EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILIRA
CONTRA O FEROZ CUTTING ORÇAMENTÁRIO E O ATAQUE ÀS CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
A intenção do governo brasileiro de cortar um terço dos recursos destinados a universidades públicas gera alerta e exige repúdio e solidariedade nos âmbitos científico, acadêmico, intelectual e cultural. As universidades públicas são responsáveis por 90% da pesquisa realizada no Brasil e são instrumento de desenvolvimento tanto do país quanto da região.
Este ajuste, alinhado com os ditames neoliberais do poder financeiro internacional, recai com especial gravidade sobre as ciências sociais e humanas. Alegando que estas seriam improdutivas do ponto de vista economicista, o partido no poder explicita a intenção de eliminar qualquer espaço de pensamento crítico que possa oferecer alternativas ao neofascismo que afirma defender.
Diante desse ataque que lhes foi dirigido – sindicatos, pesquisadores, professores, artistas, intelectuais, líderes de universidades latino-americanas e redes internacionais – expressamos nossa preocupação e repúdio, assim como nossa solidariedade aos nossos colegas e a todo o povo brasileiro, pois somente ele é o mais prejudicado por um governo que fomenta a ignorância e a redução das liberdades como políticas de Estado.
Não há democracia sem universidade. Uma universidade pública, gratuita e de qualidade é necessária para a construção da cidadania, para a soberania, para o bem-estar e para a construção de sociedades emancipadas, mais justas, humanas, democráticas, livres e igualitárias. Na conjuntura atual, em que o conhecimento é o grande motor da economia, sua importância é estratégica. Somente como contribuição das ciências, das artes e das tecnologias será possível pensar e transformar uma geopolítica global do conhecimento, que vise repriorizar a matriz produtiva de acumulação na América Latina e no Caribe.
O destino da democracia no Brasil passa hoje, também, pelo destino das universidades públicas.
EM DEFESA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS: CONTRA OS CORTES ORÇAMENTÁRIOS FEROZES E O ATAQUE ÀS HUMANIDADES E CIÊNCIAS SOCIAIS
A intenção do governo brasileiro de cortar em um terço o orçamento destinado às universidades públicas gerou alarme e levou as comunidades científica, acadêmica, intelectual e cultural a expressarem sua condenação e solidariedade. As universidades públicas são responsáveis por 90% da pesquisa realizada no Brasil e são uma força motriz para o desenvolvimento tanto do país quanto da região.
Este ajuste, em consonância com os ditames neoliberais do poder financeiro internacional, está sendo desencadeado com particular agressividade nas ciências sociais e humanas. Sob o pretexto de serem supostamente improdutivas do ponto de vista econômico, a elite dominante revela uma clara intenção de eliminar qualquer espaço para o pensamento crítico que possa oferecer alternativas ao neofascismo que busca impor.
Diante desse ataque, os signatários – sindicatos, pesquisadores, professores, artistas, intelectuais, diretores de universidades latino-americanas e redes internacionais – expressam sua preocupação e condenação, bem como sua solidariedade aos seus colegas e ao povo brasileiro como um todo, uma vez que será este último o mais prejudicado por um governo que promove a ignorância e a restrição das liberdades como política de Estado.
Não existe democracia sem universidades. Universidades públicas, gratuitas e de alta qualidade são essenciais para a construção da cidadania, da soberania, do bem-estar e para a construção de sociedades emancipadas, mais justas, humanas, democráticas, livres e igualitárias. Num mundo onde o conhecimento é a força motriz da economia, a sua importância é estratégica. Somente através das contribuições da ciência, das artes e da tecnologia podemos vislumbrar e transformar uma geopolítica global do conhecimento que busque repriorizar a matriz de acumulação da América Latina e do Caribe.
O destino da democracia no Brasil hoje também depende do destino das universidades públicas.
