Economia feminista emancipadora

 Economia feminista emancipadora

El Grupo de Trabalho da CLACSO sobre Economia Feminista Emancipatória Busca-se produzir coletivamente conhecimento sobre a economia, cuja conceitualização redefinimos para dar centralidade ao objetivo de garantir a reprodução da vida humana e não humana. 

Os referenciais epistemológicos, teóricos e metodológicos que utilizamos enfatizam as escolas de pensamento latino-americanas. O conhecimento produzido é transdisciplinar e politicamente fundamentado no feminismo. Compreendemos os problemas sociais a partir da perspectiva dos atores envolvidos em sua resolução.

No âmbito social, a GT considera essencial coordenar e cooperar com diversos grupos e organizações feministas e de mulheres que lideram as lutas em defesa da vida na região.

O Grupo de Trabalho é composto por indivíduos com carreiras de destaque na academia, em organizações sociais e em processos oriundos de movimentos afrodescendentes, indígenas e de pessoas com diversidade de gênero em toda a região. Dessa forma, defendemos uma diversidade de perspectivas para influenciar a formulação verdadeiramente democrática de políticas públicas e abordar os desafios impostos pela pluralidade de economias que sustentam a vida no continente. Nesse sentido, acreditamos que pesquisa e ação comprometidas com processos transformadores caminham juntas.

Especificamente, para o ciclo de 2023-2025, propomos: fortalecer as pontes entre a academia e as organizações sociais ou comunitárias que trabalham a partir de abordagens da economia feminista emancipadora (EFE); estamos comprometidas em formular estruturas teórico-metodológicas territorializadas que rompam com a colonialidade do poder que constrói visões duais que separam natureza de cultura, o rural do urbano, que compreendem o mundo a partir de uma visão essencialista de dois gêneros e que enfatizam uma visão civilizacional centrada no Norte.

Estamos interessadas em construir em conjunto uma visão de economia feminista que reconheça as transformações em curso na região para sustentar e cuidar de uma diversidade de modos de vida e projetos coletivos que envolvam o questionamento do modelo neoliberal e que mostrem a pluralidade de formas econômicas que garantem a vida no continente.

coordenada

Natalia Quiroga Diaz
Instituto da Grande Buenos Aires
Universidade Nacional de General Sarmiento
Argentina
[email protected]

Patrício Dobrée
Centro de Documentação e Estudos
Paraguai
[email protected]

Amaranta Cornejo Hernández
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituto de Ciências Sociais e Humanas
Benemérito Universidad Autónoma de Puebla
México
[email protected]

Plano de Trabalho 2023-2025