Cadeira: CLASSO Coordenação: Facundo Martín e Gabriela Merlinsky (Instituto de Pesquisa Gino Germani, Argentina) Home: 24 / 06 / 2019 | Registo: 04/02/2019 al 21/06/2019
Equipe de ensino: Facundo Martín, Gabriela Merlinsky, Horacio Alejandro César Machado Aráoz, Mina Lorena Navarro Trujillo e Catalina Toro Pérez
Carga horária: 12 semanas – 90 horas.
Métodos de pagamento Se você tiver algum vínculo com um Centro Associado da CLACSO:
Pagamento único: USD 95 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
Se você possui algum vínculo com uma Rede ou Instituição Associada à CLACSO:
Pagamento único: USD 140 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
Caso você NÃO tenha vínculo com um Centro Associado da CLACSO:
Pagamento único ANTES de 14/06/2019: USD 150 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
Pagamento único: USD 190 (inclui custos de emissão e envio do certificado digital).
Apresentação do curso:
A ecologia política na América Latina deixou de ser uma proposta um tanto exótica para poucos especialistas e se consolidou com presença legítima na academia, além de notável relevância para as demandas da esfera pública. Isso, evidentemente, acompanha o crescente conflito em torno das questões ambientais na região e no mundo. Trata-se de um campo de análise, crítica e discurso pluralista que se constituiu por meio da formação de redes acadêmicas latino-americanas, situadas em continuidade com as tradições regionais de pensamento crítico e com o complexo problema da construção da identidade em nossas sociedades. Essa ecologia política se inspira na história latino-americana e propõe reescrever a história da região em diferentes dimensões, a partir da reconstrução das relações entre sociedades, culturas e natureza. De uma perspectiva teórica interdisciplinar construída na interseção da história ambiental e política, da geografia crítica, dos estudos culturais e do pensamento ambiental, busca confrontar o passado, expandir o presente e projetar futuros para além do modelo ocidental-moderno.
Ao mesmo tempo, desde o seu surgimento, a Ecologia Política Latino-Americana vem desenvolvendo uma relação ativa de troca e retroalimentação permanentes com os diversos movimentos e lutas envolvidos em conflitos de diferentes escalas e circunstâncias.
Conteúdo:
Ecologia política na América Latina: genealogia, horizontes e desafios.
Definições, abordagens e métodos em ecologia política latino-americana.
As perspectivas ecológica e ecossocialista de Marx.
Ecologia política dos regimes extrativistas.
Conflitos ambientais, territórios e ação coletiva.
Questão ambiental e questão urbana.
Refletindo sobre a interdependência para a reprodução da vida: as lutas das mulheres contra o extrativismo.
Justiça ambiental no Caribe Ocidental: geopolítica, história ambiental e ecologia política.
Lutas comunitárias em defesa da vida na América Latina.
Contexto Latino-Americano: Crise Ecológica e Ordem Neocolonial. Horizontes Alternativos Diante da Desapropriação Capitalista.
Héctor Alimonda, "A colonialidade da natureza - Uma abordagem da ecologia política latino-americana", em Héctor Alimonda (org.), Natureza colonizada - Ecologia política e mineração na América Latina, CLACSO-CICCUS, Buenos Aires, 2011.
Enrique Leff, "Ecologia política na América Latina. Um campo em construção", em Héctor Alimonda (org.), Os Tormentos da Matéria - Contribuições para uma ecologia política latino-americana, CLACSO, Buenos Aires, 2006.
Arturo Escobar, "Depois da Natureza", em Arturo Escobar, O Fim do Selvagem, UNC/ICAH, Bogotá, 1998.
Gian Carlo Delgado Ramos, “Por que a ecologia política é importante?”, Nueva Sociedad, 244, 2013.
Facundo Martín e Robin Larsimont, “É possível uma ecologia cosmopolítica?”, Polis [Online], 45 | 2016, Publicado em 11 de maio de 2017, acessado em 15 de novembro de 2017. URL: http://polis.revues.org/12155
Lucrecia Wagner, Conflitos socioambientais - Megamineração em Mendoza (1884-2011), Editorial Universidad Nacional de Quilmes, 2014, capítulo 1.
Foster, John Bellamy (2005) “A ecologia de Marx. Materialismo e natureza”, El Viejo Topo, Madrid. Capítulo V.