ASSINADO:
Marco Antonio Rodrigues Dias (ex-Diretor da Divisão de Ensino Superior da UNESCO) – René Ramírez Gallegos (ex-Secretário de Educação Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação do Equador) – Hugo Yasky (Deputado Nacional e Secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores do CTA) – Axel Didriksson (UNAM – GUNI ALC) – Carlos De Feo (Secretário Geral da CONADU e Coordenador do Setor de Ensino Superior da Educação Internacional para a América Latina) – Pablo Gentilli (Professora, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ) – Yamile Socolovsky (Secretária de Relações Internacionais e Diretora do IEC CONADU) – Federico Montero (Secretário de Organização da CONADU e Secretária Geral da FEDUBA) – Verónica Bethencourt (Secretária Sindical da CONADU) – Sandra Torlucci (Reitora da Universidade Nacional das Artes, Argentina) – Gabriela Diker (Reitora da Universidade Nacional General Sarmiento, Argentina) – Fabián Calderón (Reitor da Universidade Nacional de La Rioja, Argentina) – Alicia Bohern (Reitora da Universidade Nacional de Misiones, Argentina) – Ana Jaramillo (Reitora da Universidade Nacional de Lanús, Argentina) – Carlos de Marziani (Reitor da Universidade Nacional da Patagônia San Juan Bosco, Argentina) – Adrián Canelotto (Reitor da Universidade Pedagógica Nacional) – Gustavo Crisafulli (Reitor da Universidade Nacional de Comahue) – Alejandro Villar (Reitor da Universidade Nacional) de Quilmes) – Roberto Rovere (Reitor da Universidade Nacional de Río Cuarto) – Federico Thea (Reitor da Universidade Nacional de José C. Paz) – Juan José Castelucci (Reitor da Universidade Nacional da Terra do Fogo) – Luis Negretti (Reitor da Universidade Nacional de Villa María) – Ernesto Villanueva (Reitor da Universidade Nacional Arturo Jauretche) – Jorge Calzoni (Reitor da Universidade Nacional de Avellaneda) – Damian Del Valle (Secretário de Ligação da Universidade Nacional de Assunção e Coordenador do Programa PRIU-IEC/CONADU) – Ramiro Noriega (Reitor da Universidade das Artes do Equador) – Freddy Alvarez (Reitor da Universidade Pedagógica do Equador) – Elvin Calcagno (UNAE – Equador) – Graciela Morgade (Reitora da Faculdade de Filosofia e Letras, UBA) – María Inés Peralta (Reitora da Faculdade de Ciências Sociais, UNC) – Karina Batthyány (Secretária Executiva do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais) – Pablo Vommaro (Diretor de Pesquisa do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais) – Gustavo Lema (Diretor de Comunicação do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais) – Nicolás Arata (Diretor de Formação e Produção Editorial do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais) – Carol Murillo Ruiz (UCE – Equador) – Claudio Suasnabar (Professor Pesquisador, UNLP – UNA, Argentina) – Silvina Elias (Vice-Reitora, Departamento de Economia, UNS) – Sebastián Nader (Argentina) – Antonio Malo Larrea (Pesquisador Universitário e Professor – Equador) – Carlos Fidel (Professor e Pesquisador, Universidade Nacional de Quilmes e CLACSO) – Matías Causa (Pró-Secretário Acadêmico, Faculdade de Serviço Social, UNLP) – Cecilia Schneider (UNDAV/UNPAZ) – Pablo Daniel Vain (Professor Pesquisador, UNaM/CONICET) – Martín R. Legarralde (Diretor, Departamento de Ciências da Educação, Faculdade de Humanidades e Ciências da Educação, UNLP) – Nora Z. Lanfri (Vice-Diretora, Escola de Ciências da Educação, Faculdade de Filosofia e Humanidades, UNC) – Lionel Korsunsky (UNCo) – Regina Laisner (Professor, UNESP Franca, Brasil) – Maria Julieta Abba (Unisinos, Brasil) – Lucía García (Pesquisadora do Centro de Estudos Educacionais e Sociais da Faculdade de Ciências Humanas da UNICEN) – Fernanda Beigel (CONICET – UNCuyo)
Internacional da Educação para a América Latina (EI-AL) – Confederação Nacional de Professores Universitários (CONADU – Argentina) – Confederação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior e Educação Técnica e Tecnológica Básica (PROIFES – Brasil) – Confederação de Acadêmicos de Universidades Estaduais do Chile (FAUECH) – Confederação de Trabalhadores da Educação da República Argentina (CTERA) – CTA dos Trabalhadores (Argentina)
Comitê Diretivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO) – Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nacional de Córdoba – Plataforma Regional para a Integração Universitária (PRIU / IEC- CONADU) – Cátedra Aberta «Simón Rodríguez» (UNaM) – Projeto de Pesquisa «Inclusão de indígenas, pessoas com deficiência, imigrantes e pessoas de setores populares na universidade» (PIUNI / Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNaM)
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