Emancipações latino-americanas entre utopias e distopias
Seminário Virtual 2516
Coordenação: Aleksander Aguilar Antunes (O Ístmo, Brasil), Renato Dellavechia (Fundação Universidade Federal do Rio Grande, FURG, Brasil)
Equipe docente: Tiago Nunes (Universidade Católica de Pelotas, UCPel, Brasil), Lia Pinheiro Barbosa (Universidade Estadual do Ceará, UECE, Brasil), Nelise Wielewski Narloch (O istmo, Brasil)
Home: 10 / 09 / 2025 | Registo: 30/05/2025 al 09/09/2025
Carga horária: 12 semanas – 90 horas.
Este seminário, sob uma perspectiva latino-americana, propõe examinar, debater, sistematizar e questionar as crises sistêmicas e as alternativas para a ordem e a governança, a emancipação e as liberdades, o poder e os futuros nos territórios latino-americanos. Realizaremos uma exploração reflexiva desses temas centrais no âmbito da Iniciativa de Articulação Centro-Americana "O Istmo: Emancipações Latino-Americanas entre Utopias e Distopias" (ELAUD).
A Iniciativa ELAUD tem se dedicado a mobilizar a atenção de atores políticos e intelectuais latino-americanos para a necessidade de manter um espaço científico internacional para a formação sociopolítica articulada, qualificada e proativa sobre essas questões vitais e urgentes, no âmbito do debate sobre emancipação. Essa proposta assume especial relevância diante do ressurgimento de ideias e práticas sociopolíticas destrutivas, que pareciam enterradas, e que ressurgiram no atual estágio do capitalismo global. Em resposta, queremos contribuir para a construção de alternativas sistêmicas, promovendo intercâmbios de conhecimento comprometidos com processos emancipatórios que (re)ativem a utopia do futuro em meio às distopias do presente.
A noção de “emancipação” e as disputas conceituais que a envolvem fazem parte do nosso imaginário político há séculos. Em certa medida, tem sido o sonho histórico mais acalentado da humanidade, uma tarefa política permanente para diversos grupos sociais que quase sempre lhe atribuem significados diferentes. Daí a importância fundamental de refletir sobre essa questão por meio de sua associação com o conceito de “território”. Como sabemos, território não é apenas uma dimensão espacial organizada pelo Estado, nem uma simples delimitação de relações de poder, mas um espaço de organização/ação sociopolítica guiado pela busca de autonomia e justiça social. A abordagem territorial é central para a vida e exige, cada vez mais, uma compreensão profunda baseada nos múltiplos agentes que a constroem e transformam. Portanto, o tema é histórico e permanece presente nos debates políticos contemporâneos, inclusive como um dilema entre as nações modernas, dada a sua relevância atual e o necessário debate que o envolve, o que lhe confere fundamental importância para a projeção e a construção do futuro.
Objetivo geral
O objetivo geral deste seminário é estudar e sistematizar a literatura sociopolítica selecionada das ciências sociais, particularmente da América do Sul e Central, a fim de discutir conceitos, categorias, histórias e análises de teorias, experiências e ações coletivas na América Latina relacionadas à (re)construção de horizontes emancipatórios. Espera-se que a promoção de intercâmbios reflexivos e construtivos de conhecimento, comprometidos com essa perspectiva, fortaleça a Iniciativa ELAUD, cujo objetivo central é consolidar um espaço para a formação sociopolítica permanente, de modo que nossas conclusões contribuam para a geração de alternativas sistêmicas e (re)ativem a utopia do futuro em meio às distopias do presente.
Os objetivos específicos
- Apresentar a bibliografia relevante produzida na América Latina, em particular situar o conjunto de seus territórios como uma região histórica e atualmente alvo de ambições econômicas e de interferências políticas coloniais e neocoloniais;
- Refletindo sobre a noção de território e territorialidade não apenas como um espaço geográfico em si, mas também como resultado da retroalimentação constitutiva entre os cenários históricos, sociopolíticos e normativos do que hoje conhecemos como América Latina;
- Debater a forma do Estado na América Latina — sua formação, revolução, intervenção e conexão com as tensões e dilemas sociopolíticos nos conflitos territoriais da região — em sua validade como unidade paradigmática das relações organizacionais socioterritoriais atuais;
- Sistematizar o conceito de "povo" em seus diferentes significados (subalternidade, multidão, massas, sociedade civil, cidadania, alteridade, alteridades, movimentos sociais, pessoas em movimento, entre outros) nas atuais condições capitalistas globalizadas do contexto latino-americano contemporâneo;
- Discutir as dinâmicas culturais, sociopolíticas e econômicas da América Latina, incluindo seus próprios processos organizacionais de resistência popular, que moldam uma experiência comum compartilhada na região.
- Processos emancipatórios e de libertação na América Latina: uma fuga natural em tempos de inteligência artificial em disputas sobre o futuro.
- Nome e designação da América Latina: poderes, identidades, territórios e territorialidades.
- Estados-nação e processos revolucionários na América Latina: O declínio da América Central: Revoluções sem mudanças revolucionárias?
- O papel dos sistemas eleitorais nos Estados-nação latino-americanos e sua relação com os processos emancipatórios.
- O quetzal (América Central) entre a águia (EUA) e o dragão (China): disputas sobre canais e fantasias interoceânicas na eterna área geoestratégica latino-americana.
- A questão socioambiental e as lutas populares na América Latina e no Caribe: da emancipação humana à emancipação da natureza.
- Lutas populares pela soberania e segurança alimentar na América Latina
- Espiritualidades centro-americanas: memória, ação coletiva e sua relação com processos emancipatórios
- Grandes empresas de tecnologia, aceleracionismo e tecnofeudalismo na economia política da geopolítica global atual.
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Inscrições antecipadas (até 03/09) |
Inscrições gerais (6 a 09 de maio) |
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Centro de Membros Plenos ou Associados |
85 USD |
150 USD |
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Sem link |
105 USD |
190 USD |
Perguntas frequentes
Os requisitos básicos para participar de um seminário são:
- Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
- Acesso à Internet.
- Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
- Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 10 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de bibliografia obrigatória, bibliografia complementar, fóruns de discussão e atividades de formação propostas pela equipe docente, trabalhos parciais e um projeto final.
O curso é online e assíncrono. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre os instrutores e os alunos para garantir a participação de todos. A presença nas sessões síncronas não é obrigatória.
Para ser aprovado no seminário, você deve participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos professores, ter concluído as entregas parciais programadas e ser aprovado no trabalho final.
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Inscrições antecipadas (até 03/09) |
Inscrições gerais (6 a 09 de maio) |
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Centro de Membros Plenos ou Associados |
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Os métodos de pagamento possíveis são cartão de crédito ou transferência bancária.
Consultas: [email protected]