(2012) “Uma Ecologia da Economia Política de Marx”. Revista “Lutas Sociais” PUC São Paulo, São Paulo, n.28, p.87-104, 1º Sem. 2012.
Löwy, Michel (2012) “Ecosocialismo. A alternativa radical à catástrofe ecológica capitalista”, Herramienta, Buenos Aires. Capítulo 3.
Magdoff, Fred e Foster, John B. (2010) “O que todo ambientalista precisa saber sobre o capitalismo”. Monthly Review, Vol. 61, nº 10.
Alimonda, Héctor (2011) “A colonialidade da natureza. Uma abordagem à ecologia política latino-americana”. In Alimonda (coord.) “Natureza colonizada. Ecologia política e mineração na América Latina”. Clacso-Ciccus, Buenos Aires.
Altvater, Elmar (2014) “Capital e o Capitaloceno”. In Mundo Siglo XXI, Revista del CIECAS-IPN, No. IX, 2014, pp.
Lander, Edgardo (2013) “Crise Civilizacional, Limites Planetários, Ataques à Democracia e Povos em Resistência”. In “Alternativas ao Capitalismo/Colonialismo do Século XXI”, Grupo de Trabalho Permanente sobre Alternativas ao Desenvolvimento, Fundação Rosa Luxemburgo, América Livre, Buenos Aires.
Machado Aráoz, H. (2015) "Ecologia Política de Regimes Extrativistas. Das Reconfigurações Imperiais e Reexistências Decoloniais em Nossa América. Revista Bajo el Volcán, vol. 15, N° 23, Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, México, setembro-fevereiro de 2016 pp. 11-51.
Machado Aráoz, H. (2016) “Sobre a Natureza Realmente Existente, a Entidade 'América' e as Origens do Capitaloceno. Dilemas e Desafios das Espécies”. Actuel Marx Interventions Journal No. 20, Primeiro Semestre de 2016. LOM Ediciones, Santiago do Chile. Pp. 205-230.
Merlinsky, G. (2014), "Introdução: a questão ambiental na agenda pública", em Merlinsky, G. (organizador), Cartografias do conflito ambiental na Argentina, Buenos Aires, Ciccus/CLACSO, pp. 19/60.
Merlinsky, G. (2014), "A espiral do conflito. Uma proposta metodológica para a realização de estudos de caso na análise de conflitos ambientais", em Merlinsky, G. (organizador), Cartografias do conflito ambiental na Argentina, Buenos Aires, Ciccus/CLACSO, pp. 61/117.
Merlinsky, MG e Latta, A. (2012), "Ação Coletiva Ambiental, Justiça e Mudança Institucional na Argentina", em A. Latta & H. Wittman (orgs.), Meio Ambiente e Cidadania na América Latina: Naturezas, Sujeitos e Lutas, Nova York, Berghahn.
Merlinsky, G. (2013), "Política, direitos e justiça ambiental: o conflito de Riachuelo", Buenos Aires, Fondo de Cultura Económica, capítulo 8.
Nik Heynen, Maria Kaika, Eric Swyngedouw (2006), "Ecologia política urbana: Politizando a produção de naturezas urbanas", em M. Kaika, N. Heynen, E. Swyngedouw (orgs.), Na Natureza das Cidades: Ecologia Política Urbana e a Política do Metabolismo Urbano. Questionando as Cidades, Nova York, Routledge.
Merlinsky, G. (2014), "Conflitos ambientais e casos estruturais: os efeitos da decisão "Riachuelo" na implementação de políticas públicas na metrópole de Buenos Aires", em Antonio Azuela e Miguel Angel Cancino (coordenadores), Juízes e conflitos urbanos na América Latina, Cidade do México, Procuradoria de Reorganização Ambiental e Territorial do Distrito Federal.
Cruz, Delmy Tania e Bayón Jiménez, Manuel, Corpos, Territórios e Feminismos. Compilação latino-americana de teorias, metodologias e práticas políticas. Abya Yala e Instituto de Estudos Ecológicos do Terceiro Mundo, 2019.
Hernández, Rosalva Aída, “Corpos femininos, violência e acumulação por despossessão, em: Belausteguigoitia, Marisa/ Saldaña Portillo, María Josefina, Despossessão: Gênero, território e lutas pela autodeterminação, México, UNAM, 2015.
