Enfrentando o racismo epistêmico
Seminário 2065
Coordenação: Anna Canavarro Benite (Universidade Federal de Goiás, Brasil) e Anny Ocoró Loango (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, Argentina)
Home: 21 / 09 / 2020 | Registo: 20/05/2020 al 20/09/2020
Carga horária: 12 semanas – 120 horas.
O conceito de raça, enquanto atributo socialmente construído no tempo e no espaço, ainda funciona como um parâmetro para atribuir pessoas à estrutura social.
Essas ações afirmativas surgem como uma estratégia para combater o racismo e visam principalmente a minar a estrutura social que coloca os afrodescendentes em posições econômicas e simbólicas desfavorecidas.
Esta proposta baseia-se na abordagem epistemológica da afrocentricidade, segundo a qual os povos da África e da diáspora devem ser o centro do estudo dos fenômenos sociais, sendo, portanto, os protagonistas de sua própria história.
- A invenção do preto
- A invenção do racismo
- Contextos e conceitos históricos sobre relações raciais na América Latina e no Caribe
- Mudar o foco para descolonizar a mente.
- Interculturalidade e interseccionalidade: Contribuições para o enfrentamento do racismo epistêmico e a promoção do pluralismo epistemológico.
- papel desempenhado pelas populações africanas e pela diáspora na historiografia latino-americana
- Educação antirracista
- Políticas de ação afirmativa na América do Sul e no Caribe
- Pesquisadores negros/afrodescendentes na América Latina e no Caribe e seus espaços de resistência/existência
- Desigualdades étnico-raciais e políticas públicas: perspectivas comparativas na educação
- CEPAL (2016). A matriz da desigualdade social na América Latina. Santiago: Nações Unidas. Capítulos 1 e 2. https://repositorio.cepal.org/handle/11362/40668
- Dubet, François. (2011). Repensando a justiça social. Contra o mito da igualdade de oportunidades. Buenos Aires: Siglo XXI.
- Gomes, Nilma Lino. (2008). Diversidade étnico-racial: para um projeto educacional emancipatório. Retratos Escolares, v. 2, p. 95-108.
- Gomes, Nilma Lino. Relações étnico-raciais, educação e descolonização dos currículos. Currículo sem Fronteiras, v. 12, p. 98-109, 2012.
- Grosfoguel, Ramón. (2016). Uma estrutura de conhecimento em universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, 31(1), 25-49.
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- Thiong'o, Ngũgĩ wa. (2017). Mudando o Centro: A Luta pelas Liberdades Culturais. Editora Rayo verde. Capítulos I e II.
- Trouillot, Michel-Rolph. (1995). Uma história impensável. A Revolução Haitiana como um não-evento, capítulo 3. Em, Silenciando o Passado. Publicado mediante acordo com a Beacon Press e a International Editors' Co.
- Viveros, Mara. (2016). “Interseccionalidade: uma abordagem situada da dominação”, em Debate Feminista, vol. 52, outubro, pp. 1-17.
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