"Em tempos de migração e crises democráticas, a ALAS retornou à região do Caribe."
Transcrição da coluna de Karina Batthyány
Em InfoCLACSO – 6 de novembro de 2024
Estamos na sede da Universidade Autônoma de Santo Domingo (UASD), na República Dominicana, para mais um Congresso da ALAS, reunidos com professores, pesquisadores, estudantes e membros de movimentos e organizações sociais. O objetivo é construir alternativas em uma América Latina turbulenta, que enfrenta múltiplos desafios relacionados à desigualdade.
Além disso, organizamos uma Escola de Pós-Graduação no âmbito dos estudos de pensamento crítico latino-americano e caribenho, em colaboração com a ALAS, a UASD e outras instituições deste país.
Durante três dias, 30 estudantes de 11 países da região participaram, interagindo e debatendo diversas áreas temáticas a partir de uma perspectiva de pensamento crítico. Esta iniciativa faz parte do nosso projeto mais amplo, Plataformas para o Diálogo Social.
Realizamos também um fórum sobre as diferentes dimensões da questão do cuidado e alternativas políticas na América Latina e no Caribe, e apresentamos os relatórios mais recentes produzidos em parceria entre a CLACSO e a ONU Mulheres sobre desigualdade de gênero.
Estamos nos preparando para a próxima Conferência Regional sobre a Mulher na Cidade do México, em 2025. Lá, poderemos observar os avanços alcançados em diversas áreas, bem como os desafios que ainda persistem para a conquista da igualdade de gênero. Por essa razão, demos continuidade ao nosso trabalho por meio de uma oficina com movimentos e organizações sociais, visando a colaboração com os movimentos feministas e pelos direitos das mulheres.
– No âmbito da ALAS, também foi realizado um painel sobre Avaliação Científica, e sabemos que este tema é muito importante para a CLACSO-FOLEC e a CLACSO-SILEU, certo?
– Absolutamente. Desde 2019, temos realizado discussões e trocas de ideias sobre o que o Fórum Latino-Americano de Avaliação Científica (FOLEC) e o SILEU, espaço específico para avaliação universitária, representam hoje. Essas são duas iniciativas importantes que a CLACSO está empreendendo para mudar efetivamente a forma como avaliamos a pesquisa, o conhecimento e as instituições acadêmicas universitárias, não apenas para obter diagnósticos precisos, mas também para desenvolver propostas e alternativas para a avaliação como uma abordagem convencional.
Hoje, algumas práticas de nossas disciplinas — as ciências sociais e humanas, bem como nossas línguas — estão sendo marginalizadas porque a avaliação se concentra nos parâmetros das ciências naturais e, sobretudo, na língua inglesa. Este é um trabalho intenso que a CLACSO vem realizando há alguns anos, mais especificamente desde a criação da FOLEC em 2019, e que agora está dando frutos. Já existem princípios, declarações e propostas para formas alternativas de avaliação, bem como outros resultados desse processo de avaliação. Por fim, depois de muitos anos, quero enfatizar que a ALAS retornou à região do Caribe em um momento de crise e incerteza em relação aos sistemas democráticos e à migração.
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