Navarro, Mina Lorena/ Gutiérrez, Raquel, “Chaves para pensar a interdependência desde a perspectiva da ecologia e dos feminismos”, Revista Bajo el Volcán, no. 28. No prelo.
Ayala, María del Rosario/ Zapata, Emma/ Cortés, Ramón, “Extrativismo: expressão do sistema capitalista-colonial-patriarcal”, em: Revista Ecología Política, no. 54, Icária, Barcelona.
Castro, Guillermo. e José Martí na cultura latino-americana da natureza.” Pág. 16. Para uma História Ambiental da América Latina. Ciências Sociais. 2004, Havana, Cuba. Págs. 7-52
Catalina Toro Pérez. (CLACSO 2017) La Mosquitia: “Última Fronteira Imperial? Neocolonialismo / Neoextrativismo no mundo afro-caribenho”. pp. 117 – 159, em: Ecologia política latino-americana: pensamento crítico, diferença latino-americana e rearticulação epistêmica/ Héctor Alimonda ... [et al.] ; CLACSO; Buenos Aires, 2017. Volume II.
Boletim Extremo: Novas Fronteiras do Extrativismo Energético na América Latina. Extremo: "Explodindo o Oceano". Roberto OCHANDIO pp. 27 - 33 e "Pré-sal: Energia Extrema das Profundezas da Terra". LOUREIRO, BETO et al. (2017) pp. 35 - 44
A Indisciplina de Caliban. Filosofia no Caribe além da academia. Felix Valdes Garcia. (2017). [email protected]Havana, Cuba.
Gutiérrez, Raquel, Navarro Mina Lorena e Linsalata, Lucia (2017), "Repensando o político, pensando no comum. Chaves para a discussão", em: Inclán, Daniel, Linsalata, Lucia, Millán, Márgara, Modernidades Alternativas, UNAM-Ediciones del Lirio.
Svampa, Maristella, As fronteiras do neoextrativismo na América Latina: conflitos socioambientais, virada ecoterritorial e novas dependências. CALAS, Alemanha, 2019.
“Desapropriação capitalista e lutas pelos bens comuns em defesa da vida no México: chaves da ecologia política”, em Ecologia Política Latino-Americana. Coordenado por Héctor Alimonda, Catalina Toro Pérez e Facundo Martín. 2017. Volume II. CLACSO e Universidade Autônoma Metropolitana, Buenos Aires, Argentina.
Edgardo Lander. Neoextrativismo: debates e conflitos em países com governos progressistas na América do Sul. Pp. 79 – 92 in: Ecologia política latino-americana: pensamento crítico, diferença latino-americana e rearticulação epistêmica/ Héctor Alimonda ... [et al.] ; CLACSO; México 2017. Volume II.
Emiliano Teran Mantovani. A Geopolítica do Desenvolvimento: Crise Sistêmica, Neoliberalismo e Limites Planetários. Págs. 31 – pág. 69. In O Fantasma da Grande Venezuela. Um Estudo do Desenvolvimento e dos Dilemas do Petroestado na Revolução Bolivariana.
Horacio Machado Aráoz. “América Latina e a Ecologia Política do Sul. Lutas pela Reexistência, Revolução Epistêmica e Migração Civilizacional”. In: Ecologia Política Latino-Americana: Pensamento Crítico, Diferença Latino-Americana e Rearticulação Epistêmica / Héctor Alimonda ... [et al.] ; CLACSO; México 2017. Volume II. Pp. 19
Porto Gonçalves, Carlos Walter "Dimensão geopolítica da crise brasileira: uma perspectiva de grupos sociais subalternos. In: Ecologia política latino-americana: pensamento crítico, diferença latino-americana e rearticulação epistêmica/ Héctor Alimonda ... [et al.] ; CLACSO; México 2017. Volume I.
O curso é composto por doze aulas, cada uma acompanhada de leituras obrigatórias, leituras complementares, fóruns de discussão e atividades de aprendizagem propostas pela equipe docente, além de entregas parciais e um projeto final. O curso é ministrado online e de forma assíncrona. Alguns instrutores podem propor atividades síncronas. Nesses casos, a data e o horário serão combinados previamente entre a equipe docente e os alunos para garantir a participação de todos. Para aprovação no seminário, os alunos devem participar de pelo menos 80% dos fóruns de discussão e atividades propostas pelos instrutores, concluir todas as entregas parciais programadas e ser aprovados no projeto final.