. (2015). Descolonizar a mente. Introdução e capítulo I. Penguin Random House Grupo Editorial, SAU
  • Thiong'o, Ngũgĩ wa. (2017). Mudando o Centro: A Luta pelas Liberdades Culturais. Editora Rayo verde. Capítulos I e II.
  • Trouillot, Michel-Rolph. (1995). Uma história impensável. A Revolução Haitiana como um não-evento, capítulo 3. Em, Silenciando o Passado. Publicado mediante acordo com a Beacon Press e a International Editors' Co.
  • Viveros, Mara. (2016). “Interseccionalidade: uma abordagem situada da dominação”, em Debate Feminista, vol. 52, outubro, pp. 1-17.

 



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  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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