Educação, gênero e políticas contra a violência de gênero nas escolas

 Educação, gênero e políticas contra a violência de gênero nas escolas

Seminário 2235

Coordenação: Graciela Morgade, Paula Fainsod, Jésica Baez e Catalina González del Cerro (Universidade de Buenos Aires, Argentina)

Home: 08 / 09 / 2022 | Registo: 26/07/2022 al 07/09/2022

Carga horária: 12 semanas – 90 horas.


Na América Latina, instituições estatais e organizações da sociedade civil enfrentam um enorme desafio no que diz respeito à violência de gênero contra meninas, adolescentes e mulheres. É sabido que, embora tenha havido progressos significativos nas últimas décadas, as expressões de desigualdade e discriminação de gênero que permeiam a vida de crianças, jovens e adultos estão profundamente enraizadas na cultura, sendo muito mais difíceis de mudar do que leis e declarações governamentais, e exigem esforços coordenados entre diferentes organizações. Nesse sentido, as políticas educacionais desempenham um papel crucial na desconstrução da lógica da socialização da identidade, na construção de relações mais igualitárias e na prevenção da violência. Partindo da hipótese de que toda educação é sexual na medida em que estabelece classificações, sexuiza a experiência cotidiana e constrói uma noção de normalidade, este seminário propõe questionar as formas de abordar a educação sexual e avançar na construção de ferramentas pedagógicas em favor de práticas educativas que aspirem à justiça de gênero e que tenham como base a erradicação e a atenção à violência de gênero.

Nesse sentido, este curso visa contribuir para a interpretação e compreensão dos discursos hegemônicos e subordinados sobre a construção social dos corpos sexuados em todas as formas de escolarização (conhecimento acadêmico constituído no currículo formal, expectativas e valores que moldam o currículo efetivo, omissões e silêncios que constituem o currículo nulo, a construção social do ensino e as experiências daqueles que transitam pelo sistema escolar), bem como para a elaboração e implementação de estratégias específicas para a incorporação desse tema em diversos contextos educativos. Dessa forma, promove a problematização e a desnaturalização das práticas de violência de gênero que esse efeito pressupõe.

Além disso, este estudo visa fornecer uma visão geral dos referenciais teóricos, regulatórios, protocolos e experiências empíricas que compõem o campo dos estudos de gênero e sexualidade, particularmente aqueles relacionados à violência de gênero na educação e especificamente vinculados à educação sexual. Dentro desse contexto, o foco recai na reflexão sobre os desafios da integração de um projeto de educação sexual que amplie o escopo da compreensão, contribua para problematizar as desigualdades educacionais em sua dimensão de gênero e possibilite o desenvolvimento de práticas que estimulem a imaginação pedagógica na busca por instituições educacionais que promovam relações mais equitativas.

OBJETIVO GERAL

O seminário busca gerar contribuições para a interpretação e compreensão dos discursos hegemônicos e subordinados sobre a construção social dos corpos sexuados em todas as formas de escolarização (conhecimento acadêmico constituído no currículo formal, expectativas e valores que moldam o currículo real, omissões e silêncios que compõem o currículo nulo, a construção social do ensino e as experiências de quem passa pela escola), bem como para a concepção e implementação de estratégias específicas para incorporar o tema em diversos dispositivos e políticas educacionais.

Além disso, propõe-se fornecer uma visão geral das produções teóricas, do quadro regulatório, dos protocolos e das experiências empíricas que compõem o campo dos estudos de gênero e sexualidade, aqueles relacionados à violência de gênero na educação e especificamente ligados à educação sexual.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Que os alunos:

  • Aprofunde-se no conceito de violência de gênero no campo da educação, explorando os debates teóricos e metodológicos.
  • Conheça o quadro regulamentar e a elaboração de políticas educacionais que promovam a justiça de gênero.
  • Analisar experiências educacionais que promovam a educação para a igualdade de gênero.
  • Construir uma perspectiva para abordar a violência de gênero no campo educacional com base na corresponsabilidade, na intersetorialidade e em uma rede de apoio.
  • Educação para a igualdade de gênero: caminhos e pontos de partida
  • Reconhecendo a violência de gênero nas instituições educacionais
  • O cotidiano nas escolas, as leis e a violência de gênero.
  • Políticas educacionais para combater a violência de gênero
  • Leituras e releituras: cenas escolares, apropriação de regulamentos e violência de gênero.
  • Currículo e violência de gênero
  • Debates conceituais que contribuem para o enfrentamento da violência de gênero.
  • Abordagens institucionais à violência de gênero
  • Atores, estratégias de intervenção e protocolos contra a violência de gênero
  • Pedagogias feministas
  • Baez, JM (2016). A inclusão da educação sexual nas políticas públicas na América: Organizações internacionais e suas formas de intervenção.
  • Barrancos, (2021). A indispensável formação de professores com uma perspectiva de gênero. Revista Argentina de Pesquisa Educacional.
  • Bonino, (2004). Micromachismos. La Cibeles, 2.
  • Connell, Raewyn (2001) Educando meninos: novas pesquisas sobre masculinidade e estratégias de gênero nas escolas.” Revista Nómadas , Na14, Universidad Central, Bogotá.
  • Larrondo, Marina e Ponce, Camila (2019). Ativismo feminista jovem na América: Dimensões e perspectivas conceituais. In Ativismo feminista jovem: emergências, atores e lutas na América Latina. Buenos Aires. CLACSO.
  • Maltz, Liliana (2019): “Educação sexual: uma oportunidade para a ternura”. Notícias Educacionais. Buenos Aires. Argentina.
  • Marina, Mirta (2020) Dia Nacional da Educação para a Igualdade: prevenção e erradicação da violência de gênero: diretrizes para instituições. Buenos Aires: Ministério da Educação.
  • Morgade, Graciela (2011) Toda educação é La Crujía. Buenos Aires-
  • Ochoa, L. (2007). Uma proposta para a pedagogia feminista: teorizando e construindo a partir de gênero, pedagogia e práticas educacionais feministas. I Colóquio Nacional sobre Gênero na Educação. Universidade Pedagógica Nacional, Fundação para a Cultura Docente, Cidade do México, México.
  • Silvia Chejter (2018) Abuso sexual e gravidez forçada na infância e adolescência: diretrizes para sua abordagem interinstitucional. Plano Nacional para a Prevenção da Gravidez Não Planejada na Adolescência.

 



Desconto para pagamento único até 31/08

Em um único pagamento após 31/08

CM Plenos

75 USD

150 USD

CM Associates

95 USD

190 USD

Sem link

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Perguntas frequentes

Os requisitos básicos para participar de um seminário são:

  • Disponibilidade de pelo menos 4 horas por semana para se dedicar ao curso do seminário.
  • Acesso à Internet.
  • Domínio adequado das ferramentas de comunicação e informática.
  • Proficiência no idioma em que o curso será ministrado. Os idiomas oficiais são o espanhol e o português.
Os seminários têm duração de 12 semanas, além da conclusão de um projeto final. Um total de 90 horas de dedicação será creditado.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.

 



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Os métodos de pagamento possíveis são cartão de crédito, transferência bancária e depósito bancário.